{"id":2076,"date":"2018-05-10T18:28:30","date_gmt":"2018-05-10T18:28:30","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2018\/05\/10\/10-05-2018\/"},"modified":"2018-05-10T18:28:30","modified_gmt":"2018-05-10T18:28:30","slug":"10-05-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2018\/05\/10\/10-05-2018\/","title":{"rendered":"10\/05\/2018"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\" style=\"font-size: 12px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/5\" style=\"height: 82px; width: 643px;\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><strong><em>Porto Alegre, 10 de maio de 2018<\/em><\/strong><strong><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Ano 12 - N\u00b0 2.732<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma,geneva,sans-serif;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/6\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"font-family: verdana,geneva,sans-serif; font-size: 12px; height: 16px; text-align: justify; width: 811px;\" \/><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong><u><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma,geneva,sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/8\" style=\"float: left; height: 34px; width: 53px;\" \/><\/span><\/span><\/u><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Interleite Sul 2018: \"o leite est\u00e1 cheio de bons problemas. E por que? Porque temos solu\u00e7\u00f5es<\/strong> <\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\"O setor leiteiro \u00e9 o que passa pela maior transforma\u00e7\u00e3o no agroneg\u00f3cio brasileiro e essa \u00e9 a proposta de discuss\u00e3o do Interleite Sul 2018\". Foi assim que Marcelo Pereira de Carvalho, CEO da AgriPoint, iniciou a abertura do evento nesta quarta-feira (09), em Chapec\u00f3\/SC, no Centro de Cultura e Eventos Pl\u00ednio Arlindo de Nes. O evento ocorre at\u00e9 hoje (10) e se destaca pelos temas dos pain\u00e9is e palestrantes de renome.\u00a0<\/p>\n<p> A mesa de abertura contou com Airton Spies, Secret\u00e1rio de Estado de Agricultura e Pesca de Santa Catarina; Luciano Jos\u00e9 Buligon, Prefeito de Chapec\u00f3; Valdir Crestani, Secret\u00e1rio de Desenvolvimento Rural na Prefeitura de Chapec\u00f3; Ronei Volpi, Presidente da Alian\u00e7a Sul L\u00e1ctea; Ricardo Lunardi, Presidente do Sindicato Rural de Chapec\u00f3; Enori Barbieri, Vice-presidente da FAESC; Amilkar Gassen, Gerente da LacL\u00e9lo e Jos\u00e9 Baldoino, Gerente da Pol\u00edtica Leiteira da Piracanjuba. Segundo Spies, o Interleite Sul \u00e9 um 'nivelamento para cima' de tudo o que precisa ser discutido sobre o leite no Sul do pa\u00eds. \"Sempre enxerguei no Brasil um enorme potencial e fizemos grandes avan\u00e7os nos \u00faltimos anos, por\u00e9m, n\u00e3o podemos esquecer do dever de casa. Mesmo caminhando a passos largos, \u00e9 necess\u00e1rio transformarmos o leite em uma das estrelas do agro.\u00a0 Para continuar crescendo neste ritmo, precisamos preparar a nossa mat\u00e9ria-prima para a exporta\u00e7\u00e3o e esse \u00e9 um dos principais objetivos da Alian\u00e7a Sul L\u00e1ctea. Tenho certeza que todos sair\u00e3o do Interleite Sul inspirados, pois nossa atividade ainda incorporar\u00e1 novas tecnologias e no final, criaremos mais empregos, geraremos mais renda e assim, mais qualidade de vida. O leite est\u00e1 cheio de bons problemas. E por que isso? Porque temos solu\u00e7\u00f5es\".<\/p>\n<p> Para Jos\u00e9 Baldoino, a regi\u00e3o sulista \u00e9 fundamental para o leite no pa\u00eds. \"Tanto \u00e9 que a Piracanjuba elegeu o Sul como a principal regi\u00e3o para os seus investimentos nos \u00faltimos sete anos. Isso contribuiu para o nosso crescimento, tanto que na APAS Show 2018, que tamb\u00e9m est\u00e1 ocorrendo nesta semana, a Piracanjuba lan\u00e7ar\u00e1 18 novos produtos. N\u00f3s esperamos contribuir com o setor ao longo dos anos\", completou.<\/p>\n<p> O primeiro painel do evento, moderado por Valter Galan, s\u00f3cio do MilkPoint Intelig\u00eancia, abordou o tema \"Mercado e Organiza\u00e7\u00e3o da Cadeia do Leite\". Glauco Rodrigues Carvalho, pesquisador da Embrapa Gado de Leite, apontou que de 1974 at\u00e9 2016, a produ\u00e7\u00e3o leiteira brasileira cresceu 374% e que alguns fatores contribu\u00edram com isso, como a expans\u00e3o da popula\u00e7\u00e3o no Brasil - que sustenta o consumo - e o constante lan\u00e7amento de novos produtos no mercado. \"Al\u00e9m disso e n\u00e3o mesmo importante, temos uma \u00e1rea agricultur\u00e1vel gigantesca e precisamos aprender a us\u00e1-la de maneira mais racional. Tamb\u00e9m, temos condi\u00e7\u00f5es de trabalhar com pastejo, diferente de v\u00e1rios pa\u00edses do mundo, e nossas produ\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os \u00e9 bastante competitiva. Vale ressaltar que busca pela gest\u00e3o e todo o seu aprimoramento devem ser constantes e eternos, n\u00e3o esquecendo da escala de produ\u00e7\u00e3o. Esses dois fatores impactam consideravelmente na efici\u00eancia do neg\u00f3cio\".<\/p>\n<p> Na sequ\u00eancia, Craig Bell, Diretor da Leit\u00edssimo (Fazenda Leite Verde, na Bahia) e da Delicari, abordou as \"As oportunidades que o Brasil tem para ser competitivo e n\u00e3o aproveita como deveria\". \"Os produtores de leite no Brasil precisam parar de colocar a culpa dos problemas nas importa\u00e7\u00f5es de leite, pois esse n\u00e3o \u00e9 o caminho. Em alguns casos, ela acontece porque n\u00e3o temos a qualidade necess\u00e1ria para a elabora\u00e7\u00e3o de alguns produtos. O problema de verdade que nos atrapalha \u00e9 a falta de produtividade, que n\u00e3o nos permite competir no ponto baixo do ciclo\".<\/p>\n<p> Craig refor\u00e7a que \u00e9 essencial uma agenda positiva e com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade, j\u00e1 passou da hora de evoluirmos. \"Nossos n\u00edveis de CCS (Contagem de C\u00e9lulas Som\u00e1ticas) ainda n\u00e3o s\u00e3o compat\u00edveis com os do mercado internacional. Tamb\u00e9m, fica complicado fabricar um bom produto nessas condi\u00e7\u00f5es. Precisamos dar um basta em quem trata a produ\u00e7\u00e3o de leite como amadorismo. A mensagem final que deixo \u00e9: o jogo precisa de regras claras que sejam respeitadas, por todos, e as institui\u00e7\u00f5es deveriam focar as suas pesquisas em produtividade\". Marcelo Martins, Diretor Executivo da Viva L\u00e1cteos, salientou em sua palestra que atualmente \u00e9 muito importante gerarmos demanda no mercado consumidor, melhorar o saldo da balan\u00e7a comercial e ampliar o consumo no mercado interno. \"Tivemos algumas dificuldades para avan\u00e7ar com as exporta\u00e7\u00f5es em 2017 e t\u00ednhamos uma depend\u00eancia da Venezuela, que reduziu as compras e era a principal compradora. Por\u00e9m, estamos buscando outros caminhos, o que \u00e9 essencial se realmente queremos ser grandes exportadores de l\u00e1cteos\".<\/p>\n<p> Ele comentou que hoje h\u00e1 uma grande demanda por manteiga, mas, que infelizmente o produto nacional n\u00e3o vem atendendo nem mesmo a popula\u00e7\u00e3o interna. \"O queijo - um produto de valor agregado - tem sido o nosso principal item de evolu\u00e7\u00e3o nas exporta\u00e7\u00f5es. Ainda n\u00e3o resolve o nosso trabalho, visto que precisamos expandir significativamente, mas seguiremos em frente e apresentando os derivados l\u00e1cteos brasileiros em eventos e feira no mundo todo. H\u00e1 pa\u00edses que nem sabem que somos o 4\u00ba maior produtor do mundo e conclu\u00edmos que \u00e9 imprescind\u00edvel a melhoria da imagem do nosso setor. Destaco que a elimina\u00e7\u00e3o da brucelose e tuberculose deve ser perseguida se estamos querendo ser conhecidos no mundo\".<br \/> Marcelo finalizou a sua apresenta\u00e7\u00e3o pontuando que a chave \u00e9 melhoria da nossa competitividade e, para continuar crescendo em produ\u00e7\u00e3o de leite, precisamos exportar mais ou aumentar significativamente o consumo. \"O ideal seria que essas duas coisas andassem juntas. N\u00e3o \u00e9 ideal continuarmos expandindo a produ\u00e7\u00e3o se n\u00e3o temos como escoar isso, at\u00e9 porque, para os produtores, o pre\u00e7o recebido tamb\u00e9m \u00e9 bastante afetado quando h\u00e1 excesso de oferta\".<\/p>\n<p> O quarto palestrante do painel, Ronei Volpi, Presidente da Alian\u00e7a Sul L\u00e1ctea (ALSB), explanou que o objetivo da entidade \u00e9 ser um f\u00f3rum p\u00fablico-privado permanente para buscar o desenvolvimento harm\u00f4nico do setor l\u00e1cteo dos tr\u00eas estados do Sul por meio da implementa\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas e iniciativas conjuntas. \"Criamos ALSB porque os tr\u00eas estados de assemelham na produ\u00e7\u00e3o, t\u00eam entraves e oportunidades comuns, relev\u00e2ncia s\u00f3cio econ\u00f4mica; agricultura familiar\/empresarial, 170 mil produtores envolvidos na atividade e a maior produtividade nacional, de 2.950 kg\/vaca\/ano\". Volpi apresentou ao p\u00fablico presente a evolu\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o na regi\u00e3o e a meta \u00fanica da Alian\u00e7a, que \u00e9: tornar a regi\u00e3o Sul do Brasil exportadora de produtos l\u00e1cteos.<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> \"Para alcan\u00e7ar isso, \u00e9 fundamental um maior envolvimento da ind\u00fastria e mitiga\u00e7\u00e3o da capacidade ociosa, harmoniza\u00e7\u00e3o de protocolos sanit\u00e1rios, converg\u00eancia nas pol\u00edticas de tributa\u00e7\u00e3o, efici\u00eancia log\u00edstica de escoamento, incremento na qualidade do leite (IN 62) e organiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o. Sempre queremos o melhor pre\u00e7o, mas para isso, a \u00fanica sa\u00edda \u00e9 sermos competitivos\".<\/p>\n<p> Finalizando a primeira bateria de palestras, Marcelo Pereira de Carvalho, CEO da AgriPoint, questionou e instigou os participantes com a seguinte quest\u00e3o: \u00c9 poss\u00edvel termos uma rela\u00e7\u00e3o melhor coordenada entre produtores e ind\u00fastria? De acordo com Marcelo, historicamente a rela\u00e7\u00e3o entre a ind\u00fastria e produtor \u00e9 conflituosa devido \u00e0 desconfian\u00e7a m\u00fatua, falta de transpar\u00eancia\/fideliza\u00e7\u00e3o e o foco no curto prazo. \"H\u00e1 exce\u00e7\u00f5es e a rela\u00e7\u00e3o est\u00e1 mudando, por\u00e9m, os problemas s\u00e3o os mesmos. Os contratos por exemplo ainda s\u00e3o raros. Historicamente, tamb\u00e9m temos baixo incentivo da ind\u00fastria para desenvolver os produtores (\"leite \u00e9 tudo igual\"), o que resulta em uma baixa raz\u00e3o para a fideliza\u00e7\u00e3o. Em resumo, os pr\u00f3prios fundamentos de mercado empurraram o setor para um relacionamento mais oportunista do que cooperativo e, nesse cen\u00e1rio, em que h\u00e1 baixa colabora\u00e7\u00e3o entre as partes, a vari\u00e1vel que realmente importa \u00e9 o pre\u00e7o recebido, a cada m\u00eas. H\u00e1 uma dificuldade natural de se quantificar os benef\u00edcios de servi\u00e7os, seguran\u00e7a, entre outros e o pre\u00e7o recebido\". Segundo ele, cabe ao elo forte mudar a rela\u00e7\u00e3o e, normalmente, os fatores externos catalisam as mudan\u00e7as. \"Podemos citar aqui a regulamenta\u00e7\u00e3o (que n\u00e3o \u00e9 o nosso caso), um concorrente que passa a fazer diferente (e d\u00e1 certo) e as press\u00f5es do consumidor, pois a maneira pela qual o leite \u00e9 produzido (e por quem) ser\u00e1 cada vez mais relevante. Assim, as demandas do consumidor representam uma externalidade. Precisamos de uma maior transpar\u00eancia e reduzir a assimetria das informa\u00e7\u00f5es de mercado, minimizando as situa\u00e7\u00f5es que geram conflito. Tamb\u00e9m, posso citar clubes de compra de insumos, servi\u00e7os de apoio ao produtor e os contratos de fornecimento com crit\u00e9rios claros\". Finalizando, Carvalho ponderou que a ind\u00fastria ganha mais quando o produtor tamb\u00e9m ganha (e vice-versa), fato que minimiza o conflito criado e reduz a dist\u00e2ncia entre os elos. \"\u00c9 uma jornada longa, mas precisamos come\u00e7ar\". (MilkPoint)<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/div>\n<div><strong style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px; height: 16px; width: 811px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Euromonitor: ainda h\u00e1 espa\u00e7o para produtos l\u00e1cteos 'sofisticados' na Am\u00e9rica Latina<\/strong><\/p>\n<p> A Am\u00e9rica Latina consome grandes quantidades de produtos l\u00e1cteos artesanais n\u00e3o embalados, mas as marcas podem inovar e sofisticar o consumo para captar novos neg\u00f3cios e o sucesso do queijo, que \u00e9 um bom ponto de inspira\u00e7\u00e3o, segundo a Euromonitor International. Em 2017, o mercado de l\u00e1cteos da Am\u00e9rica Latina gerou US$ 63,6 bilh\u00f5es em receitas - pouco menos de 15% de todo o mercado mundial de l\u00e1cteos de US$ 430 bilh\u00f5es, segundo dados da Euromonitor International. E, embora o desempenho do Brasil tenha sido baixo, com a queda do consumo de leite e iogurte, Argentina, M\u00e9xico, Chile e Peru registraram crescimento positivo nas vendas.<\/p>\n<p> Escrevendo no recente relat\u00f3rio da Euromonitor International chamado Dairy in Latin America, Leonardo Freitas, analista de pesquisa s\u00eanior, disse que embora produtos l\u00e1cteos como leite, iogurte, queijo e pastas tenham sido amplamente consumidos na Am\u00e9rica Latina, o consumo per capita em termos de valor permaneceu mais baixo do que em mercados desenvolvidos e os formatos de consumo eram muito diferentes. \"Enquanto os consumidores locais gastam menos da metade do que os consumidores norte-americanos e europeus na categoria gastam, grande parte do consumo ainda vem de produtos artesanais n\u00e3o embalados\", escreveu Freitas.<br \/> Isso, disse ele, deixou muitas oportunidades para os fabricantes de l\u00e1cteos \"sofisticarem o consumo de l\u00e1cteos da Am\u00e9rica Latina\", e o queijo era uma categoria com a qual os fabricantes poderiam aprender, dado seu cont\u00ednuo sucesso. Em 2017, o queijo foi o produto l\u00e1cteo que mais cresceu em toda a Am\u00e9rica Latina, apresentando crescimento em todos os mercados, de acordo com dados da Euromonitor International.<\/p>\n<p> \"Com forte produ\u00e7\u00e3o local e anos de experi\u00eancia, os fabricantes de queijo conseguiram alavancar suas vendas para consumidores com maior poder de compra, al\u00e9m de diversificar categorias e produzir tipos de queijos internacionalmente conhecidos, como brie e parmes\u00e3o, \u00e0 medida que seus certificados de origem est\u00e3o protegidos\", escreveu Freitas.<\/p>\n<p> <u>Valor em dinheiro versus dietas balanceadas<\/u><br \/> No entanto, ele disse que para garantir o crescimento do mercado de l\u00e1cteos diversificado e altamente fragmentado da Am\u00e9rica Latina, \u00e9 vital entender os fatores que impulsionam as compras e as tend\u00eancias em evolu\u00e7\u00e3o. O valor dos produtos em dinheiro, por exemplo, foi um fator-chave na maior parte da regi\u00e3o, devido \u00e0 alta disparidade de renda e a uma grande lacuna social, al\u00e9m de movimentos inflacion\u00e1rios, disse ele. Nos pr\u00f3ximos anos, por\u00e9m, \u00e0 medida que os estilos de vida se tornaram mais agitados nas grandes cidades e os consumidores seguiram dietas mais equilibradas, Freitas disse que poderia haver espa\u00e7o para desenvolver categorias como alternativas ao leite, bebidas \u00e0 base de soja, leite desnatado e queijo sem lactose.<\/p>\n<p> Onde a situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica de m\u00e9dio prazo deveria ser mais est\u00e1vel, ele disse que uma \"maior sofistica\u00e7\u00e3o\" no consumo \u00e9 esperada. Isso, segundo ele, proporcionou uma premissa ainda maior para os fabricantes investirem em novas linhas de produtos, como novos sabores de iogurte, embalagens elaboradas e novos tipos de queijos. O Brasil, por exemplo, viu uma mudan\u00e7a na demanda de l\u00e1cteos com os consumidores cada vez mais interessados na funcionalidade dos produtos gra\u00e7as a mais informa\u00e7\u00f5es sobre produtos alternativos. Como resultado, ele afirmou que os produtos livres de lactose devem se tornar \"mais relevantes\" no mercado e que continuar\u00e1 a haver uma mudan\u00e7a do leite em p\u00f3 para o leite fresco\/UHT, impulsionando o desenvolvimento de valor na categoria. Freitas disse que o Brasil \u00e9 o mercado de l\u00e1cteos ao qual deve-se ficar de olho na Am\u00e9rica Latina porque \u00e9 o maior - gerando 37% das receitas totais de produtos l\u00e1cteos na regi\u00e3o.<\/p>\n<p> \"O Brasil \u00e9 sempre um membro fundamental e seu desempenho continuar\u00e1 a influenciar o mercado global de l\u00e1cteos na Am\u00e9rica Latina\", escreveu ele. E embora o mercado de l\u00e1cteos tenha sofrido nos \u00faltimos anos como resultado de quest\u00f5es cambiais e uma queda no poder de compra entre os estratos socioecon\u00f4micos mais baixos, o mercado ainda tinha \"potencial de crescimento\".<\/p>\n<p> Mais importante ainda, ele disse que o Brasil tinha um dos maiores rebanhos do mundo, o que daria ao pa\u00eds uma \"base positiva\" para o mercado de l\u00e1cteos a ser desenvolvido. As previs\u00f5es da Euromonitor International sugerem que o Brasil deve ter um forte crescimento anual at\u00e9 2022, ao lado da Argentina e do Equador. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\u00a0<strong style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px; height: 16px; width: 811px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/strong><\/div>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><em style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/9\" style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px; height: 30px; width: 231px;\" \/><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><em>Cota\u00e7\u00f5es\/NZ - Demanda desencadeia aumento do pre\u00e7o do leite em p\u00f3 desnatado<br \/> Os pre\u00e7os do leite em p\u00f3 integral (WMP) ficaram mais brandos no \u00faltimo GDT, levando o pre\u00e7o m\u00e9dio a cair 1,5%, para US$ 3.231\/tonelada, enquanto o \u00edndice geral de pre\u00e7os caiu 1,1%, diz a analista Emma Higgins. Isso coincide com o an\u00fancio da revis\u00e3o feita pela Fonterra sobre a produ\u00e7\u00e3o desta temporada, que saiu de -3% e foi para -2%. Embora as cota\u00e7\u00f5es das commodities na Nova Zel\u00e2ndia tendam a cair \u00e0 medida que o foco se volta para a produ\u00e7\u00e3o do hemisf\u00e9rio norte, o final da primavera mant\u00e9m a demanda por leite em p\u00f3 desnatado (SMP), diz Higgins.O SMP subiu 3,6% no \u00faltimo leil\u00e3o da Fonterra e o produto est\u00e1 sendo vendido com melhores pre\u00e7os na Nova Zel\u00e2ndia do que o similar europeu. Nathan Penny, do banco ASB, diz que a queda do pre\u00e7o do WMP contrariou as expectativas. Contudo o movimento agudo de desvaloriza\u00e7\u00e3o do d\u00f3lar kiwi mais que compensou a queda. Desde o \u00faltimo leil\u00e3o, o d\u00f3lar neozeland\u00eas caiu 4,5% diante do d\u00f3lar norte-americano. O efeito final \u00e9 que os pre\u00e7os globais do leil\u00e3o subiram 3% em termos de d\u00f3lar da Nova Zel\u00e2ndia, e \u00e9 o que efetivamente importa para os produtores de leite. O \u00faltimo relat\u00f3rio da Fonterra diz que as exporta\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos da Nova Zel\u00e2ndia, em fevereiro, aumentaram 4% (11.000 toneladas) em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano passado. O crescimento foi novamente impulsionado pelo WMP, pelos fluidos e produtos l\u00e1cteos frescos, um aumento combinado de 12% (16.000 toneladas) no m\u00eas, compensando ligeiramente as quedas nas vendas de queijo, lactose e manteiga anidra. As exporta\u00e7\u00f5es nos 12 meses encerrados em fevereiro ficaram est\u00e1veis em compara\u00e7\u00e3o com o per\u00edodo anterior. As exporta\u00e7\u00f5es de produtos l\u00e1cteos l\u00edquidos e frescos e WMP, juntos, totalizaram 117.000 toneladas (+7%). Este desempenho foi anulado parcialmente pela queda na maioria das outras categorias. (Rural News - Tradu\u00e7\u00e3o livre: www.terraviva.com.br)<\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><em><strong><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px; height: 16px; width: 811px;\" \/><\/strong><\/em><\/p>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 \u00a0 Porto Alegre, 10 de maio de 2018\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Ano 12 - N\u00b0 2.732 \u00a0 Interleite Sul 2018: \"o leite est\u00e1 cheio de bons problemas. E por que? 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