{"id":18003,"date":"2025-11-17T19:28:45","date_gmt":"2025-11-17T19:28:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=18003"},"modified":"2025-11-17T19:30:20","modified_gmt":"2025-11-17T19:30:20","slug":"17-11-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/11\/17\/17-11-2025\/","title":{"rendered":"17\/11\/2025"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" style=\"text-align: justify; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 17 de novembro de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 19 - N\u00b0 4.516<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Ebook consolida legado do Milk Summit Brazil 2025&nbsp;&nbsp;<br \/>\n<\/b><br \/>\nUm m\u00eas ap\u00f3s reunir mais de 2,1 mil participantes em Iju\u00ed (RS), o Milk Summit Brazil 2025 lan\u00e7a seu ebook oficial, dispon\u00edvel gratuitamente no site do Sindilat em www.sindilat.com.br, ou&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/11\/17\/ebook-milk-summit-brazil-2025\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/11\/17\/ebook-milk-summit-brazil-2025\/\"><b>clicando aqui<\/b><\/a>. Com 46 p\u00e1ginas, o material consolida os principais debates, dados e tend\u00eancias apresentados no evento, considerado um marco para o setor leiteiro por retomar um espa\u00e7o de di\u00e1logo e constru\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Realizado em Iju\u00ed, no cora\u00e7\u00e3o do Noroeste ga\u00facho, regi\u00e3o que produz 741,9 milh\u00f5es de litros de leite por ano, o encontro promoveu uma agenda estrat\u00e9gica com foco em competitividade, inova\u00e7\u00e3o, sustentabilidade e pol\u00edticas p\u00fablicas, reunindo produtores, ind\u00fastrias, cooperativas, pesquisadores, universidades e lideran\u00e7as governamentais.<\/p>\n<p>O ebook re\u00fane os destaques das 21 palestras e mesas de debate. \u201cCom conte\u00fado t\u00e9cnico, an\u00e1lises e relatos reais, o ebook se torna uma ferramenta de refer\u00eancia para orientar decis\u00f5es e fortalecer a cadeia l\u00e1ctea brasileira. Tamb\u00e9m refor\u00e7a a vis\u00e3o do Milk Summit como um movimento permanente do setor, que j\u00e1 tem como meta uma segunda edi\u00e7\u00e3o em 2026 ampliada para o Mercosul\u201d, destaca Darlan Palharini, coordenador do evento e Secret\u00e1rio Executivo do Sindilat\/RS.<\/p>\n<p>O Milk Summit Brazil 2025 \u00e9 uma realiza\u00e7\u00e3o da Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o do Estado do Rio Grande do Sul, via Fundoleite, Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios e Produtos Derivados (Sindilat\/RS), Prefeitura Municipal de Iju\u00ed, Associa\u00e7\u00e3o Riograndense de Empreendimentos de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural Emater\/RS e Associa\u00e7\u00e3o Sulina de Cr\u00e9dito e Assist\u00eancia Rural - ASCAR, Suport D Leite e Impulsa Iju\u00ed. (Sindilat)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<div>\n<p><b>CRISE, DE NOVO?<\/b><\/p>\n<p>Paulo do Carmo Martins*<\/p>\n<p>Feliz por palestrar na estreia do Milk Summit Brazil, evento ocorrido recentemente no noroeste do RS e que j\u00e1 nasceu grande! Mas...estando ali, fui tomado por sentimentos que me deixaram entre alegria e tristeza intensas, envoltas em imagens do passado e do agora.<\/p>\n<p>Em 2001, no munic\u00edpio de Iju\u00ed, pela primeira vez entrei num tambo \u2013 como o ga\u00facho chama uma fazenda leiteira. Fui coletar dados para a minha Tese de Doutorado, que comparou a competitividade das cadeias produtivas do leite em p\u00f3 do RS, PR, SP, MG e GO com o mercado internacional. Eu voltei de l\u00e1 com muito mais do que dados. Voltei com aprendizagem de vida!<\/p>\n<p>O produtor ga\u00facho me aguardava fora da casa. Convidado, entrei, seguido do t\u00e9cnico da CCGL, que descal\u00e7ou o seu t\u00eanis. Por fim, entrou o produtor, que tamb\u00e9m ficou de meia. Esta foi minha primeira li\u00e7\u00e3o. Em casa de produtor ga\u00facho, n\u00e3o se entra com sapato sujo de rua. Desde ent\u00e3o, h\u00e1 24 anos e n\u00e3o somente durante a pandemia, n\u00e3o adentro minha casa cal\u00e7ado com sapato ou t\u00eanis.<\/p>\n<p>A segunda li\u00e7\u00e3o que aprendi \u00e9 que a mulher cuidava dos animais e o homem cuidava de produzir os alimentos dos animais, e de outras culturas. No RS, nunca ouvi a express\u00e3o \u201cfazenda de vi\u00fava\u201d. Mas, ao contr\u00e1rio, conheci fazendas que cresceram exatamente quando a mulher se enviuvou! Essa imagem ga\u00facha de mulher protagonista do neg\u00f3cio leite n\u00e3o \u00e9 a regra, subindo pelo Brasil.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o de Iju\u00ed \u00e9 ber\u00e7o de Xuxa Meneghel e de Gisele Bundchen, origin\u00e1rias de munic\u00edpios leiteiros de Santa Rosa e Horizontina. Dali, migraram muitos ga\u00fachos, que fizeram a agricultura brasileira ser din\u00e2mica. \u00c9 por isso que tem mais de 800 CTGs (Centro de Tradi\u00e7\u00f5es Ga\u00fachas), fora do RS, em todos os estados do Brasil! CTG \u00e9 tipo um clube, onde a gauchada se re\u00fane para cultivar sua cultura. Pois, eu estava em Goi\u00e1s, no munic\u00edpio de Jata\u00ed, quando o ent\u00e3o governador Marconi Perillo levou seu governo itinerante para l\u00e1. Ele escolheu o melhor local para ser a sua sede tempor\u00e1ria: O CTG, com G de ga\u00facho e n\u00e3o G de goiano!<\/p>\n<p>Liderado pelo Darlan Palharini - Sindilat RS,o evento Milk Summit Brazil, resultante de parceria p\u00fablico-privada, foi feito no interior para levar conhecimento genu\u00edno aos produtores. Aquela regi\u00e3o ga\u00facha, somada ao oeste catarinense e ao sudoeste do Paran\u00e1, formam uma na\u00e7\u00e3o leiteira de produ\u00e7\u00e3o familiar, altamente eficiente e competitiva. Foi o que mostrei na minha Tese de Doutorado, comparando com os estados que citei anteriormente. Mas, saindo alegre e de alma leve de Iju\u00ed, uma tristeza imensa e pesada me envolveu. Estamos em mais uma crise do setor l\u00e1cteo. De novo???<\/p>\n<p>Quando o Mercosul foi idealizado, nos anos 80, o Brasil era importador de alimentos, enquanto a Argentina tinha uma agricultura pujante. Ent\u00e3o, nada melhor que o casamento BR-AR! Parecia que o com\u00e9rcio entre os dois pa\u00edses ia melhorar a vida de todos, barateando produtos e gerando empregos. Eis que, passadas quatro d\u00e9cadas, mudou o cen\u00e1rio: hoje somos concorrentes na exporta\u00e7\u00e3o de alimentos. Mas, no leite, continuamos importadores.<\/p>\n<p>O Brasil formou vigorosas cadeias produtivas no agro, a partir dos anos oitenta. Todavia, no leite, n\u00e3o. Motivo? O tabelamento de pre\u00e7os pelo Governo. Explicando: o leite pesava muito no c\u00e1lculo da infla\u00e7\u00e3o. Ent\u00e3o, o Governo tradicionalmente dava reajustes de pre\u00e7os ao leite menores que a infla\u00e7\u00e3o, o que desestimulava a moderniza\u00e7\u00e3o. Na pr\u00e1tica, havia transfer\u00eancia de renda do produtor pobre para o consumidor pobre, via pre\u00e7o de leite. Isso inibiu que chegasse no leite a onda de inova\u00e7\u00e3o que tomou conta dos setores de gr\u00e3os e carnes e que gerou as atuais cadeias produtivas muito competitivas.<\/p>\n<p>Somente em 1987 o Brasil teve crit\u00e9rio claro para reajustes de pre\u00e7os de leite tabelado ao produtor, resultante de estudo feito pelo Prof. Sebasti\u00e3o Teixeira Gomes e por mim, com a participa\u00e7\u00e3o decisiva de Jacques Gontijo, pela CNA e OCB. Fizemos este trabalho sob demanda dos ministros Dilson Funaro e Ant\u00f4nio Cabrera. Este \u00faltimo, transformou nosso estudo em Decreto-Lei.<\/p>\n<p>Na virada do Mil\u00eanio, a Argentina triangular produtos subsidiados da Europa para o Brasil e inundava o nosso mercado, desorganizando nosso setor produtivo e impedindo que crescemos. O Governo brasileiro da \u00e9poca (FHC) estancou a sangria com salvaguardas comerciais espec\u00edficas para o leite. Um baluarte desta conquista foi o saudoso Paulo Bernardes, um l\u00edder do cooperativismo brasileiro de leite.&nbsp;<\/p>\n<p>Todavia, em 2019, o ministro Paulo Guedes decidiu n\u00e3o renovar essas salvaguardas, que impunham restri\u00e7\u00f5es \u00e0 importa\u00e7\u00e3o de leite, interrompendo uma pol\u00edtica de 19 anos. A justificativa? O mercado deveria se ajustar via competitividade e produtividade, n\u00e3o por prote\u00e7\u00e3o tarif\u00e1ria. As salvaguardas somente para o leite seriam uma \u201cdistor\u00e7\u00e3o de mercado\u201d, incompat\u00edvel com a pol\u00edtica liberal do novo governo que se iniciava. Ali, perdemos nosso seguro e que agora tanto nos faz falta. Hoje, n\u00e3o temos mais as salvaguardas, constru\u00eddas pelo Governo, com o aporte de OCB, CNA e Embrapa, que tive oportunidade de participar.&nbsp;<\/p>\n<p>Atualmente, o consumidor argentino paga mais que o brasileiro para ter diariamente o leite na sua mesa. Mas, o produto chega aqui mais barato que o brasileiro. Uai!!! Tecnicamente, isso n\u00e3o \u00e9 Dumping comercial? Ademais, o produtor argentino paga menos que o brasileiro pelos insumos. E, ainda, com a moeda argentina desvalorizada, as exporta\u00e7\u00f5es est\u00e3o muito baratas. Dumping cambial? N\u00e3o sei. Mas, era isso que diziam da China, na virada do mil\u00eanio.<\/p>\n<p>Os importadores brasileiros de Leite em P\u00f3 s\u00e3o de dois tipos: s\u00e3o empresas detentoras de marcas famosas de alimentos ultraprocessados e s\u00e3o os sem-f\u00e1bricas, ou seja, os embaladores, os fracionadores que n\u00e3o produzem. Na pr\u00e1tica, o Brasil est\u00e1 punindo quem produz prote\u00edna leg\u00edtima do leite e protegendo quem produz alimento fake, n\u00e3o recomendado pelos organismos de sa\u00fade! Est\u00e1 punindo produtor e latic\u00ednio brasileiros de uma s\u00f3 vez, acirrando o conflito entre eles, agindo contra a organiza\u00e7\u00e3o de uma cadeia produtiva que precisa evoluir. Produtor e latic\u00ednios est\u00e3o sendo punidos por aumentar a produ\u00e7\u00e3o e produtividade, aumentando a oferta brasileira.<\/p>\n<p>Algu\u00e9m a\u00ed tem um Plano Iju\u00ed para as fam\u00edlias leiteiras do Brasil? N\u00e3o \u00e9 dif\u00edcil planejar um plano estrutural para o leite. Mas, precisa vontade pol\u00edtica. O momento \u00e9 agora! Leite \u00e9 assunto de Estado, em todo o mundo. No Brasil, n\u00e3o? Este setor fatura R$ 170 bilh\u00f5es e \u00e9 o PRINCIPAL vetor de emprego e renda no interior do Brasil.<\/p>\n<p>A urg\u00eancia \u00e9 clara: estancar as importa\u00e7\u00f5es, antes do pico de ver\u00e3o. H\u00e1 propostas colocadas pelo setor produtivo, unindo produtor e latic\u00ednio. H\u00e1 conhecimento de t\u00e9cnicos, aprendido em outras crises j\u00e1 vividas. Freio de arruma\u00e7\u00e3o imediato! Do contr\u00e1rio, teremos o Natal mais tr\u00e1gico do leite brasileiro neste mil\u00eanio.&nbsp;<\/p>\n<p>*Paulo do Carmo Martins Economista, mestre e doutor em Economia Aplicada (UFV e Esalq\/USP). Pesquisador da Embrapa e Professor da UFJF\/Facc<\/p>\n<p><b>M\u00eas de outubro registra chuvas abaixo da m\u00e9dia<br \/>\n<\/b><br \/>\nO m\u00eas de outubro, segundo o Comunicado Agrometeorol\u00f3gico n\u00ba 93, se caracterizou pelas chuvas abaixo da m\u00e9dia no estado. O Comunicado \u00e9 uma publica\u00e7\u00e3o mensal da equipe do Laborat\u00f3rio de Agrometeorologia e Climatologia Agr\u00edcola (LACA) do Departamento de Diagn\u00f3stico e Pesquisa Agropecu\u00e1ria (DDPA) da Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o (Seapi).<\/p>\n<p>O total de chuva variou entre 50 e 150 mm, especialmente na regi\u00e3o central do estado. No extremo sul, no entanto, os valores foram inferiores e variaram entre 30 e 50mm. Por sua vez, na por\u00e7\u00e3o norte, os totais mensais variaram entre 150 e 300 mm. Os menores valores foram registrados na regi\u00e3o da Campanha e Fronteira Oeste, enquanto os maiores totais mensais ocorreram em \u00e1reas da divisa com Santa Catarina, no Litoral Norte e tamb\u00e9m na regi\u00e3o Metropolitana de Porto Alegre e no Alto Uruguai.<\/p>\n<p>De acordo com o Comunicado, \u201cna compara\u00e7\u00e3o com a normal climatol\u00f3gica padr\u00e3o (1991-2020), a precipita\u00e7\u00e3o pluvial de outubro ficou abaixo da m\u00e9dia em praticamente todo estado, com desvios negativos entre -25 e -100 mm, com \u00e1reas pontuais com desvios at\u00e9 -150 mm\u201d.<\/p>\n<p>No m\u00eas de outubro, as temperaturas m\u00e9dias do ar ficaram entre 14\u00b0C e 20\u00b0C na maior parte do RS, configurando um padr\u00e3o pr\u00f3ximo da normalidade. Os valores mais elevados concentraram-se na por\u00e7\u00e3o noroeste e oeste, onde ocorreram \u00e1reas com m\u00e9dias pr\u00f3ximas de 18\u00b0C a 22\u00b0C enquanto as menores m\u00e9dias ocorreram na regi\u00e3o da Campanha, Serra e Campos de Cima da Serra, com valores variando entre 14\u00b0C e 16\u00b0C. N\u00e3o houve registro de geadas durante o m\u00eas de outubro.<\/p>\n<p>Na bovinocultura de leite, a produ\u00e7\u00e3o se manteve est\u00e1vel nas diferentes regi\u00f5es, sofrendo apenas leves varia\u00e7\u00f5es, t\u00edpicas do per\u00edodo de transi\u00e7\u00e3o entre as pastagens de inverno e de ver\u00e3o. A maioria dos rebanhos apresentou escore corporal e sanit\u00e1rio adequado, favorecidos pelas condi\u00e7\u00f5es meteorol\u00f3gicas, como temperaturas do ar amenas e chuvas bem distribu\u00eddas, que tamb\u00e9m favoreceram o conforto t\u00e9rmico dos animais. Em algumas propriedades, a oferta de forragem ainda esteve limitada, exigindo suplementa\u00e7\u00e3o com silagem e feno para garantir a produtividade e a estabilidade alimentar dos rebanhos.&nbsp;<\/p>\n<p>Progn\u00f3stico clim\u00e1tico<\/p>\n<p>O Comunicado indica tamb\u00e9m que as chuvas devem variar de normal a ligeiramente abaixo da m\u00e9dia na maioria das regi\u00f5es do Rio Grande do Sul nos meses de novembro e dezembro de 2025. O m\u00eas com maiores desvios negativos de precipita\u00e7\u00e3o pluvial dever\u00e1 ser dezembro, especialmente na metade sul e no oeste do Estado. As temperaturas do ar sobem gradativamente, devendo ter anomalias mais positivas em dezembro. Os dados dos progn\u00f3sticos s\u00e3o do Boletim Copaaergs.<\/p>\n<p>\"O progn\u00f3stico de La Ni\u00f1a para essa safra, mesmo fraco e de curta dura\u00e7\u00e3o, deve ser considerado como um sinal de aten\u00e7\u00e3o pelos produtores, pois defici\u00eancias h\u00eddricas podem ocorrer, mas n\u00e3o como uma trag\u00e9dia anunciada. Condi\u00e7\u00f5es de estiagens, recorrentes no Rio Grande do Sul, devem ser enfrentadas com planejamento e cuidados cont\u00ednuos, especialmente com a ado\u00e7\u00e3o de estrat\u00e9gias de redu\u00e7\u00e3o do risco clim\u00e1tico como zoneamentos agr\u00edcolas, escalonamento de \u00e9pocas de semeadura e seguro agr\u00edcola\u201d, afirma a engenheira agr\u00f4noma e pesquisadora do DDPA, Amanda Heemann Junges, uma das autoras do Comunicado.<\/p>\n<p>Junges destaca ainda que \u00e9 preciso observar os cuidados relativos ao uso e armazenamento de \u00e1gua, seja por meio de sistemas de irriga\u00e7\u00e3o e a\u00e7udes, seja pela conserva\u00e7\u00e3o e melhoria das propriedades dos solos, grandes armazenadores de \u00e1gua para os cultivos. Os outros autores da publica\u00e7\u00e3o s\u00e3o o meteorologista Fl\u00e1vio Varone, e as engenheiras agr\u00f4nomos Loana Silveira Cardoso e Ivonete F\u00e1tima Tazzo, todos do DDPA\/Seapi.<\/p>\n<p><a href=\"https:\/\/www.agricultura.rs.gov.br\/mes-de-outubro-registra-chuvas-abaixo-da-media\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.agricultura.rs.gov.br\/mes-de-outubro-registra-chuvas-abaixo-da-media\">Para o Comunicado na \u00edntegra, acesse:&nbsp; Comunicado Agrometeorol\u00f3gico 93 Outubro 2025 final&nbsp;<\/a>(SEAPI)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Jogo R\u00e1pido<br \/>\n<\/b><\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><i><b>Automa\u00e7\u00e3o eleva produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria de leite em 7,4%, aponta estudo<br \/>\n<\/b>Levantamento encomendado por uma empresa do setor analisou dados de quase 14 mil fazendas. Um estudo global realizado pela Lely, empresa holandesa especializada em automa\u00e7\u00e3o para produ\u00e7\u00e3o leiteira, apontou que fazendas que adotam automa\u00e7\u00e3o tanto na ordenha quanto na alimenta\u00e7\u00e3o registram, em m\u00e9dia, 7,4% mais produ\u00e7\u00e3o de leite por vaca em compara\u00e7\u00e3o \u00e0s propriedades que automatizam apenas a ordenha. O levantamento, encomendado pela pr\u00f3pria empresa, analisou dados de 13.816 fazendas entre janeiro de 2023 e maio de 2024. Segundo a an\u00e1lise, propriedades que utilizam a combina\u00e7\u00e3o de tecnologias nas duas etapas obt\u00eam n\u00e3o s\u00f3 maior volume di\u00e1rio, mas tamb\u00e9m melhorias nos padr\u00f5es de comportamento animal. O alimento mantido constantemente acess\u00edvel favorece a ingest\u00e3o regular, aumenta o n\u00famero de visitas volunt\u00e1rias \u00e0 ordenha e reduz ocorr\u00eancias de recusas e visitas irregulares. Os dados mostram que as fazendas com automa\u00e7\u00e3o completa apresentaram mediana de 33,99 kg de leite por vaca ao dia, ante 31,64 kg nas que usam apenas a tecnologia de ordenha. Tamb\u00e9m houve aumento na frequ\u00eancia de visitas di\u00e1rias e redu\u00e7\u00e3o de recusas no processo. De acordo com a equipe t\u00e9cnica da empresa, a regularidade das tarefas automatizadas melhora a previsibilidade do manejo e contribui para maior efici\u00eancia produtiva. No Brasil, resultados semelhantes foram observados em propriedades que adotaram o sistema combinado, com relatos de ganho expressivo em volume e redu\u00e7\u00e3o de necessidade de m\u00e3o de obra. A empresa ressalta que os n\u00fameros refletem m\u00e9dias globais baseadas em dados reais de produtores e que os resultados podem variar conforme o manejo, a manuten\u00e7\u00e3o e a frequ\u00eancia de uso das tecnologias. (Globo Rural)<\/i><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 17 de novembro de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 19 - N\u00b0 4.516 Ebook consolida legado do Milk Summit Brazil 2025&nbsp;&nbsp; Um m\u00eas ap\u00f3s reunir mais de 2,1 mil participantes em Iju\u00ed <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/11\/17\/17-11-2025\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"17\/11\/2025\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-18003","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18003","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=18003"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18003\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":18007,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/18003\/revisions\/18007"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=18003"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=18003"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=18003"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}