{"id":5980,"date":"2020-11-27T19:32:10","date_gmt":"2020-11-27T19:32:10","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=5980"},"modified":"2020-11-27T19:32:10","modified_gmt":"2020-11-27T19:32:10","slug":"3-forum-do-agronegocio-aborda-cenarios-e-cases-do-segmento-lacteo","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2020\/11\/27\/3-forum-do-agronegocio-aborda-cenarios-e-cases-do-segmento-lacteo\/","title":{"rendered":"3\u00b0 F\u00f3rum do Agroneg\u00f3cio aborda cen\u00e1rios e cases do segmento l\u00e1cteo"},"content":{"rendered":"<p>O 3 \u00b0 F\u00f3rum Internacional do Agroneg\u00f3cio, evento promovido de forma online pela C\u00e2mara Brasil \u2013 Alemanha nesta quinta-feira (26\/11,) teve suas aten\u00e7\u00f5es voltadas ao segmento l\u00e1cteo nesta edi\u00e7\u00e3o. Representantes de entidades do setor, do sistema financeiro, latic\u00ednios e empresas de tecnologia estiveram presentes no debate.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio-executivo do Sindicato da ind\u00fastria de L\u00e1cteos e Derivados do RS (Sindilat), Darlan Palharini, participou do f\u00f3rum e apresentou um balan\u00e7o e perspectivas para a cadeia produtiva em 2020 e 2021. \u201cEste ano foi desafiador, e o agroneg\u00f3cio saiu fortalecido pela sua import\u00e2ncia econ\u00f4mica e social\u201d, afirmou Para 2021, o dirigente prev\u00ea que o setor enfrentar\u00e1 mais um desafio, este j\u00e1 conhecido dos ga\u00fachos; a estiagem, fen\u00f4meno clim\u00e1tico que se repete no Estado com uma frequ\u00eancia de cinco epis\u00f3dios a cada 10 anos. De acordo com Palharini, \u00e9 preciso uma pol\u00edtica de Estado para garantir acesso de agricultores \u00e0 irriga\u00e7\u00e3o. Para isso, o Sindilat, em conjunto com outras entidades do setor e representantes do meio empresarial vem discutindo a constru\u00e7\u00e3o de uma proposta permanente para fazer frentes \u00e0s frequentes estiagens.<\/p>\n<p>Outro grande desafio em curso \u00e9 a Reforma Tribut\u00e1ria, em que o setor est\u00e1 mobilizado para tentar garantir a manuten\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos presumidos que tanto tem fomentado a atividade e contribu\u00eddo para amenizar a guerra fiscal entre os demais estados produtores de leite e derivados. O alerta, segundo Darlan, vem tamb\u00e9m para impedir que o \u00eaxodo na atividade se repita. \u201cNos \u00faltimos anos foram mais de 35 mil produtores de leite que sa\u00edram da atividade no Rio Grande do Sul. Esta \u00e9 uma quest\u00e3o social importante que precisa de aten\u00e7\u00e3o\u201d, pontuou.<\/p>\n<p>Darlan Palharini ainda apresentou estat\u00edsticas da produ\u00e7\u00e3o nacional e da atividade leiteira. O pa\u00eds tem cinco grandes estados que concentram a maior parte da produ\u00e7\u00e3o leiteira nacional, sendo o RS o terceiro em volume, com uma capta\u00e7\u00e3o de 4,2 bilh\u00f5es de litros computados em 2019. A Regi\u00e3o Sul por sua vez, det\u00e9m a maior fatia dessa produ\u00e7\u00e3o, uma vez que os tr\u00eas estados figuram no ranking dos 5 maiores. O l\u00edder, Minas Gerais, apresentou no ano passado um volume de 9,4 bilh\u00f5es de litros. \u201cNo nosso Estado, a cadeia l\u00e1ctea representa 2,81% do PIB ga\u00facho. S\u00e3o 242 empresas considerando todos os n\u00edveis de inspe\u00e7\u00f5es e 150 mil produtores\u201d, elencou.<\/p>\n<p>O presidente da Cooperativa Languiru, Dirceu Bayer, comentou sobre importante investimento da agroind\u00fastria, com sede em Teut\u00f4nia (RS), com a aquisi\u00e7\u00e3o de maquin\u00e1rios de grande porte em parceria com a alem\u00e3 Claas, a\u00e7\u00e3o que acaba por beneficiar todo o contingente de associados. No entanto, o maior investimento da cooperativa nos \u00faltimos anos foi o sistema de rastreabilidade digital da produ\u00e7\u00e3o, algo considerado in\u00e9dito que coloca a cooperativa como case internacional nesta \u00e1rea.<\/p>\n<p>O processo foi realizado junto com a SIG Combibloc, umas maiores fabricantes mundiais de sistemas de envase e embalagens cartonadas ass\u00e9pticas. A tecnologia empregada permite que consumidores conhe\u00e7am mais sobre a qualidade do leite e a rastreabilidade a partir do processo de industrializa\u00e7\u00e3o. A solu\u00e7\u00e3o digital desenvolvida pela SIG Brasil utiliza um QR Code exclusivo por embalagem e outro por caixa, al\u00e9m de um c\u00f3digo de barra por pallet, todos impressos durante a fabrica\u00e7\u00e3o dos produtos l\u00e1cteos na Languiru. Esses c\u00f3digos garantem a rastreabilidade a partir da industrializa\u00e7\u00e3o do leite at\u00e9 o ponto de venda, al\u00e9m de trazer informa\u00e7\u00f5es sobre a qualidade da mat\u00e9ria-prima no seu processo de produ\u00e7\u00e3o. Segundo a PhD em Engenharia de Alimentos Katherine de Matos, pesquisa recente mostrou que 65% dos consumidores querem saber a hist\u00f3ria do produto e a origem dos ingredientes utilizados em processos de fabrica\u00e7\u00e3o. \u201cHoje, a aus\u00eancia de rastreabilidade traz consequ\u00eancias graves aos processos produtivos\u201d, afirmou, mostrando preocupa\u00e7\u00e3o com os n\u00fameros de den\u00fancias que chegam \u00e0 Secretaria Nacional do Consumidor (Senacom). \u201cS\u00e3o 7,3 milh\u00f5es de recalls no setor de alimentos e bebidas, com um \u00edndice de produtos recolhidos de apenas 14,5%\u2019, pontuou. Segundo ela, a pandemia elevou ainda mais a import\u00e2ncia de processos de qualidade que t\u00eam na rastreabilidade um de seus pilares.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>O 3 \u00b0 F\u00f3rum Internacional do Agroneg\u00f3cio, evento promovido de forma online pela C\u00e2mara Brasil \u2013 Alemanha nesta quinta-feira (26\/11,) teve suas aten\u00e7\u00f5es voltadas ao segmento l\u00e1cteo nesta edi\u00e7\u00e3o. Representantes de entidades do setor, do sistema financeiro, latic\u00ednios e empresas de tecnologia estiveram presentes no debate. 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