{"id":19624,"date":"2026-07-17T18:21:43","date_gmt":"2026-07-17T18:21:43","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=19624"},"modified":"2026-07-20T19:10:39","modified_gmt":"2026-07-20T19:10:39","slug":"17-07-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2026\/07\/17\/17-07-2026\/","title":{"rendered":"17\/07\/2026"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/9wC509ABF0420\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/9wC509ABF0420\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 17 de julho de 2026&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 20 - N\u00b0 4.673<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Bets e medicamentos GLP-1 disputam espa\u00e7o no or\u00e7amento dos brasileiros<\/b><\/p>\n<p>Dados mostram que 47% dos usu\u00e1rios de GLP-1 abriram m\u00e3o de outros gastos para manter o tratamento, enquanto as apostas esportivas j\u00e1 alcan\u00e7am 4% dos lares brasileiros.<\/p>\n<p>O or\u00e7amento do brasileiro continua pressionado, mas o que mais influencia as decis\u00f5es de compra hoje n\u00e3o \u00e9 apenas a renda dispon\u00edvel. De acordo com dados da Worldpanel by Numerator, novas prioridades v\u00eam transformando a forma como as fam\u00edlias distribuem seus gastos, com destaque para o crescimento das apostas esportivas (bets) e dos medicamentos \u00e0 base de GLP-1, utilizados popularmente para a perda de peso.<\/p>\n<p>O estudo revela que 31% dos brasileiros se declaram em dificuldade financeira. Ao mesmo tempo, cresce o grupo de consumidores mais comprometidos com sa\u00fade e bem-estar: os chamados health actives passaram de 26% para 30% da popula\u00e7\u00e3o em apenas um ano. Em um contexto de press\u00e3o financeira e desgaste emocional, investir na pr\u00f3pria sa\u00fade deixa de ser apenas um desejo e passa a ocupar um espa\u00e7o cada vez maior no or\u00e7amento.<\/p>\n<p>Esse movimento ajuda a explicar o avan\u00e7o dos medicamentos GLP-1 no pa\u00eds. Embora ainda estejam presentes em apenas 2,4% dos domic\u00edlios brasileiros, os impactos financeiros do tratamento j\u00e1 s\u00e3o significativos. Segundo a Worldpanel by Numerator, o custo anual gira em torno de R$ 10 mil, e 47% dos usu\u00e1rios afirmam ter reduzido outros gastos para conseguir manter a medica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Os efeitos tamb\u00e9m aparecem diretamente na cesta de consumo. Ap\u00f3s iniciar o tratamento, 55% dos usu\u00e1rios reduziram o consumo de alimentos e bebidas. Metade afirma que pretende consumir menos farinha, enquanto 37% dizem que devem diminuir a ingest\u00e3o de p\u00e3es. Nas compras efetivamente realizadas, os gastos com massas s\u00e3o 15% menores, assim como os desembolsos com farinha de trigo (-15%) e biscoitos recheados (-10%).Por outro lado, o estudo mostra que o or\u00e7amento destinado ao autocuidado cresce entre os usu\u00e1rios de GLP-1. Os gastos com bebidas esportivas s\u00e3o 68% superiores aos da m\u00e9dia da popula\u00e7\u00e3o, enquanto energ\u00e9ticos registram alta de 56%. Tamb\u00e9m h\u00e1 aumento nas despesas com cremes faciais (+43%), al\u00e9m de shampoos, condicionadores e creme dental.<\/p>\n<p>Nem mesmo categorias tradicionalmente associadas \u00e0 indulg\u00eancia deixam de fazer parte da rotina desses consumidores. O chocolate continua presente na cesta de compras: metade dos usu\u00e1rios afirma que pretende manter ou ampliar o consumo, e os gastos na categoria s\u00e3o 60% superiores \u00e0 m\u00e9dia. O comportamento indica que o consumidor n\u00e3o abandona os pequenos prazeres, mas passa a fazer escolhas mais seletivas para equilibrar sa\u00fade e bem-estar.<\/p>\n<p>Para a Worldpanel by Numerator, esse \u00e9 um movimento com potencial para ganhar ainda mais for\u00e7a nos pr\u00f3ximos meses, impulsionado pela amplia\u00e7\u00e3o do acesso aos medicamentos, pela chegada das vers\u00f5es nacionais ap\u00f3s o vencimento de patentes e pela discuss\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas voltadas ao tratamento da obesidade.<\/p>\n<p>Bets tamb\u00e9m ganham espa\u00e7o no or\u00e7amento familiar<\/p>\n<p>Enquanto cresce o investimento em sa\u00fade, outro fen\u00f4meno avan\u00e7a sobre as despesas das fam\u00edlias brasileiras: as apostas esportivas.<\/p>\n<p>Os dados da Worldpanel by Numerator mostram que, em 2025, 4% dos lares brasileiros realizaram apostas esportivas, com gasto m\u00e9dio anual de R$ 820 por domic\u00edlio \u2014 crescimento de 7,3% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior. Entre as fam\u00edlias endividadas, esse desembolso \u00e9 14% maior.<\/p>\n<p>Embora representem comportamentos distintos, bets e medicamentos GLP-1 refletem uma mesma transforma\u00e7\u00e3o no consumo. Ambos passaram a disputar recursos que antes eram destinados predominantemente \u00e0s categorias tradicionais de bens de consumo.<\/p>\n<p>Para a ind\u00fastria e o varejo, isso representa uma mudan\u00e7a estrutural na din\u00e2mica competitiva. A disputa j\u00e1 n\u00e3o acontece apenas entre marcas da mesma categoria. Ela passa a ocorrer entre necessidades, aspira\u00e7\u00f5es e formas distintas de enfrentar uma realidade cada vez mais desafiadora. Nesse cen\u00e1rio, compreender quais necessidades est\u00e3o conquistando espa\u00e7o dentro de um or\u00e7amento cada vez mais limitado torna-se essencial para empresas que buscam manter sua relev\u00e2ncia junto ao consumidor brasileiro.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da Worldpanel by Numerator, adaptadas pela Equipe MilkPoint.&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<hr>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>EMATER\/RS: Informativo Conjuntural 1928 de 16 de julho de 2026<\/b><\/p>\n<p>BOVINOCULTURA DE LEITE<\/p>\n<p>O manejo dos rebanhos ficou restrito \u00e0s condi\u00e7\u00f5es das pastagens e da umidade do solo. A melhora da oferta de forragem favoreceu o desempenho produtivo em algumas regi\u00f5es, mas o excesso de barro nas \u00e1reas de circula\u00e7\u00e3o e de ordenha continuou dificultando o manejo, a higiene dos animais e o controle de mastite.<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o administrativa da Emater\/RS-Ascar de Bag\u00e9, devido \u00e0 limita\u00e7\u00e3o do desenvolvimento das pastagens cultivadas de inverno das \u00faltimas semanas, o desempenho produtivo das matrizes em lacta\u00e7\u00e3o diminuiu. Contudo, a menor ocorr\u00eancia de barro facilitou a higiene durante a ordenha e o acesso dos animais \u00e0s pastagens.<\/p>\n<p>Nas de Caxias do Sul, Frederico Westphalen e Soledade, os sistemas \u00e0 base de pasto enfrentaram dificuldades de manejo devido \u00e0s condi\u00e7\u00f5es das pastagens. Para manter a produtividade, as vacas em lacta\u00e7\u00e3o receberam silagem de milho e concentrados proteicos. Nos sistemas confinados, a alimenta\u00e7\u00e3o ficou inalterada.<\/p>\n<p>Nas de Erechim e Santa Maria, o ac\u00famulo de barro nos corredores e nas \u00e1reas de descanso e espera dificultou a higiene dos animais e da ordenha, favorecendo problemas de casco, locomo\u00e7\u00e3o e controle de agentes patog\u00eanicos.<\/p>\n<p>Na de Iju\u00ed, a redu\u00e7\u00e3o do teor de umidade no solo beneficiou o manejo dos animais e a higiene nas salas de ordenha, principalmente nos sistemas de produ\u00e7\u00e3o a pasto. Nos sistemas confinados, ainda h\u00e1 desafios para diminuir a umidade na cama dos animais, e alguns produtores optaram por troca do material das camas.<\/p>\n<p>Na de Passo Fundo, a produ\u00e7\u00e3o ficou est\u00e1vel. Foi mantida a restri\u00e7\u00e3o do tempo de pastoreio dos animais, priorizando os lotes em lacta\u00e7\u00e3o para o pastejo direto. O fornecimento de silagem foi ampliado, e houve ajuste no n\u00edvel de ra\u00e7\u00e3o ofertada nos cochos.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Pelotas, em Cap\u00e3o do Le\u00e3o, Pelotas, S\u00e3o Louren\u00e7o do Sul, Rio Grande e no Chu\u00ed, a produ\u00e7\u00e3o aumentou, sustentada pela maior oferta de pastagens de inverno, que proporcionou tamb\u00e9m redu\u00e7\u00e3o de custos. Por outro lado, em Arroio Grande, Jaguar\u00e3o, Pedro Os\u00f3rio, Cerrito e Pedras Altas, os rebanhos ainda dependem de silagem e de concentrados, uma vez que houve limita\u00e7\u00f5es decorrentes das geadas e do crescimento lento das pastagens de inverno.<\/p>\n<p>Na de Porto Alegre, o atraso no desenvolvimento das pastagens aumentou a necessidade de suplementa\u00e7\u00e3o alimentar com silagem de milho e ra\u00e7\u00e3o formulada. Em rela\u00e7\u00e3o ao aspecto sanit\u00e1rio, houve aumento dos casos de mastite ambiental, associado aos per\u00edodos de chuva e ao ac\u00famulo de barro nas proximidades das instala\u00e7\u00f5es. Os produtores seguem realizando aduba\u00e7\u00e3o de cobertura das pastagens cultivadas e implanta\u00e7\u00e3o de piquetes para manejo rotacionado.<\/p>\n<p>Na de Santa Rosa, as baixas temperaturas favoreceram o conforto t\u00e9rmico dos animais e contribu\u00edram para a manuten\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o de leite. Por outro lado, a elevada umidade do solo dificultou o manejo, favoreceu a forma\u00e7\u00e3o de barro e aumentou os riscos de pisoteio e de compacta\u00e7\u00e3o das pastagens, comprometendo seu rebrote. A qualidade das pastagens de inverno est\u00e1 satisfat\u00f3ria, permitindo reduzir os teores de prote\u00edna das ra\u00e7\u00f5es e os custos de alimenta\u00e7\u00e3o. Contudo, a suplementa\u00e7\u00e3o ainda \u00e9 necess\u00e1ria para atender \u00e0s exig\u00eancias nutricionais dos rebanhos. Nos munic\u00edpios onde choveu, foram intensificados os cuidados sanit\u00e1rios e os protocolos de higiene durante a ordenha para prevenir mastite. (Emater\/RS)<\/p>\n<p><b>Exporta\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos d\u00e3o f\u00f4lego ao Uruguai, mas setor v\u00ea incertezas para o segundo semestre<\/b><\/p>\n<p>Entre janeiro e junho foram embarcadas 122.518 toneladas de l\u00e1cteos, o maior volume j\u00e1 registrado para um primeiro semestre e 8,5% acima do mesmo per\u00edodo de 2025.<\/p>\n<p>O Uruguai encerrou o primeiro semestre de 2026 com recorde nas exporta\u00e7\u00f5es de produtos l\u00e1cteos, impulsionado pelo crescimento da produ\u00e7\u00e3o de leite registrado nos \u00faltimos meses. Entre janeiro e junho foram embarcadas 122.518 toneladas de produtos l\u00e1cteos, o maior volume j\u00e1 registrado para um primeiro semestre e 8,5% acima do mesmo per\u00edodo de 2025.<\/p>\n<p>Apesar do desempenho hist\u00f3rico, o setor j\u00e1 olha com cautela para o restante do ano. A combina\u00e7\u00e3o de queda recente nas cota\u00e7\u00f5es internacionais, indefini\u00e7\u00f5es comerciais e mudan\u00e7as estruturais nos principais mercados importadores gera preocupa\u00e7\u00e3o entre produtores e ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Receita cresce menos que o volume<\/p>\n<p>Segundo dados da aduana uruguaia, as exporta\u00e7\u00f5es renderam US$ 436 milh\u00f5es no primeiro semestre, ante US$ 419,5 milh\u00f5es no mesmo per\u00edodo de 2025. Embora o volume embarcado tenha crescido significativamente, a receita avan\u00e7ou apenas 0,4%, reflexo da queda no pre\u00e7o m\u00e9dio dos produtos exportados.<\/p>\n<p>Exporta\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos do Uruguai no primeiro semestre<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/R4ob5cABF0418\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/R4ob5cABF0418\"><\/p>\n<p>O valor m\u00e9dio das exporta\u00e7\u00f5es passou de US$ 3.736 para US$ 3.560 por tonelada, uma redu\u00e7\u00e3o de aproximadamente US$ 180 por tonelada. O leite em p\u00f3 integral continuou sendo o principal produto exportado, representando cerca de dois ter\u00e7os dos embarques. Foram exportadas 81.640 toneladas, aproximadamente 10,3 mil toneladas a mais que no primeiro semestre do ano passado, crescimento de 14% que explica grande parte do avan\u00e7o das exporta\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p>Tamb\u00e9m houve aumento de 10% no volume exportado de queijos. Em contrapartida, ca\u00edram os embarques de leite em p\u00f3 desnatado e manteiga. No caso da manteiga, a retra\u00e7\u00e3o ocorreu em fun\u00e7\u00e3o das restri\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias impostas pelo mercado russo, segundo principal destino do produto em 2025, que impediram os embarques em 2026.<\/p>\n<p>Junho manteve o bom ritmo<\/p>\n<p>Somente em junho, os produtos l\u00e1cteos ocuparam a quinta posi\u00e7\u00e3o entre os principais itens exportados pelo Uruguai, com vendas de US$ 72 milh\u00f5es, valor 8% superior ao registrado no mesmo m\u00eas do ano anterior. Segundo a ag\u00eancia Uruguay XXI, as exporta\u00e7\u00f5es apresentaram boa diversifica\u00e7\u00e3o de mercados. Treze pa\u00edses importaram mais de US$ 1 milh\u00e3o em produtos l\u00e1cteos uruguaios durante o m\u00eas.<\/p>\n<p>A \u00c1frica respondeu por 41% do total exportado em junho, considerando principalmente Arg\u00e9lia, Maurit\u00e2nia e outros pa\u00edses da regi\u00e3o. O Brasil permaneceu como principal destino individual, com compras de aproximadamente US$ 19 milh\u00f5es.<\/p>\n<p>Receita das exporta\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos do Uruguai<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/dtEc9fABF0489\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/dtEc9fABF0489\"><\/p>\n<p>Segundo semestre come\u00e7a cercado de d\u00favidas<\/p>\n<p>Apesar dos n\u00fameros positivos, representantes do setor avaliam que o ambiente comercial se tornou mais incerto. Justino Zavala, dirigente da Associa\u00e7\u00e3o dos Produtores de Leite de Canelones, afirmou que o primeiro semestre terminou com aumento dos volumes exportados e maior faturamento em rela\u00e7\u00e3o a 2025, mas que os pr\u00f3ximos meses trazem desafios importantes para a comercializa\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos sete leil\u00f5es da plataforma Global Dairy Trade (GDT), da Fonterra, foram registradas cinco quedas e apenas duas pequenas altas. O pre\u00e7o do leite em p\u00f3 integral caiu de US$ 3.863 para US$ 3.589 por tonelada. Ainda assim, permanece acima do piso de US$ 3.161 por tonelada registrado em dezembro de 2025.<\/p>\n<p>Outro fator de preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que a Conaprole, principal cooperativa de l\u00e1cteos do Uruguai, normalmente j\u00e1 teria comercializado parte da produ\u00e7\u00e3o da primavera nesta \u00e9poca do ano. Em 2026, por\u00e9m, isso ainda n\u00e3o ocorreu, justamente quando se espera uma produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3xima de 6,5 milh\u00f5es de litros de leite por dia, ou at\u00e9 superior.<\/p>\n<p>Indon\u00e9sia e Arg\u00e9lia s\u00e3o as principais apostas<\/p>\n<p>Entre as alternativas avaliadas pelo setor est\u00e1 um aumento das compras por parte da Indon\u00e9sia, embora os pre\u00e7os atualmente n\u00e3o sejam considerados atrativos e as perspectivas ainda sejam limitadas \u2014 at\u00e9 o momento foram embarcados apenas dois cont\u00eaineres para aquele mercado. Outra expectativa \u00e9 a abertura de uma nova licita\u00e7\u00e3o de importa\u00e7\u00e3o pela Arg\u00e9lia, permitindo ao Uruguai ampliar suas vendas para o pa\u00eds. Segundo Zavala, a preocupa\u00e7\u00e3o \u00e9 que o setor, que investiu fortemente para elevar a produ\u00e7\u00e3o, enfrente dificuldades justamente no momento em que come\u00e7a a colher os resultados desses investimentos.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7as estruturais preocupam o setor<\/p>\n<p>Al\u00e9m das quest\u00f5es conjunturais, o dirigente chamou aten\u00e7\u00e3o para uma mudan\u00e7a estrutural no mercado internacional. Na avalia\u00e7\u00e3o dele, o mercado mundial de leite em p\u00f3 tende a perder espa\u00e7o como principal destino das exporta\u00e7\u00f5es. O Brasil caminha para maior autossufici\u00eancia, impulsionado pelo crescimento da produ\u00e7\u00e3o, especialmente entre grandes produtores, enquanto pequenos produtores deixam a atividade.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, a Arg\u00e9lia \u2014 atualmente o principal comprador dos produtos l\u00e1cteos uruguaios \u2014 desenvolve projetos para ampliar sua produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica e reduzir a depend\u00eancia das importa\u00e7\u00f5es. Diante desse cen\u00e1rio, Zavala defende que a ind\u00fastria uruguaia avance na produ\u00e7\u00e3o de ingredientes de maior valor agregado, especialmente prote\u00ednas do soro de leite. \"Precisamos come\u00e7ar a caminhar para outro lado. A prote\u00edna do soro \u00e9 para onde devemos ir. Precisamos embarcar na onda das prote\u00ednas\", afirmou o dirigente em entrevista ao programa Tiempo de Cambio, da R\u00e1dio Rural.<\/p>\n<p>Produ\u00e7\u00e3o continua crescendo<\/p>\n<p>No campo, as perspectivas seguem positivas. Segundo Zavala, a produ\u00e7\u00e3o de leite continua crescendo impulsionada principalmente pelos ganhos tecnol\u00f3gicos. Mesmo com menos produtores, sem aumento do n\u00famero de vacas e sem expans\u00e3o da \u00e1rea destinada \u00e0 atividade, a produ\u00e7\u00e3o deve crescer entre 15% e 16% ao ano.<\/p>\n<p>Os ganhos de produtividade por animal e o maior uso de gr\u00e3os na alimenta\u00e7\u00e3o passaram a fazer parte do sistema produtivo e sustentam esse avan\u00e7o. Para o segundo semestre, a expectativa \u00e9 de manuten\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os pagos aos produtores, mesmo diante do aumento dos custos de produ\u00e7\u00e3o, gra\u00e7as ao crescimento da oferta de leite.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Blasina y Asociados, traduzidos e adaptados pela equipe MilkPoint.<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Jogo R\u00e1pido<\/b><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROL\u00d3GICO No 29\/2026 \u2013 SEAPI<\/b><br \/>\nNa pr\u00f3xima semana, haver\u00e1 possibilidade de temporais acompanhados por rajadas de vento, volumes expressivos de precipita\u00e7\u00e3o e poss\u00edvel ocorr\u00eancia de granizo. Na sexta-feira (17\/07), os efeitos da circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica poder\u00e3o provocar chuva em alguns pontos isolados e trazer rajadas de vento para algumas localidades. H\u00e1 previs\u00e3o de chuva principalmente na metade sul do estado. Na metade norte, n\u00e3o h\u00e1 previs\u00e3o de chuva significativa ao longo desses dois dias. Entre o s\u00e1bado (18\/07) e o domingo (19\/07), a atua\u00e7\u00e3o de um sistema de baixa press\u00e3o dever\u00e1 aumentar a instabilidade sobre o Rio Grande do Sul. H\u00e1 previs\u00e3o de tempestades, que podem ser acompanhadas por rajadas de vento e poss\u00edvel ocorr\u00eancia de granizo. Entre a segunda-feira (20\/07) e a quarta-feira (22\/07), a atua\u00e7\u00e3o dos efeitos da circula\u00e7\u00e3o atmosf\u00e9rica dever\u00e1 continuar transportando grande quantidade de umidade para o Rio Grande do Sul. H\u00e1 previs\u00e3o de tempestades, que podem ser acompanhadas por rajadas de vento e poss\u00edvel ocorr\u00eancia de granizo. Os maiores volumes de precipita\u00e7\u00e3o dever\u00e3o ocorrer nas por\u00e7\u00f5es mais ao sul e centro do estado. (Seapi)<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 17 de julho de 2026&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 20 - N\u00b0 4.673 Bets e medicamentos GLP-1 disputam espa\u00e7o no or\u00e7amento dos brasileiros Dados mostram que 47% dos <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2026\/07\/17\/17-07-2026\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"17\/07\/2026\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-19624","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19624","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19624"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19624\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19628,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19624\/revisions\/19628"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19624"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19624"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19624"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}