{"id":473,"date":"2015-06-15T16:30:04","date_gmt":"2015-06-15T16:30:04","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/06\/15\/com-a-palavra-os-especialistas\/"},"modified":"2015-06-15T16:30:04","modified_gmt":"2015-06-15T16:30:04","slug":"com-a-palavra-os-especialistas","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/06\/15\/com-a-palavra-os-especialistas\/","title":{"rendered":"Com a palavra, os especialistas"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">15\/06\/2015<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-472\" src=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/1606201501.png\" alt=\"1606201501\" style=\"float: right;\" width=\"304\" height=\"166\" srcset=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/1606201501.png 560w, https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/1606201501-300x164.png 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 304px) 100vw, 304px\" \/>Caber\u00e1 a um grupo de 25 especialistas, do Brasil e do exterior, analisar informa\u00e7\u00f5es do levantamento das \u00e1reas de risco de febre aftosa no Rio Grande do Sul. Com os nomes ainda mantidos em sigilo, est\u00e3o entre eles veterin\u00e1rios, servidores p\u00fablicos e pecuaristas, que ir\u00e3o responder a um question\u00e1rio durante a segunda quinzena de junho. O relat\u00f3rio final, a ser entregue at\u00e9 o come\u00e7o de 2016 para o governo ga\u00facho, ir\u00e1 embasar a decis\u00e3o do Estado de optar ou n\u00e3o pela retirada da vacina\u00e7\u00e3o contra a doen\u00e7a.&nbsp;\u201cEles v\u00e3o avaliar as vari\u00e1veis que fazem parte do modelo de risco, dizer se elas est\u00e3o adequadas e qual o peso de cada uma\u201d, explica Diego Viali dos Santos, fiscal federal agropecu\u00e1rio do Minist\u00e9rio da Agricultura e um dos coordenadores da pesquisa, realizada a pedido do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanit\u00e1ria Animal (Fundesa). Os nomes foram escolhidos por uma t\u00e9cnica conhecida como snowball (em portugu\u00eas, bola de neve).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ou seja, um grupo de especialistas seleciona outros nomes, baseado em uma s\u00e9rie de requisitos. De acordo com Santos, trata-se de um corpo heterog\u00eaneo, com integrantes do Rio Grande do Sul e de outros estados, assim como do Uruguai e da Argentina.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grupo ter\u00e1 a miss\u00e3o de avaliar um conjunto de 60 vari\u00e1veis, j\u00e1 elencadas, que podem indicar se uma regi\u00e3o corre o risco de apresentar um foco da doen\u00e7a. Entre as principais, est\u00e3o a densidade de bovinos, de su\u00ednos, dist\u00e2ncia da fronteira e movimenta\u00e7\u00e3o de animais. Caber\u00e1 ao grupo t\u00e9cnico conferir o devido peso a cada vari\u00e1vel. Uma esp\u00e9cie de \u201cm\u00e9dia\u201d com a opini\u00e3o dos especialistas ir\u00e1 constar no relat\u00f3rio final.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Conforme Santos, o objetivo do estudo \u00e9 colocar \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o do Estado uma ferramenta que poder\u00e1 justificar a decis\u00e3o sobre o futuro da vacina\u00e7\u00e3o, apontando as regi\u00f5es onde \u00e9 necess\u00e1rio fortalecer as a\u00e7\u00f5es de defesa sanit\u00e1ria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O estudo sobre as \u00e1reas de risco integra as a\u00e7\u00f5es dos grupos de trabalho que desde o in\u00edcio do ano discutem a mudan\u00e7a no status sanit\u00e1rio. Uma das defini\u00e7\u00f5es j\u00e1 encaminhadas \u00e9 a defesa do georreferenciamento nas propriedades rurais das regi\u00f5es de fronteira. \u201cA quest\u00e3o do georreferenciamento vai permitir o conhecimento preciso n\u00e3o s\u00f3 do n\u00famero de propriedades, mas onde elas precisamente est\u00e3o e onde se distribuem geograficamente\u201d, explica o chefe do Servi\u00e7o de Sa\u00fade Animal da Superintend\u00eancia do Minist\u00e9rio do Trabalho no Rio Grande do Sul (Mapa\/RS), Bernardo Todeschini, que coordena o subgrupo de avan\u00e7o de status.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar de a discuss\u00e3o n\u00e3o ser recente, ainda n\u00e3o h\u00e1 uma previs\u00e3o de quando o Rio Grande do Sul poderia formalizar o pedido de mudan\u00e7a no status sanit\u00e1rio. \u201cEsse \u00e9 um assunto que est\u00e1 sendo trabalhado com cautela, com equil\u00edbrio. A \u00e1rea t\u00e9cnica est\u00e1 fazendo as avalia\u00e7\u00f5es\u201d, explica o presidente do Fundesa, Rog\u00e9rio Kerber. \u201cNo momento adequado ser\u00e1 tomada a decis\u00e3o. \u201d Kerber observa, por\u00e9m, que nos \u00faltimos anos uma s\u00e9rie de melhorias foi implantada no sistema de defesa sanit\u00e1ria, como a informatiza\u00e7\u00e3o das inspetorias veterin\u00e1rias e a implanta\u00e7\u00e3o de postos fiscais de divisa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde 2007, o Rio Grande do Sul \u00e9 \u00e1rea livre de aftosa com vacina\u00e7\u00e3o. A discuss\u00e3o sobre a retirada da vacina ganha for\u00e7a 15 anos ap\u00f3s o caso mais grave da doen\u00e7a j\u00e1 registrado no Estado. Em 2000, foram identificados 22 focos em territ\u00f3rio ga\u00facho, 19 deles em Joia. Na ocasi\u00e3o, 11 mil animais tiveram de ser sacrificados. O Rio Grande do Sul voltou a analisar o tema depois que o Paran\u00e1 solicitou ao Minist\u00e9rio da Agricultura o aval para buscar a mudan\u00e7a no status sanit\u00e1rio junto \u00e0 Organiza\u00e7\u00e3o Internacional de Sa\u00fade Animal (OIE).<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tanto l\u00e1 como aqui, por\u00e9m, o tema \u00e9 alvo de controv\u00e9rsia. Quem defende a retirada da vacina alega que, com isso, o Estado poder\u00e1 conquistar mercados mais exigentes. A medida, por\u00e9m, encontra restri\u00e7\u00f5es no setor produtivo. A Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Angus (ABA) j\u00e1 se manifestou contr\u00e1ria \u00e0 retirada da vacina no Paran\u00e1. O presidente da Farsul, Carlos Sperotto, afirma que a entidade conta com uma posi\u00e7\u00e3o de conhecimento cient\u00edfico<br \/>das estruturas de defesa do Estado e do posicionamento dos pa\u00edses mais pr\u00f3ximos \u2014 Argentina, Uruguai e Paraguai \u2014, e que o caminho ser\u00e1 constru\u00eddo em conjunto. \u201cDeveremos ter um panorama na pr\u00f3xima Expointer\u201d, conclui. (Correio do Povo)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>15\/06\/2015 Caber\u00e1 a um grupo de 25 especialistas, do Brasil e do exterior, analisar informa\u00e7\u00f5es do levantamento das \u00e1reas de risco de febre aftosa no Rio Grande do Sul. 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