{"id":399,"date":"2015-05-18T16:53:21","date_gmt":"2015-05-18T16:53:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/05\/18\/abc-dos-pequenos-produtores-rurais\/"},"modified":"2015-05-18T16:53:21","modified_gmt":"2015-05-18T16:53:21","slug":"abc-dos-pequenos-produtores-rurais","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/05\/18\/abc-dos-pequenos-produtores-rurais\/","title":{"rendered":"ABC dos pequenos produtores rurais"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\">18\/05\/2015<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-262\" src=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/04\/leiteee2.jpg\" alt=\"leiteee2\" style=\"float: right;\" width=\"277\" height=\"214\" \/>A ONU convocou o Brasil para ser o principal provedor de alimentos para o mundo nos pr\u00f3ximos vinte anos. Atualmente, 70% dos alimentos consumidos aqui s\u00e3o produzidos por pequenos e m\u00e9dios Agropecuaristas. Esse grupo emprega 77% da m\u00e3o de obra no meio rural e det\u00e9m 90% das propriedades registradas. Em compensa\u00e7\u00e3o, quando medimos a extens\u00e3o territorial e o faturamento, as contas se invertem: os pequenos e m\u00e9dios produtores ocupam 24,3% da \u00e1rea rural e respondem por 40% do Valor Bruto da produ\u00e7\u00e3o, segundo o IBGE. <br \/>Apesar das contradi\u00e7\u00f5es, a participa\u00e7\u00e3o desses produtores \u00e9 essencial para que o pa\u00eds supere o desafio de ampliar em larga escala a produ\u00e7\u00e3o de alimentos para os mercados interno e externo, como tamb\u00e9m para reduzir o impacto ambiental da atividade rural. Estima-se que a produ\u00e7\u00e3o de alimentos precisa crescer 60% at\u00e9 2030 para garantir o suprimento da popula\u00e7\u00e3o global. <br \/>N\u00e3o ser\u00e1 uma tarefa f\u00e1cil. Para ocorrer esse aumento, alcan\u00e7ar bons n\u00edveis de produtividade e reduzir os impactos no meio ambiente, os pequenos e m\u00e9dios agricultores v\u00e3o necessitar de aporte financeiro e acesso a novas tecnologias. S\u00f3 assim ser\u00e3o capazes de vencer os desafios impostos, sobretudo nas condi\u00e7\u00f5es ambientais adversas verificadas hoje: aumento na ocorr\u00eancia de estiagens e inunda\u00e7\u00f5es, quase sempre relacionadas \u00e0s mudan\u00e7as do clima; perda de polinizadores naturais em decorr\u00eancia do Desmatamento; eros\u00e3o e perda de fertilidade do solo. Se nada for feito, os impactos ambientais v\u00e3o afetar os neg\u00f3cios, induzindo a fuga da m\u00e3o de obra no campo e o aumento da press\u00e3o nos centros urbanos. <br \/>Os impactos negativos j\u00e1 s\u00e3o medidos. Segundo o Sistema de Estimativa de Emiss\u00e3o de Gases de Efeito Estufa do Observat\u00f3rio do Clima, a produ\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria brasileira respondeu direta e indiretamente, entre 1990 e 2012, por cerca de 60% das emiss\u00f5es de CO2 e equivalentes do pa\u00eds. Como resultado de problemas clim\u00e1ticos, pesquisadores da Embrapa calculam que a agropecu\u00e1ria brasileira sofreu uma perda de R$ 10 bilh\u00f5es apenas na safra 2013. <br \/>O Conselho Empresarial Brasileiro para o Desenvolvimento sustent\u00e1vel (CEBDS), com o apoio do Pacto Global da ONU, acaba de lan\u00e7ar a publica\u00e7\u00e3o \"Financiamento para Pequenos e M\u00e9dios Produtores Rurais\". O estudo mostra aos pequenos e m\u00e9dios produtores op\u00e7\u00f5es de onde e como obter financiamentos para expandir sua produ\u00e7\u00e3o, melhorar sua qualidade de vida, fazer a gest\u00e3o ambiental de sua propriedade para se adequar \u00e0s exig\u00eancias legais e, ao mesmo tempo, contribuir para tornar o sistema produtivo menos impactante ao meio ambiente. <br \/>De acordo com a publica\u00e7\u00e3o, oportunidades n\u00e3o faltam para conduzir pequenos propriet\u00e1rios a dar um salto de qualidade, ingressando em nichos de mercado pouco conhecidos. H\u00e1 financiamentos dispon\u00edveis para ado\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de iniciativas no campo, como, por exemplo, implanta\u00e7\u00e3o de tecnologias voltadas para a Agricultura e pecu\u00e1ria org\u00e2nicas, plantio de florestas comerciais, integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria-Floresta (iLPF), sistemas de plantio direto, tratamento e aproveitamento de dejetos animais. S\u00e3o modalidades que fazem parte do que vem sendo chamado de Agricultura de Baixo Carbono (ABC). <br \/>A publica\u00e7\u00e3o endere\u00e7ada aos pequenos e m\u00e9dios produtores Rurais refor\u00e7a o papel fundamental das institui\u00e7\u00f5es financeiras privadas e estatais, e destaca a import\u00e2ncia do conhecimento t\u00e9cnico para fomentar e dar escala \u00e0s iniciativas voltadas para a sustentabilidade. (Brasil Econ\u00f4mico)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>18\/05\/2015 A ONU convocou o Brasil para ser o principal provedor de alimentos para o mundo nos pr\u00f3ximos vinte anos. Atualmente, 70% dos alimentos consumidos aqui s\u00e3o produzidos por pequenos e m\u00e9dios Agropecuaristas. Esse grupo emprega 77% da m\u00e3o de obra no meio rural e det\u00e9m 90% das propriedades registradas. 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