{"id":17077,"date":"2025-06-11T19:40:25","date_gmt":"2025-06-11T19:40:25","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=17077"},"modified":"2025-06-11T19:44:20","modified_gmt":"2025-06-11T19:44:20","slug":"11-06-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/06\/11\/11-06-2025\/","title":{"rendered":"11\/06\/2025"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" style=\"text-align: justify; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 11 de junho de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 19 - N\u00b0 4.411<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>IBGE: Estat\u00edstica da Produ\u00e7\u00e3o Pecu\u00e1ria - Aquisi\u00e7\u00e3o de Leite<\/b><\/p>\n<p>No 1\u00ba trimestre de 2025, a aquisi\u00e7\u00e3o de leite cru feita pelos estabelecimentos que atuam sob algum tipo de inspe\u00e7\u00e3o sanit\u00e1ria (Federal, Estadual ou Municipal) foi de 6,49 bilh\u00f5es de litros, equivalente a um acr\u00e9scimo de 3,4% em rela\u00e7\u00e3o ao 1\u00b0 trimestre de 2024, e uma redu\u00e7\u00e3o de 4,3% em compara\u00e7\u00e3o com o trimestre imediatamente anterior. No Gr\u00e1fico I.11 \u00e9 poss\u00edvel perceber um comportamento c\u00edclico no setor leiteiro, em que o 1\u00b0 trimestre regularmente apresenta queda da aquisi\u00e7\u00e3o de leite em rela\u00e7\u00e3o ao 4\u00b0 trimestre do ano anterior. Janeiro foi o m\u00eas de maior capta\u00e7\u00e3o, com 2,31 bilh\u00f5es de litros (+4,0%), enquanto mar\u00e7o apresentou a varia\u00e7\u00e3o mais significativa em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo m\u00eas do ano anterior (+5,0%). Em rela\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o m\u00e9dio do leite pago ao produtor, ocorreu aumento de 22,1% em rela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo do ano anterior e houve estabilidade em rela\u00e7\u00e3o ao 4\u00ba trimestre de 2024.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/MDMXfaABF0413\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/MDMXfaABF0413\"><\/p>\n<p>A Regi\u00e3o Sul apresentou a maior propor\u00e7\u00e3o na capta\u00e7\u00e3o de leite cru, 39,6% do total, seguida pelas Regi\u00f5es Sudeste (36,3%), Centro-Oeste (10,9%), Nordeste (9,3%) e Norte (3,9%). No comparativo do 1\u00ba trimestre de 2025 com o mesmo per\u00edodo de 2024, o acr\u00e9scimo de 210,55 milh\u00f5es de litros de leite captados em n\u00edvel nacional \u00e9 proveniente de aumentos registrados em 19 das 26 UFs participantes da Pesquisa Trimestral do Leite. Em n\u00edvel de Unidades da Federa\u00e7\u00e3o, as varia\u00e7\u00f5es positivas mais significativas ocorreram em: Paran\u00e1 (+91,56 milh\u00f5es de litros), Minas Gerais (+34,46 milh\u00f5es de litros), Rio Grande do Sul (+27,31 milh\u00f5es de litros), Sergipe (+21,98 milh\u00f5es de litros), Goi\u00e1s (+15,87 milh\u00f5es de litros) e Bahia (+11,35 milh\u00f5es de litros). As principais quedas ocorreram em: Rio de Janeiro (-9,88 milh\u00f5es de litros), Mato Grosso (-7,35 milh\u00f5es de litros) e Rond\u00f4nia (-4,53 milh\u00f5es de litros). Minas Gerais continuou liderando o ranking de aquisi\u00e7\u00e3o de leite, com 25,1% da capta\u00e7\u00e3o nacional, seguido por Paran\u00e1 (15,4%), Santa Catarina (12,2%) e Rio Grande do Sul (12,0%) (Gr\u00e1fico I.12).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/Wigj2dABF0415\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/Wigj2dABF0415\"><\/p>\n<p>O pre\u00e7o l\u00edquido m\u00e9dio do litro de leite pago ao produtor no 1\u00ba trimestre de 2025 foi de R$ 2,76, valor 22,1% superior ao praticado no trimestre equivalente do ano anterior. Em compara\u00e7\u00e3o ao pre\u00e7o m\u00e9dio do 4\u00b0 trimestre de 2024, houve estabilidade (Gr\u00e1fico I.13). O pre\u00e7o foi aumentando ao longo do trimestre, passando de R$ 2,69 em janeiro, para R$ 2,77 em fevereiro, e atingindo o maior valor, de R$ 2,84, no m\u00eas de mar\u00e7o.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/snOn01ABF0469\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/snOn01ABF0469\"><\/p>\n<p>Segundo o IPCA, o item Leite e derivados teve alta de 1,97% no acumulado de janeiro a mar\u00e7o de 2025, abaixo do \u00cdndice geral da infla\u00e7\u00e3o de 2,04%. As altas mais significativas foram verificadas para o Leite fermentado (4,68%) e para o Requeij\u00e3o (4,11%). O Leite longa vida apresentou alta de 0,71%, e foi o item com o menor aumento no per\u00edodo, considerando que todos os itens pesquisados apresentaram aumento. A maior parte da capta\u00e7\u00e3o de leite foi realizada por estabelecimentos que receberam mais de 150 mil litros por dia, respons\u00e1veis por 66,9% do volume captado no 1\u00ba trimestre de 2025 (Tabela I.13).<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/i17F19ABF0494\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/i17F19ABF0494\"><\/p>\n<p>No 1\u00ba trimestre de 2025, participaram da Pesquisa Trimestral do Leite 1 920<br \/>\nestabelecimentos, 625 (32,6%) registrados no Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Federal (SIF), 855 (44,5%) no Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Estadual (SIE) e 440 (22,9%) no Servi\u00e7o de Inspe\u00e7\u00e3o Municipal (SIM), respondendo, respectivamente, por 86,8%, 11,3% e 1,9% do total de leite captado. O Estado do Amap\u00e1 foi a \u00fanica Unidade da Federa\u00e7\u00e3o a n\u00e3o participar da Pesquisa, por n\u00e3o apresentar estabelecimento eleg\u00edvel ao universo investigado. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do IBGE)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<hr>\n<\/div>\n<div>\n<p><b>Menos gordura, mais prote\u00edna: o novo rumo dos latic\u00ednios<br \/>\n<\/b><br \/>\nA onda do GLP-1 altera prefer\u00eancias: menos latic\u00ednios gordurosos e ado\u00e7ados, mais foco em prote\u00ednas puras como leite desnatado e whey.&nbsp;<\/p>\n<p>Enquanto a obesidade domina as manchetes, uma onda mais sutil est\u00e1 redesenhando o cen\u00e1rio dos latic\u00ednios. Os medicamentos com GLP-1, originalmente desenvolvidos para o controle do diabetes, ganharam destaque como catalisadores da perda de peso. Com 40% da popula\u00e7\u00e3o mundial com sobrepeso ou obesidade \u2014 quase o dobro da popula\u00e7\u00e3o subnutrida \u2014, os sistemas de sa\u00fade est\u00e3o sob press\u00e3o. Esses medicamentos, que imitam o horm\u00f4nio pept\u00eddeo-1 semelhante ao glucagon (GLP-1), reduzem o apetite ao aumentar a saciedade e desacelerar a digest\u00e3o, com potencial para redefinir n\u00e3o apenas corpos, mas tamb\u00e9m os mercados alimentares \u2014 inclusive o de latic\u00ednios.<\/p>\n<p>Uma pesquisa de 2023 indica que 15,5 milh\u00f5es de adultos nos EUA utilizam essas inje\u00e7\u00f5es, com uma proje\u00e7\u00e3o de ado\u00e7\u00e3o de 9% at\u00e9 2030. O mercado de GLP-1, atualmente avaliado em US$ 47 bilh\u00f5es, pode crescer dez vezes at\u00e9 2032 (Pharmaceutical Journal, 2024). Usu\u00e1rios reduzem a ingest\u00e3o cal\u00f3rica di\u00e1ria em 20% (cerca de 800 kcal), preferindo prote\u00ednas magras em vez de alimentos gordurosos, salgados, a\u00e7ucarados ou processados. Para o setor l\u00e1cteo, isso cria uma divis\u00e3o clara: as prote\u00ednas puras ganham espa\u00e7o, enquanto as guloseimas industrializadas perdem for\u00e7a.<br \/>\nA ascens\u00e3o da prote\u00edna nos latic\u00ednios<\/p>\n<p>Os usu\u00e1rios de GLP-1 n\u00e3o apenas comem menos \u2014 eles mudam suas prefer\u00eancias. Pesquisas de 2023 mostram uma queda no desejo por alimentos ricos, doces ou salgados, o que afeta latic\u00ednios processados como sorvetes, queijos intensos e iogurtes ado\u00e7ados. Relat\u00f3rios de varejo de outubro de 2023 apontam queda nas compras, com os produtos mais processados sendo os mais afetados (FoodNavigator, 2024). Um estudo canadense registrou uma redu\u00e7\u00e3o de 30% na demanda por lanches l\u00e1cteos doces, como leites saborizados e sobremesas. J\u00e1 a prote\u00edna permanece em alta. Uma usu\u00e1ria dos medicamentos relatou ter trocado \"besteiras\" por iogurte natural e cottage.Essa mudan\u00e7a impulsiona um boom proteico nos latic\u00ednios. Leite, whey e case\u00edna se encaixam nas dietas com GLP-1, evitando desconfortos digestivos como diarreia ou constipa\u00e7\u00e3o, associados a alimentos gordurosos (The Economist, 2024).<\/p>\n<p>Especialistas preveem aumento no consumo de latic\u00ednios com baixo teor de gordura e sem adi\u00e7\u00e3o de a\u00e7\u00facar, enquanto itens cremosos e processados \u2014 como molhos de queijo ou sobremesas congeladas \u2014 devem perder espa\u00e7o. Um especialista em sistemas alimentares prev\u00ea uma tend\u00eancia de \u201cprote\u00ednas animais com menos gordura\u201d, um territ\u00f3rio onde os latic\u00ednios podem dominar ao priorizar a pureza (EW Nutrition, 2024).<\/p>\n<p>O decl\u00ednio dos latic\u00ednios processados<br \/>\nOs medicamentos com GLP-1 representam uma amea\u00e7a para os basti\u00f5es processados dos latic\u00ednios. Proje\u00e7\u00f5es sugerem uma queda de 4% nos EUA no consumo de bebidas a\u00e7ucaradas, lanches salgados e alimentos gordurosos at\u00e9 2035, impactando produtos l\u00e1cteos como milkshakes e molhos cremosos. Dados mostram que os usu\u00e1rios evitam latic\u00ednios com alto teor de gordura, sal e a\u00e7\u00facar, refinando seus paladares (FoodNavigator, 2024). Para uma ind\u00fastria que h\u00e1 muito se apoia em produtos indulgentes, como caf\u00e9s cremosos aromatizados, isso sinaliza uma mudan\u00e7a. Enquanto algumas empresas j\u00e1 se adaptam com op\u00e7\u00f5es mais \u201camig\u00e1veis ao GLP-1\u201d, outras ainda resistem \u2014 arriscando-se a perder relev\u00e2ncia \u00e0 medida que os h\u00e1bitos dos consumidores evoluem.<\/p>\n<p>Os produtores tamb\u00e9m sentir\u00e3o os efeitos. A demanda reduzida por leite rico em gordura pode direcionar a gen\u00e9tica do rebanho para produ\u00e7\u00f5es mais proteicas do que voltadas ao teor de gordura. Analistas sugerem que \u00e1reas hoje dedicadas ao cultivo de ingredientes para produtos ado\u00e7ados (como a\u00e7\u00facar para iogurtes) possam ser redirecionadas para culturas que melhorem o rendimento proteico do leite (The Economist, 2024). Ainda assim, a prote\u00edna animal \u2014 incluindo o leite \u2014 dever\u00e1 sofrer disrup\u00e7\u00f5es mais brandas do que os setores de lanches e bebidas, com previs\u00e3o de queda de apenas 0,5 a 1% na produ\u00e7\u00e3o ao longo de uma d\u00e9cada.<\/p>\n<p>Din\u00e2mica econ\u00f4mica e de mercado<br \/>\nO setor de latic\u00ednios est\u00e1 em um ponto de inflex\u00e3o. A redu\u00e7\u00e3o de 20% na ingest\u00e3o cal\u00f3rica geral pode encolher as vendas de alimentos, mas a ascens\u00e3o da prote\u00edna oferece estabilidade. Dados de varejo de 2023 relacionam o uso de GLP-1 \u00e0 queda nas vendas de snacks, enquanto latic\u00ednios simples e suplementos proteicos seguem est\u00e1veis (CBC News, 2024). Se 9% dos americanos \u2014 frequentemente os primeiros a aderirem a novas tend\u00eancias \u2014 adotarem GLP-1 at\u00e9 2030, sua prefer\u00eancia por prote\u00ednas l\u00e1cteas magras pode remodelar o mercado e as prateleiras. L\u00edderes do setor defendem cortes de a\u00e7\u00facar e revis\u00e3o de por\u00e7\u00f5es, promovendo uma transi\u00e7\u00e3o para produtos mais simples (Tilley Distribution, 2024).<\/p>\n<p>O custo ainda \u00e9 um obst\u00e1culo. Os pre\u00e7os elevados dos medicamentos GLP-1 limitam o acesso, favorecendo consumidores mais ricos. Pesquisas indicam que seria necess\u00e1rio um corte de 85% no pre\u00e7o para tornar o uso amplamente acess\u00edvel \u2014 at\u00e9 l\u00e1, os latic\u00ednios proteicos de alta qualidade lideram o movimento (The Economist, 2024). A demanda crescente por perda de peso tamb\u00e9m pode empurrar o setor para valorizar mais o leite in natura e menos o processamento industrial.<\/p>\n<p>O pr\u00f3ximo cap\u00edtulo dos latic\u00ednios<br \/>\nOs medicamentos com GLP-1 est\u00e3o redesenhando o panorama dos latic\u00ednios. Prote\u00ednas puras como leite desnatado e whey t\u00eam enorme potencial, enquanto produtos gordurosos, processados ou ado\u00e7ados enfrentam desafios.<\/p>\n<p>Empresas que investirem em produtos centrados na prote\u00edna poder\u00e3o liderar esse novo ciclo; quem ficar para tr\u00e1s, corre o risco de desaparecer. Os produtores devem focar em rendimentos mais magros. Essa mudan\u00e7a, segundo um especialista, \u201cter\u00e1 um impacto profundo\u201d nos sistemas alimentares (The Economist, 2024). O setor de latic\u00ednios pode aproveitar o embalo das prote\u00ednas \u2014 ou ver seus lucros com produtos processados minguarem.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Dairy Herd Management, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint<\/p>\n<p><b>Escala produtiva no leite: Brasil segue os passos da Argentina?<\/b><\/p>\n<p>Com a expans\u00e3o das grandes fazendas e alta produtividade, o Brasil d\u00e1 sinais claros de seguir os passos da Argentina na concentra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o leiteira.<\/p>\n<p>O Milkpoint divulga anualmente a lista das cem maiores propriedades produtoras de leite no pa\u00eds, no relat\u00f3rio dos Top 100. Cada edi\u00e7\u00e3o desta pesquisa mostra o aumento paulatino da participa\u00e7\u00e3o dessas maiores fazendas no total de leite produzido no Brasil. A \u00faltima estat\u00edstica, referente ao ano de 2024, mostra que 4,7% do leite inspecionado produzido no pa\u00eds veio destas propriedades. Esta m\u00e9trica \u00e9 interessante, pois permite avaliar at\u00e9 que ponto o Brasil evolui sua estrutura produtiva para se igualar aos pa\u00edses mais competitivos na produ\u00e7\u00e3o de leite, onde \u00e9 forte o aumento da escala de produ\u00e7\u00e3o das propriedades.<\/p>\n<p>A Argentina, por exemplo, produziu em 2024, 29 milh\u00f5es de litros\/ dia, pouco mais de 30% da produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria brasileira. No pa\u00eds latino o total de propriedades produtoras de leite era de apenas 9.407 em 2024, com produ\u00e7\u00e3o m\u00e9dia de 3.076 litros\/ dia por fazenda.<br \/>\nSe para o Brasil como um todo, o peso destas cem maiores fazendas ainda n\u00e3o \u00e9 muito elevado, h\u00e1 fortes diferen\u00e7as regionais a serem analisadas. Utilizando os dados do IBGE, dispon\u00edveis para cada munic\u00edpio brasileiro para o ano de 2023, o Centro de Intelig\u00eancia do Leite (CILeite) da Embrapa Gado de Leite definiu as 15 bacias leiteiras do pa\u00eds, onde h\u00e1 forte concentra\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o e da inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica do leite. Confrontando os dados destas cem maiores fazendas, que produziram entre 13.771 e 96.688 litros\/ dia em 2023, pode-se avaliar o impacto desta concentra\u00e7\u00e3o e aumento de volume nas diferentes bacias leiteiras brasileiras (Figura 1).<\/p>\n<p>Figura 1 - Bacias leiteiras brasileiras<\/p>\n<p>&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;<img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/T7hXe7ABF0412\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/T7hXe7ABF0412\"><br \/>\nFonte: Cileite-Embrapa e IBGE (2025).<\/p>\n<p>Em 2023, 74% destas 100 maiores propriedades brasileiras se localizavam em alguma das bacias leiteiras definidas, mostrando que \u00e9 nestas menores \u00e1reas de maior dinamismo da atividade leiteira brasileira que est\u00e3o surgindo fazendas de elevada escala de opera\u00e7\u00e3o. Mais da metade destas 100 maiores unidades de produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds se encontram em apenas duas bacias. 33% das propriedades se encontram na Bacia do Sudeste e 22% no Leste Paranaense. A Bacia do Sul engloba 9% das propriedades e Goi\u00e1s, 4% (Figura 2).<\/p>\n<p>Figura 2 - Distribui\u00e7\u00e3o dos 100 maiores produtores de leite do Brasil pelas diferentes bacias leiteiras brasileiras, 2023, valores expressos em porcentagem.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/r3q8d7ABF0415\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/r3q8d7ABF0415\"><\/p>\n<p>Fonte: CILeite-Embrapa e MilkPoint (2025).<\/p>\n<p>O impacto das grandes fazendas nas principais bacias leiteiras do Brasil<br \/>\nSer\u00e1 que, em alguma destas 15 bacias, o volume produzido \u00e9 expressivo, afetando j\u00e1 a cadeia de suprimento de leite regional? A resposta \u00e9 sim. A Bacia do Leste Paranaense, que j\u00e1 produz 2,6 milh\u00f5es de litros de leite\/ dia possui mais de 0,6 milh\u00e3o, ou 24,2% do leite ofertado por alguma das cem maiores fazendas de leite do pa\u00eds. \u00c9 uma medida muito expressiva, considerando que neste grupo s\u00f3 h\u00e1 produtores com mais de 13 mil litros\/ dia.<\/p>\n<p>Na Argentina, por exemplo, em fevereiro de 2025, 26,8% da produ\u00e7\u00e3o nacional veio de propriedades com produ\u00e7\u00e3o acima de 10 mil litros\/ dia. \u00c9 poss\u00edvel que a porcentagem para 13 mil litros\/ dia no nosso vizinho do Mercosul seja abaixo do observado nesta importante bacia leiteira do estado do Paran\u00e1. Outras bacias tamb\u00e9m apresentam n\u00fameros expressivos.<\/p>\n<p>No Sudeste Paranaense, 13,4% da produ\u00e7\u00e3o adv\u00e9m das cem maiores propriedades e no Tri\u00e2ngulo Mineiro, 8,0%. \u00c9 interessante observar que, na principal bacia brasileira, a do Sul, que produz mais de 22,2 milh\u00f5es de litros\/ dia, a contribui\u00e7\u00e3o das cem maiores fazendas neste total \u00e9 de apenas 0,8%, indicando uma estrutura fundi\u00e1ria relativamente mais fragmentada. A Bacia do Sudeste, que produz 16,7 milh\u00f5es de litros\/ dia, possui 0,9 milh\u00e3o de litros\/ dia advindos das cem maiores, 5,4% da sua produ\u00e7\u00e3o, mostrando que o processo de surgimento de grandes fazendas leiteiras tamb\u00e9m ocorre nas bacias de maior volume de produ\u00e7\u00e3o, mas de maneira desuniforme (Figura 3).<\/p>\n<p>Figura 3 - Participa\u00e7\u00e3o dos 100 maiores produtores de leite do Brasil na produ\u00e7\u00e3o total de diferentes bacias leiteiras brasileiras, 2023, valores expressos em porcentagem.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/pJrG7dABF0442\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/pJrG7dABF0442\"><\/p>\n<p>Fonte: Cileite -Embrapa e MilkPoint (2025).<\/p>\n<p>A an\u00e1lise da distribui\u00e7\u00e3o das cem maiores fazendas produtoras de leite nas quinze bacias leiteiras identificadas pelo CILeite-Embrapa no Brasil mostra diferen\u00e7a significativas na distribui\u00e7\u00e3o espacial destas fazendas e dos seus impactos:<\/p>\n<p>No Sul e no Nordeste, o impacto destas grandes fazendas ainda \u00e9 limitado na oferta total.<br \/>\nNo Sudeste, no Tri\u00e2ngulo Mineiro e em Goi\u00e1s, estas propriedades j\u00e1 impactam a oferta de leite.<\/p>\n<p>Nas bacias do estado do Paran\u00e1, Leste Paranaense e Sudeste Paranaense esta contribui\u00e7\u00e3o \u00e9 mais expressiva, mostrando um processo de expans\u00e3o cont\u00ednuo no tamanho m\u00e9dio das fazendas. Nesta primeira bacia, que engloba importantes munic\u00edpios como Castro, Carambe\u00ed e Arapoti, j\u00e1 h\u00e1 uma concentra\u00e7\u00e3o de grandes fazendas maior que a observada na Argentina. Esta bacia, que possui a mais elevada produtividade de leite por vaca do pa\u00eds, exibe este importante ganho de escala e competitividade.<\/p>\n<p>As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Milkpoint editadas pelo Sindilat<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Jogo R\u00e1pido<br \/>\n<\/em><\/strong><i><b>As exporta\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos do Uruguai ca\u00edram 10%<br \/>\n<\/b>As divisas geradas com as exporta\u00e7\u00f5es de produtos l\u00e1cteos foram de US$ 66 milh\u00f5es, em maio. Representou queda de 10%, em d\u00f3lares, na compara\u00e7\u00e3o interanual e redu\u00e7\u00e3o de 20 para 17 mil toneladas. O principal produto exportado foi o leite em p\u00f3 integral, que gerou US$ 54 milh\u00f5es em divisas, e representou 82% do valor total de l\u00e1cteos embarcados. De acordo com o boletim de maio do Uruguai XXI, houve recuo tanto em valor como em volume. Depois vieram os queijos, com faturamento de US$ 7 milh\u00f5es, as manteigas com US$ 3 milh\u00f5es e por \u00faltimo soro de leite e outros produtos l\u00e1cteos. A Arg\u00e9lia encabe\u00e7ou os destinos comprando US$ 25 milh\u00f5es, seguida pelo Brasil com US$ 21 milh\u00f5es. Tamb\u00e9m ocuparam posi\u00e7\u00f5es de destaque Chile, Argentina, M\u00e9xico e Panam\u00e1. Fonte: Blasina y Asociados \u2013 Tradu\u00e7\u00e3o livre: www.terraviva.com.br<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 11 de junho de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 19 - N\u00b0 4.411 IBGE: Estat\u00edstica da Produ\u00e7\u00e3o Pecu\u00e1ria - Aquisi\u00e7\u00e3o de Leite No 1\u00ba trimestre de 2025, a <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/06\/11\/11-06-2025\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"11\/06\/2025\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-17077","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17077","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=17077"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17077\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":17080,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/17077\/revisions\/17080"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=17077"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=17077"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=17077"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}