{"id":1046,"date":"2016-03-29T17:03:16","date_gmt":"2016-03-29T17:03:16","guid":{"rendered":"http:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2016\/03\/29\/29-03-2015\/"},"modified":"2016-03-29T17:03:16","modified_gmt":"2016-03-29T17:03:16","slug":"29-03-2015","status":"publish","type":"post","link":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2016\/03\/29\/29-03-2015\/","title":{"rendered":"29\/03\/2015"},"content":{"rendered":"<p> <title><\/title> <\/p>\n<div style=\"text-align: center;\"><span style=\"font-family: verdana,geneva,sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"display: none;\">&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;<\/span><\/span><\/span><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\"><a href=\"http:\/\/www.sindilat.com.br\" style=\"font-size: 12px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/5\" style=\"width: 643px; height: 82px;\" \/><\/a><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<p><b style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif; font-size: 12px;\"><i>Porto Alegre, 29 de mar\u00e7o de 2016 &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 10- N\u00b0 2.234<\/i><\/b><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\">&nbsp;<\/p>\n<p class=\"MsoNormal\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" border=\"0\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/6\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<p class=\"MsoNormal\" style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"text-align: justify;\"><span face=\"tahoma, geneva, sans-serif\" style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><\/span><\/span><\/strong><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"width: 811px; height: 16px; text-align: justify; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/span><\/span><\/p>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong><span style=\"text-decoration: underline;\"><span style=\"font-size: 12px;\"><span style=\"font-family: tahoma, geneva, sans-serif;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/8\" style=\"width: 53px; height: 34px; float: left;\" \/><\/span><\/span><\/span><\/strong><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><span style=\"text-align: justify;\">&nbsp; <strong>&nbsp;&nbsp;<\/strong><\/span><strong>Pi\u00e1<\/strong><br \/> &nbsp;<br \/> Especialista na produ\u00e7\u00e3o de iogurtes e outros produtos l\u00e1cteos, a Pi\u00e1 apresentou durante sua Assembleia Geral Ordin\u00e1ria, realizada em Nova Petr\u00f3polis, os n\u00fameros alcan\u00e7ados em 2015. Apesar da crise, a cooperativa encerrou com um faturamento de R$ 673,3 milh\u00f5es, 3,1% a mais do que os R$ 653 milh\u00f5es alcan\u00e7ados no ano passado.<br \/> &nbsp;<br \/> Para que isso fosse poss\u00edvel, a diretoria da empresa priorizou a manuten\u00e7\u00e3o da pol\u00edtica de valoriza\u00e7\u00e3o da base produtiva, pagando R$ 0,06 a mais por litro de leite em rela\u00e7\u00e3o \u00e0 m\u00e9dia do Conseleite. Entre outros fatores que garantiram o crescimento da Pi\u00e1 est\u00e3o os lan\u00e7amentos de produtos diferenciados, como os iogurtes e leites zero lactose, aportes financeiros em equipamentos com tecnologia de ponta que garantem a m\u00e1xima qualidade de sua mat\u00e9ria prima e a moderniza\u00e7\u00e3o de processos, com ado\u00e7\u00e3o de novas tecnologias na produ\u00e7\u00e3o de fermentados. Na ocasi\u00e3o, o presidente da cooperativa, Gilberto Kny, tamb\u00e9m destacou os investimentos na \u00e1rea ambiental, como a instala\u00e7\u00e3o de uma Esta\u00e7\u00e3o de Tratamento de Efluentes no bairro Pi\u00e1, e a instala\u00e7\u00e3o de uma Central de Tratamento de Limpeza das M\u00e1quinas Automatizados, que gerou economia de 35% de \u00e1gua. De acordo com o executivo, atrav\u00e9s de todas estas a\u00e7\u00f5es, no futuro, ser\u00e1 poss\u00edvel chegar a 100% da produ\u00e7\u00e3o da ind\u00fastria. \"Hoje, produzimos 16 milh\u00f5es de quilos por m\u00eas, mas temos capacidade instalada para 21 milh\u00f5es\", afirmou.<br \/> &nbsp;<br \/> A Cooperativa Pi\u00e1 encerrou o ano com um quadro funcional de 1,5 mil colaboradores e 21 mil associados, sendo 2.698 associados produtores de leite e frutas. Com rela\u00e7\u00e3o ao volume de leite captados, foram 166 milh\u00f5es, sendo 163,5 milh\u00f5es oriundos de produtores parceiros e 2,5 milh\u00f5es de cooperativas parceiras. Cerca de 340 associados participaram da Assembleia Geral Ordin\u00e1ria, que elegeu, ainda, para o Conselho Fiscal: Marcelo Andr\u00e9 Wendling, Remidio Frank, Roberto Kunzler, Darci Weber, Ari Boelter e Vera Zimmer. (P\u00e1gina Rural)&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong style=\"text-align: center;\"><span style=\"text-align: justify;\">&nbsp;&nbsp;<\/span><\/strong><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: center; text-indent: 42.55pt; line-height: 13.5pt; font-size: 12px; width: 803px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">\n<div style=\"text-align: center;\">\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Pesquisa aponta que transpar\u00eancia e cuidados com os animais s\u00e3o cruciais para a confian\u00e7a do consumidor<\/strong><br \/> &nbsp;<br \/> Somente 25% dos consumidores dos Estados Unidos acreditam firmemente que a carne, o leite e os ovos que compram s\u00e3o derivados de animais que foram tratados da maneira adequada, de acordo com nova pesquisa do Centro para Integridade de Alimentos (CFI, sigla em ingl\u00eas), que mostrou uma crescente lacuna entre os consumidores e os produtores rurais e, a necessidade dos produtores de alimentos fornecerem mais informa\u00e7\u00f5es sobre seus esfor\u00e7os para manter o bem-estar animal, visando estabelecer uma confian\u00e7a no sistema de alimentos.&nbsp;<\/p>\n<p> Em um webin\u00e1rio realizado na semana passada, a gerente s\u00eanior de programa do CFI, Donna Moenning, destacou as descobertas de uma pesquisa realizada em 2015 nos Estados Unidos com 2.001 consumidores e que objetivou explorar o papel da transpar\u00eancia na confian\u00e7a dos consumidores sobre aqueles que produzem seus alimentos. Os consumidores buscam carne, ovos e leite de animais tratados com cuidado e de forma humanit\u00e1ria e \"transpar\u00eancia n\u00e3o \u00e9 mais opcional\", disse ela. Especificamente, 56% acreditam que a transpar\u00eancia com rela\u00e7\u00e3o ao tratamento dos animais constr\u00f3i confian\u00e7a, mostrou o estudo.<\/p>\n<p> Entre os seis t\u00f3picos - seguran\u00e7a alimentar, \u00e9tica de neg\u00f3cios, impacto dos alimentos na sa\u00fade, bem-estar, m\u00e3o de obra e direitos humanos, e impactos ambientais - as pr\u00e1ticas de bem-estar animal estiveram entre as mais preditivas da transpar\u00eancia global, disse Moenning.<\/p>\n<p> <span style=\"text-decoration: underline;\">O CFI avaliou quatro indicadores ou atividades de transpar\u00eancia:<\/span><br \/> - Pol\u00edticas - o que a companhia deve fazer atrav\u00e9s de regulamenta\u00e7\u00f5es, padr\u00f5es;<br \/> - Pr\u00e1ticas - quais as a\u00e7\u00f5es da companhia e como elas demonstram valores;<br \/> - Desempenho - registro do que a companhia faz e seus resultados;<br \/> - Verifica\u00e7\u00e3o - valida\u00e7\u00e3o externa, em muitos casos por auditorias de terceiros.<\/p>\n<p> Baseado no feedback dos consumidores, a maior import\u00e2ncia foi dada para \"a capacidade de ver as pr\u00e1ticas das companhias\" ou \"dos produtores rurais\", como v\u00eddeos que descrevam como os tratadores de animais s\u00e3o treinados e demonstrem que eles compartilham a preocupa\u00e7\u00e3o dos consumidores com o bem-estar animal.&nbsp;<\/p>\n<p> \"Uma coisa \u00e9 ter uma pol\u00edtica, mas suas pr\u00e1ticas - especialmente pr\u00e1ticas ilustrativas - ajudam a direcionar a confian\u00e7a\", disse Moenning, enfatizando que comunicar valores compartilhados com os consumidores \u00e9 mais importante do que simplesmente comunicar fatos cient\u00edficos.<\/p>\n<p> Quando questionados sobre onde a informa\u00e7\u00e3o sobre bem-estar animal deveria estar dispon\u00edvel, 39% disseram que em sites de terceiros independentes, 35% disseram que nos sites das companhias de alimentos, 19% disseram na embalagem do alimento e o restante disse em c\u00f3digos QR localizados nas embalagens.<\/p>\n<p> Quando solicitados para distribuir 100 pontos referentes \u00e0 responsabilidade pela informa\u00e7\u00e3o, as companhias de alimentos receberam a maior parte (49), seguida por produtores rurais (30), lojas de varejo (11) e restaurantes (10). Moenning disse que essa distribui\u00e7\u00e3o demonstra a dist\u00e2ncia entre os consumidores e os produtores rurais. Os consumidores colocam mais responsabilidade nas companhias de alimentos porque as associam mais de perto com a produ\u00e7\u00e3o de suas prote\u00ednas.&nbsp;<\/p>\n<p> Ela disse que as companhias de alimentos e as associa\u00e7\u00f5es de produtores precisam unir-se em um esfor\u00e7o para comunicar as melhores pr\u00e1ticas de manejo com os animais e como elas s\u00e3o verificadas. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do MeatingPlace.com)<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Insemina\u00e7\u00e3o favorece pecu\u00e1ria leiteira<\/strong><br \/> &nbsp;<br \/> Pela primeira vez, a Associa\u00e7\u00e3o Brasileira de Insemina\u00e7\u00e3o Artificial (Asbia) divulgou os \u00edndices do uso de insemina\u00e7\u00e3o artificial (IA) nos estados brasileiros. Ao longo de 2015, em Minas Gerais, a utiliza\u00e7\u00e3o da IA na pecu\u00e1ria de leite abrangeu 14,6% das vacas e na de corte 7,1% das matrizes, alcan\u00e7ando o \u00edndice total de 11,5%, o que \u00e9 considerado pequeno frente ao tamanho do rebanho estadual. O uso da IA no rebanho total do Pa\u00eds abrange 10,3% das vacas e a tend\u00eancia \u00e9 de crescimento.<\/p>\n<p> O uso da insemina\u00e7\u00e3o artificial em bovinos tem entre as vantagens a possibilidade de melhorar a gen\u00e9tica do rebanho em ampla escala, ampliar a produtividade em um menor per\u00edodo de tempo, reduzindo os custos de produ\u00e7\u00e3o e agregando competitividade.<\/p>\n<p> De acordo com o presidente da Asbia, Carlos Vivacqua Carneiro da Luz, o uso da t\u00e9cnica tanto em Minas Gerais como em todo o Pa\u00eds ainda tem muito espa\u00e7o para crescer. Com a divulga\u00e7\u00e3o dos \u00edndices estaduais, a associa\u00e7\u00e3o pretende acompanhar, de forma cient\u00edfica, o avan\u00e7o de programas voltados para estimular o uso da insemina\u00e7\u00e3o artificial.<\/p>\n<p> Apesar de ser respons\u00e1vel pelo segundo maior rebanho de bovinos no Pa\u00eds, atr\u00e1s apenas do Mato Grosso, a taxa de insemina\u00e7\u00e3o artificial em Minas Gerais ainda \u00e9 pequena, representando apenas 11,5% do rebanho total, corte e leite, que \u00e9 formado por 15,63 milh\u00f5es de f\u00eameas. Minas ocupa a sexta posi\u00e7\u00e3o, atr\u00e1s dos estados do Sul do Pa\u00eds, Mato Grosso do Sul e S\u00e3o Paulo.&nbsp;<\/p>\n<p> De acordo com os \u00faltimos dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estat\u00edstica (IBGE), Minas Gerais se destaca com o maior rebanho leiteiro, composto por 5,8 milh\u00f5es de vacas em ordenha e respondendo por 25,19% do rebanho de leite do Pa\u00eds. Mesmo sendo o maior produtor de leite, o Estado insemina apenas 14,6% das matrizes, ficando atr\u00e1s de Santa Catarina, estado onde o \u00edndice de insemina\u00e7\u00e3o \u00e9 de 31,8%, Rio Grande do Sul, 28,3%, Paran\u00e1, 25,9%, e S\u00e3o Paulo, 15,3%.<\/p>\n<p> \"Em Minas Gerais, Estado que possui o maior volume de gado de leite do Brasil, o percentual de insemina\u00e7\u00e3o n\u00e3o \u00e9 elevado. J\u00e1 o Sul do Pa\u00eds concentra os maiores \u00edndices, por serem os que mais utilizam tecnologias. Nosso ranking pode ser considerado um mapeamento da tecnologia aplicada na pecu\u00e1ria de corte e de leite, isto pelo uso da insemina\u00e7\u00e3o ser uma t\u00e9cnica que sempre vem acompanhada de outras, como o uso da ordenha mec\u00e2nica e as melhores pr\u00e1ticas de manejo, por exemplos\".<\/p>\n<p> Ainda segundo Vivacqua, v\u00e1rios programas do governo federal e estadual, em conjunto com entidades ligadas ao agroneg\u00f3cio, v\u00eam sendo desenvolvidos em Minas Gerais e demais estados produtores. Por isso, a tend\u00eancia \u00e9 de crescimento do uso da t\u00e9cnica. O percentual baixo no uso da IA ainda se deve \u00e0s dificuldades de acesso dos pecuaristas aos processos tecnol\u00f3gicos e \u00e0 m\u00e3o de obra capacitada.<\/p>\n<p> <span style=\"text-decoration: underline;\">Valor&nbsp;<\/span><br \/> Considerada como o melhor mecanismo de melhoramento gen\u00e9tico em larga escala, o uso da insemina\u00e7\u00e3o artificial tem valor acess\u00edvel aos produtores, representando apenas 2% dos custos de produ\u00e7\u00e3o. \"A insemina\u00e7\u00e3o tem um custo-benef\u00edcio enorme garantindo ao pecuarista a melhora gen\u00e9tica do rebanho em larga escala. A utiliza\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica vem se expandindo e deve crescer efetivamente nos pr\u00f3ximos anos. A partir de agora, com a divulga\u00e7\u00e3o dos \u00edndices estaduais, poderemos acompanhar o percentual de ado\u00e7\u00e3o da t\u00e9cnica e a varia\u00e7\u00e3o ano a ano. Estamos muito felizes porque, com os dados, vamos mensurar n\u00e3o mais de maneira sensitiva, mas de maneira exata a varia\u00e7\u00e3o em cada estado. Poderemos tra\u00e7ar e avaliar as a\u00e7\u00f5es estrat\u00e9gicas e os impactos das mesmas\", explicou Vivacqua. (As informa\u00e7\u00f5es s\u00e3o do Di\u00e1rio do Com\u00e9rcio)<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"> &nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><strong>Gasto do governo com juros quase dobra em um ano e chega a R$ 540 bi<\/strong><\/p>\n<p> Os gastos com juros do setor p\u00fablico atingiram R$ 540 bilh\u00f5es nos 12 meses at\u00e9 janeiro, o equivalente a 9,1% do PIB, um salto expressivo em rela\u00e7\u00e3o aos 5,5% do PIB registrados em 2014. Nesse per\u00edodo, as despesas financeiras foram infladas especialmente pela alta da taxa de juros, o aumento da infla\u00e7\u00e3o e a desvaloriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio. No acumulado de 2016, esses gastos devem ser menores como propor\u00e7\u00e3o do PIB, devido \u00e0 infla\u00e7\u00e3o mais baixa e \u00e0s perspectivas para a trajet\u00f3ria do real, que podem fazer o Banco Central ter ganhos com os swaps cambiais. Ainda assim, continuar\u00e3o muito superiores aos disp\u00eandios com juros nominais de outros emergentes. A conta com juros subiu 3,6 pontos percentuais do PIB entre o acumulado de 2015 e os 12 meses at\u00e9 janeiro. Desse total, os gastos relacionados a taxas de juros (como Selic, prefixadas e a Taxa Referencial) responderam por um ter\u00e7o dessa alta, passando de 3,3% para 4,5% do PIB, diz o economista\u00acchefe da corretora Tullett Prebon, Fernando Montero.&nbsp;<\/p>\n<p> A indexa\u00e7\u00e3o de t\u00edtulos a \u00edndices de pre\u00e7os contribuiu com 0,7 ponto percentual dessa alta, para 2,5% do PIB, enquanto os gastos com os swaps cambiais subiram de 0,3% para 2% do PIB no per\u00edodo, devido ao impacto da forte desvaloriza\u00e7\u00e3o do c\u00e2mbio, afirma Montero. \"Os juros continuar\u00e3o pressionando. Em contrapartida, a tend\u00eancia da infla\u00e7\u00e3o \u00e9 cair e a dos swaps, de reverter\", resume ele. Segundo Montero, \u00e9 poss\u00edvel que as despesas do Banco Central (BC) com os swaps sejam zeradas em mar\u00e7o no acumulado em 12 meses, devido \u00e0 recente valoriza\u00e7\u00e3o do real. Nos 12 meses at\u00e9 janeiro, esses instrumentos, ofertados pelo BC para dar prote\u00e7\u00e3o cambial e moderar a desvaloriza\u00e7\u00e3o da moeda, custaram R$ 117 bilh\u00f5es. Pesquisador do Instituto Brasileiro de Economia (Ibre) da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), Jos\u00e9 Roberto Afonso lembra ainda outro fator que explica o aumento dos gastos com juros em rela\u00e7\u00e3o ao tamanho da economia: o PIB nominal aumentou em 2015 bem menos do que os \u00edndices de pre\u00e7os. Al\u00e9m da recess\u00e3o \u00ac a economia encolheu 3,8% no ano passado \u00ac, o deflator impl\u00edcito do PIB (uma esp\u00e9cie de \"infla\u00e7\u00e3o do PIB\") aumentou muito menos do que o \u00cdndice de Pre\u00e7os ao Consumidor (IPCA). Com isso, quando expressas em propor\u00e7\u00e3o do PIB, indicadores como os gastos com juros ficam maiores, diz Afonso. O economista destaca tamb\u00e9m a alta da taxa Selic, que aumentou de 11,75% no fim de 2014 para 14,25% ao ano em julho de 2015, n\u00edvel em que se encontra atualmente. Isso impactou os gastos com juros, assim como o aumento da infla\u00e7\u00e3o, que corrige hoje uma parte significativa da d\u00edvida p\u00fablica federal \u00ac algo pr\u00f3ximo a um ter\u00e7o dela.&nbsp;<\/p>\n<p> Afonso aponta ainda outro fator para o crescimento dos gastos com juros \u00ac o forte crescimento do estoque da d\u00edvida p\u00fablica. No ano passado, a d\u00edvida em t\u00edtulos do governo federal, por exemplo, aumentou quase 18%, bem acima da alta de 7,7% do ano anterior. Num cen\u00e1rio de incerteza como o atual, os investidores e empresas d\u00e3o prioridade \u00e0 liquidez, diz ele. Com isso, correm para t\u00edtulos p\u00fablicos, que tamb\u00e9m oferecem um rendimento elevado.<\/p>\n<p> Como Montero, Afonso v\u00ea espa\u00e7o para gastos menores com juros como propor\u00e7\u00e3o do PIB neste ano. A infla\u00e7\u00e3o ser\u00e1 menor do que os 10,7% registrados pelo IPCA em 2015, e a perspectiva de um d\u00f3lar mais barato poder\u00e1 fazer o BC ter ganhos com os swaps cambiais. O mercado espera que o setor p\u00fablico gaste o equivalente a 7,5% do PIB com juros em 2016, pelo que se infere com base nas proje\u00e7\u00f5es dos analistas consultados pelo BC para o d\u00e9ficit nominal (que inclui gastos com juros) e o d\u00e9ficit prim\u00e1rio (que exclui essas despesas). N\u00e3o h\u00e1 uma estimativa direta para os disp\u00eandios com juros. A Selic pode cair no segundo semestre, segundo parte dos analistas, mas n\u00e3o se esperam quedas muito significativas. A taxa m\u00e9dia neste ano pode ficar um pouco acima da m\u00e9dia do ano passado, de 13,58%, ou bastante pr\u00f3xima. A diferen\u00e7a entre a remunera\u00e7\u00e3o dos cr\u00e9ditos e d\u00e9bitos do setor p\u00fablico tamb\u00e9m contribui para explicar as despesas elevadas com juros nominais, diz Afonso. O ponto \u00e9 que o volume expressivo de reservas e os empr\u00e9stimos do Tesouro aos bancos p\u00fablicos como o BNDES elevaram a dist\u00e2ncia entre os juros pagos e os juros recebidos pelo setor p\u00fablico.<\/p>\n<p> Para fazer aportes ao BNDES, por exemplo, o Tesouro emite t\u00edtulos em grande parte atrelados \u00e0 Selic, hoje em 14,25%, ficando com cr\u00e9ditos junto ao banco corrigidos pela Taxa de Juros de Longo Prazo (TJLP), atualmente em 7,5% ao ano. Nos 12 meses at\u00e9 janeiro, o custo efetivo da d\u00edvida l\u00edquida, medido pela chamada taxa impl\u00edcita, ficou em 31,9%, muito acima da Selic. Os 9,1% do PIB acumulados at\u00e9 janeiro s\u00e3o a diferen\u00e7a entre juros pagos e recebidos pelo setor p\u00fablico consolidado, que engloba Uni\u00e3o, Estados munic\u00edpios e algumas estatais (sem Petrobras e Eletrobras). Na compara\u00e7\u00e3o internacional, os gastos com juros do Brasil superam em muito o de outros emergentes. Na \u00cdndia e na \u00c1frica do Sul, que t\u00eam despesas financeiras mais elevadas que v\u00e1rios outros integrantes desse grupo de pa\u00edses, os disp\u00eandios em 2015 foram de 4,4% do PIB e 3,1% do PIB, pela ordem (ver tabela). No Chile, ficaram em 0,6% do PIB. O ponto \u00e9 que o Brasil tem uma d\u00edvida mais alta e mais cara do que a de outros emergentes, como costuma ressaltar Mansueto Almeida, especialista em contas p\u00fablicas. Estimativas do Fundo Monet\u00e1rio Internacional (FMI) mostram que a d\u00edvida bruta dos emergentes em 2015 ficou em m\u00e9dia em 44,6% do PIB, enquanto a do Brasil fechou o ano passado em 66,2% do PIB.&nbsp;<\/p>\n<p> A d\u00edvida l\u00edquida brasileira, por sua vez, terminou 2015 em 36% do PIB, muito acima dos 11,6% do PIB projetados pelo FMI para a m\u00e9dia desse grupo de pa\u00edses. H\u00e1 economistas que n\u00e3o veem com bons olhos o uso do resultado nominal das contas p\u00fablicas. Professor da Escola de Economia de S\u00e3o Paulo (EESP) da Funda\u00e7\u00e3o Getulio Vargas (FGV), Bernardo Guimar\u00e3es diz que a medida \u00e9 \"muito pouco relevante\", por n\u00e3o levar em conta o efeito da infla\u00e7\u00e3o. Dizer que a carga de juros nominais ficou em 9,1% do PIB significa muito pouco, segundo ele, uma vez que boa parte das taxas est\u00e1 apenas corrigindo seu valor considerando a evolu\u00e7\u00e3o dos \u00edndices de pre\u00e7os. O melhor conceito, para Guimar\u00e3es, \u00e9 o operacional, que leva em conta o efeito dos juros reais (descontada a infla\u00e7\u00e3o) sobre a d\u00edvida. Embora o BC n\u00e3o divulgue mais estat\u00edsticas do resultado operacional das contas p\u00fablicas, ele estima que os juros reais em 2015 ficaram na casa de 2,5% a 3% do PIB. Esse n\u00famero tem mais relev\u00e2ncia do que a carga de juros nominais, diz Guimar\u00e3es. Para Afonso, o resultado operacional \u00e9 importante e deve ser olhado, mas o conceito nominal tamb\u00e9m \u00e9 relevante, por facilitar compara\u00e7\u00f5es internacionais, por exemplo. (Valor Econ\u00f4mico)<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\">&nbsp;<\/div>\n<div style=\"text-align: justify;\"><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/1667\" style=\"width: 599px; height: 402px;\" \/><\/div>\n<div> <img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: center; text-indent: 42.55pt; line-height: 13.5pt; font-size: 12px; width: 803px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n<div style=\"text-align: center;\">\n<div><strong><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/9\" style=\"font-size: 12px; width: 231px; height: 30px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/strong><\/div>\n<div><em>Pre\u00e7os &nbsp;<\/em><\/div>\n<div><em>Depois de um quadrimestre amargando pre\u00e7os baixos, os produtores de leite come\u00e7aram 2016 com cota\u00e7\u00f5es mais atraentes. De acordo com um levantamento do Centro de Estudos Avan\u00e7ados em Economia Aplicada (Cepea), o pre\u00e7o bruto (incluindo frete e impostos) recebido pelo produtor em fevereiro foi de R$ 1,97\/litro, 3,3% a mais que em janeiro.&nbsp;A alta do produto, que j\u00e1 chegou ao bolso dos consumidores, \u00e9 consequ\u00eancia do clima. Chuvas acima da m\u00e9dia e temperaturas elevadas atrapalharam na capta\u00e7\u00e3o do leite e reduziram bruscamente a oferta no mercado. No Paran\u00e1 a redu\u00e7\u00e3o foi de 7,65% no \u00faltimo quadrimestre. Al\u00e9m disso, os produtores tamb\u00e9m adiaram a secagem das vacas para reduzir os custos de produ\u00e7\u00e3o. (Gazeta do Povo)<\/em><\/div>\n<div>&nbsp;<\/div>\n<div><em><em><img decoding=\"async\" alt=\"\" src=\"http:\/\/cache.mail2easy.com.br\/i\/6186\/7\" style=\"text-align: justify; line-height: 13.5pt; font-size: 12px; width: 803px; height: 16px; font-family: verdana, geneva, sans-serif;\" \/><\/em><\/em><\/div>\n<div><span style=\"line-height: 24px;\"><\/span><\/div>\n<\/p><\/div>\n<\/p><\/div>\n","protected":false},"excerpt":{"rendered":"<p>&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp;&nbsp; Porto Alegre, 29 de mar\u00e7o de 2016 &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp; &nbsp;Ano 10- N\u00b0 2.234 &nbsp; &nbsp; &nbsp;&nbsp;Pi\u00e1 &nbsp; Especialista na produ\u00e7\u00e3o de iogurtes e outros produtos l\u00e1cteos, a Pi\u00e1 apresentou durante sua Assembleia Geral <a href=\"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/2016\/03\/29\/29-03-2015\/\" class=\"more-link\">...continuar lendo<span class=\"screen-reader-text\"> \"29\/03\/2015\"<\/span><\/a><\/p>\n","protected":false},"author":1,"featured_media":0,"comment_status":"open","ping_status":"open","sticky":false,"template":"","format":"standard","meta":{"ngg_post_thumbnail":0,"footnotes":""},"categories":[28],"tags":[],"class_list":{"0":"post-1046","1":"post","2":"type-post","3":"status-publish","4":"format-standard","6":"category-newsletter","7":"h-entry","8":"hentry","9":"h-as-article"},"_links":{"self":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1046","targetHints":{"allow":["GET"]}}],"collection":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts"}],"about":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/types\/post"}],"author":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/users\/1"}],"replies":[{"embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/comments?post=1046"}],"version-history":[{"count":0,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/posts\/1046\/revisions"}],"wp:attachment":[{"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/media?parent=1046"}],"wp:term":[{"taxonomy":"category","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/categories?post=1046"},{"taxonomy":"post_tag","embeddable":true,"href":"https:\/\/www.sindilat.com.br\/site\/wp-json\/wp\/v2\/tags?post=1046"}],"curies":[{"name":"wp","href":"https:\/\/api.w.org\/{rel}","templated":true}]}}