{"id":2065,"date":"2018-05-03T17:30:22","date_gmt":"2018-05-03T17:30:22","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2018\/05\/03\/03-05-2018\/"},"modified":"2018-05-03T17:30:22","modified_gmt":"2018-05-03T17:30:22","slug":"03-05-2018","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2018\/05\/03\/03-05-2018\/","title":{"rendered":"03\/05\/2018"},"content":{"rendered":"<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\" style=\"font-size: 12px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/5\" style=\"height: 82px; width: 643px;\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><strong><em>Porto Alegre, 03 de maio de 2018<\/em><\/strong><strong><em>\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Ano 12 - N\u00b0 2.727<\/em><\/strong><\/p>\n<p>\u00a0<\/p>\n<p><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma,geneva,sans-serif;\"><img decoding=\"async\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/6\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"font-family: verdana,geneva,sans-serif; font-size: 12px; height: 16px; text-align: justify; width: 811px;\" \/><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong><u><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma,geneva,sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/8\" style=\"float: left; height: 34px; width: 53px;\" \/><\/span><\/span><\/u><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Baixo pre\u00e7o do leite ao produtor est\u00e1 atrelado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do consumo<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> Pre\u00e7o do leite - Entre o final de 2016 e durante todo o ano de 2017, e ainda nos primeiros meses de 2018, houve uma redu\u00e7\u00e3o substancial no pre\u00e7o pago ao produtor. Neste mesmo per\u00edodo, houve um aumento m\u00e9dio de 4,5% de produtividade por produtor no Brasil e uma redu\u00e7\u00e3o de 4% no consumo de todos os produtos l\u00e1cteos.\u00a0<\/p>\n<p> E esta diminui\u00e7\u00e3o resultou numa sobra de 10% de leite, o que refletiu diretamente no pre\u00e7o pago ao produtor. A principal redu\u00e7\u00e3o foi no leite UHT, iogurtes e leite em p\u00f3, com aumento de 2% somente no consumo na manteiga. 'Esta sobra de leite puxou o pre\u00e7o para baixo, pois ningu\u00e9m colocou o produto fora', salientou Darlan Palharini, representante do Sindicato das Ind\u00fastrias do Leite do Rio Grande do Sul (Sindilat), durante o 18\u00ba Encontro do Grupo de Leite de Ven\u00e2ncio Aires, realizado na quinta-feira, 26, pela manh\u00e3, na sede do Sindicato dos Trabalhadores Rurais (STR). Na ocasi\u00e3o, ele abordou o tema \u00b4Mercado futuro do leite`.<\/p>\n<p> Em agosto e setembro de 2016, o pre\u00e7o pago ao produtor atingiu o pico m\u00e1ximo chegando a R$ 1,596. Em dezembro do mesmo ano e durante o ano de 2017, houve uma acentuada redu\u00e7\u00e3o e n\u00e3o foi superior a R$ 1 e em 2018, est\u00e1 em torno de R$ 1,002. 'O mercado j\u00e1 come\u00e7a a dar not\u00edcias da redu\u00e7\u00e3o no consumo de leite UHT e do leite em p\u00f3 a partir de maio de 2018', alertou Palharini. Segundo ele, um dos fatores \u00e9 o alto n\u00famero de desempregados no Brasil, que deixam de consumir leite. A classe econ\u00f4mica que mais consome estes produtos s\u00e3o a B, C, D e E e s\u00e3o justamente as mais afetadas com a quest\u00e3o do desemprego. 'Como n\u00e3o h\u00e1 um canal de exporta\u00e7\u00e3o e n\u00e3o temos outras alternativas, somos muito dependentes do mercado interno, que hoje est\u00e1 freado.'<\/p>\n<p> Palharini frisou que a economia brasileira est\u00e1 em recupera\u00e7\u00e3o, por\u00e9m, muito lenta. A expectativa do setor de l\u00e1cteos do estado \u00e9 que 2018 seja melhor que 2017, mas ele acredita que a recupera\u00e7\u00e3o maior dever\u00e1 ocorrer nos pr\u00f3ximos anos. A interroga\u00e7\u00e3o \u00e9 se a recupera\u00e7\u00e3o da economia vai influenciar no aumento do consumo e, na atividade leiteira, fechar as contas est\u00e1 complicado. 'Se tivermos vacas leiteiras que produzem no m\u00ednimo 20 litros por dia, a conta n\u00e3o fecha e praticamente \u00e9 quase imposs\u00edvel o produtor n\u00e3o ter preju\u00edzo. O leite n\u00e3o pode somente depender do mercado interno brasileiro. Precisamos ter alternativas para o escoamento da produ\u00e7\u00e3o', referiu.<\/p>\n<p> Para tanto, o Sindilat buscou o apoio do governo brasileiro, que j\u00e1 acenou que n\u00e3o tem como ajudar por falta de recursos. 'O principal instrumento que precisamos agora \u00e9 o programa de escoamento da produ\u00e7\u00e3o, caso contr\u00e1rio, o Pa\u00eds vai se afogar no leite. \u00c9 urgente e necess\u00e1rio que a Companhia Nacional de Abastecimento (Conab) reajuste o pre\u00e7o do leite em p\u00f3.'<br \/> Novos mercados<br \/> Palharini referiu ainda que o Sindilat tem se empenhado muito na busca de novos mercados de comercializa\u00e7\u00e3o e que o setor depende muito de compra governamental ou do mercado interno. Entre as dificuldades enfrentadas pelo setor, ele aponta que o Rio Grande do Sul consome somente 40% do total que produz e o restante \u00e9 exportado para outros estados brasileiros, principalmente S\u00e3o Paulo e Rio de Janeiro. O Rio Grande do Sul \u00e9 hoje o estado maior produtor de leite do Brasil, envolvendo 65 mil produtores. Aumento de produtores soma 25%, o aumento de produtividade soma 7% por produtor e o setor contabilizou uma redu\u00e7\u00e3o de 22% de produtores no \u00faltimo ano.\u00a0<\/p>\n<p> 'Nunca o setor enfrentou uma redu\u00e7\u00e3o t\u00e3o acentuada no consumo como nos \u00faltimos anos.'<br \/> DARLAN PALHARINI, representante do Sindilat.\u00a0(Folha do Mate)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/div>\n<div><strong style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px; height: 16px; width: 811px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Pico de vacas e de leite, sem capital levou a Fonterra a um dilema<\/strong><\/p>\n<p> Dilema\/NZ - Keith Woodford explica como o pico de animais, e de leite, mas, sem capital, levou a Fonterra a ficar em uma posi\u00e7\u00e3o dif\u00edcil. A Nova Zel\u00e2ndia atingiu seu pico de vacas, 5,02 milh\u00f5es em 2014\/15 e desde ent\u00e3o os n\u00fameros declinam lentamente. O pico de leite tamb\u00e9m foi atingido no mesmo ano, com a produ\u00e7\u00e3o de 1,9 bilh\u00e3o de quilos de s\u00f3lidos do leite (kgMS), e desde ent\u00e3o fica alguns percentuais abaixo. O dilema da Fonterra \u00e9 que seus planos de neg\u00f3cios est\u00e1 baseado na necessidade crescer mais que 30% nos pr\u00f3ximos sete anos. Esta foi a mensagem principal da Fonterra apresentada aos seus investidores em dezembro de 2017, pelo presidente Theo Spierings, que ressaltou v\u00e1rias vezes \"a lideran\u00e7a pela efici\u00eancia de escala\", e concluindo que \"A Fonterra tem uma forte oportunidade de investimentos\". \u00c9 not\u00e1vel que a Fonterra est\u00e1 vendo o futuro do mundo bem diferente da vis\u00e3o do atual Governo da Nova Zel\u00e2ndia. O Governo diz que o futuro deve estar ligado mais sobre atividades de maior valor agregado. A perspectiva da Fonterra concorda em parte com o crescimento do valor agregado, mas, sem abrir m\u00e3o do aumento da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> Para detectar as especificidades do que a Fonterra projeta para o futuro, \u00e9 preciso analisar em detalhes o que ela vem apresentando aos investidores que n\u00e3o s\u00e3o produtores de leite. Os investidores profissionais s\u00e3o institui\u00e7\u00f5es e investidores diversos que focam no pre\u00e7o das a\u00e7\u00f5es. E s\u00e3o tamb\u00e9m a principal fonte potencial de capital adicional. Eles n\u00e3o possuem votos, e n\u00e3o aparecem nas Assembleias, que s\u00e3o destinadas aos produtores associados, e as mensagens do dia refletem essa situa\u00e7\u00e3o. A \u00faltima apresenta\u00e7\u00e3o feita pela Fonterra a investidores profissionais foi no dia 7 de dezembro de 2017, durou seis horas, com intervalo de uma hora para almo\u00e7o. Todos os diretores da Fonterra estavam presentes, com a lideran\u00e7a do presidente Theo Spierings. Comparada com as assembleias de acionistas as apresenta\u00e7\u00f5es com os investidores possuem mais subst\u00e2ncia e menos rodadas de cunho profissional. A diretoria da Fonterra disse aos investidores que a Cooperativa tem uma posi\u00e7\u00e3o admir\u00e1vel mas, que, \u00e9 necess\u00e1rio crescer muito mais. A meta para 2025 \u00e9 ter 30 bilh\u00f5es de litros equivalente leite (LME). Em 2017 a Fonterra supriu o mercado global com 22,4 bilh\u00f5es de LME. O termo LME n\u00e3o \u00e9 familiar para a maioria dos neozelandeses, mas, tornou-se uma unidade padr\u00e3o internacional para comparar as diferentes composi\u00e7\u00f5es do leite. Um litro da Nova Zel\u00e2ndia \u00e9 aproximadamente igual a 1,15 LME, com alguma varia\u00e7\u00e3o sazonal em decorr\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o de s\u00f3lidos do leite em cada esta\u00e7\u00e3o do ano. E, 1 kg de s\u00f3lidos do leite (mat\u00e9ria gorda e prote\u00edna), kgMS, corresponde a 13 LME Assim, a Fonterra quer outros 570 milh\u00f5es de kgMS a cada ano em todo o mundo. A Fonterra estima que poder\u00e1 aumentar a oferta de leite na Nova Zel\u00e2ndia \u00e0 taxa de 1,5% ao ano, o que resultaria em 170 milh\u00f5es de kgMS por ano at\u00e9 2025. No entanto, isso parece muito otimista. Alguns classificam mesmo de irrealista.Olhando para o futuro, h\u00e1 fortes ventos contr\u00e1rios em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de leite da Nova Zel\u00e2ndia.\u00a0\u00a0<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> Em primeiro lugar, h\u00e1 a quest\u00e3o das penalidades aos produtores de leite que alimentarem seus animais com alta ingest\u00e3o de PKE (torta de palma). Essas penalidades come\u00e7am na pr\u00f3xima primavera. Em segundo lugar, cerca de 23.000 hectares de terra foram retirados da produ\u00e7\u00e3o de leite nos \u00faltimos dois anos, e outras ainda ser\u00e3o aposentadas, seguindo a tend\u00eancia de mudan\u00e7a da produ\u00e7\u00e3o leiteira de pequenas fazendas, para a cria\u00e7\u00e3o de gado de corte. Terceiro, a crescente press\u00e3o para que haja resposta em rela\u00e7\u00e3o a quest\u00f5es de conformidade de nutrientes. Quarto, que as pol\u00edticas ambientais est\u00e3o gerando desconfian\u00e7a juntos aos agricultores. E, quinto, todo mundo est\u00e1 preocupado com o surto de Mycoplasma.<br \/> A Fonterra tem uma preocupa\u00e7\u00e3o adicional que \u00e9 estar perdendo Market share para outras companhias, saindo de 96% de participa\u00e7\u00e3o no ano 2000, para cerca de 82% este ano, e que certamente ser\u00e1 menor nos pr\u00f3ximos dois anos, com a chegada de novos concorrentes com capacidade adicional de processamento. Independentemente de a Fonterra obter ou n\u00e3o algum crescimento na Nova Zel\u00e2ndia, ou, se de fato, ocorrer\u00e1 queda significativa, fica claro que os volumes sobre os quais a Fonterra est\u00e1 falando s\u00f3 podem vir de grandes investimentos no exterior.<\/p>\n<p> As recentes discuss\u00f5es a respeito da compra da SanCor na Argentina faziam parte dessa estrat\u00e9gia global. No entanto, nas \u00faltimas semanas a Fonterra perdeu a disputa para um comprador local. A Fonterra tamb\u00e9m se interessou pela compra da Murray Goulburn (MG) na Austr\u00e1lia. Outra vez, as negocia\u00e7\u00f5es da Fonterra n\u00e3o deram em nada, e a Saputo do Canad\u00e1 est\u00e1 pr\u00f3xima de se tornar o comprador. Uma alternativa ser\u00e1 a Fonterra trabalhar forte para manter sua oferta atual de leite no exterior. Na Austr\u00e1lia, a Fonterra se beneficiou muito nos \u00faltimos dois anos diante do comportamento autodestrutivo da MG. No entanto, com a Saputo no controle da MG ocorrer\u00e1 grande competi\u00e7\u00e3o para o fornecimento de leite das fazendas australianas. A raz\u00e3o pela qual a Fonterra acha que precisa de mais leite \u00e9 principalmente, mas n\u00e3o apenas por causa da China. A Fonterra v\u00ea a capacidade do aumento de oferta de leite chin\u00eas bastante limitada, enquanto a demanda dos consumidores dever\u00e1 crescer oito bilh\u00f5es de LME at\u00e9 2025. Preencher essa lacuna, se ocorrer, exigir\u00e1 que as importa\u00e7\u00f5es chinesas aumentem em mais de 75% neste per\u00edodo de tempo. A Fonterra v\u00ea muitas oportunidades na China, com manteiga e creme na vanguarda, mas, que n\u00e3o ser\u00e3o os \u00fanicos l\u00e1cteos. Fora da categoria manteiga, onde a Fonterra \u00e9 claramente a n\u00famero 1, o desafio n\u00e3o declarado \u00e9 se a Fonterra ter\u00e1 ou n\u00e3o sistemas e capacidade de aproveitar as oportunidades emergentes de agrega\u00e7\u00e3o de valor. O registro hist\u00f3rico sugere que isso n\u00e3o acontece. O que ficou \u00f3bvio para os participantes do semin\u00e1rio com os investidores profissionais, mas, n\u00e3o foi dito, era que a Fonterra n\u00e3o tem recursos para financiar sua pr\u00f3pria transforma\u00e7\u00e3o. A combina\u00e7\u00e3o de grande crescimento em volumes, combinado com transforma\u00e7\u00e3o em valor agregado implica um grande volume de capital.\u00a0 \u00a0As empresas t\u00eam tr\u00eas maneiras de financiar seu crescimento. A primeira \u00e9 pelos lucros acumulados. No entanto, a Fonterra est\u00e1 sob consider\u00e1vel press\u00e3o de seus agricultores de que a maior parte dos lucros deve ser devolvida \u00e0 produ\u00e7\u00e3o, e \u00e9 essa pr\u00e1tica atual. De fato, este ano parece que n\u00e3o haver\u00e1 lucros para distribuir e os dividendos prometidos vir\u00e3o do balan\u00e7o patrimonial.\u00a0<\/p>\n<p> A segunda op\u00e7\u00e3o de financiamento \u00e9 assumir mais d\u00edvidas. No entanto, a Fonterra n\u00e3o est\u00e1 em posi\u00e7\u00e3o de assumir muito mais d\u00edvidas se deseja manter seus atuais ratings financeiros (que determinam as taxas de juros). A terceira op\u00e7\u00e3o \u00e9 assumir mais capital. O desafio para a Fonterra \u00e9 que apenas os agricultores que produzem leite podem ser acionistas. Uma das formas de contornar isso seria a Fonterra assumir mais acionistas, abrindo filiais para os agricultores australianos. Fala-se sobre isso, mas, \u00e9 uma ponte muito longa. O outro caminho seria vender unidades dentro do chamado Fundo de Acionistas da Fonterra. Na realidade, isso significa vender unidades para investidores profissionais, que compartilham dos lucros apesar n\u00e3o terem um voto forma em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 pol\u00edtica da empresa. A desvantagem \u00e9 que um investimento adicional substancial por parte desses investidores externos causaria consider\u00e1vel protesto entre os acionistas. A preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que seja um passo grande demais para os princ\u00edpios cooperativos e a perda do controle de fato.<\/p>\n<p> Talvez o primeiro passo seja a Fonterra reduzir suas ambi\u00e7\u00f5es e se concentrar em trabalhar com o leite que possui na Nova Zel\u00e2ndia. Ainda continuar\u00e1 a ser o maior fornecedor de produtos l\u00e1cteos do mercado internacional. Estabelecer sistemas para maximizar o lucro desse leite e encontrar o capital necess\u00e1rio para financiar essa transforma\u00e7\u00e3o deve ser mais do que suficiente para manter o neg\u00f3cio robusto. De qualquer \u00e2ngulo que se olhe, a Fonterra est\u00e1 preso em uma pedra fincada em um lugar dif\u00edcil. N\u00e3o pode culpar ningu\u00e9m, al\u00e9m de si mesma. ( interest.co.nz - Tradu\u00e7\u00e3o livre: www.terraviva.com.br)<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p> <strong>\u00a0A digitaliza\u00e7\u00e3o mudar\u00e1 o jogo no campo<\/strong><\/p>\n<p> A digitaliza\u00e7\u00e3o ir\u00e1 transformar a forma como se faz agricultura no mundo, e da mesma forma -- impiedosa, para os despreparados -- como atingiu outras ind\u00fastrias. Segundo Andr\u00e9 Savino, diretor de Marketing da Syngenta para o Brasil, isso significa mudar do jogo. \"Como a Netflix fez com a Blockbuster\", afirmou o executivo, referindo-se ao impacto que o streaming de filmes teve sobre o mercado de DVDs. Aniquilou toda uma ind\u00fastria de entretenimento que n\u00e3o se adaptou. No campo, a situa\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 diferente. A adapta\u00e7\u00e3o para a digitaliza\u00e7\u00e3o determinar\u00e1 quem manter\u00e1 a competitividade e quem desaparecer\u00e1.<\/p>\n<p> Esse migra\u00e7\u00e3o digital ficou mais evidente em 26 de mar\u00e7o, quando a multinacional su\u00ed\u00e7a, agora controlada por chineses, anunciou a aquisi\u00e7\u00e3o da mineira Strider. Foi o primeiro neg\u00f3cio fechado no pa\u00eds com uma empresa de agricultura digital. O valor n\u00e3o foi revelado. \"A digitaliza\u00e7\u00e3o trar\u00e1 um ganho de efici\u00eancia sem precedentes\", disse ele.\u00a0 Sediada em Belo Horizonte, a Strider \u00e9 uma jovem empresa digital focada em solu\u00e7\u00f5es para o agroneg\u00f3cio que conseguiu superar as estat\u00edsticas que apontam para uma curta vida de dois anos de exist\u00eancia para startups. Criada em 2013, conseguiu ganhar musculatura nacional. Est\u00e1 posicionada de Norte a Sul do pa\u00eds, com um time de 60 funcion\u00e1rios que entregaram mais de 3 milh\u00f5es de hectares e 2 mil fazendas produtoras de gr\u00e3os e cana- de-a\u00e7\u00facar monitorados.<\/p>\n<p> Com a aquisi\u00e7\u00e3o, tornou-se tamb\u00e9m a primeira \"agtech\" 100% brasileira a passar para as m\u00e3os de uma multinacional. \"Vemos muito potencial ainda a ser explorado no Brasil. Pretendemos aumentar a densidade - ter mais clientes por cidade\", diz Luiz Tangari, CEO da Strider. A Syngenta vinha trabalhando at\u00e9 ent\u00e3o apenas com parcerias no Brasil. Ainda tem meia d\u00fazia delas, mas para \"ser relevante para o agricultor\", diz Savino, era preciso evoluir do ambiente de colabora\u00e7\u00e3o para trazer a agenda digital para dentro da multinacional. No exterior, a companhia adquiriu a Ag Connections e, mais recentemente, a empresa de sensoriamento remoto Farmshots.<\/p>\n<p> Parceiras desde praticamente a funda\u00e7\u00e3o da Strider, o namoro virou noivado h\u00e1 cerca de seis meses, quando a Syngenta fez a primeira abordagem de compra \u00e0 Strider. Na semana passada, o casamento foi sacramentado pelo Cade. Como todo o setor, de agroqu\u00edmicos \u00e0 maquin\u00e1rio, o agroneg\u00f3cio passa por uma corrida tecnol\u00f3gica que fa\u00e7a frente aos desafios de plantio e controle de pragas com a mudan\u00e7a em curso no clima e de satura\u00e7\u00e3o da inova\u00e7\u00e3o aos moldes antigos -- a descoberta de novas mol\u00e9culas, em processos longos e caros. O uso preciso de insumos traz racionalidade ao uso de recursos naturais, como a \u00e1gua e solo, reduz os custos do agricultor e eleva a produtividade na lavoura.<br \/> Segundo a Strider, \"s\u00f3 acertando o timing foi poss\u00edvel reduzir em 20% a popula\u00e7\u00e3o de pragas\" em fazendas que adotaram suas tecnologias. Com a aquisi\u00e7\u00e3o, Tangari passa a reportar diretamente \u00e0 \u00e1rea de digital da Syngenta no Brasil, sob a diretoria de Andr\u00e9 Savino, e a Dan Burdett, l\u00edder digital global. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do jornal Valor Econ\u00f4mico)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\u00a0<\/div>\n<div>\u00a0<strong style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px; height: 16px; width: 811px; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/strong><\/div>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><em style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/9\" style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px; height: 30px; width: 231px;\" \/><\/em><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: center;\"><em>Uruguai - Capta\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria aumentou 4%<br \/> Produ\u00e7\u00e3o\/Uruguai - O volume de leite enviado para as ind\u00fastrias no primeiro trimestre deste ano aumentou 4%, mostrando uma cont\u00ednua recupera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, segundo dados divulgados pelo Instituto Nacional do Leite (Inale). As remessas no m\u00eas de mar\u00e7o acumularam uma produ\u00e7\u00e3o de 133 milh\u00f5es de litros, o que significou aumento de 4,5% em rela\u00e7\u00e3o a igual m\u00eas do ano passado. Por outro lado, os envios acumulados nos tr\u00eas primeiros meses de 2018 totalizaram 415,3 milh\u00f5es de litros de leite, representando 4% de aumento, na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo de 2017. Nos \u00faltimos 12 meses encerrados em mar\u00e7o, a capta\u00e7\u00e3o total da ind\u00fastria chegou a 1.898 milh\u00f5es de litros, representando 6,5% de aumento em rela\u00e7\u00e3o ao per\u00edodo imediatamente anterior. O pre\u00e7o m\u00e9dio recebido pelo produtor em mar\u00e7o, foi de 10,11 pesos por litro, [R$ 1,25\/litro], ou US$ 0,36, representando aumento de 5% em ambas as moedas, em rela\u00e7\u00e3o a fevereiro. (El Observador - Tradu\u00e7\u00e3o livre: www.terraviva.com.br)<\/em><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><strong><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"font-family: verdana, geneva, sans-serif; font-size: 12px; height: 16px; width: 811px;\" \/><\/strong><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>\u00a0 \u00a0 Porto Alegre, 03 de maio de 2018\u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 \u00a0 Ano 12 - N\u00b0 2.727 \u00a0 Baixo pre\u00e7o do leite ao produtor est\u00e1 atrelado \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do consumo Pre\u00e7o do leite - Entre o <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2018\/05\/03\/03-05-2018\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"03\/05\/2018\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-2065","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2065","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=2065"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/2065\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=2065"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=2065"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=2065"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}