{"id":381,"date":"2015-05-15T08:52:47","date_gmt":"2015-05-15T08:52:47","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/05\/15\/pais-perde-espaco-nas-trocas-comerciais-com-a-europa\/"},"modified":"2015-05-15T08:52:47","modified_gmt":"2015-05-15T08:52:47","slug":"pais-perde-espaco-nas-trocas-comerciais-com-a-europa","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/05\/15\/pais-perde-espaco-nas-trocas-comerciais-com-a-europa\/","title":{"rendered":"Pa\u00eds perde espa\u00e7o nas trocas comerciais com a Europa"},"content":{"rendered":"<p>15\/05\/2015<\/p>\n<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-102\" src=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/bandeira_ue2.jpg\" alt=\"bandeira ue2\" style=\"float: right;\" width=\"458\" height=\"243\" \/>A zona do euro acelerou ligeiramente o crescimento no primeiro trimestre, com expans\u00e3o da Fran\u00e7a, mas tamb\u00e9m da Alemanha e It\u00e1lia. Em meio a essa expans\u00e3o, por\u00e9m, o Brasil perdeu terreno e foi superado pelo Canad\u00e1 como d\u00e9cimo maior parceiro comercial dos europeus.<\/p>\n<p>Estat\u00edsticas europeias a que o Valor teve acesso mostram que entre os maiores ganhadores no com\u00e9rcio com os 28 pa\u00edses da Uni\u00e3o Europeia (UE) est\u00e3o os canadenses, neste come\u00e7o de ano. Suas exporta\u00e7\u00f5es aumentaram 31% para o bloco europeu e suas importa\u00e7\u00f5es origin\u00e1rias da Europa cresceram 15% entre janeiro e mar\u00e7o.<\/p>\n<p>No mesmo per\u00edodo, as exporta\u00e7\u00f5es brasileiras sofreram contra\u00e7\u00e3o de 1% para a UE e as importa\u00e7\u00f5es procedentes da Europa ca\u00edram 2,6%. Mas em mar\u00e7o as exporta\u00e7\u00f5es do Brasil cresceram 12% em rela\u00e7\u00e3o a mar\u00e7o de 2014 para o bloco comunit\u00e1rio, ante resultado negativo em janeiro e fevereiro.<\/p>\n<p>Em todo caso, a fatia de produtos brasileiros no total importado pela UE est\u00e1 agora em torno de 1,6% \u00ac seu menor n\u00edvel desde 2003. Em 2011, chegou a 2,3% do que os europeus compravam no exterior. A m\u00e9dia era de 2%.<\/p>\n<p>Por sua vez, pa\u00edses como Canad\u00e1, \u00cdndia e Turquia v\u00eam aumentando sua fatia no total importado pelos europeus.<\/p>\n<p>\"Esse resultado n\u00e3o est\u00e1 acontecendo s\u00f3 com a Europa\", afirma Luigi Gambardella, presidente da Associa\u00e7\u00e3o UEBrasil, que visa estimular neg\u00f3cios bilaterais.<\/p>\n<p>\"O Brasil exporta sobretudo commodities e, com menos demanda, exporta menos. Com a recess\u00e3o, o Brasil compra tamb\u00e9m menos da Europa. O Brasil precisa melhorar a competitividade de sua ind\u00fastria\". O Brasil era habituado a super\u00e1vit comercial com os europeus, que atingiu o pico de \u20ac 11,6 bilh\u00f5es em 2007. Desde 2012, por\u00e9m, o pa\u00eds passou a acumular d\u00e9ficit, que atingiu \u20ac 5,8 bilh\u00f5es no ano passado. No primeiro trimestre de 2015, o d\u00e9ficit acumulado \u00e9 de \u20ac 1,4 bilh\u00e3o.<\/p>\n<p>Os canadenses derrubaram o Brasil da posi\u00e7\u00e3o de 10\u00ba parceiro europeu com trocas adicionais de \u20ac 3 bilh\u00f5es, dos quais quase \u20ac 2 bilh\u00f5es foram aumento de exporta\u00e7\u00f5es para o mercado europeu. Suas vendas de pe\u00e7as para o setor aeron\u00e1utico, com alto valor agregado, quase quadruplicaram.<\/p>\n<p>No caso do Brasil, o com\u00e9rcio com a UE sofreu contra\u00e7\u00e3o de \u20ac 320 milh\u00f5es entre janeiro e marco. No per\u00edodo, o Brasil conseguiu aumentar a exporta\u00e7\u00e3o de caf\u00e9 para a UE, assim como min\u00e9rio e a\u00e7o. E continuou importando mais produtos qu\u00edmicos, por exemplo.<\/p>\n<p>Para Jonathan Loynes, economista chefe para Europa da Capital Economics, a infla\u00e7\u00e3o baixa na zona do euro deve continuar a estimular o consumo nos pr\u00f3ximos trimestres. E o euro desvalorizado deve ajudar exporta\u00e7\u00f5es. Mas persistem riscos de que a crise na Gr\u00e9cia afete a recupera\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Em abril, economistas da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial do Comercio (OMC) sugeriram que as perspectivas de expans\u00e3o das exporta\u00e7\u00f5es brasileiras eram melhores na UE e nos Estados Unidos do que na China em 2015, por causa da desacelera\u00e7\u00e3o chinesa e da melhora da situa\u00e7\u00e3o nas duas outras grandes economias. Em 2014, o Brasil teve a maior queda nas exporta\u00e7\u00f5es entre as grandes economias. O pa\u00eds caiu tr\u00eas posi\u00e7\u00f5es no ranking de maiores exportadores (de 22\u00ba para 25\u00ba) e a participa\u00e7\u00e3o no com\u00e9rcio global baixou de 1,3% para 1,2% do total. (Valor Econ\u00f4mico)<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>15\/05\/2015 A zona do euro acelerou ligeiramente o crescimento no primeiro trimestre, com expans\u00e3o da Fran\u00e7a, mas tamb\u00e9m da Alemanha e It\u00e1lia. Em meio a essa expans\u00e3o, por\u00e9m, o Brasil perdeu terreno e foi superado pelo Canad\u00e1 como d\u00e9cimo maior parceiro comercial dos europeus. 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