{"id":18174,"date":"2025-12-15T19:20:26","date_gmt":"2025-12-15T19:20:26","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=18174"},"modified":"2025-12-15T19:24:02","modified_gmt":"2025-12-15T19:24:02","slug":"15-12-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/12\/15\/15-12-2025\/","title":{"rendered":"15\/12\/2025"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" style=\"text-align: justify; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 15 de dezembro de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.535<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b><\/b><b>Retrospectiva 2025: Como a oferta de leite se comportou em 2025?<\/b><\/p>\n<p>O crescimento da capta\u00e7\u00e3o formal marcou o ano de 2025. Confira na retrospectiva como a oferta evoluiu, o que mudou na estrutura produtiva e quais as consequ\u00eancias para o mercado.<\/p>\n<p>Esta publica\u00e7\u00e3o inaugura uma s\u00e9rie de an\u00e1lises retrospectivas sobre o mercado l\u00e1cteo em 2025. Para iniciar, o foco recai sobre o tema que mais marcou o setor ao longo do ano: a oferta de leite. Ao longo de 2025, a capta\u00e7\u00e3o de leite apresentou um crescimento bastante expressivo, e esta an\u00e1lise busca explicar como esse movimento evoluiu ao longo dos trimestres e quais foram suas principais consequ\u00eancias para o mercado.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/d3T0e3ABs3q0482\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/d3T0e3ABs3q0482\"><\/p>\n<p>O gr\u00e1fico acima apresenta dados da Pesquisa Trimestral do Leite (PTL\/IBGE), que mede o volume de leite cru recebido por latic\u00ednios com inspe\u00e7\u00e3o federal, estadual ou municipal. Em outras palavras, o indicador representa a capta\u00e7\u00e3o formal de leite, isto \u00e9, o volume que entra oficialmente nas ind\u00fastrias para ser processado. Para facilitar a compreens\u00e3o e evidenciar melhor os impactos ao longo do ano, a an\u00e1lise ser\u00e1 realizada trimestre a trimestre.<\/p>\n<p>Primeiro trimestre de 2025<\/p>\n<p>O ano come\u00e7ou acelerado: O pre\u00e7o ao produtor iniciou 2025 em patamares mais altos do que em per\u00edodos anteriores e os principais custos n\u00e3o estavam pressionando, o que manteve a produ\u00e7\u00e3o estimulada. At\u00e9 essa primeira divulga\u00e7\u00e3o, os n\u00fameros vinham muito alinhados \u00e0s expectativas do mercado, sem grandes surpresas.<\/p>\n<p>Segundo trimestre: onde o cen\u00e1rio muda<\/p>\n<p>A partir do segundo trimestre, a oferta brasileira de leite passou a surpreender. Foi nesse per\u00edodo que alguns impactos recentes e mudan\u00e7as na estrutura produtiva do setor ficaram mais evidentes.<\/p>\n<p>O principal fator por tr\u00e1s do avan\u00e7o expressivo da produ\u00e7\u00e3o no segundo semestre foi a manuten\u00e7\u00e3o da rentabilidade em n\u00edveis satisfat\u00f3rios, tanto em compara\u00e7\u00e3o com per\u00edodos anteriores quanto no pr\u00f3prio momento. Esse resultado foi sustentado por um cen\u00e1rio de custos relativamente equilibrados e por pre\u00e7os ao produtor ainda atrativos, combina\u00e7\u00e3o que estimulou a produ\u00e7\u00e3o. Somado a isso, observou-se ao longo de 2025 um processo mais intenso de formaliza\u00e7\u00e3o, que elevou o volume de leite captado pela ind\u00fastria.<\/p>\n<p>Al\u00e9m desses fatores, \u00e9 importante lembrar que o segundo trimestre de 2024 havia sido afetado por fortes chuvas no Sul, o que reduziu a capta\u00e7\u00e3o naquele per\u00edodo. Portanto, parte do crescimento registrado em 2025 reflete tamb\u00e9m uma base comparativa mais baixa.<\/p>\n<p>No entanto, o movimento vai al\u00e9m desse efeito estat\u00edstico. Paralelamente, o setor vem passando por transforma\u00e7\u00f5es estruturais importantes. A pesquisa \u201cQuem produz o leite brasileiro 2025\u201d, que apresenta os principais perfis de produ\u00e7\u00e3o e as mudan\u00e7as no elo produtivo, aponta para o avan\u00e7o dos sistemas mais intensivos, como o confinamento.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/hfQCf4ABF0414\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/hfQCf4ABF0414\"><\/p>\n<p>Esse avan\u00e7o reduz a influ\u00eancia da sazonalidade sobre a produ\u00e7\u00e3o nacional, diminuindo a diferen\u00e7a entre os volumes de pico e de vale ao longo da curva produtiva. Como consequ\u00eancia, o per\u00edodo tradicionalmente associado ao vale, normalmente concentrado no segundo trimestre, tende a se tornar mais suave e, em alguns casos, at\u00e9 mesmo a ocorrer de forma antecipada.<\/p>\n<p>Ou seja, ainda que o setor esteja passando por um processo de transforma\u00e7\u00e3o h\u00e1 algum tempo, estas mudan\u00e7as come\u00e7aram a aparecer de forma mais clara e contundente nos dados de capta\u00e7\u00e3o deste ano.<\/p>\n<p>Terceiro trimestre: Confirma\u00e7\u00e3o do cen\u00e1rio<\/p>\n<p>Os dados pr\u00e9vios do terceiro trimestre confirmam que 2025 deve se consolidar como um ano de forte crescimento produtivo. A pr\u00e9via do terceiro trimestre aponta um avan\u00e7o de 10,3%. Este incremento n\u00e3o ocorreu isoladamente: a aus\u00eancia de problemas clim\u00e1ticos significativos, um fator simples, mas decisivo, permitiu maior regularidade no manejo, melhor desempenho das pastagens e maior estabilidade das condi\u00e7\u00f5es de produ\u00e7\u00e3o. Com isso, o setor conseguiu sustentar um ritmo consistente de crescimento ao longo de todo o ciclo anual.<\/p>\n<p>Quarto trimestre: O que esperar&nbsp;<\/p>\n<p>Ainda que os dados do \u00faltimo trimestre s\u00f3 sejam publicados no in\u00edcio de 2026, a leitura dos tr\u00eas trimestres j\u00e1 divulgados, somada ao comportamento recente do mercado, permite antecipar que o quarto trimestre tamb\u00e9m dever\u00e1 apresentar crescimento da capta\u00e7\u00e3o em rela\u00e7\u00e3o aos anos anteriores.<\/p>\n<p>O \u00faltimo trimestre de 2025 foi influenciado pela presen\u00e7a do fen\u00f4meno La Ni\u00f1a, por\u00e9m com baixa intensidade, o que n\u00e3o deve ter gerado grandes impactos na produ\u00e7\u00e3o. Mesmo assim, esse avan\u00e7o tende a ser menor em compara\u00e7\u00e3o aos trimestres anteriores, j\u00e1 que a rentabilidade come\u00e7ou a perder for\u00e7a e a pressionar o produtor ao final do ano.<\/p>\n<p>Apesar disso, a expectativa \u00e9 de que a divulga\u00e7\u00e3o confirme um 4\u00ba trimestre com crescimento na oferta.<\/p>\n<p>Retrospectiva 2025&nbsp;<br \/>\nNessa conjuntura, com 2025 marcado por um crescimento expressivo da produ\u00e7\u00e3o, algumas consequ\u00eancias importantes surgiram: O aumento cont\u00ednuo da oferta levou a ind\u00fastria a ampliar sua produ\u00e7\u00e3o de derivados ao longo do ano. Entretanto, a demanda por l\u00e1cteos, tema que ser\u00e1 detalhado na pr\u00f3xima an\u00e1lise, n\u00e3o acompanhou esse ritmo, o que impediu a absor\u00e7\u00e3o completa do volume adicional produzido.<\/p>\n<p>Esse descompasso resultou na forma\u00e7\u00e3o de estoques mais elevados nas ind\u00fastrias, pressionando os pre\u00e7os dos derivados e reduzindo as margens industriais. Esse cen\u00e1rio rapidamente se transferiu para o campo, refletindo em quedas intensas no pre\u00e7o ao produtor ao longo do segundo semestre, especialmente no \u00faltimo trimestre.<\/p>\n<p>Em s\u00edntese, embora o ano tenha sido marcado por forte avan\u00e7o produtivo, este acabou rompendo o equil\u00edbrio entre oferta e demanda.<\/p>\n<p>Ap\u00f3s um ano marcante em rela\u00e7\u00e3o aos movimentos da oferta, a retrospectiva seguir\u00e1 aprofundando os principais fatores que moldaram o mercado, como: demanda, pre\u00e7os internacionais e pre\u00e7os dos derivados. Nas pr\u00f3ximas semanas, ser\u00e3o divulgados novos gr\u00e1ficos e an\u00e1lises, incluindo tamb\u00e9m as tend\u00eancias projetadas para 2026. (Milkpoint)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<div>\n<p><b>As divisas com exporta\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos, pelo Uruguai, subiram 14% entre janeiro novembro&nbsp; &nbsp;<\/b><\/p>\n<p>No decorrer de 2025 as divisas geradas com as exporta\u00e7\u00f5es de produtos l\u00e1cteos superaram em 14% as de janeiro a novembro de 2024, totalizando US$881,5 milh\u00f5es, informou o Instituto Nacional do Leite (Inale).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Nos 11 primeiros meses do ano, o faturamento com exporta\u00e7\u00f5es aumenta para o leite em p\u00f3 integral, leite em p\u00f3 desnatado e manteiga. Mas, houve queda no faturamento dos queijos.&nbsp; Em volume, foi exportado mais leite em p\u00f3 integral, mas menos leite em p\u00f3 desnatado, queijos e manteiga.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>O faturamento recorde com exporta\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos ocorreu em 2022, com US$ 925,2 milh\u00f5es (+23% em rela\u00e7\u00e3o a 2021) e essa foi uma das duas vezes que foi ultrapassada a barreira de US$ 900 milh\u00f5es (a outra, em 2013, foram US$ 907 milh\u00f5es, 15% mais que em 2012), um marco hist\u00f3rico que pode ocorrer novamente em 2025.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Em volume, os melhores registros hist\u00f3ricos foram em 2012 com 246.613 toneladas (+21% em rela\u00e7\u00e3o ao ano anterior) e em 2024 com 241.135 (5% mais que em 2023) toneladas (\u00fanicos casos em que o volume superou 240 mil toneladas).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Os itens de exporta\u00e7\u00e3o mais relevantes&nbsp;<br \/>\nO faturamento gerado com as exporta\u00e7\u00f5es uruguaias de produtos l\u00e1cteos \u00e9 uma refer\u00eancia importante. Em 2024 ocupou o quarto lugar no ranking dos principais produtos exportados, atr\u00e1s da celulose, carne bovina e soja.&nbsp; No decorrer de 2025, os l\u00e1cteos est\u00e3o tamb\u00e9m em quarto lugar, abaixo da carne bovina, celulose e soja, deixando em quinto os concentrados de bebidas.&nbsp;<\/p>\n<p>O trabalho elaborado pelos profissionais do Inale, ao qual El Observador teve acesso, considera um conjunto de quatro itens j\u00e1 citados, com base nos dados da Alf\u00e2ndega.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Os faturamentos acumulados de janeiro a novembro sofreram as seguintes altera\u00e7\u00f5es interanuais:&nbsp;<\/p>\n<p>- Leite em p\u00f3 integral subiu 20% totalizando US$ 607,9 milh\u00f5es.&nbsp;<br \/>\n- Leite em p\u00f3 desnatado aumentou 3%, US$ 51,7 milh\u00f5es.&nbsp;<br \/>\n- Queijo caiu 15% ficando com US$ 83,5 milh\u00f5es de faturamento&nbsp;<br \/>\n- Manteiga teve crescimento de 16% no total de US$72,3 milh\u00f5es.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Em volume, o total de l\u00e1cteos exportado foi de 195.669 toneladas.&nbsp;<\/p>\n<p>Em rela\u00e7\u00e3o a 2024 tiveram as seguintes varia\u00e7\u00f5es: - Alta de 5% do leite em p\u00f3 integral (embarque de 152.042 toneladas).&nbsp;<\/p>\n<p>- Queda de 6% no embarque de leite em p\u00f3 desnatado (16.018 toneladas). - Redu\u00e7\u00e3o de 17% no caso dos queijos (16.756 toneladas).&nbsp;<\/p>\n<p>- Baixa de 2% no embarque de manteiga (10.853 toneladas).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Leite em p\u00f3 integral&nbsp;<br \/>\nO leite em p\u00f3 integral continua sendo, de longe, o produto mais exportado em volume (77,7% do total embarcado) e ingressos (68,9% do total).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Os pre\u00e7os m\u00e9dios de 2025\/2024, no acumulado de janeiro a novembro, variaram +13% para o leite em p\u00f3 integral; +10% para o leite em p\u00f3 desnatado; +2% no caso dos queijos e -18% para a&nbsp;<br \/>\nmanteiga.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Por \u00faltimo, considerando somente as transa\u00e7\u00f5es de novembro de 2025, os pre\u00e7os m\u00e9dios foram: - US$ 3.895 por tonelada de leite em p\u00f3 integral - US$ 3.261 por tonelada de leite em p\u00f3 desnatado&nbsp;<\/p>\n<p>- US$ 4.955 por tonelada de queijos - US$ 6.270 por tonelada de manteiga&nbsp;<\/p>\n<p>Um dado adicional \u00e9 que na compara\u00e7\u00e3o interanual, novembro de 2025 e novembro de 2024, os pre\u00e7os tiveram varia\u00e7\u00e3o de +33% para o leite em p\u00f3 integral; -8% para o leite em p\u00f3 desnatado; +1% para os queijos e +18% para a manteiga.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Mercados l\u00edderes: Brasil e Arg\u00e9lia&nbsp;<br \/>\nArg\u00e9lia segue liderando entre os destinos para os produtos l\u00e1cteos que o Uruguai exporta.&nbsp;<br \/>\nConsiderando os \u00faltimos 12 meses (ano m\u00f3vel), os principais destinos foram Arg\u00e9lia (35%) e Brasil (27%), com participa\u00e7\u00f5es menores da R\u00fassia, Chile e Maurit\u00e2nia (3% cada um).&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>O Brasil foi o principal destinos do leite em p\u00f3 desnatado (79% do total) e queijo (26%). A Arg\u00e9lia recebeu 48% do leite em p\u00f3 integral exportado e a R\u00fassia 22% da manteiga.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Mercado internacional para o leite em p\u00f3<br \/>\nEm novembro de 2025, o pre\u00e7o m\u00e9dio pactuado para o leite em p\u00f3 integral exportado na Am\u00e9rica do Sul foi de US$ 4.325 por tonelada, o que representa aumento de 1% em rela\u00e7\u00e3o ao m\u00eas de outubro de 2025 e est\u00e3o 9% acima do valor registrado em novembro de 2024.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Por outro lado, em novembro de 2025, o pre\u00e7o m\u00e9dio pactuado para o leite em p\u00f3 desnatado exportado pela Am\u00e9rica do Sul foi de US$ 3.000 a tonelada, o que representa baixa de 1% em rela\u00e7\u00e3o a outubro de 2025 e est\u00e1 7% acima do valor registrado em novembro de 2024.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Fonte: El Observador \u2013 Tradu\u00e7\u00e3o livre: www.terraviva.com.br&nbsp;<\/p>\n<\/div>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<div>\n<p><b>EUA retomam consumo de leite: integral avan\u00e7a e muda o jogo&nbsp;<\/b><\/p>\n<p>Ap\u00f3s anos de queda, o consumo de leite reage nos EUA, guiado pela for\u00e7a da integral e por mudan\u00e7as claras no comportamento alimentar.<\/p>\n<p>O consumo de leite voltou a crescer nos Estados Unidos em 2024, marcando um ponto de inflex\u00e3o relevante ap\u00f3s mais de uma d\u00e9cada de retra\u00e7\u00e3o no mercado de l\u00e1cteos l\u00edquidos.<br \/>\nDados federais indicam que as vendas totais de bebidas l\u00e1cteas aumentaram 358 milh\u00f5es de libras no ano, o equivalente a uma expans\u00e3o pr\u00f3xima de 1% em compara\u00e7\u00e3o com 2023, alcan\u00e7ando 43,2 bilh\u00f5es de libras. Trata-se da primeira alta significativa desde o in\u00edcio da queda cont\u00ednua observada ap\u00f3s 2009, quando o pa\u00eds havia registrado mais de 55,4 bilh\u00f5es de libras vendidas.<\/p>\n<p>Segundo analistas ouvidos pelo setor, essa recupera\u00e7\u00e3o representa mais do que uma oscila\u00e7\u00e3o pontual. Para pesquisadores, trata-se de um movimento que combina mudan\u00e7as nutricionais, viradas culturais e reposicionamentos pol\u00edticos que recolocam a bebida no centro das dietas das fam\u00edlias americanas.<\/p>\n<p>O protagonista desse crescimento foi o leite integral, que registrou avan\u00e7o de 3% em 2024, consolidando uma trajet\u00f3ria ascendente que j\u00e1 se estende h\u00e1 uma d\u00e9cada. A evolu\u00e7\u00e3o compensou perdas persistentes em categorias como leite desnatado e reduzido em gordura, que seguem apresentando baixa demanda. Para Leonard Polzin, especialista de mercados l\u00e1cteos da Universidade de Wisconsin\u2013Madison, o consumidor dos EUA est\u00e1 respondendo diretamente ao avan\u00e7o das dietas ricas em prote\u00edna e ao resgate da valoriza\u00e7\u00e3o de gorduras consideradas saud\u00e1veis.<\/p>\n<p>\u201cQuanto mais prote\u00edna, melhor. Os consumidores est\u00e3o realmente buscando isso\u201d, observou Polzin em declara\u00e7\u00f5es ao setor. Ele destacou que o fen\u00f4meno se estende a outros produtos, como o requeij\u00e3o (cottage), que vive um novo ciclo de expans\u00e3o gra\u00e7as ao fortalecimento desse paradigma alimentar.<\/p>\n<p>As tend\u00eancias recentes mostram que o apelo da integral est\u00e1 presente tanto em lares com crian\u00e7as quanto em fam\u00edlias adultas sem filhos, conforme relatado por Karen Gefvert, diretora de pol\u00edticas da Edge Dairy Farmer Cooperative, organiza\u00e7\u00e3o sediada em Wisconsin. Segundo ela, a bebida tamb\u00e9m se beneficia do impulso por alimentos minimamente processados e integrais, alinhados a um consumo mais simples e tradicional.<\/p>\n<p>Gefvert ainda apontou que esse reposicionamento ocorre em um ambiente pol\u00edtico favor\u00e1vel. A narrativa \u201cMake America Healthy Again\u201d, impulsionada pela administra\u00e7\u00e3o Trump, coloca foco expl\u00edcito na valoriza\u00e7\u00e3o de alimentos b\u00e1sicos e menos industrializados, refor\u00e7ando a imagem positiva da integral. \u201cA leite integral tem in\u00fameros atributos que come\u00e7am a ser reconhecidos novamente pelos consumidores\u201d, afirmou a dirigente.<\/p>\n<p>Outro componente relevante do cen\u00e1rio \u00e9 a desacelera\u00e7\u00e3o das bebidas vegetais. Embora o ritmo de crescimento desse segmento tenha perdido for\u00e7a, especialistas evitam afirmar que seus consumidores estejam retornando diretamente ao leite bovino. H\u00e1 ind\u00edcios, segundo analistas de mercado, de que parte desse p\u00fablico apenas reduziu o consumo total de bebidas similares, sem necessariamente migrar de volta para os l\u00e1cteos.<\/p>\n<p>Do ponto de vista produtivo, o impacto \u00e9 percebido, ainda que de maneira desigual. O aumento do consumo de leite fluido tende a influenciar positivamente os pre\u00e7os pagos ao produtor, j\u00e1 que esse tipo de destina\u00e7\u00e3o agrega maior valor direto. No entanto, a abrang\u00eancia do efeito varia conforme a estrutura produtiva de cada estado.<\/p>\n<p>Em Wisconsin, por exemplo, onde a maior parte do volume captado se converte em queijos e derivados industriais, o movimento foi recebido com cautela. \u201cN\u00e3o foi algo significativo e pode ser apenas uma pausa dentro da trajet\u00f3ria estrutural de queda do leite l\u00edquido\u201d, avaliou Gefvert.<\/p>\n<p>Ainda assim, h\u00e1 otimismo moderado no setor. Parte dele est\u00e1 concentrado na poss\u00edvel implementa\u00e7\u00e3o nacional da Lei de Leite Integral para Crian\u00e7as Saud\u00e1veis, aprovada pelo Senado no fim de 2024. A medida busca reintroduzir leite integral no Programa Nacional de Alimenta\u00e7\u00e3o Escolar \u2014 um canal de alto impacto para a forma\u00e7\u00e3o de h\u00e1bitos alimentares e para a sustenta\u00e7\u00e3o da demanda interna. Caso avance definitivamente, a legisla\u00e7\u00e3o poder\u00e1 refor\u00e7ar o impulso observado em 2024 e estabelecer uma nova base de crescimento para o mercado dom\u00e9stico de l\u00e1cteos.<\/p>\n<p>*Escrito para o eDairyNews, com informa\u00e7\u00f5es de EDairyNews Espa\u00f1ol<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Jogo R\u00e1pido<br \/>\n<\/b><\/i><i><b>Globo Rural: Crise no setor de leite<\/b><br \/>\nNo Rio Grande do Sul, o pre\u00e7o pago pelo litro est\u00e1 em queda h\u00e1 meses. Veja a mat\u00e9ria completa na globoplay&nbsp;<a href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/14177073\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/globoplay.globo.com\/v\/14177073\">clicando aqui.<\/a><\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 15 de dezembro de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.535 Retrospectiva 2025: Como a oferta de leite se comportou em 2025? O crescimento da capta\u00e7\u00e3o formal marcou o ano de <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/12\/15\/15-12-2025\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"15\/12\/2025\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-18174","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18174","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18174"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18174\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18179,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18174\/revisions\/18179"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18174"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18174"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18174"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}