{"id":470,"date":"2015-06-11T18:48:35","date_gmt":"2015-06-11T18:48:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/06\/11\/avanco-entre-mercosul-e-ue-e-frustrado-e-troca-de-ofertas-fica-sem-data-marcada\/"},"modified":"2015-06-11T18:48:35","modified_gmt":"2015-06-11T18:48:35","slug":"avanco-entre-mercosul-e-ue-e-frustrado-e-troca-de-ofertas-fica-sem-data-marcada","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/06\/11\/avanco-entre-mercosul-e-ue-e-frustrado-e-troca-de-ofertas-fica-sem-data-marcada\/","title":{"rendered":"Avan\u00e7o entre Mercosul e UE \u00e9 frustrado e troca de ofertas fica sem data marcada"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">A retomada de barganhas decisivas entre o Mercosul e a Uni\u00e3o Europeia (UE) para a conclus\u00e3o do acordo de livre com\u00e9rcio dever\u00e1 tomar mais tempo do que pensava a presidente Dilma Rousseff ao chegar ontem a Bruxelas. E isso na pr\u00e1tica pode ajudar o governo de Cristina Kirchner na Argentina, em plena campanha eleitoral. A inten\u00e7\u00e3o de Dilma, revelada no avi\u00e3o quando viajava para Bruxelas, era propor aos europeus estabelecer a data de 18 de julho para a troca de ofertas de liberaliza\u00e7\u00e3o, mas n\u00e3o haver\u00e1 tempo para isso. A fixa\u00e7\u00e3o da data aceleraria as barganhas finais para um acordo que o governo brasileiro v\u00ea como prioridade para ser conclu\u00eddo ainda em 2015. Sem fixar uma data, o tema, pol\u00eamico, sai do radar na campanha eleitoral argentina. A UE precisar\u00e1 antes consultar seus 28 Estados membros para responder ao Mercosul. \"Acho que n\u00e3o se fixar\u00e1 data agora, por causa das f\u00e9rias de julho e agosto na Europa\", conformou\u00acse a ministra da Agricultura, K\u00e1tia Abreu, particularmente engajada na busca de um acordo. O assessor internacional do Pal\u00e1cio do Planalto, Marco Aurelio Garcia, disse que todo mundo est\u00e1 consciente de que a retomada da negocia\u00e7\u00e3o vai levar tempo, o que pode combinar com o fim da elei\u00e7\u00e3o presidencial na Argentina, em outubro. Ou seja, n\u00e3o seria problem\u00e1tico esperar o pleito argentino. At\u00e9 l\u00e1 Buenos Aires n\u00e3o vai mesmo se comprometer com abertura de mercado. J\u00e1 o setor privado brasileiro n\u00e3o esconde a impaci\u00eancia por continuar perdendo espa\u00e7o no mercado comunit\u00e1rio. Cristina Kirchner sequer veio a Bruxelas, sabendo das discuss\u00f5es que Dilma queria ter com lideres europeus. As duas presidentes n\u00e3o conversaram por telefone, segundo alta fonte do governo. Dilma queria evitar falar com algu\u00e9m que s\u00f3 pensa em adiar a negocia\u00e7\u00e3o, disse a fonte diretamente envolvida nas decis\u00f5es do lado brasileiro. O fato, por\u00e9m, \u00e9 que o governo Dilma deu sinais de recuo na ideia de \"velocidade diferenciada\" na negocia\u00e7\u00e3o, pelo menos pelo momento. De um lado, K\u00e1tia Abreu chegou a dizer logo que chegou a Bruxelas que, se a presidente da Argentina n\u00e3o quisesse avan\u00e7ar na negocia\u00e7\u00e3o birregional, \"ficaria para tr\u00e1s\". Duas horas depois, o ministro do Desenvolvimento, Ind\u00fastria e Com\u00e9rcio Exterior, Armando Monteiro, tratou de dizer que o Mercosul atuaria em conjunto: \"Nunca consideramos a possibilidade de negociar sem a Argentina\". Segundo o ministro, a ideia de acordo com \"velocidades diferenciadas\", pela qual o Brasil poderia acelerar a liberaliza\u00e7\u00e3o com os europeus e a Argentina ficar para mais tarde, partiu basicamente do Uruguai. O Paraguai, que assume a presid\u00eancia rotativa do Mercosul no segundo semestre, tamb\u00e9m tem diverg\u00eancias. O presidente Horacio Cartes rejeitou acordo de liberaliza\u00e7\u00e3o em duas etapas, dias depois de seu ministro de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores, Eladio Loizaga, ter admitido essa possibilidade. A presidente Dilma insistiu que o Brasil est\u00e1 pronto para entregar a oferta de liberaliza\u00e7\u00e3o do Mercosul. Hoje haver\u00e1 reuni\u00e3o ministerial entre os dois blocos. \"Ser\u00e1 um teste da real disposi\u00e7\u00e3o dos dois blocos de avan\u00e7ar\", na avalia\u00e7\u00e3o de uma fonte. Na verdade, fontes na UE insistem que precisam ter mais sinaliza\u00e7\u00e3o sobre o conte\u00fado da oferta do Mercosul antes de partir para troca de ofertas. A UE j\u00e1 tem acordos comerciais com 26 pa\u00edses da Am\u00e9rica Latina e do Caribe. Os EUA tamb\u00e9m t\u00eam n\u00famero importante de acordos na regi\u00e3o. O Brasil est\u00e1 ficando cada vez mais isolado, sem acordo. A ministra da Agricultura nota que as importa\u00e7\u00f5es de alimentos pela UE alcan\u00e7am \u20ac 180 bilh\u00f5es, dos quais o Brasil s\u00f3 tem 11%. Ao lado das negocia\u00e7\u00f5es com a UE, o Mercosul decidiu explorar a possibilidade de um acordo de livre com\u00e9rcio com a Associa\u00e7\u00e3o Europeia de Livre Com\u00e9rcio (EFTA), formada por Su\u00ed\u00e7a, Noruega, Isl\u00e2ndia e Liechtenstein. Como n\u00e3o s\u00e3o membros da Uni\u00e3o Europeia, esses pa\u00edses est\u00e3o agora especialmente empenhados em negociar prefer\u00eancias comerciais com o Mercosul, para n\u00e3o perder vantagem competitiva se houver, antes, um acordo entre a UE e o bloco sul\u00acamericano. \"Estamos muito encorajados com a perspectiva futura para novas exporta\u00e7\u00f5es nesses mercados de alto poder aquisitivo\", afirmou o embaixador Ronaldo Costa Filho, chefe da delega\u00e7\u00e3o e diretor do Departamento de Negocia\u00e7\u00f5es Internacionais do Minist\u00e9rio de Rela\u00e7\u00f5es Exteriores. Sem surpresa, a EFTA, com forte influ\u00eancia da Su\u00ed\u00e7a, manifesta especial interesse em ter mais acesso ao mercado de servi\u00e7os financeiros no Mercosul, caso haja acordo. Tamb\u00e9m quer garantir que seus produtos farmac\u00eauticos cheguem ao bloco em igualdade de condi\u00e7\u00f5es com os laborat\u00f3rios do bloco comunit\u00e1rio. O Mercosul se interessa, sobretudo, por acesso para seus produtos agr\u00edcolas, o que n\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil, considerando que Su\u00ed\u00e7a e Noruega est\u00e3o entre as campe\u00e3s mundiais de protecionismo no setor. Nos \u00faltimos 15 anos houve muitas trocas de informa\u00e7\u00f5es. Mas, nesta semana, foi a primeira vez em que os dois lados se reuniram, em Genebra, para tratar da possibilidade de acordo de livre com\u00e9rcio. O resultado foi considerado positivo, com nova reuni\u00e3o tendo sido marcada para o segundo semestre. O chamado \"processo explorat\u00f3rio\" n\u00e3o dever\u00e1 ser longo. O fluxo comercial entre Mercosul e EFTA alcan\u00e7ou US$ 7,4 bilh\u00f5es no ano passado. As maiores exporta\u00e7\u00f5es do bloco europeu foram de farmac\u00eauticos, produtos qu\u00edmicos, maquinaria, petr\u00f3leo, carv\u00e3o e pescados. O bloco do Cone Sul vendeu, principalmente, produtos agr\u00edcolas, alimentos industrializados, qu\u00edmicos e metais. (Valor Economico)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>A retomada de barganhas decisivas entre o Mercosul e a Uni\u00e3o Europeia (UE) para a conclus\u00e3o do acordo de livre com\u00e9rcio dever\u00e1 tomar mais tempo do que pensava a presidente Dilma Rousseff ao chegar ontem a Bruxelas. E isso na pr\u00e1tica pode ajudar o governo de Cristina Kirchner na Argentina, em plena campanha eleitoral. A <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/06\/11\/avanco-entre-mercosul-e-ue-e-frustrado-e-troca-de-ofertas-fica-sem-data-marcada\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"Avan\u00e7o entre Mercosul e UE \u00e9 frustrado e troca de ofertas fica sem data marcada\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[18],"tags":[],"class_list":{"0":"post-470","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-noticias","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/470","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=470"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/470\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=470"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=470"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=470"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}