{"id":18545,"date":"2026-01-13T17:53:39","date_gmt":"2026-01-13T17:53:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=18545"},"modified":"2026-01-14T18:05:57","modified_gmt":"2026-01-14T18:05:57","slug":"13-01-2026","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2026\/01\/13\/13-01-2026\/","title":{"rendered":"13\/01\/2026"},"content":{"rendered":"<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/9wC509ABF0420\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/9wC509ABF0420\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 13 de janeiro de 2026&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 20 - N\u00b0 4.552<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Pre\u00e7o do leite ao produtor tem queda de cerca de 30% e preocupa cadeia leiteira no Rio Grande do Sul<\/b><\/p>\n<p>A queda no pre\u00e7o do leite pago ao produtor rural tem acendido um sinal de alerta no in\u00edcio de 2026 no Rio Grande do Sul. Segundo o secret\u00e1rio-executivo do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios e Produtos Derivados (Sindilat), Darlan Palharini, a redu\u00e7\u00e3o nos valores pagos ao produtor come\u00e7ou a se intensificar a partir de setembro de 2025 e est\u00e1 diretamente ligada ao forte aumento da produ\u00e7\u00e3o, tanto no Estado quanto no pa\u00eds, aliado ao crescimento das importa\u00e7\u00f5es de derivados l\u00e1cteos de pa\u00edses vizinhos.<\/p>\n<p>De acordo com o levantamento do setor, a produ\u00e7\u00e3o de leite no Rio Grande do Sul cresceu 12% em 2025 em compara\u00e7\u00e3o com o ano anterior, enquanto a produ\u00e7\u00e3o nacional teve aumento m\u00e9dio de 8%. Esse avan\u00e7o, no entanto, n\u00e3o foi acompanhado pelo consumo, que cresce cerca de 1% ao ano. O cen\u00e1rio resultou em um descompasso entre oferta e demanda, pressionando os pre\u00e7os pagos aos produtores.<\/p>\n<p>A situa\u00e7\u00e3o se agrava com o aumento das importa\u00e7\u00f5es de produtos l\u00e1cteos, especialmente da Argentina e do Uruguai. At\u00e9 2022, esses produtos representavam cerca de 2% do consumo nacional, percentual que saltou para 9% em 2025. Boa parte dessas importa\u00e7\u00f5es, conforme Darlan, envolve leite em p\u00f3 e queijo mussarela, adquiridos principalmente por ind\u00fastrias de chocolate e grandes redes de supermercados, o que amplia os estoques internos e reduz ainda mais o espa\u00e7o para a produ\u00e7\u00e3o nacional.<\/p>\n<p>Entre as reivindica\u00e7\u00f5es do setor l\u00e1cteo ao Governo Federal est\u00e3o a ado\u00e7\u00e3o de uma pol\u00edtica de benef\u00edcio tribut\u00e1rio para empresas de alimentos que usam o leite em p\u00f3 nacional e uma sobretaxa de 50% para a entrada de produtos como leite em p\u00f3, manteiga, soro e mussarela provenientes da Argentina e do Uruguai.<\/p>\n<p>Atualmente, os valores pagos ao produtor, conforme refer\u00eancia do Conseleite, variam entre R$ 1,85 e R$ 2,15 por litro, dependendo do volume entregue e da ind\u00fastria compradora. Em agosto do ano passado, esses valores chegavam a patamares entre R$ 2,60 e R$ 3,10, o que representa uma queda pr\u00f3xima de 30% em poucos meses.<\/p>\n<p>Segundo o Sindilat, esse pre\u00e7o j\u00e1 n\u00e3o cobre os custos de produ\u00e7\u00e3o em muitos sistemas, colocando em risco a sustentabilidade de parte das propriedades. A expectativa do setor \u00e9 de estabilidade nos pre\u00e7os ao longo de janeiro e in\u00edcio de fevereiro, per\u00edodo tradicionalmente marcado por menor consumo devido \u00e0s f\u00e9rias escolares.<\/p>\n<p>A proje\u00e7\u00e3o mais otimista aponta para uma poss\u00edvel recupera\u00e7\u00e3o a partir de mar\u00e7o, com a retomada das atividades econ\u00f4micas e do calend\u00e1rio escolar, que eleva a demanda por l\u00e1cteos. Ainda assim, o Sindilat alerta que 2026 come\u00e7a de forma delicada para o produtor, e que a recupera\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os ser\u00e1 decisiva para evitar o abandono da atividade leiteira e garantir a perman\u00eancia das fam\u00edlias no campo.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.radiocaxias.com.br\/preco-do-leite-ao-produtor-tem-queda-de-cerca-de-30-e-preocupa-cadeia-leiteira-no-rio-grande-do-sul\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.radiocaxias.com.br\/preco-do-leite-ao-produtor-tem-queda-de-cerca-de-30-e-preocupa-cadeia-leiteira-no-rio-grande-do-sul\/\">CLIQUE AQUI&nbsp;<\/a>para ouvir a entrevista. (R\u00e1dio Caxias)<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: justify;\"><b>EUA: novas diretrizes alimentares refor\u00e7am o papel dos l\u00e1cteos na sa\u00fade<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Casa Branca transmitiu uma mensagem direta ao consumidor americano: \u201cComam comida de verdade.\u201d O lan\u00e7amento das Dietary Guidelines for Americans 2025\u20132030 marca o que vem sendo descrito como o ajuste mais significativo da pol\u00edtica federal de nutri\u00e7\u00e3o em d\u00e9cadas, com uma mudan\u00e7a clara na hierarquia dos alimentos recomendados e impactos diretos para a cadeia produtiva de prote\u00ednas e latic\u00ednios.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cEstamos finalmente colocando a comida de verdade de volta no centro da dieta americana. Comida de verdade que nutre o corpo, restaura a sa\u00fade, abastece a energia e constr\u00f3i for\u00e7a\u201d, afirmou a secret\u00e1ria de Agricultura dos Estados Unidos, Brooke Rollins.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo ela, a nova abordagem tamb\u00e9m valoriza a capacidade produtiva do campo americano: \"Essa mudan\u00e7a tamb\u00e9m se inclina para a oferta de alimentos abundantes, acess\u00edveis e saud\u00e1veis j\u00e1 dispon\u00edveis atrav\u00e9s dos incr\u00edveis agricultores e pecuaristas da Am\u00e9rica. Ao produzir leite, criar gado e cultivar frutas, vegetais e gr\u00e3os saud\u00e1veis, eles det\u00eam a chave para resolver nossa crise nacional de sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A nova pir\u00e2mide alimentar praticamente inverte o modelo difundido desde os anos 1990. No topo est\u00e3o as prote\u00ednas, com recomenda\u00e7\u00e3o de ingest\u00e3o entre 1,2 e 1,6 gramas por quilo de peso corporal por dia, acima dos 0,8 gramas sugeridos anteriormente. Em seguida aparecem latic\u00ednios e gorduras saud\u00e1veis, depois vegetais e frutas. Gr\u00e3os integrais passam a ser limitados a duas a quatro por\u00e7\u00f5es ao dia, enquanto a\u00e7\u00facares adicionados e \u00f3leos altamente processados devem ser evitados.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/swf8e4ABF0411\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/swf8e4ABF0411\"><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">De acordo com Sigrid Johannes, da diretora executiva de assuntos governamentais da National Cattlemen\u2019s Beef Association, para indiv\u00edduos que sigam o limite superior de prote\u00edna, representa um aumento de 100% na ingest\u00e3o di\u00e1ria recomendada de prote\u00edna em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s diretrizes anteriores.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<u>L\u00e1cteos ganham protagonismo<\/u><br \/>\nUm dos pontos de maior relev\u00e2ncia para a cadeia leiteira \u00e9 o reconhecimento expl\u00edcito dos latic\u00ednios em todos os n\u00edveis de gordura. Pela primeira vez, a orienta\u00e7\u00e3o nutricional federal dos EUA apoia o consumo de leite integral, queijos e manteiga sem a distin\u00e7\u00e3o negativa associada ao teor de gordura.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cUma das mensagens principais que est\u00e3o transmitindo aos consumidores \u00e9: coma latic\u00ednios e coma latic\u00ednios em todos os n\u00edveis de gordura \u2014 isso inclui leite integral, queijo e manteiga\u201d, destacou Matt Herrick, da International Dairy Foods Association (IDFA), classificando o momento como \u201cum momento decisivo significativo\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Na mesma linha, Gregg Doud, presidente e CEO da National Milk Producers Federation, refor\u00e7ou que o reconhecimento simult\u00e2neo da gordura e da prote\u00edna oferece uma leitura mais fiel do valor nutricional dos l\u00e1cteos. \u201cNem todas as gorduras s\u00e3o criadas iguais e, como as diretrizes reconhecem isso, os benef\u00edcios dos latic\u00ednios s\u00e3o melhor refletidos nesta itera\u00e7\u00e3o das diretrizes\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O documento tamb\u00e9m mant\u00e9m a recomenda\u00e7\u00e3o de tr\u00eas por\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de latic\u00ednios, destacando que os produtos l\u00e1cteos s\u00e3o fonte relevante de prote\u00edna, gorduras, vitaminas e minerais. Esse reposicionamento dialoga diretamente com o comportamento do consumidor. Segundo Herrick, o queijo cottage atingiu seu maior n\u00edvel de consumo desde a d\u00e9cada de 1980, impulsionado pela busca por alimentos ricos em prote\u00edna.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cOs consumidores est\u00e3o olhando para os r\u00f3tulos mais do que nunca e tentando encontrar alimentos mais limpos e menos processados. Os latic\u00ednios se encaixam nesse perfil\u201d, disse Herrick. \u201cA maioria dos produtos tem apenas um punhado de ingredientes e todos s\u00e3o ricos em prote\u00edna\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Esse movimento tamb\u00e9m se reflete na ind\u00fastria. Entre 2022 e 2025, cerca de US$ 8 bilh\u00f5es foram investidos em novas plantas de processamento, com previs\u00e3o de mais US$ 11 bilh\u00f5es at\u00e9 2028, acompanhando o crescimento da demanda por prote\u00ednas l\u00e1cteas e gorduras consideradas saud\u00e1veis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><u>Prote\u00edna animal no centro do debate<\/u><br \/>\nAs novas diretrizes tamb\u00e9m refor\u00e7am o papel da carne e das aves como fontes nutricionais estrat\u00e9gicas. Para Julie Anna Potts, presidente do Meat Institute, a mensagem ficou mais simples e objetiva. \u201cEvid\u00eancias cient\u00edficas robustas demonstram que a carne \u00e9 uma fonte rica em prote\u00ednas de alta qualidade, vitaminas essenciais e minerais altamente biodispon\u00edveis que apoiam a sa\u00fade humana ao longo da vida\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As diretrizes tamb\u00e9m recomendam que alimentos densos em nutrientes, incluindo carnes, sejam introduzidos precocemente na alimenta\u00e7\u00e3o infantil e mantenham papel central ao longo da inf\u00e2ncia.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><u>Frutas, vegetais e alimentos minimamente processados<\/u><br \/>\nApesar do destaque \u00e0s prote\u00ednas e aos latic\u00ednios, frutas e vegetais continuam ocupando espa\u00e7o central. O documento recomenda tr\u00eas por\u00e7\u00f5es di\u00e1rias de vegetais e duas de frutas, priorizando o consumo \u201cem sua forma original\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As diretrizes tamb\u00e9m orientam a redu\u00e7\u00e3o de alimentos ultraprocessados, bebidas a\u00e7ucaradas e excesso de s\u00f3dio, ponto elogiado pela Associa\u00e7\u00e3o M\u00e9dica Americana. \u201cAs diretrizes afirmam que a alimenta\u00e7\u00e3o \u00e9 um rem\u00e9dio e oferecem orienta\u00e7\u00f5es claras que pacientes e m\u00e9dicos podem usar para melhorar a sa\u00fade\u201d, disse Bobby Mukkamala.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><u>Cr\u00edticas e controv\u00e9rsias<\/u><br \/>\nNem todos os especialistas concordam com o novo direcionamento. Marion Nestle, ex-professora da Universidade de Nova York, afirmou que o incentivo ao consumo de prote\u00edna n\u00e3o faz sentido, argumentando que os americanos j\u00e1 consomem quantidades suficientes. Segundo ela, \"Com exce\u00e7\u00e3o da excelente recomenda\u00e7\u00e3o de reduzir o consumo de alimentos altamente processados, que n\u00e3o eram particularmente comuns naquela \u00e9poca, essas diretrizes nos remetem \u00e0s dietas da d\u00e9cada de 1950, quando todos consumiam muita carne e latic\u00ednios e n\u00e3o se preocupavam muito com vegetais, e as doen\u00e7as card\u00edacas eram desenfreadas\".<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Associa\u00e7\u00e3o Americana do Cora\u00e7\u00e3o tamb\u00e9m demonstrou preocupa\u00e7\u00e3o. Embora tenha apoiado a \u00eanfase em frutas, vegetais e gr\u00e3os integrais, alertou: \"Estamos preocupados com o fato de que as recomenda\u00e7\u00f5es sobre o tempero com sal e o consumo de carne vermelha possam, inadvertidamente, levar os consumidores a exceder os limites recomendados de s\u00f3dio e gorduras saturadas, que s\u00e3o os principais fatores de risco para doen\u00e7as cardiovasculares.\"<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><u>Implica\u00e7\u00f5es para a cadeia produtiva<\/u><br \/>\nAl\u00e9m do aspecto nutricional, as diretrizes sinalizam impactos estruturais no sistema alimentar. Rollins antecipou mudan\u00e7as nos padr\u00f5es de estoque do varejo vinculado ao SNAP (Supplemental Nutrition Assistance Program, programa federal de aux\u00edlio alimentar dos EUA) , com o objetivo de ampliar o acesso a alimentos integrais e saud\u00e1veis. \u201cIsso significa que op\u00e7\u00f5es mais saud\u00e1veis estar\u00e3o ao alcance de todas as fam\u00edlias americanas, independentemente das circunst\u00e2ncias\u201d, afirmou.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No segmento de gr\u00e3os e oleaginosas, entidades como a American Soybean Association e a National Oilseed Processors Association defenderam o papel da soja e dos \u00f3leos vegetais, ressaltando que o farelo \u00e9 componente essencial das dietas de bovinos, aves e su\u00ednos, apoiando a produ\u00e7\u00e3o de carne, leite e ovos acess\u00edveis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No conjunto, as novas diretrizes alimentares dos Estados Unidos reposicionam a prote\u00edna e os latic\u00ednios no centro da alimenta\u00e7\u00e3o, refor\u00e7ando sua relev\u00e2ncia nutricional e econ\u00f4mica. Para a cadeia leiteira, o documento representa n\u00e3o apenas um reconhecimento cient\u00edfico, mas tamb\u00e9m um sinal claro de alinhamento entre sa\u00fade p\u00fablica, consumo e produ\u00e7\u00e3o de alimentos considerados essenciais. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o da USDA, BBC, Dairy Herd Managemen e Hoard's Dairyman)<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<br \/>\n<b>Teste identifica leite livre de prote\u00edna ligada \u00e0 m\u00e1 digest\u00e3o<\/b><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A startup brasileira Scienco Biotech desenvolveu e patenteou uma tecnologia capaz de identificar o tipo de leite que \u00e9 livre de uma prote\u00edna associada \u00e0 m\u00e1 digest\u00e3o. Trata-se de um teste realizado logo ap\u00f3s a ordenha do animal, semelhante ao de gravidez.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">O teste r\u00e1pido da Scienco pode ser feito pelo pr\u00f3prio pecuarista, com um pingo de uma amostra de leite, e o resultado sai na hora, segundo a veterin\u00e1ria Maria de Lourdes Magalh\u00e3es, criadora do teste e CEO da startup. Ela observa que, no modo convencional, esse processo \u00e9 feito por meio da an\u00e1lise do DNA dos animais, com testes laboratoriais \u201ccaros e demorados\u201d.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">As vacas podem produzir leite com a prote\u00edna A1, relacionada \u00e0 m\u00e1 digest\u00e3o, ou a prote\u00edna A2, que n\u00e3o est\u00e1 associada ao problema e \u00e9 a mesma encontrada no leite materno. O leite A2 prov\u00e9m de vacas com o gene A2A2 e n\u00e3o promove a forma\u00e7\u00e3o da beta-casomorfina-7 (BCM-7), associada a poss\u00edveis desconfortos digestivos e presente no leite A1, explica Diana Jank, diretora de marketing da Letti.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">A Letti pertence ao grupo Agrindus, um dos maiores produtores de leite do Brasil, e fabrica produtos l\u00e1cteos apenas com a prote\u00edna A2, utilizando outra tecnologia para identifica\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Gustavo Silva, diretor de inova\u00e7\u00e3o da Scienco Biotech, v\u00ea potencial para \u201crevolucionar\u201d a cadeia de leite no Brasil com os testes r\u00e1pidos. \u201cS\u00e3o simples e de baixo custo. Podemos acelerar a tomada de decis\u00e3o dos pecuaristas\u201d, afirma.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Atualmente, cerca de 1.900 fazendas no Brasil, Col\u00f4mbia e Coreia do Sul, j\u00e1 utilizam o teste da Scienco. Agora, a empresa come\u00e7ou a vender o teste no mercado da Nova Zel\u00e2ndia, pa\u00eds onde o leite A2 foi identificado pela primeira vez na d\u00e9cada de 1990, e onde esse leite come\u00e7ou a ser comercializado em 2003.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Segundo Maria de Lourdes Magalh\u00e3es, a chegada \u00e0 Nova Zel\u00e2ndia \u00e9 um divisor de \u00e1guas porque, al\u00e9m de pioneiro, o pa\u00eds exporta para a China, que tem alta demanda pelo leite A2, e onde \u00e9 utilizado na fabrica\u00e7\u00e3o de f\u00f3rmulas infantis.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">No Brasil, a maior parte dos pecuaristas n\u00e3o costuma identificar o tipo de leite e acaba misturando a produ\u00e7\u00e3o do rebanho e comercializando tudo como leite A1, que pode causar o desconforto digestivo. \u201cCom a identifica\u00e7\u00e3o, o produtor pode separar o leite das vacas A2 e vend\u00ea-lo de forma diferenciada\u201d, diz ela.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Os pecuaristas que fazem a segrega\u00e7\u00e3o recorrem a testes de laborat\u00f3rio. No in\u00edcio de 2025, a Scienco recebeu um investimento de R$ 1,8 milh\u00e3o da Financiadora de Estudos e Projetos (Finep) para desenvolver um novo teste que identifica leites com maior rendimento para produzir queijos. Magalh\u00e3es afirma que a tecnologia j\u00e1 est\u00e1 em opera\u00e7\u00e3o em cerca de 20 fazendas.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">\u201cO teste identifica de forma instant\u00e2nea as vacas que produzem um leite com melhor capacidade de coagula\u00e7\u00e3o na produ\u00e7\u00e3o de queijo, que resulta em um rendimento at\u00e9 30% maior, com menos perdas e maior padroniza\u00e7\u00e3o na fabrica\u00e7\u00e3o de queijos\u201d, explica a CEO da Scienco.<\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\">Para 2026, o objetivo \u00e9 lan\u00e7ar uma terceira tecnologia que identifica resqu\u00edcios de antibi\u00f3tico no leite. A proje\u00e7\u00e3o da Scienco \u00e9 alcan\u00e7ar cerca de R$ 2 milh\u00f5es de faturamento com a consolida\u00e7\u00e3o das tecnologias. (Gloro Rural)<\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Jogo R\u00e1pido<br \/>\n<\/b><\/i><i><b>Julgamentos tribut\u00e1rios<\/b><br \/>\nO presidente do Supremo Tribunal Federal (STF), Edson Fachin, pautou para os meses de fevereiro e mar\u00e7o julgamentos que t\u00eam grande impacto para a Uni\u00e3o e empresas. S\u00f3 tr\u00eas a\u00e7\u00f5es tribut\u00e1rias somam um risco fiscal estimado em R$ 72,8 bilh\u00f5es pela Receita Federal. A pauta dos dois meses tamb\u00e9m foi divulgada sem prever o julgamento da chamada \u201cuberiza\u00e7\u00e3o\u201d das rela\u00e7\u00f5es trabalhistas, aguardado para este ano. O caso com maior impacto sobre as contas p\u00fablicas \u00e9 o que discute se o ISS, imposto municipal, integra a base de c\u00e1lculo do PIS\/Cofins. (Jornal do Com\u00e9rcio)<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 13 de janeiro de 2026&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 20 - N\u00b0 4.552 &nbsp; Pre\u00e7o do leite ao produtor tem queda de cerca de 30% e preocupa cadeia leiteira <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2026\/01\/13\/13-01-2026\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"13\/01\/2026\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-18545","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18545","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18545"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18545\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18566,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18545\/revisions\/18566"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18545"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18545"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18545"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}