{"id":17244,"date":"2025-07-14T20:25:28","date_gmt":"2025-07-14T20:25:28","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=17244"},"modified":"2025-07-14T20:31:20","modified_gmt":"2025-07-14T20:31:20","slug":"14-07-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/07\/14\/14-07-2025\/","title":{"rendered":"14\/07\/2025"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" style=\"text-align: justify; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 14 de julho de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.435<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Bovinocultura de leite: produtividade e qualidade impulsionam agricultura familiar no Estado<\/b><\/p>\n<p>O Rio Grande do Sul produz cerca de 4 bilh\u00f5es de litros de leite ao ano, o que confere ao Estado a terceira posi\u00e7\u00e3o no ranking de produtores no Brasil. Participa com cerca de 11,6 % da produ\u00e7\u00e3o nacional, referentes aos estabelecimentos produtores que comercializam leite para ind\u00fastrias, cooperativas ou queijarias e aos que processam a produ\u00e7\u00e3o em agroind\u00fastria pr\u00f3pria legalizada.<\/p>\n<p>Conforme o Relat\u00f3rio Socioecon\u00f4mico da Cadeia Produtiva do Leite no RS, elaborado pela Emater\/RS-Ascar, que representa um panorama da atividade leiteira ga\u00facha, o rebanho \u00e9 composto por 944,2 mil de vacas, formado, predominantemente, pelas ra\u00e7as Holandesa e Jersey, ra\u00e7as europeias que representam 96,3% do material gen\u00e9tico utilizado nas propriedades.<\/p>\n<p>A publica\u00e7\u00e3o de 2023 \u00e9 a quinta edi\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie iniciada h\u00e1 uma d\u00e9cada e reeditada a cada dois anos, com o objetivo de disponibilizar informa\u00e7\u00f5es organizadas e acess\u00edveis para produtores de leite, ind\u00fastrias de latic\u00ednios, entidades representativas do setor, institui\u00e7\u00f5es de ensino, pesquisa e assist\u00eancia t\u00e9cnica, al\u00e9m dos poderes executivo e legislativo municipais e estaduais. O novo Relat\u00f3rio, a ser divulgado na Expointer, que ocorrer\u00e1 de 30 de agosto a 7 de setembro de 2025, est\u00e1 em fase final e vai trazer o desempenho do setor nos \u00faltimos dois anos.<\/p>\n<p>ATIVIDADE LEITEIRA E A ECONOMIA GA\u00daCHA<br \/>\nA bovinocultura de leite \u00e9 uma atividade econ\u00f4mica importante para a agricultura familiar do Estado, estando presente em quase a sua totalidade (453 munic\u00edpios), com destaque para a Regi\u00e3o Noroeste. Conforme o Relat\u00f3rio, estima-se que a produ\u00e7\u00e3o de leite do Rio Grande do Sul equivale a aproximadamente R$ 11 bilh\u00f5es por ano. A cada ano a atividade leiteira contribui com R$ 22 milh\u00f5es por munic\u00edpio onde h\u00e1 algum tipo de produ\u00e7\u00e3o leiteira, o que equivale a R$ 1,84 milh\u00f5es para cada um, a cada m\u00eas. Esse valor \u00e9 relevante para a economia de uma parcela significativa dos munic\u00edpios ga\u00fachos.<\/p>\n<p>FOCO NO FORTALECIMENTO DA CADEIA PRODUTIVA<br \/>\nA Emater\/RS-Ascar, tem a bovinocultura de leite como um de seus focos estrat\u00e9gicos de atua\u00e7\u00e3o e desenvolve a\u00e7\u00f5es de Assist\u00eancia T\u00e9cnica e Extens\u00e3o Rural e Social (Aters) junto ao setor com o objetivo de fortalecer a cadeia produtiva leiteira, devido \u00e0 sua import\u00e2ncia econ\u00f4mica e social para o Estado. A produ\u00e7\u00e3o de leite gera renda e emprego no meio rural, al\u00e9m de ser um setor relevante na gera\u00e7\u00e3o de Produto Interno Bruto (PIB) e na seguran\u00e7a alimentar. A Institui\u00e7\u00e3o atua junto aos produtores, promovendo o acesso a pol\u00edticas p\u00fablicas, capacita\u00e7\u00e3o, assist\u00eancia t\u00e9cnica continuada e orienta\u00e7\u00f5es a respeito do manejo do rebanho, al\u00e9m da import\u00e2ncia do controle sanit\u00e1rio.<\/p>\n<p>Conforme os dados publicados no documento \"Radiografia da Agropecu\u00e1ria Ga\u00facha\", elaborado pela Secretaria de Agricultura, Pecu\u00e1ria, Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o (Seapi), a produ\u00e7\u00e3o de leite continua revestida de enorme import\u00e2ncia socioecon\u00f4mica para o Estado (8% do Valor Bruto da Produ\u00e7\u00e3o) atr\u00e1s da soja, arroz e frango. A renda do setor \u00e9 respons\u00e1vel pela manuten\u00e7\u00e3o de mais de 30 mil fam\u00edlias no campo, dinamizando a economia ga\u00facha. \"Apesar de estudos da Emater apontarem uma redu\u00e7\u00e3o de cerca de 60% no n\u00famero de produtores de leite entre os anos de 2015 a 2023, observa-se um aumento nos seus investimentos, ampliando plant\u00e9is, qualificando sua estrutura de produ\u00e7\u00e3o e investindo mais em tecnologias que possibilitam aumentos de produ\u00e7\u00e3o e de produtividade\", destaca o extensionista rural da Emater\/RS-Ascar, Jaime Ries.<\/p>\n<p>SA\u00daDE DO REBANHO E A IMPORT\u00c2NCIA DO PLANEJAMENTO DA PASTAGEM<br \/>\nO planejamento forrageiro dos pastos, como o cultivo antecipado de pastagens de inverno \u00e9 um item fundamental para o bom desempenho da produ\u00e7\u00e3o de leite ga\u00facha. Os rebanhos precisam estar bem alimentados para produzirem leite de boa qualidade e a suplementa\u00e7\u00e3o alimentar \u00e9 de grande import\u00e2ncia, principalmente durante as esta\u00e7\u00f5es com temperaturas mais frias, agregando energia e nutrientes necess\u00e1rios \u00e0 sa\u00fade dos animais. Do contr\u00e1rio, pode ocorrer perda de peso, doen\u00e7as e, consequentemente, a redu\u00e7\u00e3o da produtividade do rebando. As principais esp\u00e9cies incluem aveia e azev\u00e9m no inverno, e milheto ou capim-sud\u00e3o no ver\u00e3o.<\/p>\n<p>No Rio Grande do Sul, o sistema \"a pasto com suplementa\u00e7\u00e3o\", no qual os animais permanecem livres com acesso \u00e0 pastagem na maior parte do dia, \u00e9 utilizado por 84% dos estabelecimentos produtores, principalmente em fun\u00e7\u00e3o da disponibilidade de pastagens anuais de inverno.<\/p>\n<p>CLIMA FAVOR\u00c1VEL, GEN\u00c9TICA DE QUALIDADE E GEST\u00c3O FAMILIAR<br \/>\nAl\u00e9m das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas favor\u00e1veis, a qualidade gen\u00e9tica do rebanho, a possibilidade de cultivar forrageiras de inverno e ver\u00e3o de \u00f3tima qualidade e a m\u00e3o de obra familiar, conferem grande potencial de desenvolvimento \u00e0 bovinocultura de leite no Rio Grande do Sul. Para o extensionista da Emater\/RS-Ascar, Leandro Ebert, o Rio Grande do Sul possui uma caracter\u00edstica clim\u00e1tica \u00fanica, facilitando a produ\u00e7\u00e3o de forragens para o gado o ano todo, inclusive uma terceira safra, resultado de um trabalho desenvolvido em parceria com a Embrapa Trigo, produzindo silagem outonal.<\/p>\n<p>\"O assessoramento permanente, o acesso \u00e0s pol\u00edticas p\u00fablicas, como por exemplo, o Programa Terra Forte, lan\u00e7ado recentemente pelo Governo do Estado, que vai beneficiar tamb\u00e9m produtores de munic\u00edpios da Bacia Leiteira, entre outros, formam um conjunto de iniciativas que fomentam o interesse das fam\u00edlias que hoje t\u00eam a atividade leiteira como carro-chefe, a buscarem, cada vez mais, qualifica\u00e7\u00e3o e informa\u00e7\u00e3o t\u00e9cnica, para aplicar em sua propriedade, resultando em mais produtividade e gera\u00e7\u00e3o de renda, que circula e permanece no munic\u00edpio, contribuindo para a manuten\u00e7\u00e3o das fam\u00edlias no campo\", completa Ebert.<br \/>\n\u200b<br \/>\nEm J\u00falio de Castilhos, na Regi\u00e3o Central, o produtor Gilson Mazzarro e sua fam\u00edlia trabalham h\u00e1 mais de tr\u00eas d\u00e9cadas com bovinocultura de leite. Ele relata ser uma atividade que requer muita dedica\u00e7\u00e3o e cuidado no trato com os animais e com o pasto para assegurar a qualidade do rebanho e do produto, que \u00e9 comercializado junto \u00e0 Cooperativa Agropecu\u00e1ria J\u00falio de Castilhos (Cotrijuc) e \u00e0 Cooperativa Central Ga\u00facha Ltda (CCGL). \"\u00c9 uma atividade intensa, por\u00e9m uma boa op\u00e7\u00e3o para as pequenas propriedades. A Emater sempre est\u00e1 presente trazendo orienta\u00e7\u00f5es t\u00e9cnicas e conhecimento. J\u00e1 implantamos rede de \u00e1gua e sala de ordenha, tudo com projetos da Emater, al\u00e9m do incentivo para o desenvolvimento de cultivares para silagem e pastagens, e maneiras de manejar os piquetes. A Emater est\u00e1 sempre nos apoiando na melhoria das atividades e da rentabilidade da propriedade tamb\u00e9m\", conclui Gilson. (Emater)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<hr>\n<\/div>\n<div>\n<div><b>Embrapa Clima Temperado inaugura dois laborat\u00f3rios de pesquisa sobre leite<\/p>\n<p><\/b>Na oportunidade tamb\u00e9m foi anunciada a instala\u00e7\u00e3o de um hub de inova\u00e7\u00e3o do leite<\/p>\n<p>Na tarde desta quinta-feira, a Embrapa Clima Temperado inaugurou dois laborat\u00f3rios de pesquisa sobre a qualidade do leite. Os espa\u00e7os est\u00e3o instalados na Esta\u00e7\u00e3o Experimental Terras Baixas, em Cap\u00e3o do Le\u00e3o. A cerim\u00f4nia contou com a presen\u00e7a da presidente da Embrapa S\u00edlvia Maria Fonseca, Silveira Massruh\u00e1 e outras autoridades do setor. O investimento total foi de R$ 10 milh\u00f5es. Os dois espa\u00e7os s\u00e3o ligados ao Sistema de Pesquisa e Desenvolvimento em Pecu\u00e1ria Leiteira (Sispel).<\/p>\n<p>A qualifica\u00e7\u00e3o dos espa\u00e7os foi realizada com uma parceria do Laborat\u00f3rio Federal de Defesa Agropecu\u00e1ria do Rio Grande do Sul (LFDA\/RS), a partir de recursos do Minist\u00e9rio da Justi\u00e7a e Seguran\u00e7a P\u00fablica, por meio do Fundo de Defesa de Direitos Difusos (FDD) captados via projeto Leite Seguro.<\/p>\n<p>O primeiro laborat\u00f3rio inaugurado foi o de Pesquisa e An\u00e1lises em Cromatografia Avan\u00e7ada (LabCromato). Ap\u00f3s uma visita ao local, todos foram para o Laborat\u00f3rio de Campo do Leite (LabCampo). Os espa\u00e7os fortalecem e agregam valor cient\u00edfico e tecnol\u00f3gico ao sistema de pesquisa e desenvolvimento da pecu\u00e1ria leiteira (Sispel), que completa 30 anos em 2026 e representa uma das estruturas mais avan\u00e7adas do pa\u00eds para a pesquisa p\u00fablica voltada \u00e0 cadeia produtiva do leite, sendo considerado um centro de excel\u00eancia regional<\/p>\n<p>Ap\u00f3s a inaugura\u00e7\u00e3o do segundo espa\u00e7o, ocorreu a assinatura de uma parceria que institui o hub do leite e de um protocolo de inten\u00e7\u00f5es com o objetivo de reunir esfor\u00e7os para promover a\u00e7\u00f5es de qualifica\u00e7\u00e3o da atividade leiteira na regi\u00e3o noroeste do Estado.<\/p>\n<p>O chefe geral da Embrapa Clima Temperado Waldyr Stumpf J\u00fanior explicou que os espa\u00e7os fazem parte do sistema de pecu\u00e1ria de leite da Embrapa. \"A cromatografia vai nos permitir qualificar as an\u00e1lises do leite no produto n\u00e3o s\u00f3 na composi\u00e7\u00e3o, contaminantes e res\u00edduos, que possam estar presentes. \u00c9 uma qualifica\u00e7\u00e3o do que est\u00e1 sendo realizado, e outras an\u00e1lises que t\u00eam impacto direto junto aos produtores e junto \u00e0s ind\u00fastrias\", explica.<\/p>\n<p>J\u00e1 o laborat\u00f3rio de campo ir\u00e1 permitir fazer an\u00e1lises mais qualificadas da nutri\u00e7\u00e3o, de reprodu\u00e7\u00e3o, de manejo animal, com os animais da ra\u00e7a jersey que a Embrapa possui. \"Somos a \u00fanica unidade do pa\u00eds que trabalha com esta ra\u00e7a e o laborat\u00f3rio de campo nos permitir\u00e1 fazer trabalhos mais sens\u00edveis, que vai ser complementado pelo de qualidade de leite\", destaca. As estruturas devem qualificar os resultados e as solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas. \"Os resultados e as solu\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas que v\u00e3o chegar para os agricultores, v\u00e1rios produtores de leite, pequenos, m\u00e9dio e grande e para a ind\u00fastria\", completa.<\/p>\n<p>Na oportunidade tamb\u00e9m foram celebradas duas assinaturas de uma de um termo de inten\u00e7\u00e3o junto ao Minist\u00e9rio de Agricultura e a instala\u00e7\u00e3o de um Hub de inova\u00e7\u00e3o do leite. \"\u00c9 um espa\u00e7o f\u00edsico que temos os animais, os galp\u00f5es e formamos v\u00e1rias parcerias p\u00fablicas privadas. O hub foi lan\u00e7ado e tamb\u00e9m tem o objetivo de ter o apoio de universidades e outras institui\u00e7\u00f5es que fazem parte deste grande arranjo, as cooperativas, latic\u00ednios, todos os segmentos do setor p\u00fablico e privado que trabalham com leite\", destaca.<\/p>\n<p>Ele destaca que as estruturas s\u00e3o as mais qualificadas do sul do pa\u00eds. O chefe afirma que ap\u00f3s as pesquisas, quando ocorrerem solu\u00e7\u00f5es devem ser levadas pela Emater ao produtor para que ele possa adotar.<\/p>\n<p>Para S\u00edlvia, a inaugura\u00e7\u00e3o dos laborat\u00f3rios vai muito al\u00e9m da ci\u00eancia e da pesquisa. 'Hoje para analisar a agropecu\u00e1ria nacional nos baseamos em ci\u00eancia e por isto investir em laborat\u00f3rios que t\u00eam infraestrutura, pessoas e recursos financeiros \u00e9 importante\", opina. Para ela, os dois espa\u00e7os inaugurados s\u00e3o exemplos disso, o que fortalece a pesquisa de pecu\u00e1ria de leite. \"Tamb\u00e9m \u00e9 importante que neste ambiente, a ideia maior de um hub de inova\u00e7\u00e3o que envolve todo o ecossistema. Os resultados da pesquisa devem chegar ao produtor rural que \u00e9 o nosso principal cliente e que tamb\u00e9m chegue ao consumidor final com maior qualidade\", observa.<br \/>\n\u200b<br \/>\nEla destaca que al\u00e9m da infraestrutura,os espa\u00e7os foram pensados como um ambiente para a qualifica\u00e7\u00e3o de pessoas, tanto pesquisadores, a parceria com as universidades e institutos federais, como produtores rurais. \"Queremos que possam aumentar sua produtividade e infraestrutura fortalecendo o apoio de pol\u00edticas p\u00fablicas, principalmente na cadeia do leite\", conclui. (Correio do Povo)<\/p><\/div>\n<div><b><\/p>\n<p>Setor leiteiro mundial: come\u00e7a a desacelera\u00e7\u00e3o sazonal<br \/>\n<\/b><br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o global de leite cresce, puxada pela Am\u00e9rica do Sul e UE. Apesar de margens altas, oferta segue fraca e pressiona pre\u00e7os. Sazonalidade desafia o setor.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o de leite nos principais pa\u00edses exportadores vem crescendo desde agosto de 2024. O aumento \u00e9 especialmente acentuado na Am\u00e9rica do Sul, onde h\u00e1 sinais de recupera\u00e7\u00e3o ap\u00f3s anos dif\u00edceis, marcados por condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas adversas e dificuldades econ\u00f4micas, particularmente na Argentina.<\/p>\n<p>Em n\u00edvel mundial, o m\u00eas de abril de 2025 registrou o aumento de tend\u00eancia mais significativo: +1,7% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo m\u00eas de 2024. Esse crescimento foi impulsionado pela recupera\u00e7\u00e3o das entregas na Uni\u00e3o Europeia, que, pela primeira vez em 2025, apresentou uma varia\u00e7\u00e3o positiva, de +1,1%.<\/p>\n<p>Desacelera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o<br \/>\nGlobalmente, entramos na fase sazonal de desacelera\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o, que tende a continuar at\u00e9 julho. A tend\u00eancia geral \u00e9 uma combina\u00e7\u00e3o das diferentes sazonalidades que caracterizam os pa\u00edses ao redor do mundo:<\/p>\n<p>Na Europa e nos pa\u00edses do hemisf\u00e9rio norte, o pico de produ\u00e7\u00e3o da primavera acaba de ser superado, iniciando-se uma queda progressiva at\u00e9 o final do ano.&nbsp;<\/p>\n<p>Austr\u00e1lia e Nova Zel\u00e2ndia, principais exportadores do hemisf\u00e9rio sul, encontram-se no per\u00edodo sazonal de menor produ\u00e7\u00e3o, que come\u00e7ou em maio e continuar\u00e1 at\u00e9 agosto.&nbsp;<\/p>\n<p>A sazonalidade \u00e9 diferente na Argentina e no Uruguai, onde a produ\u00e7\u00e3o aumenta durante esse per\u00edodo.<\/p>\n<p>Ser\u00e1 fundamental monitorar as tend\u00eancias de produ\u00e7\u00e3o para antecipar poss\u00edveis cen\u00e1rios futuros para o mercado de leite e derivados.<\/p>\n<p>Coment\u00e1rio de Roberto Brazzale, presidente da Brazzale SpA:<\/p>\n<p>\u201cEstamos vivendo uma fase em que as margens para os produtores est\u00e3o em seus n\u00edveis mais altos \u2014 com exce\u00e7\u00e3o da China \u2014 portanto, uma situa\u00e7\u00e3o que deveria ser favor\u00e1vel ao aumento da oferta e que, ao contr\u00e1rio, luta para acompanhar uma demanda global sustentada.<\/p>\n<p>Na Europa, os pre\u00e7os n\u00e3o parecem ter sido afetados pela significativa desvaloriza\u00e7\u00e3o de outras moedas, como o d\u00f3lar americano e o yuan. No entanto, o fato de todos esperarem um forte aumento de pre\u00e7os na segunda metade do ano e agirem conforme essa expectativa pode, paradoxalmente, tornar mais dif\u00edcil que essa perspectiva se concretize.<br \/>\nNo mundo, a produ\u00e7\u00e3o de leite na origem continua, em geral, muito fraca, o que explica as constantes press\u00f5es atuais sobre os pre\u00e7os \u2014 que podem se agravar ainda mais em caso de fen\u00f4menos clim\u00e1ticos, mesmo que regionais, ou de aumentos repentinos da demanda internacional.\u201d<\/p>\n<p>Gr\u00e1fico 1. Produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia di\u00e1ria de leite nos Principais Pa\u00edses Exportadores<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/HCVw88ABF0161\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/HCVw88ABF0161\"><\/p>\n<p>Pa\u00edses Considerados: UE, EUA, Nova Zel\u00e2ndia, Austr\u00e1lia, Argentina, Bielorr\u00fassia, Chile, Uruguai<\/p>\n<p>Elabora\u00e7\u00e3o CLAL<br \/>\nAs informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Observat\u00f3rio da Cadeia L\u00e1ctea Argentina (OCLA).&nbsp;<\/p><\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Jogo R\u00e1pido<br \/>\n<\/em><\/strong><i><b>Associados do Sindilat\/RS t\u00eam 10% de desconto no F\u00f3rum MilkPoint Mercado e no Interleite Brasil 2025<br \/>\n<\/b>Os associados do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do Rio Grande do Sul (Sindilat\/RS) t\u00eam 10% de desconto garantido para aquisi\u00e7\u00e3o de ingressos nos dois principais eventos da cadeia leiteira brasileira: o F\u00f3rum MilkPoint Mercado e o Interleite Brasil 2025, que acontecem em Goi\u00e2nia (GO) nos dias 19, 20 e 21 de agosto. O F\u00f3rum MilkPoint Mercado, com o tema \u201cTransforma\u00e7\u00f5es e Novas Oportunidades no Leite Brasileiro\u201d, ser\u00e1 realizado no dia 19 de agosto, em formato h\u00edbrido (presencial e on-line). O evento reunir\u00e1 os principais agentes do setor para debater as mudan\u00e7as no ambiente de neg\u00f3cios e as perspectivas para o mercado l\u00e1cteo nacional, diante de um cen\u00e1rio marcado pela acirrada concorr\u00eancia entre ind\u00fastrias e press\u00e3o sobre as margens de comercializa\u00e7\u00e3o. Ser\u00e3o 17 palestrantes ao longo do dia, com certificado emitido pela MilkPoint e material dispon\u00edvel para download. J\u00e1 o Interleite Brasil 2025, que ocorre nos dias 20 e 21 de agosto, ser\u00e1 exclusivamente presencial. Com o tema \u201cComo fazer mais produtores participarem do futuro do leite no Brasil?\u201d, o evento tem como objetivo discutir formas de integrar tecnologia, gest\u00e3o eficiente e produtividade na atividade leiteira. A programa\u00e7\u00e3o trar\u00e1 reflex\u00f5es sobre como otimizar o uso do tempo, implementar ferramentas digitais e tornar a produ\u00e7\u00e3o mais rent\u00e1vel.Conforme o secret\u00e1rio-executivo do Sindilat\/RS, Darlan Palharini, a participa\u00e7\u00e3o contribui para a qualifica\u00e7\u00e3o dos profissionais e para o fortalecimento da cadeia produtiva. \u201cEsses eventos possibilitam a discuss\u00e3o de quest\u00f5es estrat\u00e9gicas para o desenvolvimento e a moderniza\u00e7\u00e3o da cadeia leiteira, aproximando os diversos segmentos do setor na busca por alternativas e caminhos em comum\u201d, destacou. Os ingressos est\u00e3o dispon\u00edveis em lotes limitados e podem ser adquiridos com desconto exclusivo de 10% para associados do Sindilat\/RS atrav\u00e9s do site da entidade. (Sindilat\/RS)<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 14 de julho de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.435 Bovinocultura de leite: produtividade e qualidade impulsionam agricultura familiar no Estado O Rio Grande do <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/07\/14\/14-07-2025\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"14\/07\/2025\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-17244","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17244","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17244"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17244\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17248,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17244\/revisions\/17248"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17244"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17244"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17244"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}