{"id":18133,"date":"2025-12-09T19:29:14","date_gmt":"2025-12-09T19:29:14","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=18133"},"modified":"2025-12-09T19:32:48","modified_gmt":"2025-12-09T19:32:48","slug":"09-12-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/12\/09\/09-12-2025\/","title":{"rendered":"09\/12\/2025"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" style=\"text-align: justify; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 09 de dezembro de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.531<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b><\/b><b>As principais tend\u00eancias para o setor l\u00e1cteo em 2026<\/b><\/p>\n<p>Funcionalidade, indulg\u00eancia consciente e transpar\u00eancia: descubra como esses conceitos v\u00e3o definir o futuro dos l\u00e1cteos em 2026.<\/p>\n<p>Todo fim de ano, eu fa\u00e7o um mapeamento das tend\u00eancias para o pr\u00f3ximo ano a partir de uma an\u00e1lise integrada de diferentes fontes de informa\u00e7\u00e3o, como revistas especializadas, relat\u00f3rios de institutos de pesquisa governamentais e privados, al\u00e9m de conte\u00fados de plataformas e portais reconhecidos pela expertise em consumo e mercado alimentar. Este ano n\u00e3o foi diferente. Com esse panorama em m\u00e3os, compartilho as tend\u00eancias que, na minha vis\u00e3o, devem marcar 2026.<\/p>\n<p>Mas antes \u00e9 preciso recordar o ano de 2025. Este ano foi marcado por um grande paradoxo no varejo alimentar, especialmente para bens de consumo de alto giro. Indicadores macroecon\u00f4micos tradicionalmente favor\u00e1veis, como o baixo desemprego e a infla\u00e7\u00e3o relativamente controlada, n\u00e3o se traduziram em aumento de volume de vendas, que caiu m\u00eas ap\u00f3s m\u00eas. Essa queda no volume foi atribu\u00edda \u00e0 grande cautela do consumidor, ao endividamento da popula\u00e7\u00e3o e, adicionalmente, a um ano mais frio do que o anterior, que impactou categorias de compra por impulso e sazonais. No Brasil, o calor impulsiona o consumo de categorias que geram muito tr\u00e1fego no varejo, como as bebidas, por exemplo. Assim, um ano mais frio significa um ano com menos vendas dessas categorias.<\/p>\n<p>Embora o valor total das vendas no varejo tenha crescido devido \u00e0 infla\u00e7\u00e3o, o t\u00edquete m\u00e9dio que o consumidor dispende em cada compra aumentou mais do que a infla\u00e7\u00e3o. Isso ocorreu principalmente pela mudan\u00e7a no mix de produtos, com buscas por premiumiza\u00e7\u00e3o, mas de forma seletiva. Itens que s\u00e3o unitariamente mais caros, como carnes, por exemplo, ganharam peso na cesta, enquanto itens mais baratos diminu\u00edram sua propor\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Essa cautela seletiva resultou em uma migra\u00e7\u00e3o de consumo, onde categorias historicamente ligadas \u00e0 indulg\u00eancia tradicional (como chocolates e biscoitos) ca\u00edram, mas as categorias focadas em sa\u00fade, equil\u00edbrio e performance cresceram muito, demonstrando que a indulg\u00eancia se expandiu para um conceito mais amplo ligado ao autocuidado cresceram muito, demonstrando que a indulg\u00eancia se expandiu para um conceito mais amplo ligado ao autocuidado.<\/p>\n<p>Para 2026, a expectativa \u00e9 que essas din\u00e2micas se consolidem e se acelerem, moldadas por uma busca cont\u00ednua por valor, sa\u00fade e experi\u00eancias aut\u00eanticas.&nbsp;<\/p>\n<p><b>1. Funcionalidade elevada:<\/b>&nbsp;A sa\u00fade continua sendo a principal prioridade para os consumidores. A mentalidade de se alimentar melhor e de forma mais saud\u00e1vel est\u00e1 se estabelecendo. A busca por benef\u00edcios preventivos e solu\u00e7\u00f5es espec\u00edficas exige que a funcionalidade seja a base dos produtos l\u00e1cteos. Uma novidade \u00e9 que agora, o conceito de sa\u00fade se expande para o bem-estar integral, em uma vis\u00e3o mais hol\u00edstica, incluindo energia, sono, humor, estresse e sa\u00fade mental. Em um contexto de envelhecimento populacional e aumento dos casos de ansiedade e estresse, cresce a aten\u00e7\u00e3o \u00e0 sa\u00fade mental como parte da alimenta\u00e7\u00e3o funcional. Ingredientes como magn\u00e9sio, triptofano e compostos bioativos ganham espa\u00e7o, assim como o interesse por alimentos que promovam relaxamento, sono e equil\u00edbrio emocional. O cen\u00e1rio \u00e9 promissor para os l\u00e1cteos funcionais, com avan\u00e7o em fortifica\u00e7\u00e3o de vitaminas e minerais, inclus\u00e3o de probi\u00f3ticos voltados \u00e0 sa\u00fade intestinal e desenvolvimento de compostos que apoiam fun\u00e7\u00f5es como cogni\u00e7\u00e3o e imunidade. Nesse contexto, o iogurte se destaca como uma das plataformas mais fortes para capturar esse movimento: al\u00e9m de ser vers\u00e1til e amplamente aceito, \u00e9 percebido como um alimento de impacto direto no bem-estar digestivo, e esse entendimento \u00e9 global. Na China, por exemplo, 56% dos consumidores afirmam que o iogurte \u00e9 um dos alimentos que mais auxilia a sa\u00fade intestinal, refor\u00e7ando a oportunidade de posicion\u00e1-lo como ve\u00edculo natural para benef\u00edcios funcionais e propostas de alto valor agregado. Com o aumento da familiaridade dos consumidores com o termo \u201calimento ultraprocessado\u201d, cresce a busca por produtos percebidos como mais naturais, com baixo teor de a\u00e7\u00facar e com o m\u00ednimo poss\u00edvel de processamento. Esse movimento fortalece categorias que conseguem entregar conveni\u00eancia sem abrir m\u00e3o da \u201climpeza\u201d do r\u00f3tulo. A tend\u00eancia se evidencia no boom das op\u00e7\u00f5es zero a\u00e7\u00facar: um comportamento j\u00e1 observado em 2025, quando, por exemplo, as vendas de energ\u00e9ticos zero a\u00e7\u00facar cresceram 56%, segundo a Scanntech. Outro item que merece destaque \u00e9 a prote\u00edna. Desde 2012 repito que a prote\u00edna seria a tend\u00eancia da d\u00e9cada. O curioso \u00e9 perceber que, mais de dez anos depois, ela continua sendo, o que s\u00f3 refor\u00e7a sua for\u00e7a como pilar do consumo moderno. Nunca se viu tantos lan\u00e7amentos de produtos ricos em prote\u00edna. Pesquisa do IFF (2025) mostra que, pelo terceiro ano seguido, o consumo de alta prote\u00edna \u00e9 a dieta mais seguida pelos americanos (23% da popula\u00e7\u00e3o em 2025). Como acontece com toda novidade que vira realmente tend\u00eancia, o mercado de produtos proteicos, ou \u201cproteinados\u201d, saiu das lojas especializadas e se consolidou como mainstream nos corredores dos supermercados, tendo mais do que dobrado as vendas em 2025 (Scanntech, 2025). A ascens\u00e3o de medicamentos inibidores de apetite (GLP-1s) refor\u00e7a a oportunidade para l\u00e1cteos fornecerem op\u00e7\u00f5es compactas e densas em nutrientes, especialmente com alto teor de prote\u00edna, para gerenciar o apetite reduzido e promover saciedade.<\/p>\n<p><b>2. Indulg\u00eancia consciente:<\/b>&nbsp;Os consumidores est\u00e3o buscando ativamente \"nutri\u00e7\u00e3o emocional\" por meio de indulg\u00eancia, nostalgia e prazer, e n\u00e3o querem mais escolher entre sa\u00fade e felicidade. Eles esperam que os l\u00e1cteos entreguem ambos, buscando uma harmonia prazerosa. Essa demanda por experi\u00eancias ricas, indulgentes e, ao mesmo tempo, guilt-free impulsiona a inova\u00e7\u00e3o. Um exemplo concreto dessa busca por indulg\u00eancia sem culpa \u00e9 o \"morango do amor\", um doce que viralizou combinando frutas com iogurte e chocolate, oferecendo um tratamento doce com um toque nutritivo. Para o setor l\u00e1cteo, isso significa oferecer produtos que equilibram sabor e sa\u00fade, como iogurtes de alta prote\u00edna e queijos que servem como snacks premium e ao mesmo tempo como melhoradores de humor. \u00c9 isso mesmo, a ci\u00eancia mostra que o consumo de queijo pode melhorar o humor e uma pesquisa recente identificou que 45% dos consumidores na China j\u00e1 comem queijo para melhorar o humor. A inova\u00e7\u00e3o de sabor \u00e9 crucial, impulsionada pela Gera\u00e7\u00e3o Z e Millennials que buscam perfis novos e distintos. O pistache, por exemplo, \u00e9 um sabor que veio para ficar. Apesar do boom dos \u00faltimos anos, o sabor ainda est\u00e1 em franco crescimento na Europa em iogurtes e sobremesas, oferecendo um perfil rico, textura cremosa e ainda sendo fonte de prote\u00edna e fibra, se alinhando bem a essa tend\u00eancia de indulg\u00eancia consciente. Embora os sabores cl\u00e1ssicos forne\u00e7am conforto, h\u00e1 espa\u00e7o para sabores ousados e edi\u00e7\u00f5es limitadas, como queijos com especiarias ex\u00f3ticas. A nostalgia tamb\u00e9m \u00e9 uma forte alavanca, com o resgate de produtos e campanhas cl\u00e1ssicas para se reconectar com o passado e unir gera\u00e7\u00f5es.<\/p>\n<p><b>3. Transpar\u00eancia regenerativa:&nbsp;<\/b>A crise ambiental \u00e9 uma preocupa\u00e7\u00e3o quase un\u00e2nime, com 80% dos consumidores acreditando em uma cat\u00e1strofe ecol\u00f3gica se os h\u00e1bitos n\u00e3o mudarem. Nesse cen\u00e1rio, ocorre uma mudan\u00e7a profunda na rela\u00e7\u00e3o entre consumidores e marcas: sustentabilidade deixou de ser um diferencial (green premium) e tornou-se uma expectativa b\u00e1sica. As pessoas n\u00e3o querem pagar mais por pr\u00e1ticas ambientalmente \u00e9ticas. Elas esperam que as empresas j\u00e1 operem de forma respons\u00e1vel e tornem mais f\u00e1cil \"fazer o bem\". Isso transforma sustentabilidade em \u201chigiene operacional\u201d: algo que deve estar incorporado ao funcionamento do neg\u00f3cio, e n\u00e3o apenas \u00e0 narrativa publicit\u00e1ria.&nbsp;Com isso, cresce a exig\u00eancia por transpar\u00eancia na cadeia produtiva e por rastreabilidade, permitindo que o consumidor entenda a origem do leite, o manejo dos animais no campo e o impacto ambiental real da produ\u00e7\u00e3o. A ind\u00fastria l\u00e1ctea precisa avan\u00e7ar do discurso de \u201creduzir danos\u201d para a l\u00f3gica da regenera\u00e7\u00e3o, que busca restaurar ecossistemas, melhorar o solo, fortalecer a biodiversidade e promover pr\u00e1ticas agr\u00edcolas que devolvam mais do que retiram. Nesse contexto, o bem-estar animal emerge como o crit\u00e9rio mais relevante na decis\u00e3o de compra de l\u00e1cteos, superando, inclusive, a rotulagem de carbono e tornando-se um ponto sens\u00edvel de confian\u00e7a. H\u00e1 ainda um fator crucial: o consumidor confia mais nas informa\u00e7\u00f5es vindas do produtor do que nas das grandes corpora\u00e7\u00f5es. Isso cria uma janela estrat\u00e9gica para o produtor brasileiro mostrar seu dia a dia, evidenciar manejo, pr\u00e1ticas de bem-estar animal e a\u00e7\u00f5es regenerativas, fortalecendo o v\u00ednculo direto com o p\u00fablico e a percep\u00e7\u00e3o de autenticidade. Paralelamente, pesquisas como as da Ipsos indicam que uma parcela crescente de consumidores questiona se a globaliza\u00e7\u00e3o, de fato, traz benef\u00edcios, o que tem impulsionado a valoriza\u00e7\u00e3o do local, do regional e do aut\u00eantico. Essa mudan\u00e7a refor\u00e7a o apelo do terroir, especialmente em categorias como os queijos artesanais, onde a hist\u00f3ria, a regi\u00e3o e a identidade produtiva agregam significado e justificam escolhas mais intencionais. Apesar dessa forte orienta\u00e7\u00e3o por valores socioambientais, o pre\u00e7o continua sendo determinante em um contexto de renda pressionada. Assim, o desafio do setor l\u00e1cteo em 2026 \u00e9 equilibrar custo, prop\u00f3sito e transpar\u00eancia: tornar pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis parte natural da opera\u00e7\u00e3o, comunicar com clareza e produzir de forma regenerativa, sem repassar todo o impacto econ\u00f4mico ao consumidor.<\/p>\n<p><b>4. Consumo seletivo:<\/b>&nbsp;O alto custo de vida e a cautela do consumidor levam \u00e0 intensifica\u00e7\u00e3o dos movimentos de trade down e trade up seletivos. Trade Down: acontece em categorias b\u00e1sicas onde h\u00e1 pouca diferencia\u00e7\u00e3o percebida, com consumidores migrando para op\u00e7\u00f5es mais econ\u00f4micas. Exemplos incluem leite UHT, que j\u00e1 est\u00e1 comoditizado, e creme de leite. Trade Up: ocorre em categorias que se relacionam com nutri\u00e7\u00e3o, performance, est\u00e9tica, sa\u00fade e prazer consciente. O consumidor est\u00e1 disposto a pagar mais por produtos premium em categorias que percebe um valor agregado significativo, como a bebida l\u00e1ctea com alto teor de prote\u00edna.<\/p>\n<p><b>5. L\u00e1cteos do futuro:&nbsp;<\/b>No desenvolvimento de produtos, a inova\u00e7\u00e3o high tech avan\u00e7a em duas frentes principais: nutri\u00e7\u00e3o h\u00edbrida e alternativas de menor impacto ambiental. Uma das grandes novidades \u00e9 a fermenta\u00e7\u00e3o de precis\u00e3o e agricultura celular: estas tecnologias est\u00e3o na vanguarda da inova\u00e7\u00e3o, produzindo prote\u00ednas l\u00e1cteas reais (case\u00edna e whey) sem o uso de animais. Grandes investimentos t\u00eam sido feitos neste sentido visando \u00e0 redu\u00e7\u00e3o do impacto ambiental. Dados da UnReal Milk da Brown Foods indicam que h\u00e1 redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de carbono em 82% em compara\u00e7\u00e3o com o leite convencional.<\/p>\n<p>Para finalizar, as tend\u00eancias indicam que 2026 ser\u00e1 um ano para o setor l\u00e1cteo focar na inova\u00e7\u00e3o com prop\u00f3sito. O sucesso depender\u00e1 da capacidade de oferecer produtos que sejam saborosos, nutritivos e que se alinhem aos valores do consumidor. O setor deve usar o leite, um produto naturalmente nobre, como porta-voz do territ\u00f3rio, da sa\u00fade e dos valores familiares em um mundo que busca reconex\u00e3o e confian\u00e7a. O desafio \u00e9 encontrar o equil\u00edbrio entre a necessidade de manter o pre\u00e7o acess\u00edvel para a maior parte da popula\u00e7\u00e3o brasileira e as exig\u00eancias de sustentabilidade e inova\u00e7\u00e3o para nichos de mercado. Em \u00faltima an\u00e1lise, o setor de l\u00e1cteos deve se posicionar como um aliado do bem-estar em todas as fases da vida, oferecendo um produto que seja saboroso, acess\u00edvel, sustent\u00e1vel e conveniente. (Milkpoint adaptado pelo Sindilat\/RS)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<div>\n<div><b>Conseleite Minas Gerais<br \/>\n<\/b><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<p><b><\/b><b><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/m78785ABF0111\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/m78785ABF0111\"><\/b><\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Conseleite MG<br \/>\n<b><\/b><\/p>\n<p><strong>Nutri\u00e7\u00e3o esportiva: M\u00fasculos e\u2026 doce de leite? A tend\u00eancia que cresceu nas academias<\/strong><\/p>\n<p>Consumido com estrat\u00e9gia, o doce de leite virou aliado de quem busca energia r\u00e1pida para treinos intensos, segundo nutricionistas que acompanham o movimento nas academias.<\/p>\n<p>O doce de leite deixou de ser apenas um prazer da mesa brasileira para assumir um papel improv\u00e1vel nas academias.<\/p>\n<p>A mudan\u00e7a, apontam nutricionistas esportivos ouvidos por eDairyNews Brasil, n\u00e3o aconteceu por acaso: o tradicional doce ganhou espa\u00e7o como uma fonte r\u00e1pida de energia para quem treina forte e precisa de reposi\u00e7\u00e3o imediata de glicog\u00eanio.<\/p>\n<p>Durante d\u00e9cadas, o doce de leite carregou a fama de inimigo das dietas, principalmente pela combina\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar e gordura. Mas especialistas explicam que rotular alimentos de forma permanente costuma ser um erro \u2014 e que o contexto alimentar pesa mais do que o alimento isolado. No caso desse cl\u00e1ssico da confeitaria nacional, o segredo est\u00e1 justamente no uso pontual e estrat\u00e9gico, algo que muitos praticantes de muscula\u00e7\u00e3o v\u00eam adotando com naturalidade.<\/p>\n<p>O argumento t\u00e9cnico por tr\u00e1s dessa tend\u00eancia se apoia no papel essencial dos carboidratos no desempenho f\u00edsico. O doce de leite \u00e9 rico nesse nutriente, respons\u00e1vel por reabastecer o glicog\u00eanio muscular \u2014 combust\u00edvel usado nos treinos de for\u00e7a, s\u00e9ries mais longas ou exerc\u00edcios de alta intensidade. Profissionais de nutri\u00e7\u00e3o esportiva relatam que a energia liberada \u00e9 r\u00e1pida, o que ajuda a manter o rendimento, reduzir a fadiga e acelerar processos de recupera\u00e7\u00e3o quando consumido no pr\u00e9 ou no p\u00f3s-treino.<\/p>\n<p>Al\u00e9m da fun\u00e7\u00e3o energ\u00e9tica, h\u00e1 um fator bem brasileiro influenciando a escolha: a praticidade. Ao contr\u00e1rio de suplementos esportivos, geralmente mais caros e nem sempre dispon\u00edveis fora das lojas especializadas, o doce de leite \u00e9 acess\u00edvel, est\u00e1 presente na rotina de consumo de grande parte da popula\u00e7\u00e3o e se encaixa facilmente em lanches r\u00e1pidos. Para quem treina cedo, trabalha em hor\u00e1rio apertado ou busca op\u00e7\u00f5es simples, isso vira diferencial.<\/p>\n<p>Nutricionistas, contudo, fazem quest\u00e3o de refor\u00e7ar que a tend\u00eancia n\u00e3o significa libera\u00e7\u00e3o geral. Exageros podem aumentar o ac\u00famulo de gordura corporal e atrapalhar metas de composi\u00e7\u00e3o f\u00edsica. O uso recomendado \u00e9 pontual, sempre dentro de uma dieta equilibrada que inclua prote\u00ednas de qualidade, vitaminas, minerais e fibras. O doce, destacam, n\u00e3o ocupa o lugar de alimentos com fun\u00e7\u00e3o construtiva, como carnes, ovos, iogurtes ou suplementos proteicos.<\/p>\n<p>A regra apresentada pelos especialistas \u00e9 clara: o doce de leite pode ser um aliado eventual, mas n\u00e3o deve virar protagonista. A escolha faz sentido apenas em situa\u00e7\u00f5es espec\u00edficas, como antes de treinos de for\u00e7a mais pesados, ou logo ap\u00f3s sess\u00f5es que exigiram muita energia. Para quem busca ganho de massa muscular, a combina\u00e7\u00e3o ideal envolve carboidratos de r\u00e1pida absor\u00e7\u00e3o e prote\u00ednas, garantindo que o corpo tenha tanto energia quanto material para reconstruir fibras.<\/p>\n<p>Relatos colhidos por profissionais tamb\u00e9m revelam outro motivo para a crescente ades\u00e3o: o fator emocional. Inserir um alimento afetivo na rotina de treinos ajuda muitas pessoas a manterem const\u00e2ncia e prazer na alimenta\u00e7\u00e3o. Um pequeno por\u00e7\u00e3o de doce de leite antes de um treino pode ter impacto positivo na experi\u00eancia geral, algo que especialistas em comportamento alimentar destacam como parte importante de qualquer dieta sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>Nas academias, instrutores relatam que o tema vem surgindo com mais frequ\u00eancia em conversas informais. Alguns alunos carregam potinhos individuais na mochila e usam como \u201ctiro curto\u201d de energia. Outros preferem consumi-lo ap\u00f3s a atividade, junto com uma fonte proteica. A popularidade tamb\u00e9m cresce nas redes sociais, onde influenciadores de nutri\u00e7\u00e3o esportiva mencionam o doce como op\u00e7\u00e3o acess\u00edvel e de sabor familiar.<\/p>\n<p>A febre, por\u00e9m, n\u00e3o elimina a necessidade de orienta\u00e7\u00e3o. Profissionais consultados refor\u00e7am que cada treino e cada organismo t\u00eam demandas diferentes. Quem treina para performance, quem busca emagrecimento e quem est\u00e1 no in\u00edcio da vida ativa t\u00eam necessidades nutricionais distintas. Por isso, inserir o doce de leite com prop\u00f3sito \u2014 e n\u00e3o por impulso \u2014 \u00e9 a linha que separa benef\u00edcio de preju\u00edzo.<\/p>\n<p>No fim das contas, a ascens\u00e3o do doce de leite como aliado de treino reflete um movimento maior no universo das dietas: a busca por equil\u00edbrio, flexibilidade e escolhas realistas. Se consumido no momento certo, na quantidade adequada e dentro de uma rotina alimentar organizada, ele pode sim colaborar com desempenho e motiva\u00e7\u00e3o. E, para muitos brasileiros, nada mais motivador do que unir sabor, tradi\u00e7\u00e3o e treino \u2014 sem culpa e com consci\u00eancia.<\/p>\n<p>*Escrito para o eDairyNews, com informa\u00e7\u00f5es de JETSS<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Jogo R\u00e1pido<br \/>\n<\/b><\/i><b>M<\/b><i><b>ilho\/Cepea: Maior interesse comprador e retra\u00e7\u00e3o vendedora mant\u00eam pre\u00e7os em alta<br \/>\n<\/b>Os pre\u00e7os do milho seguiram em alta no mercado interno na \u00faltima semana, com o Indicador ESALQ\/BM&amp;FBovespa (Campinas \u2013 SP) se aproximando dos R$ 70\/saca de 60 kg, patamar nominal verificado pela \u00faltima vez em maio\/25. Segundo levantamento do Cepea, o impulso veio sobretudo do maior interesse de compradores somado \u00e0 retra\u00e7\u00e3o de vendedores. Produtores est\u00e3o focados na semeadura e atentos ao desenvolvimento da safra. Em algumas regi\u00f5es, conforme o Centro de Pesquisas, agricultores est\u00e3o preocupados com o clima quente e, em outras, com os impactos das chuvas de meados de novembro. Nesse contexto, agentes limitam os lotes disponibilizados no spot, \u00e0 espera de novas valoriza\u00e7\u00f5es. Do lado da demanda, pesquisadores do Cepea explicam que compradores buscam recompor os estoques para o final do ano e in\u00edcio do pr\u00f3ximo, mas esbarram nos maiores pre\u00e7os pedidos por vendedores. Alguns compradores seguem afastados do spot, \u00e0 espera de queda nas cota\u00e7\u00f5es, fundamentados na aproxima\u00e7\u00e3o da colheita da safra ver\u00e3o, que deve levar produtores a liberar armaz\u00e9ns e\/ou fazer caixa, no maior excedente interno e nas exporta\u00e7\u00f5es em ritmo abaixo do esperado. (CEPEA)<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 09 de dezembro de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.531 As principais tend\u00eancias para o setor l\u00e1cteo em 2026 Funcionalidade, indulg\u00eancia consciente e transpar\u00eancia: descubra como esses conceitos v\u00e3o definir <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/12\/09\/09-12-2025\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"09\/12\/2025\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-18133","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18133","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18133"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18133\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18138,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18133\/revisions\/18138"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18133"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18133"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18133"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}