{"id":19403,"date":"2026-06-09T19:40:24","date_gmt":"2026-06-09T19:40:24","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=19403"},"modified":"2026-06-09T19:41:44","modified_gmt":"2026-06-09T19:41:44","slug":"09-06-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2026\/06\/09\/09-06-2026\/","title":{"rendered":"09\/06\/2026"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/9wC509ABF0420\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/9wC509ABF0420\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 09 de junho de 2026&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 20 - N\u00b0 4.647<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>Milk Summit Mercosul 2026 ser\u00e1 lan\u00e7ado no dia 14 de julho<\/strong><\/p>\n<p>Ampliando a discuss\u00e3o para o Mercosul, a segunda edi\u00e7\u00e3o do Milk Summit ser\u00e1 lan\u00e7ada no dia 14 de julho, no munic\u00edpio de Iju\u00ed (RS). A agenda ter\u00e1 in\u00edcio \u00e0s 7h30min e contar\u00e1 com palestras, debates sobre competitividade do setor leiteiro frente \u00e0 Argentina e ao Uruguai e Mercado Futuro do leite e derivados.<\/p>\n<p>Celebrando o Dia Nacional do Produtor de Leite, comemorado em 12 de julho, o encontro vai reunir representantes da ind\u00fastria, de cooperativas, do agroneg\u00f3cio, do com\u00e9rcio e da imprensa, prestigiando a cidade que sediar\u00e1 o Milk Summit Mercosul 2026, e que concentra o maior volume da produ\u00e7\u00e3o de leite vendida para a ind\u00fastria, com 741,9 milh\u00f5es de litros anuais, movimentando mais de R$ 2 bilh\u00f5es. \u201cO produtor de leite \u00e9 protagonista de um setor que movimenta a economia e gera empregos, e celebrar essa data em Iju\u00ed \u00e9 reconhecer a import\u00e2ncia estrat\u00e9gica da atividade\u201d, ressalta o coordenador do Milk Summit, Darlan Palharini.<\/p>\n<p>O ponto alto ser\u00e1 a apresenta\u00e7\u00e3o da programa\u00e7\u00e3o oficial do Milk Summit Mercosul 2026 e a abertura do per\u00edodo de inscri\u00e7\u00f5es para o evento que pretende superar os 800 participantes da primeira edi\u00e7\u00e3o sediada no Parque de Exposi\u00e7\u00f5es Wanderley Burmann. \u201cEste ano estamos nos preparando para um evento maior do que o primeiro, quando o setor leiteiro j\u00e1 deu uma demonstra\u00e7\u00e3o de for\u00e7a e tamanho ao juntar seus diferentes elos para discutir competitividade, consumo, sustentabilidade e inova\u00e7\u00e3o. Avan\u00e7amos para uma proposta ainda mais abrangente que ser\u00e1 apresentada oficialmente no dia 14 de julho\u201d, assinala Palharini, secret\u00e1rio-executivo do Sindilat\/RS.<\/p>\n<p>O Milk Summit Mercosul 2026 \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o da Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o (Seapi), do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat\/RS), da Prefeitura de Iju\u00ed, da Emater\/RS-Ascar e do Impulsa Iju\u00ed. A iniciativa conta com o apoio da Expofest Iju\u00ed, Embrapa, FecoAgro\/RS, Farsul, Fetag-RS, Fiergs, Sicredi, Sebrae e Conseleite RS.<\/p>\n<p>Lan\u00e7amento Milk Summit Mercosul 2026<br \/>\nData: 14\/07\/2026<br \/>\nHor\u00e1rio: A partir das 7h30min<br \/>\nLocal: Audit\u00f3rio do Sicredi. Rua S\u00e3o Crist\u00f3v\u00e3o, n\u00famero 30. Iju\u00ed\/RS<br \/>\nInscri\u00e7\u00f5es: At\u00e9 dia 07\/07\/2026, atrav\u00e9s do site: <a href=\"https:\/\/milksummit.hooks.com.br\/inscricao\/dia-do-produtor\">https:\/\/milksummit.hooks.com.br\/inscricao\/dia-do-produtor<\/a> ou pelo telefone (55) 99696-1665.<\/p>\n<\/div>\n<div>\n<hr>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Mesmo aprovado, antidumping sobre leite em p\u00f3 importado \u00e9 adiado<\/b><\/p>\n<p>Governo chegou a citar risco de abastecimento e de seguran\u00e7a alimentar para justificar a posterga\u00e7\u00e3o da medida; setor produtivo contesta<\/p>\n<p>O Comit\u00ea-Executivo de Gest\u00e3o (Gecex) da C\u00e2mara de Com\u00e9rcio Exterior (Camex) publicou nesta segunda-feira (8\/6) a resolu\u00e7\u00e3o que determina a aplica\u00e7\u00e3o do direito antidumping definitivo, por at\u00e9 cinco anos, \u00e0s importa\u00e7\u00f5es de leite em p\u00f3 do Brasil, integral ou desnatado, n\u00e3o fracionado, oriundas da Argentina e do Uruguai.<\/p>\n<p>A aplica\u00e7\u00e3o imediata do antidumping, no entanto, foi suspensa para avalia\u00e7\u00e3o do \u201cinteresse p\u00fablico\u201d e do eventual efeito inflacion\u00e1rio gerado pela poss\u00edvel onera\u00e7\u00e3o da compra do produto estrangeiro. O governo chegou a citar risco de abastecimento e de seguran\u00e7a alimentar para justificar a posterga\u00e7\u00e3o da medida. O setor produtivo contesta o argumento. As importa\u00e7\u00f5es, portanto, seguem isentas.<\/p>\n<p>A decis\u00e3o do Gecex foi tomada em reuni\u00e3o realizada em 28 de maio, como mostrou a reportagem. A aplica\u00e7\u00e3o do direito antidumping foi aprovada e suspensa, a pedido do Minist\u00e9rio do Planejamento e Or\u00e7amento, para apurar os potenciais impactos da medida em termos de abastecimento, custos industriais, infla\u00e7\u00e3o de alimentos e cadeias consumidoras.<\/p>\n<p>A investiga\u00e7\u00e3o sobre as importa\u00e7\u00f5es de leite em p\u00f3 da Argentina e do Uruguai recomendou a aplica\u00e7\u00e3o de direito antidumping aos exportadores desses pa\u00edses que variam entre US$ 167,31 por tonelada (4,4%) e US$ 4.183,17 por tonelada (111,8%), no caso dos argentinos, e entre US$ 378,27 por tonelada (10%) e US$ 4.196,72 por tonelada (109,2%), no caso dos uruguaios.<\/p>\n<p>As tarifas mais altas s\u00e3o aplicadas a empresas que n\u00e3o responderam question\u00e1rios na investiga\u00e7\u00e3o nem apresentaram suas defesas. Ao todo, 17 exportadores argentinos participaram do processo. Para a maior parte delas, o direito antidumping foi de US$ 1.707,08 por tonelada. Tr\u00eas empresas tiveram indica\u00e7\u00e3o de valores menores: Mastellone Hermanos S.A. (US$ 167,31 por tonelada), Gloria Argentina S.A. (US$ 663,75 por tonelada) e Las 3 Ni\u00f1as S.A. (US$ 903,50 por tonelada).<\/p>\n<p>Apenas tr\u00eas exportadores uruguaios responderam ao processo: a Alimentos Fray Bentos S.A., cuja aplica\u00e7\u00e3o de direito antidumping indicada foi de US$ 378,27, a Compania Lactea Agropecuaria Lecheros De Young S.A. (de US$ 850,07 por tonelada) e a Cooperativa Nacional de Productores de Leche (Conaprole), que ter\u00e1 sobretaxa de US$ 613,32 por tonelada. Para as demais empresas, o valor ser\u00e1 de US$ 4.196,72 por tonelada.<\/p>\n<p>Suspens\u00e3o da aplica\u00e7\u00e3o<br \/>\nMesmo com o dumping apurado pela investiga\u00e7\u00e3o, a decis\u00e3o foi suspender a aplica\u00e7\u00e3o da cobran\u00e7a extra na importa\u00e7\u00e3o sob a justificativa de apurar os poss\u00edveis impactos da medida no mercado nacional, tanto para a cadeia produtiva e ind\u00fastria quanto para os consumidores.<\/p>\n<p>\u201cEmbora a investiga\u00e7\u00e3o tenha identificado ind\u00edcios que fundamentam a imposi\u00e7\u00e3o de direitos antidumping, a Nota destaca que a legisla\u00e7\u00e3o brasileira de defesa comercial admite, em circunst\u00e2ncias excepcionais e por raz\u00f5es de interesse p\u00fablico, a suspens\u00e3o, modula\u00e7\u00e3o ou n\u00e3o aplica\u00e7\u00e3o de medidas dessa natureza, especialmente quando existirem potenciais repercuss\u00f5es relevantes sobre infla\u00e7\u00e3o, abastecimento, consumidores e cadeias produtivas\u201d, diz a nota t\u00e9cnica publicada nesta segunda-feira.<\/p>\n<p>A avalia\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica apresentada pelo governo sugere que \u201co mercado dom\u00e9stico de leite e derivados atravessa momento de elevada sensibilidade inflacion\u00e1ria, marcado por press\u00f5es de custos, riscos clim\u00e1ticos e import\u00e2ncia social do produto, especialmente para fam\u00edlias de menor renda e para a seguran\u00e7a alimentar\u201d. A nota t\u00e9cnica ressalta ainda que Argentina e Uruguai respondem pela quase totalidade das importa\u00e7\u00f5es brasileiras de leite em p\u00f3 e apontou poss\u00edveis \u201cimpactos relevantes sobre pre\u00e7os dom\u00e9sticos e abastecimento\u201d caso as tarifas fossem aplicadas imediatamente.<\/p>\n<p>Os elementos preliminares, diz a nota t\u00e9cnica, sugerem a \u201cexist\u00eancia de circunst\u00e2ncias excepcionais relacionadas a potenciais impactos inflacion\u00e1rios, riscos de abastecimento e repercuss\u00f5es relevantes sobre cadeias consumidoras e consumidores finais, justificando avalia\u00e7\u00e3o cautelar acerca da conveni\u00eancia e oportunidade de suspens\u00e3o imediata ap\u00f3s a aplica\u00e7\u00e3o da medida\u201d.<\/p>\n<p>A nota cita que houve aumento relevante dos pre\u00e7os do leite longa vida ao consumidor recentemente, em ambiente marcado por eleva\u00e7\u00e3o de custos, com o aumento dos combust\u00edveis e demais insumos, a redu\u00e7\u00e3o relativa da oferta e riscos clim\u00e1ticos associados ao ciclo pecu\u00e1rio e \u00e0 alta probabilidade de ocorr\u00eancia de eventos clim\u00e1ticos adversos nos pr\u00f3ximos meses, como o El Ni\u00f1o.<\/p>\n<p>Nos argumentos, o governo aponta ainda que o leite em p\u00f3 possui \u201crelev\u00e2ncia espec\u00edfica\u201d para o consumo das fam\u00edlias de menor renda, especialmente no Norte e Nordeste. A nota t\u00e9cnica cita ainda que, embora o leite em p\u00f3 n\u00e3o fracionado em embalagens superiores a 800 gramas n\u00e3o tenha sido alvo da investiga\u00e7\u00e3o, o produto \u00e9 usado como insumo industrial em cadeias como latic\u00ednios, panifica\u00e7\u00e3o, chocolates, biscoitos, sorvetes e preparados aliment\u00edcios.<\/p>\n<p>\u201cEventual eleva\u00e7\u00e3o de custos decorrente da aplica\u00e7\u00e3o imediata dos direitos poder\u00e1 produzir efeitos indiretos sobre pre\u00e7os ao consumidor em diversos segmentos alimentares\u201d, diz a nota. \u201cTal circunst\u00e2ncia recomenda cautela adicional quanto a medidas potencialmente capazes de pressionar pre\u00e7os ao consumidor final em contexto inflacion\u00e1rio j\u00e1 sens\u00edvel, especialmente diante de seus poss\u00edveis reflexos sobre a seguran\u00e7a alimentar, abastecimento e acesso ao produto integrante da cesta b\u00e1sica de consumo das fam\u00edlias\u201d, completou a nota.<\/p>\n<p>A resolu\u00e7\u00e3o determina diz que caber\u00e1 \u00e0 Secretaria de Com\u00e9rcio Exterior (Secex) do Minist\u00e9rio do Desenvolvimento, Ind\u00fastria, Com\u00e9rcio e Servi\u00e7os (MDIC) iniciar procedimento de avalia\u00e7\u00e3o de interesse p\u00fablico, com o objetivo de avaliar o impacto de eventual aplica\u00e7\u00e3o de direito antidumping sobre os agentes econ\u00f4micos pertencentes \u00e0 cadeia de produ\u00e7\u00e3o, distribui\u00e7\u00e3o, venda e consumo em que se situa a ind\u00fastria dom\u00e9stica.<\/p>\n<p>Setor contesta<br \/>\nUma nota t\u00e9cnica elaborada pela Confedera\u00e7\u00e3o da Agricultura e Pecu\u00e1ria do Brasil (CNA) aponta a aus\u00eancia de impacto inflacion\u00e1rio do antidumping sobre o leite em p\u00f3 do Uruguai e da Argentina e pede a aplica\u00e7\u00e3o de tarifas sobre o produto estrangeiro.<\/p>\n<p>A CNA explica que o antidumping incide exclusivamente sobre leite em p\u00f3 industrial a granel, destinado ao uso industrial. O leite em p\u00f3 fracionado para varejo (em embalagens de at\u00e9 800 gramas) e o leite longa vida est\u00e3o fora do escopo. \"O produto consumido diretamente pelas fam\u00edlias n\u00e3o \u00e9 afetado\", defende a CNA.<\/p>\n<p>A entidade esclarece na nota que produtos que usam o leite em p\u00f3 como insumo s\u00e3o, majoritariamente, ultraprocessados, como chocolates, sorvetes, biscoitos recheados, bebidas l\u00e1cteas ado\u00e7adas, que n\u00e3o est\u00e3o presentes na cesta b\u00e1sica nacional.<\/p>\n<p>\"O peso desses produtos no IPCA \u00e9 de apenas 0,26%, e a parcela importada no consumo nacional aparente \u00e9 de aproximadamente 6% \u2014 tornando o impacto inflacion\u00e1rio nulo ou absolutamente negligenci\u00e1vel\", defende a CNA. \"Os principais itens da alimenta\u00e7\u00e3o b\u00e1sica permanecem fora do escopo da medida, n\u00e3o sendo, portanto, afetados\", completa. (Globo Rural)<\/p>\n<p><b>Queijo ralado se torna um dos mercados mais disputados da cadeia l\u00e1ctea<\/b><\/p>\n<p>O mercado brasileiro de queijo ralado movimenta cerca de 25 mil toneladas por ano e se consolidou como um dos segmentos mais competitivos da ind\u00fastria de l\u00e1cteos.<\/p>\n<p>O mercado brasileiro de queijo ralado movimenta cerca de 25 mil toneladas por ano e se consolidou como um dos segmentos mais competitivos da ind\u00fastria de l\u00e1cteos. No entanto, por tr\u00e1s dos volumes expressivos e da forte presen\u00e7a nas g\u00f4ndolas, o setor convive com desafios relacionados \u00e0 rentabilidade, \u00e0 percep\u00e7\u00e3o de valor pelo consumidor e \u00e0 crescente busca por diferencia\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Segundo Angelo Sartor, CEO da RAR Agro &amp; Ind\u00fastria, o queijo ralado se tornou um dos mercados mais disputados dentro da cadeia l\u00e1ctea brasileira, reunindo desde grandes marcas nacionais at\u00e9 empresas regionais que competem por espa\u00e7o no varejo. \"\u00c9 um mercado extremamente disputado. Os volumes s\u00e3o significativos, praticamente todo mundo consome queijo ralado. Existem os l\u00edderes nacionais, mas tamb\u00e9m muitas marcas regionais atuando nesse segmento\", afirma.<\/p>\n<p>Apesar da demanda, o setor enfrenta uma situa\u00e7\u00e3o considerada contradit\u00f3ria do ponto de vista econ\u00f4mico. Diferentemente do que muitos consumidores imaginam, o queijo ralado passa por um processo industrial que agrega custos e reduz o rendimento da mat\u00e9ria-prima. Ainda assim, frequentemente \u00e9 comercializado por valores inferiores aos do queijo vendido em peda\u00e7os.<\/p>\n<p>Sartor explica que existe uma percep\u00e7\u00e3o equivocada em rela\u00e7\u00e3o ao produto. \"O consumidor costuma acreditar que o queijo ralado deveria custar menos do que uma fra\u00e7\u00e3o de queijo. Mas a realidade \u00e9 justamente o contr\u00e1rio\", diz. Segundo o executivo, para produzir o queijo ralado tradicional, o latic\u00ednio utiliza um queijo j\u00e1 pronto, que passa por um processo de desidrata\u00e7\u00e3o para aumentar sua vida \u00fatil e permitir a comercializa\u00e7\u00e3o em temperatura ambiente.<\/p>\n<p>\"O queijo ralado nada mais \u00e9 do que um queijo que foi ralado e desidratado. Quando retiramos a umidade, ocorre uma perda de aproximadamente 15% da massa original. Ou seja, voc\u00ea pega 100 gramas de queijo e transforma em cerca de 85 gramas antes de embalar o produto\", explica. Na pr\u00e1tica, isso significa que h\u00e1 menos produto dispon\u00edvel para venda ap\u00f3s o processamento, al\u00e9m dos custos industriais envolvidos na transforma\u00e7\u00e3o e embalagem. Mesmo assim, a intensa concorr\u00eancia entre as empresas acabou pressionando os pre\u00e7os para baixo ao longo dos anos.<\/p>\n<p>\"Houve uma competitividade muito grande dentro desse mercado e isso acabou puxando o pre\u00e7o do queijo ralado para n\u00edveis inferiores ao que seria esperado pelo processo produtivo\", afirma Sartor. A disputa por participa\u00e7\u00e3o de mercado tamb\u00e9m levou as empresas a buscarem novas estrat\u00e9gias para agregar valor ao produto. Nos \u00faltimos anos, alguns latic\u00ednios passaram a investir em vers\u00f5es premium, refrigeradas e sem desidrata\u00e7\u00e3o, tentando reproduzir a experi\u00eancia de consumir um queijo rec\u00e9m-ralado.<\/p>\n<p>A pr\u00f3pria RAR apostou nesse conceito ao lan\u00e7ar um queijo ralado fresco, que preserva caracter\u00edsticas sensoriais mais pr\u00f3ximas do produto consumido diretamente de uma pe\u00e7a de queijo. \"As caracter\u00edsticas s\u00e3o as mesmas de quando voc\u00ea pega uma fra\u00e7\u00e3o de queijo e rala na hora sobre o prato. O produto mant\u00e9m mais sabor, mais frescor e entrega uma experi\u00eancia diferenciada ao consumidor\", afirma.<\/p>\n<p>O desafio, por\u00e9m, est\u00e1 na mudan\u00e7a de h\u00e1bito do consumidor. Como o produto precisa permanecer refrigerado, ele deixa de ocupar o espa\u00e7o tradicional dos queijos ralados convencionais nas \u00e1reas secas dos supermercados. \"O consumidor est\u00e1 acostumado a procurar queijo ralado na prateleira. Quando ele passa para a \u00e1rea refrigerada, existe uma mudan\u00e7a de comportamento que leva tempo para ser assimilada\", explica.<\/p>\n<p>A busca por diferencia\u00e7\u00e3o reflete uma tend\u00eancia mais ampla observada na ind\u00fastria de alimentos. Em vez de competir apenas por volume, parte das empresas passou a investir em qualidade, origem dos ingredientes e experi\u00eancias de consumo mais sofisticadas.<\/p>\n<p>No caso da RAR, a estrat\u00e9gia est\u00e1 alinhada ao posicionamento da empresa no mercado de l\u00e1cteos premium. A companhia atua em categorias de maior valor agregado e aposta na fideliza\u00e7\u00e3o do consumidor por meio da qualidade dos produtos. \"N\u00f3s procuramos nos posicionar n\u00e3o pelo volume, mas pela qualidade. Temos um consumidor fiel que reconhece as caracter\u00edsticas dos nossos produtos e busca essa diferencia\u00e7\u00e3o\", afirma Sartor.<\/p>\n<p>Mesmo com margens menores do que as obtidas na venda de queijos fracionados, o queijo ralado continua sendo considerado um produto estrat\u00e9gico pelas ind\u00fastrias. Isso porque ele amplia a presen\u00e7a das marcas nos pontos de venda e fortalece o relacionamento com o consumidor. \"Muitas vezes a margem \u00e9 menor do que a obtida com o queijo vendido em peda\u00e7os, mas o queijo ralado tem uma fun\u00e7\u00e3o importante de fideliza\u00e7\u00e3o. Ele mant\u00e9m a marca presente no dia a dia do consumidor e cria uma conex\u00e3o com outros produtos da linha\", explica.<\/p>\n<p>O segmento tamb\u00e9m se beneficia da ampla distribui\u00e7\u00e3o nacional. Como praticamente todos os grandes latic\u00ednios atuam nessa categoria, o queijo ralado se tornou um produto fundamental para aproveitar estruturas log\u00edsticas, canais comerciais e espa\u00e7os j\u00e1 conquistados no varejo.<\/p>\n<p>Ao mesmo tempo, o crescimento do consumo de produtos premium abre espa\u00e7o para novas oportunidades. A ind\u00fastria observa uma parcela crescente de consumidores disposta a pagar mais por qualidade, origem e diferencia\u00e7\u00e3o, movimento que tamb\u00e9m alcan\u00e7a o mercado de queijos ralados.<\/p>\n<p>Para Sartor, a tend\u00eancia \u00e9 que o setor continue dividido entre produtos de grande volume e op\u00e7\u00f5es voltadas a consumidores que valorizam atributos espec\u00edficos. \"O mercado continuar\u00e1 tendo espa\u00e7o para produtos de massa, mas tamb\u00e9m para aqueles consumidores que buscam qualidade, sabor e uma experi\u00eancia diferenciada. \u00c9 nesse segmento que n\u00f3s acreditamos e continuamos investindo\", apontou. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da CNN, adaptadas pela equipe MilkPoint)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Jogo R\u00e1pido<\/b><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Exporta\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos do Uruguai cresceram 29% em maio com Brasil como principal destino<\/b><br \/>\nAp\u00f3s um in\u00edcio fraco no primeiro quadrimestre, as exporta\u00e7\u00f5es de produtos l\u00e1cteos do Uruguai ganharam dinamismo e totalizaram US$ 85 milh\u00f5es em maio, o que representou um crescimento interanual de 29%, informou a Uruguay XXI. O setor manteve ampla presen\u00e7a geogr\u00e1fica, com vendas para a \u00c1frica, Am\u00e9ricas, Oriente M\u00e9dio e Europa. Em particular, a \u00c1frica respondeu por 43% do total exportado de produtos l\u00e1cteos e registrou um aumento interanual de 26%, consolidando-se como uma regi\u00e3o-chave para o setor. No n\u00edvel dos pa\u00edses, o Brasil manteve-se como o principal destino, com US$ 31 milh\u00f5es e uma participa\u00e7\u00e3o de 36%, ap\u00f3s crescer 50% em rela\u00e7\u00e3o a maio de 2025. A Arg\u00e9lia ficou em segundo lugar, com US$ 28 milh\u00f5es e uma participa\u00e7\u00e3o de 33%, al\u00e9m de um crescimento interanual de 12%. Juntos, esses dois destinos representaram quase 70% das vendas externas do setor no m\u00eas. Tamb\u00e9m se destacaram Nig\u00e9ria, Ar\u00e1bia Saudita e Maurit\u00e2nia, com embarques de US$ 3 milh\u00f5es cada um e participa\u00e7\u00f5es de 4%, 4% e 3%, respectivamente. No acumulado de janeiro a maio, as exporta\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos totalizam US$ 346 milh\u00f5es e crescem 1% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. A Arg\u00e9lia ocupa a primeira posi\u00e7\u00e3o no ranking (32%), com compras de US$ 110 milh\u00f5es (-2%), seguida de perto pelo Brasil (30%), com US$ 104 milh\u00f5es (est\u00e1vel). Completa o p\u00f3dio o M\u00e9xico (4%), com compras de US$ 14 milh\u00f5es (+43%). Depois de ter atingido um piso de US$ 3.550 por tonelada em abril para o valor m\u00e9dio de exporta\u00e7\u00e3o, em maio houve uma recupera\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7ando um pre\u00e7o m\u00e9dio de US$ 3.710 por tonelada. O valor m\u00e9dio da tonelada de leite em p\u00f3 integral, principal produto de exporta\u00e7\u00e3o, ficou em US$ 3.720 por tonelada em maio. O Brasil pagou um valor de US$ 3.830 por tonelada, bastante acima do valor pago pela Arg\u00e9lia (US$ 3.590 por tonelada), embora tenha sido semelhante ao pago pela Nig\u00e9ria e pela Maurit\u00e2nia (US$ 3.850 e US$ 3.870 por tonelada, respectivamente). Como quinto mercado em maio tamb\u00e9m apareceu a Venezuela, com a compra de cerca de 550 toneladas a um valor m\u00e9dio de US$ 3.800 por tonelada, segundo dados da Aduana. As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Tard\u00e1guila Agromercados, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 09 de junho de 2026&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 20 - N\u00b0 4.647 Milk Summit Mercosul 2026 ser\u00e1 lan\u00e7ado no dia 14 de julho Ampliando a discuss\u00e3o para <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2026\/06\/09\/09-06-2026\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"09\/06\/2026\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":["post-19403","post","type-post","status-publish","format-standard","category-newsletter","h-entry","hentry","h-as-article"],"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19403","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19403"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19403\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19407,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19403\/revisions\/19407"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19403"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19403"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19403"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}