{"id":1131,"date":"2016-06-07T17:14:21","date_gmt":"2016-06-07T17:14:21","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2016\/06\/07\/07-06-2016\/"},"modified":"2016-06-07T17:14:21","modified_gmt":"2016-06-07T17:14:21","slug":"07-06-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2016\/06\/07\/07-06-2016\/","title":{"rendered":"07\/06\/2016"},"content":{"rendered":"<p> <title><\/title> &nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\" style=\"font-size: 12px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/5\" style=\"width: 643px; height: 82px;\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><b style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif; font-size: 12px;\"><i>Porto Alegre, 07<\/i><\/b><b style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif; font-size: 12px;\"><i>&nbsp;de junho de 2016 &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 10- N\u00b0 2.282<\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/6\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: justify; font-size: 12px; width: 811px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/8\" style=\"width: 53px; height: 34px; float: left;\" \/><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify;\">&nbsp; <strong>&nbsp;<\/strong><\/span><strong>Balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos: maio apresenta maior d\u00e9ficit dos \u00faltimos 16 anos<\/strong><\/p>\n<p> A balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos teve um d\u00e9ficit de 22.208 toneladas em maio, 19,4% maior que o apresentado no m\u00eas anterior. Em valores, o d\u00e9ficit da balan\u00e7a de l\u00e1cteos foi de US$ 51,2 milh\u00f5es. O resultado \u00e9 reflexo do baixo volume exportado aliado a volumes expressivos de importa\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> Tabela 1. Exporta\u00e7\u00f5es e importa\u00e7\u00f5es por categoria de produto.<br \/> &nbsp;<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/1782\" style=\"width: 570px; height: 225px;\" \/><br \/> Fonte: MDIC<\/p>\n<p> As exporta\u00e7\u00f5es apresentaram aumento de 31,3% em volume e de 114,8% em valor. Em maio, foram exportadas 3,7 mil toneladas de produtos l\u00e1cteos, contra 2,8 mil toneladas em abril. Na compara\u00e7\u00e3o com maio de 2015, no entanto, observa-se leve queda de 3,4% nos volumes exportados.<\/p>\n<p> J\u00e1 as importa\u00e7\u00f5es, tiveram alta de 21% frente a abril. Com destaque para o leite em p\u00f3 integral, com alta de 43% no volume importado, chegando a 17,7 mil toneladas importadas. Outros itens como soro de leite (+20%) e queijos (+16%) tamb\u00e9m apresentaram aumentos expressivos nos volumes internalizados. Por outro lado, as importa\u00e7\u00f5es de leite em p\u00f3 desnatado despencaram 45%, totalizando 1.700 toneladas.<\/p>\n<p> As importa\u00e7\u00f5es de leite em p\u00f3 (tanto integral quanto desnatado), vieram, em grande parte, do Uruguai, pa\u00eds que foi origem de 77,5% das compras do produto no m\u00eas de maio. Outras 3,1 mil toneladas vieram da Argentina (16% do total) e 1,3 mil toneladas foram importadas do Chile (6,5% do total).<\/p>\n<p> Analisando as quantidades em equivalente-leite (a quantidade de leite utilizada para a fabrica\u00e7\u00e3o de cada produto), a quantidade importada foi de 201,4 milh\u00f5es de litros em maio, aumento de 19,1% em rela\u00e7\u00e3o a abril. Na compara\u00e7\u00e3o com maio de 2015, o aumento nas importa\u00e7\u00f5es em equivalente-leite \u00e9 de 107%.&nbsp;<\/p>\n<p> J\u00e1 as exporta\u00e7\u00f5es em equivalente-leite apresentaram aumento de 57,8% sobre o m\u00eas anterior, indo de 15,3 milh\u00f5es de litros para 24,2 milh\u00f5es de litros. Apesar da alta nas exporta\u00e7\u00f5es, ao compararmos com 2015, o volume de maio \u00e9 apenas 1,1% superior ao mesmo m\u00eas do ano passado.<\/p>\n<p> Devido a isso, o saldo da balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos foi negativo em 177,9 milh\u00f5es de litros, o pior resultado desde janeiro de 2000, quando o saldo ficou negativo em 192,6 milh\u00f5es de litros. (A mat\u00e9ria \u00e9 da equipe MilkPoint, a partir de dados do MDIC)<br \/> &nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: justify; font-size: 12px; width: 811px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: justify;\"> <strong>UHT no atacado atinge R$3\/litro e puxa pre\u00e7os do leite spot e produtor<\/strong><\/p>\n<p> Levantamento semanal do MilkPoint Mercado apontou que na primeira semana de junho o pre\u00e7o m\u00e9dio do leite UHT recebido pela ind\u00fastria ultrapassou pela primeira vez na s\u00e9rie o patamar de R$3\/litro (s\u00e9rie iniciada em agosto de 2014).&nbsp;<\/p>\n<p> &nbsp;<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/1783\" style=\"width: 526px; height: 373px;\" \/><\/p>\n<p> Para o produtor, os pre\u00e7os tamb\u00e9m t\u00eam tido eleva\u00e7\u00e3o: em maio, o pre\u00e7o bruto apurado pelo CEPEA\/ESALQ chegou a R$1,27\/litro na m\u00e9dia Brasil. Tal valor \u00e9 13,4% superior ao pre\u00e7o deflacionado de maio de 2015.<\/p>\n<p> J\u00e1 o leite spot (o leite que \u00e9 comercializado entre ind\u00fastrias) apresentou alta ainda maior. No levantamento quinzenal realizado pelo MilkPoint Mercado, a m\u00e9dia Brasil do leite spot ficou em R$1,71\/litro nas negocia\u00e7\u00f5es para a primeira quinzena de junho, valor deflacionado 30,6% acima do mesmo m\u00eas de 2015. Algumas negocia\u00e7\u00f5es, inclusive, j\u00e1 passaram do patamar de R$1,80\/litro em Minas Gerais.<\/p>\n<p> A causa desse cen\u00e1rio \u00e9, basicamente, a menor oferta de leite, em fun\u00e7\u00e3o da baixa rentabilidade do produtor em 2015 e in\u00edcio de 2016 e de alguns problemas clim\u00e1ticos. Estima-se que o primeiro semestre esteja com 5 a 6% a menos de leite do que em 2015.<\/p>\n<p> Devido a esse panorama, segundo o CEO da AgriPoint e s\u00f3cio do MilkPoint Intelig\u00eancia, Marcelo Pereira de Carvalho, \"mesmo com a retra\u00e7\u00e3o no consumo e aumento das importa\u00e7\u00f5es, a disponibilidade de leite (em fun\u00e7\u00e3o da menor oferta) caiu mais do que a demanda, o que tem ajudado a elevar os pre\u00e7os de l\u00e1cteos, em especial o leite UHT\".&nbsp;<\/p>\n<p> At\u00e9 mesmo o leite em p\u00f3 industrial (embalagem de 25kg), que \u00e9 o produto com maior volume de importa\u00e7\u00e3o, iniciou junho com pre\u00e7os 33% acima do mesmo m\u00eas de 2015, j\u00e1 descontando os efeitos da infla\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> Valter Galan, s\u00f3cio do MilkPoint Intelig\u00eancia, tamb\u00e9m adiciona que \"apesar da alta nos pre\u00e7os ao produtor, boa parte da receita adicional tem sido utilizada para compensar os aumentos nos custos de produ\u00e7\u00e3o, o que faz com que o cen\u00e1rio futuro n\u00e3o aponte para grandes recupera\u00e7\u00f5es na produ\u00e7\u00e3o, mesmo com pre\u00e7os expressivamente mais altos ao produtor.\" Em valores deflacionados, de junho de 2015 pra c\u00e1, o pre\u00e7o da saca de milho subiu 97% enquanto a soja subiu 33%, em valores deflacionados. (Milkpoint)<\/p>\n<p> <strong>Como a Danone levou seus iogurtes da g\u00f4ndola para as ruas<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> &nbsp;<img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/1781\" style=\"height: 281px; width: 500px;\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><em>Kiteiras da Danone em Salvador: o volume de iogurtes que elas vendem j\u00e1 rivaliza com o do pequeno varejo<\/em><\/p>\n<p> A vida do grupo de mulheres retratadas na foto ao lado mudou radicalmente nos \u00faltimos anos. Todas passaram a dividir parte de seu tempo na atividade de \"kiteiras\", mulheres de baixa renda que se dedicam a vender, no modelo porta a porta, kits de iogurtes da multinacional francesa Danone em bairros pobres da cidade de Salvador, onde vivem. \u00c9 o caso de Itana Peixoto Rodrigues, de 39 anos. Ela mora com o marido e o filho de 8 anos num desses bairros, o Uruguai, e virou kiteira em mar\u00e7o do ano passado. At\u00e9 ent\u00e3o, quem garantia o sustento da fam\u00edlia era o marido, que recebe sal\u00e1rio de cerca de 2 000 reais como padeiro.<\/p>\n<p> Com a venda dos kits na vizinhan\u00e7a -- e os ganhos de 30% do valor do produto repassados pela Danone, l\u00edder desse segmento no Brasil --, Itana passou a embolsar cerca de 1 200 reais por m\u00eas. \u00c9 com esse dinheiro, economizado ao longo dos \u00faltimos meses, que o casal planeja ampliar a fabrica\u00e7\u00e3o caseira de bolos e tortas, outra fonte de renda da fam\u00edlia. Outro exemplo \u00e9 o de Ana Carla da Concei\u00e7\u00e3o, de 35 anos. Ela vende os kits da Danone h\u00e1 quatro anos e se revelou t\u00e3o h\u00e1bil na fun\u00e7\u00e3o que foi al\u00e7ada pela empresa ao posto de \"madrinha\", respons\u00e1vel por gerenciar dezenas de vendedoras em troca de uma comiss\u00e3o extra de 3,5% sobre o total das vendas do grupo que ela gerencia.<\/p>\n<p> Sua renda mensal \u00e9 de cerca de 3 000 reais, e foi com ela que Ana Carla, m\u00e3e de tr\u00eas filhos, sustentou a fam\u00edlia entre maio de 2015 e mar\u00e7o deste ano, enquanto o marido, t\u00e9cnico em eletr\u00f4nica, esteve desempregado. Antes de a hist\u00f3ria do iogurte come\u00e7ar, Ana Carla n\u00e3o era independente financeiramente e recebia ajuda do programa Bolsa Fam\u00edlia. \"H\u00e1 muito tempo deixei de precisar do benef\u00edcio\", diz Ana Carla. Ela j\u00e1 n\u00e3o recebe o apoio do governo. Itana, Ana Carla e mais 897 kiteiras vendem hoje algo como 85 toneladas de iogurte da Danone por m\u00eas em Salvador. O volume representa 8% do total vendido pela empresa na cidade, a maior do Nordeste. Com isso, o canal porta a porta j\u00e1 rivaliza localmente com o pequeno varejo.<\/p>\n<p> A expectativa da Danone \u00e9 que o modelo de vendas se torne, no futuro, seu terceiro maior canal de vendas, abaixo apenas das grandes varejistas nacionais e locais. Motivados por esses n\u00fameros e ansiosos para fazer com que o porta a porta ganhe escala no resto do Brasil, os executivos da Danone iniciaram em maio um recrutamento semelhante na cidade de S\u00e3o Paulo, com o apoio do Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID).&nbsp;<\/p>\n<p> Tudo come\u00e7ou em 2011, quando os executivos da Danone decidiram tornar comercialmente vi\u00e1vel um modelo em que centenas de mulheres de baixa renda vendessem Danoninho e Activia nas favelas de Salvador. Isso, por si s\u00f3, j\u00e1 seria um feito. Afinal, se vender para pobres fosse f\u00e1cil, o guru de gest\u00e3o e professor na Universidade Harvard C.K. Prahalad, morto em 2010, n\u00e3o teria vendido alguns milh\u00f5es de livros ensinando grandes empresas a adaptar a esse p\u00fablico suas estrat\u00e9gias de mar\u00acketing e de distribui\u00e7\u00e3o de produtos.<\/p>\n<p> Mas, al\u00e9m de vender para a chamada base da pir\u00e2mide, a Danone tinha a ambi\u00e7\u00e3o de colaborar para a melhoria de vida dessas vendedoras. Pretendia, portanto, criar o que no jarg\u00e3o das ONGs e das companhias enfronhadas em quest\u00f5es sociais e ambientais vem sendo chamado de um \"neg\u00f3cio inclusivo\" ou \"de impacto\".<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <span style=\"text-decoration: underline;\">Persist\u00eancia<\/span><br \/> Hoje, pode-se dizer que o projeto foi um teste de fogo para a Danone. \"A empresa patinou muito, mas teve uma grande resili\u00eancia\", diz Rog\u00e9rio Silva, s\u00f3cio-fundador da Move, uma das mais respeitadas consultorias brasileiras em avalia\u00e7\u00e3o de impacto social. E s\u00f3 conseguiu faz\u00ea-lo, ap\u00f3s uma saga de cinco anos, por ter decidido manter os investimentos, apesar dos problemas que desafiavam a viabilidade do canal de vendas. A iniciativa consumiu cerca de 2 milh\u00f5es de euros, divididos entre a opera\u00e7\u00e3o brasileira da Danone e o fundo Ecosysteme, criado pela matriz da empresa na Fran\u00e7a, em 2009, para impulsionar neg\u00f3cios inovadores com pessoas de baixa renda.<\/p>\n<p> No Brasil, os recursos do Ecosysteme foram para outros tr\u00eas projetos al\u00e9m do Kiteiras. Entre eles o Novo Ciclo, que tem como prop\u00f3sito incentivar a profissionaliza\u00e7\u00e3o de 27 cooperativas de catadores de lixo em 23 cidades de Minas Gerais. A persist\u00eancia da Danone teve uma recompensa -- o aval do BID. Entusiasta dos neg\u00f3cios de impacto e decidido a estimular projetos com essa caracter\u00edstica em grandes empresas, o banco vinha observando a iniciativa da Danone h\u00e1 alguns anos. No ano passado, por\u00e9m, comprometeu-se a doar recursos ao canal: 727.000 euros.<\/p>\n<p> Mas imp\u00f4s uma condi\u00e7\u00e3o: para acelerar o ritmo de recrutamento das vendedoras, que vinha a passos lentos, a Danone teria de trabalhar nas periferias em parceria com a opera\u00e7\u00e3o brasileira da Vis\u00e3o Mundial, ONG internacional que tem como bandeira melhorar a condi\u00e7\u00e3o de vida de crian\u00e7as e jovens ao fortalecer o trabalho de outras institui\u00e7\u00f5es sociais que j\u00e1 atuam nos bairros pobres das quase 40 cidades onde ela est\u00e1. As duas partes ganhariam com o acordo. A Vis\u00e3o Mundial, de seu lado, poderia oferecer a milhares de m\u00e3es uma nova oportunidade de gera\u00e7\u00e3o de renda. Em troca, a Danone se beneficiaria ao obter para o Kiteiras o endosso de uma institui\u00e7\u00e3o social que conta com o respeito e a simpatia dessas comunidades.<br \/> \"Essas alian\u00e7as d\u00e3o bons frutos e, nos \u00faltimos anos, nos tornamos h\u00e1beis em promov\u00ea-las\", afirma Aminta Perez-Gold, especialista do BID. Com a parceria, entre julho e dezembro do ano passado o n\u00famero de kiteiras em Salvador dobrou para quase 800 mulheres.<\/p>\n<p> Com esse ex\u00e9rcito, mais de 80 toneladas de iogurte passaram a ser vendidas por m\u00eas na cidade, e a opera\u00e7\u00e3o -- tanto para a empresa quanto para o distribuidor envolvido -- passou a fazer sentido financeiramente. Neste m\u00eas, a ONG tamb\u00e9m come\u00e7ou a apoiar a Danone no lan\u00e7amento do canal em S\u00e3o Paulo -- mais precisamente na zona zul da capital, onde a Vis\u00e3o tem forte presen\u00e7a. Ao usar os conceitos testados em Salvador, os executivos da Danone esperam dar mais celeridade ao projeto na nova fase. O primeiro desafio enfrentado pela empresa na iniciativa foi fruto de uma presun\u00e7\u00e3o: os executivos acreditaram que bastava propagandear a iniciativa com carros de som e distribuir panfletos em locais de grande circula\u00e7\u00e3o, como terminais de \u00f4nibus, que a for\u00e7a da marca atrairia rapidamente um ex\u00e9rcito de vendedoras nas periferias de Salvador. Estavam errados.<\/p>\n<p> O problema \u00e9 que as mulheres estavam acostumadas \u00e0 venda porta a porta com cat\u00e1logo de itens como cosm\u00e9ticos, e n\u00e3o entendiam bem como isso poderia funcionar com um alimento perec\u00edvel. Imbu\u00edda da miss\u00e3o de influenciar positivamente a vida dessas mulheres, a Danone tinha definido que, se quisessem ser vendedoras, elas teriam de passar, obrigatoriamente, por uma batelada de treinamentos gratuitos com foco em empreendedorismo e gest\u00e3o, e estava convicta de que isso tamb\u00e9m seria um chamariz para a iniciativa. Mais uma vez, a empresa se equivocou.<\/p>\n<p> Para ajud\u00e1-la no quesito treinamento, a Danone contratou os servi\u00e7os da Alian\u00e7a Empreendedora, ONG brasileira com experi\u00eancia em prover esse tipo de forma\u00e7\u00e3o para microempreendedores de baixa renda. Em seu primeiro formato, o curso obrigat\u00f3rio para as kiteiras tinha uma carga hor\u00e1ria de 32 horas, divididas em dois encontros semanais ao longo de dois meses. Danone e Alian\u00e7a, por\u00e9m, logo depararam com a baix\u00edssima ades\u00e3o das mulheres. A sa\u00edda foi retirar a obrigatoriedade da presen\u00e7a das vendedoras em todos os m\u00f3dulos, reduzir \u00e0 metade a carga hor\u00e1ria e ampliar a oferta de hor\u00e1rios e locais em que eles podiam ser feitos. Tamb\u00e9m n\u00e3o funcionou.<\/p>\n<p> Ao longo de cinco anos, Danone e Alian\u00e7a mexeram in\u00fameras vezes no formato do treinamento presencial na tentativa de torn\u00e1-lo mais atraente aos olhos das kiteiras, mas n\u00e3o foram bem-sucedidas. Ao final desse processo de tentativa e erro, no entanto, aprenderam que as mulheres, em sua maioria, t\u00eam baixa escolaridade e se sentem intimidadas com a ideia de absorver qualquer conhecimento novo fechadas numa sala de aula. Al\u00e9m disso, participar dos treinamentos tamb\u00e9m implica superar dificuldades de cunho pr\u00e1tico, como contar com algu\u00e9m para buscar os filhos na escola e conseguir chegar aos locais das aulas usando o transporte p\u00fablico prec\u00e1rio da cidade. Por isso, agora a Alian\u00e7a est\u00e1 apostando nas tecnologias digitais e trabalhando na produ\u00e7\u00e3o de uma s\u00e9rie de v\u00eddeos curtos, aos quais as kiteiras poder\u00e3o assistir no computador ou no celular.&nbsp;<\/p>\n<p> A Danone ainda enfrentou outro contratempo com o projeto: a dificuldade de encontrar um distribuidor apto a intermediar a rela\u00e7\u00e3o comercial delicada da empresa com essas vendedoras e a encarar uma opera\u00e7\u00e3o de entrega de produtos extremamente pulverizada em 122 bairros de Salvador, muitos deles considerados violentos. Tudo isso em troca de uma margem de lucro apertada. \"Hoje sabemos que o distribuidor desse canal n\u00e3o deve ter apenas uma gest\u00e3o afinad\u00edssima do neg\u00f3cio, mas tamb\u00e9m uma veia social aflorada\", afirma Mauro Homem, gerente de sustentabilidade da Danone. Ele se refere \u00e0 disposi\u00e7\u00e3o de ir \u00e0 favela e conhecer de perto as dificuldades dessas mulheres.<\/p>\n<p> A baiana Raquel Macedo de Freitas Guimar\u00e3es, de 43 anos, dona da empresa de distribui\u00e7\u00e3o Qualikits, aceitou o desafio de fazer entregas dos kits de iogurte para as vendedores em 2014. De l\u00e1 para c\u00e1, sua empresa se dedica exclusivamente \u00e0s entregas. Antes da Qualikits, por\u00e9m, outros dois distribuidores da Danone desistiram de fazer as entregas. Nos primeiros anos, as taxas de inadimpl\u00eancia chegaram a 17%; e a rotatividade das kiteiras, a at\u00e9 35%. Para reduzir o problema dos maus pagadores, a distribuidora deixou de vender com boletos e passou a aceitar dinheiro ou cart\u00e3o. Hoje, o \u00edndice de entrada e sa\u00edda de mulheres \u00e9 de 15%, considerado baixo por especialistas no mercado de venda direta.<\/p>\n<p> \"Nas empresas de cosm\u00e9ticos, essa rotatividade chega a ser duas vezes maior\", diz Cl\u00e1udio Oporto, consultor especializado no setor. Na fase paulistana, a Danone j\u00e1 credenciou dois distribuidores e outros tr\u00eas est\u00e3o sendo preparados. Todos ter\u00e3o dedica\u00e7\u00e3o exclusiva, como se provou eficaz em Salvador. Outras t\u00e1ticas, como a emiss\u00e3o de boleto, ser\u00e3o novamente testadas em S\u00e3o Paulo. Novas surpresas vir\u00e3o pela frente. Mas ningu\u00e9m disse que seria f\u00e1cil: estruturar um neg\u00f3cio de impacto em alguns dos bairros mais complicados das metr\u00f3poles brasileiras \u00e9 mesmo uma empreitada. O ganho, no fim, compensa -- para a Danone e para algumas centenas, quem sabe milhares, de fam\u00edlias da base de nossa pir\u00e2mide social. (Revista Exame)<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: center; font-size: 12px; width: 811px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><span style=\"text-align: center; font-family: Verdana, sans-serif; font-size: 9pt;\"><\/span><\/div>\n<div><strong style=\"text-align: center;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/9\" style=\"font-size: 12px; width: 231px; height: 30px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/strong><\/div>\n<div><em>Custo de produ\u00e7\u00e3o da pecu\u00e1ria leiteira n\u00e3o d\u00e1 tr\u00e9gua<\/em><\/div>\n<div><em>O \u00cdndice Scot Consultoria de Custo de Produ\u00e7\u00e3o para a pecu\u00e1ria leiteira teve aumento de 0,3% em maio, na compara\u00e7\u00e3o com abril \u00faltimo. As quedas no pre\u00e7o dos combust\u00edveis e \u00f3leos lubrificantes contribu\u00edram para o menor incremento do \u00edndice, em rela\u00e7\u00e3o aos meses anteriores. J\u00e1 os pre\u00e7os dos alimentos concentrados e suplementos minerais em alta continuam elevando os custos de produ\u00e7\u00e3o neste per\u00edodo de entressafra e menor qualidade das pastagens. Na compara\u00e7\u00e3o com igual per\u00edodo do ano passado, os custos subiram 30,1% para a pecu\u00e1ria leiteira de alta tecnologia. (Revista Globo Rural)<\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><em><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: justify; line-height: 13.5pt; font-size: 12px; width: 803px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/em><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: Verdana, Arial, Helvetica, sans-serif; font-size: 14px;\"><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Porto Alegre, 07&nbsp;de junho de 2016 &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 10- N\u00b0 2.282 &nbsp; &nbsp; &nbsp;Balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos: maio apresenta maior d\u00e9ficit dos \u00faltimos 16 anos A balan\u00e7a comercial de l\u00e1cteos teve um <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2016\/06\/07\/07-06-2016\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"07\/06\/2016\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1131","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1131","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1131"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1131\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1131"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1131"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1131"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}