{"id":740,"date":"2015-10-19T11:43:40","date_gmt":"2015-10-19T11:43:40","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/10\/19\/chuva-reduz-captacao-de-leite-em-6-5-no-rs\/"},"modified":"2015-10-19T11:43:40","modified_gmt":"2015-10-19T11:43:40","slug":"chuva-reduz-captacao-de-leite-em-6-5-no-rs","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/10\/19\/chuva-reduz-captacao-de-leite-em-6-5-no-rs\/","title":{"rendered":"Chuva reduz capta\u00e7\u00e3o de leite em 6,5% no RS"},"content":{"rendered":"<p>&nbsp;<\/p>\n<figure class=\"pull-center\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" size-full wp-image-739\" src=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/reducao_leite.jpg\" alt=\"\" width=\"634\" height=\"515\" srcset=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/reducao_leite.jpg 634w, https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/10\/reducao_leite-300x244.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 634px) 100vw, 634px\" \/><figcaption>Produtor Gelsi Belmiro Thums, em Carlos Barbosa.\/ Cr\u00e9dito: Stefani Thums<\/figcaption><\/figure>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>Os fortes temporais que atingiram o Rio Grande do Sul nas \u00faltimas semanas e a chuva constante t\u00eam prejudicado em cheio a produ\u00e7\u00e3o leiteira ga\u00facha. Segundo levantamento realizado pelo Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do RS (Sindilat) entre seus associados, as ind\u00fastrias est\u00e3o captando, em m\u00e9dia, 6,5% menos leite, o que representa um queda de 850 mil litros de leite\/dia em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia estadual de 13 milh\u00f5es de litros\/dia. \u201cA situa\u00e7\u00e3o est\u00e1 dif\u00edcil. Se as chuvas persistirem, podemos chegar a ter uma redu\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o mensal da ordem de 25 milh\u00f5es de litros\u201d, pontuou o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 compartilhada pelo presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura do RS (Fetag), Carlos Joel da Silva. Ele informa que a chuva n\u00e3o est\u00e1 deixando as pastagens se desenvolverem no Interior.<\/p>\n<p>Uma das propriedades atingidas \u00e9 a de Gelsi Belmiro Thums, na localidade de Santa Clara Baixa, interior de Carlos Barbosa (RS). Com as chuvas dos \u00faltimos tr\u00eas meses, ele viu a produtividade m\u00e9dia das 24 vacas cair de 35 litros\/dia para 30 litros\/dia e os custos aumentarem. Cooperado da Santa Clara h\u00e1 39 anos, ele conta que o solo ficou encharcado, prejudicando o desenvolvimento do azev\u00e9m cultivado para alimentar o gado no inverno. Sem pasto, a alternativa foi ampliar a oferta de ra\u00e7\u00e3o, silagem e feno aos animais, o que elevou os custos com alimenta\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m disso, diz o produtor, que entrega cerca de 10 mil litros \u00e0 cooperativa por m\u00eas, sem a pastagem, a produ\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m fica menor. \u201cEstamos enfrentando dificuldades com esse clima desfavor\u00e1vel. H\u00e1 vezes que chove 200 mil\u00edmetros e, quando o solo come\u00e7a a secar, chove novamente. O azev\u00e9m est\u00e1 apodrecendo embaixo da \u00e1gua e ainda temos pouca luminosidade\u201d, conta, lembrando que o pr\u00f3prio pisoteio das vacas sobre o solo molhado acaba agravando a situa\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m do aumento do gasto com ra\u00e7\u00e3o, o produtor calcula que, computando despesas adicionais com combust\u00edvel e energia, o custo de produ\u00e7\u00e3o teve um incremento de 35% em 2015.<\/p>\n<p>Para os pr\u00f3ximos meses, a tend\u00eancia nos tambos \u00e9 de cautela. Apesar do pre\u00e7o do leite ao produtor vir se mantendo est\u00e1vel, Thums teme queda da rentabilidade, o que pode fazer muitos criadores cortarem at\u00e9 mesmo a ra\u00e7\u00e3o dos animais. \u201cA\u00ed fica pior ainda. Vai ter muita gente parando. Produzir vai ficar muito caro\u201d, alertou.<\/p>\n<p>As dificuldades clim\u00e1ticas ainda devem atingir a produ\u00e7\u00e3o no ver\u00e3o. Isso porque, mesmo que as chuvas deem uma tr\u00e9gua, muitos produtores est\u00e3o com o plantio das lavouras de milho destinadas \u00e0 confec\u00e7\u00e3o de silagem atrasado. Processo esse que tamb\u00e9m est\u00e1 mais caro. Produtores indicam para aumento de 45% no custo da produ\u00e7\u00e3o da silagem. Sem contar as perdas de quem j\u00e1 semeou. S\u00f3 na propriedade de Thums, 90% de uma \u00e1rea de um hectare cultivada com aveia que seria destinada \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o de animais j\u00e1 foi perdida. \u201cIsso representa um preju\u00edzo de R$ 1,5 mil\u201d, calcula.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Produtor Gelsi Belmiro Thums, em Carlos Barbosa.\/ Cr\u00e9dito: Stefani Thums &nbsp; Os fortes temporais que atingiram o Rio Grande do Sul nas \u00faltimas semanas e a chuva constante t\u00eam prejudicado em cheio a produ\u00e7\u00e3o leiteira ga\u00facha. 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