{"id":9045,"date":"2022-03-09T20:05:05","date_gmt":"2022-03-09T20:05:05","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=9045"},"modified":"2022-03-09T20:06:13","modified_gmt":"2022-03-09T20:06:13","slug":"09-03-2022","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2022\/03\/09\/09-03-2022\/","title":{"rendered":"09\/03\/2022"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/figure>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><!-- \/wp:post-content -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 09 de mar\u00e7o de 2022&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 16 - N\u00b0 3.612<\/p>\r\n<hr>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">\r\n<div><b>Efici\u00eancia produtiva \u00e9 chave para avan\u00e7o do setor l\u00e1cteo<br><\/b><br>Formas de tornar a produ\u00e7\u00e3o leiteira mais eficiente e lucrativa foram debatidas durante o 17\u00ba F\u00f3rum Estadual do Leite, realizado na manh\u00e3 de quarta-feira (9\/3) durante a Expodireto Cotrijal, em N\u00e3o-Me-Toque (RS). Organizado pela Cotrijal e pela Cooperativa Central Ga\u00facha de Leite (CCGL), o evento contou com apoio do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do RS (Sindilat). Apesar da crise de competitividade e altos custos vivenciados por produtores e ind\u00fastrias, o m\u00e9dico veterin\u00e1rio Matheus Baldu\u00edno Moreira, lembrou que as fazendas eficientes t\u00eam em comum uma boa gest\u00e3o. \u201cPrecisamos ser eficientes com aquilo que compramos e usamos. Qual o ideal de produ\u00e7\u00e3o para o setor? 30 mil litros de leite por hectare ao ano. A efici\u00eancia est\u00e1 na quantidade de leite que voc\u00ea produz no peda\u00e7o de terra que tem\u201d, salientou o veterin\u00e1rio, afirmando que o bom gestor \u00e9 aquele que estrutura os processos, indicadores e pessoas para que o neg\u00f3cio atinja todo seu potencial de produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;<br><br>Moreira lembrou que a fazenda ideal \u00e9 eficiente na opera\u00e7\u00e3o, com investimentos realizados e endividamento equilibrado, que seja um neg\u00f3cio lucrativo e com o caixa est\u00e1vel. \u201cCaixa \u00e9 diferente de lucro. O caixa \u00e9 soberano. Tem muita gente quebrando com a fazenda dando lucro. Se n\u00e3o est\u00e1 dando certo, converse, chame o departamento t\u00e9cnico, eles est\u00e3o ali para orientar. Planeje muito e gerencie os indicadores. A ci\u00eancia est\u00e1 a\u00ed para nos mostrar como melhorar, o que falta \u00e9 trabalharmos com esses dados dispon\u00edveis para gerenciar os processos\u201d, pontuou.<br>Para o professor da Universidade Federal de Juiz de Fora (UFJF) Paulo do Carmo Martins, apesar das dificuldades vividas pelo setor, a produ\u00e7\u00e3o leiteira continua sendo um bom neg\u00f3cio, pois o leite \u00e9, acima de tudo, um insumo para a ind\u00fastria. Ele apresentou levantamento do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), que comparou o consumo das fam\u00edlias brasileiras entre 1996 e 2019. \u201cEsses dados mostram que o consumo de leite aumentou 37 litros por pessoa, se destacando em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s demais prote\u00ednas animais, e tem condi\u00e7\u00f5es de crescer muito mais. O leite \u00e9 um bom neg\u00f3cio porque tem perspectiva de crescimento de consumo no mercado interno e tamb\u00e9m na demanda internacional\u201d, apontou.&nbsp;&nbsp;<br><br>Fazendo um panorama sobre o que deve acontecer nos pr\u00f3ximos anos em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 atividade leiteira, ele destacou algumas tend\u00eancias, como haver menos produtores gerando mais leite e mudan\u00e7as no perfil dos produtores: \u201cSegundo dados do Censo do IBGE de 2017, 71% dos produtores produziam 6% do total de leite. \u00c9 muita gente produzindo pouco. J\u00e1 os cem maiores produtores brasileiros dobraram a produ\u00e7\u00e3o entre 2009 e 2020, acrescentando 1,1 milh\u00e3o de litros de leite por dia. Ent\u00e3o a tend\u00eancia \u00e9 que tenhamos mais vacas e maior volume de produ\u00e7\u00e3o por propriedade\u201d.<br><br>Outra tend\u00eancia, de acordo com o professor, \u00e9 a especializa\u00e7\u00e3o regional da produ\u00e7\u00e3o, pois algumas regi\u00f5es est\u00e3o se definindo como mais interessantes para todo o processo de organiza\u00e7\u00e3o da cadeia por conta do adensamento, com destaque para o Sul do pa\u00eds.&nbsp;<br><br>J\u00e1 o engenheiro agr\u00f4nomo e diretor-executivo da Viva L\u00e1cteos, Gustavo Beduschi, relacionou a estagna\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o leiteira no pa\u00eds a partir de 2014 com a crise econ\u00f4mica. \u201cA produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica \u00e9 respons\u00e1vel por cerca de 95% da disponibilidade interna. O que n\u00f3s consumimos \u00e9 produzido aqui. Para eu ter condi\u00e7\u00e3o de ter mais rentabilidade \u00e9 necess\u00e1rio o consumo, que \u00e9 diretamente afetado pela renda da popula\u00e7\u00e3o. O custo de produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 um balizador por pre\u00e7o, o balizador \u00e9 o consumidor estar disposto ou n\u00e3o a pagar, o que tem a ver com renda e pre\u00e7o de produto na g\u00f4ndola\u201d, avaliou.<br><br>O secret\u00e1rio-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, esteve em N\u00e3o-Me-Toque acompanhando o evento. \u201cPrecisamos aproveitar ao m\u00e1ximo encontros como esse para entender onde estamos sendo eficientes e onde a nossa produ\u00e7\u00e3o tem a efici\u00eancia est\u00e1 abaixo da m\u00e9dia mundial, bem como o momento que estamos. Mais uma vez, o F\u00f3rum trouxe assuntos primordiais, que se complementam entre si, para auxiliar os produtores a enxergar melhor os seus neg\u00f3cios e aumentar a rentabilidade de suas propriedades\u201d, afirmou.<br><br>A Expodireto Cotrijal segue at\u00e9 sexta-feira em N\u00e3o-Me-Toque (RS).<br><br>O 17\u00ba F\u00f3rum Estadual do Leite pode ser assistido na \u00edntegra&nbsp;<a href=\"https:\/\/youtu.be\/pinsGC8GK3c\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/youtu.be\/pinsGC8GK3c\">clicando aqui.&nbsp;<\/a>(Assessoria de imprensa do Sindilat\/RS)<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<\/div>\r\n<hr>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos: exporta\u00e7\u00f5es em ascens\u00e3o!<br><br><\/b>Segundo dados divulgados nesta segunda-feira (07\/03) pela Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (SECEX), o saldo da balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos foi de -20 milh\u00f5es de litros em equivalente-leite no m\u00eas de fevereiro, um aumento de 31 milh\u00f5es, ou aproximadamente 60% em compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior.<br><br>Ao se comparar ao mesmo per\u00edodo do ano passado (fev\/2021), o saldo foi ainda menos negativo, sendo que o valor em equivalente-leite nesse per\u00edodo foi de -102 milh\u00f5es de litros, representando um aumento de aproximadamente 80%. Esse resultado \u00e9 o menos negativo desde 2014 para o m\u00eas, quando teve um saldo de -6 milh\u00f5es de litros, e representa o quarto m\u00eas consecutivo de aumento. Confira a evolu\u00e7\u00e3o no saldo da balan\u00e7a comercial l\u00e1ctea no gr\u00e1fico 1.<br><br><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/iceZ7fABF0445\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/iceZ7fABF0445\"><br><br>No m\u00eas de fevereiro as exporta\u00e7\u00f5es tiveram um aumento de aproximadamente 48% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de janeiro, com um acr\u00e9scimo de 7,0 milh\u00f5es de litros no volume exportado. Ao se comparar com 2021, as exporta\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m foram maiores este ano, com um aumento de 14,8 milh\u00f5es de litros, representando um acr\u00e9scimo de aproximadamente 214% no volume exportado, ou seja, no m\u00eas de fevereiro deste ano foi exportado um pouco mais que o triplo do volume comparando-se com o mesmo per\u00edodo do ano de 2021.<br><br><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/jyCZ0eABF0460\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/jyCZ0eABF0460\"><br><br>Do lado das importa\u00e7\u00f5es, o m\u00eas de fevereiro apresentou diminui\u00e7\u00e3o de 23,4 milh\u00f5es de litros no volume negociado, um valor aproximadamente 36% inferior ao m\u00eas de janeiro. Analisando o mesmo per\u00edodo do ano passado, nota-se uma diminui\u00e7\u00e3o expressiva entre os volumes importados; em fevereiro de 2021, 108,8 milh\u00f5es de litros em equivalente-leite foram importados, j\u00e1 em 2022 esse valor teve um recuo de aproximadamente 61%, totalizando 42,1 milh\u00f5es de litros, o que pode ser observado no gr\u00e1fico a seguir:<br><br><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/SO6hd6ABF0490\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/SO6hd6ABF0490\"><br><br>Essa diminui\u00e7\u00e3o nos volumes importados e aumento nas exporta\u00e7\u00f5es acarretou um saldo mais favor\u00e1vel para o m\u00eas de fevereiro na balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos. O resultado \u00e9 o menos negativo desde o ano de 2014 para o per\u00edodo. Quando comparado com o ano de 2021 a diminui\u00e7\u00e3o dr\u00e1stica nos volumes importados e o aumento expressivo nas exporta\u00e7\u00f5es geraram a disparidade dos valores dos saldos.<br><br>Este cen\u00e1rio \u00e9 consequ\u00eancia dos altos pre\u00e7os internacionais dos l\u00e1cteos e da elevada taxa de c\u00e2mbio (R$\/D\u00f3lar), observada ao longo dos \u00faltimos meses, conforme relatado no artigo publicado pelo MilkPoint \u201cGDT: pre\u00e7os internacionais de l\u00e1cteos atingem o maior valor m\u00e9dio da hist\u00f3ria.\" Os pre\u00e7os m\u00e9dios atingiram o maior valor da hist\u00f3ria do evento, que teve seu in\u00edcio em meados de 2008, al\u00e9m de ser apenas a quarta vez que os valores m\u00e9dios ultrapassam os U$ 5.000 \/tonelada.<br><br>Dessa forma, o mercado brasileiro se viu em um cen\u00e1rio com baixa competitividade das importa\u00e7\u00f5es, conforme demonstra o gr\u00e1fico 4. Associada a uma demanda interna fragilizada,&nbsp; essa din\u00e2mica levou \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o do volume importado pelo Brasil.<br><br><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/hFuRa2ABF0499\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/hFuRa2ABF0499\"><br><br>Com rela\u00e7\u00e3o ao c\u00e2mbio, mesmo com uma desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar frente ao real nas \u00faltimas semanas de fevereiro, a eleva\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os internacionais praticamente anulou este efeito e manteve a competitividade dos importados baixa, conforme demonstrado no gr\u00e1fico 4.<br><br>Em rela\u00e7\u00e3o aos produtos mais importantes da pauta importadora em fevereiro, temos o soro de leite, leite em p\u00f3 integral, os queijos, e o leite em p\u00f3 desnatado que juntos representaram 92% do volume total importado.<br><br>O leite em p\u00f3 integral teve uma diminui\u00e7\u00e3o de 76% em seu volume importado. Os produtos que tiveram maior varia\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 importa\u00e7\u00e3o foram o leite em p\u00f3 desnatado, com um recuo de 78%, os iogurtes com um recuo de 89% e o soro de leite, com um aumento de 82%.<br><br>Os produtos que tiveram maior participa\u00e7\u00e3o no volume total exportado foram o leite em p\u00f3 integral, o leite condensado, o leite UHT, o creme de leite e os queijos, que juntos, representaram 89% da pauta exportadora. Produtos que apresentaram forte varia\u00e7\u00e3o com rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de janeiro foram o leite em p\u00f3 integral, o soro de leite e a manteiga que tiveram aumento de 33.410%, 638% e 1.868%, respectivamente.<br><br>A tabela 1 mostra as principais movimenta\u00e7\u00f5es do com\u00e9rcio internacional de l\u00e1cteos no m\u00eas de fevereiro deste ano.<br><br><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/eXqtc0ABF0456\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/eXqtc0ABF0456\"><br><br>O que podemos esperar para o pr\u00f3ximo m\u00eas?<br><br>O saldo da balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos de fevereiro foi realmente impactado pela din\u00e2mica do c\u00e2mbio e pre\u00e7os internacionais e observou-se no per\u00edodo as exporta\u00e7\u00f5es se sustentando e um baixo volume importado, conforme abordado nos \u00faltimos artigos da balan\u00e7a comercial. Na primeira metade do m\u00eas, o saldo da balan\u00e7a chegou a ficar positivo segundo os dados parciais fornecidos pela Secretaria do Com\u00e9rcio Exterior.<br><br>O cen\u00e1rio observado nos \u00faltimos meses deve se sustentar, pelo menos em curto prazo, devido a dois principais fatores: A din\u00e2mica da oferta e demanda global, e a geopol\u00edtica internacional. A oferta mundial est\u00e1 enfrentando entraves, com diversos pa\u00edses apresentando problemas clim\u00e1ticos e de log\u00edstica, levando a uma baixa disponibilidade de leite mundial. Este cen\u00e1rio n\u00e3o deve sofrer grandes altera\u00e7\u00f5es no curto prazo, favorecendo um cen\u00e1rio altista para o mercado l\u00e1cteo internacional.<br><br>O conflito entre a R\u00fassia e a Ucr\u00e2nia deve contribuir ainda mais para este cen\u00e1rio. Como abordado no artigo \"R\u00fassia x Ucr\u00e2nia: implica\u00e7\u00f5es para os l\u00e1cteos da Uni\u00e3o Europeia\u201d, A Kite Consulting, empresa de consultoria do Reino Unido, publicou um estudo sobre a conflito, abordando o efeito da guerra no setor l\u00e1cteo.<br><br>O relat\u00f3rio observa que a Ucr\u00e2nia e a Belarus s\u00e3o exportadores l\u00edquidos de l\u00e1cteos, enquanto a R\u00fassia \u00e9 um importador l\u00edquido. Segundo o relat\u00f3rio, as exporta\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos da Ucr\u00e2nia e da Belarus para o mercado mundial excedem as importa\u00e7\u00f5es russas, e a perda l\u00edquida do com\u00e9rcio de commodities l\u00e1cteas da Ucr\u00e2nia, Belarus e R\u00fassia significaria uma perda de cerca de 1,2 bilh\u00e3o de kg\/ano em equivalente leite no fornecimento de latic\u00ednios para o mercado mundial. Este fato, associado a menor produ\u00e7\u00e3o mundial e uma demanda sem mudan\u00e7as expressivas por parte dos outros pa\u00edses, gera uma forte tend\u00eancia de alta nos pre\u00e7os do mercado l\u00e1cteo internacional.<br><br>Outro ponto de aten\u00e7\u00e3o neste sentido s\u00e3o os pre\u00e7os do petr\u00f3leo. Os valores do petr\u00f3leo brent dispararam e atingiram marcas superiores a U$ 130 ap\u00f3s o an\u00fancio dos Estados Unidos de proibi\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o de petr\u00f3leo russo, em meio as san\u00e7\u00f5es econ\u00f4micas aplicadas devido \u00e0 guerra.<br><br>A R\u00fassia \u00e9 o segundo maior exportador de petr\u00f3leo do mundo, com exporta\u00e7\u00f5es de cerca de 7 milh\u00f5es de barris por dia de petr\u00f3leo bruto e derivados combinado, ou cerca de 7% do fornecimento global. A preocupa\u00e7\u00e3o com o abastecimento global do produto pode levar a mais altas ao longo das pr\u00f3ximas semanas, e se todas as exporta\u00e7\u00f5es de petr\u00f3leo da R\u00fassia fossem bloqueadas nos mercados globais, analistas disseram que os pre\u00e7os poderiam subir para US$ 200 o barril. O pre\u00e7o do petr\u00f3leo contribui direta e indiretamente para os pre\u00e7os dos derivados l\u00e1cteos internacionais, devido ao aumento nos custos de produ\u00e7\u00e3o.<br><br>Al\u00e9m disso, vale ressaltar que pa\u00edses petrol\u00edferos s\u00e3o importantes importadores de l\u00e1cteos \u2014 como \u00e9 o caso da Arg\u00e9lia. Dessa forma, o aumento do pre\u00e7o do petr\u00f3leo pode impulsionar a demanda de l\u00e1cteos, que frente a um cen\u00e1rio de baixa oferta global, pode elevar ainda mais os pre\u00e7os dos principais derivados l\u00e1cteos ao redor do mundo. (Milkpoint)<br><br><br><br><br><br><b>Rela\u00e7\u00e3o produtor-ind\u00fastria: quais os caminhos para produtores e ind\u00fastrias avan\u00e7arem juntos?<br><\/b><br>Em nosso setor, um dos grandes desafios com certeza est\u00e1 na rela\u00e7\u00e3o entre os produtores do leite, e os transformadores deste produto, as ind\u00fastrias de latic\u00ednios. Existe, inclusive, forte cren\u00e7a limitante de que, para um ganhar, o outro precisa perder.&nbsp;<br><br>Entretanto, 2021 colocou esta cren\u00e7a em prova. O ano, definitivamente, foi ruim para ambos os elos. Desta forma, as duas partes precisam que os pr\u00f3ximos meses sejam de navega\u00e7\u00e3o em novos mares, mais calmos e pr\u00f3speros. Neste momento, vem a quest\u00e3o: a intera\u00e7\u00e3o entre as partes pode mesmo ser boa para todos? A resposta \u00e9 clara: sim! Mas, como fazer isso? Qual o caminho correto para que produtores de leite e latic\u00ednios avancem juntos? O ideal \u00e9 que existam muitos produtores de menor volume, ou poucos produtores de maior volume? A busca deve ser por fideliza\u00e7\u00e3o no fornecimento? Contratos s\u00e3o os melhores meios para ampliar a previsibilidade? Incentivamos o suficiente por qualidade? Quais benef\u00edcios devem ser ofertados aos produtores?&nbsp;<br><br>E quais os deveres as ind\u00fastrias devem exigir em troca? Estas s\u00e3o algumas das quest\u00f5es que, sem d\u00favida, j\u00e1 passaram pela cabe\u00e7a de todos os envolvidos no setor l\u00e1cteo em algum momento. Para fomentar estas e muitas outras discuss\u00f5es, convidamos grandes nomes do mercado brasileiro de l\u00e1cteos para debater conosco: \u201cQual o futuro da rela\u00e7\u00e3o ind\u00fastria-produtor no leite brasileiro?\u201d na 12\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum MilkPoint Mercado.&nbsp;<br><br>No dia 05 teremos uma mesa redonda com as presen\u00e7as de Ren\u00ea Machado, da Nestl\u00e9; C\u00edcero Hegg, da Tirolez; Jos\u00e9 Ant\u00f4nio Bernardes, da Embar\u00e9 e Lutz Viana, do Latic\u00ednio DaVaca, para abordamos o futuro da rela\u00e7\u00e3o ind\u00fastria-produtor sob a vis\u00e3o de players da ind\u00fastria.&nbsp;&nbsp;<br><br>No dia seguinte, 06 de abril, nosso foco estar\u00e1 nas perspectivas do produtor de leite: Roberto Jank Jr., da Agrindus; Geraldo Borges, presidente da Abraleite (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Produtores de Leite); e C\u00e1ssio Vin\u00edcius Vieira (produtor de leite em Monte Alegre de Minas), falar\u00e3o sobre o que imaginam para os pr\u00f3ximos anos na rela\u00e7\u00e3o produtor-ind\u00fastria.&nbsp;<br><br><u><b><i>DESCONTO NA INSCRI\u00c7\u00c3O:<\/i><\/b><\/u>&nbsp;Os associados do Sindilat que quiserem participar do evento ter\u00e3o desconto de 30% na inscri\u00e7\u00e3o.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.asaas.com\/c\/315932880241\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.asaas.com\/c\/315932880241\">Adquira o seu clicando aqui.<\/a>&nbsp;(Milkpoint)<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><hr><\/div>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><!-- \/wp:paragraph -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><i style=\"font-size: 1rem;\"><b>Jogo R\u00e1pido&nbsp;<\/b><\/i><\/p>\r\n<div style=\"text-align: center;\"><i><b>USDA fornece subs\u00eddios para inova\u00e7\u00e3o em latic\u00ednios<br><\/b>O USDA anunciou no in\u00edcio desta semana que est\u00e1 disponibilizando US$ 80 milh\u00f5es para as Dairy Business Innovation Initiatives (DBI). US$ 18,4 milh\u00f5es foram concedidos pela DBI em novembro de 2021 para tr\u00eas iniciativas atuais na Universidade do Tennessee, Ag\u00eancia de Alimentos e Marketing de Vermont e Universidade de Wisconsin, e um novo plano de US$ 1,8 milh\u00e3o na Universidade Estadual da Calif\u00f3rnia \u2013 Fresno. \u201cA pandemia demonstrou que os produtores de leite e processadores de latic\u00ednios regionais, particularmente aqueles envolvidos na produ\u00e7\u00e3o de valor agregado, enfrentaram choques sist\u00eamicos nos \u00faltimos anos\u201d, disse o secret\u00e1rio de Agricultura, Tom Vilsack. \u201cOuvimos diretamente de produtores e processadores \u2013 principalmente produtores e processadores org\u00e2nicos no Nordeste \u2013 sobre como podemos trabalhar com a ind\u00fastria para construir resili\u00eancia de longo prazo das cadeias regionais de fornecimento de l\u00e1cteos.\u201d Cada iniciativa atual pode agora apresentar propostas adicionais de at\u00e9 US$ 20 milh\u00f5es no American Rescue Funds para apoiar ainda mais a expans\u00e3o da capacidade de processamento, melhorias nas fazendas e assist\u00eancia t\u00e9cnica aos produtores. \u201cAs iniciativas de inova\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios de latic\u00ednios apoiaram esfor\u00e7os com foco regional adaptados \u00e0s necessidades dos produtores de leite e empresas locais. Esse financiamento adicional expandir\u00e1 exponencialmente a capacidade das quatro iniciativas de fornecer assist\u00eancia t\u00e9cnica e subconcess\u00e3o\u201d, acrescenta Vilsack. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)<\/i><\/div>\r\n<hr>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 09 de mar\u00e7o de 2022&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 16 - N\u00b0 3.612 Efici\u00eancia produtiva \u00e9 chave para avan\u00e7o do setor l\u00e1cteoFormas de tornar a produ\u00e7\u00e3o leiteira mais eficiente e lucrativa foram <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2022\/03\/09\/09-03-2022\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"09\/03\/2022\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-9045","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9045","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=9045"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9045\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":9050,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/9045\/revisions\/9050"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=9045"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=9045"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=9045"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}