{"id":455,"date":"2015-06-05T16:09:17","date_gmt":"2015-06-05T16:09:17","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/06\/05\/pesquisadores-mapeiam-areas-de-pastagens-no-pais\/"},"modified":"2015-06-05T16:09:17","modified_gmt":"2015-06-05T16:09:17","slug":"pesquisadores-mapeiam-areas-de-pastagens-no-pais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/06\/05\/pesquisadores-mapeiam-areas-de-pastagens-no-pais\/","title":{"rendered":"Pesquisadores mapeiam \u00e1reas de pastagens no pa\u00eds"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">05\/06\/2015<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-454\" src=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/bovino_leiteiro.jpg\" alt=\"bovino leiteiro\" style=\"float: right;\" width=\"318\" height=\"238\" srcset=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/bovino_leiteiro.jpg 350w, https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/06\/bovino_leiteiro-300x225.jpg 300w\" sizes=\"auto, (max-width: 318px) 100vw, 318px\" \/>J\u00e1 se tornou senso comum dizer que a expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola brasileira n\u00e3o se dar\u00e1 sobre as florestas mas sobre pastagens degradadas. A d\u00favida mais imediata que essa afirma\u00e7\u00e3o levanta \u00e9: qual o tamanho dessa \u00e1rea e o que pode ser considerado degrada\u00e7\u00e3o? A falta de uma base estat\u00edstica federal tem suscitado n\u00fameros d\u00edspares de 20 milh\u00f5es a 50 milh\u00f5es de hectares, dependendo da fonte, o que tem prejudicado o debate sobre o desenvolvimento do campo em um cen\u00e1rio de prote\u00e7\u00e3o ambiental mais r\u00edgida.&nbsp;Com US$ 545 milh\u00f5es no bolso &nbsp;doados pela Funda\u00e7\u00e3o Gordon and Betty Moore, dos EUA e apoio da consultoria Agroicone, um grupo de pesquisadores da Universidade Federal de Goi\u00e1s (UFG), pretende p\u00f4r fim a essa lacuna com um mapeamento in\u00e9dito das \u00e1reas de pastagens em todo o territ\u00f3rio nacional. A inten\u00e7\u00e3o \u00e9 que ele esteja conclu\u00eddo at\u00e9 outubro de 2016 e seja ent\u00e3o disponibilizado em um portal sobre pastagens e pecu\u00e1ria, j\u00e1 em funcionamento desde o ano passado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\"O portal servir\u00e1 como um grande \"data gateway\" sobre pastagens e pecu\u00e1ria no pa\u00eds\", diz Laerte Guimar\u00e3es Ferreira, coordenador do Lapig o Laborat\u00f3rio de Processamento de Imagens e Geoprocessamento vinculado \u00e0 universidade. Para tanto, mais de 20 pesquisadores do Lapig est\u00e3o rodando o pa\u00eds para \"pisar em pasto\". J\u00e1 foram visitadas \u00e1reas no Par\u00e1 e Tocantins e expedi\u00e7\u00f5es percorrem nesta semana uma rota de Mato Grosso ao Acre.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Estima-se que a \u00e1rea total de pastagens no Brasil alcance 168 milh\u00f5es de hectares, incluindo as produtivas e degradadas. O problema, diz Ferreira, est\u00e1 na \u00faltima categoria: n\u00e3o h\u00e1 uma metodologia que defina o que \u00e9 degrada\u00e7\u00e3o ou os diferentes graus em que ela pode ocorrer.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ele, trata-se ainda de um conceito muito subjetivo e, portanto, dif\u00edcil de ser capturado e mapeado atrav\u00e9s de uma base operacional de imagens remotas. \"Ningu\u00e9m tem essa localiza\u00e7\u00e3o e n\u00e3o h\u00e1 metodologias para monitorar as pastagens a partir de imagens de sat\u00e9lite\", explica Ferreira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos conceitos de degrada\u00e7\u00e3o \u00e9 o agron\u00f4mico quando a \u00e1rea \u00e9 assolada por outras plantas que competem com o pasto e prejudicam a alimenta\u00e7\u00e3o do animal. Outra \u00e9 a degrada\u00e7\u00e3o biol\u00f3gica, referindo\u00acse \u00e0s defici\u00eancias do solo. E degrada\u00e7\u00f5es s\u00e3o tamb\u00e9m influenciadas dependendo da localiza\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica. \"Por isso, para falar sobre degrada\u00e7\u00e3o precisamos antes definir uma base sobre a qual as pastagens podem ser identificadas segundo um certo grau de potencial produtivo\", diz o pesquisador.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m do mapeamento, os pesquisadores do Lapig querem responder a duas perguntas: qual a tend\u00eancia dos pastos brasileiros e quais servi\u00e7os ecossist\u00eamicos eles podem oferecer. A literatura internacional j\u00e1 comprovou que um pasto bem manejado sequestra carbono (o que \u00e9 bom para minimizar a mudan\u00e7a em curso no clima), transfere mais \u00e1gua para a atmosfera (necess\u00e1ria para a recomposi\u00e7\u00e3o das chuvas) e tamb\u00e9m \u00e9 mais lucrativo para os pr\u00f3prios pecuaristas. (Valor Econ\u00f4mico)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>05\/06\/2015 J\u00e1 se tornou senso comum dizer que a expans\u00e3o da fronteira agr\u00edcola brasileira n\u00e3o se dar\u00e1 sobre as florestas mas sobre pastagens degradadas. A d\u00favida mais imediata que essa afirma\u00e7\u00e3o levanta \u00e9: qual o tamanho dessa \u00e1rea e o que pode ser considerado degrada\u00e7\u00e3o? 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