{"id":5684,"date":"2020-10-14T20:01:01","date_gmt":"2020-10-14T20:01:01","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=5684"},"modified":"2020-10-14T20:03:42","modified_gmt":"2020-10-14T20:03:42","slug":"14-10-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2020\/10\/14\/14-10-2020\/","title":{"rendered":"14\/10\/2020"},"content":{"rendered":"<p><a class=\"imgGl\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" style=\"vertical-align: top;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"673\" height=\"120\"><\/a><\/p>\n<p>Porto Alegre, 14 de outubro de 2020&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 14 - N\u00b0 3.325<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000; font-family: Arial; font-size: 14px; text-align: justify;\"><b>Os efeitos da pandemia no mercado internacional e no consumo de l\u00e1cteos<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A pandemia de Covid-19 teve impactos positivos e negativos no mercado global de l\u00e1cteos. Ao mesmo tempo em que os consumidores adiantaram as compras, em fun\u00e7\u00e3o do isolamento social, incrementando as vendas do segmento, fatores como redu\u00e7\u00e3o na demanda de servi\u00e7os de alimenta\u00e7\u00e3o (food service) e desacelera\u00e7\u00e3o do crescimento econ\u00f4mico do mundo n\u00e3o foram favor\u00e1veis. O levantamento sobre o mercado internacional foi apresentado pelo dairy commodity trader da Interfood, Joaquin Gonzalez, durante a primeira tarde do F\u00f3rum MilkPoint Mercado Online na ter\u00e7a-feira (13\/10).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Gonzalez, antes da pandemia, o cen\u00e1rio era positivo no pre\u00e7o dos latic\u00ednios, com demanda saud\u00e1vel e boas previs\u00f5es na coleta de leite. Agora, com as mudan\u00e7as ocasionadas, as perspectivas para o final de 2020 s\u00e3o melhores. Segundo Gonzalez, o food service, que sofreu grandes impactos no in\u00edcio da pandemia, j\u00e1 est\u00e1 em melhores n\u00edveis. \u201cNa China, se fala em 80% a 90%, mas ainda n\u00e3o estamos em n\u00edveis pr\u00e9-Covid\u201d, afirma. Al\u00e9m disso, ele destacou que o mercado spot na China ainda estar\u00e1 aquecido, mas sem claridade para os pr\u00f3ximos meses e demanda ativa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Sobre a mudan\u00e7a nos h\u00e1bitos de consumo com a chegada da Covid-19, itens da cesta de l\u00e1cteos, como leite em p\u00f3 e iogurte, apresentaram, apesar da pandemia, crescimento generalizado em volume e em valor, de acordo com os dados apresentados pelo new business manager da Nielsen, Mikael Quialheiro. Segundo ele, os dois produtos est\u00e3o em um momento de acelera\u00e7\u00e3o, expressando aumento de 4,4% e de 5,9%, respectivamente. Leite em p\u00f3 e leite representaram 70% do crescimento da cesta.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Quialheiro explicou, que nos primeiros meses da Covid-19, a popula\u00e7\u00e3o optou pelo abastecimento, o que acabou sendo alterado com o passar do tempo. \"Acredito que agora, no Brasil, estamos saindo da vida restrita e entrando para uma nova normalidade. As pessoas aos poucos est\u00e3o voltando a fazer as compras no varejo como antes\". O profissional ainda ressaltou que produtos como leite em p\u00f3, iogurte, leite UHT, requeij\u00e3o e leite fermentado, que j\u00e1 vinham crescendo, mantiveram a ascens\u00e3o na pandemia. Para esses, a dica de Quialheiro \u00e9 impulsionar, otimizando portf\u00f3lio, mantendo e expandindo a distribui\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na ocasi\u00e3o, profissionais e analistas do segmento tamb\u00e9m discorreram sobre o cen\u00e1rio de oferta e demanda para o milho e para soja em 2020\/2021, a import\u00e2ncia da rastreabilidade na cadeia de latic\u00ednios no mundo p\u00f3s-pandemia, mercado brasileiro de leite e derivados para o final deste ano e para 2021 e outros. O evento, promovido pela MilkPoint, continuou nesta quarta-feira (14\/10), das 13h30 \u00e0s 17h, com mais palestras sobre perspectivas para o setor. (Assessoria de Imprensa Sindilat)<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #000000; font-family: Arial; font-size: 14px; text-align: justify;\"><b>Poupan\u00e7a das fam\u00edlias dispara, mas investimento \u00e9 desafio<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A poupan\u00e7a das fam\u00edlias dever\u00e1 passar de 13,5% de suas rendas para 20,2% neste ano, estimam os economistas Jos\u00e9 Roberto Afonso e Thiago Abreu. \u00c9 uma rea\u00e7\u00e3o \u00e0 crise provocada pela covid-19, que leva a um comportamento mais conservador. Eles sugerem altera\u00e7\u00f5es no ambiente institucional e financeiro das Parcerias P\u00fablico-Privadas (PPPs) para que essa poupan\u00e7a seja canalizada para investimentos, principalmente em infraestrutura. A proposta est\u00e1 no texto \u201cA Poupan\u00e7a Precaucional da covid-19: o Desafio de seu Aproveitamento\u201d, que ser\u00e1 publicado na revista Conjuntura Econ\u00f4mica, do Ibre\/FGV. Em momentos de crise, dizem os economistas, \u00e9 comum que as fam\u00edlias optem por gastar menos, fazendo o que se chama de poupan\u00e7a precaucional. Na pandemia do coronav\u00edrus, esse comportamento foi exacerbado por causa das medidas de isolamento e afastamento social. Mesmo que n\u00e3o tenham optado por poupar mais, as pessoas se viram impedidas de gastar em \u00e1reas como entretenimento e turismo. \u201cA pandemia mudou a forma de consumo das fam\u00edlias\u201d, comenta Abreu. O resultado \u00e9 que mais recursos foram guardados. \u201cNo mundo inteiro, a poupan\u00e7a das fam\u00edlias alcan\u00e7ou n\u00fameros impressionantemente altos\u201d, afirma Afonso, que \u00e9 professor no Instituto Brasiliense de Direito P\u00fablico (IDP).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Eles citam dados do Banco Central (BC), que apontam para um ingresso l\u00edquido de R$ 37,2 bilh\u00f5es em recursos na caderneta apenas no m\u00eas de maio. Em setembro, houve capta\u00e7\u00e3o de outros R$ 13,2 bilh\u00f5es, e o estoque superou pela primeira vez na hist\u00f3ria a marca de R$ 1 trilh\u00e3o. O crescimento do n\u00famero de investidores em bolsa \u00e9 outro sinal de aumento no n\u00famero de poupadores. O texto cita dados da B3 pelos quais o n\u00famero de CPFs inscritos para investir passou de 1,7 milh\u00e3o em 2019 para 2,9 milh\u00f5es em 2020. Afonso e Abreu estimaram a taxa de poupan\u00e7a das fam\u00edlias calculando a diferen\u00e7a entre renda e consumo. No caso, tomaram o dado mais recente do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) para a renda dispon\u00edvel bruta das fam\u00edlias, de 2017, e estimaram os valores para os anos seguintes conforme a varia\u00e7\u00e3o do Produto Interno Bruto (PIB). E confrontaram esses n\u00fameros com os de consumo, tamb\u00e9m calculados pelo IBGE. Assim, num cen\u00e1rio em que o PIB recue 5,4% e o consumo das fam\u00edlias, 7,2%, o aumento da taxa de poupan\u00e7a chegar\u00e1 a 6,7 pontos percentuais da renda familiar, atingindo 20,2% do total em 2020, ante 13,5% estimados em 2019 e 10,5% observados em 2017. \u201cO grande desafio macroecon\u00f4mico \u00e9 transformar essa poupan\u00e7a em investimento, sobretudo fixo\u201d, comenta Afonso. \u201cE que, com isso, se consiga disparar o processo de cria\u00e7\u00e3o de renda e emprego.\u201d Ao longo dos anos 2000, a taxa de investimento girou em torno de 20% do PIB.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No entanto, caiu para 14,5% do PIB em 2018. Em quatro trimestres at\u00e9 junho passado, estava em 15,47% do PIB. Especificamente em infraestrutura, os investimentos t\u00eam ficado abaixo de 2% do PIB desde 2001, segundo c\u00e1lculos de Claudio Frischtak, da consultoria Inter.B, citados pelos economistas. Precisariam ficar em 4,24% do PIB, pelo menos, apenas para evitar a deprecia\u00e7\u00e3o do capital j\u00e1 existente. Ou seja: em termos de infraestrutura, o Brasil anda para tr\u00e1s. \u201cCabe construir um novo arranjo institucional e financeiro para compartilhar entre setor privado e p\u00fablico projetos de investimento, a partir de formatos diferenciados de longo prazo, aperfei\u00e7oamento do ambiente regulat\u00f3rio e de licenciamento, al\u00e9m de medidas tribut\u00e1rias urgentes que estimulem o investimento.\u201d Nesse cen\u00e1rio mais favor\u00e1vel, os bancos poderiam oferecer cr\u00e9dito de longo prazo para as empresas investirem e criar produtos para captar dinheiro das fam\u00edlias para essa finalidade. Para Afonso, o financiamento sempre careceu de um ambiente favor\u00e1vel e de recursos. A novidade \u00e9 que, agora, o dinheiro existe. (Valor)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Pre\u00e7o ao produtor de leite da Argentina \u00e9 o mais baixo do mundo<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um relat\u00f3rio elaborado pelo Observat\u00f3rio da Cadeia Leiteira Argentina (Ocla), com base em dados de diferentes entidades internacionais, mostra que os produtores de leite argentinos s\u00e3o os que recebem menos pelo leite cru, levando-se em considera\u00e7\u00e3o os principais pa\u00edses produtores mundiais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo dados divulgados pela Ocla, o produtor de leite argentino recebeu, em m\u00e9dia, 25,8 centavos de d\u00f3lar em agosto. Al\u00e9m de ser um valor abaixo do ponto de equil\u00edbrio que gira em torno de 30 centavos, \u00e9 de longe o valor mais baixo: o Uruguai segue com 28,4 centavos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se for feita uma m\u00e9dia entre os outros seis territ\u00f3rios pesquisados (Uruguai, Chile, Brasil, Uni\u00e3o Europeia, Reino Unido, Estados Unidos e Nova Zel\u00e2ndia), obt\u00e9m-se um valor de 36,9 centavos. Em outras palavras, os produtores de leite argentinos recebem 30% a menos do que os produtores em todo o mundo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"imgGl\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" style=\"vertical-align: top;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/YaJy32ABF0211\" alt=\"arg32\" width=\"641\" height=\"335\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, o pre\u00e7o atual na Argentina est\u00e1 13,1% abaixo do ano passado. \u00c9 o pa\u00eds com a maior varia\u00e7\u00e3o negativa interanual, atr\u00e1s do Uruguai (-6,8%) e dos Estados Unidos (-0,5%). Por outro lado, o Brasil mostra o maior aumento: 17,9%<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><a class=\"imgGl\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" style=\"vertical-align: top;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/i8hVa4ABF0215\" alt=\"fgh\" width=\"637\" height=\"303\"><\/a><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O problema \u00e9 que a queda dos pre\u00e7os em moeda \u201cforte\u201d na Argentina ocorre justamente no momento em que o milho e a soja, principais insumos para a alimenta\u00e7\u00e3o das vacas, apresentaram forte crescimento nos \u00faltimos dois meses. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Agrovoz, traduzidas pela Equipe MilkPoint)<\/p>\n<hr>\n<p style=\"text-align: center;\"><span style=\"color: #000000; font-family: Arial; font-size: 14px; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 28px; font-family: Arial; color: #000000; text-align: center;\"><b><i><span style=\"font-size: 16px; font-family: Arial; color: #000000; text-align: center;\"><span style=\"font-size: 18px; font-family: Arial; color: #000000; text-align: center;\"><span style=\"font-family: 'times new roman', times, serif; font-size: 18px; color: #000000; text-align: center;\">Jogo R\u00e1pido<\/span><\/span><\/span><\/i><\/b><\/span><\/span><br \/>\n<em><strong>Base de c\u00e1lculo do Pis e Cofins<\/strong><\/em><br \/>\n<em>Pelo menos tr\u00eas empresas obtiveram, recentemente, autoriza\u00e7\u00e3o de Tribunais Regionais Federais (TRFs) para excluir o PIS e a Cofins das pr\u00f3prias bases de c\u00e1lculo. Uma delas no TRF da 3\u00aa Regi\u00e3o, em S\u00e3o Paulo, e as outras duas no TRF da 2\u00aa Regi\u00e3o, no Rio de Janeiro. Advogados dizem que essas decis\u00f5es podem sinalizar o come\u00e7o de uma mudan\u00e7a jurisprudencial. (Valor)<\/em><\/p>\n<hr>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 14 de outubro de 2020&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 14 - N\u00b0 3.325 Os efeitos da pandemia no mercado internacional e no consumo de l\u00e1cteos A pandemia de Covid-19 teve <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2020\/10\/14\/14-10-2020\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"14\/10\/2020\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-5684","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5684","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5684"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5684\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5691,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5684\/revisions\/5691"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5684"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5684"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5684"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}