{"id":16762,"date":"2025-04-22T18:31:20","date_gmt":"2025-04-22T18:31:20","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=16762"},"modified":"2025-04-22T18:33:12","modified_gmt":"2025-04-22T18:33:12","slug":"22-04-2025","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/04\/22\/22-04-2025\/","title":{"rendered":"22\/04\/2025"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" style=\"text-align: justify; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 22 de abril de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.376<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><b>Momento de estabilidade na pecu\u00e1ria leiteira<\/b><\/p>\n<p>Alta do d\u00f3lar, oferta equilibrada, retorno das chuvas e temperaturas mais amenas contribuem para uma entressafra excepcionalmente tranquila na produ\u00e7\u00e3o de leite, em compara\u00e7\u00e3o com os \u00faltimos anos<\/p>\n<p>No lan\u00e7amento da 18\u00aa Fenasul\/45\u00aa Expoleite, no in\u00edcio da semana passada, o tom dos discursos de representantes do setor leiteiro surpreendeu o p\u00fablico. Ao inv\u00e9s das queixas e reivindica\u00e7\u00f5es que t\u00eam caracterizado os encontros do endividado meio rural ga\u00facho, as manifesta\u00e7\u00f5es do evento permitiram inclusive piadas e ditos espirituosos. O ambiente reflete um per\u00edodo de excepcional estabilidade, na compara\u00e7\u00e3o com anos anteriores, vivenciado pela bovinocultura leiteira na entressafra de 2025, mas que tamb\u00e9m n\u00e3o torna os pecuaristas alheios \u00e0s dificuldades enfrentadas pela agropecu\u00e1ria do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p>De acordo com o presidente da Associa\u00e7\u00e3o dos Criadores de Gado Holand\u00eas do Rio Grande do Sul (Gadolando) e da Federa\u00e7\u00e3o Brasileira das Associa\u00e7\u00f5es de Criadores de Animais de Ra\u00e7a (Febrac), Marcos Tang, a estiagem que atingiu o Estado desde meados de dezembro, combinada \u00e0s temperaturas extremas verificadas durante o ver\u00e3o, fez cair a produ\u00e7\u00e3o de leite em cerca de 10%. O fen\u00f4meno clim\u00e1tico, al\u00e9m de provocar estresse t\u00e9rmico nas vacas, reduzindo a oferta da bebida, prejudicou lavouras de soja e de milho nas regi\u00f5es Oeste e Noroeste do RS, com impacto sobre a alimenta\u00e7\u00e3o e, por consequ\u00eancia, nos custos de produ\u00e7\u00e3o dos rebanhos. Tang calcula que entre 600 mil at\u00e9 um milh\u00e3o de litros de leite deixaram de ser ordenhados, chegando pr\u00f3ximo ao percentual de 10% da produ\u00e7\u00e3o di\u00e1ria ga\u00facha.<\/p>\n<p>\u201cEstamos na entressafra. A produ\u00e7\u00e3o melhora agora com a vinda das pastagens. \u00c9 um momento em que reduz o custo e se produz mais, com uma alimenta\u00e7\u00e3o muito natural para a vaca\u201d, diz Tang. De qualquer forma, mesmo com a colabora\u00e7\u00e3o das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e do pasto abundante, a produ\u00e7\u00e3o dos meses de final de ver\u00e3o, outono e inverno tem seus limites.Tang exemplifica com os resultados dos concursos leiteiros em diferentes etapas do ano. \u201cConcursos que ocorrem entre fevereiro e maio, incluindo a nossa Fenasul\/Expoleite, as vacas vencem com 70 litros ou 80 litros. Depois chega na Expointer (que ocorre na primavera) e bate ali perto dos 100 litros. \u00c9 um ciclo\u201d, descreve o dirigente.<\/p>\n<p>Secret\u00e1rio-executivo do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do RS (Sindilat) e coordenador do Conselho Parit\u00e1rio Produtores\/Ind\u00fastrias de Leite do RS (Conseleite), Darlan Palharini prev\u00ea que a produ\u00e7\u00e3o em 2025 supere o total de 2024, de 3,8 bilh\u00f5es de litros. Tang ressalta a necessidade de estabelecimento de um debate sobre o volume da produ\u00e7\u00e3o leiteira ga\u00facha, estacionada em cerca de 11 milh\u00f5es de litros por dia. Dados do Sindilat\/RS indicam que a m\u00e9dia pode ser inclusive inferior. Entre 2021 e 2024, conforme o sindicato, a m\u00e9dia di\u00e1ria de aquisi\u00e7\u00e3o de leite pela ind\u00fastria no RS oscilou entre 7,5 milh\u00f5es de litros, em janeiro de 2022, a 12,2 milh\u00f5es de litros, em agosto de 2021. \u201cEstamos falando de leite oficial, com nota. Estagnamos nisso h\u00e1 mais de 10 anos ou 15 anos\u201d, diz Tang.<\/p>\n<p>Para o gerente de Suprimentos de Leite da Cooperativa Geral Ga\u00facha (CCGL), Jair da Silva Melo, a produ\u00e7\u00e3o de leite no Rio Grande do Sul, de fato, cresce a uma taxa muito baixa, de 1,7% ao ano. A falta de incentivo, estadual ou federal, contribui para a redu\u00e7\u00e3o de 60% no n\u00famero de produtores, que hoje somam 34 mil agropecuaristas no Rio Grande do Sul, conforme Melo. \u201cDentro do Pronaf (Programa Nacional de Fortalecimento da Agricultura Familiar), ele (o pecuarista de leite) \u00e9 um dos que menos consegue pegar recursos de at\u00e9 R$ 250 mil. Pescadores conseguem pegar mais que o produtor de leite\u201d, aponta Tang. Palharini destaca a estabilidade nos neg\u00f3cios e nos pre\u00e7os, avalia\u00e7\u00e3o compartilhada pelo vice-presidente e diretor de Pol\u00edtica Agr\u00edcola da Federa\u00e7\u00e3o dos Trabalhadores na Agricultura no Rio Grande do Sul (Fetag\/RS), Eug\u00eanio Zanetti. \u201cH\u00e1 um pouco de retra\u00e7\u00e3o nas vendas. Com a taxa de juro mais alta, o mercado est\u00e1 um pouco travado, mas n\u00e3o d\u00e1 para dizer que n\u00e3o se consegue vender\u201d, revela Palharini.&nbsp;<\/p>\n<p>Conforme o dirigente sindical, a ind\u00fastria opera com margem mais curta. \u201cA cota\u00e7\u00e3o do leite est\u00e1 remunerando bem o produtor. Os latic\u00ednios t\u00eam de trabalhar muito com a quest\u00e3o da efici\u00eancia para buscar rentabilidade\u201d, pondera Palharini. Zanetti considera a possibilidade de o valor ao produtor sofrer alta na pr\u00f3xima reuni\u00e3o do Conseleite, prevista para o dia 29 de abril, em Passo Fundo. Ele comemora o cen\u00e1rio mais equilibrado, diferente do que ocorreu no passado recente. \u201cO produtor est\u00e1 precisando de normalidade, at\u00e9 para se recuperar das dificuldades dos \u00faltimos anos\u201d, afirma.<\/p>\n<p>Zanetti e Palharini, contudo, ressaltam que a situa\u00e7\u00e3o \u00e9 favor\u00e1vel ao pecuarista que atinge uma oferta de, pelo menos, 500 litros de leite por dia, assegurando com o volume a obten\u00e7\u00e3o de uma rentabilidade \u201cmais confort\u00e1vel\u201d. Uma dificuldade que teve sua import\u00e2ncia moderada desde abril de 2024 foi a concorr\u00eancia com o produto importado do Mercosul. O governo ga\u00facho e de outras unidades federativas chegaram a adotar medidas de elimina\u00e7\u00e3o de benef\u00edcios fiscais, aplicadas \u00e0s empresas que mantivessem a prefer\u00eancia pelo fornecedor estrangeiro. No entanto, o que acabou limitando o ingresso de leite oriundo da Argentina, principalmente, foi a alta do d\u00f3lar e a eleva\u00e7\u00e3o dos custos de produ\u00e7\u00e3o do pa\u00eds vizinho a partir da chegada do presidente Javier Milei \u00e0 Casa Rosada. \u201cO governo argentino retirou subs\u00eddios e o pre\u00e7o do leite na Argentina est\u00e1 em patamar elevado\u201d, diz Zanetti. \u201cAs importa\u00e7\u00f5es continuam, em volume bem consider\u00e1vel, mas tamb\u00e9m a economia vai se acostumando com essa realidade e trabalhando com esse novo participante de mercado\u201d, pondera Palharini. (Correio do Povo)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<p><b>EMATER\/RS: Informativo Conjuntural 1863&nbsp;<\/b><\/p>\n<p><i>BOVINOCULTURA DE LEITE<\/i><\/p>\n<p>As temperaturas amenas e as chuvas intensas favoreceram o bem-estar animal, apesar dos problemas com barro. S\u00e3o efetuados os devidos cuidados sanit\u00e1rios. A produ\u00e7\u00e3o se mant\u00e9m estabilizada, e os indicadores de qualidade do leite seguem dentro dos par\u00e2metros.&nbsp;<\/p>\n<p>Na regi\u00e3o administrativa da Emater\/RS-Ascar de Bag\u00e9, o vazio forrageiro outonal tem impactado a produ\u00e7\u00e3o e a qualidade do leite, especialmente na Campanha e Fronteira Oeste.<\/p>\n<p>Na de Caxias do Sul, o clima beneficiou o bem-estar animal. Nos sistemas confinados, tem sido mantida a alimenta\u00e7\u00e3o adequada. A produtividade est\u00e1 est\u00e1vel, apesar do ac\u00famulo de barro e da necessidade de maior aten\u00e7\u00e3o \u00e0 qualidade do leite.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Erechim, os rebanhos apresentam apropriado estado sanit\u00e1rio e nutricional, beneficiados pelas temperaturas mais amenas e pela normaliza\u00e7\u00e3o da oferta de \u00e1gua. Contudo, o vazio outonal tem exigido maior suplementa\u00e7\u00e3o alimentar e aten\u00e7\u00e3o aos manejos reprodutivos, sanit\u00e1rios e de pastoreio.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Frederico Westphalen, a produ\u00e7\u00e3o foi levemente impactada pelo vazio forrageiro antecipado e pelas altas temperaturas. Contudo, as chuvas e as temperaturas mais amenas proporcionaram o rebrote das pastagens e adequado bem-estar animal, mantendo o cen\u00e1rio de estabilidade na comercializa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Iju\u00ed, a produ\u00e7\u00e3o segue est\u00e1vel, e aumento o uso de silagem para compensar o vazio outonal nas pastagens. Nos sistemas confinados, a redu\u00e7\u00e3o das temperaturas tem favorecido o bem-estar dos animais.<\/p>\n<p>Na de Passo Fundo, o uso intensificado de alimentos conservados durante o vazio outonal contribuiu para a recupera\u00e7\u00e3o nutricional dos rebanhos. Observa-se redu\u00e7\u00e3o na popula\u00e7\u00e3o de moscas e aumento nos casos de carrapatos e tristeza parasit\u00e1ria. Por\u00e9m, h\u00e1 menor oferta de leite.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Pelotas, as chuvas intensas t\u00eam afetado o pastejo, o plantio de pastagens de inverno, a colheita de silagem e a log\u00edstica de transporte do leite, comprometendo a produ\u00e7\u00e3o em diversas regi\u00f5es. Entretanto, h\u00e1 expectativa de recupera\u00e7\u00e3o com o avan\u00e7o das forrageiras de inverno.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Porto Alegre, os animais mant\u00eam condi\u00e7\u00e3o corporal satisfat\u00f3ria com apoio da suplementa\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Santa Maria, os produtores seguem atentos ao controle de parasitas para manter a sanidade dos rebanhos.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Santa Rosa, os custos de produ\u00e7\u00e3o est\u00e3o adequados, e o pre\u00e7o da ra\u00e7\u00e3o e dos insumos tem permitido margem de lucratividade para o produtor. A m\u00e9dia do pre\u00e7o recebido pelo litro de leite apresentou estabilidade em compara\u00e7\u00e3o ao m\u00eas anterior.&nbsp;<\/p>\n<p>Na de Soledade, as temperaturas amenas e a boa oferta de pastagens, aliadas ao avan\u00e7o das forrageiras de inverno e do milho para silagem, favoreceram o bem-estar do rebanho e a estabilidade alimentar dos animais. (Emater\/RS adaptado pelo Sindilat)<\/p>\n<p><b>Embrapa promove semin\u00e1rio on-line sobre rumos da cadeia do leite no Brasil<\/b><\/p>\n<p>Evento ser\u00e1 nesta ter\u00e7a-feira, 29, reunir\u00e1 especialistas e ter\u00e1 debate com o p\u00fablico<\/p>\n<p>A Rede de Socioeconomia da Agricultura da Embrapa promove na pr\u00f3xima ter\u00e7a-feira 29 de abril, das 9h \u00e0s 11h, o semin\u00e1rio \"Debates em Socioeconomia \u2013 Leite e Derivados: realidade e perspectivas futuras\", com transmiss\u00e3o ao vivo pelo canal da Embrapa no YouTube. O evento \u00e9 gratuito e aberto ao p\u00fablico.<\/p>\n<p>Com foco na an\u00e1lise dos desafios e tend\u00eancias da cadeia produtiva do leite, o semin\u00e1rio reunir\u00e1 representantes do setor produtivo e especialistas da Embrapa Gado de Leite. O objetivo \u00e9 aprofundar a compreens\u00e3o sobre a atual conjuntura da produ\u00e7\u00e3o leiteira no Brasil e debater estrat\u00e9gias para fortalecer a competitividade do setor, com especial aten\u00e7\u00e3o \u00e0 inova\u00e7\u00e3o tecnol\u00f3gica, ao mercado consumidor e ao papel da produ\u00e7\u00e3o familiar.<\/p>\n<p>Painelistas e temas<\/p>\n<p>A programa\u00e7\u00e3o contar\u00e1 com tr\u00eas apresenta\u00e7\u00f5es seguidas de debate com o p\u00fablico:<\/p>\n<p>9h \u2013 J\u00f4nadan Ma (Comiss\u00e3o T\u00e9cnica da Pecu\u00e1ria de Leite da FAEMG) abordar\u00e1 \u201cOs desafios da produ\u00e7\u00e3o sob a perspectiva do produtor de leite\u201d<\/p>\n<p>9h30 \u2013 Glauco Carvalho (Embrapa Gado de Leite) falar\u00e1 sobre \u201cDesafios e tend\u00eancias para a cadeia produtiva do leite\u201d<\/p>\n<p>10h \u2013 Kennya Siqueira (Embrapa Gado de Leite) apresentar\u00e1 o tema \u201cO mercado de leite e derivados sob a \u00f3tica do consumidor\u201d<\/p>\n<p>Logo depois das apresenta\u00e7\u00f5es, acontece o debate com o p\u00fablico.<\/p>\n<p>Alinhar vis\u00f5es e estrat\u00e9gias<br \/>\nA media\u00e7\u00e3o ser\u00e1 do pesquisador Samuel Oliveira, da Embrapa Gado de Leite. Ele ressalta a import\u00e2ncia da abordagem integrada do tema: \u201cA cadeia produtiva do leite est\u00e1 em um momento de inflex\u00e3o. Estamos vendo avan\u00e7os em produtividade e uso de tecnologia, mas tamb\u00e9m novos desafios ligados \u00e0 competitividade, \u00e0 oscila\u00e7\u00e3o do consumo e \u00e0 reorganiza\u00e7\u00e3o da produ\u00e7\u00e3o no territ\u00f3rio nacional. O semin\u00e1rio ser\u00e1 uma oportunidade para alinhar vis\u00f5es e estrat\u00e9gias a partir de uma leitura qualificada do cen\u00e1rio atual.\u201d<\/p>\n<p>Samuel destaca que a proposta do evento \u00e9 criar um espa\u00e7o para an\u00e1lise cr\u00edtica e troca de experi\u00eancias: \u201cNossa inten\u00e7\u00e3o \u00e9 reunir diferentes olhares \u2013 do produtor, do pesquisador, do mercado \u2013 para que possamos compreender a complexidade do setor e identificar caminhos vi\u00e1veis, tanto do ponto de vista econ\u00f4mico quanto social.\u201d<\/p>\n<p>Transforma\u00e7\u00f5es e perspectivas<br \/>\nDe acordo com estudos da Embrapa, o Brasil alcan\u00e7ou em 2023 a marca de 97 milh\u00f5es de litros de leite por dia. Ainda que a produ\u00e7\u00e3o pouco tenha se alterado nos \u00faltimos dez anos, ocorreu forte redu\u00e7\u00e3o do n\u00famero de vacas ordenhadas, evidenciando o aumento da produtividade por animal \u2013 que passou de 1.492 litros\/vaca\/ano em 2013 para 2.259 litros em 2023.<\/p>\n<p>Avan\u00e7os e Desafios<\/p>\n<p>Apesar dos avan\u00e7os, os desafios permanecem. \u201cA cadeia precisa enfrentar o aumento de custos, a concorr\u00eancia das importa\u00e7\u00f5es e um consumo interno que cresce em ritmo mais lento\u201d, explica Samuel. \u201cPor outro lado, h\u00e1 oportunidades reais ligadas \u00e0 gest\u00e3o eficiente, ao uso de tecnologias e ao fortalecimento das estrat\u00e9gias de agrega\u00e7\u00e3o de valor nos produtos l\u00e1cteos\u201d, diz.<\/p>\n<p>O pesquisador tamb\u00e9m refor\u00e7a a import\u00e2ncia do olhar socioecon\u00f4mico sobre o setor: \u201cA produ\u00e7\u00e3o de leite envolve grandes produtores, mas tamb\u00e9m um n\u00famero significativo de agricultores familiares. \u00c9 fundamental pensar pol\u00edticas e solu\u00e7\u00f5es que ajudem os pequenos a se manter competitivos. A sustentabilidade econ\u00f4mica e social da cadeia depende disso.\u201d<\/p>\n<p>Rede de Socioeconomia da Embrapa<br \/>\nA Rede de Socioeconomia da Agricultura (RSA) \u00e9 uma iniciativa da Embrapa criada oficialmente este ano, a partir de um grupo de trabalho institu\u00eddo pela Diretoria Executiva em 2024, com coordena\u00e7\u00e3o da Assessoria de Estrat\u00e9gia e Sustentabilidade (AEST). A Rede tem como miss\u00e3o fortalecer a \u00e1rea de socioeconomia na Empresa, promovendo a integra\u00e7\u00e3o entre pesquisa e intelig\u00eancia estrat\u00e9gica para apoiar a competitividade e a sustentabilidade do setor agropecu\u00e1rio brasileiro.<\/p>\n<p>A rede conta hoje com pelo menos 273 empregados da Embrapa \u2013 entre economistas, soci\u00f3logos, agr\u00f4nomos, estat\u00edsticos, cientistas da computa\u00e7\u00e3o e outras especialidades. A Rede busca gerar an\u00e1lises, subs\u00eddios e dados estrat\u00e9gicos voltados \u00e0 formula\u00e7\u00e3o de pol\u00edticas p\u00fablicas, ao desenvolvimento de cadeias produtivas sustent\u00e1veis, ao monitoramento de inova\u00e7\u00f5es tecnol\u00f3gicas e \u00e0 inclus\u00e3o socioprodutiva de pequenos agricultores.<\/p>\n<p>Servi\u00e7o<\/p>\n<\/div>\n<ul>\n<li>Semin\u00e1rio Debates em Socioeconomia \u2013 Leite e Derivados: realidade e perspectivas futuras<\/li>\n<li>Data: 29 de abril de 2025<\/li>\n<li>Hor\u00e1rio: das 9h \u00e0s 11h<\/li>\n<li>Transmiss\u00e3o ao vivo: www.youtube.com\/embrapa<\/li>\n<li>Participa\u00e7\u00e3o aberta com perguntas ao vivo<\/li>\n<li>Mais informa\u00e7\u00f5es sobre o setor: www.cileite.com.br<\/li>\n<li>Fonte: Embrapa Gado de Leite<\/li>\n<\/ul>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Jogo R\u00e1pido<\/em><\/strong><\/p>\n<\/div>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Associados ao Sindilat RS t\u00eam desconto no MilkPro Summit 2025<br \/>\n<\/b>Os associados ao Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do Rio Grande do Sul (Sindilat) contam com condi\u00e7\u00f5es especiais para participar do MilkPro Summit 2025, evento que ocorrer\u00e1 nos dias 15 e 16 de maio, em Atibaia (SP). A iniciativa busca reunir produtores, especialistas e investidores para discutir o futuro da produ\u00e7\u00e3o leiteira no Brasil e no mundo e est\u00e1 dividida entre seis paineis tem\u00e1ticos focados nas mudan\u00e7as provocadas pela tecnologia. S\u00e3o eles: Tend\u00eancias para o leite no mundo: produ\u00e7\u00e3o e consumo; A fronteira da inova\u00e7\u00e3o, digitaliza\u00e7\u00e3o e IA aplicada \u00e0 atividade leiteira; Farmer\u2019s Forum \u2013 A vis\u00e3o de neg\u00f3cio de 3 produtores globais; Mudando o jogo na comunica\u00e7\u00e3o com o consumidor; Leadership Talk e Estrat\u00e9gia de neg\u00f3cios envolvendo a atividade leiteira.&nbsp;<a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/03\/24\/associados-ao-sindilat-rs-tem-desconto-no-milkpro-summit-2025\/\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/03\/24\/associados-ao-sindilat-rs-tem-desconto-no-milkpro-summit-2025\/\">Para garantir a inscri\u00e7\u00e3o com 10% de desconto, os s\u00f3cios devem acessar o link, clicando aqui.<\/a>&nbsp; O evento tamb\u00e9m contar\u00e1 com paineis de discuss\u00e3o e momentos para a troca de experi\u00eancias e amplia\u00e7\u00e3o de conex\u00f5es no setor. (Sindilat)<\/i><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 22 de abril de 2025&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 19 - N\u00b0 4.376 Momento de estabilidade na pecu\u00e1ria leiteira Alta do d\u00f3lar, oferta equilibrada, retorno das chuvas e <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2025\/04\/22\/22-04-2025\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"22\/04\/2025\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-16762","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16762","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16762"}],"version-history":[{"count":6,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16762\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16769,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16762\/revisions\/16769"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16762"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16762"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16762"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}