{"id":7997,"date":"2021-09-29T18:43:17","date_gmt":"2021-09-29T18:43:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=7997"},"modified":"2021-09-29T18:45:00","modified_gmt":"2021-09-29T18:45:00","slug":"7997","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2021\/09\/29\/7997\/","title":{"rendered":"29\/09\/2021"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/figure>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><!-- \/wp:post-content -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre,&nbsp; 29 de setembro de 2021&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 15 - N\u00b0 3.510<\/p>\r\n<hr>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Descompasso nos custos e pre\u00e7os do leite<\/strong><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">O valor de refer\u00eancia do litro de leite \u2013 usado pelas ind\u00fastrias para pagamento aos produtores \u2013 est\u00e1 projetado em R$ 1,7009 para setembro, informou ontem o Conseleite. Calculado com base nos primeiros 10 dias do m\u00eas, o indicador mostra uma redu\u00e7\u00e3o de 1,97% em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o consolidado de agosto, de R$ 1,7351. Segundo o coordenador do Conseleite, Alexandre Guerra, o valor reflete a queda do consumo de leite e derivados, com a perda de poder aquisitivo da popula\u00e7\u00e3o desde o in\u00edcio da pandemia da Covid-19. \u201cOs produtos perderam a for\u00e7a de venda, o que acabou achatando os pre\u00e7os\u201d, avalia.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Respons\u00e1vel pelo levantamento mensal do Conseleite, o professor Marco Antonio Montoya, da Universidade de Passo Fundo, observa que o leite vem se valorizando na s\u00e9rie hist\u00f3rica. Mas, ao mesmo tempo, os custos de produ\u00e7\u00e3o superam a infla\u00e7\u00e3o. \u201cEst\u00e1 se tornando muito caro produzir leite, tanto no campo quanto na ind\u00fastria\u201d, afirma. No campo, o aumento dos custos \u00e9 puxado pelos gastos com ra\u00e7\u00f5es e insumos. De janeiro a agosto de 2021, somente os fertilizantes subiram 60%, destaca o assessor da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag), Kaliton Prestes.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">O vice-presidente da Fetag, Eug\u00eanio Zanetti, diz que, enquanto a tend\u00eancia \u00e9 de estabilidade nos valores de refer\u00eancia do leite, os custos em alta desestimulam os produtores, e lembra que, em seis anos, 52% deles desistiram da atividade. Para o Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios, a tend\u00eancia do momento \u00e9 de baixa. \u201cAs empresas tentaram repassar custos, mas como n\u00e3o existe alternativa de insumos mais baratos, precisam rever os pre\u00e7os ao produtor\u201d, analisa o secret\u00e1rio-executivo, Darlan Palharini. \u201cN\u00e3o h\u00e1 como manter o valor do leite nesse patamar.\u201d (Correio do Povo)<\/p>\r\n<hr>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Uruguai \u2013 O presidente do Inale explicou porque produz mais leite com menos produtores<\/strong><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Os n\u00edveis de capta\u00e7\u00e3o de leite continuam aumentando, e isso para o presidente do Instituto Nacional do Leite (Inale), Juan Daniel Vago, pressup\u00f5e um cen\u00e1rio muito positivo, mas o fechamento de fazendas leiteiras continua e isso para ele \u00e9 \u201cum problema de muitos fatores\u201d, e vai de m\u00e3os dadas com a forma como os produtores passaram \u201cos \u00faltimos cinco anos em cen\u00e1rios adversos para os l\u00e1cteos\u201d. Segundo os \u00faltimos dados do Inale, em agosto deste ano, os produtores entregaram 5,3% mais leite para as ind\u00fastrias do que em agosto de 2020, chegando aos 208,8 milh\u00f5es de litros.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">O aumento da capta\u00e7\u00e3o, explicou Vago, se d\u00e1 principalmente pelas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis que ajudam no crescimento das pastagens; os \u201cbons pre\u00e7os que come\u00e7aram a receber\u201d; e as boas perspectivas para 2022, fazendo com que alguns produtores decidam investir mais em insumos, ainda que cautelosamente, porque os custos tamb\u00e9m aumentaram.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Os que resistiram e os que n\u00e3o<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Mas, ao mesmo tempo, o fechamento de fazendas leiteiras se acentuou este ano. O presidente da Associa\u00e7\u00e3o Nacional dos Produtores de Leite (ANPL), Walter Frisch, destacou ao Observador que segundo os registros do Fundo de Financiamento da Atividade Leiteira (FFAL) durante 2021 fechou uma fazenda leiteira a cada 96 horas; de janeiro at\u00e9 junho foram 44 propriedades. E isso, para Vago se explica porque dentro do setor \u201cexistem diferentes cen\u00e1rios\u201d. \u201cExistem produtores que resistiram aos cinco anos ruins e agora est\u00e3o crescendo. Existe um intermedi\u00e1rio que passou muito mal e agora est\u00e1 patinando. S\u00e3o os que devem ser empurrados. E existe um terceiro grupo que praticamente n\u00e3o resistiu e isso se d\u00e1 em todos os estratos: produtores pequenos, m\u00e9dios e grandes\u201d, explicou.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ressaltou, os \u00faltimos foram \u201ccinco anos lapidados\u201d e a situa\u00e7\u00e3o, na qual \u201cmuitos ficaram pelo caminho\u201d, pode ser revertida com previsibilidade, pol\u00edticas p\u00fablicas claras, apoio e um desenvolvimento rural sustent\u00e1vel. Nesse sentido, destacou a cria\u00e7\u00e3o do Sistema Nacional de Inova\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Rural (Snider), do Minist\u00e9rio da Pecu\u00e1ria, Agricultura e Pesca; e afirmou que inova\u00e7\u00e3o e desenvolvimento rural sustent\u00e1vel s\u00e3o dois conceitos chaves para o setor l\u00e1cteo.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-decoration: underline;\">Sustentabilidade: a produ\u00e7\u00e3o em 15 anos<\/span><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201c\u00c9 preciso trabalhar nas mudan\u00e7as com vis\u00e3o em inova\u00e7\u00f5es, para que se adote tecnologias, processos e investimentos\u201d, mencionou e ressaltou que, por exemplo, os cr\u00e9ditos de longo prazo permitem pensar no que se pode ir avan\u00e7ando em melhorias para a produ\u00e7\u00e3o. \u201cEm um cen\u00e1rio de poucos recursos \u00e9 preciso ter muito di\u00e1logo, m\u00e1xima articula\u00e7\u00e3o e utilizar bem os poucos recursos que chegam diretamente ao produtor com o m\u00ednimo de intermedia\u00e7\u00e3o poss\u00edvel\u201d, afirmou Vago. Para ele, caminhar para uma produ\u00e7\u00e3o que seja sustent\u00e1vel ao n\u00edvel \u201csocial, econ\u00f4mico e ambiental\u201d \u00e9 fundamental para o desenvolvimento do setor, e que a busca do valor agregado dos produtos ocorra vinculada com a produ\u00e7\u00e3o e o cuidado com o meio ambiente.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Para os pr\u00f3ximos 15 anos ele v\u00ea o setor l\u00e1cteo com otimismo e uma das coisas que disse nesse sentido \u00e9 que \u00e9 poss\u00edvel pensar em produzir 50% mais leite, \u201c\u00e9 cientificamente provado\u201d, com a participa\u00e7\u00e3o dos jovens e a incorpora\u00e7\u00e3o de mais tecnologia. \u201cOlhando para os pr\u00f3ximos 15 anos, fazendo prospec\u00e7\u00e3o e envolvendo os jovens temos vantagens comparativas muito grande nos mercados. A inser\u00e7\u00e3o internacional \u00e9 fundamental e vemos como auspiciosa, porque existe demanda mundial por prote\u00edna. Creio que como pais devemos trabalhar para tornar as coisas sustent\u00e1veis e certific\u00e1-las para buscar mercados\u201d, concluiu. (Fonte: El Observador \u2013 Tradu\u00e7\u00e3o livre: www.terraviva.com.br)<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>Custo da energia \u00e9 desafio global<\/strong><\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Assim como no Brasil, o pre\u00e7o da energia dispara em outras partes do mundo puxado por um cen\u00e1rio que envolve, entre outros fatores, dificuldades para atender \u00e0 demanda, medidas de restri\u00e7\u00e3o ao uso de combust\u00edveis f\u00f3sseis e cota\u00e7\u00f5es em alta do carv\u00e3o e do g\u00e1s natural. As maiores economias do planeta come\u00e7am a sentir os impactos. A China, por exemplo, j\u00e1 est\u00e1 em um momento em que o racionamento de luz paralisa f\u00e1bricas por todo o pa\u00eds. Na Europa os pre\u00e7os de refer\u00eancia para o g\u00e1s natural aumentaram 500% em seis meses e seguem subindo, de acordo com mat\u00e9ria publicada no site da Metsul. A Ag\u00eancia Internacional de Energia (AIE) identifica uma s\u00e9rie de fatores por tr\u00e1s desse encarecimento.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Do lado da demanda, aumentou o uso de g\u00e1s a partir da recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica global ocorrida depois das paralisa\u00e7\u00f5es por causa da pandemia. Os estoques tamb\u00e9m ficaram baixos ap\u00f3s o longo inverno, o que levou os moradores da regi\u00e3o a aquecerem mais as suas casas. Especialistas em energia destacam duas raz\u00f5es para o aumento da luz: um aumento de 80% este ano nos pre\u00e7os das licen\u00e7as de emiss\u00e3o de carbono, \u00e0 medida que a Uni\u00e3o Europeia aumenta ambi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas para 2030, e os efeitos indiretos do carv\u00e3o e do g\u00e1s mais caros usados para gerar energia.<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">A situa\u00e7\u00e3o pode piorar ainda mais com o inverno chegando neste final de ano. Os estoques de g\u00e1s nas instala\u00e7\u00f5es de armazenamento europeias est\u00e3o em n\u00edveis historicamente baixos para esta \u00e9poca do ano. Os fluxos de gasodutos da R\u00fassia e da Noruega t\u00eam sido limitados. A AIE alertou tamb\u00e9m que o mercado europeu de g\u00e1s \u201cpode muito bem enfrentar mais testes de estresse de interrup\u00e7\u00f5es n\u00e3o planejadas sob fortes per\u00edodos de frio, especialmente se ocorrerem no final do inverno\u201d. (Correio do Povo)<\/p>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><hr><\/div>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><!-- \/wp:paragraph -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph --><\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>&nbsp;Jogo R\u00e1pido<\/strong><\/em><\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>SORTEIO <\/em><\/strong><\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Entre 17\/09\/2021 e 30\/09\/2021, cadastre-se e receba a NEWSLETTER SINDILAT diariamente com as not\u00edcias mais importantes do setor l\u00e1cteo na palma da sua m\u00e3o. \u00c9 GR\u00c1TIS! E ainda concorra a um ingresso no MilkPoint Experts - Feras da Consultoria, o qual ocorre nos dias 08\/10\/2021, 15\/10\/2021, 22\/10\/2021, 29\/10\/2021, 05\/11\/2021, 12\/11\/2021, 19\/11\/2021 e 26\/11\/2021, online! Boa sorte! 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