{"id":919,"date":"2016-01-25T16:50:11","date_gmt":"2016-01-25T16:50:11","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2016\/01\/25\/25-01-2016\/"},"modified":"2016-01-25T16:50:11","modified_gmt":"2016-01-25T16:50:11","slug":"25-01-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2016\/01\/25\/25-01-2016\/","title":{"rendered":"25\/01\/2016\u00a0"},"content":{"rendered":"<p> <title><\/title> <\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: verdana,geneva,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"display: none;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\" style=\"font-size: 12px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/5\" style=\"width: 643px; height: 82px;\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><b style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif; font-size: 12px;\"><i>Porto Alegre, 25 de janeiro de 2016 &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 10- N\u00b0 2.192<\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/6\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"text-align: justify;\"><span face=\"tahoma, geneva, sans-serif\" style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"width: 811px; height: 16px; text-align: justify; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/8\" style=\"width: 53px; height: 34px; float: left;\" \/><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;Latic\u00ednios reagem \u00e0 lei que muda embalagens&nbsp;<\/span><\/strong><br style=\"text-align: justify;\" \/> <br style=\"text-align: justify;\" \/> <span style=\"text-align: justify;\">Lideran\u00e7as de latic\u00ednios ga\u00fachos associados ao Sindilat debateram, em reuni\u00e3o na tarde desta segunda-feira (25\/01), o impacto do decreto 8.552, que regulamenta a lei 11.265 e imp\u00f5e novas regras para as embalagens de produtos l\u00e1cteos. Pelo texto, que j\u00e1 est\u00e1 em vigor desde 4 de novembro de 2015, fica proibido o uso de figuras humanizadas nos r\u00f3tulos, a exemplos de vacas com rostos sorridentes e personagens. O entendimento do Anvisa \u00e9 que tais figuras estimulariam o consumo de leite por crian\u00e7as em detrimento da amamenta\u00e7\u00e3o. &nbsp;Segundo o Sindilat, as restri\u00e7\u00f5es, que tamb\u00e9m incluem limites \u00e0 publicidade, n\u00e3o se aplicam a outros setores.&nbsp;<\/span><br style=\"text-align: justify;\" \/> <br style=\"text-align: justify;\" \/> <span style=\"text-align: justify;\">Pela regulamenta\u00e7\u00e3o, as ind\u00fastrias que t\u00eam produtos com inconformidades nas embalagens ter\u00e3o 12 meses para adapta\u00e7\u00e3o. Se as regras forem seguidas \u00e0 risca, as embalagens de leite e iogurte ficar\u00e3o parecidas com as de medicamentos, o que, aos olhos do Sindilat, \u00e9 um exagero. \"S\u00e3o medidas restritivas de uma lei antiquada, o que imp\u00f5e ao leite normas muito mais rigorosas do que para outros setores\", pontuou o presidente em exerc\u00edcio do Sindilat, Guilherme Portella.<\/span><br style=\"text-align: justify;\" \/> <br style=\"text-align: justify;\" \/> <span style=\"text-align: justify;\">As ind\u00fastrias ga\u00fachas reagiram com vigor \u00e0 medida. Uma das alternativas em an\u00e1lise \u00e9 ingressar com A\u00e7\u00e3o Direta de Inconstitucionalidade (ADI) em uma mobiliza\u00e7\u00e3o nacional. \"Essa legisla\u00e7\u00e3o coloca o leite em uma posi\u00e7\u00e3o de desvantagem. Faz pensar que \u00e9 mais saud\u00e1vel ingerir um copo de refrigerante do que um copo de leite\", &nbsp;frisou Portella. Entre as empresas, a d\u00favida \u00e9 sobre como essas restri\u00e7\u00f5es ser\u00e3o enfrentadas. H\u00e1 ind\u00fastrias querendo registrar novos r\u00f3tulos e que j\u00e1 est\u00e3o enfrentando problemas com a nova formata\u00e7\u00e3o.<\/span><br style=\"text-align: justify;\" \/> <br style=\"text-align: justify;\" \/> <span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"text-align: justify;\">Lei do Leite<\/span><\/span><br style=\"text-align: justify;\" \/> <br style=\"text-align: justify;\" \/> <span style=\"text-align: justify;\">Durante a reuni\u00e3o, o Sindilat ainda informou que abriu consulta junto aos associados sobre a Lei do Leite, aprovada em dezembro pela Assembleia Legislativa. O objetivo \u00e9 coletar informa\u00e7\u00f5es a fim de contribuir com a regulamenta\u00e7\u00e3o da legisla\u00e7\u00e3o. &nbsp;Segundo o secret\u00e1rio-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a meta \u00e9 reunir sugest\u00f5es at\u00e9 o dia 10 de fevereiro e, ent\u00e3o, agendar uma reuni\u00e3o com os associados para tratar do tema. &nbsp;\"A Secretaria da Agricultura est\u00e1 aberta a debater o assunto e aparar as arestas que, por ventura, existam na Lei do Leite\", frisou Portella.<\/span><br style=\"text-align: justify;\" \/> <br style=\"text-align: justify;\" \/> <span style=\"text-align: justify;\">Na ocasi\u00e3o, os associados ainda aprovaram a previs\u00e3o or\u00e7ament\u00e1ria do Sindilat para 2016. Palharini destacou a\u00e7\u00f5es realizadas pelo Sindicato ao longo de 2015 que trouxeram ganhos substanciais aos associados, tal como o projeto de PIS\/Cofins. &nbsp;Portella pontuou a import\u00e2ncia das multinacionais que atuam no RS passarem a contribuir com o Sindicato das Ind\u00fastrias local. Segundo ele, essa \u00e9 uma ferramenta importante para o desenvolvimento do setor.<\/span><br style=\"text-align: justify;\" \/> <br style=\"text-align: justify;\" \/> <span style=\"text-align: justify;\">As ind\u00fastrias ainda avaliaram a proposta da Fetag de tornar o valor de refer\u00eancia divulgado mensalmente pelo Conseleite como pre\u00e7o m\u00ednimo a ser pago aos produtores. &nbsp;Segundo lideran\u00e7as presentes, \u00e9 imposs\u00edvel balizar pre\u00e7os por cima uma vez que h\u00e1 grande diferen\u00e7a entre perfis produtivos, alguns com capta\u00e7\u00e3o de 50 litros dia e outros com 10 mil e em situa\u00e7\u00f5es log\u00edsticas totalmente distintas. O risco, alertou-se, \u00e9 que essa medida resulte na exclus\u00e3o dos pequenos produtores do sistema produtivo. O assunto seguir\u00e1 em debate entre as empresas. (Assessoria de Imprensa Sindilat)<\/span><br style=\"text-align: justify;\" \/> <br \/> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/1565\" \/><br style=\"text-align: justify;\" \/> <span style=\"text-align: justify;\">Reuni\u00e3o de associados nesta segunda-feira<\/span><br style=\"text-align: justify;\" \/> <em><span style=\"text-align: justify;\">Cr\u00e9dito: Carolina Jardine&nbsp;<\/span><\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-indent: 42.55pt; line-height: 13.5pt; font-size: 12px; width: 803px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <strong>Pre\u00e7os est\u00e1veis e custos em alta no mercado do leite em Santa Catarina<\/strong><\/p>\n<p> O mercado do leite ter\u00e1 um ano de estagna\u00e7\u00e3o. Os pre\u00e7os de refer\u00eancia anunciados pelo Conselho Parit\u00e1rio Produtor\/Ind\u00fastria de Leite do Estado de Santa Catarina (Conseleite) para este m\u00eas de janeiro evolu\u00edram apenas R$ 1 centavo por litro. O excesso de chuva dos \u00faltimos meses afetou a qualidade das pastagens e reduziu a oferta, mas, a demanda tamb\u00e9m caiu em raz\u00e3o do ver\u00e3o. O Conseleite projetou os valores do leite padr\u00e3o no m\u00eas de janeiro, registrando leve aumento, passando para R$ 0,9406. O leite acima do padr\u00e3o ficou em R$ 1,0817 e, abaixo do padr\u00e3o, R$ 0,8551.<\/p>\n<p> O vice-presidente do Conseleite e vice-presidente regional da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Estado de SC (FAESC) Adelar Maximiliano Zimmer observa que os pre\u00e7os n\u00e3o apresentam varia\u00e7\u00f5es significativas desde junho no mercado prim\u00e1rio de produ\u00e7\u00e3o de leite. \"Essa situa\u00e7\u00e3o se complica e se agrava pelo aumento dos custos de produ\u00e7\u00e3o - energia el\u00e9trica, combust\u00edveis, m\u00e3o de obra, suplementos minerais e fertilizantes\", assinala o dirigente.<\/p>\n<p> \"Em face desses aumentos nos custos n\u00e3o h\u00e1 espa\u00e7o para mais redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os pagos aos criadores de gado leiteiro\", assinala Zimmer. Ele lembra que a melhoria de pre\u00e7o obtida nesse m\u00eas \u00e9 insuficiente para repor as margens ideais de lucratividade.<\/p>\n<p> As avalia\u00e7\u00f5es do dirigente indicam que os pre\u00e7os dos l\u00e1cteos n\u00e3o subir\u00e3o nos pr\u00f3ximos meses por uma s\u00e9rie de fatores. H\u00e1, no momento, uma ampla oferta global de l\u00e1cteos. Os pre\u00e7os das commodities se mantiveram relativamente est\u00e1veis durante o m\u00eas passado e o grandes compradores de l\u00e1cteos t\u00eam uma boa cobertura para os pr\u00f3ximos meses, com muitos produtos dispon\u00edveis em estoque. H\u00e1 tamb\u00e9m uma preocupa\u00e7\u00e3o de que v\u00e1rios importantes pa\u00edses importadores dependentes do petr\u00f3leo - Arg\u00e9lia e Venezuela, em particular - reduzir\u00e3o as compras nos pr\u00f3ximos meses. Uma grande importa\u00e7\u00e3o realizada pela Venezuela de leite brasileiro, no m\u00eas passado, impediu queda nos pre\u00e7os do mercado interno.<\/p>\n<p> A conjuga\u00e7\u00e3o de fatores negativos - reajuste nos pre\u00e7os da energia el\u00e9trica, combust\u00edveis e de m\u00e3o obra -, al\u00e9m da valoriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar frente ao real, provocou perda do poder de compra do produtor de leite e gastos elevados na composi\u00e7\u00e3o dos insumos utilizados na produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> Santa Catarina \u00e9 o quinto produtor nacional, o Estado gera 2,8 bilh\u00f5es de litros\/ano. Praticamente, todos os estabelecimentos agropecu\u00e1rios produzem leite, o que gera renda mensal \u00e0s fam\u00edlias rurais e contribui para o controle do \u00eaxodo rural. O oeste catarinense responde por 73,8% da produ\u00e7\u00e3o. Os 80.000 produtores de leite (dos quais, 60.000 s\u00e3o produtores comerciais) geram 7,4 milh\u00f5es de litros\/dia. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da Faesc)<\/p>\n<p> &nbsp;<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/1564\" style=\"width: 599px; height: 250px;\" \/><\/p>\n<p> <strong>Lanagro amplia volume de an\u00e1lises no Estado<\/strong><\/p>\n<p> O Laborat\u00f3rio Nacional Agropecu\u00e1rio do Rio Grande do Sul (Lanagro-RS) ampliou a an\u00e1- lise de alimentos para o Programa Nacional de Controle de Res\u00edduos e Contaminantes (PNCRC), do Minist\u00e9rio da Agricultura, atingindo a marca de 6.215 amostras avaliadas em 2015. O volume representa crescimento de 48,8% na compara\u00e7\u00e3o com 2014, quando foram analisadas 4.175 amostras de carne, leite, ovos e mel. De acordo com o fiscal federal agropecu\u00e1rio Fabiano Barreto, respons\u00e1vel pelo Laborat\u00f3rio de Res\u00edduos de Pesticidas e Medicamentos Veterin\u00e1rios do Lanagro, um dos fatores que viabilizaram o crescimento foram as novas metodologias desenvolvidas pela equipe.&nbsp;<\/p>\n<p> O t\u00e9cnico cita ainda o fortalecimento do programa, que a cada ano vem ampliando os ensaios - par\u00e2metros e subst\u00e2ncia monitoradas. As principais subst\u00e2ncias pesquisadas s\u00e3o antibi\u00f3ticos e antiparasit\u00e1rios. Entretanto, o n\u00edvel de n\u00e3o conformidade \u00e9 pequeno, inferior a 1%. Em 2014, das 4.175 amostras analisadas, 31 amostras, ou 0,7%, registraram altera\u00e7\u00e3o. Em 2015, o \u00edndice caiu para 0,4% -- das 6.215 amostras s\u00f3 25 tiveram resultado n\u00e3o conforme. No caso das carnes, produto que apresenta maior n\u00famero de amostras n\u00e3o conformes, a subst\u00e2ncia mais encontrada \u00e9 a ivermectina, medicamento utilizado na pecu\u00e1ria de corte para tratamento de vermes. \"Cabe ressaltar que em 2014 analisamos predominantemente carnes. J\u00e1 em 2015 houve n\u00famero significativo de amostras para leite e ovos\", destaca Barreto. (Correio do Povo)<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/1563\" \/><br \/> &nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <b>K\u00e1tia Abreu aponta exporta\u00e7\u00f5es como sa\u00edda para a crise econ\u00f4mica brasileira e critica o Mercosul<\/b><\/p>\n<p> A ministra K\u00e1tia Abreu (Agricultura) defende que as exporta\u00e7\u00f5es sejam a sa\u00edda para a crise econ\u00f4mica brasileira e diz que, para isso, o pa\u00eds precisa ser mais \"ambicioso e agressivo\" e acabar com a prote\u00e7\u00e3o contra concorr\u00eancia externa para alguns setores. \"N\u00e3o pode ter prote\u00e7\u00e3o\", disse K\u00e1tia ao propor que o Brasil busque mais acordos de livre com\u00e9rcio com outros pa\u00edses.<\/p>\n<p> \"Dizem que para uns viverem outros t\u00eam que morrer. Quando voc\u00ea abre um mercado, \u00e9 claro que uns adoecem e outros falecem, mas \u00e9 o jogo\", justificou a ministra, que tem como meta elevar a participa\u00e7\u00e3o do agroneg\u00f3cio brasileiro no com\u00e9rcio mundial de 7% para 10% at\u00e9 2018. Ao ser questionada sobre quais setores travam essa abertura para o Brasil, apontou \"alguns da ind\u00fastria, que s\u00e3o protegidos h\u00e1 d\u00e9cadas\". Disse ainda que, no primeiro mandato da presidente Dilma, o pa\u00eds n\u00e3o avan\u00e7ou nos acordos comerciais porque \"o Mercosul nos atrapalhou\".<\/p>\n<p> Al\u00e9m de buscar o caminho das exporta\u00e7\u00f5es, a ministra, que faz parte do grupo dos assessores mais pr\u00f3ximos da presidente, diz que o Brasil \"precisa fazer o ajuste fiscal\" e que o \"Estado \u00e9 mau gastador, gasta mal de todos os jeitos\" e at\u00e9 \"rouba\".<\/p>\n<p> Folha - O FMI revisou suas proje\u00e7\u00f5es para o Brasil e prev\u00ea retra\u00e7\u00e3o de 3,5% do PIB neste ano. Qual a sa\u00edda para voltar a crescer?<br \/> K\u00e1tia Abreu - A principal sa\u00edda, e a pr\u00f3pria presidente Dilma tem repetido isso, \u00e9 aumentar as exporta\u00e7\u00f5es. Temos de ir para um novo enfrentamento mundial e sermos mais ambiciosos, mais agressivos e abrir mais mercados. Se dentro do pa\u00eds as condi\u00e7\u00f5es de com\u00e9rcio e neg\u00f3cio n\u00e3o v\u00e3o bem, temos de buscar outros compradores para aquecer as nossas ind\u00fastrias.<\/p>\n<p> Como a crise na China influencia nesse cen\u00e1rio?<br \/> Atrapalha o mundo todo. No caso dos alimentos, afetou a quantidade e ainda mais os valores. Do ano passado para c\u00e1, n\u00f3s [agroneg\u00f3cio] crescemos, em volume, de 141 para 163 milh\u00f5es de toneladas, mas em valores ca\u00edmos de US$ 96 bilh\u00f5es para US$ 88 bilh\u00f5es. Tem gente que diz que n\u00e3o precisamos de acordos de livre com\u00e9rcio, mas a tend\u00eancia mundial mostra outra coisa.<\/p>\n<p> N\u00e3o foi uma falha do primeiro mandato do governo Dilma n\u00e3o ter priorizado esse tipo de acordo comercial?<br \/> N\u00e3o \u00e9 que n\u00e3o priorizou. Acredito que o Mercosul nos atrapalhou. O governo da ex-presidente Cristina Kirchner [Argentina] tinha dificuldade de atingir os percentuais necess\u00e1rios para que a gente fechasse o acordo Uni\u00e3o Europeia-Mercosul. A presidente Dilma determinou que o chanceler Mauro Vieira v\u00e1 \u00e0 Argentina para tentar que o governo Mauricio Macri feche uma lista de 90% de seus produtos com tarifa de importa\u00e7\u00e3o zero para fazermos a troca de ofertas. Para o governo brasileiro, esse acordo precisa ser priorizado n\u00e3o s\u00f3 pela quest\u00e3o econ\u00f4mica. Ele significa a credibilidade do Mercosul, a revitaliza\u00e7\u00e3o do Mercosul, ou n\u00e3o.<\/p>\n<p> Chegou o momento de tomar uma decis\u00e3o: fortalecer o Mercosul ou o Brasil seguir seu rumo solitariamente?<br \/> Tenho hoje muitas esperan\u00e7as de que o contr\u00e1rio vai acontecer com a troca das ideias do novo governo argentino. A coisa que mais preocupa um fazendeiro \u00e9 quando ele est\u00e1 isolado e os fazendeiros em volta est\u00e3o ficando pobres. Regi\u00e3o rica \u00e9 onde todo mundo est\u00e1 bem.<\/p>\n<p> Existe uma meta de acordos que a senhora esteja estabelecendo para este ano?<br \/> A presidente nos deu um foco: Uni\u00e3o Europeia, Oriente M\u00e9dio, \u00cdndia, Tail\u00e2ndia, Indon\u00e9sia e Filipinas. Mas n\u00e3o \u00e9 uma escolha e uma exclus\u00e3o, a presidente mencionou pa\u00edses onde teremos menos dificuldades de negociar junto com o Mercosul. Mas continuaremos insistindo na aproxima\u00e7\u00e3o com os EUA e tentando um acordo de prefer\u00eancias tarif\u00e1rias da China com o Mercosul. Fechamos 2015 com US$ 1,9 bilh\u00e3o a mais com a abertura de novos mercados por meio de acordos feitos pelo Minist\u00e9rio da Agricultura. Em 2016 ser\u00e3o US$ 2,5 bilh\u00f5es a mais s\u00f3 com carne, frutas e l\u00e1cteos.<\/p>\n<p> Qual \u00e9 a meta deste ano?<br \/> Hoje o Brasil significa 1,2% do com\u00e9rcio no mundo. O agroneg\u00f3cio brasileiro tem 7% do setor mundial e quero chegar em 10% at\u00e9 o fim do mandato [2018].<\/p>\n<p> Qual \u00e9 o grande entrave para esses acordos?<br \/> Mercosul. Quando falo Mercosul, estou incluindo o Brasil. Esses quatro pa\u00edses [Brasil, Argentina, Uruguai e Paraguai] precisam se acertar. O agro n\u00e3o tem problema.<\/p>\n<p> No Brasil, o que trava esses acordos e como resolv\u00ea-lo?<br \/> Alguns setores da ind\u00fastria, que s\u00e3o protegidos h\u00e1 d\u00e9cadas, acabam atrapalhando setores que j\u00e1 viveram em mais dificuldades, com menos subven\u00e7\u00e3o, e que foram atr\u00e1s da inova\u00e7\u00e3o e da tecnologia e venceram. Voc\u00ea j\u00e1 ouviu falar de filho de 40 anos que recebe mesada do pai dar certo? No com\u00e9rcio \u00e9 igual: n\u00e3o pode receber mesada de pai a vida inteira. N\u00e3o pode ter prote\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> A senhora est\u00e1 dizendo que alguns setores n\u00e3o podem ter medo de abertura para disputarmos novos mercados?<br \/> N\u00f3s [do agroneg\u00f3cio] n\u00e3o temos medo. Quem for mais competitivo, que ocupe o mercado. \u00c9. O que d\u00f3i em Francisco d\u00f3i em Chico. Somos competitivos, mas temos setores complicados no Brasil: por exemplo, o do leite. Qual \u00e9 a nossa estrat\u00e9gia para melhorar a performance do leite? \u00c9 abrir mercado, exportar o leite, porque, na hora em que exportar, a importa\u00e7\u00e3o n\u00e3o vai fazer mal.<\/p>\n<p> O que a presidente Dilma diz quando a senhora afirma que \u00e9 hora de os empres\u00e1rios brasileiros n\u00e3o terem medo da concorr\u00eancia?<br \/> A presidente sofre porque tem que medir, n\u00e9? Acho compreens\u00edvel. Num primeiro momento, o choque numa empresa automobil\u00edstica \u00e9 muito forte. Dizem que para uns viverem outros t\u00eam que morrer. Quando voc\u00ea abre um mercado, \u00e9 claro que uns adoecem e outros falecem, mas \u00e9 o jogo. E a quantidade dos que v\u00e3o viver? N\u00e3o tenha d\u00favida que \u00e9 muito maior.<\/p>\n<p> Ent\u00e3o a sa\u00edda \u00e9 a exporta\u00e7\u00e3o?<\/p>\n<p> Acho que tem duas receitas: fazer o ajuste fiscal, gastar menos, cortar despesas para valer. Est\u00e1 na hora de apertar o cinto. O Estado \u00e9 mau gastador, ele gasta mal de todos os jeitos, escolhe mal, desenvolve projetos mal, ele rouba tamb\u00e9m. Ent\u00e3o o Estado \u00e9 um p\u00e9ssimo executor.<\/p>\n<p> Para favorecer as exporta\u00e7\u00f5es, a senhora acha que temos que viver um per\u00edodo de realismo da taxa cambial?<\/p>\n<p> Acho. Com o d\u00f3lar at\u00e9 pelo menos R$ 3,70, o Brasil est\u00e1 muito competitivo para as exporta\u00e7\u00f5es.&nbsp;<\/p>\n<p> O ex-ministro Delfim Netto defendeu que a presidente fa\u00e7a o enfrentamento com o Congresso para destravar a agenda econ\u00f4mica e impedir que o desemprego aumente. A senhora concorda?<\/p>\n<p> Acho que ele est\u00e1 correto. Existe, por exemplo, a lei n\u00ba 8.666, das licita\u00e7\u00f5es. N\u00e3o tem um problema dentro do Congresso [em rela\u00e7\u00e3o a isso], porque foi feita, de prop\u00f3sito, numa comiss\u00e3o especial, e eu fui a relatora. Todo dia ligo para o [presidente do Senado] Renan [Calheiros], que fala: \"Eu vou p\u00f4r [na pauta]\". Tem algu\u00e9m que n\u00e3o quer que mude e pode ter certeza que \u00e9 no setor privado.&nbsp;<\/p>\n<p> Por que essa pauta apresentada pelo Renan [Agenda Brasil], e que o Brasil conhece h\u00e1 tempo, n\u00e3o anda?<\/p>\n<p> Interesses corporativos.<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> Mesmo com o Brasil na imin\u00eancia de chegar \u00e0 taxa de desemprego de dois d\u00edgitos?<br \/> Acredito que, diante do apelo do Delfim e de tantos outros economistas, o pr\u00f3prio Congresso deveria ter esse proativismo de ser protagonista dessas mat\u00e9rias e elaborar uma pauta que n\u00e3o esteja s\u00f3 concentrada em interesses de meia d\u00fazia. N\u00e3o precisa da presidente Dilma pedindo isso. O Congresso \u00e9 representante do povo.<\/p>\n<p> O impeachment da presidente ainda \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o do governo e pode voltar a ganhar for\u00e7a no Congresso?<br \/> Acho que este debate sobre impeachment atrapalha muito a economia. Desloca energia do governo, do Congresso, de todos, e atrapalha a tramita\u00e7\u00e3o de uma agenda de solu\u00e7\u00e3o da nossa crise econ\u00f4mica. N\u00e3o h\u00e1 nada contra a presidente que possa levar a seu impeachment. O que tem feito a oposi\u00e7\u00e3o? Quer o impeachment da presidente, a\u00ed fica procurando um motivo. Impeachment s\u00f3 tem sentido quando voc\u00ea encontra algo grave contra um presidente, e n\u00e3o o contr\u00e1rio. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da Folha de S\u00e3o Paulo)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-indent: 42.55pt; line-height: 13.5pt; font-size: 12px; width: 803px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<div><em><strong><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/9\" style=\"font-size: 12px; width: 231px; height: 30px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/strong><\/em><\/div>\n<div><em>Leite\/EUA&nbsp;<\/em><\/div>\n<div><em>Nova iniciativa do Senado dos Estados Unidos \"ir\u00e1 inverter a tend\u00eancia de decl\u00ednio do consumo de leite nas escolas\", de acordo com entidades de latic\u00ednios. A Associa\u00e7\u00e3o Internacional de produtos l\u00e1cteos (IDFA) e a Federa\u00e7\u00e3o Nacional dos Produtores de Leite (NMPF) aplaudiram a aprova\u00e7\u00e3o, pela Comiss\u00e3o de Agricultura do Senado, da legisla\u00e7\u00e3o que visa melhorar a nutri\u00e7\u00e3o infantil nos Estados Unidos.&nbsp;A legisla\u00e7\u00e3o \u00e9 chamada de \"Melhorar a Integridade e Acesso \u00e0 Nutri\u00e7\u00e3o Infantil em 2016\".&nbsp;<\/em><em>Visa aperfei\u00e7oar o a Lei Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar de Richard B Russell e tamb\u00e9m a Lei de Alimenta\u00e7\u00e3o Infantil de 1966. Todos os grupos et\u00e1rios atualmente, consomem menos leite que o recomendado pelo recente Guia Alimentar lan\u00e7ado em 2015. IDFA e NMPF disseram que esta \u00e9 uma oportunidade de melhorar a ingest\u00e3o de l\u00e1cteos, especialmente entre os jovens do pa\u00eds. (DairyReporter - Tradu\u00e7\u00e3o Livre: Terra Viva)<\/em><\/div>\n<div><em><em><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: justify; line-height: 13.5pt; font-size: 12px; width: 803px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/em><\/em><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<p> <center style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 10px;\"><center style=\"font-family: Arial,Helvetica,sans-serif; font-size: 10px;\"> <\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"display: none;\">&nbsp; <\/span><\/p>\n<p> <\/center><\/center> <\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><span style=\"display: none;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; <\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: verdana,geneva,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span id=\"cke_bm_97E\" style=\"display: none;\"><\/span><span id=\"cke_bm_503E\" style=\"display: none;\"><\/span><\/span><\/span><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Porto Alegre, 25 de janeiro de 2016 &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 10- N\u00b0 2.192 &nbsp; &nbsp;&nbsp;Latic\u00ednios reagem \u00e0 lei que muda embalagens&nbsp; Lideran\u00e7as de latic\u00ednios ga\u00fachos associados ao Sindilat debateram, em reuni\u00e3o na tarde <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2016\/01\/25\/25-01-2016\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"25\/01\/2016\u00a0\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-919","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/919","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=919"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/919\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=919"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=919"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=919"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}