{"id":2859,"date":"2018-12-20T19:16:52","date_gmt":"2018-12-20T19:16:52","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=2859"},"modified":"2018-12-20T19:16:52","modified_gmt":"2018-12-20T19:16:52","slug":"20-12-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2018\/12\/20\/20-12-2018\/","title":{"rendered":"20\/12\/2018"},"content":{"rendered":"<div style=\"text-align: center;\"><strong><em><img decoding=\"async\" style=\"width: 643px; height: 89px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3074\" alt=\"\"><\/em><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><strong><em>Porto Alegre, 20 de dezembro de 2018<\/em><\/strong><strong><em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 12 - N\u00b0 2.884<\/em><\/strong><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"width: 673px; height: 22px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" alt=\"\"><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3075\" border=\"0\"><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><img decoding=\"async\" style=\"text-align: justify; border-width: 0px; border-style: solid; float: left;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3079\"><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\"><strong>Startups ga\u00fachas se destacam nacionalmente na cria\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para a cadeia produtiva do leite<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\nUtilizar solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para auxiliar os produtores de leite no manejo das vacas e, consequentemente, reduzir custos e agilizar o trabalho nas propriedades, tem se tornado uma tend\u00eancia do setor. O Desafio das Startups competi\u00e7\u00e3o que integrou o Ideas for Milk 2018, evento promovido pela Embrapa Gado do Leite, premiou tr\u00eas startups que t\u00eam como atua\u00e7\u00e3o principal simplificar a vida no campo e na ind\u00fastria. Entre elas, duas ga\u00fachas se destacaram na competi\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Para o secret\u00e1rio-executivo do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini, \u00e9 indispens\u00e1vel reconhecer essas iniciativas e torn\u00e1-las cada vez mais acess\u00edveis para os produtores de leite e a ind\u00fastria. \"O setor l\u00e1cteo est\u00e1 permanentemente em um processo de moderniza\u00e7\u00e3o e isso passa diretamente pelo investimento em tecnologia\", afirmou Palharini, que participou da escolha dos vencedores.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">\"Traduzir a opini\u00e3o das vacas.\" Este \u00e9 o principal objetivo da CowMed AS, startup criada pelos irm\u00e3os Leonardo e Thiago Guedes que, atualmente, conta com uma equipe de seis especialistas.&nbsp; Para isso, a empresa desenvolveu uma coleira capaz de mensurar os principais par\u00e2metros comportamentais relacionadas \u00e0 sa\u00fade e \u00e0 reprodu\u00e7\u00e3o dos animais. A tecnologia pode ser aplicada individualmente ou em lotes e foi pensada para pequenas, m\u00e9dias e grandes propriedades leiteiras.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Os dados s\u00e3o coletados por antenas e enviados para a nuvem, onde a ferramenta VIC (Virtual Interpreter of Cows) analisa os animais e emite alertas para os produtores, que v\u00e3o desde sinais sobre o comportamento do cio at\u00e9 a indica\u00e7\u00e3o do melhor hor\u00e1rio para realizar a insemina\u00e7\u00e3o. O produtor recebe as informa\u00e7\u00f5es coletadas pelo programa por meio de software web de monitoramento ou aplicativo mobile. \u00c9 poss\u00edvel comprar a tecnologia ou adquirir um plano de pagamento mensal.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">De acordo com os desenvolvedores do projeto, o monitoramento dos animais permite obter uma pecu\u00e1ria mais precisa. Al\u00e9m disso, esse monitoramento pode servir de base para criar ferramentas que potencializem a produtividade. A empresa conta com um portf\u00f3lio de mais de 15 mil animais monitorados em 11 estados brasileiros e mais de 30 milh\u00f5es de horas de comportamento animal. A ideia rendeu para a equipe o segundo lugar no Desafio das Startups do Ideas for Milk 2018.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Se a CowMed SA focou no comportamento das vacas, a Startup Z2S Sistemas Autom\u00e1ticos levou conhecimentos da engenharia el\u00e9trica para o campo para auxiliar na limpeza e higieniza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de leite. O engenheiro eletricista Elias Francisco Sgarbossa projetou em seu trabalho de conclus\u00e3o de curso da faculdade de Engenharia El\u00e9trica da Universidade de Passo Fundo (UPF), com o apoio da Ag\u00eancia de Inova\u00e7\u00e3o Tecnol\u00f3gica da (UPF), um sistema autom\u00e1tico para limpeza de ordenhadeiras canalizadas. O ROV funciona automaticamente e funciona em hor\u00e1rio programado, sempre 30 minutos antes da ordenha.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Em 2017, a startup foi incorporada ao UPF Parque e, no final de 2017, foram anexados ao portf\u00f3lio de servi\u00e7os da Z2S mais dois equipamentos de limpeza e higieniza\u00e7\u00e3o. O SALT \u00e9 respons\u00e1vel pela limpeza de tanques de resfriamento de leite e o ROVTL auxilia os produtores na higieniza\u00e7\u00e3o entre ordenhadeiras e transferidores de leite. Os sistemas funcionam a partir de um microcontrolador com firmware embarcado, escrito em linguagem C e podem ser integrados ou serem utilizados de forma independente. Todo o processo ocorre de maneira autom\u00e1tica, incluindo o controle e o monitoramento de temperatura, dosagem de produtos qu\u00edmicos e acionamento dos motores.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">O sistema ROV nasceu de uma demanda particular de Sgarbossa. Filho de produtores de leite, o engenheiro eletricista notou que a fam\u00edlia levava muito tempo realizando o processo de limpeza da ordenhadeira. A partir disso, iniciou testes do prot\u00f3tipo na fazenda e o resultado foi surpreendente. Em um ano, o equipamento proporcionou redu\u00e7\u00e3o de 87% na Contagem Bacteriana Total (CBT) do leite, atingindo n\u00edveis inferiores a 2mil UFC\/ml.<\/p>\n<p style=\"text-align: left;\">Al\u00e9m disso, a sustentabilidade tamb\u00e9m foi ampliada na produ\u00e7\u00e3o da fazenda, tendo em vista que o equipamento reduziu em 50% o consumo de detergentes e 20% o consumo de \u00e1gua. Os engenheiros eletricistas Adriano Luis Toazza e Charles Bortolanza tamb\u00e9m integram a startup que ficou em terceiro lugar do Desafio das Startups da Ideas for Milk 2018. (Assessoria de Imprensa Sindilat)<\/p>\n<div style=\"text-align: left;\">\n<div style=\"text-align: left;\"><img decoding=\"async\" style=\"text-align: center; width: 673px; height: 22px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" alt=\"\"><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>PIB ga\u00facho registra alta de 3,8%<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Depois da retra\u00e7\u00e3o no primeiro semestre, o PIB ga\u00facho teve aumento expressivo no terceiro trimestre, com crescimento de 3,8%. A economia nacional, tamb\u00e9m positiva, evoluiu 1,3%. Os dados foram divulgados ontem pela Funda\u00e7\u00e3o Instituto de Pesquisas Econ\u00f4micas (Fipe), em coletiva na Secretaria de Planejamento, Governan\u00e7a e Gest\u00e3o (SPGG). A Ind\u00fastria \u00e9 o setor ga\u00facho que mais cresceu no comparativo entre o terceiro trimestre de 2018 e igual per\u00edodo do ano anterior: 11,2% do valor adicionado. Varia\u00e7\u00f5es positivas tamb\u00e9m na Constru\u00e7\u00e3o Civil (4,8%) e na Agropecu\u00e1ria (1,0%).&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 o setor de Servi\u00e7os teve decl\u00ednio de 0,7%. A varia\u00e7\u00e3o acumulada do PIB regional em compara\u00e7\u00e3o \u00e0 do pa\u00eds em 2018 evidencia que o Estado come\u00e7a a se aproximar do rendimento Brasil, com acumulado de 0,7% de janeiro a setembro, enquanto o PIB Brasil registra avan\u00e7o de 1,1% no ano. Para o coordenador de pesquisas da Fipe, Eduardo Zylberstajn, s\u00e3o resultados que sinalizam retomada c\u00edclica da pior recess\u00e3o que o pa\u00eds j\u00e1 enfrentou como Rep\u00fablica. \"Os n\u00fameros evidenciam que h\u00e1 espa\u00e7o para, no m\u00ednimo, termos uma retomada c\u00edclica do crescimento em termos nacionais.&nbsp;<\/p>\n<p>J\u00e1 em 2019, dependendo das medidas de ajuste que sejam tomadas, h\u00e1 expectativa de que o crescimento se torne realmente continuado.\" A Fipe sinaliza para 2019 divulga\u00e7\u00f5es mensais do PIB regional. \"Nossos indicadores n\u00e3o ser\u00e3o uma caixa-preta\", disse Zylberstajn, prometendo detalhar metodologia dos indicadores previstos no contrato com a Fipe. O trabalho ser\u00e1 feito com o Departamento de Economia e Estat\u00edstica (DEE) da SPGG. Para Alfredo Meneghetti Neto, diretor do DEE, \"o debate e a troca de ideias s\u00f3 tende a qualificar os dados\". O governo, via SPGG, retomou a divulga\u00e7\u00e3o dos indicadores a cargo da Fipe. A publica\u00e7\u00e3o foi paralisada em raz\u00e3o de liminar, cassada ap\u00f3s recurso interposto pelo Estado e pela Fipe na Justi\u00e7a. \"Esperamos que o processo tenha continuidade em 2019, pois esse trabalho \u00e9 relevante para promover as pol\u00edticas p\u00fablicas que o RS necessita\", disse o titular da SPGG, Josu\u00e9 Barbosa. (Correio do Povo)<\/p>\n<p><strong>Expectativas do agro enfrentar\u00e3o obst\u00e1culos<\/strong><\/p>\n<p>Estudiosos do com\u00e9rcio internacional n\u00e3o acreditam que as sinaliza\u00e7\u00f5es feitas por integrantes do governo federal eleito \u00e0 cadeia produtiva rural, de mudan\u00e7as nas rela\u00e7\u00f5es com o Mercosul, ser\u00e3o concretizadas com facilidade. Um desses casos \u00e9 o do leite. Nesta semana, em reuni\u00e3o com a futura ministra da Agricultura, Tereza Cristina, representantes do setor pediram o estabelecimento de cotas de importa\u00e7\u00e3o, para evitar que volumes exagerados entrem no pa\u00eds, e ficaram animados, por terem ouvido que o assunto n\u00e3o pode ser \"negligenciado\" e porque, em outras ocasi\u00f5es, a interlocutora j\u00e1 defendeu a revis\u00e3o do acordo com o bloco.&nbsp;<\/p>\n<p>O coordenador do Grupo de Pesquisa CNPq Geopol\u00edtica e Mercosul e professor da curso de Rela\u00e7\u00f5es Internacionais da Universidade Federal de Pelotas (UFPel), Charles Pennaforte, observa que \u00e9 vi\u00e1vel estabelecer cotas e taxas, ou proibir a importa\u00e7\u00e3o, mas adverte que isso vale para ambos os lados. Pennaforte considera que o caminho n\u00e3o \u00e9 criar medida protecionista e \"clima de rivalidade\", mesmo que se saiba que o Brasil est\u00e1 em desvantagem na compara\u00e7\u00e3o dos custos de produ\u00e7\u00e3o com os pa\u00edses vizinhos. Defende ainda que o caminho n\u00e3o \u00e9 revisar o Mercosul, mas fortalec\u00ea-lo. \"Se joga em cima do Mercosul toda m\u00e1 sorte sobre o que vem ocorrendo em termos de com\u00e9rcio\", diz. \"Mas qualquer passo a ser dado tem que ser muito bem avaliado tecnicamente, por pessoas que realmente tenham conhecimento aprofundado do assunto\", sugere.&nbsp;<\/p>\n<p>O professor do Departamento de Economia da Uniju\u00ed, que estuda negocia\u00e7\u00f5es comerciais multilaterais, Argemiro Brum, n\u00e3o acredita que a ministra tenha \"tanta for\u00e7a e condi\u00e7\u00f5es pol\u00edticas\" para proibir a importa\u00e7\u00e3o ou estabelecer taxas. Ele sustenta que seria mais f\u00e1cil para o Brasil propor alguma medida se conseguisse provar que h\u00e1 pr\u00e1ticas irregulares do lado uruguaio, como dumping ou triangula\u00e7\u00e3o comercial. \"Talvez, o melhor caminho seja uma conversa entre os dois pa\u00edses, mas nada acontece do dia para a noite\".&nbsp;<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o presidente da Comiss\u00e3o de Leite na Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura (Farsul), Jorge Rodrigues, afirma que o pa\u00eds deve tomar uma medida urgente. \"O Minist\u00e9rio da Agricultura tamb\u00e9m \u00e9 do Abastecimento e precisa tomar provid\u00eancias para controlar o abastecimento e a demanda interna\", cobra, ao enfatizar que o produtor vive uma \"situa\u00e7\u00e3o cr\u00edtica\". O presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, diz que o uso de cotas de importa\u00e7\u00e3o geraria previsibilidade para o setor. Lembra que em outubro e novembro a entrada de l\u00e1cteos, principalmente da Argentina, saltou 58% na compara\u00e7\u00e3o com os primeiros nove meses do ano. Tamb\u00e9m disse que este \"exagero\" desestabiliza a cadeia no Rio Grande do Sul, que j\u00e1 concorre em n\u00edvel de desigualdade por conta dos pre\u00e7os insumos. (Correio do Povo)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"font-size: 1rem;\">Exporta\u00e7\u00f5es l\u00e1cteas argentinas crescem 80% em outubro; quantidade representa 19% da produ\u00e7\u00e3o<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Em outubro, as exporta\u00e7\u00f5es de produtos l\u00e1cteos argentinos se recuperaram: cresceram 80% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado e chegaram a 226 milh\u00f5es de litros de leite cru, segundo estudo do Instituto de Estudos sobre a Realidade Argentina e Latino-Americana (Ieral), da Fundaci\u00f3n Mediterr\u00e2nea.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\"Temos que voltar at\u00e9 outubro de 2015 para encontrar um fluxo de magnitude similar. Nos \u00faltimos tr\u00eas meses, a coloca\u00e7\u00e3o de produtos no mercado externo representa aproximadamente 19% do leite cru produzido no pa\u00eds\", destacam Juan Manuel Garz\u00f3n e Nicol\u00e1s Torre, autores do relat\u00f3rio. Este \u00e9 um fato que mostra que, at\u00e9 outubro, as exporta\u00e7\u00f5es aumentaram como destino da produ\u00e7\u00e3o local. \"A recupera\u00e7\u00e3o das margens no setor exportador explica o crescimento dos embarques. Em meados de 2018, a margem bruta de uma opera\u00e7\u00e3o de exporta\u00e7\u00e3o de leite em p\u00f3 equivalia a 50% do custo do leite cru incorporado, percentual muito mais alto do que nos dois anos anteriores\", afirma o estudo.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Mas em outubro uma luz de alerta foi acesa: o indicador de margem bruta, que o Ieral elabora, estava abaixo de 30% (limite cr\u00edtico) devido \u00e0 combina\u00e7\u00e3o de tr\u00eas fatores:<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u2022 decl\u00ednio no pre\u00e7o internacional dos produtos l\u00e1cteos;<\/div>\n<div>\u2022 retorno das tarifas de exporta\u00e7\u00e3o e;<\/div>\n<div>\u2022 redu\u00e7\u00e3o de restitui\u00e7\u00f5es a vendas globais.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\"Em setembro de 2018, o governo nacional decidiu reaplicar as tarifas de exporta\u00e7\u00e3o de todos os produtos que a Argentina envia para o exterior, incluindo os l\u00e1cteos. Desta forma, os produtos l\u00e1cteos voltam a ter tarifas de exporta\u00e7\u00e3o, ap\u00f3s quase 10 anos sem serem atingidos por este imposto nocivo\", explicaram Garz\u00f3n e Torre.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u00c9 estimado que a arrecada\u00e7\u00e3o (l\u00edquida) obtida pelo governo a partir das exporta\u00e7\u00f5es l\u00e1cteas (descontadas as restitui\u00e7\u00f5es) atingiu - aproximadamente - 25 milh\u00f5es de d\u00f3lares nos \u00faltimos 4 meses do ano. \"Supondo que a incid\u00eancia do imposto ca\u00edsse completamente no primeiro elo da cadeia, os produtores estariam renunciando a US$ 0,24 por litro de leite produzido. Mas esse n\u00famero deve ser comparado com a economia que o impacto das reten\u00e7\u00f5es nos principais insumos alimentares (farinhas de milho e prote\u00edna) significa para a liga\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria, a fim de determinar o resultado l\u00edquido das tarifas de exporta\u00e7\u00e3o\", reconhece o relat\u00f3rio.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 ordenha, a produ\u00e7\u00e3o de leite cru cresceu 5,6% nos dez primeiros meses do ano. No primeiro trimestre, os pre\u00e7os foram passados, mas recuperados pelo impulso das exporta\u00e7\u00f5es. \"O ano terminar\u00e1 claramente melhor do que come\u00e7ou, embora os valores finais n\u00e3o sejam (em poder de compra) muito diferentes dos observados h\u00e1 dois anos\", adverte a Fundaci\u00f3n Mediterr\u00e1nea.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Se a refer\u00eancia \u00e9 em d\u00f3lares, os valores locais s\u00e3o muito mais baixos que outros lugares regionais (Uruguai, Brasil, Chile). \"Esta \u00e9 a primeira grande dissocia\u00e7\u00e3o desde a crise de 2015\/16 e uma das maiores nos \u00faltimos 15 anos\", diz o relat\u00f3rio. Em outubro de 2018, o leite cru local recebeu 7,2 centavos de d\u00f3lar (por litro) a menos que no Uruguai e 14,9 centavos a menos do que no Brasil.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\"Mas n\u00e3o deve surpreender que, ap\u00f3s a significativa deprecia\u00e7\u00e3o do peso, muitos produtos da economia argentina tenham sido 'baratos' (em termos relativos), medidos em d\u00f3lares. Espera-se uma recupera\u00e7\u00e3o dos valores - mais lenta ou mais r\u00e1pida - dependendo de como evoluem os fatores de mercado, macroecon\u00f4micos e de pol\u00edtica comercial, particularmente o sucesso do governo em estabilizar o pre\u00e7o do d\u00f3lar e reduzir a taxa de infla\u00e7\u00e3o\", analisa o estudo.<\/div>\n<div>No mercado interno, o cen\u00e1rio \u00e9 complexo. Atualmente, a cadeia de l\u00e1cteos enfrenta demanda dom\u00e9stica enfraquecida, com deteriora\u00e7\u00e3o na capacidade de consumo das fam\u00edlias, particularmente nos segmentos assalariados.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Embora o pre\u00e7o do leite cru esteja se recuperando, proje\u00e7\u00f5es indicam que as fazendas leiteiras ver\u00e3o sua lucratividade deteriorada no ciclo 2018\/19, em compara\u00e7\u00e3o com as duas \u00faltimas safras. Em fazendas com menor produtividade, as margens permanecer\u00e3o vermelhas, de acordo com a proje\u00e7\u00e3o da Fundaci\u00f3n Mediterr\u00e1nea. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Clar\u00edn, traduzidas pela Equipe MilkPoint)<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div><img decoding=\"async\" style=\"text-align: justify; width: 673px; height: 22px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" alt=\"\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><em><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3077\" border=\"0\"><\/em><\/p>\n<p><em>LEITE LIVRE<br \/>\nBruno Gir\u00e3o, CEO da Bet\u00e2nia L\u00e1cteos, l\u00edder da ind\u00fastria leiteira do Nordeste, explica: o Brasil teve neste ano grande safra de leite. No Cear\u00e1, a produ\u00e7\u00e3o subiu 17% e o consumo desceu 8%. Diante da excessiva produ\u00e7\u00e3o, a ind\u00fastria do Sul e Sudeste manda para o Nordeste o seu excedente, for\u00e7ando a baixa do pre\u00e7o (s\u00e1bado, 15, um litro de leite integral, produzido no Cear\u00e1, custava R$ 2,56). \u00c9 um fato produzido pela concorr\u00eancia do livre mercado. Mas o presidente da Faec, Fl\u00e1vio Sab\u00f3ya, preocupa-se com o pequeno produtor, respons\u00e1vel por 75% do leite produzido no Cear\u00e1. \"Ele est\u00e1 sendo prejudicado, pois o pre\u00e7o do que ele produz desabou\". Por isto, Sab\u00f3ya entregou ao governador Camilo Santana um documento no qual pede um aumento da al\u00edquota do ICMS incidente sobre o leite importado de outros estados ou pa\u00edses. Neste momento, a ind\u00fastria cearense tem, estocados, 20 milh\u00f5es de litros de leite longa vida. (Fonte Di\u00e1rio&nbsp;do Nordeste)<\/em><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/3078\" border=\"0\"><\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 20 de dezembro de 2018&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 12 - N\u00b0 2.884 Startups ga\u00fachas se destacam nacionalmente na cria\u00e7\u00e3o de solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para a cadeia produtiva do leite Utilizar solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas para auxiliar <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2018\/12\/20\/20-12-2018\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"20\/12\/2018\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-2859","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2859","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2859"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2859\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2860,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2859\/revisions\/2860"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2859"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2859"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2859"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}