{"id":1087,"date":"2016-05-09T18:13:43","date_gmt":"2016-05-09T18:13:43","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2016\/05\/09\/09-05-2016\/"},"modified":"2016-05-09T18:13:43","modified_gmt":"2016-05-09T18:13:43","slug":"09-05-2016","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2016\/05\/09\/09-05-2016\/","title":{"rendered":"09\/05\/2016"},"content":{"rendered":"<p> <title><\/title> &nbsp;<\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\" style=\"font-size: 12px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/5\" style=\"width: 643px; height: 82px;\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><b style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif; font-size: 12px;\"><i>Porto Alegre, 09 de maio de 2016 &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 10- N\u00b0 2.262<\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/6\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"text-align: justify;\"><span face=\"tahoma, geneva, sans-serif\" style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"width: 811px; height: 16px; text-align: justify; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/8\" style=\"width: 53px; height: 34px; float: left;\" \/><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify;\">&nbsp; <strong>&nbsp;<\/strong><\/span><strong style=\"text-align: justify;\">Fonterra projeta pre\u00e7o de US$ 6,34\/quilo para leite em p\u00f3 org\u00e2nico em 2016\/17<\/strong><br style=\"text-align: justify;\" \/> <br style=\"text-align: justify;\" \/> <span style=\"text-align: justify;\">A cooperativa neozelandesa Fonterra, produtora e exportadora de latic\u00ednios, estima um pre\u00e7o de 9,20 d\u00f3lares neozelandeses (US$ 6,34) por quilograma de leite em p\u00f3 org\u00e2nico para a temporada 2016\/17. A empresa est\u00e1 lan\u00e7ando um sistema de pre\u00e7os de mercado para o leite org\u00e2nico que deve determinar as cota\u00e7\u00f5es do produto a partir do desempenho do segmento de org\u00e2nicos da Fonterra.&nbsp;<\/span><br style=\"text-align: justify;\" \/> <br style=\"text-align: justify;\" \/> <span style=\"text-align: justify;\">A proje\u00e7\u00e3o inicial representa um avan\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o aos 5,65 d\u00f3lares neozelandeses\/kg pagos aos produtores. Atualmente, os produtores de leite org\u00e2nico recebem um pr\u00eamio fixo acima da cota\u00e7\u00e3o do leite convencional.<\/span><br style=\"text-align: justify;\" \/> <br style=\"text-align: justify;\" \/> <span style=\"text-align: justify;\">O diretor de assuntos cooperativos da Fonterra, Paul Grave, afirma que a proje\u00e7\u00e3o reflete os pre\u00e7os elevados de produtos derivados de leite org\u00e2nico no mercado global, em face do aumento da demanda. \"O apetite dos consumidores est\u00e1 crescendo mais rapidamente do que a oferta\", explica.<\/span><br style=\"text-align: justify;\" \/> <br style=\"text-align: justify;\" \/> <span style=\"text-align: justify;\">Conforme o executivo, as margens na opera\u00e7\u00e3o de leite org\u00e2nico s\u00e3o similares \u00e0s obtidas nos produtos mais rent\u00e1veis da cooperativa. \"O mercado org\u00e2nico \u00e9 lucrativo.\" Segundo ele, a Fonterra est\u00e1 focada em impulsionar a \u00e1rea de org\u00e2nicos para aproveitar os pre\u00e7os de mercado globais elevados, a fim de gerar retornos nesse segmento para beneficiar os produtores que integram a cooperativa. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Estad\u00e3o Conte\u00fado)<\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"font-size: 12px; text-align: justify; width: 811px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> <strong>EUA: crescem pequenos latic\u00ednios que processam e vendem produtos com valor agregado<br \/> &nbsp;<\/strong><br \/> Travis Pyykkonen, de 35 anos de idade e fundador da1871 Dairy, teve a ideia de divulgar uma nova vis\u00e3o do leite - um produto saud\u00e1vel e - buc\u00f3lico. Ele imaginou um local onde os clientes poderiam adicionar manteiga de blackberry e manjeric\u00e3o ou banana com am\u00eandoas ao leite fresco e pasteurizado no local. Sobre alguns arm\u00e1rios abandonados, ele viu sobremesas de iogurte e sorvetes artesanais. \"Eu idealizei inicialmente um microlatic\u00ednio e uma microcervejaria\", comentou Travis.&nbsp;<\/p>\n<p> Sua companhia 1871 Dairy atualmente j\u00e1 fornece leite de vacas criadas a pasto para os principais restaurantes de Chicago incluindo o Alinea, o Next e o Blackbird. Nos pr\u00f3ximos meses, Pyykkonen mudar\u00e1 sua opera\u00e7\u00e3o de Wisconsin para um bairro localizado no oeste do centro da cidade, onde os frigor\u00edficos e os defumadores de peixe est\u00e3o dedicando espa\u00e7o para pequenas delicatessens e torrefadoras de caf\u00e9. A a\u00e7\u00e3o de adicionar o leite a essa longa lista de alimentos tradicionais est\u00e1 sendo redescoberta por jovens empres\u00e1rios, reintroduzindo pequenos lotes e frequentemente, com pre\u00e7os altos.&nbsp;<\/p>\n<p> Essa tend\u00eancia de \"leites e l\u00e1cteos sofisticados\" \u00e9 mais do que moda. Os pre\u00e7os historicamente baixos do leite est\u00e3o gerando dificuldades aos produtores. Eles est\u00e3o abstendo-se do modelo tradicional de vender aos processadores comerciais, engarrafando seu pr\u00f3prio leite (al\u00e9m de sorvetes e iogurtes) e vendendo-o diretamente aos clientes. Al\u00e9m disso, eles est\u00e3o anunciando as v\u00e1rias maneiras pelas quais esses produtos podem ser diferentes do leite convencional - seja pela n\u00e3o homogeneiza\u00e7\u00e3o, produ\u00e7\u00e3o org\u00e2nica, de vacas criadas a pasto ou localmente produzidos.&nbsp;<\/p>\n<p> A maioria do leite dos Estados Unidos viaja menos de 160 quil\u00f4metros da fazenda \u00e0 planta que o embala, de acordo com o Dairy Management Incorporated, uma organiza\u00e7\u00e3o de com\u00e9rcio nacional que ajudou a promover a campanha \"Got Milk?\". Ainda assim, somente nos \u00faltimos anos o produto tem sido promovido aos consumidores com o apelo de ser um produto local.<\/p>\n<p> Atualmente, muitos card\u00e1pios de restaurantes citam a proveni\u00eancia de seus produtos l\u00e1cteos da mesma forma que promovem carne produzida a pasto e tomates hidrop\u00f4nicos. E os consumidores est\u00e3o dispostos a gastar mais pelo leite de boutique nos mercados rurais e varejistas de produtos de alta qualidade. Na rede Whole Foods Markets, as vendas de leite de vacas criadas a pasto - em grande parte produzido localmente - registraram um \"crescimento de duplo d\u00edgito durante os \u00faltimos dois anos e provavelmente aumentar\u00e3o em 2016\", disse a gerente de produtos locais da divis\u00e3o do Meio-Oeste da companhia, Julie Blubaugh.&nbsp;<\/p>\n<p> Esse aumento \u00e9 ainda mais not\u00e1vel dado o longo aumento nas vendas gerais de leite. O consumo anual de leite fluido caiu para 72 quilos por pessoa em 2014, de 112 quilos em 1975, de acordo com dados do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA). A produ\u00e7\u00e3o americana de leite est\u00e1 alta, impulsionada pela demanda por queijos, manteiga e iogurte.<br \/> Ainda n\u00e3o h\u00e1 estat\u00edsticas sobre o crescimento dos microlatic\u00ednios, mas j\u00e1 foi identificado que um fator que impulsiona esse mercado \u00e9 a nostalgia sentida pelos consumidores no momento da compra.&nbsp;<\/p>\n<p> O Manhattan Milk, pequeno distribuidor na cidade de Nova York, distribui garrafas de leite org\u00e2nico produzidos por animais no pasto em fazendas da regi\u00e3o. Ele inclusive distribui os produtos nas portas de locais distantes como Greenwich, Connecticut. Uma das ideias da 1871, de acordo com Pyykkonen, \u00e9 distribuir garrafas em Chicago de bicicleta. Para ele, a motiva\u00e7\u00e3o para entrar no neg\u00f3cio de leite foi pessoal. Quando sua filha mais velha estava mudando do leite materno para o leite de vaca, h\u00e1 cerca de oito anos, ele e sua esposa come\u00e7aram a prestar mais aten\u00e7\u00e3o aos r\u00f3tulos dos l\u00e1cteos. Eles notaram a falta de transpar\u00eancia sobre a verdadeira origem do leite ou o m\u00e9todo de produ\u00e7\u00e3o.<\/p>\n<p> Pyykkonen ficou obsecado pelo assunto, deixou o seu trabalho e mergulhou de cabe\u00e7a no assunto, lendo livros e visitando fazendas. Ele chamou sua companhia de 1871 Dairy, uma refer\u00eancia ao ano do grande inc\u00eandio de Chicago. No ver\u00e3o de 2015, ele comprou 12 vacas das ra\u00e7as Jersey, Guernsey e Holstein-Friesian, alimentadas a pasto. O latic\u00ednio pasteuriza o leite cru a 62oC, temperatura menor do que muitos processadores comerciais, o que ajuda a reter suas enzimas ben\u00e9ficas. O leite \u00e9 vendido nos mercados rurais e em v\u00e1rias lojas varejistas de produtos diferenciados em Chicago, e assim como com muitos produtores de alimentos de pequena escala, o pre\u00e7o o torna um produto de nicho. Vendido por um valor de US$ 7 em um gal\u00e3o 1,9 litros; o produto \u00e9 tr\u00eas vezes mais caro comparado \u00e0 maioria dos leites dos supermercados. Pyykkonen aprendeu que seus clientes querem mais do que a palavra org\u00e2nico no r\u00f3tulo; eles querem a satisfa\u00e7\u00e3o de saber que o leite foi produzido perto de casa, em lotes pequenos e n\u00e3o em tanques industriais.<\/p>\n<p> Em East Homer, Nova York, um pequeno latic\u00ednio chamado Trinity Valley come\u00e7ou a engarrafar seus pr\u00f3prios produtos em 2014 al\u00e9m de vender seu leite cru para grandes processadores comerciais. Branden Brown, que gerencia a fazenda com sua esposa, Rebekah, e seus pais, Ken e Sue Poole, disse que estavam perdendo dinheiro ap\u00f3s v\u00e1rios anos de pre\u00e7os recordes baixos e viram a chance de cobrar mais por produtos premium. \"Nesses dias, com o mercado de leite t\u00e3o vol\u00e1til, os produtores t\u00eam tr\u00eas op\u00e7\u00f5es: ter um nicho e processar seu pr\u00f3prio leite; ficar maior; ou sair da atividade leiteira\", disse Brown.<\/p>\n<p> A Trinity Valley se tornou seu pr\u00f3prio intermedi\u00e1rio em 2014, convertendo os campos de milho na estrada em planta de processamento e loja de varejo. Primeiro, embalava 150 gal\u00f5es por semana de leite n\u00e3o homogeneizado puro e com chocolate. Em dois anos, o latic\u00ednio aumentou sua produ\u00e7\u00e3o para 1.600 gal\u00f5es por semana, fornecendo leite a hospitais, teatros e lojas de conveni\u00eancia da regi\u00e3o central de Nova York. \"Se fiz\u00e9ssemos isso h\u00e1 cinco ou 10 anos atr\u00e1s, n\u00e3o acho que o movimento de compras de produtos locais estaria t\u00e3o forte como agora, permitindo que n\u00f3s e outros latic\u00ednios f\u00f4ssemos sustent\u00e1veis\", disse Brown.<\/p>\n<p> De acordo com o grupo comercial Dairy Managemet, a ind\u00fastria est\u00e1 perdendo uma oportunidade de marketing em n\u00e3o focar nos produtos locais. O vice-presidente executivo para estrat\u00e9gias e inova\u00e7\u00f5es externas, Alan Reed, disse que uma forma de aproveitar isso \u00e9 destacar os produtores que produzem leite. \"A hist\u00f3ria da produ\u00e7\u00e3o do leite e dos cuidados com as vacas pode ser contada pelos produtores de leite de todo o pa\u00eds. Somos bons em embalar de forma eficiente em gal\u00f5es brancos, mas, o neg\u00f3cio est\u00e1 se direcionando para outros caminhos e precisamos acompanhar essa inova\u00e7\u00e3o\", completou Reed.&nbsp;<\/p>\n<p> O diretor de marketing do Trickling Springs Creamery, pequeno latic\u00ednio em Chambersburg, Pensilv\u00e2nia, Joe Miller, disse que um fator que vem acelerando esse crescimento da companhia nos \u00faltimos quatro anos \u00e9 uma altera\u00e7\u00e3o na cara da marca: em seus sorvetes org\u00e2nicos, os r\u00f3tulos agora trazem fotos das fazendas onde o leite se origina. Com o sucesso dessa campanha, o latic\u00ednio tamb\u00e9m far\u00e1 uma altera\u00e7\u00e3o nos r\u00f3tulos do leite em breve.<\/p>\n<p> &nbsp;\"Os clientes querem aprender a hist\u00f3ria por tr\u00e1s dos alimentos para conhecer o seu valor\", disse Miller. \"Quanto mais voc\u00ea abre as portas para eles verem os bastidores, mais confort\u00e1veis eles se sentem com seu produto\".<\/p>\n<p> Da mesma forma que os chefs t\u00eam investido na televis\u00e3o e nas m\u00eddias sociais, Pyykkonen espera que os produtores e processadores de leite possam se tornar bem conhecidos - ou, menos an\u00f4nimos. \"O segredo era fazer com que os produtores contassem as suas hist\u00f3rias\", finalizou ele. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do The New York Times, traduzidas pela Equipe MilkPoint Ind\u00fastria)<\/p>\n<p> &nbsp;<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Ritmo da retomada das exporta\u00e7\u00f5es agr\u00edcolas&nbsp;argentinas surpreende<\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> H\u00e1 poucos dias, o presidente da Sociedade Rural, Luis Miguel Etchevere, disse a produtores que a Argentina \u00e9 t\u00e3o boa na exporta\u00e7\u00e3o de gr\u00e3os que \"basta deix\u00e1\u00aclos no porto que algu\u00e9m vai busc\u00e1\u00aclos\". Embora exagerada, a declara\u00e7\u00e3o simboliza o bom momento do setor no pa\u00eds. No primeiro trimestre deste ano, o valor das exporta\u00e7\u00f5es argentinas do agroneg\u00f3cio cresceu 23,5%, com destaques para produtos como gr\u00e3os, com aumento de 54%, e \u00f3leos, com 65%. O campo salvou as vendas externas, abaladas pela fraca demanda brasileira por produtos industriais, e evitou que o presidente Mauricio Macri amargasse um tombo no d\u00e9ficit comercial logo no come\u00e7o da sua gest\u00e3o. Segundo dados do Minist\u00e9rio da Agroind\u00fastria, nos primeiros tr\u00eas meses do ano a Argentina vendeu no exterior 19,9 milh\u00f5es de toneladas de gr\u00e3os, oleaginosas e seus subprodutos, o que representou incremento de 67,6% na compara\u00e7\u00e3o com o mesmo per\u00edodo do ano passado. Era esperado que as exporta\u00e7\u00f5es de produtos agropecu\u00e1rios crescessem com a mudan\u00e7a de governo, principalmente porque foi uma promessa de Macri, desde a campanha eleitoral, acabar com as restri\u00e7\u00f5es e taxas que prevaleceram durante praticamente todo o ciclo kirchnerista, que durou 12 anos. Mas o resultado, em alguns casos, surpreendeu. No conjunto, a soma das vendas de itens agropecu\u00e1rios com os manufaturados da mesma origem atingiu US$ 8,3 bilh\u00f5es do total de US$ 12,4 bilh\u00f5es obtido pelo pa\u00eds com exporta\u00e7\u00f5es no primeiro trimestre deste ano. A retirada da taxa de exporta\u00e7\u00e3o para produtos como trigo e carne e a redu\u00e7\u00e3o gradual do percentual no caso da soja foram implantadas junto com a desvaloriza\u00e7\u00e3o cambial de mais de 30% \u00ac e, ainda, com o fim das restri\u00e7\u00f5es \u00e0 compra de moeda estrangeira. A soma desses tr\u00eas fatores abriu as portas para o mercado externo, segundo Ezequiel de Freijo, economista da Sociedade Rural.&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O presidente da Rep\u00fablica tamb\u00e9m se apressou em fazer \"lobby\" a favor de seu pa\u00eds junto a outros chefes de Estado. Tudo indica, segundo informa\u00e7\u00f5es do ministro da Agroind\u00fastria, Ricardo Buryaile, que depois de um embargo de 15 anos os lim\u00f5es cultivados em Tucum\u00e1n, no norte argentino, voltar\u00e3o a ser vendidos no mercado dos Estados Unidos. O mesmo se espera em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 carne bovina. Segundo o minist\u00e9rio, o fim das restri\u00e7\u00f5es gerou a reabertura de v\u00e1rios mercados e a conquista de novos, como Alemanha, M\u00e9xico, Egito, Fran\u00e7a, Reino Unido, Canad\u00e1 e Holanda. Al\u00e9m disso, segundo dados divulgados pela Casa Rosada, aumentou o n\u00famero de portos nos quais a Argentina poder\u00e1 desembarcar seus produtos. Os que registraram maior aumento no volume exportado no primeiro trimestre foram trigo (105%), \u00f3leo de soja (89%), milho (84%), \u00f3leo de girassol (80%) e farinha de soja (73%). O trigo \u00e9 emblem\u00e1tico, j\u00e1 que volumes muito pequenos do produto sa\u00edram da Argentina durante o governo de Cristina Kirchner, que tentava, com isso, evitar o aumento no pre\u00e7o local da farinha. Segundo o minist\u00e9rio, os triticultores recuperaram mercados hist\u00f3ricos como Egito, Marrocos, Indon\u00e9sia e Vietn\u00e3. O governo Macri tamb\u00e9m se reaproximou do Brasil, historicamente o principal destino das vendas externas do produto. H\u00e1 cerca de tr\u00eas meses, o ministro Buryaile se reuniu com dirigentes da Associa\u00e7\u00e3o Brasileira da Ind\u00fastria do Trigo (Abitrigo) para retomar o v\u00ednculo. Em 2006, um ano antes de Cristina assumir a presid\u00eancia, o Brasil importou da Argentina cerca de 6 milh\u00f5es de toneladas do cereal. O resultado do agroneg\u00f3cio no exterior ajudou a compensar a queda de 22% das vendas externas de produtos de origem industrial, altamente dependentes do mercado brasileiro. No geral, as exporta\u00e7\u00f5es argentinas cresceram 3% de janeiro a mar\u00e7o em rela\u00e7\u00e3o a igual intervalo de 2015, segundo dados oficiais. Mas, puxado pelo agroneg\u00f3cio, o segmento de produtos prim\u00e1rios registrou aumento bem maior, de 39%. Os manufaturados de origem agropecu\u00e1ria avan\u00e7aram 15%. Gra\u00e7as ao campo, o d\u00e9ficit na balan\u00e7a caiu de US$ 1,2 bilh\u00e3o para US$ 381 milh\u00f5es na compara\u00e7\u00e3o entre os primeiros tr\u00eas meses de 2015 e 2016. Mas o que mais anima o setor \u00e9 o que vem pela frente. Chamou a aten\u00e7\u00e3o de Freijo o crescimento de 70% na produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria qu\u00edmica no primeiro trimestre. Segundo ele, o resultado revela que os fabricantes de agrot\u00f3xicos se preparam para as pr\u00f3ximas encomendas. \"Em maio ser\u00e1 a campanha do trigo e em setembro vir\u00e3o milho e soja\".&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">O economista lembra que para a carne bovina, no entanto, os resultados mais expressivos v\u00e3o demorar mais tempo para aparecer porque a primeira provid\u00eancia dos pecuaristas foi aumentar o estoque. O reflexo da retomada do setor come\u00e7a a aparecer tamb\u00e9m na venda de m\u00e1quinas. Segundo Etchevere, durante os quatro dias de uma recente exposi\u00e7\u00e3o do setor as vendas de tratores e colheitadeiras somaram US$ 8 bilh\u00f5es. \"A partir de agora a Argentina vai produzir muito mais, o que mostra que isso n\u00e3o era t\u00e3o dif\u00edcil como o governo anterior tentou mostrar\", destaca ele. O recente recuo do d\u00f3lar em rela\u00e7\u00e3o ao real tamb\u00e9m animou os produtores rurais argentinos. \"Quando o d\u00f3lar estava em mais de R$ 4, o Brasil era um competidor forte\u037e mas, com valores em torno dos R$ 3,50, estamos um pouco mais equiparados\", afirma Freijo. Por enquanto n\u00e3o h\u00e1 previs\u00f5es do quanto podem aumentar as exporta\u00e7\u00f5es do agroneg\u00f3cio argentino em 2016. Mas o resultado seria melhor n\u00e3o fossem as fortes chuvas de abril, que afetaram fortemente as planta\u00e7\u00f5es e a pecu\u00e1ria. A soja foi a mais atingida. Etchevere calcula a perda de 4 milh\u00f5es de toneladas num ano em que se esperava produzir 60 milh\u00f5es. O preju\u00edzo vai chegar a mais de US$ 1 bilh\u00e3o, segundo ele. Um quadro de inunda\u00e7\u00f5es nunca visto na hist\u00f3ria recente da Argentina terminou com mais de 40 mil fam\u00edlias desalojadas, caminhos intransit\u00e1veis e apodrecimento dos gr\u00e3os. \"Trabalho h\u00e1 30 anos no campo e nunca havia visto nada igual\", afirma o produtor Luis Angriman. Na sua Prov\u00edncia, Entre Rios, na regi\u00e3o central do pa\u00eds, em apenas 25 dias choveu mais do que a m\u00e9dia da \u00e1gua que historicamente cai ao longo de um ano. Ele estima que vai perder entre 50% e 60% da sua produ\u00e7\u00e3o de soja e de 20% a 30% do cultivo de arroz. Como ocorreu a tantos outros produtores argentinos, a inunda\u00e7\u00e3o atrapalhou muito o sonho de Angriman de que a partir da mudan\u00e7a de governo haveria um salto de produ\u00e7\u00e3o. \"Quando come\u00e7amos a colheita veio a chuva\", afirma o produtor. (Valor Econ\u00f4mico)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/1729\" style=\"width: 755px; height: 344px;\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: center; text-indent: 42.55pt; line-height: 13.5pt; font-size: 12px; width: 803px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<div><strong><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/9\" style=\"font-size: 12px; width: 231px; height: 30px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/strong><\/div>\n<div><em><span style=\"text-align: justify;\">2\u00aa Mostra da Terneira ser\u00e1 realizada na Expocon de Condor no pr\u00f3ximo final de semana<\/span><br style=\"text-align: justify;\" \/> <span style=\"text-align: justify;\">Com produ\u00e7\u00e3o de leite estimada em 25,5 milh\u00f5es de litros ao ano, Condor, na regi\u00e3o Noroeste do Estado, investe na cria\u00e7\u00e3o de terneiras. Na pr\u00f3xima sexta-feira (13\/05), \u00e0s 13h30, a m\u00e9dica veterin\u00e1ria da Embrapa, Renata Su\u00f1\u00e9, e o extensionista da Emater\/RS-Ascar, Felipe Bieger, estar\u00e3o no munic\u00edpio do Corede Noroeste Colonial proferindo palestra sobre A import\u00e2ncia da cria\u00e7\u00e3o da terneira no futuro rebanho leiteiro e sobre Gen\u00e9tica. As palestras ir\u00e3o se realizar na C\u00e2mara de Vereadores de Condor e fazem parte da programa\u00e7\u00e3o da Feira Regional da Agroind\u00fastria, Com\u00e9rcio, Agricultura Familiar, Agroneg\u00f3cio e Show (Expocon), que se realiza de 13 a 15 de maio. Ainda dentro da programa\u00e7\u00e3o da Expocon, no s\u00e1bado (14\/05), um j\u00fari ir\u00e1 premiar os melhores exemplares das ra\u00e7as Jersey e Holandesa, inscritas na 2\u00aa Mostra da Terneira de Condor. De acordo com a Emater\/RS-Ascar, 13 produtores de leite do munic\u00edpio enviaram animais para serem avaliados em quatro categorias: terneira menor jersey, terneira menor holandesa, terneira maior jersey e terneira maior holandesa. Foram inscritas 50 terneiras, 14 a mais do que na primeira edi\u00e7\u00e3o da Mostra. Os animais ficar\u00e3o expostos ao p\u00fablico at\u00e9 o encerramento da Expocon, no domingo, na rua 15 de Novembro, no centro da cidade. (Emater - RS)<\/span><\/em><\/div>\n<div><em><em><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: justify; line-height: 13.5pt; font-size: 12px; width: 803px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/em><\/em><\/div>\n<div><span style=\"line-height: 24px;\"><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp; Porto Alegre, 09 de maio de 2016 &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 10- N\u00b0 2.262 &nbsp; &nbsp; &nbsp;Fonterra projeta pre\u00e7o de US$ 6,34\/quilo para leite em p\u00f3 org\u00e2nico em 2016\/17 A cooperativa neozelandesa Fonterra, produtora <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2016\/05\/09\/09-05-2016\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"09\/05\/2016\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1087","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1087","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1087"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1087\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1087"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1087"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1087"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}