{"id":7624,"date":"2021-08-06T17:13:02","date_gmt":"2021-08-06T17:13:02","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=7624"},"modified":"2021-08-06T17:14:14","modified_gmt":"2021-08-06T17:14:14","slug":"uruguai-apresenta-projeto-de-integracao-comercial-e-investimento-logistico","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2021\/08\/06\/uruguai-apresenta-projeto-de-integracao-comercial-e-investimento-logistico\/","title":{"rendered":"Uruguai apresenta projeto de integra\u00e7\u00e3o comercial e investimento log\u00edstico"},"content":{"rendered":"<p>Focado em intensificar o interc\u00e2mbio comercial com o Brasil, o embaixador do Uruguai Guillermo Valles prop\u00f4s uma articula\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses para destravar projetos log\u00edsticos em curso h\u00e1 d\u00e9cadas. O plano de trabalho foi apresentado em reuni\u00e3o com lideran\u00e7as do setor produtivo do Rio Grande do Sul na manh\u00e3 desta sexta-feira (6\/8) na Sede da Farsul, em Porto Alegre (RS). Interlocutor dos interesses do agroneg\u00f3cio e vendo as potencialidades desse interc\u00e2mbio no abastecimento de gr\u00e3os para a produ\u00e7\u00e3o de aves, su\u00ednos e leite, o senador Luis Carlos Heinze (PP) \u00e9 defensor do tema, ressaltando a import\u00e2ncia de trazer parte da safra de milho uruguaio ao Brasil. Segundo o embaixador, o Uruguai tem amplo potencial para produ\u00e7\u00e3o de cereais, mas as lavouras n\u00e3o se ampliam exatamente pela falta de estruturas de armazenagem e de vias de escoamento mais competitivas ao mercado internacional. De acordo com Valles, enquanto uma carga de arroz uruguaio precisa percorrer 400 quil\u00f4metros por rodovias para ser exportada por Montevid\u00e9u, o mesmo produto poderia fazer 200 quil\u00f4metros por via fluvial para chegar a Rio Grande.<\/p>\n<p>A chave para viabilizar a integra\u00e7\u00e3o \u00e9 o fortalecimento do modal hidrovi\u00e1rio, estabelecendo um canal direto com o Porto de Rio Grande por meio de hidrovia pela Lagoa Mirim. Para isso, seria essencial aumentar o calado de rios e canais, o que depende de obras de dragagem no Brasil e no Uruguai. O embaixador ressaltou que o investimento nesses processos \u00e9 \u00ednfimo perto do ganho econ\u00f4mico e que pode ser rateado entre os dois pa\u00edses. O projeto, que est\u00e1 nos planos da Bacia do Prata h\u00e1 60 anos, poderia ser viabilizado por uma parceria p\u00fablico-privada, o que o consolidaria como a primeira hidrovia p\u00fablico-privada da Am\u00e9rica Latina. No lado brasileiro, as dragagens precisariam ser efetuadas no Sangradouro, no Canal S\u00e3o Gon\u00e7alo e no acesso ao Porto de Santa Vit\u00f3ria do Palmar.<\/p>\n<p>Heinze informou que h\u00e1 projetos tramitando em Bras\u00edlia no sentido de fortalecer o interc\u00e2mbio log\u00edstico com o Uruguai por meio de investimentos em infraestrutura. Um deles \u00e9 a constru\u00e7\u00e3o de nova ponte em Jaguar\u00e3o (RS).<\/p>\n<p>Presente ao encontro, o secret\u00e1rio-executivo do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, frisou a import\u00e2ncia de o interc\u00e2mbio ser regido por um regramento m\u00ednimo que n\u00e3o comprometa nenhum setor produtivo uma vez que produtores uruguaios operam com custos inferiores aos praticados no Brasil. O embaixador concordou com a posi\u00e7\u00e3o, lembrando que a ideia \u00e9 agir em bloco, favorecendo os dois pa\u00edses e n\u00e3o impondo concorr\u00eancia predat\u00f3ria. \u201c\u00c9 preciso tratar de regulamenta\u00e7\u00f5es, olhar o espa\u00e7o comum, juntar as autoridades e tratar da quest\u00e3o de territ\u00f3rio para que o fator de equil\u00edbrio n\u00e3o seja o contrabando\u201d.<\/p>\n<p>O diretor administrativo da Farsul, Francisco Schardong, informou que o assunto deve ser alvo de uma nova reuni\u00e3o nas pr\u00f3ximas semanas. A proposi\u00e7\u00e3o \u00e9 integrar o setor produtivo brasileiro e uruguaio para definir uma pauta a ser apresentada durante a Expointer, que ocorre de 4 a 12 de setembro. Tamb\u00e9m participaram da reuni\u00e3o lideran\u00e7as da Fetag, Fecoagro, Asgav, Sips e Fundesa.<\/p>\n<p>Segundo o embaixador \u00e9 primordial que as cidades vejam as potencialidades do campo, uma vez que \u00e9 dele que sair\u00e1 a solu\u00e7\u00e3o para suportar um aumento de 2,5 bilh\u00f5es de pessoas na popula\u00e7\u00e3o mundial at\u00e9 2050. \u201cPrecisamos produzir 50% mais fibras, 50% mais de alimentos e combust\u00edveis. E de onde vai sair isso de forma sustent\u00e1vel?\u201d, questionou. Consciente das potencialidades da Am\u00e9rica Latina em abastecer o planeta, ele refor\u00e7ou que h\u00e1 condi\u00e7\u00f5es de solo e oferta de \u00e1gua doce capaz de produzir de forma competitiva. Para isso, alertou, \u00e9 importante que se trabalhe com abertura comercial entre vizinhos.<\/p>\n<p>Brasil e Uruguai tem 1067 quil\u00f4metros de fronteira, com seis cidades g\u00eameas. Apesar da vig\u00eancia do Mercosul, apenas a aduana de Rivera trabalha de forma integrada nos terminais de cargas. O principal ponto de entrada de cargas uruguaias no Brasil \u00e9 o Chu\u00ed (30%), seguido por Jaguar\u00e3o (21%) e por Santana do Livramento (9%).<\/p>\n<p>Foto: Carolina Jardine&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Focado em intensificar o interc\u00e2mbio comercial com o Brasil, o embaixador do Uruguai Guillermo Valles prop\u00f4s uma articula\u00e7\u00e3o entre os pa\u00edses para destravar projetos log\u00edsticos em curso h\u00e1 d\u00e9cadas. 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