{"id":5326,"date":"2020-07-22T19:35:17","date_gmt":"2020-07-22T19:35:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=5326"},"modified":"2020-07-22T19:36:19","modified_gmt":"2020-07-22T19:36:19","slug":"pro-milho-rs-estado-tem-condicoes-de-ampliar-producao-de-milho-em-27-milhoes-de-toneladas-sem-acrescimo-de-area","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2020\/07\/22\/pro-milho-rs-estado-tem-condicoes-de-ampliar-producao-de-milho-em-27-milhoes-de-toneladas-sem-acrescimo-de-area\/","title":{"rendered":"Pr\u00f3-Milho RS: Estado tem condi\u00e7\u00f5es de ampliar produ\u00e7\u00e3o de milho em 2,7 milh\u00f5es de toneladas sem acr\u00e9scimo de \u00e1rea"},"content":{"rendered":"<p>Diante da possibilidade de o Rio Grande do Sul avan\u00e7ar em seu status sanit\u00e1rio para livre de aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o, torna-se essencial que o Estado tenha condi\u00e7\u00f5es de atender sozinho \u00e0s necessidades das cadeias produtivas que atuam no segmento da prote\u00edna animal. O milho tem papel estrat\u00e9gico nesse aumento de competitividade do setor de carnes e leite, por ser o principal insumo da ra\u00e7\u00e3o dos animais, tanto os bovinos de corte, quanto os de leite, os su\u00ednos, as aves e outros.<\/p>\n<p>A import\u00e2ncia do cereal para a economia ga\u00facha e para a renda dos produtores foi o ponto central do segundo semin\u00e1rio do Programa Estadual de Produ\u00e7\u00e3o e Qualidade do Milho (Pr\u00f3-Milho RS): Produ\u00e7\u00e3o e Produtividade de Milho, realizado na manh\u00e3 desta quarta-feira (22\/7), e que contou com a participa\u00e7\u00e3o das entidades envolvidas no desenvolvimento de a\u00e7\u00f5es dentro do programa, institu\u00eddo por meio de decreto do governo ga\u00facho no in\u00edcio deste ano. O secret\u00e1rio-executivo do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do RS (Sindilat), Darlan Palharini, acompanhou as delibera\u00e7\u00f5es e apresenta\u00e7\u00e3o dos primeiros diagn\u00f3sticos do programa. Al\u00e9m das entidades, o encontro virtual foi aberto a produtores, com uma participa\u00e7\u00e3o que superou mais de 500 espectadores. O evento foi aberto pelo presidente da Emater-RS, Geraldo Sandri, que classificou o programa como um dos mais importantes j\u00e1 desenvolvidos em prol da cadeia do milho.<\/p>\n<p>Uma boa not\u00edcia, que j\u00e1 foi poss\u00edvel gra\u00e7as \u00e0 parceria do Governo do Estado com as entidades, veio da Universidade Federal de Santa Maria (UFSM), atrav\u00e9s do professor do Departamento de Fitotecnia, Alencar Zanon. A partir de monitoramento a campo em diferentes pontos, com lavouras no Rio Grande do Sul nos \u00faltimos quatro anos, concluiu-se que \u00e9 poss\u00edvel ampliar a produ\u00e7\u00e3o de milho em 2,7 milh\u00f5es de toneladas sem mexer na \u00e1rea agricult\u00e1vel. \u201c\u00c9 poss\u00edvel suprirmos a demanda de milho e ainda nos tornarmos superavit\u00e1rios desde que se observem recomenda\u00e7\u00f5es que v\u00e3o desde an\u00e1lises com base em clima e solos, rota\u00e7\u00e3o de culturas e \u00e9poca de semeadura\u201d, pontuou Zanon, exemplificando a\u00e7\u00f5es que dependem apenas de manejo.<\/p>\n<p>As observa\u00e7\u00f5es a campo trouxeram n\u00fameros importantes que demonstram a import\u00e2ncia do sistema de produ\u00e7\u00e3o que priorize a rota\u00e7\u00e3o de culturas. O plantio de milho sobre a \u00e1rea com soja resulta em uma produtividade 23% maior para o cereal. O milho tamb\u00e9m \u00e9 capaz de agregar ganhos \u00e0 cultura mais expressiva economicamente para o Brasil: o plantio de soja sobre o milho aumenta em 8% a produtividade da oleaginosa. Esses e outros aspectos do manejo, classificados pelo estudo como \u2018lacunas de produtividade\u2019, em breve poder\u00e3o ser acessados por todos os agentes da cadeia produtiva, incluindo os produtores, com a disponibiliza\u00e7\u00e3o da cartilha intitulada \u201cManual para lavouras com o m\u00e1ximo lucro\u201d.<\/p>\n<p>Para uma cultura que em todas as suas frentes representa nada menos que 10% do PIB ga\u00facho, \u00e9 crucial que se busquem medidas que evitem a evas\u00e3o de riquezas do Estado a partir da necessidade de importa\u00e7\u00e3o permanente do cereal para suprir as necessidades internas. \u201cS\u00e3o cerca de R$ 300 milh\u00f5es por ano que o Estado gasta e deixa de ganhar com o d\u00e9ficit hist\u00f3rico de milho\u201d, destacou o diretor do Departamento de Pol\u00edticas Agr\u00edcolas e Desenvolvimento Rural da Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Desenvolvimento Rural (Seapdr), Ivan Bonetti. O d\u00e9ficit com o milho oscila entre 1,5 milh\u00e3o e 2,5 milh\u00f5es de toneladas todos os anos. Em 2020, em fun\u00e7\u00e3o da quebra de 30% da produ\u00e7\u00e3o por causa da estiagem, a lacuna entre produ\u00e7\u00e3o e demanda chegou chegar\u00e1 a 2,2 milh\u00f5es de toneladas.<\/p>\n<p>\u201cEstamos prestes a evoluirmos para a condi\u00e7\u00e3o de livre de aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o, o que abrir\u00e1 um mercado imenso para a nossa cadeia de prote\u00edna animal, especialmente pelos mercados asi\u00e1ticos e da Am\u00e9rica do Norte. Ou seja, precisamos de mais milho para abastecimento interno\u201d, afirmou Bonetti. Segundo o diretor da Seapdr, o desafio colocado ao Pr\u00f3-Milho RS passa pela ado\u00e7\u00e3o de manejo adequado em algumas regi\u00f5es ga\u00fachas, aumento da \u00e1rea irrigada (hoje apenas 3% de todas as culturas de sequeiro no Estado fazem uso de algum sistema de irriga\u00e7\u00e3o), amplia\u00e7\u00e3o da capacidade est\u00e1tica de armazenagem, al\u00e9m da oferta de condi\u00e7\u00f5es compat\u00edveis de comercializa\u00e7\u00e3o (venda antecipada, mecanismo de travamento de pre\u00e7os, mercado a termo, mercado futuro, contrato de op\u00e7\u00f5es), cr\u00e9dito e de seguro rural. \u201cTodos esses fatores, juntos, v\u00eam para reduzir o risco da cultura ao produtor rural\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>O diretor t\u00e9cnico da Emater-RS, Alencar Rugeri, refor\u00e7ou que a estrat\u00e9gia para avan\u00e7ar na produ\u00e7\u00e3o e produtividade passa pela rota\u00e7\u00e3o de culturas, onde o sistema de produ\u00e7\u00e3o seja a base de todo o processo n\u00e3o apenas no curto prazo. J\u00e1 o presidente da Fecoagro, Paulo Pires, destacou a necessidade de o milho ser inclu\u00eddo em programa de pol\u00edtica p\u00fablica do governo. \u201cN\u00e3o sou muito a favor de subs\u00eddios, mas o milho, pela sua enorme import\u00e2ncia para a economia ga\u00facha e nacional, precisa de apoio\u201d, sustentou.<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"aligncenter wp-image-5327 size-full\" src=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-22-at-14.06.25.jpeg\" alt=\"\" width=\"841\" height=\"328\" srcset=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-22-at-14.06.25.jpeg 841w, https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-22-at-14.06.25-300x117.jpeg 300w, https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2020\/07\/WhatsApp-Image-2020-07-22-at-14.06.25-768x300.jpeg 768w\" sizes=\"auto, (max-width: 841px) 100vw, 841px\" \/><\/p>\n<p>Foto:&nbsp;Karine Viana\/Seapdr<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Diante da possibilidade de o Rio Grande do Sul avan\u00e7ar em seu status sanit\u00e1rio para livre de aftosa sem vacina\u00e7\u00e3o, torna-se essencial que o Estado tenha condi\u00e7\u00f5es de atender sozinho \u00e0s necessidades das cadeias produtivas que atuam no segmento da prote\u00edna animal. 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