{"id":13986,"date":"2024-01-12T18:26:11","date_gmt":"2024-01-12T18:26:11","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=13986"},"modified":"2024-01-12T18:26:11","modified_gmt":"2024-01-12T18:26:11","slug":"pastoreio-rotatinuo-aumenta-produtividade-em-fazendas-leiteiras","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2024\/01\/12\/pastoreio-rotatinuo-aumenta-produtividade-em-fazendas-leiteiras\/","title":{"rendered":"Pastoreio Rotat\u00ednuo aumenta produtividade em fazendas leiteiras"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Consolidado ao longo de 16 anos de aplica\u00e7\u00e3o, o conceito do Pastoreio Rotat\u00ednuo tem devolvido esperan\u00e7a atrav\u00e9s do aumento na produ\u00e7\u00e3o e, consequentemente, na renda para produtores leiteiros ga\u00fachos. \u00c9 o que atesta o zootecnista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo C\u00e9sar de Faccio Carvalho, respons\u00e1vel pelo desenvolvimento do conceito de manejo que consiste na diminui\u00e7\u00e3o do tempo gasto pelas vacas na obten\u00e7\u00e3o de seus requerimentos nutricionais via pastejo. O sistema foi apresentado durante reuni\u00e3o do Sindicato da Ind\u00fastria de Latic\u00ednios do RS (Sindilat\/RS) aos associados. \u201cO Rotat\u00ednuo permite uma equaliza\u00e7\u00e3o entre o tempo da vaca e o dos produtores. Com duas ordenhas e acesso ao pasto nas horas mais quentes, a chance de uma vaca conseguir, por exemplo, consumir os 19 kg de mat\u00e9ria seca de que precisa para produzir cerca de 30 litros\/dia \u00e9 pequena. Falta-lhe tempo. Desta forma, os produtores acabam tendo que suplementar em n\u00edveis elevados de silagem e concentrado, aumentando os custos. Costumo dizer que temos custo de primeiro mundo com produtividade de terceiro mundo pois, de forma geral, menos de 40% da dieta da vaca \u00e9 constitu\u00edda de pasto\u201d, compara.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Segundo o professor, s\u00e3o feitas adapta\u00e7\u00f5es na forma de uso da pastagem com o objetivo de garantir que mais de 60% da dieta do animal venha do pasto. Para tanto, os animais precisam ter acesso ao pasto no in\u00edcio da manh\u00e3 e no final da tarde e os hor\u00e1rios de ordenha devem ser ajustados. Al\u00e9m disso, a estrutura do pasto tem que favorecer a m\u00e1xima ingest\u00e3o de nutrientes por minuto de pastejo, o que \u00e9 conseguido pelo oferecimento do pasto em alturas especificamente designadas, economizando o tempo de alimenta\u00e7\u00e3o das vacas. Esta \u00e9 a ess\u00eancia do conceito do Pastoreio Rotat\u00ednuo: a exata estrutura do pasto para facilitar o consumo, minimizando o tempo necess\u00e1rio no processo de pastejo. \u201cO ajuste da estrutura do pasto em cerca de um cent\u00edmetro pode significar entre 90 kg a 150 kg de mat\u00e9ria seca (MS) por hectare. Esta diferen\u00e7a \u00e9 crucial para animais de elevada demanda, como vacas lactantes. Pastos com estrutura ideal podem significar incrementos de ingest\u00e3o de pasto superiores a 0,5 kg de MS\/h de pastejo. E, este ritmo de ingest\u00e3o, por sua vez, define se um animal pode se saciar do pasto ou se precisar\u00e1 ainda de muita silagem para complementar seus requerimentos\u201d, detalha o professor.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0s vacas, no Rotat\u00ednuo, ao permitir que se aumente o consumo de pasto por unidade de tempo em pastejo, consegue-se a invers\u00e3o da dieta de 40:60 pasto:silagem para 60:40 pasto:silagem, fazendo cair os custos do leite produzido em&nbsp; mais de 30%. \u201cVamos a um exemplo de como o manejo sob Rotat\u00ednuo \u00e9 diferente do usual. O azev\u00e9m \u00e9 um pasto frequentemente usado em sistemas com descansos de 30 dias, quatro pastoreios nesses intervalos, cujo tempo de descanso acarreta alturas de entrada superiores a 25 cm. Cada vez que as vacas entram, \u00e9 comum se ter por objetivo aproveitar bem o pasto e n\u00e3o o desperdi\u00e7ar, o que faz com que as alturas na retirada dos animais sejam inferiores a 10 cm. J\u00e1 o conceito do Rotat\u00ednuo muda radicalmente a forma de conduzir esse manejo. Nossos experimentos demonstram que as vacas maximizam sua ingest\u00e3o em pastos com azev\u00e9m a 20 cm de altura, e que n\u00e3o se pode baixar o pasto abaixo de 12 cm. Ao respeitar essas condi\u00e7\u00f5es, o pasto rebrota bem mais r\u00e1pido e o descanso cai para algo em torno de 10 dias, o que faz com que o n\u00famero de pastoreios aumente, chegando a 12 ou mais. Outra consequ\u00eancia \u00e9 que a necessidade de piquetes diminui bastante, pois o per\u00edodo de descanso \u00e9 bem pequeno. \u00c9 muito comum termos mais de 30 piquetes antes de mudar para o Rotat\u00ednuo, e usarmos menos de 10 piquetes depois da transi\u00e7\u00e3o. Diminuem, portanto, os custos com cerca, os problemas na distribui\u00e7\u00e3o de aguadas e o tempo que o produtor dedica na divis\u00e3o dos piquetes\u201d, explica o professor.&nbsp;<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O manejo de pastagens sob o conceito do Pastoreio Rotat\u00ednuo faz parte das a\u00e7\u00f5es do programa Produ\u00e7\u00e3o Integrada em Sistemas Agropecu\u00e1rios (PISA), oferecido como solu\u00e7\u00e3o para os produtores atrav\u00e9s do Sebrae-RS em parceria com a Alian\u00e7a SIPA. \u201cO PISA \u00e9 uma alternativa, uma terceira via \u00e0queles que n\u00e3o querem, ou n\u00e3o podem, \u201cfechar as vacas\u201d em sistemas mais intensivos. Por\u00e9m, ainda que a base de pasto, as adapta\u00e7\u00f5es sugeridas no PISA, com tecnologias de baixo custo e buscando a efici\u00eancia da produ\u00e7\u00e3o, podem fazer mais que dobrar a produ\u00e7\u00e3o de leite atrav\u00e9s do melhor aproveitamento dos recursos j\u00e1 instalados nas fazendas leiteiras, garantindo autonomia e mantendo os produtores na atividade\u201d, destaca Carvalho.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">O PISA j\u00e1 foi aplicado em cerca de tr\u00eas mil propriedades rurais nos estados de SC, PR e RS. Em 2023 eram mais de 700 propriedades ativas no programa. Com dura\u00e7\u00e3o de quatro anos, o programa compreende a\u00e7\u00f5es individuais e coletivas de diagn\u00f3stico, treinamento, consultoria, planejamento integrado e monitoramento, dentre outros. O p\u00fablico atendido \u00e9 composto majoritariamente por produtores que t\u00eam, em m\u00e9dia, 18 vacas em lacta\u00e7\u00e3o e rebanho m\u00e9dio de 32 animais, e que produzem menos de 400 litros\/dia, perfil que corresponde a 84% das propriedades leiteiras ga\u00fachas, conforme dados da Emater RS.<\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"font-weight: 400;\">Foto: Fernando Kluwe Dias<br \/>\nTexto: Assessoria de Imprensa do Sindilat\/RS<\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Consolidado ao longo de 16 anos de aplica\u00e7\u00e3o, o conceito do Pastoreio Rotat\u00ednuo tem devolvido esperan\u00e7a atrav\u00e9s do aumento na produ\u00e7\u00e3o e, consequentemente, na renda para produtores leiteiros ga\u00fachos. \u00c9 o que atesta o zootecnista e professor da Universidade Federal do Rio Grande do Sul, Paulo C\u00e9sar de Faccio Carvalho, respons\u00e1vel pelo desenvolvimento do conceito <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2024\/01\/12\/pastoreio-rotatinuo-aumenta-produtividade-em-fazendas-leiteiras\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"Pastoreio Rotat\u00ednuo aumenta produtividade em fazendas leiteiras\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":3,"featured_media":13987,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[31,18],"tags":[],"class_list":{"0":"post-13986","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","5":"has-post-thumbnail","7":"category-noticias-sindilat-tv","8":"category-noticias","9":"h-entry","10":"hentry","11":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13986","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/3"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=13986"}],"version-history":[{"count":1,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13986\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":13988,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/13986\/revisions\/13988"}],"wp:featuredmedia":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media\/13987"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=13986"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=13986"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=13986"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}