{"id":3099,"date":"2019-03-11T19:58:12","date_gmt":"2019-03-11T19:58:12","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=3099"},"modified":"2019-03-11T19:58:12","modified_gmt":"2019-03-11T19:58:12","slug":"11-03-2019","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2019\/03\/11\/11-03-2019\/","title":{"rendered":"11\/03\/2019"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;\"><strong><em><img decoding=\"async\" style=\"width: 643px; height: 89px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3074\" alt=\"\"><\/em><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><strong><em>Porto Alegre, 11 de mar\u00e7o de 2019<\/em><\/strong><strong><em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 13 - N\u00b0 2.934<\/em><\/strong><img decoding=\"async\" style=\"width: 673px; height: 22px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" alt=\"\"><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3075\" border=\"0\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" style=\"text-align: justify; border-width: 0px; border-style: solid; float: left;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3079\"><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong><span style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/span>Produ\u00e7\u00e3o de leite 4.0 \u00e9 tema de F\u00f3rum na Expodireto<\/strong><\/p>\n<p>Os produtores de leite brasileiros precisam entrar na era da produ\u00e7\u00e3o de leite 4.0. O modelo \u00e9 composto por novos sistemas de produ\u00e7\u00e3o de leite, baseados na ado\u00e7\u00e3o de tecnologia de ponta para aumento de produtividade, redu\u00e7\u00e3o de custos e bem-estar animal. O assunto ser\u00e1 tema da 15\u00aa edi\u00e7\u00e3o do F\u00f3rum Estadual do Leite, tradicional palco de debates do setor leiteiro na Expodireto Cotrijal. O encontro ocorrer\u00e1 na pr\u00f3xima quarta-feira (13\/3), a partir das 9h, no Audit\u00f3rio Central da feira que acontece em N\u00e3o-Me-Toque (RS). Em sua palestra, o chefe-geral da Embrapa Gado de Leite, de Juiz de Fora (MG), Paulo do Carmo Martins, abordar\u00e1 as perspectivas com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 tecnologia do campo e seus impactos na produ\u00e7\u00e3o leiteira.<\/p>\n<p>Durante a programa\u00e7\u00e3o, o economista da Embrapa Gado de Leite, doutor Glauco Carvalho, falar\u00e1 sobre as li\u00e7\u00f5es que ainda precisam ser aprendidas para que o pecuarista brasileiro se torne mais competitivo. \u201cAs ind\u00fastrias l\u00e1cteas ga\u00fachas precisam trabalhar por mais competitividade, enxugando custos e adotando processos produtivos cada vez mais eficientes\u201d, completou o secret\u00e1rio-executivo do Sindilat, Darlan Palharini. Apoiador do evento, o Sindilat atua em pol\u00edticas voltadas ao desenvolvimento do setor em \u00e2mbito local e nacional.<\/p>\n<p>Alinhado com esse objetivo, explica Palharini, ao fim do evento, as demandas do setor l\u00e1cteo ser\u00e3o reunidas em um documento a ser remetido \u00e0s empresas, entidades representativas e \u00f3rg\u00e3os p\u00fablicos em \u00e2mbito estadual e federal. \u201cPrecisamos levar nossas demandas ao Poder P\u00fablico e \u00e0 iniciativa privada, pois, sem uni\u00e3o, n\u00e3o conseguiremos avan\u00e7ar\u201d, frisou Palharini.<\/p>\n<p><u>Est\u00edmulo ao Consumo<\/u><br \/>\nO aumento no consumo de l\u00e1cteos tamb\u00e9m estar\u00e1 em pauta no F\u00f3rum, visto o potencial produtivo e exportador da cadeia leiteira brasileira. O assunto ser\u00e1 tratado pela coordenadora do programa \u201cBeba Mais Leite\u201d, Fl\u00e1via Fontes.<\/p>\n<p><u>Painel traz agtechs vencedoras do Ideas for Milk<\/u><br \/>\nA programa\u00e7\u00e3o do 15\u00ba F\u00f3rum Estadual do Leite continua no estande da CCGL, uma das realizadoras do evento, \u00e0s 15h, com a realiza\u00e7\u00e3o de painel com as agtechs vencedoras do Ideas for Milk, competi\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica que revelou solu\u00e7\u00f5es para o setor l\u00e1cteo ao final de 2018. Segundo o gerente de Suprimento de Leite da CCGL, Jair Mello, o encontro encerra a programa\u00e7\u00e3o tra\u00e7ando formas de aproximar as tecnologias vencedoras do campo. \u201cS\u00e3o ideias poss\u00edveis de serem aplicadas, por\u00e9m, requerem infraestrutura para funcionamento. Muitos produtores de leite est\u00e3o localizados em \u00e1reas carentes de energia el\u00e9trica, telefonia e internet\u201d, lembra Mello.<\/p>\n<p><u>Agtechs vencedoras Ideas for Milk 2018<\/u><br \/>\nPrimeiro lugar \u2013 O empreendedor e zootecnista Cristian Martins da OnFarm, de Pirassununga (SP), desenvolveu um kit de tecnologia para identificar as principais bact\u00e9rias causadoras da mastite. A agtech apresentou as ferramentas que permitem a detec\u00e7\u00e3o da doen\u00e7a na pr\u00f3pria fazenda e com diagn\u00f3stico em 24 horas: o SmartKit, com todos os materiais necess\u00e1rios para a aplica\u00e7\u00e3o dos testes; o SmartLab, uma esp\u00e9cie de cabine port\u00e1til; e o OnFarmApp, aplicativo de gest\u00e3o que controla todas as etapas da an\u00e1lise.<\/p>\n<p>Segundo lugar - A ga\u00facha Cowmed (Santa Maria\/RS) idealizou uma coleira com chip capaz de medir os principais par\u00e2metros comportamentais dos animais (tempo de rumina\u00e7\u00e3o ou \u00f3cio, de forma individual e coletivamente). Os dados s\u00e3o enviados para um servidor virtual e capturados pelo sistema de Intelig\u00eancia Artificial denominado VIC. A ferramenta analisa os animais e faz alertas aos produtores sobre per\u00edodos importantes, como cio, melhor momento para a insemina\u00e7\u00e3o, doen\u00e7as e outras altera\u00e7\u00f5es no rebanho.<\/p>\n<p>Terceiro lugar - A Z2S Sistemas Autom\u00e1ticos, pr\u00e9-incubada da Ag\u00eancia de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica da Universidade de Passo Fundo (UPF), apresentou um sistema autom\u00e1tico de limpeza de ordenhadeiras canalizadas. A solu\u00e7\u00e3o possui tr\u00eas sistemas que podem ser usados individualmente ou integrados. Com alguns toques, a limpeza \u00e9 realizada de forma autom\u00e1tica e inclui controle e monitoramento de temperatura e dosagem dos produtos qu\u00edmicos. A solu\u00e7\u00e3o reduz consideravelmente a Contagem de Bacteriana Total do leite, algo que pode ser visualizado nas an\u00e1lises do leite cru antes e p\u00f3s uso do sistema.<\/p>\n<p>Mobimilk \u2013 O projeto conquistou o terceiro lugar na edi\u00e7\u00e3o de 2017 no Ideas for Milk. A iniciativa \u00e9 uma ordenhadeira m\u00f3vel, que tem um conceito construtivo para a sala de de ordenha e sala de leite, me m\u00f3dulo tipo container, que chega pronto na propriedade, dispensando outras obras. O projeto foi desenvolvido pelo engenheiro agr\u00edcola Andrew Jones, da AJAGRO.&nbsp; (Assessoria de Imprensa Sindilat)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<img decoding=\"async\" style=\"text-align: center; width: 673px; height: 22px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" alt=\"\"><\/div>\n<div style=\"text-align: left;\">\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Fonterra aumenta previs\u00e3o do pre\u00e7o do leite para 2018\/19<\/strong><\/p>\n<p>A Fonterra Co-operative Group Limited aumentou sua previs\u00e3o do pre\u00e7o do leite pago aos produtores para 2018\/19 para NZ$ 6,30 (US$ 4,28) a NZ$ 6,60 (US$ 4,48) por quilo de s\u00f3lidos do leite, o que equivale a NZ$ 0,52 (US$ 0,35) a NZ$ 0,55 (US$ 0,37) por quilo de leite, mais que a previs\u00e3o anterior, de NZ$ 6,00 (US$ 4,07) a NZ$ 6,30 (US$ 4,28) por quilo de s\u00f3lidos do leite, o que equivale a NZ$ 0,50 (US$ 0,33) a NZ$ 0,52 (US$ 0,35) por quilo de leite, e revisou seus ganhos previstos para 15-25 centavos (10,1 a 17 centavos de d\u00f3lar) por a\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O presidente, John Monaghan, disse que essa nova previs\u00e3o reflete os aumentos nos pre\u00e7os globais do leite no \u00faltimo trimestre. \u201cDesde a nossa \u00faltima atualiza\u00e7\u00e3o do pre\u00e7o do leite em dezembro, a demanda global se fortaleceu. Isto \u00e9 impulsionado predominantemente pela demanda mais forte da \u00c1sia, incluindo a China. Os estoques da interven\u00e7\u00e3o da Uni\u00e3o Europeia (UE) de leite em p\u00f3 desnatado (LPD)tamb\u00e9m j\u00e1 foram reduzidos para a \u00e9poca e, como resultado, esperamos que a demanda pelo mesmo seja forte. A oferta global permanece acima dos n\u00edveis da \u00faltima esta\u00e7\u00e3o, mas o crescimento desacelerou devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas desafiadoras em algumas das maiores regi\u00f5es produtoras de leite do mundo - em particular, a produ\u00e7\u00e3o de leite da Austr\u00e1lia deve cair de 5 a 7% na \u00faltima temporada e o crescimento da UE diminuiu e agora est\u00e1 previsto para ser menos de 1% acima do ano passado\u201d.<\/p>\n<p>Monaghan continuou contando que na Nova Zel\u00e2ndia, devido ao clima quente e seco, eles revisam as previs\u00f5es de coleta de leite da cooperativa de 1,550 bilh\u00e3o de quilos de s\u00f3lidos do leite (equivalente a 18,44 bilh\u00f5es de quilos de leite) para 1,530 bilh\u00e3o de quilos de s\u00f3lidos do leite (18,2 bilh\u00f5es de quilos de leite). \u201cIsso representa um aumento de 2% no ano passado. Vimos o impacto positivo desse quadro de oferta e demanda em algumas frentes - o n\u00famero de licitantes e, mais importante, os pre\u00e7os dos produtos de refer\u00eancia que comp\u00f5em o pre\u00e7o do leite aumentaram nos \u00faltimos seis eventos do GDT. Esperamos que a demanda permane\u00e7a mais forte em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 oferta pelo resto da temporada\u201d.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o do leite do Ato de Reestrutura\u00e7\u00e3o da Ind\u00fastria de L\u00e1cteos (DIRA) e a taxa de adiantamento paga aos produtores foram compensados com um pre\u00e7o do leite de NZ$ 6,45 (US$ 4,38) por quilo de s\u00f3lidos do leite [equivalente a NZ$ 0,54 (US$ 0,36) por quilo de leite.<\/p>\n<p>A Fonterra tamb\u00e9m est\u00e1 aconselhando seus produtores e detentores de unidades que sua faixa de receita prevista ser\u00e1 reduzida para 15-25 centavos (10,1 a 17 centavos de d\u00f3lar) por a\u00e7\u00e3o e que n\u00e3o pagar\u00e1 dividendos intermedi\u00e1rios. A decis\u00e3o sobre qualquer dividendo anual s\u00f3 pode ser feita no final do ano financeiro e depender\u00e1 dos resultados anuais e do balan\u00e7o patrimonial da cooperativa.<\/p>\n<p>O presidente disse que, embora o pre\u00e7o do leite esteja forte, o desempenho dos ganhos da cooperativa n\u00e3o est\u00e1 satisfat\u00f3rio e eles precisam fornecer aos produtores e detentores de unidades um retorno respeit\u00e1vel do seu investimento. O Conselho est\u00e1 analisando por completo sua estrat\u00e9gia, que inclui uma revis\u00e3o da pol\u00edtica de dividendos. \u201cEstamos investigando de perto nossos neg\u00f3cios com nossa an\u00e1lise de portf\u00f3lio. Precisamos de uma mudan\u00e7a fundamental de dire\u00e7\u00e3o, se quisermos entregar todo o nosso potencial. Forneceremos uma atualiza\u00e7\u00e3o sobre a estrat\u00e9gia e o progresso que foi feito na revis\u00e3o do portf\u00f3lio em nossos resultados provis\u00f3rios em 20 de mar\u00e7o\u201d.<\/p>\n<p>O CEO, Miles Hurrell disse que o desempenho subjacente da empresa n\u00e3o \u00e9 onde ela precisa estar. \"Os principais pontos de press\u00e3o sobre nossos ganhos s\u00e3o os tr\u00eas que destacamos em nossa atualiza\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios no primeiro trimestre - esses s\u00e3o os desafios em nossas empresas Australian Ingredients e Foodservice na \u00c1sia em geral. Estamos fazendo incurs\u00f5es para resolv\u00ea-los, mas eles n\u00e3o ser\u00e3o resolvidos da noite para o dia. Desde a nossa atualiza\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios no primeiro trimestre, tamb\u00e9m sentimos o impacto das dif\u00edceis condi\u00e7\u00f5es de negocia\u00e7\u00e3o na Am\u00e9rica Latina, principalmente devido a situa\u00e7\u00f5es geopol\u00edticas em alguns pa\u00edses. Al\u00e9m disso, o aumento no pre\u00e7o do leite, que \u00e9 a principal entrada de custos em nossos produtos n\u00e3o relacionados ao pre\u00e7o do leite, pressionou as margens desses produtos e contribuiu significativamente para nossos ganhos. Continuamos comprometidos com a disciplina financeira. Estamos fazendo um bom progresso em nossa revis\u00e3o de portf\u00f3lio e desinvestimentos de ativos, a fim de reduzir nossa d\u00edvida em NZ$ 800 milh\u00f5es (US$ 543,63 milh\u00f5es) neste ano financeiro. Tamb\u00e9m estamos no caminho certo para atingir nossas metas de despesas de capital e despesas operacionais\u201d, disse Hurrell. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da Fonterra, traduzidas e adaptadas pela Equipe MilkPoint)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Argentina \u2013 12 pesos por litro?<\/strong><\/p>\n<p>Pre\u00e7os\/AR \u2013 O relat\u00f3rio do Observat\u00f3rio da Cadeia L\u00e1ctea (OCLA) destaca que hoje existe uma capacidade prov\u00e1vel de que o pre\u00e7o m\u00e9dio do leite ao produtor com destino \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de leite em p\u00f3 integral chegue a 10,45\/litro.<\/p>\n<p>O valor hipot\u00e9tico de 11,95 pesos por litro seria para todo o leite, n\u00e3o somente ao destinado \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de leite em p\u00f3 integral, se os dados esses dados concretos forem analisados pela famosa \u201cTeoria James\u201d, do qual o TodoAgro relatou em notas sucessivas.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>H\u00e1 20 anos, o ex-presidente do Centro de Ind\u00fastrias de Latic\u00ednios (CIL), Ricardo James, um especialista do com\u00e9rcio internacional de l\u00e1cteos, esbo\u00e7ou uma teoria que dizia que quando a exporta\u00e7\u00e3o de l\u00e1cteos excedesse 13% do total produzido no pa\u00eds, o pre\u00e7o do produtor seria \u201cinternacionalizado\u201d.<\/p>\n<p>Os produtores olharam com desconfian\u00e7a para a teoria, uma vez que consideraram um argumento pessimista, uma vez que mais de 85% do pre\u00e7o \u00e9 formado por um \u201cmix\u201d do mercado dom\u00e9stico, mas, a \u201cTeoria de James\u201d foi usada pela ind\u00fastria, nos momentos em que o leite em p\u00f3 era cotado entre US$ 1.200 e US$ 2.000\/tonelada; e colocado no coquetel de elementos que comp\u00f5em o pre\u00e7o da \u00e9poca, foi, claramente, um elemento de baixa.<\/p>\n<p>No final da d\u00e9cada de noventa a Argentina se preparava para quebrar um recorde de produ\u00e7\u00e3o e o Brasil comprava tudo. Se hoje, que as coisas mudaram (em especial os pre\u00e7os do leite em p\u00f3 que se move entre US$ 2.000 e US$ 3.500\/tonelada), dir\u00edamos que sob a luz da \u201cTeoria James\u201d a Argentina teria seu pre\u00e7o totalmente internacionalizado, j\u00e1 que exporta mais de 20% de sua produ\u00e7\u00e3o. E se a esses argumentos adicionarmos a hip\u00f3tese do relat\u00f3rio da OCLA, ou seja, que o pre\u00e7o ao produtor, sem reten\u00e7\u00f5es, a conclus\u00e3o \u00e9 que o pre\u00e7o ao produtor argentino seria da ordem de US$ 0,29\/litro.&nbsp; &nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><u>O que indicam os dados do OCLA<\/u><br \/>\nO relat\u00f3rio elaborado pelo OCLA, que usa dados de diversas fontes, destaca o seguinte:<br \/>\nA simula\u00e7\u00e3o da capacidade de pagamento do leite ao produtor em fun\u00e7\u00e3o do destino do mesmo para a exporta\u00e7\u00e3o do produto 04.02.21.10 da Nomenclatura Comum do Mercosul (NCM).<br \/>\nAs exporta\u00e7\u00f5es representam atualmente 21% do leite produzido e aproximadamente 43% delas, tanto em volume como em valor s\u00e3o de leite em p\u00f3 integral. O quadro mostra de um lado os custos de elabora\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o, o c\u00e2mbio, o direito de exporta\u00e7\u00e3o, a reintegra\u00e7\u00e3o de impostos, a margem industrial e a convers\u00e3o de litros de leite em quilos do produto. Do outro lado o valor que se pode conseguir para o leite em p\u00f3 integral em pacotes de 25 quilos, em d\u00f3lares por tonelada.&nbsp; &nbsp;<br \/>\n- Custo de elabora\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o: os valores indicam que o mesmo fica entre US$ 500 e US$ 800\/tonelada.<br \/>\n- C\u00e2mbio: utiliza a cota\u00e7\u00e3o do dia para o d\u00f3lar no Banco da Na\u00e7\u00e3o Argentina (BNA) para liquidar as exporta\u00e7\u00f5es;<br \/>\n- Direitos de exporta\u00e7\u00e3o: \u00e9 deduzido no c\u00e2mbio 3,00 pesos por d\u00f3lar (Decreto 793\/2018).<br \/>\n- Reintegra\u00e7\u00e3o de impostos: adiciona-se ao pre\u00e7o recebido, 0,75% que corresponde \u00e0 devolu\u00e7\u00e3o de impostos para esse tipo de produto (Decreto 767\/2018);<br \/>\n- Margem Bruta da Ind\u00fastria: considerar um percentual de margem sobre o valor FOB (4%).<br \/>\n- Rendimento: efetua a m\u00e9dia de litros necess\u00e1rios para elaborar uma tonelada de leite em p\u00f3 integral (8.500). Os valores indicados oscilam entre os extremos de 8.290 litros\/tonelada e 8.900 litros\/tonelada. Nesse caso, se incorpora uma alternativa de 8.200 litros\/tonelada.<br \/>\n- Pre\u00e7os de exporta\u00e7\u00e3o: os valores informados oscilam entre US$ 3.000 e US$ 3.200\/tonelada, em fun\u00e7\u00e3o da quantidade e destino da exporta\u00e7\u00e3o. Cabe lembrar que a \u00faltima cota\u00e7\u00e3o no GDT (05\/03\/2019) o valor foi de US$ 3.186\/tonelada para o leite em p\u00f3 integral.<\/p>\n<p>O pre\u00e7o m\u00e9dio de todas as alternativas indica uma capacidade prov\u00e1vel de pagamento do leite ao produtor com destino \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o de 10,45 pesos\/litro (para o rendimento de 8.200 litros). Os valores s\u00e3o muito similares ao que se est\u00e1 pagando hoje pela mat\u00e9ria-prima. Cabe lembrar que n\u00e3o existe direitos de exporta\u00e7\u00e3o (ultimamente reintroduzidos), e se a devolu\u00e7\u00e3o for no seu valor normal de 3%, o valor m\u00e9dio chegaria a 11,95 pesos por litro (+14,3%), ou US$ 0,29\/litro.<\/p>\n<p>Por outro lado, e n\u00e3o de menor import\u00e2ncia, cabe lembrar que mencionamos h\u00e1 muito tempo que, s\u00e3o est\u00e3o reduzidos os n\u00edveis de estoques, fundamentalmente de leite em p\u00f3 integral, produto com fortes vendas em 2018 e reduzida produ\u00e7\u00e3o nos primeiros meses de 2019 (entre 5 e 7% menos em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior).<\/p>\n<p>\u201cEste esquema \u00e9 apenas uma orienta\u00e7\u00e3o para os atores setoriais e foi baseado em consultas a quem tem inger\u00eancia direta no neg\u00f3cio e\/ou experi\u00eancia profissional sobre o tema\u201d, esclarece o relat\u00f3rio do OCLA. (ON24 \u2013 Tradu\u00e7\u00e3o livre: www.terraviva.com.br)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"width: 673px; height: 22px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" alt=\"\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: center;\">\n<div><em><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3077\" border=\"0\"><\/em><\/div>\n<div><em>Queijos\/Holanda<br \/>\nA produ\u00e7\u00e3o de queijo holand\u00eas registra crescimento excepcional desde 2012, superando o crescimento limitado do consumo no noroeste da Europa, de acordo com um relat\u00f3rio do Rabobank. A ascens\u00e3o do queijo holand\u00eas teria reduzido as margens e enfraquecido a posi\u00e7\u00e3o dos produtores de queijo na cadeia de valor. No entanto, o Rabobank prev\u00ea que a produ\u00e7\u00e3o de queijo na Holanda dever\u00e1 aumentar para quase 930.000 toneladas at\u00e9 2022, com base no aumento das importa\u00e7\u00f5es de leite fluido e investimentos na capacidade adicional de processamento. \u201cAs prefer\u00eancias dos consumidores mudam em dire\u00e7\u00e3o \u00e0 nutri\u00e7\u00e3o personalizada e conveni\u00eancia, incluindo vendas online, produtos locais e especialidades\u201d diz o analista do Rabobank, Richard Scheper. Focar no valor agregado ao longo da cadeia, e nessas novas prefer\u00eancias, melhoram as oportunidades para os produtores de queijo e asseguram margens mais elevadas\u201d, acrescenta. Os mercados em desenvolvimento oferecem melhores oportunidades para o crescimento em volume, enquanto o segmento de queijos Premium e especializados se desenvolve em regi\u00f5es mais desenvolvidas, oferecendo oportunidades de crescimento do valor agregado. No entanto, as oportunidades dos mercados e canais de distribui\u00e7\u00e3o no exterior n\u00e3o s\u00e3o ilimitados e, muitas vezes, exigem abordagem de marketing personalizada. Nos pa\u00edses desenvolvidos, as oportunidades de crescimento de volume s\u00e3o mais restritas uma vez que a base de consumo de queijos \u00e9 muito elevada e ter baixo crescimento populacional. Para alguns pa\u00edses como os Estados Unidos, a produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica competitiva em pre\u00e7o tem que ser levada em conta para certas variedades de queijos e canais de distribui\u00e7\u00e3o. No entanto, a demanda por queijos Premium via especializa\u00e7\u00e3o em mercados desenvolvidos ainda oferece oportunidades de crescimento do valor. (Dairy Industries \u2013 Tradu\u00e7\u00e3o livre: www.terraviva.com.br)<\/em><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" border=\"0\"><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 11 de mar\u00e7o de 2019&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 13 - N\u00b0 2.934 &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Produ\u00e7\u00e3o de leite 4.0 \u00e9 tema de F\u00f3rum na Expodireto Os produtores de leite brasileiros precisam entrar na era <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2019\/03\/11\/11-03-2019\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"11\/03\/2019\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-3099","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3099","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=3099"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3099\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":3100,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/3099\/revisions\/3100"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=3099"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=3099"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=3099"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}