{"id":18088,"date":"2025-12-01T19:47:56","date_gmt":"2025-12-01T19:47:56","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=18088"},"modified":"2025-12-01T19:50:30","modified_gmt":"2025-12-01T19:50:30","slug":"01o-12-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/12\/01\/01o-12-2025\/","title":{"rendered":"01\u00ba\/12\/2025"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" style=\"text-align: justify; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 01\u00ba de dezembro de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.525<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><b><\/b><b>Sindilat anuncia destaques de 2025<br \/>\n<\/b><br \/>\nO Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do Sul (Sindilat\/RS) vai agraciar com o Pr\u00eamio Destaques 2025, personalidades e institui\u00e7\u00f5es que contribuem para o desenvolvimento do setor l\u00e1cteo no Rio Grande do Sul. Ser\u00e1 durante o jantar de final de ano que acontecer\u00e1 no dia 17 de dezembro, em Porto Alegre (RS).Recebem a distin\u00e7\u00e3o Gabriel Souza, vice-governador do Estado do Rio Grande do Sul; os secret\u00e1rios estaduais Edivilson Brum, de Pecu\u00e1ria, Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o; e Ernani Polo, de Desenvolvimento Econ\u00f4mico. Os presidentes Carlos Joel da Silva, da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag-RS), e Marcos Tang, da Associa\u00e7\u00e3o dos Criadores de Gado Holand\u00eas do Rio Grande do Sul (Gadolando), e o pr\u00f3ximo presidente da Federa\u00e7\u00e3o da Agricultura do Estado do Rio Grande do Sul (Farsul), Domingos Velho Lopes. Tamb\u00e9m ser\u00e3o homenageados o prefeito de Iju\u00ed (RS), Andrei Cossetin, e a Cooperativa Languiru Ltda, que completa 70 anos em 2025.&nbsp;O Sindilat far\u00e1 uma homenagem especial a Julia Bastiani, que completa 15 anos de atua\u00e7\u00e3o junto \u00e0 entidade. Segundo o secret\u00e1rio-executivo do sindicato, Darlan Palharini, o reconhecimento valoriza uma trajet\u00f3ria marcada pelo comprometimento e excel\u00eancia. \u201cSua atua\u00e7\u00e3o \u00e9 exemplar e pautada pelo profissionalismo\u201d, destaca Palharini.&nbsp;(SINDILAT\/RS)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<div>\n<p><span style=\"font-size: 1rem;\"><b>Curso online e gratuito ensina a manejar res\u00edduos na propriedade leiteira, diz Embrapa<\/b><\/span><\/p>\n<p>Como fazer corretamente o manejo dos dejetos da propriedade leiteira e adequ\u00e1-la \u00e0 legisla\u00e7\u00e3o e \u00e0 seguran\u00e7a dos humanos, animais e meio ambiente? Agora, t\u00e9cnicos e produtores t\u00eam \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o um curso on-line, dispon\u00edvel pela plataforma de capacita\u00e7\u00f5es a dist\u00e2ncia da Embrapa, o E-Campo, para aprender como realizar essa gest\u00e3o.<\/p>\n<p>A capacita\u00e7\u00e3o \u201cManejo de res\u00edduos na propriedade leiteira\u201d \u00e9 gratuita e deve ocupar uma carga hor\u00e1ria de aproximadamente 24 horas do participante. O treinamento fecha o ciclo de uma s\u00e9rie de outros cursos relacionados ao manejo ambiental da atividade leiteira: conceitos b\u00e1sicos em manejo ambiental da propriedade leiteira e manejo h\u00eddrico da propriedade leiteira, tamb\u00e9m dispon\u00edveis na plataforma E-Campo.<\/p>\n<p>De acordo com o pesquisador respons\u00e1vel, Julio Palhares, identificou-se uma car\u00eancia de conhecimento sobre como manejar os res\u00edduos da atividade leiteira para adequar a propriedade frente \u00e0s determina\u00e7\u00f5es das ag\u00eancias ambientais.<\/p>\n<p>\u201cO correto manejo \u00e9 importante para dar qualidade de vida aos que vivem na propriedade e no seu entorno, bem como para garantir a qualidade ambiental da atividade e o uso dos res\u00edduos como fertilizante\u201d, explica Palhares.<\/p>\n<p>A promo\u00e7\u00e3o do curso ainda contribui para os Objetivos do Desenvolvimento Sustent\u00e1vel da Organiza\u00e7\u00e3o das Na\u00e7\u00f5es Unidas (ONU), como as metas 2 e 12. A 2 refere-se \u00e0 promo\u00e7\u00e3o da agricultura sustent\u00e1vel de produ\u00e7\u00e3o de alimentos e prev\u00ea pr\u00e1ticas agropecu\u00e1rias resilientes, manuten\u00e7\u00e3o dos ecossistemas, fortalecimento da capacidade de adapta\u00e7\u00e3o \u00e0s mudan\u00e7as clim\u00e1ticas, etc. O ODS 12 diz respeito ao consumo e produ\u00e7\u00e3o respons\u00e1veis, principalmente no que diz respeito \u00e0 gest\u00e3o sustent\u00e1vel.<\/p>\n<p>O treinamento tem oferta cont\u00ednua, ou seja, o inscrito ter\u00e1 acesso por tempo indeterminado. Link:&nbsp;<a href=\"https:\/\/ava.sede.embrapa.br\/course\/view.php?id=609\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/ava.sede.embrapa.br\/course\/view.php?id=609\">https:\/\/ava.sede.embrapa.br\/course\/view.php?id=609<\/a>&nbsp;Mais Informa\u00e7\u00f5es: e-campo.pecuaria-sudeste@embrapa.br&nbsp; (Fonte: Embrapa Pecu\u00e1ria Sudeste)<\/p>\n<p><b>Como a descarboniza\u00e7\u00e3o da cadeia do leite pode ser uma oportunidade para o Brasil<br \/>\n<\/b><br \/>\nEnquanto o mundo discute o clima em Bel\u00e9m, estudos mostram que efici\u00eancia produtiva e descarboniza\u00e7\u00e3o podem mudar o futuro do leite brasileiro.<\/p>\n<p>Nos \u00faltimos dias, os olhos do mundo est\u00e3o voltados para Bel\u00e9m (PA), palco da Confer\u00eancia das Partes das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima (COP30). Participam da Confer\u00eancia 198 pa\u00edses que ratificaram a Conven\u00e7\u00e3o-Quadro das Na\u00e7\u00f5es Unidas sobre Mudan\u00e7a do Clima, constituindo-se em um dos maiores \u00f3rg\u00e3os multilaterais da ONU.<\/p>\n<p>A COP \u00e9 o \u00f3rg\u00e3o respons\u00e1vel por tomar as decis\u00f5es necess\u00e1rias para implementar os compromissos assumidos pelos pa\u00edses no combate \u00e0s mudan\u00e7as do clima. Esses compromissos foram firmados no Acordo de Paris, durante a COP21 em 2015, tendo como principais objetivos: manter o aumento da temperatura global bem abaixo de 2\u00b0 C, com esfor\u00e7os para limit\u00e1-lo a 1,5\u00b0 C; incrementar capacidades de adapta\u00e7\u00e3o e resili\u00eancia; e alinhar os fluxos financeiros aos demais objetivos do Acordo.<\/p>\n<p>O Acordo de Paris estabeleceu a obriga\u00e7\u00e3o de todos os pa\u00edses apresentarem periodicamente suas \u201cContribui\u00e7\u00f5es Nacionalmente Determinadas\u201d (NDCs, na sigla em ingl\u00eas). Nas NDCs, cada pa\u00eds estabelece suas metas e detalha as a\u00e7\u00f5es para responder \u00e0 mudan\u00e7a do clima, sendo sua implementa\u00e7\u00e3o acompanhada por um regime de transpar\u00eancia global.<\/p>\n<p>O Brasil est\u00e1 entre os dez maiores emissores de gases de efeito estufa (GEE) do mundo, sendo o \u00fanico pa\u00eds desse ranking que apresenta o setor agr\u00edcola como o que mais contribui para essas emiss\u00f5es. Em 2024, durante a COP 29 realizada em Baku, no Azerbaij\u00e3o, o Brasil atualizou sua meta de redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es, estabelecendo os limites entre 59% e 67% at\u00e9 2035, comparada aos n\u00edveis de 2005, e emiss\u00e3o l\u00edquida zero at\u00e9 2050. Apesar de ser respons\u00e1vel por cerca de 3% das emiss\u00f5es de GEE do pa\u00eds, a pecu\u00e1ria de leite foi colocada como um dos setores priorit\u00e1rios para essa redu\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Al\u00e9m do governo brasileiro, algumas das maiores empresas de latic\u00ednios que atuam no pa\u00eds tamb\u00e9m estabeleceram suas metas para a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es e de balan\u00e7o l\u00edquido zero a serem alcan\u00e7adas at\u00e9 2050. Essa conjuga\u00e7\u00e3o dos compromissos p\u00fablico e privado refor\u00e7a a necessidade de esfor\u00e7os conjuntos para avan\u00e7ar nesta dire\u00e7\u00e3o de redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es para o alcance das metas estabelecidas.<\/p>\n<p>A etapa de produ\u00e7\u00e3o do leite \u00e9 a principal respons\u00e1vel pela pegada de carbono dos produtos l\u00e1cteos, representando cerca de 75% das emiss\u00f5es totais da cadeia. Esse dado coloca a fazenda como o local priorit\u00e1rio para a implementa\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00f5es para descarboniza\u00e7\u00e3o do setor. As emiss\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o de leite in natura originam-se de quatro fontes principais (Figura 1):<\/p>\n<p>1. Fermenta\u00e7\u00e3o ent\u00e9rica: Processo digestivo dos bovinos que gera metano (CH4), um g\u00e1s de efeito estufa (GEE) com alto potencial de aquecimento global;<\/p>\n<p>2. Alimenta\u00e7\u00e3o: Produ\u00e7\u00e3o de alimentos para o rebanho dentro e fora da propriedade (alimentos comprados), que emite di\u00f3xido de carbono (CO\u00b2) e \u00f3xido nitroso (N\u00b2O) \u2013 outro GEE potente;<\/p>\n<p>3. Manejo de dejetos: Tratamento dos dejetos dos animais, que libera CO\u00b2, CH4 e N\u00b2O;<\/p>\n<p>4. Consumo de energia: Atividades que demandam combust\u00edveis ou eletricidade, gerando principalmente CO\u00b2.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/Qp5xd0ABF0444\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/Qp5xd0ABF0444\"><\/p>\n<p>Figura 1. Exemplo de pegada de carbono do leite in natura e participa\u00e7\u00e3o relativa de seus contribuintes.<br \/>\nFonte: Embrapa Gado de Leite.<\/p>\n<p>Atuando em parceria com empresas de latic\u00ednios em programas de descarboniza\u00e7\u00e3o desde 2021, a Embrapa Gado de Leite tem ampliado o banco de dados necess\u00e1rio para c\u00e1lculo da pegada de carbono do leite in natura, totalizando atualmente mais de quatro mil fazendas distribu\u00eddas em relevantes bacias leiteiras do pa\u00eds. Em uma amostra de cerca de 1.600 sistemas de produ\u00e7\u00e3o j\u00e1 analisados, a pegada de carbono m\u00e9dia do leite foi de 1,12 kg CO2 eq\/kg FPCM1, sendo que 88% desses sistemas apresentaram pegada de carbono inferior a 2,0 kg CO2 eq\/kg FPCM. Embora esses dados sejam exclusivos da base de produtores dos latic\u00ednios parceiros e n\u00e3o representem a pegada de carbono m\u00e9dia do leite nacional, eles sugerem que a pegada de carbono do leite brasileiro \u00e9 provavelmente inferior \u00e0 estimativa de 2,0 a 3,0 kg CO\u00b2eq\/kg FPCM, par\u00e2metro internacional citado pela IFCN (International Farm Comparison Network), que \u00e9 uma rede internacional que apresenta informa\u00e7\u00f5es sistematizadas sobre o setor de latic\u00ednios de todo o mundo.<\/p>\n<p>Essa diferen\u00e7a entre estimativas indica que o uso de dados reais para a quantifica\u00e7\u00e3o da pegada de carbono, al\u00e9m de conferir acur\u00e1cia \u00e0s estimativas das emiss\u00f5es da produ\u00e7\u00e3o de leite no pa\u00eds, permite identificar as estrat\u00e9gias mais efetivas para mitiga\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es sem comprometer a produtividade das fazendas de leite.<\/p>\n<p>As pesquisas da Embrapa Gado de Leite indicam uma rela\u00e7\u00e3o direta entre efici\u00eancia produtiva e a redu\u00e7\u00e3o de emiss\u00f5es de GEE, uma correla\u00e7\u00e3o observada em todos os sistemas de produ\u00e7\u00e3o \u2013 seja a pasto, semiconfinado ou confinado. Portanto, a transi\u00e7\u00e3o para sistemas de baixo carbono, embora exija investimentos, deve ser vista como uma oportunidade estrat\u00e9gica. O foco deve ser orientar esses recursos para ganhos de efici\u00eancia, que simultaneamente aumentam a rentabilidade e reduzem o impacto ambiental.<\/p>\n<p>Essa premissa \u00e9 respaldada por estudos, como uma an\u00e1lise publicada no Milkpoint com dados reais de 2023. O estudo, que avaliou propriedades durante um per\u00edodo de crise setorial semelhante ao atual, revelou que os produtores eficientes mantiveram rentabilidade satisfat\u00f3ria independentemente do seu volume de produ\u00e7\u00e3o. Esse resultado demonstra que sistemas mais rent\u00e1veis exibem melhores indicadores t\u00e9cnicos, um reflexo direto da efici\u00eancia gerencial \"dentro da porteira\".<\/p>\n<p>Essa busca por efici\u00eancia associada \u00e0s a\u00e7\u00f5es para redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es de gases da atividade leiteira tamb\u00e9m j\u00e1 mostra resultados positivos. Exemplos das empresas Danone e Nestl\u00e9 foram apresentados em mat\u00e9ria publicada no Milkpoint. No caso da Danone, entre 2020 e 2024, foi poss\u00edvel reduzir em 47% o fator de emiss\u00e3o de carbono na produ\u00e7\u00e3o de leite, sendo que as fazendas participantes do seu programa registraram aumento de 22% na renda real, crescimento de 59% na margem l\u00edquida, alta de 15% na produtividade por vaca e crescimento m\u00e9dio de 26% na produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria. J\u00e1 a Nestl\u00e9, cita uma redu\u00e7\u00e3o de 39% na pegada de carbono de um estrato de produtores somente na safra 2024\/2025, com 47% mais produtividade por vaca e custo de produ\u00e7\u00e3o de alimentos 8% menor.<\/p>\n<p>Esse cen\u00e1rio pode se constituir em excelente oportunidade para a cadeia avan\u00e7ar de forma estruturada para aumento de sua competitividade, com investimentos orientados na atividade em busca de aumento da efici\u00eancia global, aproveitando-se dos recursos mais atraentes dispon\u00edveis nessas linhas de cr\u00e9dito voltadas \u00e0 descarboniza\u00e7\u00e3o. Existem atualmente programas das empresas de latic\u00ednios e do governo federal que incentivam a produ\u00e7\u00e3o de leite com baixa emiss\u00e3o de carbono. Isso \u00e9 importante, visto que o mercado ainda n\u00e3o valoriza de forma diferenciada esse produto mais sustent\u00e1vel, com o pagamento de pre\u00e7os mais altos, gerando a necessidade de pol\u00edticas p\u00fablicas e privadas de est\u00edmulo \u00e0 ado\u00e7\u00e3o das pr\u00e1ticas redutoras de emiss\u00f5es pelos produtores de leite.<\/p>\n<p>Os programas das empresas contemplam desde assist\u00eancia t\u00e9cnica custeada ou subsidiada pelo latic\u00ednio, financiamento subsidiado de estruturas e de equipamentos que favorecem a redu\u00e7\u00e3o das emiss\u00f5es na propriedade, como o exemplo de sistemas modernos para o manejo dos dejetos, at\u00e9 sobrepre\u00e7o pago pelo leite produzido de forma orientada para redu\u00e7\u00e3o da pegada de carbono.<\/p>\n<p>Entre os programas de governo com acesso pelo setor de latic\u00ednios est\u00e1 o Plano ABC+ (Agricultura de Baixa Emiss\u00e3o de Carbono), uma pol\u00edtica p\u00fablica do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (MAPA) voltada para promover pr\u00e1ticas agropecu\u00e1rias sustent\u00e1veis que reduzam as emiss\u00f5es de GEE e aumentem a resili\u00eancia clim\u00e1tica no campo. Esse Plano possibilita financiamentos com taxas de juros reduzidas, dentro do Plano Safra, para investimentos em pr\u00e1ticas mitigadoras de GEE como, por exemplo, recupera\u00e7\u00e3o de pastagens, sistemas integrados (iLPF) e plantio direto.<\/p>\n<p>Outra oportunidade, que associa a participa\u00e7\u00e3o do governo com as empresas, \u00e9 o Programa Mais Leite Saud\u00e1vel (PMLS), tamb\u00e9m do MAPA, que concede incentivos fiscais para empresas de latic\u00ednios que investem em seus produtores. Nesse caso, h\u00e1 possibilidade de apoio a projetos para fomentar a assist\u00eancia t\u00e9cnica e a capacita\u00e7\u00e3o dos produtores rurais, para aumentar a produtividade nas fazendas e para ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas agropecu\u00e1rias, projetos que focam o aumento da efici\u00eancia produtiva e, dessa forma, apresentam repercuss\u00e3o sobre a redu\u00e7\u00e3o da pegada de carbono do leite.<\/p>\n<p>A atual crise do setor leiteiro nacional, sintoma de sua baixa competitividade internacional, evidencia a necessidade urgente de uma evolu\u00e7\u00e3o estruturada em toda a cadeia. Sem essa transforma\u00e7\u00e3o, continuaremos a ver produtores abandonando a atividade e latic\u00ednios falindo \u2014 um ciclo que se repete em intervalos cada vez menores.<\/p>\n<p>Mas olhando para o futuro, como a demanda global por prote\u00ednas de alta qualidade tende a crescer e os grandes produtores mundiais de leite enfrentam limita\u00e7\u00f5es para expandir sua produ\u00e7\u00e3o, o Brasil pode se posicionar como um potencial fornecedor global de destaque. Neste contexto, a descarboniza\u00e7\u00e3o da cadeia surge como uma oportunidade estrat\u00e9gica. Ao focar no aumento da efici\u00eancia dos sistemas de produ\u00e7\u00e3o e na redu\u00e7\u00e3o da pegada de carbono do leite, o Brasil pode n\u00e3o apenas resolver suas fragilidades atuais, mas tamb\u00e9m liderar a transi\u00e7\u00e3o global rumo a sistemas alimentares sustent\u00e1veis. Esse movimento pode se tornar um diferencial competitivo definitivo para o pa\u00eds no cen\u00e1rio internacional.<\/p>\n<p>1CO2eq\/Kg FPCM = CO2 equivalente (unidade de refer\u00eancia usada para comparar o impacto clim\u00e1tico de diferentes gases de efeito estufa) por kg de leite padronizado para 4% de gordura e 3,3% de prote\u00edna.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAutores<\/p>\n<p>Denis Teixeira da Rocha - analista da Embrapa Gado de Leite<\/p>\n<p>Thierry Ribeiro Tomich - pesquisador da Embrapa Gado de Leite<\/p>\n<p>Vanessa Rom\u00e1rio de Paula - analista da Embrapa Gado de Leite<\/p>\n<p>Rafael Gon\u00e7alves Tonucci - pesquisador da Embrapa Gado de Leite<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Jogo R\u00e1pido<br \/>\n<\/b><\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><i><b>SOJA\/CEPEA: Clima irregular reduz ritmo de semeadura e gera incerteza sobre produtividade<br \/>\n<\/b>Cepea, 1\u00ba\/12\/2025 \u2013 O ritmo de semeadura da soja da safra 2025\/26 segue abaixo do registrado na temporada passada. Segundo pesquisadores do Cepea, esse cen\u00e1rio \u00e9 reflexo da distribui\u00e7\u00e3o irregular das chuvas em grande parte do territ\u00f3rio nacional nos \u00faltimos tr\u00eas meses. No Sul do Pa\u00eds, o excesso de umidade ainda tem limitado o acesso \u00e0s lavouras. J\u00e1 no Centro-Oeste e no Matopiba, a distribui\u00e7\u00e3o desigual das precipita\u00e7\u00f5es resultou em umidade abaixo do necess\u00e1rio para avan\u00e7ar nos trabalhos de campo. Apesar do aumento recente dos acumulados pluviom\u00e9tricos no Centro-Oeste e no Matopiba e da redu\u00e7\u00e3o dos volumes de chuvas no Sul \u2013 especialmente no Paran\u00e1 \u2013, colaboradores do Cepea relatam que o cen\u00e1rio \u00e9 de incertezas quanto ao potencial produtivo da safra 2025\/26. De acordo com a Conab, 78% da \u00e1rea nacional havia sido semeada at\u00e9 22 de novembro, abaixo dos 83,3% registrados no mesmo per\u00edodo do ano passado. Fonte: Cepea (www.cepea.esalq.usp.br)<\/i><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 01\u00ba de dezembro de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.525 Sindilat anuncia destaques de 2025 O Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios e Produtos Derivados do Estado do Rio Grande do <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/12\/01\/01o-12-2025\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"01\u00ba\/12\/2025\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-18088","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18088","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18088"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18088\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18092,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18088\/revisions\/18092"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18088"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18088"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18088"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}