{"id":18049,"date":"2025-11-25T20:02:39","date_gmt":"2025-11-25T20:02:39","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=18049"},"modified":"2025-11-25T20:04:57","modified_gmt":"2025-11-25T20:04:57","slug":"25-11-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/11\/25\/25-11-2025\/","title":{"rendered":"25\/11\/2025"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" style=\"text-align: justify; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 25 de novembro de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 19 - N\u00b0 4.521<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>O setor do leite precisa de medidas urgentes, afirma Guerra<br \/>\n<\/b><br \/>\n\u201cAmanh\u00e3 j\u00e1 ser\u00e1 tarde. N\u00e3o tem tempo\u201d, alertou Alexandre Guerra, 1\u00ba vice-presidente do Sindilat-RS, ao defender a\u00e7\u00f5es imediatas para conter a crise no leite. Na audi\u00eancia p\u00fablica da Comiss\u00e3o de Agricultura, Pecu\u00e1ria, Pesca e Cooperativismo (Cappc), ele pediu mobiliza\u00e7\u00e3o para que outros estados comprem do mercado nacional, como fez o Rio Grande do Sul ao destinar R$ 86,5 milh\u00f5es para adquirir leite em p\u00f3. \u201cTamb\u00e9m \u00e9 esperado que a Uni\u00e3o fa\u00e7a esse an\u00fancio, mas todos os estados poderiam tomar o mesmo caminho de forma emergencial\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Para aliviar a press\u00e3o sobre o mercado, em um momento que combina supersafra e aumento das importa\u00e7\u00f5es, Guerra refor\u00e7ou outra pauta do sindicato: frear as entradas. \u201cComo qualquer pa\u00eds que protege sua economia faria, se fosse adotado o processo manual para liberar licen\u00e7as, j\u00e1 se colocaria um entrave forte a curto prazo\u201d, disse durante a atividade realizada na segunda-feira (24\/11) organizada pelo deputado estadual Z\u00e9 Nunes, ao acrescentar a import\u00e2ncia de a\u00e7\u00f5es de longo prazo para a prote\u00e7\u00e3o do mercado interno.<\/p>\n<p>As medidas se somam ao conjunto defendido pelos Conseleites. Segundo Darlan Palharini, coordenador do Conselho ga\u00facho, que participou do debate no Parlamento ga\u00facho, elas incluem ainda a aplica\u00e7\u00e3o de sobretaxa de 50%, por 36 meses, na entrada de leite em p\u00f3, manteiga, soro de leite e queijo mu\u00e7arela oriundos da Argentina e do Uruguai, e a suspens\u00e3o, por 6 meses, da compra de produtos l\u00e1cteos do Mercosul, para reequilibrar o mercado interno. (Sindilat)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<div>\n<p><b>CONSELHO PARIT\u00c1RIO PRODUTORES\/IND\u00daSTRIAS DE LEITE DO ESTADO&nbsp;DO PARAN\u00c1 \u2013 CONSELEITE\u2013PARAN\u00c1<\/b><\/p>\n<p>RESOLU\u00c7\u00c3O N\u00ba 11\/2025<\/p>\n<p>A diretoria do Conseleite-Paran\u00e1 reunida no dia 25 de novembro de 2025&nbsp;na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados&nbsp;no Cap\u00edtulo II do T\u00edtulo II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de&nbsp;refer\u00eancia para a mat\u00e9ria-prima leite realizados em Outubro de 2025 e a proje\u00e7\u00e3o&nbsp;dos valores de refer\u00eancia para o m\u00eas de Novembro de 2025, calculados por&nbsp;metodologia definida pelo Conseleite-Paran\u00e1, a partir dos pre\u00e7os m\u00e9dios e do mix&nbsp;de comercializa\u00e7\u00e3o dos derivados l\u00e1cteos praticados pelas empresas&nbsp;participantes.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/iILR33ABF0185\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/iILR33ABF0185\"><\/p>\n<p>Os valores de refer\u00eancia indicados nesta resolu\u00e7\u00e3o para a mat\u00e9ria-prima&nbsp;leite denominada \u201cLeite Padr\u00e3o\u201d, se refere ao leite analisado que cont\u00e9m 3,50%&nbsp;de gordura, 3,10% de prote\u00edna, 500 mil c\u00e9lulas som\u00e1ticas\/ml e 300 mil ufc\/ml de&nbsp;contagem bacteriana.<\/p>\n<p>Para o leite pasteurizado o valor projetado para o m\u00eas de Novembro de&nbsp;2025 \u00e9 de R$ 4,1683\/litro.<\/p>\n<p>Visando apoiar pol\u00edticas de pagamento da mat\u00e9ria-prima leite conforme a&nbsp;qualidade, o Conseleite-Paran\u00e1 disponibiliza um simulador para o c\u00e1lculo de&nbsp;valores de refer\u00eancia para o leite analisado em fun\u00e7\u00e3o de seus teores de gordura,&nbsp;prote\u00edna, contagem de c\u00e9lulas som\u00e1ticas e contagem bacteriana. O simulador&nbsp;est\u00e1 dispon\u00edvel no seguinte endere\u00e7o eletr\u00f4nico:&nbsp;https:\/\/www.sistemafaep.org.br\/conseleite-parana\/ .<\/p>\n<p>&nbsp;<\/p>\n<p><strong>Tecnologia e sucess\u00e3o familiar impulsionam a produ\u00e7\u00e3o leiteira em Aratiba<\/strong><\/p>\n<p>Eliete Smaniotto cresceu no ambiente rural em Aratiba, no norte do Estado. Eram in\u00fameros animais a sua volta. Seus pais criavam aves, su\u00ednos e vacas de leite. Eliete acompanhava a rotina, ainda crian\u00e7a, se afei\u00e7oando pelos bichos. Houve um tempo, no entanto, em que a fam\u00edlia Smaniotto precisou escolher uma \u00fanica atividade para dar sequ\u00eancia.<\/p>\n<p>\"Para a gente conseguir trabalhar com mais qualidade, porque tudo demanda muito tempo e m\u00e3o de obra. Ent\u00e3o, tivemos que optar por uma. E meus pais optaram pelas vacas de leite\", conta.<\/p>\n<p>Eliete nunca saiu de casa para trabalhar, sempre viveu a lida na propriedade. Assim, nasceu o amor pela produ\u00e7\u00e3o leiteira. \"Elas n\u00e3o s\u00e3o s\u00f3 animais e produ\u00e7\u00e3o, a gente acabou criando um carinho. Meus pais tamb\u00e9m s\u00e3o apaixonados pelo que fazem, tamb\u00e9m t\u00eam um carinho muito grande. Ent\u00e3o eu acho que foi um amor que foi passado de gera\u00e7\u00e3o e que foi se criando ao longo do tempo\".<\/p>\n<p>Hoje, o rebanho conta com 140 animais, dos quais 61 s\u00e3o vacas em ordenha. Diariamente, elas produzem em m\u00e9dia 2.700 litros de leite \u2014 aproximadamente 45 litros por vaca ao dia. Para isso, a ordenha \u00e9 completamente robotizada, desde fevereiro de 2025.<\/p>\n<p>A tecnologia ainda \u00e9 rara, mas cada vez mais presente na ordenha dos estabelecimentos leiteiros. Segundo a Emater\/RS-Ascar, em 2019, a robotiza\u00e7\u00e3o fazia parte de apenas 0,06% dos estabelecimentos. Em 2021, j\u00e1 eram 0,18%. Em 2023, 0,35%.<\/p>\n<p>Na propriedade da fam\u00edlia Smaniotto, o rob\u00f4 foi uma solu\u00e7\u00e3o para suprir a falta de m\u00e3o de obra. \"N\u00f3s somos uma propriedade familiar. Eu, meu irm\u00e3o mais novo e meus pais que trabalhamos. Ent\u00e3o a gente sentou para decidir entre robotizar ou contratar m\u00e3o de obra, contratar funcion\u00e1rios\".<\/p>\n<p>Ponderando os pontos positivos e negativos, a fam\u00edlia optou pela robotiza\u00e7\u00e3o da ordenha. Eliete j\u00e1 conhecia a tecnologia. Comentava com os pais, mas era um sonho ainda distante, por conta do alto valor. \"Na hora que fechamos o pedido foi um sonho realizado\", relata.<\/p>\n<p>Para que todo o sistema fosse implantado, foi necess\u00e1rio um investimento de aproximadamente R$ 1,5 milh\u00e3o. A partir de ent\u00e3o, toda a rotina da ordenha foi alterada. Antes, era necess\u00e1rio passar cinco ou seis horas, todos os dias, s\u00f3 para a ordenha. Hoje, o rob\u00f4 faz o servi\u00e7o 24h por dia.<\/p>\n<p>\"Ele para um pouco para fazer as lavagens, porque ele faz tr\u00eas lavagens durante o dia. A vaca escolhe o momento que ela quer ordenhar, e a gente tem todo um controle reprodutivo no sistema do rob\u00f4, controle de qualidade do leite, de produtividade, controle de sanidade do animal\", descreve.<\/p>\n<p>A robotiza\u00e7\u00e3o tem suprido a necessidade de m\u00e3o de obra na propriedade. O equipamento comporta cerca de 65 vacas. \"Ent\u00e3o a gente est\u00e1 no limite, n\u00e9? E caso a gente queira aumentar o plantel, a\u00ed a gente coloca um segundo rob\u00f4\".<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a fam\u00edlia tamb\u00e9m tem planejado melhorias estruturais, como forma de lidar com as altas temperaturas e garantir uma melhor produtividade \u2014 sem esquecer do conforto para os animais.<\/p>\n<p>\"A gente pensa ainda que alguns anos fechar o barrac\u00e3o, climatizar, para que se mantenha uma temperatura boa para as vacas, porque a gente acaba sofrendo muito no ver\u00e3o, por ser muito quente, e as vacas precisam de uma temperatura mais baixa para produzir mais, para conforto t\u00e9rmico, bem-estar, e para manter a cama delas\", esclarece.<\/p>\n<p>Nesse sentido, a fam\u00edlia tem debatido a possibilidade de mudar o atual sistema de confinamento, compost barn para free-stall: \"justamente por manter a cama melhor porque no inverno \u00e9 muito \u00famido e acaba ficando muito \u00famida a cama e no ver\u00e3o \u00e9 muito quente\", explica.<\/p>\n<p>Eliete est\u00e1 no oitavo semestre do curso de veterin\u00e1ria. Hoje, d\u00e1 sequ\u00eancia \u00e0 sucess\u00e3o familiar, mas quase tomou um rumo longe da atividade. \"At\u00e9 comecei a fazer cursinho para vestibular pensando em uma \u00e1rea totalmente diferente. Nas primeiras, eu cheguei para os meus pais desesperada, comecei a chorar porque eu n\u00e3o queria sair de casa, eu n\u00e3o queria fazer outra coisa, eu n\u00e3o me via mais sem estar ali. Meus pais sempre me apoiaram muito e nessa hora ainda mais\", lembra.<\/p>\n<p>A jovem produtora percebe a instabilidade do setor como um empecilho recorrente entre os produtores. Para isso, aposta na organiza\u00e7\u00e3o financeira.<\/p>\n<p>\"Tem meses que o pre\u00e7o est\u00e1 muito bom, tem meses que o pre\u00e7o est\u00e1 muito baixo. Ent\u00e3o para n\u00e3o acabar desistindo, n\u00e3o acabar quebrando, a gente tem que ter uma organiza\u00e7\u00e3o muito grande\".<\/p>\n<p>Mesmo assim, ela v\u00ea muito mais benef\u00edcios na escolha pela sucess\u00e3o familiar, para al\u00e9m da paix\u00e3o pelos animais e pelo trabalho. \"Eu, particularmente, acho que \u00e9 uma coisa muito boa. Eu estou dando continuidade num neg\u00f3cio que \u00e9 da minha fam\u00edlia, ent\u00e3o eu posso fazer os meus hor\u00e1rios, eu posso fazer as coisas do jeito que eu quero, n\u00e3o tem ningu\u00e9m me mandando. A gente tem uma liberdade muito maior, eu tenho uma liberdade muito grande em ajustar a minha rotina, em trabalhar do jeito que eu quero, em crescer quando eu quiser crescer e inovar quando eu quiser inovar\", finaliza.<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Jogo R\u00e1pido<br \/>\n<\/b><\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><i><b>Agro+&nbsp;<br \/>\n<\/b>Com o setor leiteiro em crise, o governo do rio grande do sul anunciou nesta semana a compra de cerca de 2,2 mil toneladas de leite em p\u00f3, em chamada p\u00fablica publicada no Di\u00e1rio Oficial. Segundo o secret\u00e1rio-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, a medida chega em um momento decisivo e d\u00e1 f\u00f4lego aos produtores ga\u00fachos.Confira a entrevista&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=G7iiC9m3faw\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.youtube.com\/watch?v=G7iiC9m3faw\">completa clicando aqui.<\/a>&nbsp;(Agro+ via youtube)<\/i><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 25 de novembro de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 19 - N\u00b0 4.521 O setor do leite precisa de medidas urgentes, afirma Guerra \u201cAmanh\u00e3 j\u00e1 ser\u00e1 tarde. N\u00e3o tem tempo\u201d, alertou Alexandre <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/11\/25\/25-11-2025\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"25\/11\/2025\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-18049","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18049","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18049"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18049\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18055,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18049\/revisions\/18055"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18049"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18049"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18049"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}