{"id":5298,"date":"2020-07-17T20:25:47","date_gmt":"2020-07-17T20:25:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=5298"},"modified":"2020-07-17T20:25:47","modified_gmt":"2020-07-17T20:25:47","slug":"setor-lacteo-trabalha-por-maior-presenca-internacional","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2020\/07\/17\/setor-lacteo-trabalha-por-maior-presenca-internacional\/","title":{"rendered":"Setor L\u00e1cteo trabalha por maior presen\u00e7a internacional"},"content":{"rendered":"<p>Consciente da import\u00e2ncia de fortalecer as exporta\u00e7\u00f5es como ferramenta de estabiliza\u00e7\u00e3o do mercado, a Alian\u00e7a L\u00e1ctea Sul Brasileira trabalhar\u00e1 pela capacita\u00e7\u00e3o das empresas para o com\u00e9rcio exterior.&nbsp; O coordenador da Alian\u00e7a L\u00e1ctea e presidente do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, acredita que aproveitar as oportunidades que existem no mercado internacional \u00e9 vital para enfrentar a crise econ\u00f4mica durante e ap\u00f3s a Covid-19. \u201cO Brasil ainda \u00e9 importador de leite, mas n\u00e3o nos resta outra op\u00e7\u00e3o sen\u00e3o estar no mercado externo. Mas, para podermos exportar e acompanhar as miss\u00f5es internacionais, temos que estar preparados\u201d, disse durante reuni\u00e3o realizada na manh\u00e3 desta sexta-feira (17\/07) e que contou com dezenas de dirigentes.<\/p>\n<p>Aparelhar as empresas brasileiras para essa nova realidade e encontrar oportunidades \u00e9 a meta da Apex Brasil. Presente no encontro, o presidente da Apex, Sergio Segovia, lembrou que o Brasil \u00e9 o quarto maior produtor de l\u00e1cteo do mundo e que o setor est\u00e1 entre os priorit\u00e1rios para est\u00edmulo \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o ao lado de caf\u00e9s, frutas, cacha\u00e7as e mel. \u201cA Apex quer contribuir para modernizar processos produtivos e fomentar exporta\u00e7\u00f5es, o que pode ocorrer por meio de conv\u00eanios setoriais ou novas solu\u00e7\u00f5es\u201d, sugeriu. Em 2019, a ag\u00eancia esteve ao lado de empresas que movimentaram US$ 22 bilh\u00f5es em exporta\u00e7\u00f5es s\u00f3 no ramo de alimentos, bebidas e agroneg\u00f3cio.<\/p>\n<p>Atualmente, o incentivo ao embarque de l\u00e1cteos vem sendo feito por meio de dois programas da Apex desenvolvidos em parceria com a CNA (Agro BR - Brazil is Food) e Viva L\u00e1cteos (GooDairy Brazil). O foco, explica o presidente, \u00e9 a valoriza\u00e7\u00e3o de produtos t\u00edpicos brasileiros, suas marcas e conceitos. S\u00f3 no programa desenvolvido com a CNA, a meta \u00e9 atender 140 empresas at\u00e9 o fim de 2020.<\/p>\n<p>Outra a\u00e7\u00e3o em curso \u00e9 o Programa de Qualifica\u00e7\u00e3o para Exporta\u00e7\u00e3o (Peiex), projeto de avalia\u00e7\u00e3o, diagn\u00f3stico e plano de trabalho voltado \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o que est\u00e1 sendo adaptado para atender \u00e0s demandas do agroneg\u00f3cio. Em andamento, um projeto piloto do Peiex Agro tem foco no setor l\u00e1cteo e atua\u00e7\u00e3o prevista em Varginha (MG) e Passo Fundo (RS). A previs\u00e3o \u00e9 que o treinamento ocorra em agosto deste ano. \u201cQualifica\u00e7\u00e3o \u00e9 essencial para exportar e inovar para implementar solu\u00e7\u00f5es que garantam participa\u00e7\u00e3o planejada e segura\u201d, pontuou Segovia, lembrando que o setor cooperativista \u00e9 alvo de grande interesse internacional.<\/p>\n<p>O gerente de agroneg\u00f3cio da Apex, Igor Brand\u00e3o, indicou que a demanda por alimentos em \u00e2mbito mundial deve crescer 60% at\u00e9 2050, puxada pelo crescimento populacional. Os setores mais favorecidos, segundo estudo da FAO, devem ser o de prote\u00edna animal, de frutas e de vegetais. \u201cO mercado global est\u00e1 em transforma\u00e7\u00e3o. Verificamos tend\u00eancia de aumento da renda per capital na \u00c1sia e na \u00c1frica. A popula\u00e7\u00e3o ser\u00e1 mais urbana e gastar\u00e1 mais com alimentos\u201d, projetou, ressaltando que a popula\u00e7\u00e3o mundial deve chegar a 11 bilh\u00f5es de pessoas em 2100. Apesar disso, os itens ficar\u00e3o mais baratos, o que eleva a necessidade de as empresas do agro tornarem-se mais competitivas. Entre as tend\u00eancias, indicou um aumento do e-commerce na aproxima\u00e7\u00e3o entre consumidores e produtores. Antes da pandemia, informou ele, 20% das transa\u00e7\u00f5es eram feitas pelo e-commerce. Com a crise, esse \u00edndice chegou pr\u00f3ximo a 60% e deve se estabilizar em 40% ap\u00f3s a pandemia.<\/p>\n<p>Para conquistar novos clientes, o presidente da Frente Parlamentar do Agroneg\u00f3cio, deputado federal Alceu Moreira, desafiou o setor a estar mais presente em eventos internacionais e a criar uma ag\u00eancia pr\u00f3pria de fomento, similar \u00e0s existentes no setor de carnes bovina, su\u00edna e de aves.&nbsp;\u201cN\u00e3o podemos mais ter feiras internacionais sem a presen\u00e7a do setor l\u00e1cteo brasileiro\u201d, pediu o parlamentar. Entre os mercados em prospec\u00e7\u00e3o para o segmento est\u00e1 a R\u00fassia, um dos maiores compradores mundiais de l\u00e1cteos. Contudo, indica a superintendente de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da CNA, Ligia Dutra, as maiores potencialidades da \u00c1sia s\u00e3o China e Filipinas. Na Am\u00e9rica, a especialista indica Chile e Peru.<\/p>\n<p>Para as empresas que tiverem interesse em negociar com a China, Ligia recomenda que&nbsp; registrem suas marcas naquele mercado tendo em vista que&nbsp;h\u00e1 um problema recorrente de sobreposi\u00e7\u00e3o. Outra dica \u00e9 dar in\u00edcio logo ao processo de habilita\u00e7\u00e3o para exporta\u00e7\u00e3o tendo em vista que, hoje, o processo \u00e9 mais simples para o setor de l\u00e1cteos do que para outros ramos. \u201cA tend\u00eancia \u00e9 que esse processo fique mais exigente. Ent\u00e3o, recomenda-se que as empresas pensem em come\u00e7ar a preparar sua habilita\u00e7\u00e3o\u201d. Para participar do projeto Agro BR, basta realizar inscri\u00e7\u00e3o pelo site da CNA de forma gratuita.<\/p>\n<p>Com escrit\u00f3rio localizado na China, a CNA tamb\u00e9m planeja dar in\u00edcio a estudo especial de prospec\u00e7\u00e3o para o setor l\u00e1cteo no pa\u00eds oriental, a\u00e7\u00e3o que tamb\u00e9m ser\u00e1 realizada em conjunto com a Apex.<\/p>\n<p><strong>Reforma Tribut\u00e1ria<\/strong><\/p>\n<p>Durante a reuni\u00e3o da Alian\u00e7a L\u00e1ctea, ainda foi tratado sobre a iminente Reforma Tribut\u00e1ria em curso no \u00e2mbito federal e nos estados. Alexandre Guerra informou que est\u00e1 sendo criado grupo de trabalho para compreender a fundo as mudan\u00e7as propostas e promover debate com o setor. \u201cDefendemos a simplifica\u00e7\u00e3o e harmonia tribut\u00e1ria de forma a se evitar passivo e criar competitividade. N\u00e3o h\u00e1 como ter duas pessoas produzindo e dez calculando a parte tribut\u00e1ria\u201d, exemplificou. Questionado sobre o impacto desse cen\u00e1rio no campo, o deputado Alceu Moreira foi enf\u00e1tico: \u201cA Reforma Tribut\u00e1ria n\u00e3o agradar\u00e1 todo mundo. Mas n\u00e3o iremos fazer injusti\u00e7a com o leite\u201d.<\/p>\n<p>A necessidade de encontrar formas de elevar a competitividade do setor tamb\u00e9m foi alvo da fala do presidente da C\u00e2mara Setorial do Leite em Bras\u00edlia, Ronei Volpi. Antes da chegada da Covid-19, a ideia era trabalhar com um plano de competitividade para o setor l\u00e1cteo com atividades internas e externas e pre\u00e7o. Com a pandemia, tivemos um certo atraso, mas essa \u00e9 nossa prioridade\u201d.<\/p>\n<p>Representando o secret\u00e1rio da Agricultura do RS, Covatti Filho, o diretor de Pol\u00edticas Agr\u00edcolas e Desenvolvimento Rural, Ivan Saraiva Bonetti, garantiu que o governo do estado trabalha para reduzir assimetrias. \u201cHoje, 60% da produ\u00e7\u00e3o de leite do Rio Grande do Sul \u00e9 comercializada em outros estados. Temos que avaliar as oportunidades de os estados da Alian\u00e7a L\u00e1ctea fortalecerem seus produtos e abrir mercados no exterior\u201d.<\/p>\n<p><strong>Brucelose e Tuberculose<\/strong><\/p>\n<p>Tamb\u00e9m foram tratadas quest\u00f5es sanit\u00e1rias e de gest\u00e3o integrada na Regi\u00e3o Sul do Brasil. Na pr\u00f3xima reuni\u00e3o da Alian\u00e7a L\u00e1ctea, prevista para 6 de novembro, deve ser apresentado protocolo conjunto de alinhamento para o enfrentamento da brucelose e da tuberculose para Rio Grande do Sul, Santa Catarina e Paran\u00e1&nbsp;&nbsp;e buscar apoio junto ao Minist\u00e9rio da Agricultura como plano piloto de \u00e1rea livre ou controlada dessas zoonoses.<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Consciente da import\u00e2ncia de fortalecer as exporta\u00e7\u00f5es como ferramenta de estabiliza\u00e7\u00e3o do mercado, a Alian\u00e7a L\u00e1ctea Sul Brasileira trabalhar\u00e1 pela capacita\u00e7\u00e3o das empresas para o com\u00e9rcio exterior.&nbsp; O coordenador da Alian\u00e7a L\u00e1ctea e presidente do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Alexandre Guerra, acredita que aproveitar as oportunidades que existem <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2020\/07\/17\/setor-lacteo-trabalha-por-maior-presenca-internacional\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"Setor L\u00e1cteo trabalha por maior presen\u00e7a internacional\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":5300,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"class_list":{"0":"post-5298","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias","8":"h-entry","9":"hentry","10":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5298","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=5298"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5298\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":5301,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/5298\/revisions\/5301"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/5300"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=5298"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=5298"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=5298"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}