{"id":16161,"date":"2024-12-30T18:32:02","date_gmt":"2024-12-30T18:32:02","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=16161"},"modified":"2024-12-30T18:40:16","modified_gmt":"2024-12-30T18:40:16","slug":"30-12-2024","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2024\/12\/30\/30-12-2024\/","title":{"rendered":"30\/12\/2024"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"alignnone\" style=\"text-align: justify; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 30 de dezembro de 2024&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 18 - N\u00b0 4.294<\/p>\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div>\n<p><b>Evolu\u00e7\u00e3o do consumo per capita de l\u00e1cteos no mundo<br \/>\n<\/b><br \/>\n<i>Compreender a evolu\u00e7\u00e3o do consumo per capita mundial de l\u00e1cteos oferece uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica para o setor, permitindo prever tend\u00eancias e se adaptar ao mercado<br \/>\n<\/i><br \/>\nAo longo das \u00faltimas 3 d\u00e9cadas, o mundo testemunhou acontecimentos marcantes que transformaram a nossa vida cotidiana, desde o lan\u00e7amento do Google em 1998 at\u00e9 o desenvolvimento das vacinas contra a COVID-19 em 2021. Embora \u00e0 primeira vista pare\u00e7am desconectados da ind\u00fastria de latic\u00ednios, esses eventos influenciaram v\u00e1rios aspectos, desde a cadeia de produ\u00e7\u00e3o e consumo de leite at\u00e9 as inten\u00e7\u00f5es de compra dos consumidores, incluindo o acesso \u00e0 informa\u00e7\u00e3o e o impacto de novas tecnologias.<\/p>\n<p>Da mesma forma, a globaliza\u00e7\u00e3o e troca de influ\u00eancias culturais e alimentares, ao longo dos anos auxiliaram na expans\u00e3o da ingest\u00e3o de l\u00e1cteos em locais nos quais o consumo desses produtos n\u00e3o eram t\u00e3o expressivos. Assim, os avan\u00e7os tecnol\u00f3gicos possibilitaram inova\u00e7\u00f5es no processamento e incremento da oferta de produtos mais diversificados, como por exemplo, os produtos zero lactose, produtos com maior teor de prote\u00ednas, menos a\u00e7\u00facares, dentre outros.<\/p>\n<p>Essas transforma\u00e7\u00f5es s\u00e3o impulsionadas principalmente pela crescente preocupa\u00e7\u00e3o com a saudabilidade dos consumidores, agrega\u00e7\u00e3o de valor aos derivados l\u00e1cteos e pelo aumento da demanda em mercados emergentes. Atualmente, consome-se, em m\u00e9dia, 181,4 L de leite per capita por ano no mundo, 7% a mais do consumo registrado h\u00e1 10 anos, equivalente a 169,5 L\/hab. ao ano.<\/p>\n<p>Entretanto, esse crescimento n\u00e3o foi homog\u00eaneo entre os pa\u00edses do globo, sendo influenciado por aspectos culturais, demogr\u00e1ficos e regionais de cada pa\u00eds. As mudan\u00e7as de contexto ao longo dos anos tamb\u00e9m geraram varia\u00e7\u00f5es no consumo devido a crises econ\u00f4micas, desastres ambientais e \u00e0 pandemia, que impactaram diretamente a acessibilidade da popula\u00e7\u00e3o a certos produtos e seu poder de compra.<\/p>\n<p>Dessa forma, compreender a evolu\u00e7\u00e3o do consumo per capita mundial de l\u00e1cteos ao longo do tempo oferece uma vis\u00e3o estrat\u00e9gica para o setor, permitindo prever tend\u00eancias de mercado e adaptar as pr\u00e1ticas de produ\u00e7\u00e3o e marketing a diferentes cen\u00e1rios econ\u00f4micos, culturais e sociais.<\/p>\n<p>Esse estudo utilizou dados do International Farm Comparison Network (IFCN, 2024), no intervalo entre os anos de 1996 a 2023. Essa rede \u00e9 composta por 127 pa\u00edses membros e os dados obtidos s\u00e3o expressos em litros equivalentes de leite por habitante ao ano, ou seja, todos os derivados l\u00e1cteos s\u00e3o transformados em litros de leite.<\/p>\n<p>Os dados mostram que houve um aumento de aproximadamente 16% na m\u00e9dia de consumo per capita de leite no mundo, equivalente a 0,5% a cada ano ao longo do per\u00edodo analisado. Esse aumento, embora significativo, ocorreu de maneira variada, ao longo dos \u00faltimos 30 anos. Entre mat\u00e9rias primas de origem animal, somente entre os anos de 2010 a 2021, o aumento do consumo de leite foi equivalente a 8,75%, enquanto a carne apresentou um aumento no consumo muito similar, de 8,07% ao longo do intervalo citado.<\/p>\n<p>Nesse per\u00edodo, os intervalos de 2009 a 2012 e 1996 a 2000 se destacam com crescimento de 1,06% e 1,02% ao ano, respectivamente, enquanto o per\u00edodo entre 2022 e 2023 apresentou maior decr\u00e9scimo, equivalente a 0,9% (Figura 1).<\/p>\n<p>Figura 1. Evolu\u00e7\u00e3o do consumo per capita mundial de leite entre 1996 e 2023.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/2rz5fbABF0415\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/2rz5fbABF0415\"><\/p>\n<p>Fonte: Adaptado de IFCN (2024).<\/p>\n<p>Em 1996, a m\u00e9dia de consumo per capita mundial de leite era de 154,8 L\/hab., em 2012 esse valor atingiu 164,7 L\/hab., e, em 2023, a m\u00e9dia foi de 181 L\/hab. Ou seja, houve um incremento de mais de 25 litros de leite\/hab.ano. Essa varia\u00e7\u00e3o percentual foi de at\u00e9 1% ao ano no intervalo de 2018 a 2023. Durante todo o per\u00edodo analisado, o desvio padr\u00e3o foi superior a 60,35 L\/hab., demonstrando a diversidade de culturas e seus n\u00edveis de consumo ao redor do planeta.<\/p>\n<p>Os pa\u00edses que registraram os maiores aumentos no consumo foram Vietn\u00e3, China, Mianmar, Ruanda e Uganda, impulsionados principalmente pelos baixos valores iniciais da s\u00e9rie hist\u00f3rica. Entre os 10 maiores crescimentos, destaca-se o Turcomenist\u00e3o, que em 1996 apresentava um n\u00edvel de consumo de 178,7 L\/hab. ao ano e, em 2023, alcan\u00e7ou a 3\u00aa posi\u00e7\u00e3o mundial com 422,9 L\/hab. ao ano, com um aumento expressivo de 57,7%. Dentre os pa\u00edses que mais reduziram o consumo per capita de leite ao longo dos anos, tem-se Zimb\u00e1bue, Afeganist\u00e3o, Z\u00e2mbia, L\u00edbano e Madagascar, com quedas de at\u00e9 133%.<\/p>\n<p>Entre os anos de 2018 e 2019, observou-se um leve aumento de 0,6% no consumo m\u00e9dio de leite no mundo. Com o in\u00edcio da pandemia de COVID-19, entre os anos de 2019 a 2021 observou-se uma redu\u00e7\u00e3o de 1%. Ap\u00f3s a retomada das atividades presenciais em 2021, observa-se um retorno aos valores encontrados pr\u00e9-pandemia, seguidos por uma retra\u00e7\u00e3o de 0,9% entre 2022 e 2023.<\/p>\n<p>Nesse cen\u00e1rio, a evolu\u00e7\u00e3o do consumo foi marcada por desigualdades significativas, n\u00e3o apenas entre regi\u00f5es, mas tamb\u00e9m entre pa\u00edses vizinhos, refletindo influ\u00eancias culturais e econ\u00f4micas locais como pontos que influenciam no consumo. Dentre os maiores consumidores predominam os pa\u00edses europeus, com destaque para Irlanda, Dinamarca e Su\u00ed\u00e7a, como observado na Tabela 1. J\u00e1, entre os menores consumidores, destacam-se pa\u00edses do continente africano, como Madagascar, Gana e Zimb\u00e1bue e sudeste asi\u00e1tico como Vietn\u00e3 e Indon\u00e9sia.<\/p>\n<p>Tabela 1. Ranking do consumo per capita de leite em 1996, 2012 e 2023.<\/p>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/51pMf7ABF0469\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/51pMf7ABF0469\"><\/p>\n<p>Fonte: Adaptado de IFCN (2024).<\/p>\n<p>Essa discrep\u00e2ncia entre os pa\u00edses pode ser observada pelos valores entre os extremos da Tabela 1. Nos anos analisados, a diferen\u00e7a entre os maiores consumidores atingiu n\u00edveis at\u00e9 170 vezes superiores ao \u00faltimo colocado no ranking. Essa diferen\u00e7a se d\u00e1 por quest\u00f5es intr\u00ednsecas de cada pa\u00eds. Em 2023, a m\u00e9dia entre os cinco maiores consumidores chegou a ser 40 vezes maior que a m\u00e9dia dos cinco menores consumidores de leite no mundo.<\/p>\n<p>O Brasil, ao longo dos \u00faltimos 30 anos, manteve um comportamento mediano, se comparado aos demais pa\u00edses do globo, mantendo posi\u00e7\u00f5es entre 63\u00b0 e 67\u00b0 no ranking ao longo do intervalo estudado. Na Am\u00e9rica Latina, o pa\u00eds tamb\u00e9m mant\u00e9m posi\u00e7\u00e3o intermedi\u00e1ria, localizado como 5\u00b0 maior consumidor de leite per capita, estando atr\u00e1s de pa\u00edses como Equador, Uruguai, Argentina e Costa Rica, que possuem consumo at\u00e9 57% maior.<\/p>\n<p>Dessa forma, a evolu\u00e7\u00e3o do consumo per capita mundial de leite, revela um cen\u00e1rio din\u00e2mico, mas profundamente desigual. O aumento do consumo de leite no mundo ocorreu de forma gradual, e tem oscilado nos \u00faltimos 7 anos entre 180 e 185 L\/hab. ao ano. Entretanto, isso n\u00e3o se repete em todos os pa\u00edses do globo, havendo alta concentra\u00e7\u00e3o de n\u00edveis elevados de consumo no continente europeu, enquanto regi\u00f5es da \u00c1frica e da \u00c1sia abarcam pa\u00edses com n\u00edveis muito baixos de consumo.<\/p>\n<p>Assim, compreender essa evolu\u00e7\u00e3o \u00e9 estrat\u00e9gico, pois permite identificar n\u00e3o apenas tend\u00eancias do mercado, como tamb\u00e9m oferecer insights sobre o futuro do leite no mundo, atrav\u00e9s da inser\u00e7\u00e3o e diversifica\u00e7\u00e3o de mercados e internacionais. No caso do Brasil, que n\u00e3o \u00e9 autossuficiente na produ\u00e7\u00e3o de leite, essa an\u00e1lise torna-se ainda mais relevante para planejar pol\u00edticas de incentivo \u00e0 produ\u00e7\u00e3o e melhoria da competitividade do setor para se inserir no com\u00e9rcio internacional. (Milkpoint)<\/p>\n<\/div>\n<hr>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<p><strong>\u200b<b>Plantio da soja no RS se aproxima do final<\/b><\/strong><\/p>\n<p>A semeadura da soja no Rio Grande do Sul alcan\u00e7a 96% da \u00e1rea de cultivo projetada pela Emater\/RS-Ascar nesta safra 2024\/2025, que \u00e9 de 6.811.344 hectares, com produtividade m\u00e9dia de 3.179 kg\/ha. De acordo com o Informativo Conjuntural da Emater\/RS-Ascar, divulgado nesta quinta-feira (26\/12), de maneira geral, o t\u00e9rmino do plantio da soja ocorre de forma mais lenta devido \u00e0 sequ\u00eancia de semeadura em \u00e1reas previamente ocupadas por outras culturas, como milho e tabaco, ou em regi\u00f5es de Integra\u00e7\u00e3o Lavoura-Pecu\u00e1ria (ILP), onde a retirada dos bovinos ou a colheita de sementes forrageiras acontecem de forma tardia. A implanta\u00e7\u00e3o da soja dever\u00e1 ser conclu\u00edda at\u00e9 a primeira quinzena de janeiro, \u00e0 medida que as \u00e1reas forem sendo liberadas.<\/p>\n<p>At\u00e9 o momento, as lavouras de soja apresentam excelente desenvolvimento, impulsionado pela alta luminosidade e pelos n\u00edveis razo\u00e1veis de umidade no solo. As plantas em fase vegetativa (96% da \u00e1rea de cultivo) demonstram emiss\u00e3o expressiva de ramos laterais e fechamento entre as fileiras adjacentes, indicando vigor satisfat\u00f3rio. Em lavouras de cultivares precoces, semeadas na primeira quinzena de outubro, se observa o in\u00edcio da flora\u00e7\u00e3o (4%). A partir desse est\u00e1gio, a demanda h\u00eddrica aumenta de forma significativa, o que traz preocupa\u00e7\u00e3o em fun\u00e7\u00e3o da distribui\u00e7\u00e3o irregular e dos baixos volumes de chuva ocorridos nas primeiras tr\u00eas semanas de dezembro, especialmente no Centro e Oeste do Estado.<\/p>\n<p>Milho - A semeadura avan\u00e7ou de forma moderada, atingindo 95% da \u00e1rea projetada para a Safra 2024\/2025, que \u00e9 de 748.511 hectares. A finaliza\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o ocorre a um ritmo mais lento devido \u00e0 implanta\u00e7\u00e3o tardia em pequenas extens\u00f5es na Regi\u00e3o Sul e na Campanha, bem como \u00e0 pr\u00e1tica de plantio em safrinha em outras regi\u00f5es, em \u00e1reas atualmente ocupadas por milho, tabaco e feij\u00e3o. Essa semeadura dever\u00e1 ser conclu\u00edda ao longo do m\u00eas de janeiro, \u00e0 medida que as \u00e1reas ocupadas por essas culturas sejam liberadas para nova implanta\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>Embora as chuvas das \u00faltimas semanas n\u00e3o tenham sido uniformes e significativas em todo o Estado, as condi\u00e7\u00f5es para o enchimento dos gr\u00e3os est\u00e3o adequadas, principalmente devido ao predom\u00ednio de temperaturas amenas, que favorecem tanto a preserva\u00e7\u00e3o da umidade no solo quanto a otimiza\u00e7\u00e3o do processo fotossint\u00e9tico das plantas. O tempo firme contribuiu para a perda de \u00e1gua dos gr\u00e3os nas lavouras implantadas no in\u00edcio do zoneamento da cultura. Nas \u00e1reas tardiamente implantadas foi utilizada irriga\u00e7\u00e3o por piv\u00f4 central, uma vez que est\u00e3o em fase final de enchimento de gr\u00e3os, com possibilidade de ac\u00famulo de fotoassimilados.<\/p>\n<p>A colheita do milho foi iniciada no Noroeste do Estado, chegando a 1%. A produtividade obtida est\u00e1 pouco abaixo da proje\u00e7\u00e3o inicial, cuja m\u00e9dia \u00e9 de 7.116 kg\/ha, mas superior \u00e0 safra anterior. A opera\u00e7\u00e3o dever\u00e1 ser ampliada na primeira quinzena de janeiro, dependendo das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas, que podem acelerar a perda de \u00e1gua da massa de gr\u00e3os.<\/p>\n<p>Milho Silagem - A colheita de milho para silagem foi intensificada, assim como a semeadura em \u00e1reas recentemente colhidas. Estima-se que 10% da \u00e1rea cultivada, de 357.311 hectares nesta safra, foi colhida, e 15% encontram-se no ponto de ensilagem, indicando a acelera\u00e7\u00e3o da opera\u00e7\u00e3o nos pr\u00f3ximos dias. A produtividade continua elevada, e as melhores produ\u00e7\u00f5es alcan\u00e7am at\u00e9 60 mil kg\/ha, acima da produtividade m\u00e9dia projetada para esta safra, que \u00e9 de 39.457 kg\/ha. A qualidade da silagem est\u00e1 excelente, uma vez que as plantas mantiveram os colmos verdes at\u00e9 o momento do corte, al\u00e9m de apresentarem boa carga de gr\u00e3os nas espigas. Esses fatores contribuem para elevar a qualidade nutricional, assegurando altos n\u00edveis de valor energ\u00e9tico e proteico, essenciais para otimizar a alimenta\u00e7\u00e3o animal.<\/p>\n<p>PASTAGENS E CRIA\u00c7\u00d5ES<br \/>\nAs chuvas registradas nas \u00faltimas semanas, aliadas \u00e0 elevada incid\u00eancia de radia\u00e7\u00e3o solar, t\u00eam favorecido de forma significativa o desenvolvimento vegetativo das pastagens de ver\u00e3o. A frequ\u00eancia e a regularidade das precipita\u00e7\u00f5es tamb\u00e9m impulsionaram o crescimento vigoroso do campo nativo, resultando em maior disponibilidade de forragem de qualidade para a alimenta\u00e7\u00e3o dos rebanhos. (Seapi editado pelo Sindilat RS)<\/p>\n<p><b>A partir de fevereiro, nota eletr\u00f4nica passa a ser obrigat\u00f3ria para produtores rurais com receita bruta superior a R$ 360 mil<br \/>\n<\/b><br \/>\n<i>Com implementa\u00e7\u00e3o gradual, medida passa a valer para todos, independentemente do faturamento, somente em janeiro de 2026<br \/>\n<\/i><br \/>\nO m\u00eas de fevereiro de 2025 marca uma nova etapa do avan\u00e7o gradual da obrigatoriedade da Nota Fiscal Eletr\u00f4nica (NF-e) e da Nota Fiscal de Consumidor Eletr\u00f4nica (NFC-e) para produtores rurais no Rio Grande do Sul, alterando o processo de documenta\u00e7\u00e3o fiscal para a circula\u00e7\u00e3o de mercadorias no setor agropecu\u00e1rio. A alternativa digital, que j\u00e1 \u00e9 exigida para opera\u00e7\u00f5es interestaduais, substitui o modelo 4 da Nota Fiscal, conhecida como Nota do Produtor Rural ou \u201ctal\u00e3o do produtor\u201d.<\/p>\n<p>A medida foi aprovada pelo Conselho Nacional de Pol\u00edtica Fazend\u00e1ria (Confaz) no in\u00edcio de dezembro e publicada no Di\u00e1rio Oficial do Estado (DOE) desta sexta-feira (27\/12).<\/p>\n<p>A partir de 3 de fevereiro de 2025, os documentos eletr\u00f4nicos devem ser usados nas opera\u00e7\u00f5es internas praticadas por todos os produtores rurais que, nos anos de 2023 ou 2024, obtiveram receita bruta com valor superior a R$ 360 mil com a atividade rural.&nbsp;<a href=\"https:\/\/receita.fazenda.rs.gov.br\/conteudo\/11712\/consulta-de-produtores-rurais-que-deverao-emitir-nf-e-a-partir-de-janeiro-de-2021%2C-com-vaf-superior-a-r%24-4.800.000%2C00\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/receita.fazenda.rs.gov.br\/conteudo\/11712\/consulta-de-produtores-rurais-que-deverao-emitir-nf-e-a-partir-de-janeiro-de-2021%2C-com-vaf-superior-a-r%24-4.800.000%2C00\">A mudan\u00e7a abrange cerca de 50 mil profissionais da \u00e1rea no Rio Grande do Sul \u2013 a lista de quem precisar\u00e1 se adequar ser\u00e1 publicada neste link.&nbsp;<\/a><\/p>\n<p>Quem j\u00e1 tem o tal\u00e3o impresso para emitir o modelo 4 poder\u00e1 seguir utilizando o documento at\u00e9 30 de junho. Em 1\u00ba de julho, o uso passa a ser vedado.<\/p>\n<p>J\u00e1 em 5 de janeiro de 2026, a obrigatoriedade da nota eletr\u00f4nica come\u00e7a a valer para todos os produtores rurais do Estado, independentemente do faturamento. A partir dessa data, o modelo 4 n\u00e3o ser\u00e1 mais permitido.<\/p>\n<p>\u201cSer\u00e1 uma transi\u00e7\u00e3o lenta para que os produtores, especialmente os que t\u00eam menos estrutura, possam se adaptar. H\u00e1 algum tempo tamb\u00e9m j\u00e1 estamos fazendo capacita\u00e7\u00f5es junto a sindicatos para auxiliar e tirar d\u00favidas sobre a emiss\u00e3o da nota eletr\u00f4nica\u201d, explicou o chefe-adjunto da Se\u00e7\u00e3o de Informa\u00e7\u00f5es Fiscais da Receita Estadual, Geraldo Callegari.<\/p>\n<p>Desde 2021, produtores rurais que registraram faturamento superior a R$ 4,8 milh\u00f5es no ano de 2017 est\u00e3o obrigados a emitir as notas eletr\u00f4nicas em opera\u00e7\u00f5es internas. A previs\u00e3o era de que a medida se estendesse para outro grupo a partir de maio de 2024, mas, em raz\u00e3o das enchentes, a entrada em vigor foi adiada. O pedido partiu da Secretaria da Fazenda (Sefaz).<\/p>\n<p>\u201cUm n\u00famero muito alto de produtores foi afetado pela cat\u00e1strofe meteorol\u00f3gica vivida pelo Estado ga\u00facho. Naquele momento, entendemos que n\u00e3o fazia sentido que passasse a vigorar uma nova regra. Isso fez com que esses profissionais, t\u00e3o essenciais para a nossa economia, ganhassem tempo para reconstruir seus neg\u00f3cios\u201d, afirmou o subsecret\u00e1rio da Receita Estadual, Ricardo Neves Pereira.<\/p>\n<p>Como emitir a nota eletr\u00f4nica<\/p>\n<p>A NF-e \u00e9 tamb\u00e9m chamada de modelo 55 e \u00e9 utilizada para registrar a venda de mercadorias e a presta\u00e7\u00e3o de servi\u00e7os. J\u00e1 a NFC-e, ou modelo 65, \u00e9 espec\u00edfica para o varejo e contempla as vendas diretas ao consumidor final.<\/p>\n<p>Existem diferentes alternativas para fazer a emiss\u00e3o desses modelos. Entre elas, est\u00e3o aplicativos pr\u00f3prios, aplicativos desenvolvidos por associa\u00e7\u00f5es\/cooperativas ou o sistema Nota Fiscal Avulsa (NFA-e), disponibilizado pela Sefaz. Essa \u00faltima op\u00e7\u00e3o, no entanto, s\u00f3 pode ser utilizada no computador e exige maior conhecimento t\u00e9cnico.<\/p>\n<p>A solu\u00e7\u00e3o recomendada pela pasta fazend\u00e1ria \u00e9 o aplicativo Nota Fiscal F\u00e1cil (NFF), que pode ser baixado gratuitamente no celular e acessado por meio do login gov.br. A ferramenta permite a emiss\u00e3o simplificada da nota fiscal, deixando toda a complexidade tribut\u00e1ria a cargo da Receita Estadual.<\/p>\n<p>Para usar, os produtores devem preencher informa\u00e7\u00f5es sobre a venda, como o produto, o cliente e dados sobre transporte. \u00c9 poss\u00edvel, inclusive, gerar um QR Code da nota fiscal off-line, no meio da lavoura, por exemplo. Nesse caso, a nota \u00e9 autorizada ap\u00f3s o restabelecimento da conex\u00e3o com a internet.<\/p>\n<p>Idealizado pela Receita Estadual e desenvolvido pela Procergs, o NFF foi concebido pelo Encontro Nacional de Coordenadores e Administradores Tribut\u00e1rios (Encat), tamb\u00e9m com parceria do Sebrae Nacional, e \u00e9 usado em praticamente todos os estados do pa\u00eds. (Seapi)<\/p>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<p style=\"text-align: center;\"><strong><em>Jogo R\u00e1pido<\/em><\/strong><\/p>\n<p style=\"text-align: center;\"><i><b>Lei que limita aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 sancionada<br \/>\n<\/b>O presidente Luiz In\u00e1cio Lula da Silva sancionou a lei que limita o reajuste do sal\u00e1rio m\u00ednimo a 2,5% acima da infla\u00e7\u00e3o de 2025 a 2030. A medida faz parte do pacote de corte de gastos obrigat\u00f3rios, proposto pelo governo federal e aprovado pelo Congresso Nacional h\u00e1 cerca de dez dias. Com a nova regra, o vencimento salarial para 2025 deve ficar em R$ 1.518,00 com aumento de R$ 106,00 em rela\u00e7\u00e3o aos R$ 1.412,00 do sal\u00e1rio m\u00ednimo atual. O valor s\u00f3 ser\u00e1 oficializado nos pr\u00f3ximos dias, por meio de decreto presidencial a ser editado. A nova regra de reajuste tem como objetivo adequar o crescimento do sal\u00e1rio m\u00ednimo aos limites definidos pelo novo arcabou\u00e7o fiscal. Dessa forma, o sal\u00e1rio m\u00ednimo crescer\u00e1 de 0,6% a 2,5% ao ano acima da infla\u00e7\u00e3o. A pol\u00edtica atual de reajuste continua valendo. Desde 2023, o sal\u00e1rio m\u00ednimo \u00e9 corrigido pela soma da infla\u00e7\u00e3o medida pelo \u00cdndice Nacional de Pre\u00e7os ao Consumidor (INPC) em 12 meses at\u00e9 novembro, e do crescimento do Produto Interno Bruto (PIB) de dois anos anteriores. A diferen\u00e7a \u00e9 que haver\u00e1 um teto de reajuste em 2,5% acima da infla\u00e7\u00e3o. Aprovada pelo Congresso Nacional no \u00faltimo dia do ano legislativo, a lei do sal\u00e1rio m\u00ednimo dever\u00e1 gerar economia de R$ 15,3 bilh\u00f5es nos pr\u00f3ximos cinco anos. Segundo a Lei de Diretrizes Or\u00e7ament\u00e1rias, cada R$ 1,00 de aumento do sal\u00e1rio m\u00ednimo eleva os gastos em R$ 392 milh\u00f5es, principalmente por causa da Previd\u00eancia Social e dos benef\u00edcios vinculados ao m\u00ednimo, como o Benef\u00edcio de Presta\u00e7\u00e3o Continuada (BPC). Pela regra anterior, o sal\u00e1rio m\u00ednimo para 2025 ficaria em torno de R$ 1.528. Isso equivale \u00e0 infla\u00e7\u00e3o pelo INPC de 4,84% nos 12 meses terminados em novembro, mais o crescimento de 3,2% do PIB em 2023. Com o novo teto, a parcela do crescimento do PIB estar\u00e1 limitada a 2,5%, levando ao novo valor de R$ 1.518. O novo sal\u00e1rio m\u00ednimo s\u00f3 come\u00e7ar\u00e1 a ser pago no fim de janeiro ou in\u00edcio de fevereiro, referente aos dias trabalhados em janeiro de 2025. (Jornal do Com\u00e9rcio)<\/i><\/p>\n<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 30 de dezembro de 2024&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 18 - N\u00b0 4.294 Evolu\u00e7\u00e3o do consumo per capita de l\u00e1cteos no mundo Compreender a evolu\u00e7\u00e3o do consumo per capita mundial de l\u00e1cteos oferece <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2024\/12\/30\/30-12-2024\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"30\/12\/2024\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[1],"tags":[],"class_list":{"0":"post-16161","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-uncategorized","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16161","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=16161"}],"version-history":[{"count":5,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16161\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":16166,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/16161\/revisions\/16166"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=16161"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=16161"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=16161"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}