{"id":7526,"date":"2021-07-26T20:11:13","date_gmt":"2021-07-26T20:11:13","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=7526"},"modified":"2021-07-26T20:13:47","modified_gmt":"2021-07-26T20:13:47","slug":"7526","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2021\/07\/26\/7526\/","title":{"rendered":"26\/07\/2021"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/figure>\r\n<!-- \/wp:post-content -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph -->\r\n<p>&nbsp;<\/p>\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre,&nbsp; 26 de julho de 2021&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 15 - N\u00b0 3.464<\/p>\r\n<!-- \/wp:paragraph -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph -->\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><hr>\r\n<div>\r\n<p><strong>Emater\/RS: pastagens de inverno ajudam na redu\u00e7\u00e3o dos custos de produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/p>\r\n<p>As condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas t\u00eam contribu\u00eddo para o desenvolvimento das pastagens cultivadas de inverno, refletindo no aumento de produ\u00e7\u00e3o. O aumento na oferta de forragens permite reduzir custos de produ\u00e7\u00e3o, pois diminui a necessidade de suplementa\u00e7\u00e3o de concentrados.<\/p>\r\n<p>A redu\u00e7\u00e3o das chuvas favoreceu o manejo e a manuten\u00e7\u00e3o da higiene pela redu\u00e7\u00e3o dos pontos com ac\u00famulo de barro, resultando em menor incid\u00eancia de mastites e de contagem bacteriana no leite.<\/p>\r\n<p>A entrada de novas matrizes lactantes \u00e9 cada vez maior, permitindo a secagem das que est\u00e3o em lacta\u00e7\u00e3o prolongada, o que vem reduzindo a contagem de c\u00e9lulas som\u00e1ticas, conforme verificado pelas empresas coletoras do leite. As altas no pre\u00e7o do leite entregue pelos produtores demonstram um momento mais favor\u00e1vel \u00e0 atividade leiteira.<\/p>\r\n<p>Na regional de Caxias de Sul, alguns produtores est\u00e3o adotando a produ\u00e7\u00e3o de silagem de cereais de inverno, especialmente trigo. As lavouras para confec\u00e7\u00e3o de silagem de inverno est\u00e3o com bom desenvolvimento.<\/p>\r\n<p>As condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis na de Soledade incrementaram o crescimento e desenvolvimento das \u00e1reas de cereais de inverno para utiliza\u00e7\u00e3o em alimentos conservados \u2013 silagem, pr\u00e9-secado e feno. Nessas \u00e1reas, os produtores fazem o manejo fitossanit\u00e1rio a fim de manter o potencial produtivo e a qualidade das forragens que se constituir\u00e3o em alimentos conservados.<\/p>\r\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de silagem de milho sofreu redu\u00e7\u00e3o por conta de d\u00e9ficit h\u00eddrico em alguns per\u00edodos da primavera e outono; no entanto, a maioria da silagem estocada apresenta boa rela\u00e7\u00e3o entre gr\u00e3o e planta inteira.<\/p>\r\n<p>A volta das chuvas regulares na regional de Frederico Westphalen proporcionou um bom estabelecimento e o desenvolvimento das culturas de inverno, apesar da dificuldade inicial na germina\u00e7\u00e3o; tal fator impactou positivamente na produ\u00e7\u00e3o de leite, j\u00e1 que 98% das propriedades produzem leite \u00e0 base de pasto com suplementa\u00e7\u00e3o.<\/p>\r\n<p>Na regional administrativa da Emater\/RS-Ascar de Iju\u00ed, a produ\u00e7\u00e3o de leite segue aumentando, seguindo curva normal da sazonalidade com pequeno incremente em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o do ano anterior. Nas regionais de Pelotas e Santa Rosa, \u00e9 refor\u00e7ada a necessidade da vacina\u00e7\u00e3o contra raiva herb\u00edvora, n\u00e3o s\u00f3 para evitar perdas nos rebanhos, mas tamb\u00e9m por se tratar de uma zoonose, devido aos riscos de a doen\u00e7a ser transmitida pelos animais aos humanos.<\/p>\r\n<\/div>\r\n<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">\r\n<div><hr><\/div>\r\n<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Brasil:Informe Agroindustrial 2\u00ba trimestre 2021 - L\u00e1cteos<\/strong><br>Brasil\/Rabobank \u2013 De acordo com o relat\u00f3rio \u201cBrazil Agribusiness Quarterly Q2 2021\u201d do Rabobank, o pre\u00e7o ao produtor se mant\u00e9m em n\u00edveis elevados, e a produ\u00e7\u00e3o avan\u00e7a lentamente \u00e0 medida que o clima seco e os altos custos dos concentrados afetam as margens. Uma recupera\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica mais forte poder\u00e1 favorecer a demanda na segunda metade do ano.<br>O crescimento da produ\u00e7\u00e3o de leite aumentou no primeiro trimestre de 2021 em compara\u00e7\u00e3o com o primeiro trimestre de 2020, em parte devido a base de compara\u00e7\u00e3o ter sido fraca, mas tamb\u00e9m devido ao fato dos agricultores terem come\u00e7ado o ano com os pre\u00e7os relativamente altos em 2021.<br>A m\u00e9dia do pre\u00e7o do leite ao produtor (pre\u00e7o nacional bruto do CEPEA) foi de R$ 1,98\/litro no primeiro trimestre de 2021 em compara\u00e7\u00e3o com R$ 1,37\/litro em 2020, um aumento de 44%.<br>Segundo dados preliminares do Instituto Brasileiro de Estat\u00edsticas (IBGE), a produ\u00e7\u00e3o aumentou 1,8% em termos de volume na compara\u00e7\u00e3o com o primeiro trimestre de 2020. Sem d\u00favida, os custos continuaram aumentando em 2021, com a soja e o milho mantendo-se em n\u00edveis elevados apesar do Real mais forte. Segundo dados do CEPEA, os custos de produ\u00e7\u00e3o do leite aumentaram 9,1% nos primeiros quatro meses do ano, muito mais r\u00e1pido do que a infla\u00e7\u00e3o, e ajudaram a reduzir as margens para os produtores.<br>O clima seco tamb\u00e9m contribui para o aumento dos custos de produ\u00e7\u00e3o. Com menos forrageiras dispon\u00edveis, os produtores se viram obrigados a aumentar a alimenta\u00e7\u00e3o \u00e0 base de cereais para complementar as dietas dos rebanhos leiteiros nas regi\u00f5es do sul e sudeste do Brasil.<br>As ind\u00fastrias est\u00e3o tendo dificuldades com as margens justas da cadeia l\u00e1ctea, j\u00e1 que os altos pre\u00e7os do leite no campo e a infla\u00e7\u00e3o geral agregam custos e os pre\u00e7os aos consumidores n\u00e3o aumentaram na mesma propor\u00e7\u00e3o. Sem d\u00favida, dados econ\u00f4micos recentes sugerem que a atividade econ\u00f4mica est\u00e1 se recuperando a um ritmo mais r\u00e1pido do que o previsto, o que, al\u00e9m da prov\u00e1vel extens\u00e3o do programa de transfer\u00eancias de renda (ajudas sociais) para tr\u00eas meses mais, poder\u00e3o ser boas not\u00edcias para a demanda na segunda metade de 2021. O forte crescimento mundial e as exporta\u00e7\u00f5es de mat\u00e9rias primas no auge tamb\u00e9m ajudaram a sustentar a atividade econ\u00f4mica no Brasil, com um super\u00e1vit recorde da balan\u00e7a comercial esperado para o ano. O consenso do mercado aponta para um crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de mais de 5% em 2021.<br>As oportunidades de exporta\u00e7\u00e3o de l\u00e1cteos agora s\u00e3o muito limitadas com as recentes valoriza\u00e7\u00f5es do real, que est\u00e1 sendo negociado abaixo de R$ 5,00\/US$ nos \u00faltimos dias, depois de alcan\u00e7ar mais de R$ 5,80\/US$ no primeiro trimestre. As importa\u00e7\u00f5es poder\u00e3o ganhar impulso no segundo semestre, com pre\u00e7os internacionais mais baixos e um Real mais forte.<br>O que esperar:<br>- Um Real mais forte significa oportunidades de exporta\u00e7\u00e3o muito limitadas e importa\u00e7\u00f5es adicionais no terceiro trimestre.<br>- O clima seco est\u00e1 agregando press\u00e3o aos custos de produ\u00e7\u00e3o dos produtores na maioria das regi\u00f5es. A produ\u00e7\u00e3o poder\u00e1 perder impulso e fechar o ano com um crescimento marginal. (Fonte: OCLA - Tradu\u00e7\u00e3o livre: www.terraviva.com.br)<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div><strong>Os tr\u00eas pilares de fazendas leiteiras altamente eficientes<\/strong><br>Fazendas leiteiras - Seja em momentos de altas de pre\u00e7os em commodities ou n\u00e3o, a atividade leiteira n\u00e3o \u00e9 diferente de qualquer outro neg\u00f3cio, \u00e9 necess\u00e1rio ter efici\u00eancia para sobreviver.<br>Segundo Mateus Teixeira, zootecnista e coordenador t\u00e9cnico comercial de bovinos de leite da Cargill Nutri\u00e7\u00e3o Animal, o principal segredo para que esta atividade perdure \u00e9 preciso ter um fluxo de caixa positivo, por\u00e9m no m\u00e9dio e longo prazos \u00e9 preciso ter lucro, cobrindo inclusive os custos fixos, como deprecia\u00e7\u00e3o e a remunera\u00e7\u00e3o do capital investido. Para que isso seja poss\u00edvel, \u00e9 necess\u00e1rio ser eficiente nos tr\u00eas \u201cpilares\u201d do neg\u00f3cio leite: custos de produ\u00e7\u00e3o, volume di\u00e1rio produzido e receitas.<br>Segundo Mateus, o produtor deve buscar aumentar suas receitas agindo em todos os pontos que forem poss\u00edveis dentro da propriedade. Normalmente a principal receita \u00e9 o leite vendido, seguida pela venda de animais e por \u00faltimo a venda do excedente de volumosos, com algumas varia\u00e7\u00f5es nessa ordem dependendo da propriedade. <br>O pre\u00e7o recebido \u00e9 fortemente impactado pela qualidade, composi\u00e7\u00e3o e volume do leite fornecido. Portanto, o produtor deve buscar produzir leite com alto padr\u00e3o de qualidade, com baixos \u00edndices de CCS e CBT (UFC) e com altos teores de prote\u00edna e gordura, e l\u00f3gico, buscar fornecer o leite para latic\u00ednios que valorizem essa qualidade. O alto padr\u00e3o de qualidade indica manejo e sanidade adequados para o rebanho, cen\u00e1rio que contribui para ganhos de efici\u00eancia t\u00e9cnica e econ\u00f4mica na fazenda.<br>No que tange \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de leite di\u00e1ria, sem d\u00favidas, quanto maior o volume maior a remunera\u00e7\u00e3o. Apesar das importantes mudan\u00e7as sofridas nos sistemas de pagamentos da maioria dos latic\u00ednios nos \u00faltimos anos, ainda percebemos que a maior influ\u00eancia no pre\u00e7o adv\u00e9m do volume fornecido. E n\u00e3o \u00e9 s\u00f3 isso, o aumento na escala de produ\u00e7\u00e3o contribui tamb\u00e9m para outro importante pilar, diluindo parte dos custos de produ\u00e7\u00e3o.<br>O aumento da escala de produ\u00e7\u00e3o ou do volume de leite produzido diariamente depende de dois fatores: n\u00fameros de vacas em lacta\u00e7\u00e3o na propriedade e da produtividade das mesmas. O n\u00famero de vacas depende da capacidade de suporte da fazenda, de acordo com a sua capacidade de alojar e alimentar seus animais. A refer\u00eancia \u00e9 conseguir alcan\u00e7ar pelo menos 1 vaca em lacta\u00e7\u00e3o por hectare na fazenda, considerando \u00e1reas de produ\u00e7\u00e3o de volumosos e reservas ambientais na conta.<br>A produtividade das vacas, obviamente, quanto maior melhor, desde que respeitemos o bem estar dos animais e que os custos se mantenham equilibrados. Manejo, conforto, alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada e sa\u00fade permitir\u00e3o aos animais expressarem todo o seu potencial produtivo.<br>A jun\u00e7\u00e3o de uma boa taxa de lota\u00e7\u00e3o, ou seja, pelo menos uma vaca em lacta\u00e7\u00e3o por hectare e boa produtividade dos animais, aumentar\u00e3o a produ\u00e7\u00e3o de leite total di\u00e1ria e tamb\u00e9m a produtividade por hectare na fazenda. Este indicador, medido em litros\/hectare\/ano, tem uma alta correla\u00e7\u00e3o com a rentabilidade do neg\u00f3cio. Sugere-se em sistemas menos intensivos, pelo menos 5.000 litros\/ha\/ano e em sistemas mais intensivos pelo menos 10.000 litros\/ha\/ano. Historicamente, fazendas com altas produtividades por hectare e custos equilibrados, conseguem tornar o neg\u00f3cio leite altamente atrativo, muitas vezes alcan\u00e7ando rentabilidades superiores a 10% ao ano.<br>O \u00faltimo pilar, o dos custos de produ\u00e7\u00e3o, \u00e9 sem d\u00favidas onde o produtor tem maior capacidade de interfer\u00eancia, mesmo que ele n\u00e3o consiga prever ou evitar que os comportamentos dos custos dos insumos impactem em seu neg\u00f3cio. A efici\u00eancia mais uma vez \u00e9 exigida, pois mais importante do que o quanto se gasta \u00e9 com o que se gasta.<br>Atualmente v\u00e1rios projetos e grupos de assist\u00eancia t\u00e9cnica gerenciam as despesas das propriedades e geram \u00edndices de refer\u00eancia que acabam sendo utilizados por todos os produtores. O mais comum \u00e9 criar uma rela\u00e7\u00e3o entre as despesas e o percentual da renda comprometido com elas. <br>\"Os principais custos normalmente s\u00e3o o gasto com concentrado, volumoso e a m\u00e3o de obra. O ideal \u00e9 que o comprometimento da renda bruta esteja entre 8 e 10% com volumoso, entre 30% e 35% com concentrado e entre 10 e 12% com m\u00e3o de obra\", explica Mateus.<br>Esses valores s\u00e3o resultados hist\u00f3ricos m\u00e9dios de propriedades consideradas economicamente eficientes na atividade, portanto, s\u00e3o poss\u00edveis de serem alcan\u00e7ados e contribuem para um resultado econ\u00f4mico satisfat\u00f3rio. Contudo, \u00e9 necess\u00e1rio ter cuidado com a interpreta\u00e7\u00e3o desses \u00edndices, que acabam se tornando metas.<br>Os fatores que impactam esses n\u00fameros sofrem muita interfer\u00eancia regional, pelas caracter\u00edsticas espec\u00edficas da cadeia produtiva na regi\u00e3o e por isso mesmo podem distorcer os indicadores. Por exemplo, o custo da ra\u00e7\u00e3o de dois produtores pode ser o mesmo e um deles comprometer 30% da sua renda com este custo e o outro 35%. Para isso, basta que o pre\u00e7o recebido pelo leite por eles seja diferente. Podemos erroneamente afirmar que a propriedade que compromete 35% da sua renda com ra\u00e7\u00e3o \u00e9 menos eficiente para comprar insumos, por\u00e9m na verdade a sua bacia leiteira \u00e9 a que tem menor pre\u00e7o pago ao produtor.<br>Durante a pandemia este quadro ficou ainda mais evidente e complexo, pois os pre\u00e7os do leite subiram muito e os insumos tamb\u00e9m. As rela\u00e7\u00f5es entre custos e receitas mudaram e podem estar criando falsas inefici\u00eancias nas propriedades. Nesses casos onde a efici\u00eancia t\u00e9cnica continuou e os indicadores econ\u00f4micos fugiram dos valores refer\u00eancia, deve-se ter cautela e lembrar que a atividade leiteira deve ser analisada no longo prazo e n\u00e3o se pode ser conclusivo avaliando curtos per\u00edodos com alta instabilidade no mercado. O foco \u00e9 manter a produ\u00e7\u00e3o e os bons resultados t\u00e9cnicos para voltar a colher melhores frutos quando o mercado se estabilizar. <br>Independentemente do cen\u00e1rio de pre\u00e7o e custos n\u00e3o podemos nos esquecer da produtividade dos animais e da produ\u00e7\u00e3o total de leite. H\u00e1 muitos anos no Brasil, v\u00e1rias an\u00e1lises estat\u00edsticas mostram que o volume de leite produzido por dia nas fazendas \u00e9 o principal fator de influ\u00eancia para o sucesso econ\u00f4mico da atividade leiteira, sendo que quanto maior o volume di\u00e1rio, maiores as chances de a atividade ser vi\u00e1vel e atrativa economicamente.<br>Se o produtor estiver com o caixa apertado, com os custos acima dos \u00edndices ideais, a primeira coisa a se fazer \u00e9 reduzir despesas em setores que n\u00e3o comprometem a produtividade das vacas, pois a redu\u00e7\u00e3o da m\u00e9dia pode agravar muito a situa\u00e7\u00e3o. O que o produtor pode fazer \u00e9 buscar maneiras de tornar todo o sistema mais eficiente. <br>Uma estrutura que permita uso de menos m\u00e3o de obra para realizar o manejo facilitando a limpeza dos cochos, bebedouros e currais, reduz custos. Produzir volumoso em quantidade suficiente e com qualidade, investindo em controle de pragas e nutri\u00e7\u00e3o das plantas durante a safra, reduz a depend\u00eancia da ra\u00e7\u00e3o para suprir boa parte dos nutrientes utilizados pelos animais, baixando custos com concentrado. Reter na propriedade somente a quantidade necess\u00e1ria de bezerras e novilhas para repor o plantel, logicamente em propriedades com rebanhos estabilizados, reduz custos com alimenta\u00e7\u00e3o e necessidade de estrutura para animais ainda improdutivos. Essas poss\u00edveis a\u00e7\u00f5es s\u00e3o exemplos de como cortar custos sem reduzir a produtividade das vacas, que s\u00e3o de fato \u201cquem\u201d paga as contas. <br>Outro ponto muito importante e com grande impacto na redu\u00e7\u00e3o de custos, \u00e9 a possibilidade de se usar ingredientes variados na nutri\u00e7\u00e3o dos animais, focando nos nutrientes exigidos pela categoria que est\u00e1 sendo alimentada e n\u00e3o no alimento em si. Talvez, hoje este seja o maior paradigma existente na pecu\u00e1ria de leite brasileira. Muitos produtores t\u00eam grande resist\u00eancia em utilizar sorgo, casca de soja, farelo de algod\u00e3o, ureia dentre outros ingredientes, com o discurso de que n\u00e3o s\u00e3o ingredientes nobres. Na verdade, os animais possuem exig\u00eancia por energia, amino\u00e1cidos, minerais e vitaminas, n\u00e3o interessando a fonte de onde eles v\u00eam.<br>Para produtores com maior estrutura de armazenamento de insumos, sem d\u00favidas, vale a pena comprar estrategicamente ingredientes como polpa c\u00edtrica, ureia, caro\u00e7o de algod\u00e3o, DDGS, casca de soja e farelo de algod\u00e3o, pois eles atendem bem a demanda nutricional e possibilitam garantir sa\u00fade e produtividade aos animais a custos menores. E para produtores sem estruturas preparadas para tantos ingredientes diferentes existe a possibilidade de buscar comprar ra\u00e7\u00f5es e concentrados direto das f\u00e1bricas de ra\u00e7\u00e3o. As f\u00e1bricas compram grandes volumes de ingredientes e conseguem construir f\u00f3rmulas eficazes nutricionalmente, com custos menores que as ra\u00e7\u00f5es de milho e farelo de soja comumente produzidas nas fazendas. <br>\u201cO produtor de leite eficiente ser\u00e1 o produtor do amanh\u00e3. N\u00e3o h\u00e1 mais espa\u00e7o para amadores com um mercado t\u00e3o din\u00e2mico e complexo como o que estamos inseridos\", finaliza. (AGROLINK &amp; ASSESSORIA)<\/div>\r\n<div><hr><\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\r\n<!-- \/wp:paragraph -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph -->\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Jogo R\u00e1pido <\/strong>&nbsp;<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><em><strong>Alguma margem, apesar dos custos<\/strong><\/em><\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><em>Integrantes do projeto Campo Futuro, da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura (CNA), estiveram no Rio Grande do Sul para levantar informa\u00e7\u00f5es sobre os custos de produ\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria de corte e de leite. A iniciativa \u00e9 fruto de parceria com o Senar e o Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea), da Esalq\/USP. Na pecu\u00e1ria de leite, o levantamento demonstrou que o produtor conseguiu obter uma margem de receita l\u00edquida positiva, o que d\u00e1 a ele um f\u00f4lego para a perman\u00eancia na atividade a m\u00e9dio prazo. Segundo Thiago Rodrigues, assessor t\u00e9cnico da CNA, nas quatro regi\u00f5es analisadas no Rio Grande do Sul, em tr\u00eas delas o produtor conseguiu cobrir os desembolsos quanto \u00e0 deprecia\u00e7\u00e3o e o pr\u00f3 labore. \u201cApesar do momento favor\u00e1vel de pre\u00e7o que houve no ano passado, esse produtor sofreu e teve um custo que impactou bastante na margem que a atividade gerou para ele\u201d, analisa. O principal gargalo identificado foi a alimenta\u00e7\u00e3o animal com concentrado, que consome de 28% a 34% da receita da atividade. J\u00e1 na pecu\u00e1ria de corte a an\u00e1lise demonstrou que o produtor operou com margens positivas no sistema de recria e engorda. O item m\u00e3o de obra foi respons\u00e1vel por 27,3% dos desembolsos, enquanto que o cultivo de pastagens representou 13%. &nbsp;Segundo Rodrigues, o n\u00edvel de produtividade do segmento n\u00e3o est\u00e1 permitindo ao produtor diluir esses custos. \u201cEle s\u00f3 vai conseguir diluir isso na medida em que for mais produtivo\u201d, acrescenta. (Correio do Povo)<\/em><\/p>\r\n<hr>\r\n<p>&nbsp;<\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Porto Alegre,&nbsp; 26 de julho de 2021&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 15 - N\u00b0 3.464 Emater\/RS: pastagens de inverno ajudam na redu\u00e7\u00e3o dos custos de produ\u00e7\u00e3o As condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas t\u00eam <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2021\/07\/26\/7526\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"26\/07\/2021\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-7526","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7526","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=7526"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7526\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":7531,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/7526\/revisions\/7531"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=7526"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=7526"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=7526"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}