{"id":16941,"date":"2025-05-19T18:13:34","date_gmt":"2025-05-19T18:13:34","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=16941"},"modified":"2025-05-19T18:15:12","modified_gmt":"2025-05-19T18:15:12","slug":"19-05-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/05\/19\/19-05-2025\/","title":{"rendered":"19\/05\/2025"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" style=\"text-align: justify; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 19 de maio de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.394<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><span style=\"font-size: 1rem;\"><b>CCGL investe na inova\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria<\/b><\/span><\/p>\n<p>Com 25 cooperativas associadas, mais de 170 mil produtores integrados e um faturamento que ultrapassou os R$ 2 bilh\u00f5es em 2024, a CCGL (Cooperativa Central Ga\u00facha Ltda) se consolida como uma das maiores for\u00e7as do cooperativismo agroindustrial do Sul do Brasil. Fundada em 1976, a cooperativa atua em diversas frentes \u2014 da industrializa\u00e7\u00e3o do leite e opera\u00e7\u00e3o log\u00edstica portu\u00e1ria \u00e0 pesquisa e desenvolvimento de tecnologias aplicadas no campo, por meio da Rede T\u00e9cnica Cooperativa (RTC).<\/p>\n<p>\u00c0 frente dessa engrenagem est\u00e1 Caio Vianna, engenheiro agr\u00f4nomo, produtor rural, presidente da CCGL e da Cotrijuc, e refer\u00eancia em gest\u00e3o cooperativa e agroindustrial no Brasil. Vianna tem conduzido a central em uma trajet\u00f3ria de moderniza\u00e7\u00e3o, crescimento sustent\u00e1vel e posicionamento estrat\u00e9gico dentro e fora do Pa\u00eds. Ele \u00e9 tamb\u00e9m um dos principais articuladores da 3\u00aa Jornada T\u00e9cnica da RTC, que acontece de 28 a 30 de maio, em Gramado (RS), e traz como tema \"O futuro do agro j\u00e1 chegou. Vamos juntos?\". O evento reunir\u00e1 nomes como o Pr\u00eamio Nobel da Paz Rattan Lal e o ex-ministro da Agricultura Roberto Rodrigues, para discutir inova\u00e7\u00e3o, sustentabilidade e produtividade com foco na for\u00e7a transformadora do cooperativismo.<\/p>\n<p>Empresas &amp; Neg\u00f3cios - Quantos cooperados fazem parte atualmente da CCGL e em quantos munic\u00edpios a cooperativa est\u00e1 presente?<\/p>\n<p>Caio Vianna - A CCGL completa meio s\u00e9culo de hist\u00f3ria em 2026. S\u00e3o 25 cooperativas singulares associadas e mais de 170 mil produtores integrados, distribu\u00eddos em praticamente todas as regi\u00f5es produtoras do Rio Grande do Sul. Nossa base \u00e9 ampla e diversificada, o que fortalece o modelo de intercoopera\u00e7\u00e3o. Ao longo das \u00faltimas d\u00e9cadas, a CCGL ampliou sua atua\u00e7\u00e3o, passando da industrializa\u00e7\u00e3o de leite para a opera\u00e7\u00e3o portu\u00e1ria \u2014 com os terminais Termasa e Tergrasa \u2014 e o desenvolvimento tecnol\u00f3gico por meio da RTC, com sede em Cruz Alta (RS). Essa estrutura permite atender de forma descentralizada e eficaz as demandas dos produtores em campo, conectando pesquisa, assist\u00eancia t\u00e9cnica e gest\u00e3o.<\/p>\n<p>E&amp;N - Qual foi o faturamento da cooperativa em 2024 e quais s\u00e3o as proje\u00e7\u00f5es para 2025?<\/p>\n<p>Vianna - Alcan\u00e7amos, em 2024, o maior faturamento da nossa hist\u00f3ria: uma receita bruta superior a R$ 2 bilh\u00f5es. Esse resultado expressivo reflete uma gest\u00e3o profissional, com foco em excel\u00eancia e compromisso com o cooperado. Tivemos tamb\u00e9m recorde na distribui\u00e7\u00e3o de dividendos: foram R$ 14,4 milh\u00f5es em 2024, referentes ao exerc\u00edcio anterior, e agora, em 2025, esse valor dobrou, chegando a R$ 28 milh\u00f5es. Isso representa mais que n\u00fameros \u2014 \u00e9 o retorno direto para quem est\u00e1 na base, incentivando novos investimentos e refor\u00e7ando o v\u00ednculo entre a produ\u00e7\u00e3o e a cooperativa. Nossa expectativa para 2025 \u00e9 manter esse crescimento sustent\u00e1vel, com base na efici\u00eancia operacional e no fortalecimento das cadeias produtivas.<\/p>\n<p>E&amp;N - A CCGL tem planos de expans\u00e3o? H\u00e1 novos investimentos em infraestrutura, tecnologia ou amplia\u00e7\u00e3o da base de cooperados?<\/p>\n<p>Vianna - Sim, e com intensidade. Entendemos que para seguir competitivo \u00e9 preciso inovar continuamente. Um dos projetos mais relevantes \u00e9 o SmartCoop, plataforma desenvolvida pela FecoAgro\/RS, que revoluciona o acompanhamento t\u00e9cnico das lavouras. Ela re\u00fane dados agron\u00f4micos, clima, manejo e gest\u00e3o em tempo real, integrando cooperativas, t\u00e9cnicos e produtores. No campo da infraestrutura, estamos investindo R$ 550 milh\u00f5es na reconstru\u00e7\u00e3o do terminal Termasa, no Porto de Rio Grande, que sofreu grandes danos nas enchentes de 2024. A planta de leite em Cruz Alta, com capacidade para processar 3,4 milh\u00f5es de litros por dia, \u00e9 uma das mais modernas da Am\u00e9rica Latina e ainda tem margem para crescimento. Tamb\u00e9m estamos expandindo nossa presen\u00e7a internacional, com exporta\u00e7\u00f5es para Am\u00e9rica Latina, \u00c1frica e \u00c1sia \u2014 e a China entrou recentemente nesse mapa.<\/p>\n<p>E&amp;N - A CCGL vem promovendo um projeto para refor\u00e7ar o sentimento de pertencimento dos cooperados. Como essa estrat\u00e9gia tem impactado o engajamento e os resultados da cooperativa?<\/p>\n<p>Vianna - Em abril de 2025, lan\u00e7amos o projeto \"Aqui, o produtor \u00e9 dono\", uma webs\u00e9rie que apresenta hist\u00f3rias reais dos nossos cooperados. A proposta \u00e9 valorizar quem faz o dia a dia da cooperativa, mostrar que, de fato, s\u00e3o os produtores que movem essa engrenagem. O engajamento nas redes tem sido muito positivo, mas, mais do que visibilidade, isso fortalece a identidade e o pertencimento. O produtor que se sente dono participa mais, compartilha decis\u00f5es e investe com mais seguran\u00e7a. Essa rela\u00e7\u00e3o de confian\u00e7a e transpar\u00eancia \u00e9 a base do nosso modelo de gest\u00e3o.<\/p>\n<p>E&amp;N - Como a CCGL avalia o atual cen\u00e1rio do cooperativismo agropecu\u00e1rio no Rio Grande do Sul e no Brasil?<\/p>\n<p>Vianna - O Rio Grande do Sul \u00e9 o ber\u00e7o do cooperativismo brasileiro e isso nos d\u00e1 uma responsabilidade hist\u00f3rica. Apesar dos desafios recentes, especialmente clim\u00e1ticos, o modelo cooperativista tem mostrado resili\u00eancia e capacidade de adapta\u00e7\u00e3o. A CCGL \u00e9 um exemplo disso: nos reinventamos, incorporamos tecnologia, aumentamos a efici\u00eancia e continuamos entregando valor ao produtor. O cooperativismo \u00e9, antes de tudo, um modelo de desenvolvimento coletivo. E isso tem muito valor num cen\u00e1rio que exige sustentabilidade, inclus\u00e3o e inova\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>E&amp;N - Na pr\u00e1tica, o que muda para um produtor ao se tornar um cooperado? Quais s\u00e3o os principais benef\u00edcios?<\/p>\n<p>Vianna - A principal mudan\u00e7a \u00e9 sair do isolamento. O cooperado tem acesso a assist\u00eancia t\u00e9cnica, tecnologia de ponta, cr\u00e9dito, comercializa\u00e7\u00e3o estruturada e, sobretudo, \u00e0 for\u00e7a do coletivo. No caso do leite, isso \u00e9 ainda mais vis\u00edvel: os pre\u00e7os pagos s\u00e3o justos e transparentes, baseados em par\u00e2metros t\u00e9cnicos e de mercado. E o resultado da opera\u00e7\u00e3o retorna para ele, como s\u00f3cio. Al\u00e9m disso, ele participa das decis\u00f5es. Isso d\u00e1 previsibilidade, reduz riscos e cria um ambiente mais saud\u00e1vel para investir e crescer.<\/p>\n<p>E&amp;N - O modelo cooperativo segue sendo competitivo frente a outros modelos de neg\u00f3cio no agro?<\/p>\n<p>Vianna - Sem d\u00favida. Hoje, as cooperativas s\u00e3o administradas com o mesmo n\u00edvel de profissionalismo das grandes empresas privadas, mas com uma grande diferen\u00e7a: o foco est\u00e1 no associado. A governan\u00e7a \u00e9 s\u00f3lida, os resultados s\u00e3o compartilhados e a vis\u00e3o de longo prazo \u00e9 parte da cultura. Al\u00e9m disso, o modelo tem como base a educa\u00e7\u00e3o, a inova\u00e7\u00e3o e o desenvolvimento local. Isso torna o cooperativismo n\u00e3o s\u00f3 competitivo, mas estrat\u00e9gico para o futuro do agro.<\/p>\n<p>E&amp;N - A Jornada T\u00e9cnica da RTC deveria ter ocorrido em 2023, mas foi adiada pela enchente. Como a CCGL lidou com os impactos daquele evento?<\/p>\n<p>Vianna - Foi uma decis\u00e3o dif\u00edcil, mas necess\u00e1ria. A Jornada j\u00e1 estava com as inscri\u00e7\u00f5es quase esgotadas quando o Estado foi duramente atingido pelas enchentes. Cancelamos imediatamente, em solidariedade aos produtores e comunidades afetadas. Assumimos o compromisso de atuar na linha de frente do apoio humanit\u00e1rio, com doa\u00e7\u00f5es de leite em p\u00f3, \u00e1gua pot\u00e1vel, mantimentos e log\u00edstica para atender as regi\u00f5es isoladas. E mesmo em \u00e1reas com acesso comprometido, mantivemos a coleta de leite \u2014 porque o compromisso com o produtor \u00e9 di\u00e1rio. Essa resposta r\u00e1pida s\u00f3 foi poss\u00edvel porque temos uma base cooperativa forte e organizada.<\/p>\n<p>E&amp;N - O evento traz nomes de peso como o Pr\u00eamio Nobel da Paz Rattan Lal e o ex-ministro Roberto Rodrigues. O que a CCGL busca ao trazer esse tipo de debate ao setor agropecu\u00e1rio?<\/p>\n<p>Vianna - A Jornada T\u00e9cnica da RTC \u00e9 muito mais que um encontro t\u00e9cnico. \u00c9 um espa\u00e7o de provoca\u00e7\u00e3o e constru\u00e7\u00e3o de futuro. Trazer nomes como Rattan Lal, refer\u00eancia mundial em solos e sustentabilidade, e Roberto Rodrigues, um \u00edcone do agro brasileiro, mostra que queremos pensar o agro al\u00e9m da porteira. Nossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 conectar os produtores com as grandes tend\u00eancias globais \u2014 agricultura regenerativa, inova\u00e7\u00e3o digital, seguran\u00e7a alimentar. O cooperativismo tem um papel-chave nisso. \u00c9 com conhecimento, coopera\u00e7\u00e3o e vis\u00e3o de longo prazo que vamos garantir um futuro sustent\u00e1vel para o campo e para a sociedade. (Jornal do Com\u00e9rcio)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<hr>\n<\/div>\n<div>\n<div>\n<p><b>Santa Clara cresce com a diversifica\u00e7\u00e3o de neg\u00f3cios<\/b><\/p>\n<p>Uma forma de queijo de 15 quilos e uma manteiga de dois quilos foram o resultado do processamento de 152,8 litros de leite recebidos de 32 produtores no primeiro dia de funcionamento, em 1912, da atual Cooperativa Santa Clara, com sede em Carlos Barbosa. Dentre os 32 fundadores, 18 tinham sobrenomes italianos. Um ano antes, 17 agricultores haviam criado a Latteria Santa Chiara para onde destinavam as sobras de leite da produ\u00e7\u00e3o pr\u00f3pria. \"Este grupo proveniente da It\u00e1lia j\u00e1 conhecia o cooperativismo e a import\u00e2ncia do trabalho integrado. Isto foi essencial para o \u00eaxito do neg\u00f3cio\", destaca Alexandre Guerra, diretor administrativo e financeiro.<\/p>\n<p>Denominada inicialmente como Cooperativa de Latic\u00ednios Uni\u00e3o Colonial, a Santa Clara, que ganhou este nome em 1977, tem 4,8 mil fam\u00edlias associadas. Nas tr\u00eas plantas industriais a capacidade de processamento anual \u00e9 de 25 milh\u00f5es de litros de leite, coletados em 153 munic\u00edpios ga\u00fachos. A opera\u00e7\u00e3o, com unidades em Carlos Barbosa, Casca e Get\u00falio Vargas, responde por 53% do faturamento. Ainda tem dois frigor\u00edficos de su\u00ednos, cozinha industrial, 30 unidades varejistas, dentre supermercados e lojas agropecu\u00e1rias, duas f\u00e1bricas de ra\u00e7\u00f5es e sete centrais de distribui\u00e7\u00e3o em v\u00e1rios estados. No total, s\u00e3o 73 unidades de neg\u00f3cios e 2.679 funcion\u00e1rios.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/JmBca9ABF0411\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/JmBca9ABF0411\"><\/p>\n<p>Foto: Cooperativa Santa Clara\/Divulga\u00e7\u00e3o\/JC<\/p>\n<p>A partir de 1975, na busca pela diversifica\u00e7\u00e3o e amplia\u00e7\u00e3o de \u00e1reas de atua\u00e7\u00e3o, a Santa Clara iniciou um processo de incorpora\u00e7\u00e3o de outras cooperativas. As primeiras, com foco em leite e trigo, eram de Carlos Barbosa. As seguintes estavam localizadas em Veran\u00f3polis, Cotipor\u00e3, Para\u00ed, Casca e S\u00e3o Vendelino.<\/p>\n<p>O mais recente movimento envolveu a compra de frigor\u00edfico em Vila L\u00e2ngaro, com capacidade para o abate de 600 su\u00ednos por dia. Com a aquisi\u00e7\u00e3o, a Santa Clara amplia a presen\u00e7a no setor, somando dois frigor\u00edficos e sete suinoculturas: uma em Carlos Barbosa, uma no Alto Jacu\u00ed e cinco no Alto Uruguai. De acordo com Guerra, a cooperativa tem como regra em seu planejamento estrat\u00e9gico investir em torno de R$ 30 milh\u00f5es anuais, sendo dois ter\u00e7os pr\u00f3prios, em melhorias de processos produtivos, varejo, amplia\u00e7\u00e3o, moderniza\u00e7\u00e3o e desenvolvimento de novos produtos.<\/p>\n<p>A regi\u00e3o Sul e os estados de S\u00e3o Paulo, Rio de Janeiro e Mato Grosso s\u00e3o os principais mercados consumidores dos produtos da Santa Clara, que t\u00eam no varejo, compreendendo supermercados, padarias e outros, o principal canal de venda. Hot\u00e9is, restaurantes e lojas especializadas tamb\u00e9m s\u00e3o abastecidos. No total, s\u00e3o mais de 22 mil clientes ativos.<\/p>\n<p>O portf\u00f3lio tem mais de quase 400 produtos entre latic\u00ednios, frigor\u00edfico, doces e sucos, dos quais em torno de 50 tipos de queijos. Guerra recorda que, em 1909, o imigrante e associado Fausto Breda voltou \u00e0 It\u00e1lia para aprender a fazer queijo. De l\u00e1 trouxe a receita para um queijo colonial, ainda parte do portf\u00f3lio atual.<\/p>\n<p>Guerra salienta que a Santa Clara \u00e9 a mais antiga cooperativa do segmento l\u00e1cteo em atividades no Brasil e a segunda maior em capta\u00e7\u00e3o de leite no estado. Como a\u00e7\u00f5es pioneiras no setor e no mercado cita a t\u00e9cnica de ado\u00e7\u00e3o da insemina\u00e7\u00e3o artificial, pagamento do leite pela qualidade e n\u00e3o s\u00f3 pelo volume, certifica\u00e7\u00e3o ISO 9000, elabora\u00e7\u00e3o do primeiro queijo com microrganismos probi\u00f3ticos e o uso de ordenha automatizada por um associado seu.<\/p>\n<p>A cooperativa tem trabalhado a responsabilidade social por meio do projeto social Plantando o Bem, com palestras, pe\u00e7as teatrais, encontros e concursos em escolas sobre ecologia, sustentabilidade e alimenta\u00e7\u00e3o saud\u00e1vel, al\u00e9m de colaborar com o Banco de Alimentos de Porto Alegre. Em termos ambientais tem como meta reduzir em 30% a emiss\u00e3o dos gases estufa at\u00e9 2030, al\u00e9m de investir em energia fotovoltaica. Uniformes de trabalhadores recolhidos ap\u00f3s determinado tempo de uso s\u00e3o transformados em cobertores e doados a entidades assistenciais. (Jornal do Com\u00e9rcio)<\/p>\n<p><b>Milk Pro Future<\/b><\/p>\n<p>Uma viagem imersiva ao futuro do leite, com inova\u00e7\u00e3o, sustentabilidade e prop\u00f3sito.. Tudo isso presente em cada esta\u00e7\u00e3o dessa jornada transformadora que foi o Milk Pro Summit<\/p>\n<p>Nos dias 15 e 16 de maio eu e pouco mais de 400 jovens \u2014 de todas as idades \u2014 deixamos o presente para viver uma experi\u00eancia in\u00e9dita: fomos visitar o futuro. Ou melhor, alguns futuros prov\u00e1veis.<\/p>\n<p>Laura Gastaldi, Torsten Hemme, Valter Galan e Rafael Junqueira nos receberam na primeira esta\u00e7\u00e3o do futuro. Disseram que o mundo do leite brasileiro mudou. L\u00e1 no futuro, h\u00e1 menos empresas, menos produtores, mas mais produ\u00e7\u00e3o. Isso aconteceu por meio de duas palavrinhas: efici\u00eancia e produtividade. A produ\u00e7\u00e3o por hectare, por m\u00e3o de obra e por vaca aumentou. E, mais que isso, nos tornamos mais competitivos tamb\u00e9m pela forma como enfrentamos os desafios ambientais, sociais e de governan\u00e7a.<\/p>\n<p>Mas como chegamos a esse novo patamar? As respostas estavam nos futuros prov\u00e1veis que visitar\u00edamos em cada esta\u00e7\u00e3o da viagem...<\/p>\n<p>Na esta\u00e7\u00e3o seguinte, conhecemos a vaca do futuro. Francisco Rodriguez nos apresentou a vaca tropical: uma vers\u00e3o geneticamente evolu\u00edda, com menor impacto ambiental. Rog\u00e9rio Carvalho Souza mostrou como intervir no segundo c\u00e9rebro da vaca, o r\u00famen, para reduzir seu impacto e aumentar sua produtividade. E tamb\u00e9m como os sensores ajudar\u00e3o cada vez mais a entender o comportamento e as rea\u00e7\u00f5es desse ser complexo e inteligente que tanto amamos.<\/p>\n<p>Nosso querido brasileiro que vive na Argentina, Cristian Chiavassa, nos ensinou a conversar com o ChatGPT e outras IAs, para que elas nos respondam realmente o que queremos saber. E colocou em xeque a forma atual de aprender. Precisamos saber um pouco sobre tudo, como hoje? Ou devemos descobrir o necess\u00e1rio conforme a necessidade de conhecimento surge?<\/p>\n<p>Na esta\u00e7\u00e3o seguinte, paramos para conhecer a fazenda do futuro. Marcos Epp demonstrou que buscar efici\u00eancia e produtividade d\u00e1 retorno \u2014 com resultados que at\u00e9 a turma da Faria Lima precisa conhecer. Jos\u00e9 Garcia Pretto nos mostrou que a ordenhadeira do futuro pensa, sente e interage com a vaca, com o leite e com o produtor.<\/p>\n<p>Maria Antonieta Guazelli e Ad van Velde \u2014 h\u00edbridos de produtores e l\u00edderes setoriais do futuro \u2014 mostraram que tudo o que vimos sobre a vaca e a fazenda do futuro era verdade. Mas era apenas a materializa\u00e7\u00e3o do que j\u00e1 havia acontecido fora da porteira. O produtor do futuro cuida de seu neg\u00f3cio, mas tamb\u00e9m interage com outros produtores, participa da formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, da cria\u00e7\u00e3o de leis e das regras do mercado. Ele se organiza institucionalmente. Afinal, o leite do futuro continua sendo um assunto de Estado. E, para atuar, \u00e9 preciso coopera\u00e7\u00e3o. No futuro, uma andorinha ainda n\u00e3o faz ver\u00e3o... Lembrei-me desse ditado antigo \u2014 e ainda t\u00e3o atual.<\/p>\n<p>Na esta\u00e7\u00e3o seguinte Diana Jank encontrou um jeito de tornar f\u00e1cil o dif\u00edcil. Fez como nossas m\u00e3es e av\u00f3s: contou historinhas simples, encantadoras, e nos guiou por diversos lugares do mundo do futuro, com paisagens lindas, vacas e pessoas felizes. Tudo natural, embalado em marcas.<\/p>\n<p>Sim, as marcas do futuro n\u00e3o s\u00e3o mais produtos a serem comprados. S\u00e3o entidades com identidade! Cada uma tem sua trajet\u00f3ria, personalidade e prop\u00f3sito. N\u00e3o s\u00e3o apenas consumidas \u2014 criam v\u00ednculos emocionais. Afinal, como j\u00e1 cantavam os Tit\u00e3s h\u00e1 quarenta anos: \"A gente n\u00e3o quer s\u00f3 comida, a gente quer comida, divers\u00e3o e arte... a gente quer a vida!\"<\/p>\n<p>Depois, nos levaram a uma sala de cinema. Opa! A viagem no tempo incluiu um momento de divers\u00e3o?<\/p>\n<p>Visitamos um mundo sem vacas. Um mundo imagin\u00e1rio, n\u00e3o natural. Um mundo imposs\u00edvel. Afinal, No\u00e9, em sua sabedoria, colocou vacas na Arca diante do dil\u00favio iminente.<\/p>\n<p>Como Diana, o filme tamb\u00e9m contou historinhas \u2014 muitas! Com vis\u00f5es diferentes sobre esse ser mais parecido conosco do que imaginamos. Um ser soci\u00e1vel, que elege l\u00edderes, que \u00e9 sens\u00edvel e tem humor, que se comunica, reage ao que vive, sente amor e \u00f3dio, busca prazer e... pensa! Um ser que leva nove meses para se formar no ventre da m\u00e3e. Um ser complexo, que produz um alimento tamb\u00e9m complexo: o leite \u2014 sin\u00f4nimo de vida.<\/p>\n<p>O filme mostrou o valor da vaca para a vida humana, inclusive entre tribos primitivas que vivem hoje como h\u00e1 quatro mil anos. Visitamos o passado remoto e o presente, em diferentes regi\u00f5es do mundo, compreendendo o que \u00e9 esse ser em cada tempo e lugar. Tamb\u00e9m conhecemos a leg\u00edtima vis\u00e3o vegana \u2014 sem filtros ou rancores. Jovens que cresceram com fraldas descart\u00e1veis, n\u00e3o recicl\u00e1veis, mas s\u00e3o honestos e verdadeiros no que acreditam, baseando-se nas hist\u00f3rias que ouvem.<\/p>\n<p>O filme tamb\u00e9m trouxe ci\u00eancia. E aprendemos a fazer contas. Vaca \u00e9 mesmo um animal de baixa convers\u00e3o alimentar? Descobri que n\u00e3o. Sa\u00ed convencido: o mundo precisa mais de vacas do que de humanos. Melhor, ent\u00e3o, que estejamos juntos.<\/p>\n<p>Fora da sala, al\u00e9m da Diana, estavam Michelle Michael e Brandon Whitworth \u2014 os produtores do filme. Uma raridade ouvir os criadores falando sobre a criatura. Fizeram um filme para quem n\u00e3o conhece vacas. Afinal, elas n\u00e3o est\u00e3o em zool\u00f3gicos nem saf\u00e1ris... O mundo urbano n\u00e3o sabe o que \u00e9 uma vaca. E l\u00e1 tamb\u00e9m estava Bruno Gir\u00e3o, talvez o executivo do setor l\u00e1cteo que mais busca novas experi\u00eancias em outros mundos terrenos.<br \/>\nLembro bem quando, em 2016, no Interleite, lan\u00e7amos o Ideas For Milk. Um sil\u00eancio geral. Senti que n\u00e3o me comuniquei bem. Ningu\u00e9m entendeu. Eis que Bruno, da plateia, pede um microfone indispon\u00edvel para dizer o quanto aquilo era importante. Foi o primeiro a entender o que viria com o Ideas For Milk. E ontem, contou como os veganos tentaram impedir a participa\u00e7\u00e3o do IFC como s\u00f3cio. Sem m\u00e1goas, sem rancores. Com reflex\u00e3o.<\/p>\n<p>Na esta\u00e7\u00e3o seguinte, vimos solu\u00e7\u00f5es poss\u00edveis para as dores atuais. A primeira, da gest\u00e3o, foi tratada por Alexandre Pedroso: como transformar a infinidade de dados gerados pelas fazendas em valor para a tomada de decis\u00e3o? A segunda, sobre o mercado de carbono, foi abordada por Martha Baker e Laurent Micol: como alcan\u00e7ar o leite net zero e gerar receita com servi\u00e7os ambientais?<\/p>\n<p>A terceira dor: a desorganiza\u00e7\u00e3o das rela\u00e7\u00f5es na fr\u00e1gil cadeia produtiva, foi tratada por Marcelo Carvalho. E a quarta: o capital escasso e caro \u2014 problema crescente numa atividade cada vez mais intensiva \u2014 foi debatida por Jacques Gontijo e Henrique Americano. Para mostrar que todas essas dores t\u00eam rem\u00e9dio, veio Diogo Vriesman, produtor do futuro, contar sua hist\u00f3ria vivida com a simplicidade dos s\u00e1bios.<\/p>\n<p>Durante a viagem no tempo, tivemos duas companhias inspiradoras. Uma foi Tamara Klink \u2014 que eu n\u00e3o conhecia, mas da qual virei f\u00e3 instant\u00e2neo. Quero saber tudo o que pensa e faz. Eu, que me achava especialista em estrat\u00e9gia, agora a sigo. A outra foi Miguel Cavalcanti, que falou de gente, gente, gente. Conheci um novo Miguel. Em tempos de economia circular, encontrei um Miguel reciclado, regenerado \u2014 um Miguel do futuro. Quero me regenerar tamb\u00e9m, Miguel! Quero estar com voc\u00ea no futuro!<\/p>\n<p>Ao longo dos meus quase 63 anos, vivi apenas tr\u00eas experi\u00eancias que me fizeram n\u00e3o querer voltar para casa: Bonito (MS), Barcelona e... a viagem futurista do Milk Pro Summit. Sa\u00ed de l\u00e1 impactado. Queria escrever uma cr\u00f4nica. N\u00e3o consegui \u2014 ficou um di\u00e1rio de bordo. Sem contar as conversas nos intervalos com os passageiros. Cada uma, uma aula. Falei pouco para aprender muito. E ainda n\u00e3o sei bem o que aprendi.<\/p>\n<p>Mas ficou na mente a frase arrebatadora da jovem-madura Diana: \u201cSe pensarmos apenas em mercado de nicho, org\u00e2nico, regenerativo e com alto valor agregado, a gente n\u00e3o alimenta o mundo. Mas, se pensarmos apenas em efici\u00eancia, n\u00e3o alimentamos a alma.\u201d<br \/>\nParab\u00e9ns, Marcelo, pela coragem de ser disruptivo. Parab\u00e9ns a esse time jovem e competente do MilkPoint. Parab\u00e9ns \u00e0s empresas que apostaram nesse projeto \u00fanico: Alltech, De Laval, MSD, Alvoar, Italac, Lactalis, Piracanjuba, Porto Alegre e Verde Campo. Parab\u00e9ns \u00e0 Fr\u00edsia, \u00e0 Abraleite, ao Sindilat\/RS e ao Sindileite\/SP.<\/p>\n<p>Agora que conhecemos os futuros prov\u00e1veis, cada viajante est\u00e1 comprometido em ajudar a constru\u00ed-los, com as li\u00e7\u00f5es que trouxe da viagem. O tempo dir\u00e1 se seremos bem-sucedidos. (Paulo do Carmo Martins para Milkpoint)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<hr>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Jogo R\u00e1pido<br \/>\n<\/em><\/strong><i><b>FENASUL EXPOLEITE:&nbsp; Evento atraiu 150 mil visitantes<br \/>\n<\/b>A edi\u00e7\u00e3o 2025 da Fenasul Expoleite foi encerrada ontem, em Esteio, sob o brilho dos campe\u00f5es da pista do Parque de Exposi\u00e7\u00f5es Assis Brasil, mas tamb\u00e9m com dificuldades enfrentadas pelos produtores rurais. A mais recente est\u00e1 relacionada \u00e0 confirma\u00e7\u00e3o de foco de gripe avi\u00e1ria em uma granja comercial em Montenegro. A ocorr\u00eancia da patologia acarretou a retirada antecipada, por medida de seguran\u00e7a sanit\u00e1ria, das aves ornamentais que participavam do evento. A aus\u00eancia, entretanto, n\u00e3o reduziu o entusiasmo dos visitantes com a feira de outono, que atraiu, de acordo com os organizadores, 150 mil visitantes nos cinco dias de realiza\u00e7\u00e3o. Representando o governo do Estado, o secret\u00e1rio adjunto da Agricultura, Pecu\u00e1ria, Produ\u00e7\u00e3o Sustent\u00e1vel e Irriga\u00e7\u00e3o, M\u00e1rcio Madalena, afirmou que a Fenasul Expoleite se consolida como o grande evento agropecu\u00e1rio do primeiro semestre no Rio Grande do Sul. (Correio do Povo)<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 19 de maio de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.394 CCGL investe na inova\u00e7\u00e3o agropecu\u00e1ria Com 25 cooperativas associadas, mais de 170 mil produtores integrados <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/05\/19\/19-05-2025\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"19\/05\/2025\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-16941","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16941","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16941"}],"version-history":[{"count":4,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16941\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16945,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16941\/revisions\/16945"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16941"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16941"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16941"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}