{"id":19071,"date":"2026-04-10T12:14:44","date_gmt":"2026-04-10T12:14:44","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=19071"},"modified":"2026-04-10T12:18:34","modified_gmt":"2026-04-10T12:18:34","slug":"10-04-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2026\/04\/10\/10-04-2026\/","title":{"rendered":"10\/04\/2026"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/9wC509ABF0420\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/9wC509ABF0420\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 10 de abril de 2026&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 20 - N\u00b0 4.608<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><strong>L\u00e1cteos s\u00e3o protagonistas na sa\u00fade metab\u00f3lica<\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fonte de prote\u00ednas de alto valor biol\u00f3gico, c\u00e1lcio e outros nutrientes essenciais, o leite e os produtos l\u00e1cteos s\u00e3o alimentos completos e estrat\u00e9gicos dentro de uma dieta equilibrada. \u201cO leite re\u00fane prote\u00ednas, gorduras e micronutrientes fundamentais para o organismo. \u00c9 um alimento extremamente nutritivo, que pode contribuir tanto na preven\u00e7\u00e3o quanto no tratamento de diversas condi\u00e7\u00f5es metab\u00f3licas\u201d, defende o m\u00e9dico e mestre em nutri\u00e7\u00e3o humana, Paulo Henkin.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Idealizador do Curso de Capacita\u00e7\u00e3o Nutro-End\u00f3crino 2026, realizado nos dias 10 e 11 de abril, no Instituto Caldeira, em Porto Alegre (RS), Henkin tamb\u00e9m enfatiza a necessidade de combater mitos e desinforma\u00e7\u00f5es sobre o consumo de l\u00e1cteos. Segundo o m\u00e9dico, muitas percep\u00e7\u00f5es negativas n\u00e3o encontram respaldo na ci\u00eancia. \u201cA alimenta\u00e7\u00e3o precisa ser tratada com base em evid\u00eancias. O leite, muitas vezes, \u00e9 alvo de preconceitos que n\u00e3o se sustentam do ponto de vista cient\u00edfico\u201d, explicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Henkin ressalta que restri\u00e7\u00f5es ao consumo de leite devem ser avaliadas de forma individualizada e sempre com base em diagn\u00f3stico cl\u00ednico, evitando generaliza\u00e7\u00f5es que t\u00eam se tornado comuns. Segundo ele, a dissemina\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es equivocadas, muitas vezes impulsionadas por redes sociais e discursos sem embasamento cient\u00edfico, tem contribu\u00eddo para a cria\u00e7\u00e3o de mitos como a ideia de que o leite \u00e9 inflamat\u00f3rio ou prejudicial \u00e0 sa\u00fade de forma generalizada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mestre em nutri\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m alerta para os impactos dessas cren\u00e7as na sa\u00fade p\u00fablica, especialmente no que diz respeito \u00e0 ingest\u00e3o insuficiente de c\u00e1lcio, nutriente essencial para a sa\u00fade \u00f3ssea e preven\u00e7\u00e3o de doen\u00e7as como a osteoporose. \u201cExistem casos espec\u00edficos, como intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose ou alergias, mas s\u00e3o situa\u00e7\u00f5es pontuais e que exigem diagn\u00f3stico. O problema \u00e9 quando opini\u00f5es ou modismos passam a substituir a ci\u00eancia. Alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 ci\u00eancia, n\u00e3o opini\u00e3o\u201d, refor\u00e7a.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apoiador da iniciativa que reuniu m\u00e9dicos e especialistas para discutir, com base cient\u00edfica, o papel da alimenta\u00e7\u00e3o na preven\u00e7\u00e3o e no tratamento de doen\u00e7as como obesidade e s\u00edndrome metab\u00f3lica, o Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do RS (Sindilat\/RS) participou com a oferta de produtos l\u00e1cteos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o secret\u00e1rio executivo do sindicato, Darlan Palharini, a presen\u00e7a no curso refor\u00e7a o compromisso da entidade com a qualifica\u00e7\u00e3o da informa\u00e7\u00e3o sobre alimenta\u00e7\u00e3o. \u201cO leite tem papel relevante na sa\u00fade da popula\u00e7\u00e3o e precisa ser compreendido dentro de uma abordagem equilibrada e baseada em evid\u00eancias. Estar pr\u00f3ximo da comunidade m\u00e9dica \u00e9 fundamental para fortalecer esse entendimento\u201d, destacou. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Sindilat\/RS)<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Um setor em virada: os bastidores e tend\u00eancias revelados no F\u00f3rum MilkPoint Mercado<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Valter Galan, S\u00f3cio da MilkPoint Ventures, o principal driver das oscila\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o tem sido o desequil\u00edbrio entre oferta e demanda. Ap\u00f3s um per\u00edodo mais equilibrado, o in\u00edcio de 2026 j\u00e1 apresenta sinais de escassez de leite, com rea\u00e7\u00e3o r\u00e1pida nos pre\u00e7os spot.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Realizado em 9 de abril, em Piracicaba (SP), no Pecege, o F\u00f3rum MilkPoint Mercado abriu sua programa\u00e7\u00e3o com um forte tom de integra\u00e7\u00e3o e troca de conhecimento, reunindo lideran\u00e7as e especialistas para discutir os rumos da cadeia l\u00e1ctea em um cen\u00e1rio de forte volatilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na abertura, Ricardo Shirota, presidente do Pecege, destacou a honra de receber o evento e refor\u00e7ou a import\u00e2ncia de iniciativas que promovam conex\u00e3o entre os diferentes elos do setor. Na sequ\u00eancia, Marcelo Pereira de Carvalho, CEO da MilkPoint Ventures, deu o tom estrat\u00e9gico do encontro ao enfatizar a necessidade de fortalecer essas conex\u00f5es em um momento de mudan\u00e7as relevantes no mercado. Ele agradeceu a presen\u00e7a do p\u00fablico, apresentou os diferentes bra\u00e7os da MilkPoint Ventures e ressaltou o papel da iniciativa como plataforma de conte\u00fado, intelig\u00eancia e relacionamento. Ao final, refor\u00e7ou a expectativa de um dia intenso, marcado por discuss\u00f5es relevantes e trocas capazes de gerar valor pr\u00e1tico para toda a cadeia do leite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O primeiro bloco, dedicado aos cen\u00e1rios de mercado \u2014 com oferecimento de Spade e Agroforte \u2014 trouxe uma leitura ampla e estrat\u00e9gica sobre produ\u00e7\u00e3o, com\u00e9rcio global, consumo e cr\u00e9dito na cadeia l\u00e1ctea.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Andres Padilla, do Rabobank Brasil, iniciou discutindo o crescimento da produ\u00e7\u00e3o de leite no mundo e no Brasil. Para 2026, a expectativa \u00e9 de baixo crescimento da oferta global. A China, que nos \u00faltimos anos teve papel expressivo na expans\u00e3o, j\u00e1 mostra recuo desde 2024, levantando d\u00favidas sobre a sustentabilidade de seu modelo altamente intensivo e concentrado em megafazendas. Apesar dos ganhos r\u00e1pidos em produtividade, a rentabilidade n\u00e3o acompanhou, levando inclusive ao fechamento de unidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nos Estados Unidos, a produ\u00e7\u00e3o deve ganhar ainda mais protagonismo global, sustentada por ganhos de efici\u00eancia e aumento de produtividade por vaca, mesmo com rebanho estagnado. O pa\u00eds consolidou um modelo maduro, fortemente orientado \u00e0 exporta\u00e7\u00e3o. Ainda assim, as margens seguem vol\u00e1teis \u2014 com queda significativa desde meados de 2024 \u2014 exigindo gest\u00e3o sofisticada por parte do produtor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Um dos destaques recentes \u00e9 a estrat\u00e9gia de beef-on-dairy. A valoriza\u00e7\u00e3o da carne elevou a participa\u00e7\u00e3o dessa receita nas fazendas leiteiras, que passou de n\u00edveis hist\u00f3ricos de 1% a 3% para at\u00e9 20% em alguns casos. Essa diversifica\u00e7\u00e3o tem sido fundamental para sustentar margens positivas mesmo em cen\u00e1rios de pre\u00e7os mais baixos do leite.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, o crescimento da produ\u00e7\u00e3o \u00e9 heterog\u00eaneo e fortemente dependente do perfil do produtor. Pequenos e m\u00e9dios ainda apresentam maior volatilidade, enquanto produtores maiores ganham efici\u00eancia e melhor retorno sobre o capital investido. O processo de consolida\u00e7\u00e3o tende a se intensificar nos pr\u00f3ximos anos. Um ponto de aten\u00e7\u00e3o levantado foi a press\u00e3o estrutural de custos: para se manter vi\u00e1vel, a atividade leiteira exige crescimento constante \u2014 uma l\u00f3gica j\u00e1 observada nos Estados Unidos e cada vez mais aplic\u00e1vel \u00e0 realidade brasileira.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A mensagem central foi direta: produtores que n\u00e3o conseguem crescer com margens positivas tendem a ficar mais expostos \u00e0 volatilidade e com dificuldade de se manter no longo prazo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na sequ\u00eancia, Rodolfo Daldegan e Tim Taylor, da Spade, trouxeram uma vis\u00e3o sobre o futuro da cadeia, baseada na integra\u00e7\u00e3o de dados. Segundo eles, o setor l\u00e1cteo ainda opera com baixa gest\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es, apesar do grande volume gerado nas fazendas. A conex\u00e3o desses dados ao longo da cadeia \u2014 da produ\u00e7\u00e3o ao consumidor \u2014 \u00e9 apontada como chave para destravar efici\u00eancia, previsibilidade e melhores decis\u00f5es. A proposta \u00e9 sair de um modelo reativo para um modelo preditivo, com intelig\u00eancia integrada e maior visibilidade em tempo real.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O mercado internacional tamb\u00e9m esteve no radar. Vitor Vieira, do Grupo Interfood, destacou que o cen\u00e1rio atual j\u00e1 precifica uma queda nos pre\u00e7os globais, com demanda est\u00e1vel, por\u00e9m com mudan\u00e7as importantes na din\u00e2mica geogr\u00e1fica. A China segue relevante, mas com comportamento de compra mais moderado, enquanto o Sudeste Asi\u00e1tico ganha protagonismo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Fatores geopol\u00edticos adicionam incerteza ao cen\u00e1rio. A guerra no Oriente M\u00e9dio j\u00e1 impacta rotas log\u00edsticas estrat\u00e9gicas, como o estreito de Ormuz, o que pode afetar grandes importadores. Nesse contexto, Argentina e Uruguai tendem a ganhar espa\u00e7o como fornecedores, especialmente diante da sazonalidade da Nova Zel\u00e2ndia, que entrar\u00e1, em meados de junho e julho, em per\u00edodo de menor oferta de s\u00f3lidos. Por conta da entressafra.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expectativa \u00e9 de maior demanda vinda do Oriente M\u00e9dio e Norte da \u00c1frica, com custos log\u00edsticos mais elevados e redistribui\u00e7\u00e3o dos fluxos comerciais globais.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ricardo Cotta, da R3 Consultoria, chamou aten\u00e7\u00e3o para o avan\u00e7o consistente do food service no Brasil, que cresce a taxas reais de cerca de 8% ao ano \u2014 acima do varejo tradicional \u2014 e j\u00e1 movimenta mais de R$ 500 bilh\u00f5es em faturamento. Segundo ele, trata-se de um dos principais vetores de expans\u00e3o para os l\u00e1cteos, com destaque para categorias como queijos, requeij\u00f5es, leite condensado e creme de leite, amplamente demandadas no consumo fora do lar. Apesar do potencial, Cotta destacou que o segmento ainda exige maior n\u00edvel de profissionaliza\u00e7\u00e3o por parte da ind\u00fastria. Mais do que volume, o food service demanda solu\u00e7\u00f5es: produtos pensados para performance, padroniza\u00e7\u00e3o e rendimento, al\u00e9m de consist\u00eancia de qualidade e excel\u00eancia no servi\u00e7o. \u201cN\u00e3o basta adaptar o que j\u00e1 existe \u2014 \u00e9 preciso desenvolver com foco na aplica\u00e7\u00e3o\u201d, indicou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ele tamb\u00e9m refor\u00e7ou a import\u00e2ncia de uma atua\u00e7\u00e3o mais pr\u00f3xima do cliente, com equipes capacitadas para falar a linguagem da cozinha, al\u00e9m de estrat\u00e9gias de marketing e relacionamento direcionadas, como parcerias com chefs, a\u00e7\u00f5es com influenciadores e iniciativas pr\u00e1ticas, como workshops culin\u00e1rios. Para Cotta, as empresas que entenderem essa l\u00f3gica e estruturarem melhor sua atua\u00e7\u00e3o no canal tendem a capturar de forma mais consistente o crescimento desse mercado.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ponto estrat\u00e9gico abordado foi o papel do cr\u00e9dito na cadeia leiteira. Lucas Nogueira Rezende, da Agroforte, destacou que o cr\u00e9dito deve ser visto como ferramenta estrat\u00e9gica, e n\u00e3o apenas financeira. Quando bem estruturado, ele viabiliza o acesso \u00e0 tecnologia e impulsiona ganhos reais de produtividade e qualidade. Por outro lado, cr\u00e9dito mal alocado pode comprometer resultados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dados apresentados mostram impactos concretos: aumento da produ\u00e7\u00e3o, melhoria da qualidade do leite e redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es por litro. Nesse contexto, a ind\u00fastria pode desempenhar papel central ao facilitar o acesso ao cr\u00e9dito, aproveitando sua proximidade com o produtor e fortalecendo o ecossistema como um todo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Encerrando o bloco, Valter Galan, S\u00f3cio da MilkPoint Ventures, trouxe uma an\u00e1lise sobre o comportamento recente do mercado e as perspectivas para o restante de 2026. Segundo ele, o principal driver das oscila\u00e7\u00f5es de pre\u00e7o tem sido o desequil\u00edbrio entre oferta e demanda. Ap\u00f3s um per\u00edodo mais equilibrado, o in\u00edcio de 2026 j\u00e1 apresenta sinais de escassez de leite, com rea\u00e7\u00e3o r\u00e1pida nos pre\u00e7os spot. A rentabilidade pressionada ao longo de 2025 ainda deve impactar a produ\u00e7\u00e3o em 2026, com recupera\u00e7\u00e3o mais consistente apenas no segundo semestre. Ao mesmo tempo, fatores externos, como poss\u00edveis efeitos da guerra sobre custos de energia e fertilizantes, seguem no radar.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do lado da demanda, h\u00e1 sinais positivos, com destaque para o crescimento no consumo de queijos, possivelmente impulsionado pela busca por prote\u00ednas. No entanto, o cen\u00e1rio internacional, com maior competitividade do Mercosul, pode pressionar importa\u00e7\u00f5es e influenciar o equil\u00edbrio interno.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No geral, a leitura \u00e9 de um mercado que inicia 2026 com pre\u00e7os em alta devido ao desbalanceamento de curto prazo, mas ainda cercado por incertezas relevantes \u2014 tanto do lado da produ\u00e7\u00e3o quanto da demanda. (Milkpoint)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>EMATER\/RS: Informativo Conjuntural n\u00ba 1914 \u2013 09 abr. 2026&nbsp;<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">BOVINOCULTURA DE LEITE&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNa regi\u00e3o administrativa da Emater\/RS-Ascar de Bag\u00e9, a produ\u00e7\u00e3o continua em decl\u00ednio, evidenciando a entrada do vazio forrageiro outonal. Em Hulha Negra, apesar do uso de silagem de milho da safra atual, de feno de azev\u00e9m com trevo e de pastejo por curtos per\u00edodos em \u00e1reas de sorgo forrageiro em final de ciclo, os produtores relatam m\u00e9dias reduzidas de produ\u00e7\u00e3o por matriz. Em raz\u00e3o do estresse h\u00eddrico em algumas lavouras, a silagem apresenta baixa participa\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os, al\u00e9m de menor digestibilidade, em fun\u00e7\u00e3o da senesc\u00eancia precoce de parte das folhas, o que impacta negativamente a capacidade de consumo pelos animais. A irregularidade das chuvas nas \u00faltimas semanas pode atrasar o in\u00edcio da utiliza\u00e7\u00e3o das pastagens de aveia e azev\u00e9m para o m\u00eas de maio, prolongando o per\u00edodo de baixas m\u00e9dias por vaca em lacta\u00e7\u00e3o, devido \u00e0 menor participa\u00e7\u00e3o de forragem verde de qualidade nas dietas.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na de Erechim, os animais sofreram estresse t\u00e9rmico por altas temperaturas, n\u00e3o afetando, de maneira significativa, a produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na de Frederico Westphalen, a produ\u00e7\u00e3o apresentou redu\u00e7\u00e3o em decorr\u00eancia das altas temperaturas, registradas na \u00faltima semana, e da irregularidade das chuvas. Os produtores t\u00eam adotado pr\u00e1ticas voltadas ao bem-estar do rebanho.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na de Iju\u00ed, a produ\u00e7\u00e3o segue est\u00e1vel de maneira geral, com pequena redu\u00e7\u00e3o nos sistemas de produ\u00e7\u00e3o a pasto. Observa-se aumento no fornecimento de forragem conservada para a manuten\u00e7\u00e3o da dieta dos animais, bem como leve diminui\u00e7\u00e3o no uso de concentrados, visando \u00e0 diminui\u00e7\u00e3o dos custos de produ\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na de Porto Alegre, o rebanho apresenta boas condi\u00e7\u00f5es gerais e estado nutricional adequado, mesmo com o in\u00edcio do vazio forrageiro, devido ao uso de suplementa\u00e7\u00e3o e \u00e0 adequada condi\u00e7\u00e3o das pastagens. Alguns produtores relataram aumento na infesta\u00e7\u00e3o por carrapatos e ocorr\u00eancia de \u00f3bitos com suspeita de tristeza parasit\u00e1ria, o que refor\u00e7a a aten\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o ao manejo sanit\u00e1rio.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na de Santa Maria, em fun\u00e7\u00e3o do vazio forrageiro outonal, observou-se queda na produ\u00e7\u00e3o, redu\u00e7\u00e3o do escore corporal, e\/ou aumento dos custos nos sistemas que adotam suplementa\u00e7\u00e3o estrat\u00e9gica para suprir a defici\u00eancia de forragem. Os produtores seguem monitorando a ocorr\u00eancia de moscas e carrapatos e adotando estrat\u00e9gias de controle.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na de Santa Rosa, devido \u00e0s chuvas e das temperaturas dentro da m\u00e9dia para o per\u00edodo, observou-se melhora nas condi\u00e7\u00f5es de ambi\u00eancia animal, favorecendo o conforto t\u00e9rmico e o desempenho produtivo. Os produtores relatam aumento no tempo de pastejo em virtude da menor ocorr\u00eancia e dura\u00e7\u00e3o de temperaturas extremas ao longo do dia. (Emater\/RS adaptado pelo Sindilat\/RS)<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Jogo R\u00e1pido<\/b><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Previs\u00e3o do tempo: Boletim Integrado Agrometeorol\u00f3gico 15-2026&nbsp;<\/b><br \/>\nNa pr\u00f3xima semana, o tempo dever\u00e1 variar entre condi\u00e7\u00f5es est\u00e1veis e inst\u00e1veis em grande parte do territ\u00f3rio ga\u00facho. Nos dias 10\/04 (sexta-feira) e 11\/04 (s\u00e1bado), o tempo voltar\u00e1 a ficar est\u00e1vel em praticamente todo o estado, sem previs\u00e3o de&nbsp; chuva significativa. Em 12\/04 (domingo), o transporte de umidade associado aos efeitos de circula\u00e7\u00e3o dever\u00e1 favorecer a ocorr\u00eancia de chuva fraca a moderada, principalmente nas metades oeste e sul do estado. Em 13\/04 (segunda-feira), a redu\u00e7\u00e3o do transporte de umidade dever\u00e1 favorecer o retorno da estabilidade na maior parte das regi\u00f5es. Dessa forma, h\u00e1 previs\u00e3o de chuva fraca apenas em pontos bem isolados. Nos dias 14\/04 (ter\u00e7a-feira) e 15\/04 (quarta-feira), a atua\u00e7\u00e3o de um sistema de baixa press\u00e3o poder\u00e1 provocar chuva fraca a moderada, localmente forte, em diversas regi\u00f5es do estado. A partir do dia 13\/04, as temperaturas dever\u00e3o apresentar leve eleva\u00e7\u00e3o. (Seapi)<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 10 de abril de 2026&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 20 - N\u00b0 4.608 L\u00e1cteos s\u00e3o protagonistas na sa\u00fade metab\u00f3lica Fonte de prote\u00ednas de alto valor biol\u00f3gico, c\u00e1lcio <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2026\/04\/10\/10-04-2026\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"10\/04\/2026\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-19071","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19071","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=19071"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19071\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":19076,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/19071\/revisions\/19076"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=19071"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=19071"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=19071"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}