{"id":11613,"date":"2023-04-03T19:22:47","date_gmt":"2023-04-03T19:22:47","guid":{"rendered":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/?p=11613"},"modified":"2023-04-03T19:25:10","modified_gmt":"2023-04-03T19:25:10","slug":"03-04-2023","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2023\/04\/03\/03-04-2023\/","title":{"rendered":"03\/04\/2023"},"content":{"rendered":"<p><img loading=\"lazy\" decoding=\"async\" class=\"\" style=\"text-align: justify; font-size: 1rem;\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/uuURf8ABF0257\" alt=\"Newsletter Sindilat_RS\" width=\"1159\" height=\"207\"><\/p>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<p style=\"text-align: justify;\">Porto Alegre, 03 de abril de 2023&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 17 - N\u00b0 3.873<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<hr>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div><b>Agro aponta efeito colateral de novo imposto: alimentos b\u00e1sicos at\u00e9 21% mais caros<\/b><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Alimentos b\u00e1sicos, hoje isentos de impostos na sa\u00edda da propriedade rural, v\u00e3o ficar at\u00e9 21% mais caros se forem obrigados a recolher \u201cna porteira\u201d o Imposto sobre Bens e Servi\u00e7os (IBS) \u2013 tamb\u00e9m chamado de Imposto sobre Valor Agregado (IVA) \u2013 pretendido nas propostas de reforma tribut\u00e1ria encampadas pelo governo federal no Congresso.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Na PEC 45, da C\u00e2mara, discute-se uma al\u00edquota de 25% para praticamente todas as cadeias produtivas, com poucas exce\u00e7\u00f5es. Na PEC 110, do Senado, a al\u00edquota padr\u00e3o e suas exce\u00e7\u00f5es seriam definidas posteriormente, por lei complementar.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Se for repassado \u00e0 cadeia produtiva, esse aumento de custos dos produtores significar\u00e1 infla\u00e7\u00e3o adicional de 1% em at\u00e9 um ano, segundo estudo da Confedera\u00e7\u00e3o Nacional da Agricultura e Pecu\u00e1ria (CNA), tendo como base uma al\u00edquota de 25%.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Os c\u00e1lculos da CNA foram apresentados nesta ter\u00e7a-feira (28) ao Grupo de Trabalho da Reforma Tribut\u00e1ria na C\u00e2mara dos Deputados, que tamb\u00e9m ouviu representantes da ind\u00fastria.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Dentre os alimentos que podem sofrer os maiores reajustes, na hip\u00f3tese de repasse integral do aumento de custos, est\u00e3o:<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u25cf Latic\u00ednios (aumento de pre\u00e7o de 21,3%);<\/div>\n<div>\u25cf Batata (21,6%);<\/div>\n<div>\u25cf Feij\u00e3o (19,6%);<\/div>\n<div>\u25cf Caf\u00e9 (18,5%);<\/div>\n<div>\u25cf Soja e milho (16,2%); e<\/div>\n<div>\u25cf Arroz (12,7%).<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Para os agricultores, a redu\u00e7\u00e3o na margem bruta poder\u00e1 chegar a 94,3% no leite, que tem rentabilidade calculada em centavos, e 65,3% no arroz. Em termos gerais, outro estudo, feito em 2019 pelo Instituto Brasileiro de Planejamento e Tributa\u00e7\u00e3o (IBPT), j\u00e1 havia estimado impacto de 22,7% na cesta b\u00e1sica com o fim da isen\u00e7\u00e3o de impostos.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cA quest\u00e3o \u00e9 se o consumidor est\u00e1 apto para receber esse aumento de custo. Vai depender da renda do consumidor e da elasticidade de demanda. Tem produto que a gente sabe que vai passar integralmente esse custo. Mas, em outros, o consumidor n\u00e3o aceita e vai diminuir o consumo. Um exemplo \u00e9 o latic\u00ednio. A gente sabe que, quando sobe o pre\u00e7o, o consumidor n\u00e3o incorpora esse aumento, ele reduz o consumo\u201d, diz Renato Conchon, coordenador do N\u00facleo Econ\u00f4mico da CNA.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Al\u00edquota diferenciada para agricultura \u00e9 padr\u00e3o da OCDE<\/div>\n<div>Em defesa da isen\u00e7\u00e3o ou pelo menos al\u00edquota menor para o agro, a CNA invoca um estudo da Organiza\u00e7\u00e3o para a Coopera\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento Econ\u00f4mico (OCDE) que aponta a import\u00e2ncia de desonera\u00e7\u00e3o da agricultura entre seus pa\u00edses-membros. De 35, apenas quatro n\u00e3o oferecem tratamento preferencial para a produ\u00e7\u00e3o de alimentos: Chile, Dinamarca, Est\u00f4nia e Nova Zel\u00e2ndia.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cS\u00e3o pa\u00edses que basicamente n\u00e3o t\u00eam agro. O Chile exporta min\u00e9rio, a Dinamarca tem petr\u00f3leo e muito servi\u00e7o. A Est\u00f4nia, para se ter uma ideia, n\u00e3o tributa a cerveja. Cada pa\u00eds adapta conforme suas necessidades. Mas o fato \u00e9 que a grande maioria dos pa\u00edses tem uma tributa\u00e7\u00e3o diferenciada para o agro. Os Estados Unidos, que n\u00e3o t\u00eam imposto sobre valor agregado, mas o 'sale tax', n\u00e3o cobram imposto do produtor rural na sa\u00edda de soja, caf\u00e9, boi e frango\u201d, destaca Conchon.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Respons\u00e1vel por 24,8% do Produto Interno Bruto (PIB) brasileiro, por 23,9% dos empregos e 47,6% das exporta\u00e7\u00f5es, o agroneg\u00f3cio argumenta que o recolhimento de tributos sobre suas cadeias produtivas atingiu a cifra de R$ 460,1 bilh\u00f5es em 2020, o equivalente a 19,3% do total arrecadado na economia. Seria a soma de uma s\u00e9rie de impostos como ITR, ICMS, IPI, PIS, Cofins e IR.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Quanto \u00e0 alega\u00e7\u00e3o de que s\u00e3o os outros elos da cadeia que recolhem impostos, e n\u00e3o o produtor, Conchon rebate: \u201cQuando o pecuarista vende um boi para o frigor\u00edfico, por exemplo, a agroind\u00fastria adquirente \u00e9 que recolhe o Funrural. Mas ela desconta o imposto do produtor. Quem recolheu? A ind\u00fastria. Quem pagou? O produtor, porque teve desconto\u201d.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Impacto do custo tribut\u00e1rio, se n\u00e3o for repassado<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\n<p><img decoding=\"async\" src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/rsqsb6ABF0415\" alt=\"\" data-cke-saved-src=\"https:\/\/dl.dnzdns.com\/v\/rsqsb6ABF0415\"><\/p>\n<\/div>\n<div>FPA analisa alternativas ao modelo do imposto agregado<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>No mesmo dia em que o agro apresentou seus argumentos por uma tributa\u00e7\u00e3o menor, mais cedo, em almo\u00e7o semanal, a Frente Parlamentar da Agropecu\u00e1ria (FPA) recebeu o senador Oriovisto Guimar\u00e3es (Podemos-PR), autor da PEC 46 de reforma tribut\u00e1ria, que seria uma alternativa \u00e0s PECs 45 e 110, tomadas como ponto de partida pelo secret\u00e1rio especial da Reforma Tribut\u00e1ria, Bernard Appy.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u00c9 um recado da bancada do agro de que o setor ainda \u201cnamora\u201d com modelos diferentes do IVA e que o governo precisa melhorar a interlocu\u00e7\u00e3o. \u201cDiziam que eu s\u00f3 criticava as propostas do governo, ent\u00e3o resolvi encampar a reforma do Simplifica J\u00e1. Uma reforma simples, enxuta, que substitui 27 legisla\u00e7\u00f5es do ICMS por uma para o Brasil inteiro. E tamb\u00e9m cria uma \u00fanica legisla\u00e7\u00e3o de ISS, substituindo mais de 5 mil\u201d, argumenta Guimar\u00e3es, em defesa de sua proposta, que foi endossada por 37 senadores e inclui no texto sugest\u00f5es do movimento Simplifica J\u00e1 e da Frente Nacional de Prefeitos.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>Na vis\u00e3o do Minist\u00e9rio da Fazenda, dentro da ideia do IVA, uma forma que o governo teria para compensar o fim da isen\u00e7\u00e3o dos produtos da cesta b\u00e1sica seria a institui\u00e7\u00e3o do \"cashback\". Ou devolu\u00e7\u00e3o de imposto, em conta corrente, para os mais pobres.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>\u201cO Parlamento \u00e9 quem vai calibrar para quem voc\u00ea vai devolver o imposto. Pode decidir devolver para 30% ou para 70% da popula\u00e7\u00e3o\u201d, disse Appy no dia 8, em audi\u00eancia p\u00fablica do GT da Reforma Tribut\u00e1ria, na C\u00e2mara.<\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div>O problema, diz Cochon, da CNA, \u00e9 a falta de defini\u00e7\u00e3o dos par\u00e2metros. \u201cO secret\u00e1rio diz que \u00e9 o Congresso que vai decidir. Ora, como o Congresso vai assumir a responsabilidade de aumentar o repasse or\u00e7ament\u00e1rio para 20 milh\u00f5es de fam\u00edlias [do Bolsa Fam\u00edlia] ou 81 milh\u00f5es de pessoas do cadastro \u00fanico do governo federal? Qual \u00e9 o valor disso? Hoje estamos discutindo sobre hip\u00f3teses\u201d, pondera o representante da agricultura. (Gazeta do Povo)<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\" style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<\/div>\n<div>\n<p><b>Argentina: produ\u00e7\u00e3o de leite org\u00e2nico vem ganhando espa\u00e7o<br \/>\n<\/b><br \/>\n\u201cA produ\u00e7\u00e3o de latic\u00ednios org\u00e2nicos \u00e9 um nicho de neg\u00f3cios. Permite acesso a valores superiores de 20-30%, mas tem muitas demandas, trabalho di\u00e1rio, em uma atividade, a leiteira, que j\u00e1 tem uma cota de empenho significativa\", disse Rosario L\u00f3pez Seco, propriet\u00e1ria de uma fazenda em Brandsen, a 15 quil\u00f4metros da rodovia 2 e 70 da Cidade Aut\u00f4noma de Buenos Aires.<\/p>\n<p>A empres\u00e1ria integrou a produ\u00e7\u00e3o prim\u00e1ria de leite com industrializa\u00e7\u00e3o e comercializa\u00e7\u00e3o. Ela administra 356 hectares, dos quais 165 s\u00e3o pr\u00f3prios e 191 arrendados a uma irm\u00e3.&nbsp;<\/p>\n<p>Nessa fazenda existem atualmente 165 vacas leiteiras, produzindo cerca de 3.500 litros de leite por dia. Este volume \u00e9 inteiramente processado em f\u00e1brica pr\u00f3pria, o que d\u00e1 origem a uma \u201cpaleta\u201d de latic\u00ednios org\u00e2nicos certificados: port salut, gouda, campeche, halloumi, sardo, sbrinz e queijos aromatizados, e doce de leite e manteiga.<\/p>\n<p>Esses produtos s\u00e3o comercializados em restaurantes, lojas agroecol\u00f3gicas e lojas de produtos naturais e t\u00eam como consumidores pessoas dispostas a pagar um valor para garantir a rastreabilidade do que compram.<\/p>\n<p>A produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica torna a gest\u00e3o leiteira e o processamento do leite mais complexos. \u201c\u00c9 preciso produzir de forma diferente, sair do comum para cuidar do meio ambiente\u201d, define Rosario, que n\u00e3o se identifica como fundamentalista no assunto depois de trabalhar 22 anos produzindo leite de forma convencional. \"\u00c9 preciso desaprender conceitos e modificar comportamentos - pr\u00f3prios e dos funcion\u00e1rios - no campo e na f\u00e1brica, para ser aprovado nas certifica\u00e7\u00f5es que s\u00e3o realizadas constantemente\", acrescenta.<\/p>\n<p>Com rela\u00e7\u00e3o \u00e0 alimenta\u00e7\u00e3o das vacas, a cadeia forrageira desenvolvida nesta empresa inclui alfafa, pastagens polif\u00edticas compostas por festuca, sabadilha, capim pomar, azev\u00e9m, l\u00f3tus, trevo vermelho e trevo branco com alta densidade para combater o desenvolvimento de gramon. Tamb\u00e9m incorpora cevada, milho e sorgo. A superf\u00edcie do campo \u00e9 dividida em lotes de 5 a 13 hectares.<\/p>\n<p>Todas as pastagens s\u00e3o implantadas com preparo convencional (disco, grade dentada, rolo e semeadora) pois os herbicidas utilizados para semeadura direta n\u00e3o podem ser aplicados. Fertilizantes qu\u00edmicos (ureia, fosfatos) tamb\u00e9m n\u00e3o podem ser aplicados, podendo apenas recorrer a adubos org\u00e2nicos, como os excrementos recolhidos na sala de ordenha ou bioestimulantes (Azospirillum, Trichoderma, etc.).<\/p>\n<p>Na fazenda L\u00f3pez Seco, o chorume \u00e9 tratado em lagoas de decanta\u00e7\u00e3o para separar os l\u00edquidos dos s\u00f3lidos. Esses componentes s\u00e3o usados para limpar o ch\u00e3o das instala\u00e7\u00f5es de ordenha e adubar os lotes de pastagem com esterco.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nProdu\u00e7\u00e3o<\/p>\n<p>As sementes forrageiras n\u00e3o podem ser curadas com inseticidas ou fungicidas e n\u00e3o podem ser peletizadas. Isso requer \u201ca compra de sementes de muito boa qualidade, garantindo as melhores condi\u00e7\u00f5es de germina\u00e7\u00e3o e aumentando a densidade de plantio em pelo menos 20%\u201d, esclarece Ros\u00e1rio.<\/p>\n<p>Para a semeadura de milho e sorgo tamb\u00e9m se utiliza o preparo convencional e n\u00e3o se pode utilizar sementes com modifica\u00e7\u00f5es gen\u00e9ticas (h\u00edbridas), mas sim variedades como Candelaria INTA e materiais do incubat\u00f3rio Zambruni, que oferecem rendimentos competitivos com os h\u00edbridos, segundo a empres\u00e1ria.<\/p>\n<p>Uma vez que o milho esteja estabelecido, o controle de ervas daninhas deve ser feito com meios mec\u00e2nicos (por exemplo, capina) sem a possibilidade de usar qualquer herbicida ou inseticida. As gram\u00edneas de inverno podem ser semeadas com uma semeadora Altina em est\u00e1gios avan\u00e7ados de cultivo. Se for necess\u00e1rio plantar soja, tamb\u00e9m devem ser utilizadas variedades que n\u00e3o contenham genes de resist\u00eancia ao glifosato ou outros herbicidas.<\/p>\n<p>A L\u00f3pez Seco conta com uma equipe de m\u00e1quinas pr\u00f3pria. Se por algum motivo for necess\u00e1rio alugar m\u00e1quinas, elas devem atender a uma s\u00e9rie de requisitos de higiene e risco zero de contamina\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p>A dieta das vacas inclui pastejo direto mais suplementa\u00e7\u00e3o com silagem de milho ou sorgo e 4,5 quilos de ra\u00e7\u00e3o balanceada com 18% de prote\u00edna. \u201cAlimentos de fora do campo n\u00e3o podem ser incorporados, a menos que sejam org\u00e2nicos certificados, como \u00e9 o caso de alguns lotes de farelos ou alimentos balanceados especialmente preparados para esse fim, que t\u00eam um custo que dobra o de alimentos balanceados comerciais.\u201d<\/p>\n<p>Com essa dieta, as vacas atingem uma produ\u00e7\u00e3o de 18 litros por dia e por animal, com taxa de lota\u00e7\u00e3o que varia de 1,30 a 1,58 vacas por hectare. A ra\u00e7a predominante \u00e9 a Holandesa. \u201cAo longo dos anos selecionamos o rebanho buscando animais de porte mais moderado e adaptados \u00e0s condi\u00e7\u00f5es impostas pela produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, principalmente com s\u00eamen de touros Select-Debernardi. Tamb\u00e9m desenvolvemos um rebanho da ra\u00e7a Jersey com esse fornecedor para produzir leite com maior propor\u00e7\u00e3o de s\u00f3lidos\u201d, conta Rosario.<\/p>\n<p>Nos estabelecimentos org\u00e2nicos tamb\u00e9m h\u00e1 restri\u00e7\u00f5es com tratamentos sanit\u00e1rios. Por exemplo, vacas que repetem casos de mastite tr\u00eas vezes devem ser descartadas do rebanho. Em geral, os tratamentos terap\u00eauticos s\u00e3o admitidos se forem prescritos pelo m\u00e9dico veterin\u00e1rio.<\/p>\n<p>Aplica\u00e7\u00f5es antiparasit\u00e1rias tamb\u00e9m s\u00e3o permitidas se justificadas por uma alta contagem de ovos fecais; n\u00e3o pode ser realizada rotineiramente. Por outro lado, na produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica n\u00e3o s\u00e3o permitidos promotores de crescimento como anabolizantes hormonais, monensina, antibi\u00f3ticos, etc.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nF\u00e1brica de latic\u00ednios<\/p>\n<p>Todo o leite produzido na fazenda leiteira L\u00f3pez Seco \u00e9 direcionado para a produ\u00e7\u00e3o de latic\u00ednios org\u00e2nicos em sua pr\u00f3pria f\u00e1brica, que a empres\u00e1ria administra, com tr\u00eas filhas e funcion\u00e1rios. Ros\u00e1rio supervisiona todo o processo da f\u00e1brica e as filhas cuidam da est\u00e9tica dos produtos e da comunica\u00e7\u00e3o com os clientes, al\u00e9m da log\u00edstica de distribui\u00e7\u00e3o e coleta. A f\u00e1brica abastece compradores de Buenos Aires, La Plata, C\u00f3rdoba, Mendoza e Neuqu\u00e9n.<\/p>\n<p>Os produtos t\u00eam a marca El Abascay e incluem manteiga, queijos duros e macios e doce de leite, que s\u00e3o vendidos para restaurantes, para chefs renomados e lojas de produtos naturais, com um pre\u00e7o premium seguro em torno de 20-30% em rela\u00e7\u00e3o ao produto convencional equivalente.<\/p>\n<p>Com a marca de cuidar do meio ambiente e do bem-estar animal, Rosario tamb\u00e9m produz ovos com galinhas caipiras, sem gaiolas. Tamb\u00e9m tem um projeto em andamento para produzir biog\u00e1s a partir de esterco da fazenda leiteira, para gerar energia utilizada pela f\u00e1brica de latic\u00ednios e sala de ordenha.<\/p>\n<p>Em resumo, depois de muitos anos trabalhando no setor leiteiro, L\u00f3pez Seco disse que \"a produ\u00e7\u00e3o de latic\u00ednios org\u00e2nicos \u00e9 um nicho, um neg\u00f3cio artesanal, que depende de recomenda\u00e7\u00f5es boca a boca de consumidores que t\u00eam novas exig\u00eancias de sa\u00fade em alimentos e que est\u00e3o dispostos a investir um pouco mais procurando cuidar da sa\u00fade\u201d.<\/p>\n<p>Paralelamente a essa tend\u00eancia, ela tem a satisfa\u00e7\u00e3o de direcionar os neg\u00f3cios da fam\u00edlia para uma produ\u00e7\u00e3o sustent\u00e1vel e, acima de tudo, respeitosa com o meio ambiente.<br \/>\n&nbsp;<br \/>\nRequisitos para ser org\u00e2nico na Argentina<\/p>\n<p>Segundo o Senasa, os produtos \"org\u00e2nicos\", \"ecol\u00f3gicos\" ou \"biol\u00f3gicos\" s\u00e3o obtidos de um sistema cujo objetivo \u00e9 gerar alimentos saud\u00e1veis e abundantes, respeitando o meio ambiente e preservando os recursos naturais.<\/p>\n<p>N\u00e3o \u00e9 permitido o uso de produtos qu\u00edmicos de s\u00edntese ou organismos geneticamente modificados. A condi\u00e7\u00e3o \u201corg\u00e2nica\u201d de um produto \u00e9 um atributo de qualidade, que garante que ele foi obtido atendendo a requisitos adicionais em rela\u00e7\u00e3o aos exigidos para produtos convencionais.<\/p>\n<p>A Lei 25.127, decretos e notas explicativas regulamentam a produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica e seu sistema de controle. O Senasa \u00e9 a autoridade competente para monitorar o cumprimento das normas oficiais em todo o processo produtivo-comercial. Por sua vez, permite \u00e0s entidades certificadoras controlar os operadores.<\/p>\n<p>O \u00faltimo relat\u00f3rio da \u00e1rea de Produ\u00e7\u00e3o Org\u00e2nica do Senasa, de 2021, mostra um crescimento da produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, com aumento da \u00e1rea dedicada \u00e0 atividade e aumento do n\u00famero de estabelecimentos com essas caracter\u00edsticas.<\/p>\n<p>A ag\u00eancia informou que 132.000 toneladas de produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica foram certificadas na Argentina, com uma tend\u00eancia positiva na \u00faltima d\u00e9cada. Desse total, 97% foram exportados, principalmente para a Uni\u00e3o Europ\u00e9ia e Estados Unidos, mas com um mercado local crescente. O n\u00famero de estabelecimentos org\u00e2nicos pesquisados foi de 1.343 e a \u00e1rea monitorada atingiu 4,4 milh\u00f5es de hectares. Nesta \u00e1rea, os rebanhos bovinos e ovinos cresceram, com destaque para o aumento do rebanho de vacas leiteiras. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do La Naci\u00f3n, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)<\/p>\n<p><b>Impacto da pandemia de Covid-19 no Mercado global de l\u00e1cteos<br \/>\n<\/b><br \/>\nCovid x l\u00e1cteos \u2013 O comportamento do mercado mundial de l\u00e1cteos nos tr\u00eas \u00faltimos anos, marcado pelos efeitos da pandemia de Covid-19 durante os isolamentos e sobre os h\u00e1bitos de consumo, foi apresentando em um resumo preparado pela \u00e1rea de Informa\u00e7\u00e3o e Desenvolvimento (I&amp;D) do Consorcio Lechero, dentro da publica\u00e7\u00e3o da Federa\u00e7\u00e3o Internacional do Leite (FIL\/IDF) \u201cTend\u00eancias do mercado global: Entendendo as mudan\u00e7as no consumo de l\u00e1cteos em todo o mundo\u201d.<\/p>\n<p>A coordenadora desta \u00e1rea, Caterina Juri, explicou que uma tarefa da \u00e1rea \u00e9 disponibilizar informa\u00e7\u00e3o setorial para os s\u00f3cios, produtores e p\u00fablico especializado, tanto da realidade global, como nacional. \u201cIsto \u00e9 vital para atualizar, conhecer e projetar esta atividade em seus distintos n\u00edveis\u201d.<\/p>\n<p>\u201cColetar pesquisas dos principais centros mundiais com foco no leite; e disponibilizar a informa\u00e7\u00e3o \u00e9 uma grande ajuda para a tomada de decis\u00f5es no setor e, sobretudo, para revisar as tend\u00eancias de produ\u00e7\u00e3o e gerenciamento sustent\u00e1vel, acompanhando as tend\u00eancias de consumo a n\u00edvel mundial\u201d, destacou a engenheira agr\u00f4noma.<\/p>\n<p>Mudan\u00e7a no consumo<\/p>\n<p>Esta terceira edi\u00e7\u00e3o do Estudo de Tend\u00eancias do Mercado Global da FIL \u00e9 diferente, explica a coordenadora, e que o objetivo principal era identificar o impacto espec\u00edfico da crise do Covid19 na demanda de produtos l\u00e1cteos. Este boletim apresenta os resultados de uma pesquisa realizada por especialistas da FIL que oferecem suas pr\u00f3prias an\u00e1lises das tend\u00eancias do mercado em seu pa\u00eds e os principais impulsionadores e barreiras que explicam estas tend\u00eancias.<\/p>\n<p>Em um contexto alimentar interrompido pela pandemia de Covid-19, a maioria dos mercados de produtos l\u00e1cteos em todo o mundo registrou uma evolu\u00e7\u00e3o favor\u00e1vel, em particular para a manteiga e o queijo.<\/p>\n<p>Satisfazer as expectativas e as mudan\u00e7as nos h\u00e1bitos dos consumidores foi o motor no desenvolvimento atual dos mercados l\u00e1cteos em quase todas as partes do mundo. O crescimento dos mercados l\u00e1cteos tamb\u00e9m se viu limitado por barreiras econ\u00f4micas vinculadas ao contexto da Covid: a desafiadora situa\u00e7\u00e3o econ\u00f4mica, o fechamento de f\u00e1bricas e lojas, as rupturas na cadeia de abastecimento e a debilidade da renda familiar.<\/p>\n<p>Apesar do contexto favor\u00e1vel, os benef\u00edcios dos produtos l\u00e1cteos foram questionados por certos grupos\/indiv\u00edduos. O discurso Anti-l\u00e1cteo permaneceu presente em muitos pa\u00edses, desenvolvendo tend\u00eancias que v\u00e3o contra os produtos l\u00e1cteos.<\/p>\n<p>Antecipar futuras tend\u00eancias para os produtos l\u00e1cteos foi positivo em quase todos os pa\u00edses entrevistados, com a restri\u00e7\u00f5es impostas pelo conflito da Ucr\u00e2nia.<\/p>\n<p>Para explicar o tema, a FIL\/IDF realizar\u00e1 um webinar no dia 12 de abril. Para maiores informa\u00e7\u00f5es,&nbsp;<a href=\"https:\/\/shop.fil-idf.org\/products\/idf-webinar-global-marketing-trends\" data-cke-saved-href=\"https:\/\/shop.FIL-idf.org\/products\/idf-webinar-global-marketing-trends\">clique aqui.&nbsp;<\/a>(Mundo Agropecuario \u2013 Tradu\u00e7\u00e3o livre: www.terraviva.com.br)<\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<hr>\n<p style=\"text-align: center;\"><i style=\"font-size: 1rem;\"><b>Jogo R\u00e1pido&nbsp;<\/b><\/i><\/p>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><i><b>O que esperar do mercado internacional de l\u00e1cteos, segundo o Inale<br \/>\n<\/b>No \u00e2mbito da atividade anual Price Outlook 2023: estimativa do pre\u00e7o do leite e contexto internacional organizada pelo Instituto Nacional do Leite do Uruguai (Inale) na semana passada, a economista Mercedes Baraibar, da \u00c1rea de Informa\u00e7\u00e3o e Estudos Econ\u00f4micos, deu uma vis\u00e3o geral do que pode ser esperado para o mercado internacional de l\u00e1cteos no futuro. Nesse sentido, a especialista destacou a relev\u00e2ncia para o Uruguai de analisar o que tem acontecido com o pre\u00e7o do leite em p\u00f3 integral, j\u00e1 que representa 60% da pauta de exporta\u00e7\u00e3o do pa\u00eds e \u00e9 o principal produto de um concorrente direto como a Nova Zel\u00e2ndia. Em rela\u00e7\u00e3o ao que se observa no in\u00edcio de 2023, mant\u00e9m-se a oferta de leite dos principais exportadores l\u00e1cteos, embora existam expectativas de crescimento moderado segundo previs\u00f5es de entidades como o USDA ou o Rabobank. J\u00e1 do lado da demanda, as expectativas se concentram na China, principal player importador de l\u00e1cteos do mundo. \u201cCom uma oferta de l\u00e1cteos que cresce pouco ou est\u00e1 relativamente estagnada, o que acontecer com a China ser\u00e1 decisivo para ver como evoluir\u00e3o os pre\u00e7os do leite em p\u00f3 integral\u201d, disse Baraibar. Um dos elementos onde ainda n\u00e3o h\u00e1 dados \u00e9 sobre como o consumo tem se comportado ap\u00f3s as medidas de relaxamento da pol\u00edtica anti-covid-19 que a China resolveu em fevereiro passado, embora n\u00e3o haja elementos para pensar que a covid tenha desacelerado o crescimento \"estrutural\u201d do consumo da classe m\u00e9dia de produtos aliment\u00edcios, como latic\u00ednios. Para o primeiro semestre, a economista do Inale \"n\u00e3o espera mudan\u00e7as significativas\" nos pre\u00e7os dos l\u00e1cteos, embora possam haver altos e baixos em torno dos n\u00edveis atuais. \"A China retomar\u00e1 os n\u00edveis mais altos de importa\u00e7\u00e3o no segundo semestre\", previu Baraibar. Isso deve ter impacto numa recupera\u00e7\u00e3o dos valores caso o gigante asi\u00e1tico mantenha os n\u00edveis de compra dos \u00faltimos anos. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Tardaguila, traduzidas e adaptadas pela equipe MilkPoint)<\/i><\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\" style=\"text-align: justify;\">\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">\n<hr>\n<\/div>\n<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n<div id=\"icpbravoaccess_loaded\">&nbsp;<\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>Porto Alegre, 03 de abril de 2023&nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; Ano 17 - N\u00b0 3.873 Agro aponta efeito colateral de novo imposto: alimentos b\u00e1sicos at\u00e9 21% mais caros &nbsp; <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2023\/04\/03\/03-04-2023\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"03\/04\/2023\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":2,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-11613","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11613","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/2"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=11613"}],"version-history":[{"count":3,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11613\/revisions"}],"predecessor-version":[{"id":11616,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/11613\/revisions\/11616"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=11613"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=11613"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=11613"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}