{"id":6960,"date":"2021-05-06T18:28:58","date_gmt":"2021-05-06T18:28:58","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=6960"},"modified":"2021-05-06T18:39:00","modified_gmt":"2021-05-06T18:39:00","slug":"06-05-2021","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2021\/05\/06\/06-05-2021\/","title":{"rendered":"06\/05\/2021"},"content":{"rendered":"<figure class=\"wp-block-image\" style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/figure>\r\n<!-- \/wp:post-content -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph -->\r\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre,&nbsp; 06 de maio de 2021&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 15 - N\u00b0 3.459<\/p>\r\n<!-- \/wp:paragraph -->\r\n\r\n<!-- wp:separator --><hr class=\"wp-block-separator\"><!-- \/wp:separator -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph -->\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Sistema Nacional de Meteorologia ir\u00e1 integrar a\u00e7\u00f5es de previs\u00e3o do tempo <\/b><\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><i>O Inmet ser\u00e1 o grande integrador da meteorologia no Brasil, o respons\u00e1vel pela emiss\u00e3o<\/i><\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><i> dos alertas <\/i><\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe) e o Centro Gestor e Operacional do sistema de Prote\u00e7\u00e3o da Amaz\u00f4nia (Censipam) anunciaram nesta segunda-feira (3) a cria\u00e7\u00e3o do Sistema Nacional de Meteorologia (SNM). O objetivo \u00e9 eliminar sobreposi\u00e7\u00f5es de atividades, gerando assim uma cadeia de processos, produtos e dados interligados e complementares. A partir de hoje, o Inpe deixa de divulgar para o p\u00fablico em geral as previs\u00f5es de tempo e os avisos meteorol\u00f3gicos, atividade que passar\u00e1 a ser realizada exclusivamente pelo Inmet, que j\u00e1 a executa, basicamente, desde sua cria\u00e7\u00e3o em 1909.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">A mudan\u00e7a trar\u00e1 grandes avan\u00e7os para o Agro, com maior efici\u00eancia na previs\u00e3o do tempo, fundamental para o produtor decidir o momento exato de plantar e de colher.&nbsp; Cada um dos \u00f3rg\u00e3os atuar\u00e1 com o seu papel bem definido de modo a tornar a Meteorologia Nacional mais eficiente e para atender da melhor maneira poss\u00edvel a todas as demandas de seus usu\u00e1rios e da popula\u00e7\u00e3o. \u201cA atua\u00e7\u00e3o conjunta das Institui\u00e7\u00f5es permitir\u00e1 atingir patamares de desenvolvimento compat\u00edveis com as necessidades sociais e econ\u00f4micas do pa\u00eds, principalmente relacionadas ao aprimoramento do monitoramento e elabora\u00e7\u00e3o de melhores previs\u00f5es de eventos meteorol\u00f3gicos extremos, elevando a meteorologia brasileira a um novo patamar\u201d, explica a Nota Oficial Conjunta divulgada pelos tr\u00eas \u00f3rg\u00e3os.&nbsp; A data de hoje define o \"lan\u00e7amento da pedra fundamental\" para o in\u00edcio da organiza\u00e7\u00e3o das atividades de monitoramento, previs\u00e3o, pesquisa, desenvolvimento e inova\u00e7\u00e3o, preconizada pelo SNM.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">\u201cVamos ampliar a pesquisa e a ci\u00eancia, e melhorar o acesso do p\u00fablico \u00e0 informa\u00e7\u00e3o meteorol\u00f3gica para tomar as melhores decis\u00f5es\u201d, comemora o diretor do Inmet, Miguel Ivan de Oliveira, explicando que durante mais de duas d\u00e9cadas o Brasil duplicou esfor\u00e7os e recursos nestes institutos para produzir o mesmo produto.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">O Inmet ser\u00e1 o grande integrador da meteorologia no Brasil, o respons\u00e1vel pela emiss\u00e3o dos alertas, o que permitir\u00e1 que o Inpe se concentre na pesquisa da meteorologia, produzindo ci\u00eancia para aperfei\u00e7oar os resultados. \u201cEsta integra\u00e7\u00e3o \u00e9 uma revolu\u00e7\u00e3o na meteorologia brasileira\u201d, afirma Miguel de Oliveira.&nbsp; O Inmet tamb\u00e9m ir\u00e1 lan\u00e7ar em seu portal um mapa interativo com a previs\u00e3o de tempo para todo o pa\u00eds para os pr\u00f3ximos cinco dias. Nos dois primeiros dias, a previs\u00e3o ainda \u00e9 detalhada para os turnos madrugada\/manh\u00e3, tarde e noite. O usu\u00e1rio poder\u00e1 navegar pelo mapa e obter a previs\u00e3o de tempo para qualquer munic\u00edpio selecionando um ponto no mapa.&nbsp; (Mapa)<\/div>\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><!-- \/wp:paragraph -->\r\n\r\n<!-- wp:separator --><\/p>\r\n<hr class=\"wp-block-separator\">\r\n<p style=\"text-align: justify;\"><!-- \/wp:separator -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph {\"align\":\"left\"} --><\/p>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>China \u2013 Um olhar no tempo: Transforma\u00e7\u00e3o do setor l\u00e1cteo <\/b><\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Leite\/China \u2013 Em 1949, eram apenas 120.000 cabe\u00e7as de gado leiteiro na China, com&nbsp; produ\u00e7\u00e3o anual de 192.000 toneladas de leite, e produtividade animal de 3 toneladas\/vaca\/ano. Naquela \u00e9poca, o consumo per capita de produtos l\u00e1cteos no pa\u00eds era de 0,4 kg por ano.&nbsp; 60 anos mais tarde, em 2019, o n\u00famero total de gado leiteiro na China era cerca de 6 milh\u00f5es de cabe\u00e7as. A produ\u00e7\u00e3o de leite ultrapassou 32 milh\u00f5es de toneladas e o consumo per capita de produtos l\u00e1cteos aumentou surpreendentemente para mais de 30 kg por ano. Embora este enorme desenvolvimento da pecu\u00e1ria leiteira na China tenha ocorrido em 60 anos, as mudan\u00e7as mais significativas ocorreram em per\u00edodos mais recentes.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Desenvolvimento das fazendas leiteiras na China: Desde 1949 e nos 30 anos seguintes, as fazendas de leite na China desenvolveram junto com o lento aumento da demanda por produtos l\u00e1cteos no pa\u00eds. Para atender ao crescimento da demanda, o governo decidiu construir empresas de latic\u00ednios e bases para fornecimento de leite em v\u00e1rias regi\u00f5es do pa\u00eds. Isso levou ao desenvolvimento de fazendas de leite estatais pr\u00f3ximas a grandes e m\u00e9dias cidades como Pequim, Xangai, Tianjin, Chongqing, Shenyang, Guangzhou, Harbin, Nanjing, e Kunning. A funda\u00e7\u00e3o dessas fazendas estatais tornou poss\u00edvel o desenvolvimento da ind\u00fastria de latic\u00ednios, mas, dada \u00e0s dificuldades econ\u00f4micas da China na \u00e9poca, o crescimento era ainda relativamente lento. Por volta de 1978, o rebanho leiteiro na China havia crescido para 480.000 cabe\u00e7as, e a produ\u00e7\u00e3o anual atingia 883.000 toneladas por ano, e o consumo per capita de produtos l\u00e1cteos ficava pr\u00f3ximo de 1 kg por ano.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Per\u00edodo de reforma da pecu\u00e1ria leiteira chinesa: Em 1978, o estado passou a incentivar o setor privado a entrar na pecu\u00e1ria leiteira, e esse incentivo influenciou de forma importante o desenvolvimento. Durante 20 anos, as fazendas leiteiras de propriedade nacional, coletiva e individual desenvolveram-se lado a lado e este pode ser chamado um per\u00edodo de reforma e a pecu\u00e1ria leiteira mudou de estatal para agricultores individuais. Em 1949, a propor\u00e7\u00e3o de agricultores individuais propriet\u00e1rios de vacas leiteiras eram apenas 6,25%, mas em 1997, 20 anos depois com o incentivo do governo para a privatiza\u00e7\u00e3o do setor, o percentual de fazendas leiteiras privadas chegou a 82,62% e o rebanho bovino leiteiro aumentou para impressionantes 4,4 milh\u00f5es de cabe\u00e7as. Essa grande mudan\u00e7a, em apenas 20 anos, foi poss\u00edvel devido \u00e0 introdu\u00e7\u00e3o e aplica\u00e7\u00e3o de tecnologias essenciais em fazendas leiteiras. O n\u00edvel de produ\u00e7\u00e3o de leite nas fazendas da China melhorou significativamente nesse per\u00edodo, e isso foi poss\u00edvel gra\u00e7as a muitos fatores: melhoramento das ra\u00e7as, tecnologia de alimenta\u00e7\u00e3o, e melhores equipamentos de ordenha.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Ra\u00e7a de vaca holandesa chinesa: A introdu\u00e7\u00e3o de ra\u00e7as holandesas estrangeiras, a importa\u00e7\u00e3o de novilhas vivas, e cruzamento com o rebanho local, depois de um longo tempo de sele\u00e7\u00e3o e reprodu\u00e7\u00e3o, levou ao desenvolvimento da ra\u00e7a holandesa chinesa, conhecida como \u201cChinese Black and White Cattle\u201d, ou \u201cRebanho Preto e Branco da China\u201d, chamado de Gado Holand\u00eas da China, em 1992. Essa foi a primeira ra\u00e7a de vaca leiteira dedicada \u00e0 China e assim permanece at\u00e9 hoje.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Produ\u00e7\u00e3o de alimentos \u2013 Novo milho, melhor rendimento: A produ\u00e7\u00e3o e utiliza\u00e7\u00e3o de silagem de milho come\u00e7ou quando a Rep\u00fablica Popular da China foi estabelecida em 1949, e foi adotada por algumas grandes fazendas estatais e pequenas produ\u00e7\u00f5es perto de cidades. Antes da d\u00e9cada de 1980, n\u00e3o havia variedades de milho conhecidas que fossem especialmente destinadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de silagem. Mas, em 1985, surgem novas variedades de milho com dupla finalidade, silagem e gr\u00e3o. Essa mudan\u00e7a marca uma nova era para as fazendas leiteiras chinesas e os efeitos foram sentidos imediatamente, com o aumento da produ\u00e7\u00e3o das vacas leiteiras.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Tecnologia e efici\u00eancia na produ\u00e7\u00e3o de leite: Mesmo existindo ordenha mec\u00e2nica h\u00e1 mais de 100 anos, a tecnologia s\u00f3 chegou \u00e0 China na d\u00e9cada de 1980, e nesta \u00e9poca, as ordenhadeiras eram utilizadas em menos de 0,5% das fazendas e o resto mantinha a ordenha manual. Em 2008, o percentual de ordenhas mec\u00e2nicas ainda era baixo, 40%, mas isso mudou e, agora, a maior parte do leite vem de fazendas que utilizam ordenhadeiras.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Este desenvolvimento desempenhou um grande papel na melhoria da efici\u00eancia de produ\u00e7\u00e3o de leite na China. Outra tecnologia que tamb\u00e9m teve um grande impacto foi a introdu\u00e7\u00e3o e promo\u00e7\u00e3o da tecnologia de mistura de ra\u00e7\u00e3o (TMR). Estudos mostram que a alimenta\u00e7\u00e3o TMR reduz os custos dos alimentos, aumenta a efici\u00eancia do trabalho e a racionaliza\u00e7\u00e3o dos suplementos alimentares, melhorando e tornando mais est\u00e1vel a produ\u00e7\u00e3o de leite pelas vacas. Usando a dieta TMR, \u00e9 poss\u00edvel separar o rebanho em lotes, e a cada grupo \u00e9 fornecida a alimenta\u00e7\u00e3o compat\u00edvel com sua produ\u00e7\u00e3o, contribuindo para o aumento da rentabilidade animal. Essa tecnologia foi adotada em todo o pa\u00eds e propiciou a mudan\u00e7a de manejo alimentar em um curto espa\u00e7o de tempo.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Nos \u00faltimos 20 anos, uma grande virada de jogo: Com a transforma\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, a moderniza\u00e7\u00e3o das fazendas leiteiras dom\u00e9sticas e ind\u00fastrias de latic\u00ednios, a base para mudan\u00e7as mais r\u00e1pidas foi consolidada. Junto com a melhoria de infraestrutura e moderniza\u00e7\u00e3o dos canais de distribui\u00e7\u00e3o na China, a promo\u00e7\u00e3o de produtos l\u00e1cteos poderia decolar, mas, era necess\u00e1rio aumentar a produ\u00e7\u00e3o. Isso tamb\u00e9m influenciou o r\u00e1pido desenvolvimento da ind\u00fastria de latic\u00ednios levando ao crescimento da Mengniu e Yili, as duas maiores empresas do ramo da China. Fazendas de grande escala tamb\u00e9m foram criadas com o estabelecimento de mega fazendas de leite de propriedade privada e tamb\u00e9m empresas como a Modern Dairy (Group) Co., Ltda (Modern Dairy) fundada em 2005 e listada na Bolsa de Valores de Hong Kong em 2010. Esta empresa possui hoje, 26 propriedades, uma das quais \u00e9 a fazenda Bengbu com 20.000 vacas de leite e conta com um total de 230.000 cabe\u00e7as de gado leiteiro.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Mas a Modern Dairy n\u00e3o est\u00e1 sozinha, muitas outras empresas possuem fazendas de leite, como a Shengmu, Fuyuan &amp; AustAisa, para mencionar algumas. Elas tamb\u00e9m operam na China, cada uma com dezenas de milhares de vacas e muitas fazendas leiteiras diferentes. A agricultura de alta escala levou a uma alta profissionaliza\u00e7\u00e3o das opera\u00e7\u00f5es da pecu\u00e1ria leiteira. Em algumas dessas grandes fazendas a produtividade animal pode chegar a mais de 40 kg\/vaca\/dia de leite. Hoje, a produtividade da China chega perto de 8,5 toneladas de leite\/vaca\/ano, e a produ\u00e7\u00e3o total de leite se aproxima de 35 milh\u00f5es de toneladas. Mudan\u00e7a impressionante dos 0,2 milh\u00f5es de toneladas de 1949, ou ainda as 0,9 milh\u00f5es de toneladas em 1978.&nbsp; (Fonte: Dairy Global \u2013 Tradu\u00e7\u00e3o livre: www.terraviva.com.br)<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\"><b>Al\u00e9m dos desafios do terreno \u00edngreme e pedregoso, um surto de neospora no plantel <\/b><\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Localizada em Picada Evaristo, interior de S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul\/RS, a propriedade familiar Peglow conta com uma extens\u00e3o de terras de 39 hectares. Destes, apenas 16 s\u00e3o utilizados para a agropecu\u00e1ria j\u00e1 que os demais s\u00e3o destinados para \u00e1rea de preserva\u00e7\u00e3o permanente devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es do terreno, que \u00e9 muito \u00edngreme e pedregoso. A Equipe MilkPoint conversou com Tobias Peglow, que nos contou com detalhes sobre uma das hist\u00f3rias de supera\u00e7\u00e3o vivenciadas pela fam\u00edlia. Ap\u00f3s o casamento, Ronei Peglow e Luciara Maria Heller Peglow, pais de Tobias, iniciaram no leite com duas vacas: uma comprada do vizinho e a outra, trazida da casa dos pais de Luciara. \u201cComo todo in\u00edcio, as coisas n\u00e3o foram f\u00e1ceis. Doen\u00e7as, falta de conhecimento e de assist\u00eancia t\u00e9cnica resultaram em um alto \u00edndice de mortalidade das vacas, por\u00e9m, com insist\u00eancia e sempre pensando na reposi\u00e7\u00e3o dos animais do plantel, a produ\u00e7\u00e3o foi crescendo e os desafios tamb\u00e9m\u201d, disse Tobias.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, com a utiliza\u00e7\u00e3o da insemina\u00e7\u00e3o artificial, foi poss\u00edvel aumentar o n\u00famero de cabe\u00e7as e a qualidade produtiva e gen\u00e9tica. Com a ordenha realizada manualmente por muitos anos em um antigo galp\u00e3o adaptado para est\u00e1bulo, os indicadores de qualidade n\u00e3o eram nada bons, chegando a CBT (Contagem Bacteriana Total) em at\u00e9 2.000.000 UFC\/ml e CCS (Contagem de C\u00e9lulas Som\u00e1ticas) em torno de 1.000.000 c\u00e9l\/ml. Na \u00e9poca, o leite precisava ser levado em tarros para a estrada pois o caminh\u00e3o n\u00e3o o recolhia na propriedade. Em 2009, as coisas come\u00e7aram a melhorar na propriedade quando ela aderiu a linhas de cr\u00e9ditos acess\u00edveis que possibilitaram a compra de um trator maior, resfriador a granel e a constru\u00e7\u00e3o de uma sala de ordenha com transfer\u00eancia de leite autom\u00e1tica. Tamb\u00e9m, aten\u00e7\u00e3o especial foi dada ao canzil para a alimenta\u00e7\u00e3o das vacas e com a maior facilidade da ordenha, inclusive em um local mais limpo e adequado, os indicadores de qualidade logo melhoraram, chegando a CCS em torno de 400.000 c\u00e9l\/ml e CBT em torno de 6.000 UFC\/ml. Junto com essas facilidades, o tempo de ordenha foi reduzido pela metade, o rebanho cresceu mais ainda e a produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria quadruplicou.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">Em 2016, tudo ia muito bem: a fam\u00edlia estava construindo uma casa nova, a produ\u00e7\u00e3o estava expandindo consideravelmente, assim como a quantidade de novilhas prenhas. Mas, para a infelicidade dos Peglow, um \u2018vento soprou\u2019 na dire\u00e7\u00e3o contr\u00e1ria: diversas vacas abortaram, outras n\u00e3o emprenhavam \u2013 mesmo ap\u00f3s 5 ou 6 tentativas \u2013 e parte delas, passaram a apresentar cios silenciosos. \u201cO espa\u00e7o aberto no tanque come\u00e7ou a aumentar bruscamente e todas as expectativas at\u00e9 ali planejadas n\u00e3o se concretizaram. Em busca de respostas, algumas atitudes investigativas tiveram que ser tomadas, e foi ent\u00e3o, que chegamos a uma conclus\u00e3o preocupante: a presen\u00e7a de neospora no rebanho. O baque foi gigante e o des\u00e2nimo tomou conta de todos os envolvidos, at\u00e9 porque, nunca ningu\u00e9m havia escutado falar sobre essa doen\u00e7a\u201d, contou Tobias.&nbsp; Ele relatou que era como se os dias tivessem escurecido e o futuro passou a ser visto com outros olhos.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">\u201cPensamos at\u00e9 em trocar de profiss\u00e3o, mas aos poucos, como a for\u00e7a do nosso empenho, dedica\u00e7\u00e3o e assist\u00eancia veterin\u00e1ria, as coisas foram mudando. Aprendemos a conviver com a enfermidade, passamos a tomar mais cuidado com a ra\u00e7\u00e3o e a silagem e - passo a passo \u2013 fomos observando os resultados positivos da \u2018camisa suada\u2019. Nos \u00faltimos dois anos a produ\u00e7\u00e3o voltou a crescer e a m\u00e9dia por animal tamb\u00e9m. Os partos est\u00e3o ocorrendo normalmente, abortos n\u00e3o s\u00e3o mais observados e a taxa de prenhez est\u00e1 em um bom patamar\u201d.&nbsp; Atualmente a produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria varia de 380 a 600 litros, dependendo da esta\u00e7\u00e3o do ano, e a m\u00e9dia di\u00e1ria geral por animal \u00e9 26 litros\/leite\/vaca em um sistema de produ\u00e7\u00e3o a pasto complementado com ra\u00e7\u00e3o e silagem de milho. O rebanho \u00e9 composto por 42 cabe\u00e7as, dessas, 4 Jersey e as demais, Holandesas.&nbsp; \u201cJ\u00e1 vencemos muitos desafios e compreendo que teremos outros pela frente. Olhando agora, parece que nem tivemos problemas grandes e que todos eles poderiam ter sido facilmente evitados, mas estamos falando de uma pequena propriedade rural sem incentivo governamental e sem condi\u00e7\u00f5es de pagar assist\u00eancia veterin\u00e1ria.<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">No momento que mais precisamos, a empresa para o qual vendemos nossa produ\u00e7\u00e3o iniciou um projeto de assist\u00eancia veterin\u00e1ria gratuito e nossa propriedade foi escolhida, o que possibilitou vencer os obst\u00e1culos daquele momento. Hoje estamos recebendo visitas veterin\u00e1rias pagas pela ind\u00fastria e recentemente fomos convidados a participar de um grupo de produtores organizado pelo Sebrae chamado \u2018Juntos para competir\u2019 que visa qualificar produtores e propriedades. Al\u00e9m disso, estou fazendo um curso de insemina\u00e7\u00e3o artificial, algo fundamental para n\u00f3s hoje\u201d, comentou o produtor.&nbsp;<\/div>\r\n<div>&nbsp;<\/div>\r\n<div style=\"text-align: justify;\">No momento atual, a propriedade enfrenta um desafio relacionado a disponibilidade de \u00e1gua para as vacas. Eles possuem fontes pr\u00f3prias do recurso mais a maior dele vem de um a\u00e7ude cedido pelo vizinho que fica a mais ou menos 1 km de dist\u00e2ncia.&nbsp; E finalizando a hist\u00f3ria contada na entrevista, deixou a todos uma mensagem inspiradora: Para alguns, as pedras no caminho ser\u00e3o sempre pedras no caminho, para mim, elas podem ser a solu\u00e7\u00e3o. As pedras que espalhadas me atrapalhavam e machucavam as vacas, recolhi com a for\u00e7a dos meus bra\u00e7os e fiz uma conten\u00e7\u00e3o para segurar a terra no seu devido lugar e garantir que aqui se possa produzir por muito tempo. Em um local \u00edngreme, como o da propriedade Fam\u00edlia Peglow, nasceu uma iniciativa exemplar\u201d. (Milkpoint)<\/div>\r\n<!-- \/wp:paragraph -->\r\n\r\n<!-- wp:separator --><hr class=\"wp-block-separator\"><!-- \/wp:separator -->\r\n\r\n<!-- wp:paragraph -->\r\n<p style=\"text-align: center;\"><strong>Jogo R\u00e1pido&nbsp;<\/strong>&nbsp;<\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Conversa com o Extensionista <\/b><\/i><\/p>\r\n<p style=\"text-align: center;\"><i>E o pre\u00e7o do leite? E as importa\u00e7\u00f5es? Essas e outras perguntas sempre ouvimos trabalhando com pecu\u00e1ria leiteira. N\u00f3s, extensionistas, atuamos sempre da \"porteira pra dentro\" e, defendemos que \u00e9 l\u00e1 que as coisas podem transformar uma propriedade. Entretanto, pra n\u00e3o deixar essas quest\u00f5es sem resposta, o Secret\u00e1rio Executivo do Sindilat\/RS, Darlan Palharini aceitou o convite e \u00e9 o participante dessa semana do Conversa com o Extensionista! Confira a entrevista no Facebook da Prefeitura de Serafina Corr\u00eaa,<a href=\"https:\/\/www.facebook.com\/serafinacorrea\/posts\/1610146662489057\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.facebook.com\/serafinacorrea\/posts\/1610146662489057\">&nbsp;clicando aqui.&nbsp;<\/a>(Prefeitura de Serafina Correa)<\/i><\/p>","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre,&nbsp; 06 de maio de 2021&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 15 - N\u00b0 3.459 Sistema Nacional de Meteorologia ir\u00e1 integrar a\u00e7\u00f5es de previs\u00e3o do tempo &nbsp; O Inmet ser\u00e1 o <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2021\/05\/06\/06-05-2021\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"06\/05\/2021\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-6960","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6960","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6960"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6960\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6965,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6960\/revisions\/6965"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6960"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6960"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6960"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}