{"id":4634,"date":"2020-01-27T19:23:46","date_gmt":"2020-01-27T19:23:46","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=4634"},"modified":"2020-01-27T19:32:00","modified_gmt":"2020-01-27T19:32:00","slug":"27-01-2020","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2020\/01\/27\/27-01-2020\/","title":{"rendered":"27\/01\/2020"},"content":{"rendered":"<p><strong><em><img decoding=\"async\" style=\"width: 643px; height: 89px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3074\" alt=\"\"><\/em><\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><strong><em>Porto Alegre, 27 de janeiro de 2020<\/em><\/strong><strong><em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 14 - N\u00b0 3.151<\/em><\/strong><img decoding=\"async\" style=\"width: 673px; height: 22px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" alt=\"\"><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3075\" border=\"0\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" style=\"text-align: justify; border-width: 0px; border-style: solid; float: left;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3079\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp;Estiagem no RS provoca preju\u00edzos de at\u00e9 R$ 7,5 bi<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><em>Quebras de safra ter\u00e3o efeito sobre o PIB ga\u00facho neste semestre<\/em><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar da melhora nas condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas nos \u00faltimos dias, a severa estiagem e o forte calor que castigaram o Rio Grande do Sul em dezembro e em parte de janeiro deixar\u00e3o um rastro de pesados preju\u00edzos para os agricultores ga\u00fachos e dever\u00e3o ter impacto negativo sobre o Produto Interno Bruto (PIB) estadual at\u00e9 o segundo trimestre.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Representantes de entidades do setor estimam frustra\u00e7\u00f5es entre 10% e 40% nas expectativas para as safras de soja, milho, fumo e uva e para a produ\u00e7\u00e3o de leite neste m\u00eas, o que representa perdas de R$ 4,4 bilh\u00f5es a R$ 7,5 bilh\u00f5es no campo considerando os volumes que deixar\u00e3o de ser colhidos e os pre\u00e7os m\u00e9dios dos produtos no Estado.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"width: 500px; height: 388px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3938\" alt=\"\">&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u201cO impacto foi sever\u00edssimo para muitos produtores\u201d, diz o secret\u00e1rio-adjunto da Agricultura do Estado, Luiz Fernando Rodriguez. Ele explica que n\u00e3o tem como fazer proje\u00e7\u00f5es mais precisas sobre o estrago, mas diz que n\u00e3o pretende ser \u201calarmista\u201d e fala em uma queda \u201cabaixo de dois d\u00edgitos\u201d para toda a produ\u00e7\u00e3o agr\u00edcola de ver\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Mesmo assim, reconhece que as lavouras de milho foram \u201ctremendamente atingidas\u201d e que houve queda de produtividade importante na produ\u00e7\u00e3o leiteira, mas ele espera que a soja ainda recupere parte da produ\u00e7\u00e3o perdida. Al\u00e9m disso, at\u00e9 a \u00faltima quarta-feira 81 munic\u00edpios ga\u00fachos j\u00e1 haviam decretado situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Conforme o secret\u00e1rio-adjunto, ainda \u00e9 dif\u00edcil fazer uma previs\u00e3o mais aproximada dos efeitos da estiagem porque a intensidade do fen\u00f4meno variou muito de regi\u00e3o para regi\u00e3o, com maior d\u00e9ficit h\u00eddrico no centro, sul e leste e menor no oeste e norte. Segundo ele, para atenuar o problema dos agricultores o governo estadual vai antecipar de maio para mar\u00e7o a libera\u00e7\u00e3o de recursos para compra subsidiada de sementes de pastagens de inverno e, em fevereiro, vai lan\u00e7ar um programa de financiamento para dobrar nos pr\u00f3ximos anos a \u00e1rea de milho irrigado, que corresponde atualmente por apenas 17% das lavouras do gr\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Para o pesquisador do Departamento de Economia e Estat\u00edstica (DEE) da Secretaria de Planejamento do Estado, Rodrigo Feix, os problemas no setor dever\u00e3o prejudicar o PIB estadual at\u00e9 o segundo trimestre porque a colheita de soja vai at\u00e9 abril. De acordo com ele, a agropecu\u00e1ria responde por 9% a 10% do Valor Adicionado Bruto (VAB) que comp\u00f5e o produto ga\u00facho, mas a participa\u00e7\u00e3o chega a um ter\u00e7o quando se leva em conta os setores vinculados como m\u00e1quinas, equipamentos, alimentos e transportes.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Por isso, se os preju\u00edzos se confirmarem, eles devem fazer com que o desempenho geral da economia local fique abaixo da nacional na primeira metade do ano, j\u00e1 que a regi\u00e3o Sul foi a mais atingida pela escassez de chuva, explica ele.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Conforme o presidente da Federa\u00e7\u00e3o das Cooperativas Agropecu\u00e1rias do Estado (Fecoagro-RS), Paulo Pires, um levantamento feito pela entidade na primeira semana de janeiro indicou uma quebra de 33% na produ\u00e7\u00e3o de milho em compara\u00e7\u00e3o com a estimativa inicial da Emater-RS, vinculada \u00e0 Secretaria da Agricultura, que era de 5,9 milh\u00f5es de toneladas. Para ele, o \u00edndice final deve ficar entre 30% e 35%, o que significaria uma colheita entre 3,8 milh\u00f5es e 4,1 milh\u00f5es de toneladas at\u00e9 o fim do ciclo, em mar\u00e7o, inferior tamb\u00e9m \u00e0s quase 5,8 milh\u00f5es de toneladas colhidas na safra passada, conforme a Companhia Nacional do Abastecimento (Conab).<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Na soja, Pires entende que o n\u00famero final pode oscilar entre 10% e 13% a menos do que a proje\u00e7\u00e3o inicial da Emater-RS, de 19,7 milh\u00f5es de toneladas. \u201cAs perdas n\u00e3o s\u00e3o lineares e variam de 5% a 60% dependendo da regi\u00e3o\u201d, explica o pesquisador. Se a previs\u00e3o da Fecoagro-RS se confirmar, a safra da oleaginosa ficaria entre 17,1 milh\u00f5es e 17,7 milh\u00f5es de toneladas, igualmente abaixo das 19,2 milh\u00f5es de toneladas produzidas em 2018\/19, de acordo com a Conab.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Para o vice-presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Estado (Farsul), Elmar Konrad, o preju\u00edzo na safra de milho deve ficar entre 30% e 40%, enquanto a soja deve perder cerca de 20%, com ampla varia\u00e7\u00e3o entre as distintas regi\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\u201cA defici\u00eancia h\u00eddrica foi muito diferente at\u00e9 entre \u00e1reas do mesmo munic\u00edpio\u201d, explica Konrad. E, antes da estiagem, a oleaginosa sofreu com o excesso de chuva em outubro, o que provocou o aparecimento de fungos e a morte de plantas e exigiu o replantio de algumas lavouras, acrescenta o dirigente. O Rio Grande do Sul \u00e9 o terceiro principal Estado produtor de soja do pa\u00eds e o quinto de milho.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Considerando os pre\u00e7os m\u00e9dios da pen\u00faltima semana de janeiro e as estimativas de frustra\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o feitas pelo presidente da Fecoagro-RS e pelo vice-presidente da Farsul, os agricultores ga\u00fachos deixariam de embolsar entre R$ 2,6 bilh\u00f5es e R$ 5,2 bilh\u00f5es somente com a soja. Com o milho, o faturamento perdido com a seca oscilaria entre R$ 1,2 bilh\u00e3o e R$ 1,6 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">A produ\u00e7\u00e3o ga\u00facha de fumo tamb\u00e9m dever\u00e1 diminuir 13% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 proje\u00e7\u00e3o inicial, para 233,9 mil toneladas, prev\u00ea o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Fumicultores do Brasil (Afubra), Ben\u00edcio Werner. O Estado \u00e9 o maior produtor de tabaco do pa\u00eds, \u00e0 frente de Santa Catarina e do Paran\u00e1, e das 35,8 mil toneladas que dever\u00e3o ser colhidas a menos at\u00e9 o fim de fevereiro, 92% s\u00e3o da variedade Virg\u00ednia, que rende em m\u00e9dia R$ 9,06 por quilo ao fumicultor, afirma o dirigente da associa\u00e7\u00e3o. O restante refere-se \u00e0 variedade Burley, com pre\u00e7o m\u00e9dio de R$ 8,17. A perda acumulada, portanto, seria de pouco mais de R$ 320 milh\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">J\u00e1 os parreirais do Estado dever\u00e3o produzir 20% a 30% menos de uvas comuns e vin\u00edferas em compara\u00e7\u00e3o com uma safra \u201cnormal\u201d de 650 mil toneladas, calcula o presidente do Sindicato dos Trabalhadores Rurais de Flores da Cunha, Olir Schiavenin, integrante do Comit\u00ea Interestadual da Uva, que re\u00fane representantes das regi\u00f5es vit\u00edcolas do Rio Grande do Sul e de Santa Catarina.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Com isso, a quebra na colheita que vai at\u00e9 mar\u00e7o pode oscilar entre 130 mil e 195 mil toneladas, o que representaria R$ 169 milh\u00f5es a R$ 253,5 milh\u00f5es a menos em renda para os produtores de uva.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">No caso da produ\u00e7\u00e3o leiteira, a queda poder\u00e1 chegar a 20% em janeiro em fun\u00e7\u00e3o do estresse dos animais provocado pelo forte calor, da redu\u00e7\u00e3o da oferta de pastagem e da baixa qualidade da silagem de milho, tamb\u00e9m comprometida pela estiagem, explica o presidente da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), Carlos Joel da Silva. Segundo ele, em alguns munic\u00edpios, a quebra deve chegar a 40% e como o Estado produz em m\u00e9dia 12 milh\u00f5es de litros por dia, a perda total chegaria a 72 milh\u00f5es de litros no m\u00eas se a proje\u00e7\u00e3o da entidade se confirmar, com um preju\u00edzo de pouco mais de R$ 90 milh\u00f5es para os produtores somente em janeiro. O Rio Grande do Sul \u00e9 o segundo<br \/>\nmaior Estado produtor de leite. (Valor Econ\u00f4mico)<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"text-align: center; width: 673px; height: 22px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" alt=\"\"><\/p>\n<div style=\"text-align: left;\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div><strong>Brasil e \u00cdndia firmam coopera\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica em produ\u00e7\u00e3o animal<\/strong><br \/>\nOs governos do Brasil e da \u00cdndia firmaram neste s\u00e1bado (25) declara\u00e7\u00e3o conjunta para coopera\u00e7\u00e3o na \u00e1rea de produ\u00e7\u00e3o animal. O documento foi celebrado entre o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) e o Minist\u00e9rio da Pesca, Pecu\u00e1ria e dos Latic\u00ednios da \u00cdndia (Departamento de Pecu\u00e1ria e L\u00e1cteos - DAHD), durante a visita de Estado do presidente Jair Bolsonaro ao pa\u00eds asi\u00e1tico.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O acordo prev\u00ea coopera\u00e7\u00e3o em sanidade animal (com\u00e9rcio de animais, material gen\u00e9tico e produtos de origem animal), que envolve pecu\u00e1ria e pesca; capacita\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica (assist\u00eancia t\u00e9cnica, cursos e est\u00e1gios e transfer\u00eancia de tecnologia em reprodu\u00e7\u00e3o animal) e pesquisa em gen\u00f4mica bovina e interc\u00e2mbio m\u00fatuo de germoplasma (material gen\u00e9tico). Brasil e \u00cdndia tamb\u00e9m se comprometeram na instala\u00e7\u00e3o de um Centro de Excel\u00eancia em Pecu\u00e1ria Leiteira em territ\u00f3rio indiano, al\u00e9m da promo\u00e7\u00e3o comercial e investimento entre os setores privados dos dois pa\u00edses, com destaque para atua\u00e7\u00e3o de empresas brasileiras de gen\u00e9tica bovina na \u00cdndia.&nbsp;&nbsp;<\/div>\n<div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>O Mapa foi representado pela ministra Tereza Cristina e pelos secret\u00e1rios Jorge Seif J\u00fanior (Aquicultura e Pesca) e Orlando Ribeiro (Com\u00e9rcio e Rela\u00e7\u00f5es Internacionais). Na declara\u00e7\u00e3o, Brasil e \u00cdndia referendaram memorando de entendimento entre a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecu\u00e1ria (Embrapa) e o Departamento de Pecu\u00e1ria e L\u00e1cteos da \u00cdndia, firmado em 2016, para capacita\u00e7\u00e3o de t\u00e9cnicos indianos em fertiliza\u00e7\u00e3o in vitro. (MAPA)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Leite: munic\u00edpios brasileiros atingem padr\u00e3o europeu de produ\u00e7\u00e3o<\/strong><br \/>\nNessas localidades, a produtividade atingiu volumes acima de 6 mil litros por vaca. Outros 350 atingiram produtividade m\u00e9dia superior \u00e0 da Nova Zel\u00e2ndia, de 4 mil litros<\/p>\n<\/div>\n<div>Em 2018, a produ\u00e7\u00e3o total de leite no Brasil cresceu 1,6%, com as regi\u00f5es Sul e Sudeste respondendo, cada uma, por 34% da oferta nacional, estimada em 33,8 bilh\u00f5es de litros. Aquele foi o primeiro ano de crescimento da produ\u00e7\u00e3o desde 2014, quando foram produzidos 35,1 bilh\u00f5es de litros. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, o n\u00famero de vacas recuou 2,9% enquanto a produtividade subiu 4,7%, chegando a 2.068 litros anuais por animal. Apesar de a produtividade brasileira continuar em patamar ainda relativamente baixo, houve um aumento importante desse indicador.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Existem mais de 350 munic\u00edpios do&nbsp; pa\u00eds com produtividade m\u00e9dia superior \u00e0 da Nova Zel\u00e2ndia, de 4 mil litros por vaca. Em alguns desses munic\u00edpios, essa produtividade atingiu volumes acima de 6 mil litros por vaca, o que equivale ao padr\u00e3o europeu. Com o atual volume de produ\u00e7\u00e3o, o Brasil j\u00e1 figura entre os tr\u00eas maiores produtores mundiais, atr\u00e1s apenas dos Estados Unidos e da \u00cdndia. Para a equipe de Socioeconomia da Embrapa Gado de Leite, ser\u00e3o os avan\u00e7os em competitividade que ir\u00e3o melhorar o posicionamento do Pa\u00eds no mercado internacional.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>No caso do leite inspecionado, segundo os pesquisadores, a produ\u00e7\u00e3o de 2018 atingiu 24,4 bilh\u00f5es de litros, o que correspondeu a 70% da produ\u00e7\u00e3o total. Em rela\u00e7\u00e3o a 2017, houve crescimento de apenas 0,5%. Os \u00edndices de 2019 ainda n\u00e3o vieram \u00e0 tona, mas esse crescimento dever\u00e1 ser superior, embora com um perfil de expans\u00e3o distinto entre o primeiro e o segundo semestre. No primeiro semestre houve um aumento de 5% no volume de leite sob inspe\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo semestre de 2018. Esse crescimento foi influenciado pela greve dos caminhoneiros, que afetou a produ\u00e7\u00e3o em maio de 2018, mas tamb\u00e9m pela boa rela\u00e7\u00e3o de troca ao produtor quando se analisa os pre\u00e7os de leite e de concentrado, o que estimulou a produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Quando os n\u00fameros do ano que se passou forem apresentados, o segundo semestre n\u00e3o deve registrar uma expans\u00e3o sobre volume produzido em igual per\u00edodo de 2018. Isso se deve a tr\u00eas fatores. O primeiro \u00e9 estat\u00edstico e refere-se \u00e0 base de compara\u00e7\u00e3o: a produ\u00e7\u00e3o do segundo semestre de 2018 foi um recorde hist\u00f3rico. O segundo \u00e9 uma piora na rela\u00e7\u00e3o de troca e das margens dos produtores, fator que desestimula a produ\u00e7\u00e3o. Al\u00e9m desses influenciadores, o desempenho do per\u00edodo foi afetado pelo clima. O setor sofreu uma seca prolongada, a ocorr\u00eancia de geadas no inverno e chuvas irregulares e abaixo da m\u00e9dia em algumas regi\u00f5es do Sudeste e Centro-Oeste, que devem comprometer a retomada da produ\u00e7\u00e3o no p\u00f3s-entressafra.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><em>N\u00fameros animadores para 2020<\/em><br \/>\nAp\u00f3s fechar 2018 praticamente estagnada, com crescimento de apenas 0,5%, a pecu\u00e1ria de leite n\u00e3o tem muitos motivos para se lamentar em 2019. Mesmo n\u00e3o sendo um ano de grande expans\u00e3o do setor (o crescimento deve fechar entre 2% e 2,5%), o pre\u00e7o do leite pago ao produtor terminou o ano em torno de R$1,36, o que equivale a 0,33 centavos de d\u00f3lar, com o c\u00e2mbio a R$ 4,06 por d\u00f3lar. Segundo o analista da Embrapa Gado de Leite Lorildo Stock esse \u00e9 um pre\u00e7o razo\u00e1vel para o setor, equivalendo-se \u00e0s cota\u00e7\u00f5es internacionais, o que n\u00e3o favorece a importa\u00e7\u00e3o do produto. O analista informa que, l\u00e1 fora, a tonelada do leite est\u00e1 sendo vendida entre US$ 3.100 e USD$ 3.300, abaixo do pre\u00e7o hist\u00f3rico de USD$ 3.700, o que mostra equil\u00edbrio do mercado mundial em termos de oferta e demanda.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Ainda que os especialistas n\u00e3o vejam com euforia o ano que se inicia, os sinais de que a crise est\u00e1 chegando ao fim ficam mais claros. \u201cAs previs\u00f5es iniciais para o crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) em 2020 indicam alta de 2,3%, o que \u00e9 baixo, mas \u00e9 a melhor expans\u00e3o dos \u00faltimos seis anos\u201d, diz o tamb\u00e9m analista que integra a equipe de socioeconomia da Embrapa Gado de Leite Denis Teixeira da Rocha. Por esse motivo, espera-se uma recupera\u00e7\u00e3o um pouco mais forte do consumo, possibilitando algum repasse de pre\u00e7os ao longo da cadeia produtiva e melhores margens industriais. A retrospectiva do ano que se passou tamb\u00e9m mostra mais solidez da atividade leiteira.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><em>2019 teve pre\u00e7os acima dos patamares hist\u00f3ricos<\/em><br \/>\nO pesquisador da Embrapa Glauco Carvalho relata que o primeiro semestre de 2019 fechou com os melhores patamares de pre\u00e7os para os produtores de leite brasileiros, quando comparado a igual per\u00edodo dos \u00faltimos sete anos. \u201cAl\u00e9m de receber pre\u00e7os melhores, houve um incremento importante na rela\u00e7\u00e3o entre o pre\u00e7o do leite e o custo da alimenta\u00e7\u00e3o dos animais\u201d, afirma Carvalho. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, o milho e a soja, principais ingredientes utilizados na ra\u00e7\u00e3o das vacas, permaneceram com pre\u00e7os relativamente baixos no primeiro semestre, o que segurou os custos de produ\u00e7\u00e3o do leite.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>A rela\u00e7\u00e3o de troca ao pecuarista, medida pela quantidade de litros de leite necess\u00e1ria para comprar uma saca de 60 kg de concentrado, ficou em 34 litros, na m\u00e9dia do primeiro semestre; queda de 24% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. \u201cEntretanto, no segundo semestre, essa trajet\u00f3ria foi se alterando, com um recuo nos pre\u00e7os do leite e o aumento no custo do concentrado\u201d. Ainda assim, na m\u00e9dia do ano, os pre\u00e7os pagos aos produtores em 2019 ficaram acima do patamar hist\u00f3rico, o que sustentou crescimento da produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/div>\n<div>Quanto \u00e0 ind\u00fastria, na vis\u00e3o de Carvalho, 2019 foi bem mais desafiador, sobretudo para aquelas empresas focadas em linhas tradicionais, como leite UHT, queijo mu\u00e7arela e leite em p\u00f3. \u201cO gargalo do ano tem sido o baixo n\u00edvel do consumo dom\u00e9stico e a dificuldade de repasse de pre\u00e7os ao longo da cadeia produtiva\u201d, constata o pesquisador. Para ele, a elevada capacidade ociosa da ind\u00fastria nacional leva a uma necessidade de maior capta\u00e7\u00e3o para diluir os custos fixos, o que muitas vezes se traduz em focar mais na capta\u00e7\u00e3o do que na pr\u00f3pria margem de comercializa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Um outro ponto de estrangulamento, segundo o especialista, refere-se \u00e0 fragmenta\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria, que acaba dificultando uma estrat\u00e9gia de comercializa\u00e7\u00e3o com o varejista para sustentar um patamar mais rent\u00e1vel de pre\u00e7os. \u201cO fato \u00e9 que as empresas est\u00e3o trabalhando com margens bem apertadas. O pior cen\u00e1rio \u00e9 o do leite UHT, em que a rela\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os entre o atacado e o produtor ficou quase 18% abaixo dessa mesma rela\u00e7\u00e3o em 2018\u201d.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><em>Ano de 2020 traz incertezas nacionais e internacionais<\/em><br \/>\nOs especialistas da Embrapa avaliam que o ano que se inicia traz componentes de incerteza, tanto no ambiente interno quanto no externo. Internamente, pesa a articula\u00e7\u00e3o pol\u00edtica e como o Governo vai tocar a agenda de reformas, que os analistas consideram fundamental para o Brasil retomar n\u00edveis melhores de crescimento econ\u00f4mico e distribui\u00e7\u00e3o de renda. No contexto internacional, a peste su\u00edna ocorrida em 2019 na China pode ter reflexos tamb\u00e9m em 2020 j\u00e1 que a doen\u00e7a est\u00e1 atingindo outros pa\u00edses asi\u00e1ticos.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O problema na suinocultura chinesa, que reduziu em 40% o n\u00famero de su\u00ednos naquele pa\u00eds, provocou o aumento das exporta\u00e7\u00f5es de carne para a China \u2013 o que elevou a demanda por soja e milho na pecu\u00e1ria de carne. Os pre\u00e7os desses insumos tendem a se manter mais pressionados. Al\u00e9m disso, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras de milho est\u00e3o batendo recordes. Carvalho informa que se tem ainda uma nova demanda oriunda de plantas de etanol de milho no Centro-Oeste brasileiro. Todos estes fatores colocam uma press\u00e3o alta no milho e, consequentemente, no concentrado para as vacas. \u201cPode haver muita volatilidade nos pre\u00e7os do concentrado at\u00e9 que seja definida a safrinha de milho no meio do ano\u201d.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Do ponto de vista da oferta e demanda, em linhas gerais, o mercado brasileiro de leite se mostra bem equilibrado. A expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o nacional perdeu for\u00e7a no final do ano passado, na compara\u00e7\u00e3o com 2018. Al\u00e9m disso, o volume de importa\u00e7\u00e3o est\u00e1 relativamente baixo e, apesar do consumo estar fraco, n\u00e3o h\u00e1 excedente de produ\u00e7\u00e3o que possa levar a uma queda nos pre\u00e7os. Pelo contr\u00e1rio, as cota\u00e7\u00f5es se sustentaram no \u00faltimo trimestre do ano, quando geralmente os pre\u00e7os caem.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cNesse cen\u00e1rio, a expectativa \u00e9 que 2020 comece com os pre\u00e7os do leite ao produtor em patamares superiores ao registrado em janeiro de 2019 e com uma trajet\u00f3ria de eleva\u00e7\u00e3o mais alinhada ao padr\u00e3o hist\u00f3rico, que difere da precoce e expressiva alta registrada em fevereiro daquele ano\u201d, diz Carvalho. Produtos l\u00e1cteos cujo consumo est\u00e1 associado a rendas mais altas, como queijos e iogurtes, tendem a ter um crescimento melhor em 2020. Mas o mercado de UHT ainda deve continuar complicado.&nbsp;<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O pesquisador acredita, no entanto, que as grandes apostas do setor foram adiadas para 2021, quando se espera que o Brasil tenha um crescimento mais robusto, gerando mais empregos e elevando o consumo familiar de leite e derivados. (Canal Rural)<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"text-align: center;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" border=\"0\"><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><em style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3077\" border=\"0\"><\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><em><strong>Cresce o n\u00famero de emerg\u00eancias<\/strong><br \/>\nO n\u00famero de munic\u00edpios ga\u00fachos que decretaram situa\u00e7\u00e3o de emerg\u00eancia em raz\u00e3o da estiagem chegou a 90 neste final de semana, segundo relat\u00f3rio da Defesa Civil. Desde quarta-feira entraram na lista Putinga, Lagoa dos Tr\u00eas Cantos, Santa B\u00e1rbara do Sul, Barra do Rio Azul, Cruzeiro do Sul, Morro Redondo, Para\u00edso do Sul, Minas do Le\u00e3o e Tunas. Para esta semana h\u00e1 perspectiva de pancadas de ver\u00e3o hoje e amanh\u00e3, al\u00e9m de chuva em todas as regi\u00f5es na quarta-feira. (Correio do Povo)<\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" border=\"0\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 27 de janeiro de 2020&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 14 - N\u00b0 3.151 &nbsp;Estiagem no RS provoca preju\u00edzos de at\u00e9 R$ 7,5 bi Quebras de safra ter\u00e3o efeito sobre o PIB ga\u00facho neste semestre <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2020\/01\/27\/27-01-2020\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"27\/01\/2020\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-4634","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4634","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=4634"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4634\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":4637,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/4634\/revisions\/4637"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=4634"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=4634"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=4634"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}