{"id":2200,"date":"2018-06-28T19:40:25","date_gmt":"2018-06-28T19:40:25","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=2200"},"modified":"2018-06-28T19:40:25","modified_gmt":"2018-06-28T19:40:25","slug":"28-06-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2018\/06\/28\/28-06-2018\/","title":{"rendered":"28\/06\/2018"},"content":{"rendered":"<p><a style=\"font-size: 12px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" href=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\"><img decoding=\"async\" style=\"height: 82px; width: 643px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/5\" alt=\"\"><\/a><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><strong><em>Porto Alegre, 28 de junho de 2018<\/em><\/strong><strong><em>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 12 - N\u00b0 2.766<\/em><\/strong><\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma,geneva,sans-serif;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/6\"><\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" style=\"font-family: verdana,geneva,sans-serif; font-size: 12px; height: 16px; text-align: justify; width: 811px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" alt=\"\"><\/p>\n<p><strong><strong style=\"text-align: justify;\"><u><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" style=\"float: left; height: 34px; width: 53px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/8\" alt=\"\"><\/span><\/span><\/u><\/strong><\/strong><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>&nbsp; &nbsp;&nbsp;<span style=\"text-align: justify;\">Nestl\u00e9 prepara oferta de leite org\u00e2nico ao mercado em 2019<\/span><\/strong><br style=\"text-align: justify;\"><br style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify;\">A gigante Nestl\u00e9 prepara-se para lan\u00e7ar sua primeira linha de leites org\u00e2nicos produzidos no Brasil at\u00e9 junho de 2019. A inova\u00e7\u00e3o \u00e9 resultado de projeto piloto in\u00e9dito iniciado pelo Brasil com 35 produtores na regi\u00e3o de Araraquara, interior de S\u00e3o Paulo. A a\u00e7\u00e3o foi detalhada pelo especialista de regi\u00e3o leiteira da Nestl\u00e9 Brasil, Agaciel Fiorentin, na oficina Produ\u00e7\u00e3o Org\u00e2nica de Leite e Latic\u00ednios, realizada na tarde desta ter\u00e7a-feira (26\/6), durante o 6\u00ba F\u00f3rum Itinerante do Leite, em Santa Rosa. Os tambos selecionados para o projeto operam, juntos, com 30 mil litros de leite\/dia e recebem de 70% a 80% a mais pelo litro em rela\u00e7\u00e3o ao produto convencional. O pagamento diferenciado \u00e9 regido por contrato de 24 meses e ocorre desde o momento em que o produtor ingressa no programa de migra\u00e7\u00e3o. A atual legisla\u00e7\u00e3o prev\u00ea que o processo de convers\u00e3o do solo da propriedade e do rebanho leve 18 meses, mas j\u00e1 h\u00e1 previs\u00e3o de reduzir esse prazo para 12 meses.<\/span><br style=\"text-align: justify;\"><br style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify;\">Segundo Fiorentin, o leite org\u00e2nico foi um desafio lan\u00e7ado pela Nestl\u00e9 a suas subsidi\u00e1rias de forma a atender \u00e0 crescente demanda por alimentos mais saud\u00e1veis e sustent\u00e1veis. H\u00e1 pouco mais de um ano, o Brasil aceitou a provoca\u00e7\u00e3o e vem desenvolvendo o projeto, que atende \u00e0 rigorosa legisla\u00e7\u00e3o que rege os produtos org\u00e2nicos no Brasil. Para ser considerado org\u00e2nico, o leite deve vir de animais alimentados com pastagens sem o uso de adubos qu\u00edmicos ou agrot\u00f3xicos. \u00c9 permitida alimenta\u00e7\u00e3o no cocho desde que seja composta por insumos org\u00e2nicos, com toler\u00e2ncia de at\u00e9 15% de gr\u00e3os convencionais desde que n\u00e3o transg\u00eanicos. Os animais devem ser tratados basicamente com homeopatia e produtos fitoter\u00e1picos, e n\u00e3o \u00e9 permitida a cria\u00e7\u00e3o em confinamento. \u201cN\u00e3o \u00e9 f\u00e1cil fazer org\u00e2nico. \u00c9 claro que, com o apoio da ind\u00fastria e da \u00e1rea t\u00e9cnica, vai ficando mais f\u00e1cil\u201d, disse. Segundo Fiorentin, um dos limitadores da expans\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica de leite \u00e9 a oferta de milho e farelo de soja org\u00e2nicos. Mediante o avan\u00e7o do projeto, a empresa deve estudar sua amplia\u00e7\u00e3o a outras \u00e1reas onde atua no pa\u00eds.<\/span><br style=\"text-align: justify;\"><br style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify;\">Como n\u00e3o existe teste capaz de indicar se o leite \u00e9 ou n\u00e3o org\u00e2nico, o importante \u00e9 escolher bem os produtores que se integrar\u00e3o ao sistema e ser\u00e3o auditados. \u201cQuem s\u00f3 pensa em ganhar mais com o leite org\u00e2nico n\u00e3o se enquadra no perfil porque entendemos que esse criador vai desistir na primeira dificuldade. A escolha dos produtores \u00e9 feita com base em seus projetos e consci\u00eancia ambiental\u201d, afirmou Fiorentin.<\/span><br style=\"text-align: justify;\"><br style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify;\">Atualmente, a Nestl\u00e9 opera com produtos org\u00e2nicos no exterior. At\u00e9 o lan\u00e7amento em 2019, a produ\u00e7\u00e3o do projeto paulista segue sendo adicionada \u00e0s linhas convencionais de Molico e Ninho. \u201cQue por meio desse projeto a gente possa desenvolver mais a cadeia l\u00e1ctea. O pa\u00eds e os consumidores s\u00f3 t\u00eam a ganhar, com produtos cada vez mais sustent\u00e1veis\u201d, destacou Fiorentin.<\/span><br style=\"text-align: justify;\"><br style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify;\">Durante a oficina em Santa Rosa, tamb\u00e9m foi apresentado o case do produtor Eliseu Pelenz, que vem migrando sua produ\u00e7\u00e3o para o sistema org\u00e2nico em Santo Cristo (RS). Na propriedade de 24 hectares, dez destinados ao tambo, ele tem 15 vacas que rendem 7 mil litros por m\u00eas. O conceito \u00e9 o de cultivar o solo com responsabilidade, em vez de explor\u00e1-lo. \u201cN\u00e3o uso veneno h\u00e1 mais de 15 anos\u201d, frisou o produtor, que entrega seu leite para o latic\u00ednio Doceoli. Para caminhar em dire\u00e7\u00e3o ao tambo org\u00e2nico, Pelenz usa homeopatia para tratar alguns males do rebanho e at\u00e9 para afastar o carrapato, um trabalho que \u00e9 acompanhado de perto pelo t\u00e9cnico Ademir Amaral. O criador s\u00f3 n\u00e3o atingiu a migra\u00e7\u00e3o completa porque ainda utiliza alguns adubos qu\u00edmicos para fortalecer as pastagens, o que, segundo ele, pode ser facilmente substitu\u00eddo por adubo org\u00e2nico, mas ainda \u00e9 caro.&nbsp;&nbsp;<\/span><br style=\"text-align: justify;\"><br style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify;\">OFICINAS \u2013 A programa\u00e7\u00e3o da tarde do 6\u00ba F\u00f3rum Itinerante do Leite incluiu outros tr\u00eas grupos de debates setorizados. Um dos mais concorridos foi \u201cA atividade leiteira sob o olhar das mulheres\u201d, no qual agricultoras apresentaram os dilemas de seu dia a dia. Outro debate que chamou aten\u00e7\u00e3o foi \u201cO clima e o bem-estar das vacas leiteiras\u201d. Por fim, a agenda ainda incluiu \u201cReuni\u00e3o T\u00e9cnica sobre Tuberculose e Brucelose\u201d, que alinhou procedimentos operacionais a serem realizados para o controle das enfermidades no rebanho bovino ga\u00facho. (Assessoria de Imprensa Sindilat)<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/2900\" border=\"0\"><br style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify;\">Na foto:&nbsp; Agaciel Fiorentin em palestra no 6\u00ba F\u00f3rum Itinerante do Leite<\/span><br style=\"text-align: justify;\"><em><span style=\"text-align: justify;\">Cr\u00e9dito: Divulga\u00e7\u00e3o\/ Sindilat<\/span><\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px; height: 16px; width: 811px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" alt=\"\"><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Capital brasileira do leite cresce com clima temperado<\/strong><\/p>\n<p>O Paran\u00e1 consolidou sua posi\u00e7\u00e3o de segundo maior produtor de leite do pa\u00eds nos \u00faltimos dez anos, contribuindo em quase um quarto para o crescimento da produ\u00e7\u00e3o brasileira e elevando sua participa\u00e7\u00e3o de 10,65%, em 2006, para 14,07%, em 2016, dado mais recente aferido pelo Departamento de Economia Rural (Deral) da Secretaria da Agricultura e do Abastecimento do Paran\u00e1 (Seab). Segundo F\u00e1bio Peixoto Mezzadri, veterin\u00e1rio e t\u00e9cnico de pecu\u00e1ria de corte e leite do Deral, a produ\u00e7\u00e3o no Estado saltou de 2,704 bilh\u00f5es para 4,730 bilh\u00f5es de litros no per\u00edodo, crescendo 75%, diante de uma varia\u00e7\u00e3o de 32,4% em todo o pa\u00eds. O Estado abriga ainda 242 latic\u00ednios, dos quais em torno de 70% s\u00e3o pequenos e m\u00e9dios.<\/p>\n<p>O valor bruto da produ\u00e7\u00e3o leiteira, calculado pelo departamento, aproximou-se de R$ 6 bilh\u00f5es em 2016, variando 19,8% sobre 2015 em n\u00fameros atualizados pelo \u00cdndice Geral de Pre\u00e7os (IGP-DI), acumulando eleva\u00e7\u00e3o real de 78% desde 2007. As regi\u00f5es sudoeste e oeste do Estado concentram as maiores bacias leiteiras, com produ\u00e7\u00e3o anual de 1,114 bilh\u00e3o e 1,065 bilh\u00e3o de litros, pela ordem, conforme Mezzadri, com destaque para Francisco Beltr\u00e3o e Pato Branco, no primeiro caso, e Cascavel, Toledo e Marechal C\u00e2ndido Rondon no segundo.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>A terceira em import\u00e2ncia, na regi\u00e3o centro oriental paranaense, re\u00fane Castro, Carambe\u00ed, Ponta Grossa, Arapoti e Palmeira, e registra os melhores indicadores de produtividade, entre outros fatores, pela maior aceita\u00e7\u00e3o de novas tecnologias entre os produtores, diz Eduardo Marqueze Ribas, gerente de neg\u00f3cios leite da Castrolanda Cooperativa Agroindustrial.<\/p>\n<p>Na m\u00e9dia paranaense, aponta Wilson Thiesen, presidente executivo do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios e Produtos Derivados do Paran\u00e1 (Sindileite), a produ\u00e7\u00e3o anual de leite por vaca cresceu mais de 45% em 10 anos, saindo de menos de 2 mil para 2.916 litros, cerca de 70% acima da m\u00e9dia brasileira (pouco mais de 1,7 mil litros por animal ao ano). A produ\u00e7\u00e3o tem crescido apesar de uma tend\u00eancia persistente de queda no n\u00famero de produtores, reduzidos de 118 mil h\u00e1 uma d\u00e9cada para algo pr\u00f3ximo a 60 mil atualmente, conforme Thiesen.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>Em Carambe\u00ed, Arapoti e Castro, considerada a capital brasileira do leite, a produtividade por animal em lacta\u00e7\u00e3o varia de 6.356 a 7.478 litros por vaca, afirma o presidente do Sindileite. A maior efici\u00eancia dos produtores naquelas \u00e1reas, na maioria de origem alem\u00e3 e holandesa, a alta gen\u00e9tica dos animais, predominantemente de ra\u00e7a holandesa, com alguns exemplares de linhagem Jersey, o clima temperado e as terras de boa qualidade, que permitem o cultivo de forragens de alto valor nutritivo, observa Mezzadri, explicam os melhores resultados da regi\u00e3o, al\u00e9m do desembarque de novas tecnologias.<\/p>\n<p>Coordenador de pecu\u00e1ria da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Estado do Paran\u00e1 (Faep), Alexandre Lobo Blanco registra uma intensifica\u00e7\u00e3o das t\u00e9cnicas de confinamento nos \u00faltimos dois ou tr\u00eas anos, com novos produtores passando a investir nesta \u00e1rea. \"O uso de extratores autom\u00e1ticos de teteiras, que controlam a ordenha por meio de sensores, evitando les\u00f5es nas tetas e acelerando o processo, tamb\u00e9m tem se disseminado\", destaca. Blanco informa ainda que pelo menos seis plantas de ordenha robotizada est\u00e3o em constru\u00e7\u00e3o nas regi\u00f5es de Castro, Carambe\u00ed e Arapoti.<\/p>\n<p>Pioneiro no uso de rob\u00f4s na ordenha no Brasil, Armando Rabbers, dono da Gen\u00e9tica ARM, come\u00e7ou a formar seu plantel de gado leiteiro em 2010, quando construiu, em sua fazenda, na regi\u00e3o de Castro, um galp\u00e3o coberto, mais conhecido no meio como \"free stall\", com camas de serragem individuais para confinamento das vacas em lacta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>As duas linhas de ordenha rob\u00f3tica, importadas da Su\u00e9cia, foram instaladas em outubro de 2012 e atualmente produzem 5,4 mil litros de leite por dia, ordenhando 140 animais, que alcan\u00e7am produtividade m\u00e9dia em torno de 38 litros di\u00e1rios por f\u00eamea. No ano que vem, a depender da situa\u00e7\u00e3o no pa\u00eds, Rabbers tem planos para investir em mais dois rob\u00f4s. \"A meta \u00e9 ter seis conjuntos de ordenha rob\u00f3tica no futuro, o que vai permitir a produ\u00e7\u00e3o de 15,0 mil a 16,0 mil litros por dia\", projeta.<\/p>\n<p>Com rebanho de 3.008 cabe\u00e7as, incluindo 1,5 mil vacas em lacta\u00e7\u00e3o, Diogo Vriesman, s\u00f3cio diretor da Melkstad Agropecu\u00e1ria Ltda, de Carambe\u00ed, investiu, desde 2015, em um sistema de ordenha rotat\u00f3ria, em sistema de carrossel. Sua produ\u00e7\u00e3o da fazenda de 18 hectares gira em torno de 58,0 mil litros por dia, com produtividade di\u00e1ria pr\u00f3xima a 38 litros por vaca.<\/p>\n<p>Os animais em lacta\u00e7\u00e3o s\u00e3o mantidos em regime de confinamento, com uso tamb\u00e9m de free stall, mas com camas de areia para as vacas. \"Com o mesmo pessoal e o mesmo custo fixo, produzo mais leite por hora, com a ordenha de 315 animais nesse intervalo\", diz Vriesman. Numa conta r\u00e1pida, s\u00e3o quase 12 mil litros por hora.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p>O produtor e zootecnista por forma\u00e7\u00e3o investiu perto de R$ 12 milh\u00f5es, incluindo equipamentos, todas as instala\u00e7\u00f5es e infraestrutura, com financiamento do programa Inovagro e recursos do Banco do Brasil. Apesar dos juros fixos e mais baixos, o prazo de 10 anos, afirma, \"n\u00e3o \u00e9 compat\u00edvel com a atividade. S\u00e3o 12 a 15 anos para recuperar o investimento\", acrescenta Vriesman. Ele espera estabilizar o rebanho por volta de 2020, quando dever\u00e1 ocupar toda a capacidade do m\u00f3dulo j\u00e1 instalado, o que significa manter 2,3 mil vacas em confinamento. \"Mais adiante, espero replicar esse m\u00f3dulo, mantendo o mesmo modelo de neg\u00f3cio\", planeja Vriesman, que projeta elevar a produ\u00e7\u00e3o para mais de 80 mil litros di\u00e1rios.<\/p>\n<p>A Castrolanda espera manter a m\u00e9dia de crescimento dos \u00faltimos anos, aumentando sua produ\u00e7\u00e3o em 10% neste ano, de acordo com seu gerente comercial Eg\u00eddio Maffei. Na ponta da capta\u00e7\u00e3o, onde a cooperativa opera em conjunto com as cooperativas Frisia, Capal, Agr\u00e1ria, Bom Jesus, Coamig e Witmarsum, isso significaria elevar os volumes captados de quase 1,5 mil produtores de 1,75 milh\u00e3o para 1,80 milh\u00e3o a 1,90 milh\u00e3o de litros por dia. Toda a produ\u00e7\u00e3o \u00e9 destinada \u00e0s plantas industriais de Castro e Ponta Grossa, no Paran\u00e1, e Itapetininga, em S\u00e3o Paulo, operadas em conjunto, por sua vez, pela pr\u00f3pria Castrolanda, Frisia e Capal. \"Atuamos num mesmo raio geogr\u00e1fico e preferimos unir for\u00e7as para disputar o mercado, ganhando escala, mas preservando a identidade e a opera\u00e7\u00e3o de cada cooperativa\", diz Maffei. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal Valor Econ\u00f4mico)<\/p>\n<p><strong>O consumo de leite e a Copa do Mundo<\/strong><\/p>\n<p>Todo mundo associa Copa do Mundo com aumento de consumo de cervejas e televisores. Mas, outros produtos tamb\u00e9m t\u00eam sua demanda aumentada durante o per\u00edodo. No caso dos aparelhos de televis\u00e3o, a ind\u00fastria se preparou com anteced\u00eancia para um aumento do consumo. Dados da produ\u00e7\u00e3o industrial do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE) mostram que a produ\u00e7\u00e3o de bens de consumo dur\u00e1veis cresceu 16% sobre fevereiro de 2016. O aumento da produ\u00e7\u00e3o da chamada linha marrom do setor de eletrodom\u00e9sticos, que inclui televisores, aparelhos de som e similares, foi ainda maior, de 41% em fevereiro em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado, indicando um setor realmente otimista em rela\u00e7\u00e3o ao impacto da Copa nas vendas.<\/p>\n<p>Estudo realizado pelo Servi\u00e7o de Prote\u00e7\u00e3o ao Cr\u00e9dito (SPC Brasil) e pela Confedera\u00e7\u00e3o Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) aponta que 33% dos micro e pequenos empres\u00e1rios dos ramos do com\u00e9rcio e servi\u00e7os estimam que as vendas aumentem no per\u00edodo dos jogos. No entanto, pesquisa da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional do Com\u00e9rcio de Bens, Servi\u00e7os e Turismo (CNC) revela que apenas 24% das pessoas t\u00eam inten\u00e7\u00f5es de consumo relacionadas ao Mundial de Futebol 2018. Cerca de 23% dos entrevistados deve gastar at\u00e9 R$ 100,00; outros 22% at\u00e9 R$ 200,00; mas a maioria (41%) pretende gastar mais de R$ 300,00. Neste \u00e2mbito, os produtos mais procurados pelos consumidores s\u00e3o itens de vestu\u00e1rio masculino, feminino e infantil (9,4%), alimentos e bebidas (8,2%) e aparelhos televisores (7,4%). Al\u00e9m disso, quase 70% dos consumidores afirmaram que pretendem assistir aos jogos em casa, contra 17% que pretendem frequentar bares e restaurantes.<\/p>\n<p>De acordo com a consultoria TNS, as categorias de alimentos que devem ter melhor desempenho de vendas durante os jogos da Copa do Mundo s\u00e3o: pipocas (expectativa de crescimento de consumo de 58%), salgadinhos (49%), pizzas (36%) e lanches do tipo snacks, como por exemplo, batatas fritas industrializadas e amendoim (33). Dentre as bebidas, os refrigerantes se destacam com 62% de inten\u00e7\u00e3o de consumo, seguido por sucos (52%), \u00e1gua (48%) e cervejas (44%).<\/p>\n<p>O fato de nenhuma das pesquisas apresentadas anteriormente ter mencionado o leite e seus derivados pode ser explicado por estes n\u00e3o serem produtos diretamente relacionados ao Mundial. No entanto, dados hist\u00f3ricos mostram que, pelo menos nas \u00faltimas cinco copas do mundo, o consumo de leite e derivados cresceu no Pa\u00eds.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">Figura 1. Consumo aparente total e sua taxa de crescimento de 1996 a 2017. Fonte: Cileite\/Embrapa (2018).<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><img decoding=\"async\" style=\"height: 398px; width: 600px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/2901\" alt=\"\"><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nPela Figura 1, observa-se que o crescimento do consumo foi maior na Copa de 2002 (7,7%), ano em que o Pa\u00eds foi campe\u00e3o e foi menor (0,7%) em 2014, ano do maior fiasco do Brasil nas copas. Taxas de crescimento significativas tamb\u00e9m foram verificadas em 2010 (5,4%) e em 2006 (3,7%). Coincid\u00eancia ou n\u00e3o, o fato \u00e9 que a Copa do Mundo movimenta a economia brasileira, o que se reflete em setores que, como os l\u00e1cteos, n\u00e3o est\u00e3o diretamente ligados aos jogos. Isso pode ser explicado pelo modelo de Gains (1994), o qual mostra que o comportamento alimentar \u00e9 determinado por tr\u00eas fatores: o alimento em si, o consumidor e o contexto ou situa\u00e7\u00e3o em que o ato alimentar acontece (Figura 2).<\/p>\n<p>Figura 2. Modelo de Gains. Fonte: Gains (1994).&nbsp;<br \/>\n<img decoding=\"async\" style=\"width: 450px; height: 452px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/2902\" alt=\"\"><br \/>\nEm s\u00edntese, o modelo de Gains afirma que as caracter\u00edsticas do contexto do consumo (momento, esta\u00e7\u00e3o do ano, lugar, acompanhantes, etc.) influenciam diretamente no consumo de alimentos. Neste sentido, o fato das pessoas se reunirem para assistir jogos durante a Copa do Mundo ou mesmo por passarem mais tempo em casa assistindo os jogos pela televis\u00e3o, tem impacto positivo sobre o consumo de alimentos, de um modo geral. Neste ano, como a inten\u00e7\u00e3o da maioria das pessoas \u00e9 assistir aos jogos em casa, comidinhas caseiras que envolvem leite e derivados como ingredientes acabam por ser consumidas.<\/p>\n<p>Produtos caracterizados como snacks, como os queijos, por exemplo, tamb\u00e9m devem ter seu consumo ampliado no per\u00edodo. De acordo com a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria de Queijos (Abiq), o consumo de queijos no Pa\u00eds deve aumentar 2,5% este ano. Vale ressaltar que a Copa do Mundo aqui no Brasil coincide com o inverno e \u00e9poca de festividades juninas, fatores estes j\u00e1 relacionados com o incremento de consumo de queijos e derivados.<\/p>\n<p>Por fim, \u00e9 importante mencionar que os marqueteiros do setor est\u00e3o perdendo uma \u00f3tima oportunidade de divulgar os benef\u00edcios do leite, assim como fez a Parmalat com a campanha Mam\u00edferos na Copa de 1998. Estudos recentes mostram que o leite tem apresentado melhor desempenho como bebida esportiva recuperadora do que \u00e1gua e outras bebidas esportivas, por propiciar uma recupera\u00e7\u00e3o mais r\u00e1pida e eficaz, al\u00e9m de um treino mais longo ap\u00f3s o consumo de leite. Portanto, a Copa do Mundo seria uma \u00f3tima oportunidade de massificar essa informa\u00e7\u00e3o para os consumidores, de forma a elevar o status do leite na cadeia alimentar e ampliar o consumo.<\/p>\n<p>Ent\u00e3o, quem disse que leite e Copa do Mundo n\u00e3o est\u00e3o relacionados est\u00e1 um pouco enganado. Que tal um copo de leite nesta Copa? (POR KENNYA SIQUEIRA\/Milkpoint)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px; height: 16px; width: 811px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" alt=\"\"><\/strong><\/div>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><em style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px; height: 30px; width: 231px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/9\" alt=\"\"><\/em><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><em><span style=\"text-align: justify;\">Leite UHT<\/span><br style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify;\">O leite UHT e o queijo mu\u00e7arela continuam valorizados nesta segunda quinzena de junho, seguindo o mesmo movimento observado no in\u00edcio do m\u00eas, desencadeado pela greve dos caminhoneiros, de acordo com pesquisadores do Cepea. No entanto, depois de altas muito expressivas, as varia\u00e7\u00f5es observadas nesta quinzena foram menores. De 17 a 23 de junho, o leite UHT negociado entre ind\u00fastria e atacado do estado de S\u00e3o Paulo registrou m\u00e9dia de R$ 2,235\/litro, aumento de 3,08% em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 semana anterior. O pre\u00e7o do queijo mu\u00e7arela apresentou, no mesmo per\u00edodo, eleva\u00e7\u00e3o de 2,15%, fechando a R$ 20,01\/kg. Segundo colaboradores do Cepea, o aumento dos pre\u00e7os dos derivados est\u00e1 atrelado \u00e0 menor oferta e ao consequente encarecimento do leite no campo. A menor disponibilidade de mat\u00e9ria-prima tamb\u00e9m limita a reposi\u00e7\u00e3o dos estoques das ind\u00fastrias e dos canais de distribui\u00e7\u00e3o, que se esvaziaram durante a greve dos caminhoneiros. (Cepea)<\/span><\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">&nbsp;<em><strong><img decoding=\"async\" style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px; height: 16px; width: 811px;\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" alt=\"\"><\/strong><\/em><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 28 de junho de 2018&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 12 - N\u00b0 2.766 &nbsp; &nbsp;&nbsp;Nestl\u00e9 prepara oferta de leite org\u00e2nico ao mercado em 2019A gigante Nestl\u00e9 prepara-se para lan\u00e7ar sua primeira linha de leites <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2018\/06\/28\/28-06-2018\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"28\/06\/2018\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-2200","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2200","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2200"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2200\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":2201,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2200\/revisions\/2201"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2200"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2200"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2200"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}