{"id":19656,"date":"2026-07-23T18:52:51","date_gmt":"2026-07-23T18:52:51","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=19656"},"modified":"2026-07-23T18:54:12","modified_gmt":"2026-07-23T18:54:12","slug":"23-07-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2026\/07\/23\/23-07-2026\/","title":{"rendered":"23\/07\/2026"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/9wC509ABF0420\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/9wC509ABF0420\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 23 de julho de 2026&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 20 - N\u00b0 4.677<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Ainda fazenda leiteira ou j\u00e1 empresa?<br \/>\n\u200b<\/b><br \/>\nProduzir leite nunca exigiu apenas conhecimento sobre vacas. Mas, nos \u00faltimos anos, a complexidade da atividade elevou a gest\u00e3o a um novo patamar.<\/p>\n<p>Produzir leite nunca exigiu apenas conhecimento sobre vacas. Mas, nos \u00faltimos anos, a complexidade da atividade elevou a gest\u00e3o a um novo patamar. Em propriedades cada vez maiores, com equipes mais numerosas, tecnologias embarcadas e margens pressionadas, produzir bem passou a depender da capacidade de organizar pessoas, padronizar processos, controlar recursos e tomar decis\u00f5es com base em indicadores.<br \/>\n\u00c9 essa transforma\u00e7\u00e3o que ser\u00e1 o foco da palestra de Allan Andr\u00e9 Tormen, produtor de leite, presidente do Sindicato Rural de Erechim (RS) e Coordenador da Comiss\u00e3o de Leite e Derivados da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura, da Farsul (Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul) e vice-presidente da Comiss\u00e3o Nacional de Pecu\u00e1ria de Leite da CNA , durante o Interleite Brasil 2026, que acontece entre os dias 18 e 20 de agosto, em Uberl\u00e2ndia (MG), com o tema \"Capacitando e fortalecendo a produ\u00e7\u00e3o de leite no Brasil\".<\/p>\n<p>\u00c0 frente da Agropecu\u00e1ria Tormen, refer\u00eancia em produ\u00e7\u00e3o de leite de alta produtividade, Allan construiu uma trajet\u00f3ria que une a pr\u00e1tica di\u00e1ria dentro da fazenda \u00e0 participa\u00e7\u00e3o ativa nas principais discuss\u00f5es sobre o futuro da cadeia leiteira brasileira. Para ele, essa dupla atua\u00e7\u00e3o permite compreender os desafios do setor sob uma perspectiva rara: a de quem vive a realidade da produ\u00e7\u00e3o e, ao mesmo tempo, participa das decis\u00f5es que impactam milhares de produtores.<\/p>\n<p>\"Quando a gente senta na cadeira do representante da classe sem entender como se produz, n\u00e3o tem propriedade para falar. Eu vivo da atividade. O leite n\u00e3o \u00e9 mais um neg\u00f3cio para mim, ele \u00e9 o meu neg\u00f3cio.\"<\/p>\n<p>Sua rela\u00e7\u00e3o com a atividade come\u00e7ou cedo. Formado em escola agr\u00edcola, Allan iniciou a produ\u00e7\u00e3o de leite aos 16 anos e acompanhou, na pr\u00e1tica, os desafios de crescer, investir e enfrentar as oscila\u00e7\u00f5es do mercado. Essa viv\u00eancia, segundo ele, \u00e9 o que permite levar \u00e0s discuss\u00f5es institucionais a realidade de quem est\u00e1 dentro da porteira. \"Eu consigo levar para a representa\u00e7\u00e3o a dor real do produtor, entender onde aperta o sapato, quais s\u00e3o os gargalos da atividade e o que realmente \u00e9 poss\u00edvel fazer.\"<\/p>\n<p>Produtividade \u00e9 consequ\u00eancia, n\u00e3o ponto de partida<\/p>\n<p>Embora a Agropecu\u00e1ria Tormen seja reconhecida pelos elevados \u00edndices produtivos, Allan faz quest\u00e3o de inverter uma l\u00f3gica bastante comum no setor. Na sua vis\u00e3o, produtividade n\u00e3o deve ser perseguida de forma isolada. Ela surge como consequ\u00eancia de uma s\u00e9rie de decis\u00f5es bem executadas.<\/p>\n<p>O primeiro pilar \u00e9 garantir a sa\u00fade ruminal dos animais, por meio de um manejo alimentar consistente e de uma nutri\u00e7\u00e3o equilibrada. O segundo est\u00e1 relacionado \u00e0 sa\u00fade da gl\u00e2ndula mam\u00e1ria, reduzindo a contagem de c\u00e9lulas som\u00e1ticas (CCS), a incid\u00eancia de mastite e, consequentemente, perdas produtivas e reprodutivas. H\u00e1 ainda um terceiro componente que, segundo ele, vem ganhando import\u00e2ncia nas propriedades mais eficientes: a gest\u00e3o ambiental.<\/p>\n<p>Na Agropecu\u00e1ria Tormen, os dejetos deixaram de ser encarados apenas como um res\u00edduo para se tornarem fonte de valor. Eles s\u00e3o utilizados na produ\u00e7\u00e3o de biofertilizantes, fertirriga\u00e7\u00e3o e at\u00e9 na reposi\u00e7\u00e3o da cama utilizada no sistema de compost barn, fechando ciclos produtivos e reduzindo desperd\u00edcios. \"O dejeto precisa deixar de ser um passivo e se transformar em um ativo.\"<\/p>\n<p>O quarto pilar est\u00e1 no per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o das vacas<\/p>\n<p>Segundo Allan, garantir partos bem conduzidos, com vacas em bom escore corporal e produ\u00e7\u00e3o adequada de colostro, influencia diretamente o desempenho das bezerras, o in\u00edcio da lacta\u00e7\u00e3o, a reprodu\u00e7\u00e3o e toda a produtividade futura do rebanho. Para ele, quando esses fatores caminham juntos, a sustentabilidade econ\u00f4mica aparece naturalmente \u2014 e, com ela, a sustentabilidade ambiental.<\/p>\n<p>Quem coloca o leite no tanque s\u00e3o as pessoas<\/p>\n<p>Se manejo e nutri\u00e7\u00e3o explicam parte dos resultados, Allan acredita que existe outro fator ainda mais decisivo para o sucesso de uma fazenda. As pessoas. \"O que determina o tamanho de uma fazenda n\u00e3o \u00e9 a quantidade de vacas. \u00c9 a quantidade de pessoas que trabalham ali e entregam valor para o neg\u00f3cio.\" Por isso, desenvolver equipes tornou-se prioridade dentro da Agropecu\u00e1ria Tormen.<\/p>\n<p>Atrair bons profissionais, investir em capacita\u00e7\u00e3o e criar condi\u00e7\u00f5es para que permane\u00e7am na empresa faz parte da estrat\u00e9gia de crescimento da propriedade tanto quanto investir em m\u00e1quinas ou instala\u00e7\u00f5es. Mas, para Allan, pessoas s\u00f3 conseguem entregar resultados consistentes quando existe uma cultura organizacional s\u00f3lida.<\/p>\n<p>Ele defende que toda empresa precisa desenvolver uma cultura baseada na melhoria cont\u00ednua, em que cada colaborador compreenda que sempre existe uma oportunidade de aperfei\u00e7oar processos, reduzir desperd\u00edcios e gerar mais valor.<\/p>\n<p>Outro princ\u00edpio que procura refor\u00e7ar dentro da equipe \u00e9 que uma empresa n\u00e3o deve funcionar como uma fam\u00edlia, mas como uma comunidade. Enquanto fam\u00edlias costumam depender de pessoas espec\u00edficas, comunidades se fortalecem justamente pela capacidade de compartilhar responsabilidades. \"A fazenda n\u00e3o pode depender de uma pessoa. Ela precisa depender da equipe.\"<\/p>\n<p>Crescer exige cuidar do dinheiro<\/p>\n<p>Entre os assuntos que mais preocupam os produtores atualmente est\u00e3o o aumento dos custos, os juros elevados e a volatilidade do mercado. Na avalia\u00e7\u00e3o de Allan, por\u00e9m, existe um equ\u00edvoco frequente dentro das propriedades. Muitos produtores dedicam enorme esfor\u00e7o para calcular o custo de produ\u00e7\u00e3o, mas deixam em segundo plano um indicador ainda mais importante. \"O custo de produ\u00e7\u00e3o n\u00e3o paga a conta. O que paga a conta \u00e9 a liquidez.\"<\/p>\n<p>Segundo ele, construir um neg\u00f3cio robusto significa gerar caixa suficiente para atravessar per\u00edodos de baixa sem comprometer investimentos nem recorrer excessivamente ao cr\u00e9dito.<\/p>\n<p>Ferramentas como irriga\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m fazem parte dessa estrat\u00e9gia, funcionando como instrumentos de mitiga\u00e7\u00e3o de risco ao garantir maior estabilidade na produ\u00e7\u00e3o de forragens. Para Allan, crescer continua sendo importante, mas esse crescimento precisa acontecer de forma equilibrada. N\u00e3o basta aumentar a produ\u00e7\u00e3o. \u00c9 necess\u00e1rio aumentar tamb\u00e9m a efici\u00eancia operacional, reduzir desperd\u00edcios, fortalecer o caixa e preservar a capacidade de investimento da propriedade.<\/p>\n<p>O futuro da cadeia passa por rela\u00e7\u00f5es mais maduras<\/p>\n<p>Al\u00e9m da gest\u00e3o dentro das fazendas, Allan acompanha de perto outro desafio considerado decisivo para a competitividade do leite brasileiro: o relacionamento entre produtores e ind\u00fastrias. Na sua avalia\u00e7\u00e3o, ambos ainda precisam amadurecer a forma como enxergam essa rela\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O produtor deve compreender a ind\u00fastria como seu cliente, enquanto a ind\u00fastria precisa reconhecer o produtor como um fornecedor estrat\u00e9gico, capaz de entregar qualidade, previsibilidade e regularidade. \"N\u00e3o tem como o produtor ir bem e a ind\u00fastria ir mal. Tamb\u00e9m n\u00e3o tem como a ind\u00fastria ir mal e o produtor ir bem.\"<\/p>\n<p>Ele acredita que maior transpar\u00eancia nas informa\u00e7\u00f5es de mercado e um relacionamento baseado em confian\u00e7a permitir\u00e3o ganhos de efici\u00eancia para toda a cadeia leiteira. Tamb\u00e9m defende que o produtor amplie sua vis\u00e3o para al\u00e9m da porteira. \"Se ele n\u00e3o entender o que acontece da porteira para fora, n\u00e3o consegue gerenciar o neg\u00f3cio.\"<\/p>\n<p>Uma nova forma de enxergar a fazenda<\/p>\n<p>Durante sua participa\u00e7\u00e3o no Interleite Brasil, Allan pretende compartilhar justamente essa mudan\u00e7a de mentalidade que vem orientando a evolu\u00e7\u00e3o da Agropecu\u00e1ria Tormen. Para ele, as propriedades leiteiras passaram por uma transforma\u00e7\u00e3o profunda. \"As nossas fazendas deixaram de ser fazendas. Elas se transformaram em ind\u00fastrias de produ\u00e7\u00e3o de leite.\"<\/p>\n<p>Isso significa trabalhar com processos padronizados, procedimentos operacionais bem definidos, redu\u00e7\u00e3o constante de desperd\u00edcios e melhoria cont\u00ednua da qualidade entregue \u00e0 ind\u00fastria. Mais do que implantar ferramentas de gest\u00e3o, Allan acredita que o grande desafio \u00e9 construir uma cultura capaz de evoluir continuamente. \"Implementar um sistema de gest\u00e3o robusto n\u00e3o \u00e9 fazer um projeto. \u00c9 iniciar uma jornada. Todo dia existe algo para melhorar.\"<\/p>\n<p>\u00c9 justamente essa experi\u00eancia \u2014 constru\u00edda ao longo dos \u00faltimos anos e inspirada em metodologias de gest\u00e3o aplicadas \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de leite \u2014 que ele pretende dividir com o p\u00fablico durante o evento.<\/p>\n<p>Participe do Interleite Brasil 2026<\/p>\n<p>A trajet\u00f3ria da Agropecu\u00e1ria Tormen mostra que os desafios da produ\u00e7\u00e3o de leite v\u00e3o muito al\u00e9m do manejo dos animais. Produzir com efici\u00eancia exige gest\u00e3o, cultura organizacional, equipes preparadas, disciplina financeira e disposi\u00e7\u00e3o para melhorar continuamente.<\/p>\n<p>Esses e muitos outros aprendizados estar\u00e3o em debate no Interleite Brasil 2026, de 18 a 20 de agosto, em Uberl\u00e2ndia (MG). Durante tr\u00eas dias, produtores, t\u00e9cnicos, consultores, pesquisadores e lideran\u00e7as da cadeia leiteira se reunir\u00e3o para discutir solu\u00e7\u00f5es pr\u00e1ticas capazes de aumentar a efici\u00eancia, a competitividade e a sustentabilidade da produ\u00e7\u00e3o de leite no Brasil.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.milkpoint.com.br\/colunas\/interleite-brasil\/ainda-fazenda-leiteira-ou-ja-empresa-241591\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.milkpoint.com.br\/colunas\/interleite-brasil\/ainda-fazenda-leiteira-ou-ja-empresa-241591\/\">Garanta sua participa\u00e7\u00e3o com 15% de desconto e venha fazer parte das conversas que est\u00e3o ajudando a construir o futuro da pecu\u00e1ria leiteira brasileira.<\/a>&nbsp;(Milkpoint)<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<hr>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Inadimpl\u00eancia cresce 0,28% em junho no Pa\u00eds e chega aos 83,7 milh\u00f5es de brasileiros negativados<\/b><\/p>\n<p>A inadimpl\u00eancia no Pa\u00eds voltou a crescer em junho, depois da desacelera\u00e7\u00e3o vista no m\u00eas anterior. O n\u00famero de brasileiros negativados avan\u00e7ou 0,28%, o que representa 234 mil novos CPFs e 83,7 milh\u00f5es de inadimplentes no total. Apenas sete, das 27 unidades federativas, apresentaram queda no volume de consumidores negativados, com o Rio Grande do Sul entre elas. No Estado, o n\u00famero de inadimplentes caiu 0,1% ante o m\u00eas anterior, totalizando 4,1 milh\u00f5es de ga\u00fachos endividados. O levantamento foi feito pela Serasa Experian e divulgado este m\u00eas.<\/p>\n<p>O economista e professor da PUC-RS, Rafael Diomedi, observa a redu\u00e7\u00e3o de inadimplentes vista no Estado como um resultado de fatores espec\u00edficos da economia ga\u00facha. \u201cAp\u00f3s os eventos clim\u00e1ticos extremos ocorridos em 2024 e as consequ\u00eancias ao longo de 2025, diversos programas de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvidas, linhas especiais de cr\u00e9dito, posterga\u00e7\u00e3o de pagamentos e medidas de reconstru\u00e7\u00e3o contribu\u00edram para reduzir temporariamente a press\u00e3o financeira sobre parte da popula\u00e7\u00e3o\u201d, explica Diomedi.<\/p>\n<p>Os cachos negativados se mant\u00eam em 17,9 milh\u00f5es de d\u00edvidas em aberto, ultrapassando os R$ 33,6 bilh\u00f5es. As d\u00edvidas com bancos e cart\u00f5es lideram a inadimpl\u00eancia (27,08%), seguidas pelas impostas financeiras (18,09%) e de servi\u00e7os (14,04%). Os bancos e institui\u00e7\u00f5es financeiras tamb\u00e9m lideram o ranking nacional, respondendo por 46,9% do total. A especialista em educa\u00e7\u00e3o financeira da Serasa, Aline Vieira, aponta que esse fator est\u00e1 ligado ao comportamento do brasileiro em utilizar o cr\u00e9dito, muitas vezes, para contas b\u00e1sicas do dia a dia, como \u00e1gua, luz, g\u00e1s e supermercado.<\/p>\n<p>\u201cPor isso a gente tem muito do cr\u00e9dito tomado com responsabilidade e com consci\u00eancia, no cr\u00e9dito tem que ser visto como um aliado e n\u00e3o como uma eterna solu\u00e7\u00e3o da renda. O cr\u00e9dito \u00e9 para que a pessoa consiga se organizar, ter uma ruptura e colocar as contas em dia\u201d, destaca a especialista.<\/p>\n<p>Em n\u00edvel nacional, os brasileiros acumulam 345,5 milh\u00f5es de d\u00e9bitos que somam mais de R$ 975,5 bilh\u00f5es. O valor m\u00e9dio devido por consumidor chegou a R$ 6.290,23, o que indica que cada inadimplente deve, em m\u00e9dia, 4 vezes mais que o sal\u00e1rio m\u00ednimo. No Rio Grande do Sul o t\u00edquete m\u00e9dio \u00e9 o quinto maior no Brasil, com cada inadimplente devendo em m\u00e9dia R$ 13,25.<\/p>\n<p>Diomedi ressalta que, para a economia estadual, o elevado contingente de inadimplentes representa a capacidade de expans\u00e3o da demanda interna e limita o potencial de crescimento econ\u00f4mico do Estado. Ele afirma que, quando uma parcela expressiva da popula\u00e7\u00e3o possui restri\u00e7\u00f5es de cr\u00e9dito, ocorre redu\u00e7\u00e3o do consumo de bens dur\u00e1veis, menor oferta de servi\u00e7os e posterga\u00e7\u00e3o de investimentos familiares. Esse comportamento afeta diretamente o com\u00e9rcio, os servi\u00e7os e parte da ind\u00fastria voltada ao mercado interno. Setores ligados \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es ou ao agroneg\u00f3cio tendem a apresentar menor sensibilidade imediata \u00e0 inadimpl\u00eancia das fam\u00edlias, pois dependem menos do mercado consumidor interno.<\/p>\n<p>Entre a popula\u00e7\u00e3o adulta, 50,9% dos brasileiros est\u00e3o com o nome negativado. J\u00e1 no Rio Grande do Sul, esse percentual \u00e9 menor, de 46,5%. Em rela\u00e7\u00e3o ao perfil dos inadimplentes, a distribui\u00e7\u00e3o por g\u00eanero \u00e9 praticamente equilibrada: no Estado, homens e mulheres representam 50% cada, enquanto no cen\u00e1rio nacional, as mulheres t\u00eam uma participa\u00e7\u00e3o ligeiramente maior, com 50,5%, ante 49,5% dos homens.<\/p>\n<p>Apesar do crescimento do \u00edndice no Pa\u00eds representar o dobro de maio, que foi de 0,14%, junho ainda representa o segundo menor \u00edndice do ano.<\/p>\n<p>\u201cO que a gente tem visto \u00e9 essa busca por educa\u00e7\u00e3o financeira, inser\u00e7\u00e3o do consumidor em busca de renegociar e encontrar formas de poder quitar essas d\u00edvidas\u201d, explica Aline Vieira.<\/p>\n<p>\u201cCada vez mais a gente tem feito a\u00e7\u00f5es, como os nossos mutir\u00f5es de renegocia\u00e7\u00e3o de d\u00edvida para que os brasileiros consigam entrar em contato com esses bancos e negociar suas d\u00edvidas com mais desconto\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Diomedi agrega a discuss\u00e3o ao elaborar que a manuten\u00e7\u00e3o do emprego formal e o crescimento da renda real s\u00e3o fundamentais para ampliar a capacidade de pagamento das fam\u00edlias.<\/p>\n<p>\u201cOutro fator relevante \u00e9 a trajet\u00f3ria dos juros. Caso ocorra a continuidade do processo de redu\u00e7\u00e3o das taxas de juros ao longo dos pr\u00f3ximos meses, haver\u00e1 melhora das condi\u00e7\u00f5es de renegocia\u00e7\u00e3o do cr\u00e9dito e do fluxo de recursos no sistema. Tamb\u00e9m ser\u00e1 importante acompanhar a infla\u00e7\u00e3o\u201d, defende. Um dos desafios \u00e9 ampliar o acesso ao cr\u00e9dito para despejar a necessidade. (Jornal do Com\u00e9rcio)<\/p>\n<p><b>Lactalis compra se\u00e7\u00e3o de queijos finos de cooperativa canadense Agropur<\/b><\/p>\n<p>A cooperativa canadense de latic\u00ednios Agropur concordou em vender seu neg\u00f3cio de queijos finos \u00e0 Lactalis, em um movimento estrat\u00e9gico para simplificar suas opera\u00e7\u00f5es e concentrar investimentos em suas principais atividades de valor agregado. A transa\u00e7\u00e3o proposta inclui as unidades de produ\u00e7\u00e3o da Agropur em Oka e Saint-Hyacinthe, juntamente com as marcas associadas ao seu portf\u00f3lio de queijos finos. Os termos financeiros do acordo n\u00e3o foram divulgados.<\/p>\n<p>Segundo a Agropur, a transa\u00e7\u00e3o faz parte de uma estrat\u00e9gia mais ampla para simplificar suas opera\u00e7\u00f5es e fortalecer sua competitividade de longo prazo, concentrando-se em \u00e1reas do neg\u00f3cio com maior potencial de crescimento. Roger Massicotte, presidente da Agropur, afirmou: \u201cEsta decis\u00e3o foi cuidadosamente considerada e tem como objetivo fortalecer a competitividade de longo prazo da cooperativa e garantir sua sustentabilidade. Embora lucrativo, o neg\u00f3cio de queijos finos representa apenas uma pequena parcela de nossas opera\u00e7\u00f5es, respondendo por aproximadamente 2% de nossa receita consolidada e 2% do leite processado em nossas unidades no Canad\u00e1.\u201d<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a conclus\u00e3o da transa\u00e7\u00e3o, a Agropur informou que priorizar\u00e1 investimentos em categorias estrat\u00e9gicas de produtos. \u00c9mile Cordeau, CEO da Agropur, afirmou: \u201cNos pr\u00f3ximos anos, a Agropur concentrar\u00e1 seus esfor\u00e7os e investimentos em atividades estrat\u00e9gicas que gerem o maior valor para seus produtores de leite associados, especificamente a produ\u00e7\u00e3o de leite fluido, incluindo leite de maior valor agregado, queijo industrial, manteiga e ingredientes l\u00e1cteos.\u201d Ele acrescentou que a medida fortaleceria a posi\u00e7\u00e3o da cooperativa como fornecedora preferencial de produtos l\u00e1cteos para a ind\u00fastria de alimentos, ao mesmo tempo em que permitiria que ela continuasse desenvolvendo produtos de alta qualidade alinhados \u00e0s mudan\u00e7as na demanda dos clientes.<\/p>\n<p>A Agropur tamb\u00e9m reconheceu a tradi\u00e7\u00e3o de seu neg\u00f3cio de queijos finos, que inclui a ic\u00f4nica marca Oka, e afirmou que trabalhar\u00e1 em conjunto com a Lactalis para garantir uma transi\u00e7\u00e3o tranquila para funcion\u00e1rios e parceiros comerciais. Olivier Gard\u00e8re, presidente da categoria de queijos no Canad\u00e1, afirmou: \u201cA Agropur reconhece a import\u00e2ncia hist\u00f3rica de seu neg\u00f3cio de queijos finos em Qu\u00e9bec e deseja destacar a experi\u00eancia e a dedica\u00e7\u00e3o dos funcion\u00e1rios que contribu\u00edram para esse setor. A Agropur trabalhar\u00e1 em estreita colabora\u00e7\u00e3o com a Lactalis at\u00e9 que a transa\u00e7\u00e3o seja conclu\u00edda, a fim de garantir uma transi\u00e7\u00e3o organizada para funcion\u00e1rios e parceiros.\u201d<\/p>\n<p>A Agropur \u00e9 a maior cooperativa de latic\u00ednios do Canad\u00e1, operando 28 unidades de produ\u00e7\u00e3o no Canad\u00e1 e nos Estados Unidos. Em 2025, a cooperativa gerou receita de 8,9 bilh\u00f5es de d\u00f3lares canadenses (US$ 6,32 bilh\u00f5es) e processou 6,7 bilh\u00f5es de litros de leite em nome de seus 2.700 produtores de leite associados. A transa\u00e7\u00e3o permanece sujeita \u00e0 aprova\u00e7\u00e3o regulat\u00f3ria.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do FoodBev.com, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Jogo R\u00e1pido<\/b><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>V\u00eddeo oficial mostra os principais momentos do lan\u00e7amento do Milk Summit Mercosul 2026<\/b><br \/>\nO v\u00eddeo oficial do lan\u00e7amento do Milk Summit Mercosul 2026 j\u00e1 est\u00e1 dispon\u00edvel e re\u00fane os principais momentos do evento que marcou a abertura das inscri\u00e7\u00f5es e o in\u00edcio da contagem regressiva para a segunda edi\u00e7\u00e3o do principal encontro da cadeia leiteira do Mercosul. Realizado em Iju\u00ed (RS), o lan\u00e7amento reuniu cerca de 200 participantes, entre produtores, ind\u00fastrias, cooperativas, pesquisadores, estudantes, empresas e lideran\u00e7as do setor, em uma programa\u00e7\u00e3o voltada \u00e0 inova\u00e7\u00e3o, competitividade, mercado, gest\u00e3o de riscos, sustentabilidade e perspectivas para a cadeia leiteira. Agora, a expectativa \u00e9 para os dias 14 e 15 de outubro, quando o Milk Summit Mercosul 2026 reunir\u00e1 especialistas nacionais e internacionais durante a ExpoFest Iju\u00ed, promovendo dois dias de conte\u00fado t\u00e9cnico, networking e oportunidades de neg\u00f3cios. Assista ao v\u00eddeo oficial do lan\u00e7amento&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DbIlyHGqfrh\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.instagram.com\/p\/DbIlyHGqfrh\/.\">clicando aqui<\/a>.&nbsp; Garanta sua participa\u00e7\u00e3o no Milk Summit Mercosul 2026.&nbsp;<a href=\"https:\/\/milksummitbrazil.com\/inscricao\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/milksummitbrazil.com\/inscricao\/\">Inscreva-se clicando aqui<\/a>.<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 23 de julho de 2026&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 20 - N\u00b0 4.677 Ainda fazenda leiteira ou j\u00e1 empresa? \u200b Produzir leite nunca exigiu apenas conhecimento sobre vacas. <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2026\/07\/23\/23-07-2026\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"23\/07\/2026\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-19656","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19656","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19656"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19656\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19660,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19656\/revisions\/19660"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19656"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19656"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19656"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}