{"id":17618,"date":"2025-09-09T18:37:45","date_gmt":"2025-09-09T18:37:45","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=17618"},"modified":"2025-09-09T18:46:34","modified_gmt":"2025-09-09T18:46:34","slug":"09-09-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/09\/09\/09-09-2025\/","title":{"rendered":"09\/09\/2025"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" style=\"text-align: justify; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 09 de setembro de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.476<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Leite do RS mira futuro sustent\u00e1vel e inovador&nbsp;<br \/>\n<\/b><br \/>\nSetor do leite ga\u00facho debate sustentabilidade e inova\u00e7\u00e3o na Expointer 2025, com foco em novas pol\u00edticas e potencial da cadeia.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de leite no Rio Grande do Sul esteve no centro do debate sobre sustentabilidade e inova\u00e7\u00e3o durante a 48\u00aa Expointer, realizada no Parque de Exposi\u00e7\u00f5es Assis Brasil, em Esteio.<br \/>\nO painel \u201cCaminhos para o leite \u2013 sustentabilidade e inova\u00e7\u00e3o\u201d, promovido pelo Centro de Intelig\u00eancia do Agro da Secretaria de Inova\u00e7\u00e3o, Ci\u00eancia e Tecnologia (SICT), reuniu representantes da ind\u00fastria, entidades e produtores rurais no \u00faltimo s\u00e1bado (6).<\/p>\n<p>A media\u00e7\u00e3o foi conduzida por Denize da Rosa, CEO da Suport D Leite, que ressaltou a import\u00e2ncia do tema diante da implementa\u00e7\u00e3o de novas pol\u00edticas p\u00fablicas estaduais voltadas para a cadeia leiteira.<\/p>\n<p>Segundo ela, o objetivo foi abrir espa\u00e7o para que diferentes atores do setor \u2013 ind\u00fastrias, t\u00e9cnicos, comunidades e produtores \u2013 apresentassem suas vis\u00f5es.<\/p>\n<p>\u201cEsse debate, no momento de novas pol\u00edticas p\u00fablicas, vem para fomentar e divulgar o quanto a produ\u00e7\u00e3o de leite apresenta um grande potencial para o nosso Estado\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Sustentabilidade como requisito indispens\u00e1vel<\/p>\n<p>Para Darlan Palharini, secret\u00e1rio executivo do Sindilat, a sustentabilidade \u00e9 hoje um requisito essencial para a competitividade do leite ga\u00facho.<\/p>\n<p>Ele destacou que a gest\u00e3o respons\u00e1vel de recursos naturais, como \u00e1gua e energia, e a ado\u00e7\u00e3o de boas pr\u00e1ticas na ind\u00fastria e no campo j\u00e1 n\u00e3o s\u00e3o diferenciais, mas exig\u00eancias do mercado. \u201cAt\u00e9 pouco tempo, o soro era um grande passivo para o setor.<\/p>\n<p>Hoje, o whey protein \u00e9 altamente valorizado no consumo e um exemplo de aproveitamento tecnol\u00f3gico dentro da cadeia l\u00e1ctea\u201d, lembrou Palharini.<\/p>\n<p>A discuss\u00e3o tamb\u00e9m evidenciou que a sustentabilidade n\u00e3o se limita \u00e0 produ\u00e7\u00e3o ambientalmente correta, mas se conecta diretamente com a sa\u00fade do consumidor.<\/p>\n<p>A produtora J\u00e9ssica Fachini enfatizou que pr\u00e1ticas equilibradas entre economia, sociedade e meio ambiente resultam em um leite mais saud\u00e1vel, que contribui para benef\u00edcios como recupera\u00e7\u00e3o muscular, fortalecimento \u00f3sseo e melhor qualidade de vida.<\/p>\n<p>\u201cNossa cartada \u00e9 mostrar que sustentabilidade no campo \u00e9 sa\u00fade na mesa\u201d, destacou.<\/p>\n<p>Uni\u00e3o do setor e valoriza\u00e7\u00e3o do leite<br \/>\nOutro ponto central do painel foi a necessidade de uni\u00e3o entre entidades, produtores e ind\u00fastria para fortalecer o setor.<\/p>\n<p>Marcos Tang, presidente da Febrac, defendeu que o caminho para uma produ\u00e7\u00e3o s\u00f3lida come\u00e7a pelo bem-estar animal e pelo compromisso com pr\u00e1ticas sustent\u00e1veis. \u201cA cadeia do leite \u00e9 uma das que mais incorporam tecnologia, mas seguimos sendo alvo de cr\u00edticas.<\/p>\n<p>Est\u00e1 na hora de mostrarmos a qualidade e o valor do nosso produto, que \u00e9 um dos alimentos mais completos depois do leite materno\u201d, afirmou.<\/p>\n<p>Tang tamb\u00e9m ressaltou que, embora os produtores j\u00e1 tenham avan\u00e7ado em aspectos t\u00e9cnicos e de manejo, ainda h\u00e1 um longo percurso em termos de marketing e comunica\u00e7\u00e3o. \u201cO produtor j\u00e1 entendeu a import\u00e2ncia da sustentabilidade, mas precisamos comunicar melhor essa evolu\u00e7\u00e3o para a sociedade\u201d, completou.<\/p>\n<p>Inova\u00e7\u00e3o como motor de transforma\u00e7\u00e3o<br \/>\nA presen\u00e7a de ind\u00fastrias, t\u00e9cnicos e representantes do governo refor\u00e7ou que a inova\u00e7\u00e3o \u00e9 uma das principais aliadas do setor.<\/p>\n<p>Desde tecnologias de reaproveitamento de subprodutos at\u00e9 ferramentas digitais de gest\u00e3o e monitoramento da produ\u00e7\u00e3o, o avan\u00e7o tecnol\u00f3gico tem permitido aumentar a efici\u00eancia, reduzir impactos ambientais e abrir novos mercados para produtos derivados do leite.<\/p>\n<p>O evento na Expointer mostrou que h\u00e1 um consenso crescente sobre a necessidade de alinhar as demandas de mercado \u2013 cada vez mais orientadas para produtos sustent\u00e1veis e saud\u00e1veis \u2013 com a realidade do produtor ga\u00facho, que enfrenta desafios como custos elevados, volatilidade de pre\u00e7os e necessidade de moderniza\u00e7\u00e3o constante.<\/p>\n<p>Um futuro promissor, mas desafiador<br \/>\nA conclus\u00e3o do painel refor\u00e7ou que a cadeia l\u00e1ctea do Rio Grande do Sul possui um enorme potencial para se tornar refer\u00eancia em sustentabilidade e inova\u00e7\u00e3o no Brasil, mas que isso exige continuidade de pol\u00edticas p\u00fablicas, incentivo \u00e0 pesquisa, capacita\u00e7\u00e3o de produtores e estrat\u00e9gias de comunica\u00e7\u00e3o mais assertivas para reconectar o setor com o consumidor.<\/p>\n<p>*Adaptado para eDairyNews, com informa\u00e7\u00f5es de Correio do Povo<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<div>\n<p><b>Projeto piloto de rastreabilidade bovina foi lan\u00e7ado durante a Expointer<\/b><\/p>\n<div>\n<p>Cinquenta propriedades volunt\u00e1rias v\u00e3o participar do projeto piloto de rastreabilidade individual de bovinos no Rio Grande do Sul, coordenado pela Secretaria da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o (Seapi). O lan\u00e7amento do projeto foi realizado nesta quinta-feira (4\/9), na Casa do Fundesa, durante a Expointer.\u201cA Seapi vem discutindo sobre rastreabilidade desde 2017, come\u00e7ando pelo gado leiteiro nas propriedades certificadas como livres de brucelose. Hoje temos 100 mil bovinos de leite identificados. A partir dessa experi\u00eancia, entendemos que o estado j\u00e1 tem uma base de rastreamento que atende aos padr\u00f5es do Plano Nacional de Identifica\u00e7\u00e3o Individual de Bovinos e B\u00fafalos (PNIB)\u201d, destacou o secret\u00e1rio adjunto Marcio Madalena.<\/p>\n<p>A rastreabilidade individual de bovinos \u00e9 um sistema que permite acompanhar todo o ciclo da vida de um animal, dados sobre sua ra\u00e7a, sexo, idade, vacinas, at\u00e9 o abate. Esses dados ficam em um sistema, vinculado a um n\u00famero de registro de um brinco ou b\u00f3ton. A partir de um grupo t\u00e9cnico formado por representantes do Minist\u00e9rio da Agricultura e Pecu\u00e1ria (Mapa), \u00f3rg\u00e3os estaduais de sanidade agropecu\u00e1ria e associa\u00e7\u00f5es de produtores, foi elaborado um plano estrat\u00e9gico para a implementa\u00e7\u00e3o do PNIB, com escalonamento de prazos que totalizam oito anos de adapta\u00e7\u00e3o at\u00e9 a ado\u00e7\u00e3o obrigat\u00f3ria, a partir de 2033. \"O Rio Grande do Sul tem interesse em ser pioneiro na implementa\u00e7\u00e3o da rastreabilidade\", frisou o secret\u00e1rio.<\/p>\n<p>As 50 propriedades que ir\u00e3o participar do projeto piloto est\u00e3o sendo selecionadas pelo Servi\u00e7o Veterin\u00e1rio Oficial. \u201cMais de 20 munic\u00edpios ter\u00e3o propriedades selecionadas, com diferentes caracter\u00edsticas de produ\u00e7\u00e3o, como leite e corte, ciclo completo, recria e termina\u00e7\u00e3o. Ser\u00e1 com uma distribui\u00e7\u00e3o geogr\u00e1fica que nos d\u00e1 um retrato fidedigno da agropecu\u00e1ria ga\u00facha\u201d, complementou Madalena.<\/p>\n<p>O secret\u00e1rio contou que o projeto foi desenhado a partir de conversas com uma grande diversidade de entidades e produtores, ligados aos segmentos de corte e leite, com estrutura empresarial ou familiar. O cronograma prev\u00ea que o projeto piloto seja conclu\u00eddo na Fenasul\/Expoleite 2026 para, a partir dele, ser elaborado o Plano Estadual de Rastreabilidade Individual. \u201cPraticamente todos os segmentos da pecu\u00e1ria no Rio Grande do Sul estiveram na discuss\u00e3o para a elabora\u00e7\u00e3o do projeto. O nosso plano estadual ser\u00e1 escrito de dentro da porteira, para depois ir ao gabinete da secretaria\u201d, frisou.<\/p>\n<p>Tr\u00eas propriedades ga\u00fachas j\u00e1 utilizam o sistema de rastreabilidade individual bovina e est\u00e3o com animais participando da feira. \u201cA Expointer j\u00e1 est\u00e1 com animais identificados de acordo com o que prev\u00ea o PNIB. N\u00e3o poder\u00edamos apresentar o projeto piloto s\u00f3 na proje\u00e7\u00e3o, quer\u00edamos apresentar j\u00e1 em funcionamento\u201d, concluiu Madalena.<\/p>\n<p>Durante o evento, tamb\u00e9m foi assinado um protocolo de inten\u00e7\u00f5es entre a Seapi e a Ag\u00eancia Goiana de Defesa Agropecu\u00e1ria (Agrodefesa) para integra\u00e7\u00e3o entre os sistemas de defesa agropecu\u00e1ria dos dois estados. (Expointer)<\/p>\n<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<p><b>Pa\u00edses da Am\u00e9rica do Sul puxam alta global do leite em 2025<\/b><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nDados referentes ao primeiro semestre de 2025, trouxeram uma perspectiva diferente sobre o crescimento da produ\u00e7\u00e3o de leite no mundo: pa\u00edses do Cone Sul puxando a alta. Confira a an\u00e1lise detalhada!<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nDados compilados pelo Observat\u00f3rio da Cadeia L\u00e1ctea Argentina (OCLA), referentes ao primeiro semestre de 2025, trouxeram uma perspectiva diferente sobre o crescimento da produ\u00e7\u00e3o de leite no mundo.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNa m\u00e9dia dos pa\u00edses e blocos considerados, a produ\u00e7\u00e3o cresceu 1,05%, com algumas regi\u00f5es (Uni\u00e3o Europeia, China e Austr\u00e1lia) tendo redu\u00e7\u00e3o de produ\u00e7\u00e3o e, outras apresentando forte aumento.&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO que chama a aten\u00e7\u00e3o \u00e9 que os 4 pa\u00edses que mais cresceram percentualmente foram Argentina (11,7%), Chile (8,0%), Brasil (6,2%) e Uruguai (5,7%). Todos do Cone Sul!<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nTabela 1. Pa\u00edses\/Blocos com suas varia\u00e7\u00f5es interanuais acumuladas. Per\u00edodo de janeiro a junho de 2025.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/mtNA8aABF0416\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/mtNA8aABF0416\"><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAinda que seja importante ressalvar que a Argentina venha de uma base muito fraca, em fun\u00e7\u00e3o da forte queda de 12,5% frente ao primeiro semestre de 2023, e que o Uruguai tamb\u00e9m vinha de queda, embora menor (4,0% frente ao primeiro semestre de 2023), a lideran\u00e7a no crescimento mundial nos pa\u00edses do Cone Sul n\u00e3o deixa de ser relevante, representando uma revers\u00e3o de uma tend\u00eancia de mais de uma d\u00e9cada.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAp\u00f3s atingir 10,3% da produ\u00e7\u00e3o mundial de leite bovino em 2011, a Am\u00e9rica do Sul foi perdendo gradativamente participa\u00e7\u00e3o, alcan\u00e7ando 8,67% em 2023, segundo a FAO.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nGr\u00e1fico 1. Dados da participa\u00e7\u00e3o sobre o total produzido.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/djsY95ABF0416\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/djsY95ABF0416\"><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nFonte: FAO STATS<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEmbora cada pa\u00eds tenha a sua hist\u00f3ria, como por exemplo o processo de aumento de escala e profissionaliza\u00e7\u00e3o que come\u00e7a a dar um contorno diferente para o leite brasileiro, influenciando a oferta, \u00e9 interessante pensarmos sobre o porqu\u00ea o esquecido Cone Sul ter liderado o crescimento global.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nMinha vis\u00e3o \u00e9 que esse crescimento inusitado reside em uma combina\u00e7\u00e3o de fatores:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nClima: parte da regi\u00e3o tem sofrido hora com duras secas, hora com fortes chuvas. O primeiro semestre de 2025 foi tranquilo nesse sentido.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAmbiente institucional: principalmente na Argentina, o ambiente pol\u00edtico-econ\u00f4mico parece mais calmo, o que favoreceu a retomada dos investimentos que haviam sido adiados em 2024<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nRela\u00e7\u00e3o de troca: o primeiro semestre foi bom para o produtor de leite praticamente no mundo todo. A\u00ed entra o quarto fator que explica o maior crescimento no nosso continente:<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nCondi\u00e7\u00f5es prop\u00edcias para o crescimento: menor regulamenta\u00e7\u00e3o ambiental, se comparado a Europa e Nova Zel\u00e2ndia; sem restri\u00e7\u00e3o h\u00eddrica cr\u00f4nica, se comparado a Austr\u00e1lia e parte dos EUA; disponibilidade farta de insumos (milho, soja, etc)<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nA reflex\u00e3o que se pode fazer \u00e9 que o Cone Sul foi um carro que andou por mais de 10 anos com o freio de m\u00e3o puxado. Ora era o clima, ora era a economia, ora era a pol\u00edtica que fazia o papel de freio (\u00e0s vezes, alguns desses fatores juntos). De repente, nesse primeiro semestre de 2025, os astros se alinharam positivamente para o leite na regi\u00e3o.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAs proje\u00e7\u00f5es feitas por ag\u00eancias e bancos especializados n\u00e3o apontam que a regi\u00e3o vai mudar seu papel como fornecedora de leite no mundo. Por\u00e9m, essas proje\u00e7\u00f5es muitas vezes olham com os olhos do passado, porque prever uma mudan\u00e7a de curso \u00e9 sempre arriscado.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEsse primeiro semestre de 2025 nos d\u00e1 uma pista de que as coisas podem ser diferentes no futuro, desde que tenhamos as condi\u00e7\u00f5es adequadas. Nesse cen\u00e1rio, podemos crescer mais do que os outros e ser, enfim, mais protagonistas no mercado externo.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nOferta e demanda: o desafio<br \/>\nPercentagens s\u00e3o sempre uma maneira de ver os n\u00fameros. Al\u00e9m da quest\u00e3o do comparativo j\u00e1 comentado acima, em que uma base hist\u00f3rica muito fraca pode distorcer a an\u00e1lise, \u00e9 sempre interessante ver tamb\u00e9m o aumento absoluto, que sofre influ\u00eancia do volume total produzido.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nNesse sentido, apesar do aumento de 11,7% verificado pela Argentina, o acr\u00e9scimo de cerca de 500 milh\u00f5es de litros no semestre \u00e9 pr\u00f3ximo ao dos Estados Unidos, que cresceu somente 1%, mas a partir de um volume muito maior.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nMais interessante ainda: o maior aumento em volume no mundo no primeiro semestre foi justamente do...Brasil (considerando os dados do IBGE), com acr\u00e9scimo de mais de 760 milh\u00f5es de litros.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nEsse acr\u00e9scimo no Brasil (aliado ao leite importado que ainda entra em bons volumes) \u00e9 o que est\u00e1 desafiando os pre\u00e7os nesse momento. N\u00e3o \u00e9 que a demanda esteja fraca; \u00e9 que a quantidade ofertada aumentou muito. Em valores per capita, a disponibilidade aparente em 2025 deve chegar a 178 kg\/pessoa\/ano, contra 175 kg no ano passado, segundo apontam as estimativas da MilkPoint Ventures e est\u00e1 ilustrado no gr\u00e1fico abaixo.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nGr\u00e1fico 2. Disponibilidade per capita de leite.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/wJnab1ABF0412\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/wJnab1ABF0412\"><br \/>\n&nbsp;<br \/>\nAli\u00e1s, vale notar que \u00e9 o terceiro ano de recupera\u00e7\u00e3o no consumo aparente, representando uma mudan\u00e7a de cen\u00e1rio se compararmos ao per\u00edodo entre 2011 e 2022, quando ficamos andando de lado, oscilando em torno dos 165-172 kg. Como n\u00f3s raramente olhamos sob uma perspectiva menos de momento, acabamos n\u00e3o vendo isso. Mas \u00e9 uma mudan\u00e7a, uma retomada.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nO desafio \u00e9 evidente: mantendo-se esse crescimento na oferta, como continuar dando vaz\u00e3o a esse volume no mercado interno?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nH\u00e1 espa\u00e7o para ocupar parte do leite importado no ano que vem, caso os pre\u00e7os externos\/c\u00e2mbio e sua rela\u00e7\u00e3o com os pre\u00e7os internos resulte em cen\u00e1rio desfavor\u00e1vel para importar. Mas mesmo que isso ocorra, e depois?<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nSubstitu\u00eddas as importa\u00e7\u00f5es, haver\u00e1 um limite para o crescimento da oferta interna se o nosso campo de batalha for o mercado interno. \u00c9 pouco realista apostar em crescimento de consumo total da ordem de 3-4% ao ano, continuamente. O caminho, ent\u00e3o, ser\u00e1 a exporta\u00e7\u00e3o.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nMas, a d\u00favida que fica \u00e9: conseguiremos jogar esse jogo?<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Jogo R\u00e1pido<br \/>\n<\/b><b>Ideias em campo: o presente e o futuro do agro<br \/>\n<\/b>Porto Alegre se transformar\u00e1 em um Campo das Ideias nesta quinta-feira. \u00c9 quando ocorre o evento que leva esse nome, organizado pelo Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar-RS), e que se prop\u00f5e a ser uma grande arena de troca de ideias sobre temas relevantes para o agro. \u2013 Fizemos uma Expointer legal, com muito p\u00fablico mas o volume de neg\u00f3cios demonstra a fragilidade da situa\u00e7\u00e3o. A gente sabe que o agro tem um papel estrat\u00e9gico nessa situa\u00e7\u00e3o \u2013 pondera o superintendente do Senar-RS, Eduardo Condorelli. Diante dos desafios que se colocam, a ideia foi trazer analistas, pensadores, formadores de opini\u00e3o, com hist\u00f3rico de pol\u00edticas p\u00fablicas no Brasil, experi\u00eancias para \u201cnos fazer repensar, refletir em outras \u00f3ticas\u201d, acrescenta o superintendente. O evento come\u00e7a \u00e0s 9h, no Teatro do Bourbon Country, e ter\u00e1 quatro pain\u00e9is que v\u00e3o da import\u00e2ncia do agro ao cen\u00e1rio pol\u00edtico e geopol\u00edtico. O semin\u00e1rio Campo das Ideias \u00e9 aberto ao p\u00fablico e as inscri\u00e7\u00f5es s\u00e3o gratuitas. A programa\u00e7\u00e3o completa pode ser conferida no site do Senar-RS. (Zero Hora)<br \/>\n<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 09 de setembro de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.476 Leite do RS mira futuro sustent\u00e1vel e inovador&nbsp; Setor do leite ga\u00facho debate sustentabilidade e inova\u00e7\u00e3o na Expointer 2025, com <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/09\/09\/09-09-2025\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"09\/09\/2025\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"closed","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-17618","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17618","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17618"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17618\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17624,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17618\/revisions\/17624"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17618"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17618"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17618"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}