{"id":135,"date":"2015-01-23T13:39:48","date_gmt":"2015-01-23T13:39:48","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/01\/23\/cai-custo-do-trabalho-em-dolar\/"},"modified":"2015-01-23T13:39:48","modified_gmt":"2015-01-23T13:39:48","slug":"cai-custo-do-trabalho-em-dolar","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2015\/01\/23\/cai-custo-do-trabalho-em-dolar\/","title":{"rendered":"Cai custo do trabalho em d\u00f3lar"},"content":{"rendered":"<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #00591a; font-family: verdana; font-size: 16px;\"><span style=\"color: #132630; font-family: verdana; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify;\"><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\" alignright size-full wp-image-134\" src=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-content\/uploads\/2015\/01\/dolar-385726.jpg\" width=\"400\" height=\"262\" alt=\"dolar 385726\" style=\"float: right;\" \/>Pela primeira vez desde 2008, o peso dos sal\u00e1rios, em d\u00f3lar, caiu para a ind\u00fastria. De acordo com s\u00e9rie elaborada pelo Banco Central, o chamado custo unit\u00e1rio do trabalho (CUT) recuou 3,8% em 2013 (janeiro a novembro). Esse indicador aponta quanto aumentou ou diminuiu o custo do trabalho por unidade produzida - um autom\u00f3vel, um sapato, uma caixa de f\u00f3sforo, por exemplo. Por isso, ele \u00e9 considerado um indicador de competitividade. O custo unit\u00e1rio do trabalho cresce se o sal\u00e1rio cresce acima da produtividade, e cai quando a produtividade supera o crescimento do sal\u00e1rio. A queda de 3,8% no custo do trabalho foi influenciada por um ganho de produtividade na ind\u00fastria e pela pr\u00f3pria desvaloriza\u00e7\u00e3o do real, j\u00e1 que a conta do BC mede esse indicador em d\u00f3lar. Para economistas, esse ganho \u00e9 muito pequeno e apenas \"arranha\" a perda acumulada nos \u00faltimos anos. Pela s\u00e9rie do Banco Central, esse custo subiu expressivos 54% no acumulado de 2009 a 2012. A conta mais simples que pode ser feita para indicar a produtividade do trabalho na ind\u00fastria mostra que ela cresceu 2,5% no ano passado, resultado de um aumento de 1,4% na produ\u00e7\u00e3o feito com volume 1,1 menor de horas pagas. O pesquisador Fernando de Holanda Barbosa Filho, do Instituto Brasileiro de Economia da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (Ibre\/FGV), minimiza os impactos positivos que possam vir dessa recupera\u00e7\u00e3o do custo do trabalho. Para ele, o c\u00e2mbio explica boa parte da queda do custo, porque os sal\u00e1rios ainda sobem acima da produtividade. Olhando apenas para os sal\u00e1rios na ind\u00fastria, a pesquisa do IBGE mostrou que, de janeiro a novembro, o rendimento m\u00e9dio real do trabalhador assalariado aumentou 2,8% (abaixo da produtividade), enquanto o custo total da folha salarial subiu 1,7% (abaixo da produtividade).<\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #00591a; font-family: verdana; font-size: 16px;\"><span style=\"color: #132630; font-family: verdana; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify;\"> <!--more--> <\/span><\/span><\/p>\n<p style=\"text-align: justify;\"><span style=\"color: #00591a; font-family: verdana; font-size: 16px;\"><span style=\"color: #132630; font-family: verdana; font-size: 12px; line-height: 20px; text-align: justify;\"> \"Como ele [o CUT] cresceu bastante nos anos anteriores, esse crescimento n\u00e3o vai recuperar a competitividade perdida\", diz Barbosa Filho. Para ele, a desvaloriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio, sozinha, n\u00e3o trar\u00e1, sozinha, a competitividade perdida. Ao mesmo tempo, ele acredita que o pa\u00eds pode come\u00e7ar a ter ganhos sustent\u00e1veis e consecutivos de produtividade - o que ele avalia que j\u00e1 aconteceu pra o conjunto da economia brasileira (em dados que olham todos os setores e n\u00e3o s\u00f3 a ind\u00fastria) em 2012 e 2013. O pesquisador da FGV faz, a partir de dados do PIB, a conta da chamada Produtividade Total dos Fatores, onde entram todos os segmentos (ind\u00fastria, servi\u00e7os, com\u00e9rcio, agropecu\u00e1ria). Nessa conta, diz ele, a produtividade acumulou cerca de 1,5% entre os dois anos. Ele est\u00e1 finalizando a conta de 2013. Guilherme Merc\u00eas, economista da Federa\u00e7\u00e3o das Ind\u00fastrias do Estado do Rio de Janeiro, tamb\u00e9m avalia que a pequena redu\u00e7\u00e3o do custo unit\u00e1rio do trabalho ser\u00e1 insuficiente para devolver competitividade \u00e0 ind\u00fastria. Ele considera fundamental que ocorra uma queda no custo real dos sal\u00e1rios, e avalia que essa redu\u00e7\u00e3o do custo relativo da m\u00e3o de obra para o setor industrial pode estar a caminho. A demanda da economia por servi\u00e7os, diz ele, provocou uma eleva\u00e7\u00e3o dos sal\u00e1rios reais tamb\u00e9m no setor produtivo em decorr\u00eancia da falta de m\u00e3o de obra qualificada. Na d\u00favida, a ind\u00fastria aumentou os sal\u00e1rios para manter seus empregados. Esse movimento realmente desacelerou no ano passado. O aumento m\u00e9dio dos sal\u00e1rios pagos na ind\u00fastria foi o menor desde 2009. Al\u00e9m do aumento menor, observa Merc\u00eas, os dados apontam que o emprego na ind\u00fastria parou de subir em meados de 2011. Desde aquele per\u00edodo, h\u00e1 quase 30 meses, o estoque de empregados no setor parou de crescer e vem caindo paulatinamente. Em agosto de 2011, o emprego no setor era 5,7% maior que na m\u00e9dia de 2001. Em novembro passado, esse volume j\u00e1 estava em apenas 1,7%. (Valor Econ\u00f4mico)<\/span><\/span><\/p>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Pela primeira vez desde 2008, o peso dos sal\u00e1rios, em d\u00f3lar, caiu para a ind\u00fastria. De acordo com s\u00e9rie elaborada pelo Banco Central, o chamado custo unit\u00e1rio do trabalho (CUT) recuou 3,8% em 2013 (janeiro a novembro). 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