{"id":6365,"date":"2021-02-10T19:43:39","date_gmt":"2021-02-10T19:43:39","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=6365"},"modified":"2021-02-10T20:03:12","modified_gmt":"2021-02-10T20:03:12","slug":"10-02-2021-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2021\/02\/10\/10-02-2021-2\/","title":{"rendered":"10\/02\/2021"},"content":{"rendered":"<p><strong><a class=\"imgGl\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" style=\"vertical-align: top;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"689\" height=\"123\"><\/a><\/strong><\/p>\n<p>Porto Alegre, 10 de fevereiro de 2021&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 15 - N\u00b0 3.401<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Estresse t\u00e9rmico em vacas leiteiras: um mal que se sente na pele<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O Brasil \u00e9 o quinto produtor mundial de leite. Sua pecu\u00e1ria \u00e9 caracterizada pela produ\u00e7\u00e3o extensiva (USDA).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em outubro de 2020 foram registrados recordes de temperaturas m\u00e1ximas em Minas Gerais, chegando at\u00e9 44,2\u00baC (Inmet). Minas \u00e9 o maior produtor de leite do pa\u00eds, com cerca de 27,1% da produ\u00e7\u00e3o nacional, e com produ\u00e7\u00e3o extensiva expressiva, grande parte do rebanho leiteiro fica exposto \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em condi\u00e7\u00f5es de estresse t\u00e9rmico por calor, a vaca passa por adapta\u00e7\u00f5es fisiol\u00f3gicas e comportamentais frente a essas mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, podendo resultar em preju\u00edzos de desempenho, sanit\u00e1rios, comportamentais e financeiros. Aqui, abordaremos como identificar um quadro de estresse t\u00e9rmico, preju\u00edzos de produtividade e econ\u00f4micos e estrat\u00e9gias de como contornar essa situa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Zona de conforto t\u00e9rmico ou termoneutralidade (ZTN) \u00e9 a faixa de temperatura na qual o animal fica confort\u00e1vel, ou seja, n\u00e3o h\u00e1 sistema termorregulador ativado, seja para dissipa\u00e7\u00e3o ou produ\u00e7\u00e3o de calor. Isso significa um gasto m\u00ednimo para a regula\u00e7\u00e3o t\u00e9rmica e, consequentemente, uma m\u00e1xima efici\u00eancia produtiva. Em ambientes acima dessa faixa, mecanismos de dissipa\u00e7\u00e3o de calor s\u00e3o ativados, ao mesmo passo que, em temperaturas inferiores a ZTN, haver\u00e1 ativa\u00e7\u00e3o de mecanismos de produ\u00e7\u00e3o de calor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os animais de ra\u00e7as zebu\u00ednas s\u00e3o mais resistentes ao calor do que os taurinos, pela sua adapta\u00e7\u00e3o a regi\u00f5es tropicais. Isso \u00e9 explicado pela maior superf\u00edcie corporal e melhor capacidade de suda\u00e7\u00e3o. Animais jovens possuem uma menor varia\u00e7\u00e3o da ZTN devido \u00e0 sua menor capacidade de controle t\u00e9rmico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tabela 1. Conforto t\u00e9rmico de acordo com a classifica\u00e7\u00e3o de bovinos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-6372\" src=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/01a.png\" alt=\"\" width=\"1158\" height=\"397\" srcset=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/01a.png 1158w, https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/01a-300x103.png 300w, https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/01a-768x263.png 768w, https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/01a-1024x351.png 1024w, https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/01a-960x329.png 960w\" sizes=\"auto, (max-width: 1158px) 100vw, 1158px\" \/><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o a vacas em lacta\u00e7\u00e3o, novos estudos sugerem que a zona de termoneutralidade tenha se estreitado para o intervalo de 6 a 16\u00baC, uma vez que a sele\u00e7\u00e3o gen\u00e9tica intensiva na busca por um melhor desempenho, acaba resultando tamb\u00e9m em uma menor resist\u00eancia t\u00e9rmica. Desse modo, \u00e9 poss\u00edvel que em grande parte do ano no Brasil as vacas sofram constantemente de estresse t\u00e9rmico.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Par\u00e2metros como temperatura retal (TR) e frequ\u00eancia respirat\u00f3ria (FR) s\u00e3o recomendados para se avaliar o estresse t\u00e9rmico em bovinos, assim como o valor de \u00edndice de temperatura e umidade (ITU). Sob condi\u00e7\u00f5es de estresse t\u00e9rmico, h\u00e1 eleva\u00e7\u00e3o da TR e FR.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em condi\u00e7\u00f5es normais, a FR de um bovino varia de 10 a 30 movimentos\/minuto e sua TR gira em torno de 38,5\u00baC. A respeito do m\u00e9todo ITU, o valor do \u00edndice \u00e9 determinado de acordo com os valores de temperatura e umidade relativa do ar e classificado como estresse t\u00e9rmico baixo (72% a 78%), moderado (79% a 88%) ou alto (89% a 98%).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tabela 2. Classifica\u00e7\u00e3o do estresse t\u00e9rmico determinado por meio da temperatura e umidade relativa do ar do ambiente e classificado de acordo com o ITU.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone size-full wp-image-6373\" src=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/02B.png\" alt=\"\" width=\"788\" height=\"284\" srcset=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/02B.png 788w, https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/02B-300x108.png 300w, https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2021\/02\/02B-768x277.png 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 788px) 100vw, 788px\" \/><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p style=\"text-align: justify;\">O \u00edndice t\u00e9rmico de globo \u00famido (ITGU) \u00e9 bastante utilizado devido a sua precis\u00e3o. Com sua utiliza\u00e7\u00e3o, at\u00e9 74% \u00e9 considerado zona de conforto t\u00e9rmico, de 74% a 78% alerta, 79% a 84% perigo e acima disso, emerg\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m dos par\u00e2metros citados, h\u00e1 fatores comportamentais que podem indicar essa condi\u00e7\u00e3o, pois os animais tendem a aumentar o consumo de \u00e1gua, diminuem a rumina\u00e7\u00e3o e o pastoreio durante o dia e aumentam a noite, buscam por locais sombreados, frescos e \u00famidos para se refrescarem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Com o aumento dr\u00e1stico da temperatura ambiente, h\u00e1 uma queda na ingest\u00e3o de mat\u00e9ria seca, podendo chegar a uma retra\u00e7\u00e3o de 55%, comprometendo a produ\u00e7\u00e3o de leite. Em condi\u00e7\u00f5es adversas de temperatura e umidade, pode haver quedas de mais de 50% de produ\u00e7\u00e3o, sendo que vacas de origem europeia, como a holandesa, s\u00e3o as mais suscept\u00edveis. A queda na qualidade do leite se deve ao menor direcionamento de nutrientes para produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s perdas na reprodu\u00e7\u00e3o, vacas expostas a uma alta intensidade de calor podem apresentar um per\u00edodo de cio mais curto, o que aumenta a falha na detec\u00e7\u00e3o de cio para 75 a 80%. O n\u00famero de montas tamb\u00e9m \u00e9 menor nessa condi\u00e7\u00e3o e a taxa de concep\u00e7\u00e3o pode cair para valores menores que 10%.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Antunes et al. (2021), os preju\u00edzos causados por estresse t\u00e9rmico podem chegar a R$1.000,00\/vaca\/ano, sendo 80% por conta da queda da produtividade e 20% associado a pior qualidade do leite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por meio da nutri\u00e7\u00e3o, \u00e9 poss\u00edvel fornecer alimentos com uma melhor qualidade, com alta densidade e suplementa\u00e7\u00e3o mineral. Tudo isso devido \u00e0 redu\u00e7\u00e3o de consumo alimentar limitado e, dessa forma, produzindo menor calor metab\u00f3lico. Seguindo a mesma l\u00f3gica, \u00e9 poss\u00edvel fornecer alimenta\u00e7\u00e3o nas horas mais frescas do dia e em maior n\u00famero de refei\u00e7\u00f5es. Em condi\u00e7\u00f5es extremas, a adi\u00e7\u00e3o de tamponantes na dieta pode minimizar os danos causado pelo estresse t\u00e9rmico (ex: bicarbonato de s\u00f3dio, 0,8 a 1,5% da mat\u00e9ria seca para vacas leiteiras).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Considerando o ambiente e equipamentos para bovinos em produ\u00e7\u00e3o extensiva ou semi-intensiva, podemos aumentar a \u00e1rea sombreada, seja com sombra natural (plantio de \u00e1rvores ou bambus) ou artificial (como sombrites) e o n\u00famero de bebedouros, sempre deixando \u00e1gua dispon\u00edvel para os animais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">J\u00e1 se tratando de melhorias em instala\u00e7\u00f5es, o sistema de aspers\u00e3o associado \u00e0 ventila\u00e7\u00e3o contribui para um resfriamento eficaz, com uma queda de at\u00e9 3\u00baC da temperatura ambiente em rela\u00e7\u00e3o a ambientes somente ventilados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Utilizar gen\u00e9ticas mais adaptadas ao clima tropical do Brasil tamb\u00e9m pode ser uma op\u00e7\u00e3o, contudo, seria preciso uma an\u00e1lise de viabilidade econ\u00f4mica, pois esse investimento n\u00e3o necessariamente \u00e9 garantia de maior rentabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, grande parte dos bovinos est\u00e3o suscept\u00edveis ao estresse t\u00e9rmico, devido ao clima e por causa da produ\u00e7\u00e3o predominantemente extensiva. A identifica\u00e7\u00e3o \u00e9 relativamente simples, assim como a ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias para se reduzir os preju\u00edzos causados por esse quadro, que podem ser espantosos. (Edairy News)<\/p>\n<\/div>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Produtor de Estrela adota sistema de compost barn para rebanho<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Compost barn - Uma tecnologia que melhora o conforto do rebanho leiteiro, amplia a higiene animal e ainda aumenta a produtividade e a longevidade das vacas: assim \u00e9 o compost barn, um sistema de alojamento para vacas em lacta\u00e7\u00e3o que consiste em uma grande \u00e1rea de descanso aberta com cama, geralmente de maravalha ou serragem secas, onde os dejetos s\u00e3o compostados com revolvimento mec\u00e2nico realizado regularmente.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em Estrela, no Vale do Taquari, agricultores como o jovem Guilherme Frederico Dickel implantaram esse tipo de galp\u00e3o, com resultados satisfat\u00f3rios, o que garante a continuidade do trabalho no campo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Morador da localidade de Novo Para\u00edso, Dickel mant\u00e9m um rebanho de 69 vacas em lacta\u00e7\u00e3o que juntas produzem cerca de 1.500 litros de leite por dia - n\u00famero que tem aumentado nos \u00faltimos anos, a partir da ado\u00e7\u00e3o de uma dieta mais adequada para o rebanho, de cuidados com a gen\u00e9tica dos animais e de investimentos em maquin\u00e1rios e benfeitorias que ajudam a reduzir a penosidade no trabalho. \"H\u00e1 cinco anos, quando ainda tir\u00e1vamos o leite com o balde ao p\u00e9, sem um sistema de ordenha canalizada, por exemplo, sequer sab\u00edamos dessas possibilidades\", salienta o jovem de 27 anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Foi a partir de uma s\u00e9rie de conversas com os extensionistas da Emater\/RS-Ascar que a propriedade passou pelas mudan\u00e7as que conduziriam Dickel a produzir mais e melhor. Na \u00e9poca produtores de su\u00ednos, os Dickel - Guilherme mora com os pais Anelise e Art\u00eamio - resolveram mudar a matriz produtiva, apesar da pouca experi\u00eancia com a bovinocultura de leite. \"Em 2015 t\u00ednhamos duas ou tr\u00eas vacas que n\u00e3o chegavam aos trinta litros por dia\", recorda. Um problema de Leite Inst\u00e1vel N\u00e3o-\u00c1cido (Lina) fez o agricultor buscar o servi\u00e7o de Extens\u00e3o Rural. \"Foi uma pequena revolu\u00e7\u00e3o\", comenta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Solucionado o problema, os produtores se viram estimulados a prosseguir na atividade. \"De tempos em tempos fomos dobrando o rebanho o que, consequentemente, tamb\u00e9m resultava em aumento da produtividade\", explica Dickel. Cursos como o de Dietas Para Vacas Leiteiras, realizado no Centro de Treinamento de Teut\u00f4nia (Certa), al\u00e9m da participa\u00e7\u00e3o em dias de campo, f\u00f3runs, palestras, semin\u00e1rios e outras atividades, ampliaram os conhecimentos da fam\u00edlia. \"Em paralelo tivemos a oportunidade de conhecer a experi\u00eancia de outros bovinocultores, de trocar informa\u00e7\u00f5es, o que foi muito bom\", analisa o jovem.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Antes de retornar oficialmente para a propriedade, Dickel chegou a trabalhar na ind\u00fastria metal\u00fargica. \"Hoje jamais trocaria a minha rotina\", garante. A possibilidade de acessar linhas de cr\u00e9dito para investimentos maiores, caso do compost barn, tamb\u00e9m entra nesse contexto. \"Hoje a gente tem a propriedade organizada, com menos sujeira e menos preocupa\u00e7\u00e3o com eventuais doen\u00e7as que possam afetar o rebanho\", pondera. \u00c9 na estrutura de 1.800m\u00b2 e 12,5m de altura que o rebanho permanece praticamente o dia inteiro, sem se sujar, descansado e bem alimentado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O extensionista da Emater\/RS-Ascar Tiago Conrad salienta que, apenas no munic\u00edpio, mais de 10 bovinocultores de leite j\u00e1 adotaram o compost barn como uma ferramenta que d\u00e1 liberdade de movimento para os animais, deixando-os livres para se deitar e levantar naturalmente. \"At\u00e9 o cio melhora pela 'maciez' da cama de serragem, se comparado a um piso de concreto\", explica. Vinculada \u00e0 Secretaria de Agricultura, Pecu\u00e1ria e Desenvolvimento Rural (Seapdr) do Governo do Estado, a Emater\/RS-Ascar apoia os agricultores interessados em saber mais sobre projetos do tipo. (Assessoria de Imprensa da Emater\/RS-Ascar - Regional de Lajeado)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Projeto identifica realidade das fam\u00edlias na atividade leiteira e atuar\u00e1 junto delas<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atividade leiteira - Na semana passada a Emater\/RS-Ascar realizou a \u00faltima das doze entrevistas do projeto \"Elite a Pasto\", desenvolvido em Serafina Corr\u00eaa. O projeto objetiva desenvolver um sistema de produ\u00e7\u00e3o de leite que permita viabilizar a atividade leiteira para pequenas e m\u00e9dias propriedades com o uso de pastagens.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com o engenheiro agr\u00f4nomo Leandro Ebert, extensionista da Emater\/RS-Ascar, a atividade leiteira vem passando por um processo de concentra\u00e7\u00e3o em m\u00e9dias e grandes propriedades que conseguem adotar as novas tecnologias e efetuar os investimentos necess\u00e1rios para aumentar a escala da explora\u00e7\u00e3o. Enquanto isso, pequenas propriedades v\u00e3o sendo exclu\u00eddas da atividade sem ser apresentadas a uma op\u00e7\u00e3o ou alternativa de um sistema de produ\u00e7\u00e3o vi\u00e1vel aos recursos dispon\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nessa primeira etapa, buscando compreender o cen\u00e1rio atual com cada fam\u00edlia e provocar a reflex\u00e3o dos participantes para posteriormente procurar a transforma\u00e7\u00e3o da realidade, os extensionistas realizaram entrevistas com as fam\u00edlias. As entrevistas orais semiestruturadas foram baseadas no di\u00e1logo, de forma a ouvir os participantes, levantando aspectos relativos \u00e0 hist\u00f3ria ou \u00e0 jornada da fam\u00edlia com a bovinocultura leiteira e com pastagens; a experi\u00eancia relacional com a assist\u00eancia t\u00e9cnica; as barreiras, problemas ou dificuldades atuais e, por fim, aos motivos ou fatores causadores da situa\u00e7\u00e3o atual.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O conte\u00fado das entrevistas est\u00e1 sendo processado pelos extensionistas da Emater\/RS-Ascar do munic\u00edpio visando encontrar tanto os pontos comuns quanto as especificidades importantes para o processo. Posteriormente, esses pontos ser\u00e3o discutidos com as fam\u00edlias participantes para desenvolver a pr\u00f3xima etapa do projeto, quando ser\u00e1 feito o planejamento das a\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para a extensionista social Sandra Elisa Manteze, um dos pontos relatados pelas fam\u00edlias nas entrevistas, e que merece destaque, \u00e9 que apesar de enfrentar diversas dificuldades durante os anos, a dedica\u00e7\u00e3o das pessoas pela atividade ou por suas propriedades, com o amor pela terra e pelas suas ra\u00edzes, permitiu que elas permanecessem no campo e fizessem a propriedade dar certo. \"Conforme relataram, gra\u00e7as a essa dedica\u00e7\u00e3o, as fam\u00edlias alcan\u00e7aram a qualidade de vida que t\u00eam atualmente, vivendo e tirando o sustento todos esses anos junto da fam\u00edlia, o que n\u00e3o conseguiriam se tivessem abandonado a propriedade e migrado para o meio urbano\", frisa a extensionista.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\"Com as informa\u00e7\u00f5es levantadas nas entrevistas pudemos identificar tamb\u00e9m os desafios que enfrentam atualmente, suas origens e os pontos cr\u00edticos para a\u00e7\u00e3o junto aos participantes. A partir disso pretendemos, como Extens\u00e3o Rural e Social, atuar junto das fam\u00edlias para construir um modelo de produ\u00e7\u00e3o adaptado \u00e0 realidade de cada uma delas, ao se utilizar dos recursos e condi\u00e7\u00f5es identificados e considerando as suas realidades e anseios\", destaca Ebert. (Assessoria de Imprensa Emater\/RS-Ascar - Regional de Caxias do Sul)<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Jogo R\u00e1pido<\/b><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Vem a\u00ed: MilkPoint Experts - Feras da Gest\u00e3o, uma imers\u00e3o em neg\u00f3cios e pessoas<\/b><br \/>\nA atividade leiteira pode ser muito rent\u00e1vel e prova disto s\u00e3o os produtores que crescem e se profissionalizam cada vez mais. Mas como chegar l\u00e1? Como tomar as decis\u00f5es corretas? Como identificar gargalos na produ\u00e7\u00e3o? Como encontrar e manter boa m\u00e3o de obra? O que fazer com as informa\u00e7\u00f5es sobre mercado? Como ser mais eficiente e ter uma propriedade de sucesso? As respostas para todas estas perguntas passam pela gest\u00e3o das propriedades e \u00e9 sobre isso que vamos tratar no MilkPoint Experts \u2013 Feras da Gest\u00e3o, uma verdadeira imers\u00e3o em neg\u00f3cios e pessoas. Um time de palestrantes de peso vai tratar de assuntos como \u00edndices zoot\u00e9cnicos, rentabilidade, engajamento de colaboradores, gest\u00e3o de custos, mercado do leite, sucess\u00e3o familiar, al\u00e9m de trazer representantes de fazendas de sucesso para te explicar na pr\u00e1tica como obtiveram seus resultados. Tudo isto para te tirar da zona de conforto e te ensinar a aplicar fundamentos que v\u00e3o dar resultado na sua propriedade. E voc\u00ea que \u00e9 t\u00e9cnico tamb\u00e9m n\u00e3o pode ficar de fora, todo este conhecimento \u00e9 fundamental para ser aplicado nas fazendas que atende. Para maximizar esta experi\u00eancia, o evento se estender\u00e1 por 8 semanas, com encontros semanais de 3 horas. Ser\u00e1 realizado em uma super plataforma interativa e contar\u00e1 ainda com mentorias e imers\u00f5es que deixam o aprendizado ainda mais rico. Em breve traremos mais informa\u00e7\u00f5es, mas j\u00e1 reserve na sua agenda as semanas entre 30 de abril e 25 de junho de 2021. Produtores e t\u00e9cnicos que querem ter ou a ajudar a construir neg\u00f3cios de sucesso, est\u00e3o convocados para este super evento.<a href=\"https:\/\/www.milkpointexperts.com.br\/?utm_source=MilkPoint&amp;utm_medium=Mat%C3%A9ria&amp;utm_campaign=savethedate\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.milkpointexperts.com.br\/?utm_source=MilkPoint&amp;utm_medium=Mat%C3%A9ria&amp;utm_campaign=savethedate\">&nbsp;Confira nossa programa\u00e7\u00e3o no site e venha fazer parte do futuro da produ\u00e7\u00e3o de leite no Brasil!<\/a>&nbsp;(Milkpoint)<\/i><\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 10 de fevereiro de 2021&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 15 - N\u00b0 3.401 Estresse t\u00e9rmico em vacas leiteiras: um mal que se sente na pele O Brasil \u00e9 o quinto produtor mundial <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2021\/02\/10\/10-02-2021-2\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"10\/02\/2021\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-6365","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6365","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=6365"}],"version-history":[{"count":7,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6365\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":6376,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/6365\/revisions\/6376"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=6365"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=6365"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=6365"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}