{"id":18684,"date":"2026-02-05T20:02:16","date_gmt":"2026-02-05T20:02:16","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=18684"},"modified":"2026-02-05T20:04:20","modified_gmt":"2026-02-05T20:04:20","slug":"05-02-2025-2","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2026\/02\/05\/05-02-2025-2\/","title":{"rendered":"05\/02\/2025"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/9wC509ABF0420\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/9wC509ABF0420\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 05 de fevereiro de 2026&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 20 - N\u00b0 4.568<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>Acordo Mercosul\u2013UE reacende debate sobre competitividade do leite brasileiro e pressiona cadeia por efici\u00eancia e dados<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ap\u00f3s 26 anos de negocia\u00e7\u00f5es, tratado abre cotas para l\u00e1cteos europeus, \u00e9 judicializado e exp\u00f5e gargalos hist\u00f3ricos do setor no Brasil; especialistas apontam gest\u00e3o, informa\u00e7\u00e3o e valor agregado como chaves para enfrentar o novo cen\u00e1rio<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O acordo comercial entre Mercosul e Uni\u00e3o Europeia (UE), assinado ap\u00f3s mais de duas d\u00e9cadas de negocia\u00e7\u00f5es e j\u00e1 judicializado, voltou a colocar o setor l\u00e1cteo brasileiro em estado de alerta. Embora a redu\u00e7\u00e3o de tarifas dentro de cotas para produtos como queijos e leite em p\u00f3 europeus gere apreens\u00e3o entre produtores, especialistas ouvidos avaliam que os maiores desafios n\u00e3o est\u00e3o, necessariamente, na concorr\u00eancia externa, mas em problemas estruturais da pr\u00f3pria cadeia do leite no Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do ponto de vista da presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7o ao produtor rural e ao mercado, o consenso \u00e9 que o acordo escancara dificuldades antigas: custos elevados, margens apertadas, volatilidade de pre\u00e7os, falta de dados confi\u00e1veis e baixa efici\u00eancia produtiva e industrial.<br \/>\nGest\u00e3o ineficiente pesa mais que tarifa, diz Embrapa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o pesquisador da Embrapa Gado de Leite, Dr. Paulo Martins, a narrativa de que o produtor brasileiro ser\u00e1 automaticamente prejudicado pela entrada de l\u00e1cteos europeus precisa ser relativizada. Segundo ele, o principal entrave \u00e0 competitividade do leite nacional est\u00e1 na gest\u00e3o deficiente, tanto na produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria quanto nos latic\u00ednios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO principal problema brasileiro \u00e9 a baixa qualidade de gest\u00e3o no setor prim\u00e1rio e nos latic\u00ednios. Isso faz com que os nossos produtos sejam mais caros\u201d, afirma. Para o pesquisador, reconhecer essa realidade \u00e9 condi\u00e7\u00e3o b\u00e1sica para avan\u00e7ar em efici\u00eancia e redu\u00e7\u00e3o de custos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Dr. Paulo Martins destaca ainda que \u00e9 fundamental aprofundar estudos sobre os subs\u00eddios recebidos pelos produtores europeus, especialmente transfer\u00eancias diretas e poss\u00edveis incentivos a insumos. Caso esses subs\u00eddios sejam confirmados, caberia ao Brasil discutir medidas compensat\u00f3rias. Ainda assim, ele avalia que h\u00e1 tempo suficiente para ajustes internos antes que o acordo produza efeitos mais concretos no mercado.\u201cO que n\u00e3o d\u00e1 \u00e9 para n\u00e3o fazer o acordo. Ele ser\u00e1 bom para o Brasil no seu conjunto\u201d, resume.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro ponto sens\u00edvel para o produtor \u00e9 o receio de que a previsibilidade de importa\u00e7\u00f5es europeias seja usada como argumento para pressionar o pre\u00e7o do leite pago ao campo. Para o pesquisador da Embrapa, essa leitura simplifica excessivamente a din\u00e2mica do mercado.<br \/>\n\u201cA ind\u00fastria n\u00e3o \u00e9 a vil\u00e3 do setor\u201d, afirma Martins. Segundo ele, quem mais captura valor na cadeia s\u00e3o os supermercados e as ind\u00fastrias que utilizam leite como mat\u00e9ria-prima para outros alimentos, como biscoitos, doces e chocolates. Esses elos t\u00eam maior poder de barganha e influenciam os pre\u00e7os pagos aos latic\u00ednios, que acabam repassando essa press\u00e3o ao produtor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Al\u00e9m disso, o grande n\u00famero de latic\u00ednios no pa\u00eds faz com que o pre\u00e7o do leite seja resultado direto da oferta e demanda. Quando h\u00e1 escassez, como em 2022, com retra\u00e7\u00e3o de cerca de 10% na produ\u00e7\u00e3o, os pre\u00e7os sobem. Em momentos de excesso de oferta, como no cen\u00e1rio atual,&nbsp; influenciado pelo crescimento da produ\u00e7\u00e3o e pelas importa\u00e7\u00f5es, os pre\u00e7os tendem a cair.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na avalia\u00e7\u00e3o de Paulo Martins, a elevada volatilidade de pre\u00e7os n\u00e3o \u00e9 fruto apenas de disputas entre produtores e ind\u00fastria, mas da aus\u00eancia de dados confi\u00e1veis ao longo da cadeia. A falta de informa\u00e7\u00f5es sobre produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria e industrial cria um ambiente de incerteza, no qual ningu\u00e9m consegue prever, com seguran\u00e7a, os pre\u00e7os praticados em horizontes de m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cIsso mostra imaturidade e desorganiza\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria\u201d, afirma. Para ele, a coleta e divulga\u00e7\u00e3o de dados consistentes s\u00e3o essenciais para reduzir a instabilidade e permitir decis\u00f5es mais racionais por parte de produtores, latic\u00ednios e investidores.<br \/>\nEuropa n\u00e3o muda o jogo da oferta, avalia ind\u00fastria.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Do lado da ind\u00fastria, o CEO da Cia do Leite, que atua como assist\u00eancia t\u00e9cnica e gerencial de produtor de leite, Ronaldo Carvalho, adota um tom ainda mais cauteloso ao avaliar riscos e ganhos do acordo para o setor. Segundo ele, o tratado n\u00e3o altera de forma relevante a din\u00e2mica de oferta no curto e m\u00e9dio prazo.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEu n\u00e3o vejo nem risco e nem ganho\u201d, afirma. Carvalho destaca que os principais fornecedores externos de leite em p\u00f3 para o Brasil j\u00e1 s\u00e3o Argentina e Uruguai, pa\u00edses com custos de produ\u00e7\u00e3o mais competitivos, moeda mais fraca e log\u00edstica mais favor\u00e1vel do que a europeia. Nesse contexto, a entrada de produtos da UE n\u00e3o mudaria de forma significativa o volume ofertado no mercado brasileiro.<br \/>\nPara ele, mesmo com subs\u00eddios, o custo da terra na Europa, a limita\u00e7\u00e3o de \u00e1rea produtiva e a for\u00e7a da moeda tornam o leite europeu menos competitivo frente aos vizinhos do Mercosul.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Se por um lado o acordo n\u00e3o deve inundar o mercado brasileiro com l\u00e1cteos europeus, por outro pode abrir oportunidades pontuais para produtos brasileiros de maior valor agregado. Carvalho avalia que a exporta\u00e7\u00e3o de commodities l\u00e1cteas para a Europa \u00e9 pouco vi\u00e1vel, mas v\u00ea espa\u00e7o para nichos espec\u00edficos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cAlguns produtos de valor agregado nosso podem, sim, entrar no mercado europeu\u201d, afirma, com destaque para produtos proteicos, que v\u00eam ganhando for\u00e7a no mercado interno e poderiam avan\u00e7ar tamb\u00e9m no exterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, ele pondera que a cadeia produtiva do leite no Brasil \u00e9 conservadora e tende a reagir lentamente. Investimentos e mudan\u00e7as estrat\u00e9gicas s\u00f3 devem ocorrer ap\u00f3s a consolida\u00e7\u00e3o efetiva do acordo e o mapeamento claro das oportunidades.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Barreiras sanit\u00e1rias e ESG entram no radar. Apesar do potencial, os entraves t\u00e9cnicos e sanit\u00e1rios s\u00e3o considerados reais. Segundo Carvalho, \u00e9 natural que a UE busque criar barreiras sanit\u00e1rias e ambientais como forma de conter a entrada de produtos brasileiros, especialmente se a balan\u00e7a comercial passar a favorecer o Brasil.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nesse cen\u00e1rio, estados do Sul aparecem em vantagem. De acordo com o executivo, Paran\u00e1, Santa Catarina e Rio Grande do Sul est\u00e3o h\u00e1 mais de uma d\u00e9cada \u00e0 frente de outras regi\u00f5es na adequa\u00e7\u00e3o a exig\u00eancias sanit\u00e1rias, certifica\u00e7\u00f5es e pr\u00e1ticas ligadas \u00e0 sustentabilidade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para acessar o mercado europeu, ele avalia que ser\u00e1 indispens\u00e1vel investir em ESG, rastreabilidade, certifica\u00e7\u00f5es e, sobretudo, em uma narrativa consistente. \u201cO europeu agrega valor contando uma boa hist\u00f3ria\u201d, afirma, citando o apelo ambiental, familiar e emocional dos produtos l\u00e1cteos vendidos na Europa.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No fim das contas, tanto a pesquisa quanto a ind\u00fastria concordam em um ponto central: o acordo Mercosul\u2013UE n\u00e3o cria, por si s\u00f3, uma crise para o leite brasileiro, mas exp\u00f5e fragilidades hist\u00f3ricas da cadeia. Competitividade, acesso a cr\u00e9dito, efici\u00eancia produtiva, organiza\u00e7\u00e3o de dados, sanidade e estrat\u00e9gia de mercado seguem sendo os verdadeiros desafios para atender tanto o mercado interno quanto poss\u00edveis oportunidades externas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para o produtor rural, a mensagem \u00e9 clara: mais do que temer o produto europeu, ser\u00e1 necess\u00e1rio olhar para dentro da porteira e da ind\u00fastria, profissionalizar a gest\u00e3o e se preparar para um mercado cada vez mais exigente e vol\u00e1til. (Not\u00edcias Agr\u00edcolas)<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-size: 1rem;\"><b>GDT 397: consolida\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os sinaliza transi\u00e7\u00e3o para um novo ciclo no mercado l\u00e1cteo internacional<\/b><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O 397\u00ba leil\u00e3o da plataforma Global Dairy Trade (GDT), realizado no dia 03 de fevereiro, apresentou um movimento de novas e expressivas altas, refor\u00e7ando o processo de recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os internacionais de l\u00e1cteos. Em meio \u00e0 valoriza\u00e7\u00e3o generalizada entre os produtos negociados, o pre\u00e7o m\u00e9dio dos l\u00e1cteos comercializados (price index) registrou forte avan\u00e7o de 6,7%, atingindo USD 3.830\/tonelada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gr\u00e1fico 1. Pre\u00e7o m\u00e9dio leil\u00e3o GDT<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/6tJBcdABF0464\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/6tJBcdABF0464\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O leite em p\u00f3 integral (LPI), principal produto negociado na plataforma, voltou a apresentar alta significativa, com valoriza\u00e7\u00e3o de 5,3%, alcan\u00e7ando o pre\u00e7o m\u00e9dio de USD 3.614\/tonelada. O movimento refor\u00e7a a retomada dos pre\u00e7os dos l\u00e1cteos no mercado internacional, ainda que os valores permane\u00e7am abaixo dos patamares observados no in\u00edcio de 2025.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O grande destaque do leil\u00e3o foi o leite em p\u00f3 desnatado (LPD), que registrou a maior alta percentual do evento, com valoriza\u00e7\u00e3o de 10,6%, sendo cotado a USD 2.874\/tonelada. Com esse resultado, o produto retorna a n\u00edveis de pre\u00e7os observados em abril de 2025, o patamar mais elevado registrado na s\u00e9rie recente.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gr\u00e1fico 2. Pre\u00e7o m\u00e9dio LPI<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/enKWe9ABF0448\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/enKWe9ABF0448\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Outro destaque relevante foi a mu\u00e7arela, que, assim como o LPD, apresentou valoriza\u00e7\u00e3o de 10,6%, atingindo o pre\u00e7o m\u00e9dio de USD 3.694\/tonelada. Apesar da forte recupera\u00e7\u00e3o neste leil\u00e3o, o produto ainda opera em n\u00edveis inferiores aos observados no in\u00edcio do ano passado, em fun\u00e7\u00e3o da sequ\u00eancia prolongada de quedas registrada ao longo de 2025.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A manteiga tamb\u00e9m manteve o movimento de recupera\u00e7\u00e3o, com alta de 8,8%, dando continuidade ao processo de recomposi\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os ap\u00f3s um per\u00edodo prolongado de desvaloriza\u00e7\u00f5es no mercado internacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Nenhum dos produtos negociados apresentou varia\u00e7\u00e3o negativa no evento, e todos os derivados ofertados foram integralmente comercializados.&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Tabela 1 apresenta os pre\u00e7os m\u00e9dios dos derivados ao fim do evento, assim como suas respectivas varia\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o ao leil\u00e3o anterior.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Tabela 1. Pre\u00e7o e varia\u00e7\u00e3o do \u00edndice dos produtos negociados no leil\u00e3o GDT em 03\/02\/2026.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/3Y0y47ABF0414\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/3Y0y47ABF0414\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Volume negociado recua novamente<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O volume total negociado no leil\u00e3o somou cerca de 24,0 mil toneladas, representando queda de 13,6% em rela\u00e7\u00e3o ao evento anterior. Ainda assim, frente ao mesmo per\u00edodo do ano passado, o volume permaneceu praticamente inalterado, indicando que a redu\u00e7\u00e3o observada tem car\u00e1ter sazonal. A participa\u00e7\u00e3o de 175 compradores \u2014 n\u00famero superior ao registrado no leil\u00e3o anterior \u2014 refor\u00e7a a leitura de demanda consistente, o que, combinado ao menor volume ofertado, contribuiu para a forte valoriza\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os no evento.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gr\u00e1fico 3. Volumes negociados nos eventos do leil\u00e3o GDT.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/BvX8e1ABF0461\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/BvX8e1ABF0461\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Impacto nos contratos futuros<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Desde o \u00faltimo leil\u00e3o do GDT, os contratos futuros de leite em p\u00f3 integral negociados na NZX continuam apresentando valoriza\u00e7\u00e3o. O movimento refor\u00e7a um cen\u00e1rio de maior equil\u00edbrio entre oferta e demanda, sustentado pela expectativa de crescimento mais contido da produ\u00e7\u00e3o em 2026 e por uma demanda j\u00e1 ajustada ao volume dispon\u00edvel no mercado global. Com isso, os pre\u00e7os futuros v\u00eam registrando altas sucessivas entre as sess\u00f5es.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gr\u00e1fico 4. Contratos futuros de leite em p\u00f3 integral (NZX Futures)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/PJ2Ce8ABF0486\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/PJ2Ce8ABF0486\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">E como os resultados do leil\u00e3o GDT afetam o mercado brasileiro?<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expectativa de menor crescimento da produ\u00e7\u00e3o mundial de leite em 2026, associada a uma demanda global mais firme, tem favorecido a recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os internacionais de l\u00e1cteos. Esse movimento j\u00e1 come\u00e7a a se refletir regionalmente no Mercosul, onde, segundo as pesquisas semanais do MilkPoint Mercado, os derivados v\u00eam apresentando recupera\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ainda assim, informantes do mercado regional relatam dificuldades pontuais de vendas ao Brasil, em fun\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dom\u00e9sticos ainda operarem em patamares relativamente baixos, apesar do movimento recente de recupera\u00e7\u00e3o. Nesse contexto, a combina\u00e7\u00e3o de pre\u00e7os internacionais mais elevados e ampla oferta interna pode reduzir a atratividade das importa\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos, contribuindo para o processo de recomposi\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os no mercado nacional.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Por outro lado, o c\u00e2mbio segue como fator de aten\u00e7\u00e3o. A valoriza\u00e7\u00e3o do real frente ao d\u00f3lar pode aumentar a competitividade dos produtos importados, atenuando parte dos efeitos positivos da alta internacional sobre o mercado dom\u00e9stico.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Em s\u00edntese, o resultado do 397\u00ba leil\u00e3o do GDT refor\u00e7a o cen\u00e1rio de recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os internacionais de l\u00e1cteos, com impactos crescentes no Mercosul e potenciais efeitos positivos para o equil\u00edbrio do mercado brasileiro ao longo de 2026. (Milkpoint)<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>China vive ponto de virada no setor de l\u00e1cteos<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A expans\u00e3o acelerada da oferta de leite mudou o equil\u00edbrio do mercado chin\u00eas. Menos importa\u00e7\u00f5es, pre\u00e7os pressionados e os primeiros passos do pa\u00eds como exportador marcam esse novo cen\u00e1rio.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O setor de l\u00e1cteos da China atravessa um per\u00edodo de profunda transforma\u00e7\u00e3o. Ao longo da \u00faltima d\u00e9cada, o pa\u00eds intensificou pol\u00edticas voltadas \u00e0 autossufici\u00eancia em produtos l\u00e1cteos, movimento que ganhou ainda mais for\u00e7a durante a pandemia, quando a seguran\u00e7a alimentar passou a ocupar posi\u00e7\u00e3o central na agenda nacional. Como resultado, a produ\u00e7\u00e3o dom\u00e9stica de leite cresceu de forma acelerada.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No centro dessa estrat\u00e9gia est\u00e1 a expans\u00e3o das grandes fazendas leiteiras industriais. Essas unidades, frequentemente chamadas de \u201cmega fazendas\u201d, operam com gen\u00e9tica avan\u00e7ada, vacas de alta produtividade importadas e sistemas automatizados de ordenha. Esse modelo permitiu que a produ\u00e7\u00e3o nacional de leite alcan\u00e7asse quase 42 milh\u00f5es de toneladas em 2023, superando as metas oficiais antes do previsto. Em paralelo, as pequenas fazendas familiares perderam espa\u00e7o, \u00e0 medida que as grandes opera\u00e7\u00f5es passaram a dominar o setor.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Apesar do avan\u00e7o da oferta, a demanda n\u00e3o acompanhou o mesmo ritmo. Nos \u00faltimos anos, o consumo per capita de l\u00e1cteos na China recuou. O enfraquecimento da economia reduziu os gastos das fam\u00edlias, enquanto mudan\u00e7as nos h\u00e1bitos alimentares limitaram o crescimento do consumo de leite l\u00edquido. Somam-se a esse cen\u00e1rio fatores demogr\u00e1ficos, como taxas de natalidade historicamente baixas, que impactaram a demanda por produtos como f\u00f3rmulas infantis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O descompasso entre oferta e demanda resultou em um excedente estrutural de leite. Em diversas regi\u00f5es, os pre\u00e7os do leite cru passaram a ficar abaixo dos custos de produ\u00e7\u00e3o. Diante desse contexto, produtores menores e menos eficientes v\u00eam se consolidando ou deixando a atividade.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O excesso de oferta tamb\u00e9m reduziu a necessidade de importa\u00e7\u00f5es. Em 2023, as compras totais de l\u00e1cteos pela China ca\u00edram cerca de 12%, com destaque para o leite em p\u00f3 integral, cujas importa\u00e7\u00f5es recuaram aproximadamente 38%. Esse movimento afetou diretamente exportadores tradicionais, como Nova Zel\u00e2ndia, Uni\u00e3o Europeia e Austr\u00e1lia, que registraram queda nos volumes destinados ao mercado chin\u00eas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Ao mesmo tempo, a China come\u00e7a a explorar seu potencial como exportadora de l\u00e1cteos. Embora os volumes ainda sejam limitados, as exporta\u00e7\u00f5es v\u00eam crescendo de forma gradual. Em 2024, o pa\u00eds deve embarcar cerca de 70 mil toneladas de produtos l\u00e1cteos, principalmente leite em p\u00f3, com destino a mercados do Sudeste Asi\u00e1tico, \u00c1frica, Oriente M\u00e9dio e \u00c1sia Central.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De forma geral, a ind\u00fastria chinesa de l\u00e1cteos chega a um ponto de inflex\u00e3o. O forte crescimento da produ\u00e7\u00e3o elevou a autossufici\u00eancia, mas a fraqueza da demanda interna alterou os fluxos comerciais. Caso essa tend\u00eancia se mantenha, a China tende a assumir um papel mais ativo nos mercados regionais de exporta\u00e7\u00e3o de l\u00e1cteos nos pr\u00f3ximos anos.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Dairy Dimension, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint.<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Jogo R\u00e1pido<br \/>\n<\/b><\/i><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>MILHO\/CEPEA: Em queda, Indicador volta \u00e0 casa dos R$ 65\/sc<\/b><br \/>\nCepea, 02\/02\/2026 \u2013 No encerramento de janeiro, o Indicador do milho ESALQ\/BM&amp;FBovespa seguiu em queda e voltou a operar na casa dos R$ 65 por saca de 60 kg, patamar que n\u00e3o era verificado desde o final de outubro de 2025. Segundo pesquisadores do Cepea, a liquidez esteve baixa no per\u00edodo, tendo em vista que compradores priorizaram o consumo de estoques negociados antecipadamente e realizaram aquisi\u00e7\u00f5es apenas de forma pontual. Do lado da oferta, parte dos produtores com receio de novas desvaloriza\u00e7\u00f5es e com necessidade de libera\u00e7\u00e3o de armaz\u00e9ns esteve mais flex\u00edvel nos valores. Pesquisadores do Cepea ressaltam que, tipicamente, a colheita da soja e a maior demanda por fretes para a oleaginosa chegam a sustentar os valores de milho durante as primeiras semanas do ano. No entanto, em 2026, um dos fatores que tem impedido rea\u00e7\u00f5es nos pre\u00e7os \u00e9 o fato de os estoques de milho estarem muito elevados \u2013 s\u00e3o estimados em 12 milh\u00f5es de toneladas neste in\u00edcio de temporada, contra 1,8 milh\u00e3o de toneladas em 2025, e acima da m\u00e9dia das \u00faltimas cinco safras, de 9,2 milh\u00f5es de toneladas. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 05 de fevereiro de 2026&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 20 - N\u00b0 4.568 Acordo Mercosul\u2013UE reacende debate sobre competitividade do leite brasileiro e pressiona cadeia por efici\u00eancia e dados Ap\u00f3s 26 <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2026\/02\/05\/05-02-2025-2\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"05\/02\/2025\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-18684","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18684","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18684"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18684\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18689,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18684\/revisions\/18689"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18684"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18684"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18684"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}