{"id":17341,"date":"2025-08-01T18:39:01","date_gmt":"2025-08-01T18:39:01","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=17341"},"modified":"2025-08-01T18:39:01","modified_gmt":"2025-08-01T18:39:01","slug":"01-08-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/08\/01\/01-08-2025\/","title":{"rendered":"01\/08\/2025"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" style=\"text-align: justify; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 01 de agosto de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 19 - N\u00b0 4.449<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<div><b>Por que o leite produzido no Brasil tem pouca gordura?<br \/>\n<\/b><br \/>\nAtualmente vemos um interesse crescente pela produ\u00e7\u00e3o de leite com maior teor de s\u00f3lidos no Brasil. Historicamente, nosso pa\u00eds nunca valorizou devidamente a produ\u00e7\u00e3o de leite com mais gordura e prote\u00edna; durante d\u00e9cadas fomos um mercado de leite flu\u00eddo, onde o volume de leite \u00e9 o grande direcionador do pre\u00e7o pago ao produtor, al\u00e9m das \u00f3bvias quest\u00f5es sanit\u00e1rias.<\/p>\n<p>Por\u00e9m, h\u00e1 movimentos recentes de alguns latic\u00ednios em estabelecer programas de pagamento que valorizam, de fato, a produ\u00e7\u00e3o de gordura e prote\u00edna do leite, o que certamente \u00e9 muito ben\u00e9fico para a cadeia produtiva, pois estimula a busca e ado\u00e7\u00e3o de pr\u00e1ticas que promovam a melhora na composi\u00e7\u00e3o do leite. As melhores fazendas j\u00e1 apresentam teores de gordura e prote\u00edna do leite compar\u00e1veis aos dos EUA ou Europa, mas quando olhamos para o cen\u00e1rio geral do pa\u00eds, ainda estamos longe.<\/p>\n<p>As figuras abaixo mostram a varia\u00e7\u00e3o mensal nos teores de gordura e prote\u00edna verdadeira do leite produzido nos EUA, segundo o levantamento Dairy Market Update de Fevereiro de 2025 do Servi\u00e7o Nacional de Estat\u00edstica do Departamento de Agricultura dos EUA (NASS-USDA), e a evolu\u00e7\u00e3o de 2020 a 2024.<br \/>\n<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/iHs87cABF0412\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/iHs87cABF0412\"><\/p>\n<p>O foco deste artigo \u00e9 a quest\u00e3o da gordura do leite, e quando vemos os n\u00fameros m\u00e9dios do rebanho norte americano, fica n\u00edtido quanto temos a evoluir. Por aqui pouqu\u00edssimas fazendas conseguem manter o teor de gordura do leite acima de 4,0 o ano todo, especialmente em rebanhos de alta produ\u00e7\u00e3o. Sim, a gen\u00e9tica pode ter um peso nisso, mas com as ferramentas que temos por aqui (gen\u00f3mica, etc.), a gen\u00e9tica dos bons rebanhos brasileiros \u00e9 muito parecida com a dos rebanhos americanos. Onde est\u00e1 a diferen\u00e7a?<\/p>\n<p>\u00c9 disso que vamos tratar a partir de agora. Muitos s\u00e3o os fatores que afetam o teor de gordura do leite. Vamos nos ater \u00e0s quest\u00f5es nutricionais e de manejo que, em nosso entendimento, s\u00e3o as mais relevantes. Na verdade, h\u00e1 uma intera\u00e7\u00e3o bem ampla entre a nutri\u00e7\u00e3o (qualidade dos alimentos e formula\u00e7\u00e3o da dieta) e as pr\u00e1ticas de manejo nas fazendas, tanto o manejo alimentar em si, quanto quest\u00f5es do conforto das vacas.&nbsp;<br \/>\n&nbsp;<br \/>\n<u>Fatores que influenciam a gordura no leite<br \/>\n<\/u>Fisiologicamente, o principal respons\u00e1vel pela limita\u00e7\u00e3o a s\u00edntese de gordura no leite \u00e9 a presen\u00e7a de um \u00e1cido graxo (AG) espec\u00edfico, o t10,c12 CLA, um dos is\u00f4meros do \u00e1cido linol\u00e9ico, um \u00e1cido graxo polinsaturado de cadeia longa (C18:2), comumente presente nas dieta vacas leiteiras. Esse t10,c12 CLA reduz a atividade de enzimas lipog\u00eanicas indispens\u00e1veis, como a acetil-CoA carboxilase e a \u00e1cido graxo sintase, que s\u00e3o respons\u00e1veis pela s\u00edntese de \u00e1cidos graxos de cadeia curta e m\u00e9dia na gl\u00e2ndula mam\u00e1ria (GM).<\/p>\n<p>Sempre que houver quantidades significativas de t10,c12 CLA chegando na GM, o teor de gordura do leite ser\u00e1 limitado, ou reduzido. Al\u00e9m disso, o t10,c12 CLA tamb\u00e9m afeta a capta\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos graxos preformados (aqueles derivados da dieta ou das reservas corporais da vaca) da corrente sangu\u00ednea para a GM, essenciais para a concentra\u00e7\u00e3o de AG de cadeia longa no leite (C16 e acima). E que condi\u00e7\u00f5es contribuem para o aumento na quantidade de t10,c12 CLA que chega na GM? Duas coisas principais, o pH do r\u00famen e a concentra\u00e7\u00e3o de \u00e1cidos graxos polinsaturadas na dieta (AGPI), principalmente do C18:2.<\/p>\n<p>\u00c9 de conhecimento geral que a acidose ruminal prolongada est\u00e1 diretamente relacionada \u00e0 redu\u00e7\u00e3o no teor de gordura do leite. O efeito n\u00e3o \u00e9 do pH em si, mas do fato de que baixo pH ruminal leva ao aumento na presen\u00e7a do t10,c12 CLA no r\u00famen. Nessa condi\u00e7\u00e3o, esse composto chega em maior quantidade na GM, causando redu\u00e7\u00e3o no teor de gordura do leite. Isso n\u00e3o acontece apenas em vacas que apresentam acidose ruminal cl\u00ednica, mesmo em animais com acidose subcl\u00ednica, que n\u00e3o apresentam sintomas vis\u00edveis do problema, a concentra\u00e7\u00e3o do t10,c12 CLA aumenta, afetando a gordura do leite.<\/p>\n<p>Baixo pH ruminal \u00e9 causado por muitos fatores, mas alguns merecem destaque:<\/p><\/div>\n<ul>\n<li>Dieta mal formulada, contendo excesso de amido degrad\u00e1vel (ADR) no r\u00famen e ou falta de fibra fisicamente efetiva (FDNfe). Manter rela\u00e7\u00e3o FDNfe:ADR entre 1,2 e 1,4, mantendo o teor total de ADR abaixo de 20% da MS total da dieta \u00e9 um bom par\u00e2metro para manter o pH ruminal em valores adequados, sem limitar a efici\u00eancia fermentativa. A qualidade e\/ou disponibilidade dos volumosos tem impacto decisivo nesse ponto.<\/li>\n<li>Qualidade da mistura da dieta total. Misturas mal feitas facilitam a sele\u00e7\u00e3o de alimentos pelas vacas, favorecendo maior ingest\u00e3o de concentrados, que por sua vez contribui decisivamente para o abaixamento do pH ruminal.<\/li>\n<li>Tamanho de part\u00edculas dos alimentos volumosos. Part\u00edculas muito grandes s\u00e3o facilmente selecionadas pelas vacas, e se isso acontecer a ingest\u00e3o de concentrados ser\u00e1 maior e o pH do r\u00famen ser\u00e1 mais baixo.<\/li>\n<li>Estresse por calor. Uma das consequ\u00eancias diretas dessa condi\u00e7\u00e3o \u00e9 a ocorr\u00eancia de acidose ruminal, seja por maior sele\u00e7\u00e3o no cocho, seja por menor rumina\u00e7\u00e3o. Sempre que est\u00e3o sofrendo com o calor as vacas usam estrat\u00e9gias para produzir menos calor interno, e uma delas \u00e9 reduzir a ingest\u00e3o de fibra, pois a fermenta\u00e7\u00e3o de alimentos fibrosos produz grande quantidade de calor. Ao ingerir menos fibra, naturalmente v\u00e3o ruminar menos, com menor produ\u00e7\u00e3o de saliva, de forma que haver\u00e1 menos tamponamento do l\u00edquido ruminal, e o pH ser\u00e1 mantido em valores mais baixos, por mais tempo.<\/li>\n<li>Falta de espa\u00e7o no cocho, levando as vacas a fazerem menor n\u00famero de refei\u00e7\u00f5es, de maior tamanho. Quando isso acontece, ap\u00f3s cada refei\u00e7\u00e3o o pH do r\u00famen sofre quedas mais intensas, de forma que os animais passar mais tempo com o pH ruminal baixo.<\/li>\n<li>Falta de espa\u00e7o para descanso (superlota\u00e7\u00e3o). Isso tamb\u00e9m altera o comportamento das vacas, que por passarem mais tempo em p\u00e9 v\u00e3o ruminar por menos tempo, o que leva a menor produ\u00e7\u00e3o de saliva, como destacado anteriormente.&nbsp;<\/li>\n<li>Falhas no manejo dos tratos, fazendo com que os cochos fiquem vazios. Isso tamb\u00e9m resultar\u00e1 em menor n\u00famero de refei\u00e7\u00f5es, de maior tamanho, com consequ\u00eancias semelhantes \u00e0 falta de espa\u00e7o no cocho.<\/li>\n<\/ul>\n<div>A outra condi\u00e7\u00e3o que leva ao aumento na presen\u00e7a do t10,c12 CLA no r\u00famen \u00e9 a concentra\u00e7\u00e3o excessiva de \u00e1cidos graxos polinsaturados na dieta. Esses compostos s\u00e3o comuns na dieta de ruminantes, principalmente por serem os principais constituintes da fra\u00e7\u00e3o gordurosa das forragens e gr\u00e3os de oleaginosas, como milho, soja e algod\u00e3o. Tamb\u00e9m \u00e9 bem conhecido o fato de que \u00e9 preciso aten\u00e7\u00e3o com o teor de gordura nas dietas de vacas leiteiras, sendo altamente recomend\u00e1vel que este n\u00e3o passe de 6% da MS total ingerida. A principal raz\u00e3o para isso \u00e9 justamente a presen\u00e7a desses AGPI, que se estiverem em quantidades excessivas prejudicam o crescimento de bact\u00e9rias fibrol\u00edticas. Al\u00e9m disso, quanto maior a concentra\u00e7\u00e3o de C18:2, maior a presen\u00e7a do t10,cis12 CLA.&nbsp;<\/p>\n<p>Para minimizar o risco nutricional de redu\u00e7\u00e3o no teor de gordura do leite recomendamos observar com aten\u00e7\u00e3o a carga total de AGPI na dieta (RUFAL), que deve ser mantida abaixo de 3% da MS total. Mas tamb\u00e9m \u00e9 importante monitorar especificamente o C18:2, pois o t10,cis12 CLA \u00e9 um dos seus is\u00f4meros. Importante destacar, que mesmo dietas em que n\u00e3o haja adi\u00e7\u00e3o de alimentos com teor significativo de gordura, como caro\u00e7o de algod\u00e3o, soja tostada, DDG de alto \u00f3leo, dentre outros, a carga de RUFAL vinda apenas de silagem de milho e milho mo\u00eddo e\/ou reidratado pode passar de 1,5% da MS total!<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, atualmente temos diversas \u201cferramentas\u201d nutricionais adicionais para ajudar a melhorar o teor de gordura do leite, que s\u00e3o economicamente vi\u00e1veis. Diversos aditivos alimentares se mostram efetivos em ajudar nesse sentido, como as culturas de levedura, o HMTBa (an\u00e1logo de metionina) e os biopept\u00eddeos. Logicamente que o b\u00e1sico, o arroz com feij\u00e3o, deve estar muito bem feito antes de pensar em utilizar outras ferramentas, mas essas podem ser auxiliares importantes para quem faz corretamente o trabalho de base.<\/p>\n<p>Agora vamos tentar responder a pergunta no t\u00edtulo do artigo. Por que em nosso pa\u00eds o teor m\u00e9dio de gordura do leite \u00e9 t\u00e3o mais baixo do que nos EUA, mesmo nas fazendas em que o sistema de produ\u00e7\u00e3o \u00e9 semelhante ao de l\u00e1? Nossa experi\u00eancia de trabalho, aqui no Brasil e nos EUA, mostra que de maneira geral por aqui ainda falta a motiva\u00e7\u00e3o para investir nas pr\u00e1ticas necess\u00e1rias para que o risco de queda na gordura do leite seja m\u00ednimo, isso \u00e9 claro.<\/p>\n<p>Os mercados s\u00e3o bastante diferentes. No entanto, tamb\u00e9m \u00e9 preciso entender que as mesmas pr\u00e1ticas que levam a produzir leite com mais gordura, tamb\u00e9m levam a maior produ\u00e7\u00e3o total e maior efici\u00eancia produtiva. J\u00e1 se foi o tempo em que se acreditava que buscar mais gordura no leite significava reduzir o volume total de leite. E \u00e0 medida que vemos iniciativas de latic\u00ednios valorizando efetivamente a produ\u00e7\u00e3o de s\u00f3lidos, faz mais sentido caminhar nessa dire\u00e7\u00e3o. (Alexandre M. Pedroso e Ricardo O. Rodrigue\/Milkpoint)<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<hr>\n<\/div>\n<p><b>EMATER\/RS: Informativo Conjuntural 1878 de 31 de julho de 2025<br \/>\n<\/b>BOVINOCULTURA DE LEITE&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de leite apresentou estabilidade na maior parte das regi\u00f5es. Em algumas \u00e1reas beneficiadas pela oferta de forragens de qualidade e pelas melhores condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, houve incremento. Nas cria\u00e7\u00f5es a pasto, foi oferecida suplementa\u00e7\u00e3o com concentrados energ\u00e9ticos, como silagem e feno. O estado corporal e sanit\u00e1rio dos rebanhos est\u00e1 satisfat\u00f3rio. As condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favoreceram o conforto t\u00e9rmico e o bem-estar dos animais, reduzindo problemas de casco e facilitando a ordenha.&nbsp; &nbsp;<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o administrativa da Emater\/RS-Ascar de Bag\u00e9, a produ\u00e7\u00e3o apresentou leve aumento, e o estado corporal dos animais est\u00e1 apropriado.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Caxias do Sul, a produ\u00e7\u00e3o de leite foi beneficiada pela luminosidade e pela umidade do solo adequadas, que possibilitaram o pastejo das vacas em lacta\u00e7\u00e3o e garantiram boa produtividade. Nos sistemas intensivos, como free stall e compost barn, a base forrageira foi a silagem de milho, complementada com concentrados proteicos. As temperaturas mais amenas proporcionaram conforto t\u00e9rmico e bem-estar e facilitaram o pastejo. J\u00e1 a aus\u00eancia de barro em corredores e \u00e1reas de ordenha diminuiu os problemas de casco e as contamina\u00e7\u00f5es nos \u00faberes. Os \u00edndices de qualidade do leite, como Contagem de C\u00e9lulas Som\u00e1ticas (CCS) e Contagem Padr\u00e3o em Placas (CPP), ficaram dentro dos padr\u00f5es exigidos.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Erechim, a oferta de forragem de qualidade impulsionou a produ\u00e7\u00e3o. As condi\u00e7\u00f5es de pastejo melhoraram bastante, permitindo a redu\u00e7\u00e3o gradual do uso de silagens de inverno e de ver\u00e3o, pr\u00e9-secados e feno. As condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias e nutricionais dos rebanhos foram satisfat\u00f3rias.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Frederico Westphalen, a produ\u00e7\u00e3o de leite continuou est\u00e1vel, beneficiada pela melhora das pastagens.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Iju\u00ed, a produ\u00e7\u00e3o de leite ficou est\u00e1vel, e os padr\u00f5es de qualidade foram considerados excelentes. Nos sistemas de produ\u00e7\u00e3o a pasto, devido \u00e0 oferta e ao valor nutricional das forragens, foi poss\u00edvel diminuir a suplementa\u00e7\u00e3o com volumosos conservados.<\/p>\n<p>Na de Passo Fundo, o estado geral do rebanho ficou regular, e a produ\u00e7\u00e3o e o escore corporal das vacas em lacta\u00e7\u00e3o est\u00e1veis. Houve aumento na CCS do leite, demandando maior aten\u00e7\u00e3o aos manejos sanit\u00e1rios.&nbsp;&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Porto Alegre, os produtores relataram aumento dos custos de produ\u00e7\u00e3o devido ao maior uso de suplementa\u00e7\u00e3o compensat\u00f3ria na dieta dos rebanhos.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Soledade, os lotes de animais que n\u00e3o tiveram acesso \u00e0 quantidade suficiente de forragem receberam suplementa\u00e7\u00e3o com volumosos conservados, como silagem, pr\u00e9-secado e feno.<\/p>\n<p>Na de Pelotas, a condi\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria dos rebanhos est\u00e1 satisfat\u00f3ria. Os dias ensolarados e as temperaturas mais altas contribu\u00edram com o bem-estar animal.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Santa Rosa, o n\u00famero de animais reduziu cerca de 4,1% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior, enquanto a produ\u00e7\u00e3o aumentou 8,24%. As condi\u00e7\u00f5es sanit\u00e1rias dos rebanhos ficaram ideais. (Fonte: Emater\/RS)<\/p>\n<p><b>Leite \u00e9 seguro e nutritivo para a maioria da popula\u00e7\u00e3o, aponta especialista<\/p>\n<p><\/b>Mesmo com as d\u00favidas que ainda cercam o consumo de leite, o alimento segue amplamente reconhecido como seguro, nutritivo e recomendado para a maioria da popula\u00e7\u00e3o. Rico em prote\u00ednas de alto valor biol\u00f3gico, c\u00e1lcio, vitaminas B2, B12 e D, o leite desempenha um papel fundamental na forma\u00e7\u00e3o e manuten\u00e7\u00e3o da sa\u00fade \u00f3ssea, muscular e metab\u00f3lica, sendo parte importante da alimenta\u00e7\u00e3o equilibrada ao longo da vida.<\/p>\n<p>De acordo com um consenso t\u00e9cnico elaborado pela Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Nutrologia (ABRAN) e pela Sociedade Brasileira de Alimenta\u00e7\u00e3o e Nutri\u00e7\u00e3o (SBAN), o produto l\u00e1cteo continua sendo um dos alimentos mais relevantes do ponto de vista nutricional. O documento visa esclarecer equ\u00edvocos que levam \u00e0 retirada do leite da dieta sem necessidade cl\u00ednica comprovada, o que pode resultar em defici\u00eancias nutricionais evit\u00e1veis.<\/p>\n<p>A seguir, a nutricionista Dra. Aline David, mestre e doutora em Ci\u00eancias pela USP, destaca os principais pontos que ajudam a desfazer mitos e orientar o consumo consciente:<\/p>\n<p>1. O leite \u00e9 seguro para a maioria das pessoas<br \/>\nN\u00e3o h\u00e1 evid\u00eancias cient\u00edficas que justifiquem a exclus\u00e3o do alimento de pessoas saud\u00e1veis. Casos como alergia \u00e0 prote\u00edna do produto l\u00e1cteo ou intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose s\u00e3o espec\u00edficos e requerem avalia\u00e7\u00e3o cl\u00ednica profissional. Segundo a especialista, a exclus\u00e3o baseada apenas em autodiagn\u00f3stico pode comprometer a ingest\u00e3o adequada de nutrientes essenciais. \u201cMuitos excluem o leite por autopercep\u00e7\u00e3o de intoler\u00e2ncia, sem confirma\u00e7\u00e3o m\u00e9dica, o que prejudica a nutri\u00e7\u00e3o\u201d, alerta a Dra. Aline.<\/p>\n<p>2. APLV e intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose s\u00e3o condi\u00e7\u00f5es diferentes<br \/>\nA APLV \u00e9 uma resposta imunol\u00f3gica \u00e0s prote\u00ednas do produto l\u00e1cteo e exige retirada completa do alimento e de seus derivados. J\u00e1 a intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose \u00e9 uma condi\u00e7\u00e3o fisiol\u00f3gica comum, causada pela redu\u00e7\u00e3o da enzima lactase, podendo provocar desconforto digestivo. No entanto, muitas pessoas diagnosticadas conseguem tolerar pequenas quantidades ou utilizar alternativas como o leite sem lactose, conforme orienta\u00e7\u00e3o profissional.<\/p>\n<p>3. APLV \u00e9 rara e geralmente desaparece na inf\u00e2ncia<br \/>\nEstudos indicam que cerca de 5,4% das crian\u00e7as at\u00e9 2 anos s\u00e3o afetadas pela APLV. No entanto, 87% superam a condi\u00e7\u00e3o at\u00e9 os 3 anos, e 97% at\u00e9 os 15 anos. A Dra. Aline refor\u00e7a a import\u00e2ncia do acompanhamento m\u00e9dico: \u201cO diagn\u00f3stico e a reintrodu\u00e7\u00e3o do leite devem ser conduzidos por profissionais capacitados, evitando restri\u00e7\u00f5es prolongadas desnecess\u00e1rias.\u201d<\/p>\n<p>4. Intoler\u00e2ncia \u00e0 lactose n\u00e3o exige exclus\u00e3o total do produto l\u00e1cteo<br \/>\nPessoas diagnosticadas com intoler\u00e2ncia geralmente toleram at\u00e9 12g de lactose por dia, o equivalente a um copo do alimento (200 ml), que cont\u00e9m cerca de 8 a 10g. \u201c\u00c9 poss\u00edvel manter o produto l\u00e1cteo na alimenta\u00e7\u00e3o com estrat\u00e9gias como fracionamento das por\u00e7\u00f5es, consumo de derivados com menor teor de lactose ou uso de enzimas\u201d, explica a especialista.<\/p>\n<p>5. A retirada do leite deve ser sempre orientada por profissionais<br \/>\nA exclus\u00e3o do leite sem crit\u00e9rio t\u00e9cnico pode levar a defici\u00eancias de prote\u00ednas, c\u00e1lcio, vitamina D e vitaminas do complexo B, sobretudo em fases como inf\u00e2ncia, gesta\u00e7\u00e3o e envelhecimento. O leite e seus derivados representam fontes acess\u00edveis e eficazes desses nutrientes.<\/p>\n<p><u>O papel do leite na alimenta\u00e7\u00e3o ao longo da vida<br \/>\n<\/u>Com variedade crescente de vers\u00f5es dispon\u00edveis \u2014 integral, desnatado, sem lactose, tipo A2, entre outros \u2014, o leite pode ser facilmente adaptado \u00e0s necessidades de cada fase da vida. \u201cO produto l\u00e1cteo \u00e9 um alimento vers\u00e1til, acess\u00edvel e altamente nutritivo. Seu consumo deve ser mantido sempre que n\u00e3o houver contraindica\u00e7\u00f5es. Ele cumpre papel essencial na alimenta\u00e7\u00e3o infantil, adulta e da popula\u00e7\u00e3o idosa\u201d, destaca a Dra. Aline.<\/p>\n<p>Al\u00e9m disso, a especialista ressalta que o leite materno deve ser exclusivo at\u00e9 os seis meses de vida e complementar at\u00e9 os dois anos ou mais, conforme recomenda\u00e7\u00e3o da Organiza\u00e7\u00e3o Mundial da Sa\u00fade (OMS).<\/p>\n<p>O leite segue como um dos pilares da seguran\u00e7a alimentar no Brasil, sendo importante refor\u00e7ar seu papel na sa\u00fade p\u00fablica com base em evid\u00eancias cient\u00edficas e orienta\u00e7\u00e3o profissional. A divulga\u00e7\u00e3o de informa\u00e7\u00f5es corretas, como as do consenso ABRAN\/SBAN, \u00e9 fundamental para combater mitos e garantir escolhas alimentares mais seguras e eficazes para a popula\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>O leite \u00e9 essencial na dieta equilibrada e deve ser considerado em todas as fases da vida. (Fonte: Revista Balde Branco)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Jogo R\u00e1pido<br \/>\n<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>BOLETIM INTEGRADO AGROMETEOROL\u00d3GICO No 31\/2025 \u2013 SEAPI<br \/>\n<\/b>Os pr\u00f3ximos dias alternar\u00e3o per\u00edodos de temperatura alta, chuva e frio no RS. No s\u00e1bado (02) e domingo (03), a passagem de uma frente fria provocar\u00e1 chuva em todo Estado, com possibilidade de temporais isolados. Na segunda (04) e ter\u00e7a-feira (05), ainda ocorrer\u00e3o pancadas isoladas de chuva nos setores Leste e Norte, enquanto no restante do Estado o ingresso de uma nova massa de ar seco e frio manter\u00e1 a diminui\u00e7\u00e3o da nebulosidade e o decl\u00ednio das temperaturas, com m\u00ednimas inferiores a 5\u00b0C em diversas regi\u00f5es. Na quarta-feira (06), o a presen\u00e7a do ar seco garantir\u00e1 o tempo firme em todo RS.&nbsp; Os totais esperados dever\u00e3o oscilar entre 20 e 50 mm na maioria das regi\u00f5es. Em parte das Miss\u00f5es e no Planalto os volumes acumulados dever\u00e3o variar entre 50 e 70 mm e poder\u00e3o superar 80 mm em algumas localidades. (Fonte: Seapi)<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 01 de agosto de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 19 - N\u00b0 4.449 Por que o leite produzido no Brasil tem pouca gordura? Atualmente vemos um interesse crescente pela <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/08\/01\/01-08-2025\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"01\/08\/2025\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-17341","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17341","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17341"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17341\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17342,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17341\/revisions\/17342"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17341"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17341"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17341"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}