{"id":5572,"date":"2020-09-25T20:52:21","date_gmt":"2020-09-25T20:52:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=5572"},"modified":"2020-09-25T20:52:21","modified_gmt":"2020-09-25T20:52:21","slug":"25-09-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2020\/09\/25\/25-09-2020\/","title":{"rendered":"25\/09\/2020"},"content":{"rendered":"<p><strong><em>&nbsp;<img decoding=\"async\" style=\"width: 643px; height: 89px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3074\" alt=\"\"><\/em><\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><strong><em>Porto Alegre, 25 de setembro de 2020<\/em><\/strong><strong><em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 14 - N\u00b0 3.313<\/em><\/strong><img decoding=\"async\" style=\"width: 673px; height: 22px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" alt=\"\"><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3075\" border=\"0\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" style=\"text-align: justify; border-width: 0px; border-style: solid; float: left;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3079\"><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<p><strong>Novo Guia Alimentar pode comprometer consumo de l\u00e1cteos e outros alimentos<\/strong><br \/>\nO Minist\u00e9rio da Agricultura j\u00e1 enviou dois pedidos de revis\u00e3o do \u201cGuia Alimentar para a Popula\u00e7\u00e3o Brasileira\u201d ao Minist\u00e9rio da Sa\u00fade este ano. As demandas partiram de c\u00e2maras setoriais da Pasta de Tereza Cristina, que s\u00e3o f\u00f3runs consultivos formados por representantes do setores p\u00fablico e privado, e criticam reflexos negativos da publica\u00e7\u00e3o para a imagem e para o consumo de produtos como carnes, leite e at\u00e9 org\u00e2nicos.<br \/>\nA nota t\u00e9cnica do minist\u00e9rio que foi divulgada na semana passada \u2013 que aponta afirma\u00e7\u00f5es incoerentes e at\u00e9 \u201cc\u00f4micas\u201d no guia e sustenta que a classifica\u00e7\u00e3o \u201cNOVA\u201d, que envolve alimentos \u201cultraprocessados\u201d, foi feita a partir de dados \u201cpseudocient\u00edficos\u201d \u2013 \u00e9 um terceiro documento. Chegou a ser enviado por e-mail ao ministro da Sa\u00fade, Eduardo Pazuello, mas Tereza Cristina voltou atr\u00e1s poucas horas depois e pediu que a mensagem fosse desconsiderada, conforme apurou o Valor.<br \/>\nA ministra rejeitou o teor da nota por avaliar que n\u00e3o era suficiente e consistente para fundamentar a discuss\u00e3o, e pediu ontem a sua equipe para que os argumentos sobre quest\u00f5es nutricionais (que envolvem produ\u00e7\u00e3o e industrializa\u00e7\u00e3o) sejam \u201ctecnicamente bem embasados\u201d.<br \/>\nMas os questionamentos ao \u201cGuia\u201d, publicado em 2014, no governo de Dilma Rousseff, come\u00e7aram antes. O primeiro pedido de altera\u00e7\u00e3o foi enviado em 21 de maio e partiu da C\u00e2mara Setorial de Agricultura Org\u00e2nica, que solicitou uma corre\u00e7\u00e3o sem\u00e2ntica. Direcionada a crian\u00e7as com menos de 2 anos, a publica\u00e7\u00e3o coloca os produtos org\u00e2nicos em categoria inferior aos de base agroecol\u00f3gica, como se estes fossem mais justos socialmente por valorizar pequenos produtores, dar condi\u00e7\u00f5es de trabalho mais justas e zelar pelo ambiente.<br \/>\n\u201cIsso acaba prejudicando todo um esfor\u00e7o que vem sendo feito pelo pr\u00f3prio governo com as campanhas de incentivo ao consumo de org\u00e2nicos\u201d, diz o presidente da c\u00e2mara setorial desses produtos, Luiz Carlos Dematt\u00ea.<br \/>\nNo dia 2 de junho, a Pasta pediu outras altera\u00e7\u00f5es, desta feita por solicita\u00e7\u00e3o da C\u00e2mara Setorial de Carne Bovina. Na vis\u00e3o do segmento, h\u00e1 men\u00e7\u00f5es equivocadas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 sustentabilidade da pecu\u00e1ria brasileira, como a vincula\u00e7\u00e3o da atividade ao desmatamento e \u00e0 polui\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cO guia deixa claro o direcionamento ideol\u00f3gico ao criticar, de forma equivocada, as produ\u00e7\u00f5es pecu\u00e1rias. Ele n\u00e3o deve indicar a redu\u00e7\u00e3o de produtos de origem animal, e sim indicar que devem ser consumidos em quantidades adequadas, conforme o perfil metab\u00f3lico individual\u201d, diz um documento de mar\u00e7o assinado pelo presidente da C\u00e2mara Setorial da Carne Bovina, Antonio Pitangui de Salvo, que norteou o pedido de revis\u00e3o.<br \/>\nA C\u00e2mara Setorial de Leite e Derivados tamb\u00e9m reclamou. \u201cOs produtores n\u00e3o compreendem o porqu\u00ea de haver restri\u00e7\u00f5es ao consumo de queijos e iogurtes saborizados, por exemplo. O consumo per capita de queijos no Brasil \u00e9 um quinto do dos pa\u00edses desenvolvidos. Por que isto? Todos somos favor\u00e1veis a um guia que oriente principalmente os profissionais ligados \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o e \u00e0 sa\u00fade, mas estritamente baseado na ci\u00eancia. Nada mais\u201d, relatou Ronei Volpi, presidente do colegiado.<br \/>\nNa vis\u00e3o do Minist\u00e9rio da Agricultura, o \u201cGuia\u201d tem men\u00e7\u00f5es inadequadas e inapropriadas para um documento oficial que precisa ser convergente com as pol\u00edticas p\u00fablicas plurais da parte de nutri\u00e7\u00e3o, sa\u00fade e oferta de alimentos do governo como um todo. Mas a ministra da Agricultura, Tereza Cristina, defende o di\u00e1logo. \u201cNingu\u00e9m quer contrariar o que a ci\u00eancia est\u00e1 dizendo. A discuss\u00e3o \u00e9 sempre salutar e n\u00e3o vejo porque n\u00e3o se pode discutir o assunto\u201d, afirmou ela esta semana.<br \/>\nO Valor apurou que o Minist\u00e9rio da Agricultura tamb\u00e9m se baseou em um estudo internacional, publicado este ano no peri\u00f3dico \u201cThe British Medical Journal\u201d (BMJ), para indicar as altera\u00e7\u00f5es. Para a Pasta, o trabalho, que analisou guias do mundo inteiro, mostra que a publica\u00e7\u00e3o brasileira \u00e9 de dif\u00edcil compreens\u00e3o e que a \u201cfalta de clareza\u201d ou suas \u201cincertezas\u201d comprometem o sucesso das pol\u00edticas p\u00fablicas.<br \/>\nOs cientistas que elaboraram o estudo, no entanto, se disseram \u201cchocados\u201d com o uso do material para \u201catacar\u201d o \u201cGuia Alimentar\u201d brasileiro. \u201cUma revis\u00e3o defendida pelo Minist\u00e9rio da Agricultura, em vez do Minist\u00e9rio da Sa\u00fade, e influenciada pela ind\u00fastria de alimentos, corre o risco de que as diretrizes se tornem menos ambiciosas em aspectos cruciais e n\u00e3o enfatizem adequadamente a import\u00e2ncia de limitar o consumo de alimentos processados, de carne bovina e latic\u00ednios\u201d, afirmou ao Valor Marco Springmann, pesquisador da Universidade de Oxford, no Reino Unido. \u201c\u00c9 rid\u00edculo sugerir que nosso estudo apoia a elimina\u00e7\u00e3o desse conselho\u201d, refor\u00e7ou Anna Herforth, pesquisadora da Universidade de Harvard, nos EUA.<br \/>\nPesquisadores da USP, por outro lado, apontaram erros no conceito de processamento de alimentos do \u201cGuia\u201d e consideram algumas informa\u00e7\u00f5es \u201calarmantes\u201d \u2013 o termo \u201cultraprocessados\u201d, real\u00e7aram, n\u00e3o \u00e9 reconhecido pela Engenharia e Ci\u00eancia de Alimentos. Sobre as sugest\u00f5es para evitar esses alimentos devido \u00e0 presen\u00e7a de ingredientes como sal, a\u00e7\u00facar e gorduras, disseram que mesmo produtos minimamente processados podem cont\u00ea-los. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Valor Econ\u00f4mico)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"text-align: center;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" border=\"0\"><\/strong><\/div>\n<\/div>\n<p><strong>SP perdeu at\u00e9 75 mil restaurantes e bares em 6 meses de quarentena<\/strong><br \/>\nEm frente ao muro do cemit\u00e9rio da Consola\u00e7\u00e3o ficava o restaurante La Frontera. A fronteira era um recurso po\u00e9tico. Representava, na identidade cultural, o limite difuso entre a Argentina natal de Ana Massochi, a dona, e o Brasil que a acolheu h\u00e1 mais de quatro d\u00e9cadas.<br \/>\nA cozinha navegava ao longo de outra fronteira: a da alta gastronomia com a culin\u00e1ria r\u00fastica, do fogo. \u00c9 a escola de dois c\u00e9lebres patr\u00edcios de Ana, os chefs Francis Mallmann e Paola Carosella.<br \/>\nA imagem fronteiri\u00e7a se evidencia na situa\u00e7\u00e3o f\u00edsica do restaurante. A rua Coronel Jos\u00e9 Eus\u00e9bio divide os mortos do cemit\u00e9rio e os vivos que celebravam a pr\u00f3pria finitude com berinjela defumada, lulinhas ao alho, nhoques macios, bifes, galetos, doce de leite e muito vinho. \u00c9 a gra\u00e7a doce-amarga do humor argentino, sempre brincando com aquilo que apavora.<br \/>\nNum ano em que a morte passou dos limites, o cantinho de Ana Massochi cruzou a fronteira para o lado de l\u00e1. Ele \u00e9 um entre dezenas de milhares de restaurantes fechados definitivamente em exatos seis meses de quarentena oficial no estado de S\u00e3o Paulo.<br \/>\nAs baixas se acumulam desde 24 de mar\u00e7o, quando um decreto do governador Jo\u00e3o Doria (PSDB) restringiu o funcionamento do com\u00e9rcio, devido \u00e0 pandemia da covid-19.<br \/>\nOs dados, ainda que imprecisos, impressionam: nestes seis meses de quarentena, entre 20% e 25% dos estabelecimentos de alimenta\u00e7\u00e3o encerraram as atividades no pa\u00eds. Quando transposto para o contexto estadual, o levantamento aponta de 50 mil a 75 mil restaurantes, bares e lanchonetes paulistas mortos por falta de faturamento.<br \/>\nO luto n\u00e3o \u00e9 met\u00e1fora para os empres\u00e1rios do setor. Emparedados por d\u00edvidas, consternados com a demiss\u00e3o de funcion\u00e1rios e abatidos pela derrota, eles tentam superar as perdas.<br \/>\n\"Prefiro deixar quieto agora\", responde o chef Raphael Despirite \u00e0 solicita\u00e7\u00e3o de entrevista sobre o fechamento do Marcel. O restaurante franc\u00eas, aberto h\u00e1 65 anos pelo av\u00f4 de Rapha, servia o sufl\u00ea mais famoso da cidade.<br \/>\nOutros pontos tradicionais tamb\u00e9m pereceram na pandemia. O espanhol PASV, desde 1970 na avenida S\u00e3o Jo\u00e3o. O \u00e1rabe Abu-Zuz, h\u00e1 31 anos no Br\u00e1s. O pr\u00f3prio La Frontera j\u00e1 contava 14 anos de estrada. O velho Itamarati, no largo de S\u00e3o Francisco, balan\u00e7ou, mas n\u00e3o caiu: ap\u00f3s a casa anunciar o fechamento, advogados frequentadores se engajaram numa campanha para resgat\u00e1-la.<br \/>\nA peste baixou inclemente tamb\u00e9m sobre os restaurantes jovens com nomes inspirados na fauna brasileira. S\u00e3o Paulo perdeu o Capivara, excel\u00eancia em peixes num sal\u00e3o de boteco da Barra Funda. Foi-se o Cateto, que transferiu da Mooca para Pinheiros o combo queijos artesanais + charcutaria + cervejas especiais + coquet\u00e9is.<br \/>\nHavia apenas seis meses que Leo Botto tocava o Boto \u2013com um t\u00ea s\u00f3\u2013 quando a pandemia virou o mundo de ponta-cabe\u00e7a.<br \/>\n\"A gente ainda estava engatinhando\", conta o cozinheiro e empres\u00e1rio. Acabrunhado, ele admite que o amadorismo contribuiu para o fechamento da casa. \"Fico at\u00e9 com vergonha de dizer que contratamos 25 funcion\u00e1rios para a abertura.\" O Boto tinha 50 cadeiras no sal\u00e3o, 25 lugares no bar e nenhum s\u00f3cio com curr\u00edculo em gest\u00e3o de restaurantes.<br \/>\nNo af\u00e3 de salvar o neg\u00f3cio, Botto trabalhou at\u00e9 como entregador. Pegou covid-19. \"A exposi\u00e7\u00e3o era extrema\", lembra. Ele teve todos os sintomas cl\u00e1ssicos do coronav\u00edrus, mas conseguiu se recuperar sem interna\u00e7\u00e3o. Assim que o governo permitiu a reabertura, ele reabriu. \"Est\u00e1vamos completamente descapitalizados. N\u00e3o funcionou.\"<br \/>\nJ\u00e1 Ana Massochi \u2013que revelou Botto no La Frontera\u2013 n\u00e3o pode colocar o rev\u00e9s na conta da inexperi\u00eancia. Desde 1980 ela est\u00e1 \u00e0 frente do Martin Fierro, o argentino que assistiu imp\u00e1vido \u00e0 playboytiza\u00e7\u00e3o da Vila Madalena. Na pandemia, ela percebeu ser invi\u00e1vel manter os dois restaurantes.<br \/>\n\"Precisei escolher um deles\", conta. Optou por fechar o filho mais novo porque a opera\u00e7\u00e3o era cara, apenas se pagava.<br \/>\nA gota d'\u00e1gua foi a postura draconiana dos donos do im\u00f3vel, que se recusaram a negociar o valor do aluguel. Ainda em mar\u00e7o, Ana decidiu abreviar o cap\u00edtulo La Frontera e doar os equipamentos para um caf\u00e9 comunit\u00e1rio na Vila Brasil\u00e2ndia. \"Baixei a cortina e comecei a olhar para o outro lado.\"<br \/>\nA asfixia financeira \u00e9 a principal queixa das duas entidades que representam o setor: a Abrasel (Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Bares e Restaurantes) e a ANR (Associa\u00e7\u00e3o Nacional de Restaurantes). A primeira tem associados em cada boteco de cada cafund\u00f3 do pa\u00eds; a segunda re\u00fane a elite da categoria, empres\u00e1rios com dinheiro e influ\u00eancia. S\u00e3o elas as fontes dos n\u00fameros apresentados no come\u00e7o do texto.<br \/>\nAmbas as associa\u00e7\u00f5es reclamam do governo e dos bancos, que prometeram cr\u00e9dito e n\u00e3o entregaram. Ambas lamentam tamb\u00e9m a manuten\u00e7\u00e3o, ao cabo de seis meses, da ocupa\u00e7\u00e3o e do hor\u00e1rio restritos \u2013em S\u00e3o Paulo, os restaurantes podem funcionar at\u00e9 as 22h, com 40% da capacidade.<br \/>\n\"Vai quebrar muita gente ainda\", estima Percival Maricato, presidente da se\u00e7\u00e3o paulista da Abrasel. \"Mais de 40% dos empres\u00e1rios n\u00e3o resistem a outro ano de recess\u00e3o. E tudo aponta para isso.\"<br \/>\nA afli\u00e7\u00e3o \u00e9 compartilhada pelos grandes do setor. \"Das redes de restaurantes, 40% precisaram fechar pelo menos uma unidade\", afirma Cristiano Melles, presidente da ANR. Est\u00e3o na lista a IMC (das marcas Frango Assado, Pizza Hut, KFC e Viena) e a CTC (das pizzarias Br\u00e1z, Lanchonete da Cidade e bares Piraj\u00e1 e Astor).<br \/>\nA rede Galeto's, cujos restaurantes pontuavam a paisagem urbana em S\u00e3o Paulo, encerrou o atendimento presencial em todas as lojas. Os franguinhos agora s\u00f3 viajam de moto para a casa do fregu\u00eas.<br \/>\n\"O delivery veio para ficar\", diz Percival Maricato. A verdade, por\u00e9m, \u00e9 que ningu\u00e9m tem a mais remota ideia do futuro pr\u00f3ximo. Planos abundam.<br \/>\nRaphael Despirite, taciturno em rela\u00e7\u00e3o ao Marcel, se empolga ao falar da mistura de experi\u00eancias digitais e f\u00edsicas no projeto Fechado para Jantar. \"Nos \u00faltimos que fizemos, tivemos lives com as pessoas recebendo a comida em casa.\"<br \/>\nLeo Botto pretende recome\u00e7ar pequeno, numa casa para uma d\u00fazia de clientes, e servir cogumelos selvagens colhidos nas ruas de S\u00e3o Paulo. Sim, \u00e9 isso que voc\u00ea leu \u2013 e eu mal posso esperar para provar.<br \/>\nAna Massochi vai seguir concentrada no Martin Fierro, s\u00f3lido, constante e de empanadas imortais. Levou para l\u00e1 os nhoques de batata assada, receita surrealmente gostosa que Leo Botto criou para o restaurante em frente ao muro do cemit\u00e9rio.<br \/>\nO La Frontera vive. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Valor Econ\u00f4mico)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Argentina: setor l\u00e1cteo funcionando, mas com rentabilidade menor<\/strong><br \/>\nDesde que as medidas sanit\u00e1rias foram instaladas para mitigar os efeitos da pandemia Covid-19, a ind\u00fastria de latic\u00ednios da Argentina n\u00e3o fechou suas portas.<br \/>\nPor ser considerada uma atividade essencial e por ter um fornecedor \u2013 as vacas \u2013 que todos os dias gera mat\u00e9ria-prima perec\u00edvel, que pode ser mantida resfriada por apenas at\u00e9 72 horas, as empresas do setor continuaram operando.<br \/>\nIsso se deu de tal forma que, durante os meses da pandemia, o setor operou em um ritmo de produ\u00e7\u00e3o superior ao do ano passado, baseado no crescimento do volume de leite recebido e na maior procura desde abril, tanto no mercado interno como externo.<br \/>\nEm C\u00f3rdoba, de acordo com o Monitor de Atividade Produtiva elaborado pelo Minist\u00e9rio da Ind\u00fastria da Prov\u00edncia, a ind\u00fastria de latic\u00ednios fechou agosto com uma produ\u00e7\u00e3o, medida em litros, 24,5% acima do n\u00edvel registrado em fevereiro. Na \u00faltima semana do m\u00eas passado, o n\u00edvel de emprego nas f\u00e1bricas da prov\u00edncia era de 97,1%.<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o e demanda<br \/>\nO principal motivo para esse crescimento foi o aumento, at\u00e9 agora, da produ\u00e7\u00e3o de leite nas fazendas leiteiras. At\u00e9 julho, o crescimento foi de 9% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2019, segundo dados do Minist\u00e9rio da Agricultura do pa\u00eds.<br \/>\nSoma-se a essa maior quantidade de mat\u00e9ria-prima, segundo os industriais, uma maior demanda externa e um aumento do consumo interno durante o isolamento, que variava mensalmente e no mix de produtos.<br \/>\n\u201cQuando a pandemia come\u00e7ou, parecia que o mundo estava desmoronando e um quilo de leite em p\u00f3 n\u00e3o estava \u00e0 venda em lugar nenhum. Na verdade, o pre\u00e7o internacional caiu de US$ 3.200 para US$ 2.500 a tonelada e sem negocia\u00e7\u00f5es. Agora se recuperou para US$ 3.000, com um c\u00e2mbio um pouco melhor\u201d, observou Javier Baudino, industrial de latic\u00ednios de Pozo del Molle e vice-presidente da Associa\u00e7\u00e3o das Pequenas e M\u00e9dias Empresas de Latic\u00ednios (Apymel).<br \/>\nEmbora as empresas do setor afirmem que est\u00e3o trabalhando com plena capacidade, alertam que a rentabilidade do neg\u00f3cio \u00e9 inferior \u00e0 de um ano atr\u00e1s.<br \/>\nEles garantem que h\u00e1 produtos \u2013 como algumas marcas de queijo fresco \u2013 cujo valor no atacado n\u00e3o mudou neste ano e outros que refletem at\u00e9 uma queda no valor. Aqueles que conseguiram atualizar o fizeram bem abaixo da infla\u00e7\u00e3o.<br \/>\nEnquanto isso, os custos industriais aumentaram. O \u00faltimo acordo conjunto, segundo os industriais, elevou no ano passado o sal\u00e1rio-base inicial de um empregado da categoria B de 34.600 pesos (US$ 457,42) para 62.393 pesos (US$ 824,86).<br \/>\nNo mesmo per\u00edodo, houve uma atualiza\u00e7\u00e3o de 25% no pre\u00e7o do leite pago ao produtor. Al\u00e9m disso, muitas outras entradas que est\u00e3o envolvidas no processo t\u00eam valores dolarizados.<br \/>\n\u201cEstamos com uma produ\u00e7\u00e3o maior que a do ano passado e com um consumo que cresceu durante a pandemia, mas que, em termos anuais, est\u00e1 abaixo dos primeiros oito meses de 2019\u201d, disse Ercole Felippa, presidente da cooperativa Manfrey, empresa que entre janeiro e agosto, vendeu mais volume no mercado interno do que no mesmo per\u00edodo do ano passado. \u201cTemos 30% mais mercado\u201d, disse ele.<br \/>\nCom a recupera\u00e7\u00e3o do n\u00famero de litros de leite processado, as f\u00e1bricas que a empresa Sancor possui na prov\u00edncia (La Carlota, Balnearias e Devoto) tamb\u00e9m apresentam uma maior atividade do que em 2019.<br \/>\nDa cooperativa eles reconhecem que o crescimento poderia ser ainda maior se tivesse capital de giro para sair e comprar mais leite. No in\u00edcio da pandemia, v\u00e1rios produtos da marca, como doce de leite e a linha de queijos ficaram sem estoque.<br \/>\nNa \u00e1rea de Villa Mar\u00eda, a empresa de latic\u00ednios Capilla del Se\u00f1or, dedicada \u00e0 fabrica\u00e7\u00e3o de queijos, alguns deles funcionais (por exemplo, que ajudam a reduzir o colesterol), trabalhou em agosto com seus 35 funcion\u00e1rios a 80% de sua capacidade de elabora\u00e7\u00e3o.<br \/>\n\u201cEm setembro vamos atingir cem por cento da capacidade\u201d, disse \u00c1lvaro Ugartemendia, gerente geral da empresa, embora comente que os n\u00fameros de atividade s\u00e3o muito bons.<br \/>\nAl\u00e9m de ser uma atividade essencial, o aumento do cont\u00e1gio do coronav\u00edrus no interior da prov\u00edncia acende algumas luzes de alerta na atividade.<br \/>\nCom uma recep\u00e7\u00e3o de leite entre 90.000 e 100.000 litros por dia, em Coronel Moldes, a empresa Cotahua trabalhou integralmente at\u00e9 agosto. Esse ritmo foi interrompido durante o m\u00eas de setembro, quando, devido \u00e0 aplica\u00e7\u00e3o de protocolos de sa\u00fade, v\u00e1rios trabalhadores (a maioria devido ao contato pr\u00f3ximo com transportadores) deixaram de frequentar a empresa.<br \/>\n\u201cTivemos que interromper o processamento por dois ou tr\u00eas dias para desviar o leite para outra empresa\u201d, admitiu seu presidente, Mario Garc\u00eda D\u00edaz. No entanto, a planta estaria totalmente operacional novamente na pr\u00f3xima semana.<br \/>\nAs informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do La Voz, traduzidas pela Equipe MilkPoint.<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><em style=\"text-align: center;\">&nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3077\" border=\"0\"><\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><strong><em>Lan\u00e7amento oficial do novo site Sooro Renner<\/em><\/strong><br \/>\n<em>A Sooro Renner apresenta aos clientes, parceiros e colaboradores o lan\u00e7amento do novo site. H\u00e1 tempos a empresa tinha o desejo de atualizar e trazer novas funcionalidades para o portal. Agora, o portal conta com uma linguagem muito mais moderna e din\u00e2mica, para se comunicar com esse novo mercado. A curadoria tamb\u00e9m cuidou para que todas as informa\u00e7\u00f5es dispon\u00edveis sejam relevantes. Com o objetivo de estreitar os la\u00e7os com o cliente final, ia Sooro Renner iniciou o projeto chamado \u201cMundo Whey\u201d, um blog inteiramente dedicado \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o de alta performance, Sports Nutrition e diversos outros assuntos. A Sooro Renner convida voc\u00ea voc\u00ea para conhecer o novo site e tamb\u00e9m o Blog Mundo Whey. \u201c\u00c9 o nosso esfor\u00e7o para trazer sempre informa\u00e7\u00f5es relevantes e de qualidade aos nossos clientes, parceiros e colaboradores\u201d, refor\u00e7ou a empresa. www.sooro.com.br (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da Assessoria de Impreensa da Sooro)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Porto Alegre, 25 de setembro de 2020&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 14 - N\u00b0 3.313 Novo Guia Alimentar pode comprometer consumo de l\u00e1cteos e outros alimentos O Minist\u00e9rio da Agricultura j\u00e1 enviou dois pedidos de <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2020\/09\/25\/25-09-2020\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"25\/09\/2020\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-5572","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5572","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5572"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5572\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5573,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5572\/revisions\/5573"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5572"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5572"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5572"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}