{"id":1396,"date":"2017-01-23T17:17:35","date_gmt":"2017-01-23T17:17:35","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2017\/01\/23\/23-01-2017\/"},"modified":"2017-01-23T17:17:35","modified_gmt":"2017-01-23T17:17:35","slug":"23-01-2017","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2017\/01\/23\/23-01-2017\/","title":{"rendered":"23\/01\/2017"},"content":{"rendered":"<p> <title><\/title> <\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\" style=\"font-size: 12px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/5\" style=\"width: 643px; height: 82px;\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><b style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif; font-size: 12px;\"><i>Porto Alegre, 23 de janeiro&nbsp;<\/i><\/b><b style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif; font-size: 12px;\"><i>de 2017. &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 11- N\u00b0 2.428<\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/6\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: justify; font-size: 12px; width: 811px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/8\" style=\"width: 53px; height: 34px; float: left;\" \/><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div><strong>Marcelo Martins: \"as ind\u00fastrias l\u00e1cteas brasileiras est\u00e3o se posicionando para a exporta\u00e7\u00e3o\"<\/strong><\/p>\n<p> Em entrevista exclusiva para o MilkPoint, Marcelo Costa Martins, presidente da Viva L\u00e1cteos, comentou sobre a instabilidade do setor l\u00e1cteo no ano passado - com alguns meses muito bons tanto para a ind\u00fastria como para o produtor. \"A queda na oferta de leite em 2016 foi um fator importante que estimulou as importa\u00e7\u00f5es. Para 2017 acreditamos que n\u00e3o teremos uma diferen\u00e7a significativa entre mercado interno e mercado internacional. Em abril de 2016, por exemplo, tivemos uma diferen\u00e7a de aproximadamente 87% entre o pre\u00e7o praticado no mercado interno e o pre\u00e7o praticado no mercado internacional. A medida que n\u00f3s temos um aumento da oferta de leite no mercado interno, uma rea\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os do mercado internacional e uma menor varia\u00e7\u00e3o entre os mercados, n\u00f3s passamos a ter uma condi\u00e7\u00e3o mais favor\u00e1vel \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es ou uma redu\u00e7\u00e3o no d\u00e9ficit da balan\u00e7a comercial que tivemos esse ano\".&nbsp;<\/p>\n<p> Sobre os custos de produ\u00e7\u00e3o, ele comentou que em virtude da redu\u00e7\u00e3o dos pre\u00e7os dos ingredientes usados na ra\u00e7\u00e3o (principalmente milho e farelo de soja) junto com uma melhoria das condi\u00e7\u00f5es clim\u00e1ticas e sem o efeito do El Ni\u00f1o, em 2017 provavelmente n\u00e3o veremos uma queda significativa na produ\u00e7\u00e3o de leite como observamos em 2016. \"Com rela\u00e7\u00e3o ao consumo interno, as melhorias s\u00e3o dependentes da estabilidade econ\u00f4mica do pa\u00eds - o que tamb\u00e9m \u00e9 preponderante para a manuten\u00e7\u00e3o e abertura de novos investimentos, gerando empregos e melhorando a renda, o que est\u00e1 intimamente relacionado com o consumo de l\u00e1cteos. Pressuponho que este ano veremos uma menor volatilidade dos pre\u00e7os, maior oferta de produ\u00e7\u00e3o e redu\u00e7\u00e3o das importa\u00e7\u00f5es\".&nbsp;<\/p>\n<p> Exporta\u00e7\u00f5es<br \/> Marcelo destacou que as ind\u00fastrias est\u00e3o se posicionando para a exporta\u00e7\u00e3o e a orienta\u00e7\u00e3o das empresas associadas \u00e9 que a Viva L\u00e1cteos fa\u00e7a o m\u00e1ximo de a\u00e7\u00f5es no sentido de promover os produtos l\u00e1cteos brasileiros no exterior e tamb\u00e9m, abra novos mercados. \"A R\u00fassia, logo ap\u00f3s o embargo, passou a demandar produtos l\u00e1cteos de pa\u00edses como Brasil, Argentina e Uruguai. N\u00f3s tivemos que cumprir uma s\u00e9rie de pr\u00e9-requisitos necess\u00e1rios para exporta\u00e7\u00e3o e at\u00e9 ent\u00e3o, n\u00e3o t\u00ednhamos nos posicionado para o mercado russo. Demoramos aproximadamente quatro meses para habilitar as plantas para exporta\u00e7\u00e3o enquanto algumas plantas no Uruguai e na Argentina j\u00e1 estavam habilitadas - passando a exportar o que tinham e o que n\u00e3o tinham. Quando n\u00f3s passamos a ter condi\u00e7\u00f5es de exportar, a demanda do mercado j\u00e1 n\u00e3o era mais a mesma. Isso foi um grande aprendizado para todos n\u00f3s\".&nbsp;<\/p>\n<p> De acordo com ele, muitos importadores nem sequer imaginam que o Brasil \u00e9 o quarto maior produtor de leite do mundo. \"Acredito que essa informa\u00e7\u00e3o tem que ficar muito clara e para isso, a participa\u00e7\u00e3o em eventos \u00e9 muito importante. Em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s feiras, j\u00e1 confirmamos este ano a presen\u00e7a em Dubai, Moscou e Miami. Tamb\u00e9m estamos aguardando a nossa participa\u00e7\u00e3o em Anuga, na Alemanha\".&nbsp;<\/p>\n<p> Expans\u00e3o dos mercados importadores&nbsp;<br \/> Em rela\u00e7\u00e3o aos poss\u00edveis mercados importadores, hoje a Viva L\u00e1cteos tem uma parceria com o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa) e, para o in\u00edcio do primeiro semestre de 2017, temos duas novas miss\u00f5es de habilita\u00e7\u00f5es: Chile e Peru. \"\u00c9 muito importante que tenhamos novas aberturas de mercado e diversifiquemos. At\u00e9 novembro de 2016, exportamos 53% do total de l\u00e1cteos, em valor, para a Venezuela - menos do que o ano passado (que foi de quase 75%) - mas de certa forma ainda muito concentrado. Com rela\u00e7\u00e3o ao leite condensado, a nossa participa\u00e7\u00e3o no mercado total exportado pelo Brasil passou de 13% para 26% do total enviado. \u00c9 importante que consigamos ampliar a nossa participa\u00e7\u00e3o em mercados importantes. Temos hoje alguns mercados que s\u00e3o alvo, que foram escolhidos estrategicamente para atua\u00e7\u00e3o priorit\u00e1ria\".&nbsp;<\/p>\n<p> Esses mercados correspondem hoje a quase R$ 2 bilh\u00f5es de d\u00f3lares em importa\u00e7\u00f5es de l\u00e1cteos, com uma taxa m\u00e9dia de crescimento de 17% ao ano nos \u00faltimos cinco anos. Ao mesmo tempo, a participa\u00e7\u00e3o brasileira nesses mercados \u00e9 inferior a 1%. \"N\u00e3o seria um trabalho de curto prazo, ele est\u00e1 sendo constru\u00eddo, e o ano de 2016 foi muito desafiador porque tivemos que remar contra a corrente, mas, por outro lado, h\u00e1 algumas empresas demandando a abertura de novos mercados e novos acordos comerciais, enxergando no mercado internacional uma oportunidade interessante. A expectativa para 2017 com certeza \u00e9 mais favor\u00e1vel, tanto do ponto de vista do mercado interno com o aumento da oferta de mat\u00e9ria-prima, quanto do mercado internacional - na medida que enxergamos um reaquecimento dos pre\u00e7os dos mercados internacionais\".&nbsp;<\/p>\n<p> R\u00fassia - uma porta j\u00e1 aberta?&nbsp;<br \/> Martins pontuou que algumas empresas brasileiras mandam hoje uma pequena quantia de produtos l\u00e1cteos para a R\u00fassia e que perto do nosso potencial, a quantidade \u00e9 \u00ednfima. Por\u00e9m, ele acredita que essa a\u00e7\u00e3o contribua para a cria\u00e7\u00e3o de um relacionamento com os importadores russos a fim de aumentarmos a participa\u00e7\u00e3o. \"A quest\u00e3o \u00e9 estar dentro do mercado. O mais dif\u00edcil \u00e9 entrar nele, depois fica mais favor\u00e1vel. Nossa expectativa \u00e9 muito boa com rela\u00e7\u00e3o ao mercado internacional. Acredito que ao mesmo tempo que as empresas se estruturam, elas tamb\u00e9m se tornam mais interessantes no exterior\".&nbsp;<\/p>\n<p> Melhorias do mercado interno&nbsp;<br \/> Com rela\u00e7\u00e3o ao consumo, a Viva L\u00e1cteos est\u00e1 trabalhando junto ao Mapa para agilizar o registro de novos produtos. O Minist\u00e9rio est\u00e1 atualizando o RIISPOA (Regulamento da Inspe\u00e7\u00e3o Industrial e Sanit\u00e1ria de Produtos de Origem Animal), modernizando e desburocratizando processos. Na \u00e1rea de qualidade do leite, al\u00e9m das a\u00e7\u00f5es junto ao Mapa para melhorar as quest\u00f5es referentes \u00e0 IN 62, a associa\u00e7\u00e3o estimula as ind\u00fastrias a trabalharem de uma forma coordenada no esclarecimento dos produtores com rela\u00e7\u00e3o ao uso correto dos medicamentos veterin\u00e1rios.&nbsp;<\/p>\n<p> \"Essa \u00e9 uma das prioridades que temos. Elaboramos uma cartilha de orienta\u00e7\u00e3o sobre o uso correto de medicamentos, principalmente de antibi\u00f3ticos. Hoje, todas as empresas associadas \u00e0 Viva L\u00e1cteos est\u00e3o trabalhando dentro desse formato e temos mais de 70 milh\u00f5es de reais aplicados em melhorias na qualidade. Que continuemos avan\u00e7ando para ter cada vez mais condi\u00e7\u00f5es de produzir alimentos seguros para os consumidores\".<\/p>\n<p> Do ponto de vista da imagem do leite, a entidade est\u00e1 trabalhando com uma assessoria de comunica\u00e7\u00e3o e com porta vozes da \u00e1rea da sa\u00fade que exp\u00f5em a import\u00e2ncia do leite na nutri\u00e7\u00e3o humana com base em pesquisas cient\u00edficas. \"Divulgamos esses releases para todos. As informa\u00e7\u00f5es negativas sobre o leite existem, assim como em outros produtos, mas, o balan\u00e7o que fazemos no final \u00e9 que o consumidor brasileiro v\u00ea o leite como um alimento seguro. Nossa aposta \u00e9 que os consumidores continuem usufruindo dos produtos l\u00e1cteos e que o leite permane\u00e7a na cesta b\u00e1sica\".&nbsp;<\/p>\n<p> Marcelo disse acreditar na inova\u00e7\u00e3o do mercado l\u00e1cteo, o que \u00e9 dependente da economia do pa\u00eds, j\u00e1 que s\u00e3o investimentos direcionados \u00e0 agrega\u00e7\u00e3o de valor. \"Os produtos zero lactose hoje por exemplo est\u00e3o bem mais disseminados e com custos mais acess\u00edveis, assim como o iogurte grego. De certa forma, a inova\u00e7\u00e3o atrai o consumidor\". (Milkpoint)<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: justify; font-size: 12px; width: 811px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: left;\">\n<div style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/div>\n<div><strong>Senar\/RS atender\u00e1 a 1.140 propriedades leiteiras<\/strong><\/p>\n<p> O Servi\u00e7o Nacional de Aprendizagem Rural (Senar), entre os muitos aspectos significativos de suas a\u00e7\u00f5es desenvolvidas por meio das suas 27 administra\u00e7\u00f5es regionais no Pa\u00eds, cabe destaque ao conv\u00eanio entre o Sistema CNA\/Senar e o Minist\u00e9rio da Agricultura, Pecu\u00e1ria e Abastecimento (Mapa), para implementa\u00e7\u00e3o de um modelo de gest\u00e3o e opera\u00e7\u00e3o de assist\u00eancia t\u00e9cnica e gerencial e continuado voltado para pequenos e m\u00e9dios produtores de leite do Rio Grande do Sul, Santa Catarina, Paran\u00e1, Minas Gerais e Goi\u00e1s.<\/p>\n<p> Gilmar Tietb\u00f6hl, superintende do Senar-RS, informa que, em 2017, ser\u00e3o intensificados investimentos em assist\u00eancia t\u00e9cnica, com a realiza\u00e7\u00e3o do Programa Mapa Leite, que deve atender a 1.140 propriedades em 112 munic\u00edpios ga\u00fachos; e em sa\u00fade e qualidade de vida, por meio de treinamentos, palestras nas atividades do meio rural. Ele explica que a a\u00e7\u00e3o atender\u00e1 principalmente produtores leiteiros que vivem na Metade Norte do Rio Grande do Sul.<\/p>\n<p> Tietb\u00f6hl diz que o Senar-RS registrou um aumento de 11,6% na oferta de cursos de forma\u00e7\u00e3o profissional rural e de promo\u00e7\u00e3o social no Rio Grande do Sul em 2016, totalizando 9.677 iniciativas. Ele comenta tamb\u00e9m que o Senar-RS atendeu 162.214 pessoas com as suas atividades, que englobaram palestra, oficinas, semin\u00e1rios, programas e cursos. Isto, segundo o superintendente, representou um crescimento de 10,48% em compara\u00e7\u00e3o ao ano de 2015.<\/p>\n<p> O curso de Inclus\u00e3o Digital foi o que teve maior procura em 2016. Tietb\u00f6hl considera que o setor quer conhecimento com o objetivo de melhorar a sua vida e as tarefas na propriedade rural. Lembra que foram formadas no curso de Inclus\u00e3o Digital, no ano passado, 1.128 pessoas. J\u00e1 o segundo curso mais procurado, conforme o superintende, foi sobre Aplica\u00e7\u00e3o Correta e Segura de Agroqu\u00edmicos.<\/p>\n<p> O superintendente do Senar-RS diz que os propriet\u00e1rios rurais ga\u00fachos est\u00e3o entre os primeiros no Pa\u00eds e no exterior a realizarem o manejo correto no descarte de embalagem de defensivos agr\u00edcolas. No que diz respeito ao uso de EPIs, os agricultores est\u00e3o buscando informa\u00e7\u00f5es, e h\u00e1 um crescimento em sua utiliza\u00e7\u00e3o. Ele lembra tamb\u00e9m que o terceiro curso mais procurado no ano passado foi o voltado ao Saneamento Rural B\u00e1sico.<\/p>\n<p> Tietb\u00f6hl comenta tamb\u00e9m que as palestras que receberam maior presen\u00e7a, em 2016, foram Qualidade de Vida no Meio Rural, com a participa\u00e7\u00e3o de 12.452 pessoas, seguida pela que tratou o assunto Zoonoses, com 9.826 participantes, e a Sa\u00fade da Mulher Rural, com 2.106 pessoas. J\u00e1 o programa mais procurados foi o Junto para Competir, que registrou 3.264 interessados.<\/p>\n<p> Em seu balan\u00e7o, Tietb\u00f6hl citou o Programa Alfa, voltado \u00e0 alfabetiza\u00e7\u00e3o de trabalhadores do meio rural. Segundo ele, mais de 30 mil pessoas no Estado j\u00e1 foram alfabetizadas ao longo dos \u00faltimos 15 anos. O Senar Nacional foi criado pela Lei n\u00ba 8.315, de 23\/12\/91, j\u00e1 o Senar-RS foi criando um ano depois.<\/p>\n<p> Informa\u00e7\u00f5es podem ser encontradas no site do Senar-RS. Ainda pelo fone (51) 3215-7500, ou pessoalmente na pra\u00e7a Professor Saint-Pastous, 125, em Porto Alegre. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Jornal do Com\u00e9rcio)<\/p>\n<p> <strong>Panorama do Mercado L\u00e1cteo - Relat\u00f3rio USDA 03\/2017<\/strong><\/p>\n<p> Os dados sobre a produ\u00e7\u00e3o total de leite da Nova Zel\u00e2ndia, em dezembro, ainda n\u00e3o foram apurados. Um dos principais processadores de l\u00e1cteos do pa\u00eds informou que sua produ\u00e7\u00e3o de leite contratada nos sete meses da temporada, at\u00e9 31 de dezembro, caiu 5,5% em compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo no ano passado. A primavera da Nova Zel\u00e2ndia foi mais \u00famida do que o normal.&nbsp;<\/p><\/div>\n<div> Isso afetou negativamente o crescimento das pastagens. Os pre\u00e7os do leite em p\u00f3 integral (WMP) encontram-se est\u00e1veis, com leve queda nos valores m\u00e1ximos. Os processadores da Nova Zel\u00e2ndia est\u00e3o produzindo mais WMP, fugindo do leite em p\u00f3 desnatado (SMP). As exporta\u00e7\u00f5es australianas acumuladas at\u00e9 novembro de 2016 aumentaram 5,7%, em ela\u00e7\u00e3o ao mesmo per\u00edodo de 2015, segundo a Eucolait. Os principais destinos e percentual foram: China (19%); Sri Lanka (17,2%); e Cingapura (12,7%). Europa - As perspectivas futuras para 2017 apontam para algum aumento modesto na produ\u00e7\u00e3o de leite ao longo do ano na Europa Ocidental. Neste in\u00edcio de 2017 \u00e9 prov\u00e1vel que a produ\u00e7\u00e3o fique abaixo dos n\u00edveis iniciais de 2016. No entanto, espera-se que o volume de leite aumente em termos anuais em rela\u00e7\u00e3o a 2016 a partir de meados de 2017. O frio em muitas regi\u00f5es produtoras de leite da Europa Ocidental durante as primeiras semanas de 2017 dever\u00e1 atenuar os volumes.&nbsp;<\/p>\n<p> Segundo relat\u00f3rios da Alemanha os pre\u00e7os do leite pagos aos produtores de leite tiveram uma ligeira recupera\u00e7\u00e3o. Se continuarem firmes e esse padr\u00e3o ocorrer em outros pa\u00edses da Europa Ocidental, \u00e9 natural que seja um incentivo a uma maior produ\u00e7\u00e3o de leite \u00e0 medida que o ano avan\u00e7a. As ind\u00fastrias projetam aumento na produ\u00e7\u00e3o de queijo e queda nos volumes de manteiga e de leite em p\u00f3 desnatado (SMP). Quinta-feira, 19 de Janeiro, a Eucolait divulgou informa\u00e7\u00f5es preliminares de que n\u00e3o foram negociados contratos de venda de SMP na terceira licita\u00e7\u00e3o dos estoques de interven\u00e7\u00e3o, que aconteceram na ter\u00e7a-feira, 17 de Janeiro. O Leste Europeu continua sendo afetado pela manuten\u00e7\u00e3o do embargo russo, prejudicando produtores de leite e ind\u00fastrias de latic\u00ednios. As vendas para a R\u00fassia antes do embargo eram significativas para v\u00e1rios pa\u00edses. O embargo exigiu esfor\u00e7os para chegar a novos mercados. Alguns players menores foram sufocados, enquanto os maiores jogadores se expandiam. A Pol\u00f4nia \u00e9 frequentemente mencionada como um pa\u00eds que ajudou outros pa\u00edses da regi\u00e3o a terem bom desempenho no setor l\u00e1cteo.<\/p>\n<p> &nbsp;<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/2099\" style=\"width: 600px; height: 184px;\" \/><\/p>\n<p> Am\u00e9rica do Sul - Na Argentina, a produ\u00e7\u00e3o de leite na fazenda tende a diminuir devido \u00e0s atuais inunda\u00e7\u00f5es nas principais bacias leiteiras. Algumas fazendas tiveram a coleta de leite suspensa, temporariamente, em decorr\u00eancia do isolamento pelas \u00e1guas e\/ou estradas intransit\u00e1veis. H\u00e1 redu\u00e7\u00e3o not\u00e1vel na capta\u00e7\u00e3o de leite. Os cronogramas operacionais de algumas f\u00e1bricas de queijos e iogurtes ficaram irregulares. Em todo o pa\u00eds, muitas lavouras de alfafa foram arruinadas pelas tempestades. Inversamente, parece que as chuvas ajudaram a colheita de alfafa no Uruguai. Neste pa\u00eds, a produ\u00e7\u00e3o de leite \u00e9 sazonalmente mais baixa, principalmente devido \u00e0s altas temperaturas do ver\u00e3o. O volume de leite est\u00e1, em grande parte, equilibrado com o processamento, principalmente no que se refere \u00e0 produ\u00e7\u00e3o de queijo. Al\u00e9m disso, o creme est\u00e1 prontamente dispon\u00edvel para fazer a manteiga. Entretanto, no Brasil, h\u00e1 um grave d\u00e9ficit h\u00eddrico na principal bacia leiteira, afetando o crescimento de forragens em diversas bacias leiteiras. Consequentemente, a produ\u00e7\u00e3o de leite na fazenda est\u00e1 em queda. A maioria das instala\u00e7\u00f5es de processamento de queijo est\u00e1 recebendo menos do que o adequado de volume de leite. No entanto, a fabrica\u00e7\u00e3o de queijo permanece ativa com um interesse leve \/ moderado dos setores de varejo e servi\u00e7os de alimenta\u00e7\u00e3o.&nbsp;<\/p>\n<p> A oferta de queijo no mercado \u00e0 vista est\u00e1 limitada, uma vez que alguns processadores preferem aumentar os estoques, aguardando pre\u00e7os internos mais elevados no curto prazo. Em dezembro de 2016, a Venezuela foi afastada do Mercosul. Conforme relatado pela Quarterra, a mudan\u00e7a significa que a Venezuela deixar\u00e1 de se beneficiar do acesso livre \u00e0s mercadorias de outros pa\u00edses do bloco, como Argentina, Uruguai e Brasil. No passado, a Venezuela importou quantidades significativas de produtos l\u00e1cteos, principalmente da Argentina. Os poss\u00edveis impactos futuros para a ind\u00fastria de latic\u00ednios da Am\u00e9rica do Sul s\u00e3o desconhecidos neste momento, de acordo com contatos diversos.&nbsp;<\/p>\n<p> LEITE EM P\u00d3 INTEGRAL (WMP) - No Cone Sul da Am\u00e9rica do Sul, o pre\u00e7o de exporta\u00e7\u00e3o FOB do leite em p\u00f3 integral (WMP) permanece inalterado. O pre\u00e7o mais baixo reflete uma atividade moderada de exporta\u00e7\u00e3o de WMP para fora do bloco, enquanto os valores m\u00e1ximos correspondem \u00e0s exporta\u00e7\u00f5es dentro do bloco, principalmente da Argentina e do Uruguai para o Brasil. A produ\u00e7\u00e3o de WMP na Argentina est\u00e1 inst\u00e1vel em v\u00e1rias f\u00e1bricas, j\u00e1 que os processadores est\u00e3o recebendo menos leite devido aos problemas de transporte causados pelas inunda\u00e7\u00f5es atuais. A produ\u00e7\u00e3o de WMP encontra-se est\u00e1vel no Uruguai. No Brasil, a produ\u00e7\u00e3o de WMP est\u00e1 ativa, j\u00e1 que muitos processadores est\u00e3o secando mais leite, ao inv\u00e9s de usar a mat\u00e9ria-prima para outros fins. A demanda pelo WMP brasileiro est\u00e1 melhorando. Portanto, as importa\u00e7\u00f5es de WMP do Brasil est\u00e3o ligeiramente mais baixas. Os estoques s\u00e3o variados na Argentina, est\u00e1veis no Uruguai e ligeiramente mais elevados no Brasil. De acordo com o Instituto Nacional do Leite (INALE), as exporta\u00e7\u00f5es acumuladas de WMP do Uruguai, de janeiro a dezembro de 2016, totalizaram 127.075 MT, 32% acima da do mesmo per\u00edodo em 2015.&nbsp;<\/p>\n<p> LEITE EM P\u00d3 DESNATADO (SMP) - No Cone Sul da Am\u00e9rica do Sul, o pre\u00e7o FOB de exporta\u00e7\u00e3o do SMP se ajustou para cima. As vendas ficaram mais fracas em rela\u00e7\u00e3o \u00e0s duas \u00faltimas semanas. As exporta\u00e7\u00f5es para fora do Mercosul est\u00e3o representadas pelos pre\u00e7os m\u00ednimos. Enquanto o pre\u00e7o m\u00e1ximo reflete as importa\u00e7\u00f5es brasileiras de SMP dentro do bloco, principalmente da Argentina e do Uruguai. No Brasil, a produ\u00e7\u00e3o de SMP est\u00e1 em andamento e as ofertas est\u00e3o se tornam mais dispon\u00edveis. Consequentemente, as importa\u00e7\u00f5es brasileiras de SMP est\u00e3o menores. Por outro lado, o processamento de SMP est\u00e1 em baixa na Argentina, devido ao menor consumo de condensados. Os estoques variam em todo o Cone Sul. De acordo com o Instituto Nacional do Leite (INALE), as exporta\u00e7\u00f5es acumuladas de SMP do Uruguai, de janeiro a dezembro de 2016, totalizaram 17.411 TM, 33% abaixo da do mesmo per\u00edodo em 2015. (USDA - Tradu\u00e7\u00e3o Livre: Terra Viva)<\/p><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: left;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: center; font-size: 12px; width: 811px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif; display: block; margin-left: auto; margin-right: auto;\" \/><\/div>\n<div><em><strong><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/9\" style=\"font-size: 12px; width: 231px; height: 30px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/strong><\/em><\/div>\n<div><em><span style=\"text-align: center;\">Produ\u00e7\u00e3o Mundial de Leite \u00e9 a menor em 3 anos<\/span><br style=\"text-align: center;\" \/> <span style=\"text-align: center;\">No m\u00eas de outubro, a produ\u00e7\u00e3o de leite das cinco principais regi\u00f5es exportadoras registrou seu menor n\u00edvel em tr\u00eas anos. As ofertas globais de leite normalmente aumentam em outubro devido ao per\u00edodo de pico da produ\u00e7\u00e3o da Oceania. Este ano, no entanto, a Nova Zel\u00e2ndia (NZ) teve o pico mais baixo desde 2012, enquanto a Austr\u00e1lia est\u00e1 produzindo volumes semelhantes a nove anos atr\u00e1s. A produ\u00e7\u00e3o na UE-28 tamb\u00e9m est\u00e1 diminuindo e deve terminar 2016 com crescimento de apenas 0,5% em rela\u00e7\u00e3o a 2015. A maior parte dos principais Estados Membros produtores de leite comunicou quedas substanciais nas entregas em novembro: Alemanha (-5,2%); Fran\u00e7a (-7,6%); e Reino Unido (-7,3%). Embora em novembro, a Holanda e a Irlanda n\u00e3o tenham apresentado redu\u00e7\u00f5es em rela\u00e7\u00e3o aos n\u00edveis do ano anterior, o crescimento da produ\u00e7\u00e3o diminuiu consideravelmente em ambos os pa\u00edses. (The Dairy Site - Tradu\u00e7\u00e3o Livre: Terra Viva)<\/span><\/em><\/div>\n<div>\n<div><em><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: justify; line-height: 13.5pt; font-size: 12px; width: 803px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/em><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 23 de janeiro&nbsp;de 2017. &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 11- N\u00b0 2.428 &nbsp; Marcelo Martins: \"as ind\u00fastrias l\u00e1cteas brasileiras est\u00e3o se posicionando para a exporta\u00e7\u00e3o\" Em entrevista exclusiva para o MilkPoint, Marcelo Costa Martins, <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2017\/01\/23\/23-01-2017\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"23\/01\/2017\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1396","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1396","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1396"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1396\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1396"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1396"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1396"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}