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Porto Alegre, 29 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.594

 

  IBGE: produção de leite cai 2,9% em 2016; pesquisa aponta aumento dos rebanhos bovinos

A pesquisa Produção da Pecuária Municipal (PPM), divulgada ontem pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), apontou que a produção de leite foi de 33,62 bilhões de litros em 2016, 2,9% menor do que no ano anterior. 

Minas Gerais continuou como maior produtor de leite do país, apesar de ter produzido 1,9% a menos do que em 2015 (8,97 bilhões de litros). A produção mineira representou 26,7% da produção nacional. O preço médio nacional do leite ao produtor foi de R$ 1,17 por litro, um aumento de 15,2% em relação a 2015. Isso representou um valor de produção de R$ 39,44 bilhões.

Segundo a PPM, o rebanho bovino do país alcançou o recorde de 218,23 milhões de cabeças em 2016, 1,4% mais que em 2015. Mas o aumento não se refletiu nos abates - foram abatidas 29,67 milhões de cabeças de bovinos, queda de 3,2%. "A oferta de animais prontos para abate e para reposição continuou restrita em função do grande abate de matrizes nos anos anteriores, elevando o preço da arroba e do bezerro", informou o IBGE. De acordo com os dados da PPM, o Brasil continuou com o segundo maior efetivo de bovinos do mundo e representou 22,2% do rebanho global em 2016, atrás da Índia. O país foi também o segundo maior produtor de carne bovina, com 15,4% do total mundial.

O plantel de galináceos também cresceu no país no ano passado - 1,9%, para 1,35 bilhão de cabeças. Conforme o IBGE, a crise econômica, que achatou o poder de compra dos brasileiros, levou ao aumento do consumo de carne de frango e levou os produtores a investir em expansão. O movimento ajudou o Brasil a manter o status de maior exportador mundial de carne de frango. A produção de ovos de galinha, por sua vez, foi de 3,82 bilhões de dúzias em 2016, 1,3% superior a 2015. Isso representa um rendimento de R$ 11,46 bilhões. 

Em relação aos suínos, o rebanho brasileiro cresceu 0,4% no ano passado, para 39,95 milhões de cabeças, o quarto maior do mundo, atrás de China, UE e EUA. A pesquisa também contabilizou um rebanho efetivo de 1,37 milhão de cabeças de bubalinos e de 5,58 milhões de cabeças de equinos. O efetivo de caprinos somou 9,78 milhões de cabeças em 2016, crescimento de 1,7% na comparação ao ano anterior, enquanto o rebanho efetivo de ovinos chegou a 18,43 milhões de cabeças, praticamente estável. (As informações são do jornal Valor Econômico e do IBGE)

Evolução da Produção de leite 2004-2016*

Indústria de laticínios/Brasil 

Laticínios brasileiros querem medidas do governo para enxugar o mercado e aliviar a pressão sobre os preços internos de leite e derivados. Representantes do setor reclamam de sobreoferta e da concorrência com o produto importado, mas competitivo e mais barato. A indústria de lácteos pede que o governo compre 50 mil toneladas de leite em pó e 400 milhões de litros de UHT, que poderiam ter como destino a merenda escolar e programas sociais. Lideranças disseram a Globo Rural não ter recebido uma resposta de Brasília.

"A ideia é de que o governo faça uma compra imediata ou pelo menos dê uma sinalização ao mercado", resume o secretário executivo do Sindicato dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), Darlan Palharini. A conta apresentada pelo setor ao governo não é pequena. A considerar os volumes propostos e os preços de referência utilizados para reivindicar as aquisições oficiais - R$ 14,30 o quilo de leite em pó e R$ 2,21 o litro do UHT - o valor fica perto de R$ 1,6 bilhão. "Esse seria o mundo perfeito", diz o representante dos laticínios gaúchos. "Se for olhar isoladamente, é um valor considerável, mas, dividindo por Estado, não é nada assustador", argumenta.

No início deste mês, lideranças da indústria se reuniram com ministros e representantes de órgãos do governo federal. A Casa Civil delegou aos Ministérios do Desenvolvimento Social (MDS) e da Agricultura (Mapa) a análise da situação. Entre o que quer o setor e o que talvez seja possível, a distância pode ser grande. Às voltas com o ajuste das suas próprias contas e com a necessidade de promover a retomada da atividade econômica, a dificuldade maior é exatamente de onde tirar o dinheiro nas atuais condições. Não há prazo para tomar uma decisão.

"A proposta do setor ficou para os ministérios. A questão é como resolver. É um valor bem alto, uma questão de alto vulto, tem que tratar com responsabilidade", diz o secretário nacional de Segurança Alimentar e Nutricional do Ministério do Desenvolvimento Social, Caio Rocha. Em Goiás, a preocupação é que uma eventual aquisição por parte do governo seja limitada a poucos fornecedores. Alfredo Luiz Correia, diretor executivo do Sindicato das Indústrias de Laticínios do Estado (Sindileite), defende que médios e grandes produtores possam também participar. "O governo tem que entrar para regular o mercado porque o problema é nacional, não só do produtor familiar. A aquisição tem que ser feita de produtores de todos os tamanhos", diz Correia, afirmando esse assunto ainda está em debate entre representantes do setor.

Mas o Ministério da Agricultura é taxativo. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, avalia ser possível executar as compras apenas no âmbito dos programas sociais. O governo não tem estrutura para estocar grandes volumes de leite e derivados. "Não há como fazer isso. Mesmo se for leite em pó, como vamos fazer a manutenção disso? Agora, o mecanismo do PAA (Programa de Aquisição de Alimentos) e aquisição para distribuição, estamos trabalhando o orçamento. Vamos fazer o que for factível", diz.

Importações
Diante do excedente interno que pressiona os preços, a opção mais viável é limitar importações, pelo menos na visão do Ministério da Agricultura. Para Neri Geller, a concorrência com o produto do exterior é o principal problema a ser atacado para tentar reequilibrar o quadro de oferta e demanda do setor lácteo brasileiro. Uma medida neste sentido também atenderia a demanda dos laticínios. A indústria reclama, principalmente, da entrada do produto do Uruguai. Mais competitivo, o leite em pó do país vizinho chega a valores mais baixos, impondo uma paridade ao produto nacional.

Representantes dos laticínios dizem que esse movimento acontece mesmo quando as importações diminuem, como vem ocorrendo neste ano. No primeiro semestre, o Brasil comprou do Uruguai 17,9 mil toneladas de leite em pó. Entre janeiro e junho do ano passado, foram 30,3 mil toneladas. Palharini, do Rio Grande do Sul, explica que o leite em pó uruguaio é comprado atualmente a R$ 10,50 o quilo. O brasileiro custa em torno de R$ 12. Meses atrás, a cotação interna estava superior a R$ 14 o quilo. "O que chama a atenção é que as importações de leite em pó vem caindo, mas de outros derivados, como queijo e soro, estão aumentando", preocupa-se o secretário executivo do Sindilat do Rio Grande do Sul.

Ele defende o estabelecimento de uma cota de importação de todos os derivados fornecidos pelo Uruguai. Uma eventual sanção seria mais rigorosa do que a aplicada à Argentina, cujo limite vale só para o leite em pó. Havendo sucesso com os uruguaios, diz ele, a ideia seria retomar a discussão e elevar as restrições também aos argentinos. O secretário de Política Agrícola, Neri Geller, reforça tese já defendida pelo próprio ministro Blairo Maggi. Entende que o leite deve ser retirado da pauta do Mercosul. "Não é vedar a importação, mas criar mecanismos para a concorrência não ser desleal. Temos conversado porque o problema do leite é grave e não podemos desarticular o setor porque recuperar é muito difícil." A discussão passa pelo Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços (MDIC), que chegou a propor a criação de um grupo de trabalho para tratar do assunto, inclusive, com o Uruguai. Procurado, o MDIC não deu uma resposta até a conclusão desta reportagem. (Globo Rural)

Agropecuária vai passar por onda de rejuvenescimento, diz ex-ministro Roberto Rodrigues

A agropecuária brasileira evoluiu muito nos últimos anos. Produziu mais, abasteceu o mercado interno de alimentos e ganhou amplo espaço no exterior. Está chegando, no entanto, a hora de os mentores dessa agropecuária saírem de campo e deixarem espaço para os sucessores. E esse será um dos principais desafios do setor a partir de agora, segundo Roberto Rodrigues, ex-ministro da Agricultura e presidente do Lide Agronegócio.

Rodrigues, que coordena seminário sobre o assunto no próximo sábado (30) em Campinas (SP), diz que a sucessão, apesar de eventuais dificuldades, poderá dar novo ânimo ao setor. A nova agricultura é dependente de tecnologia, e a liderança agrícola que está por vir está mais ligada à essa nova tendência do que os que saem de comando. Essa sucessão deve ocorrer em todos os segmentos do agronegócio, segundo ele.

Começa dentro da porteira, na sucessão de comando das fazendas. Passa pelas empresas do agronegócio e deve atingir também as instituições e as associações representantes de classes do setor. A sucessão deve abrir novos campos para o uso de tecnologia, tanto no controle interno das propriedades como na gestão financeira e na gestão ambiental.

Não há um modelo único de gestão no país, devido às distâncias e diversidades regionais. Uma gestão com base na tecnologia deverá estar presente em todas essas regiões. "Vem vindo uma onda que vai determinar um rejuvenescimento da agropecuária brasileira", diz Rodrigues. ''As novas lideranças já nasceram dentro da tecnologia, e esta vai permitir gestões financeiras, de recursos e ambiental rejuvenescidas."

O ex-ministro destaca ainda a necessidade de uma boa sucessão empresarial para que haja uma continuidade saudável das atividades das empresas. Ele cita exemplos que já se concretizaram como os da Jacto, empresa de São Paulo do segmento de máquinas, e da cooperativa Cocamar, de Maringá (PR). A sucessão tem de passar também pelas instituições ligadas ao agronegócio. Rodrigues destaca que algumas das modernas associações já exigem a troca constante de lideranças para que haja uma renovação de ideias. (As informações são do jornal Folha de São Paulo) 

 

Pnad: desemprego recua para 12,6% em agosto
A taxa de desemprego medida pela Pesquisa Nacional por Amostra de Domicílios (Pnad) recuou para 12,6% no trimestre encerrado em agosto, quando atingiu 13,1 milhões de pessoas, divulgou o IBGE na manhã desta sexta-feira. A taxa correspondeu exatamente às projeções de analistas consultados pela Bloomberg. Nos três meses encerrados em maio, período que serve como base de comparação, a taxa ainda estava na casa de 13% (13,3%), maior patamar atingido desde o início da série histórica dessa pesquisa, que é de 2012. Há um ano, no entanto, o desemprego atingia uma parcela menor da força de trabalho do país: 11,8%. Essa melhora no mercado de trabalho vai ao encontro do que mostram os dados mais recentes do Cadastro Geral de Empregados e Desempregados (Caged) do Ministério do Trabalho, que contabiliza o fluxo de empregos no mercado formal. Em agosto, na onda de indicadores econômicos positivos, foram criados 35,4 mil empregos. Esse foi o quinto mês consecutivo de geração de vagas com carteira assinada. Em igual período do ano passado, foram fechados 33.953 postos de trabalho. (As informações são do jornal O Globo)

 

Porto Alegre, 28 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.593

 

  Apesar de ano inconsistente, cenário é de alta na produção da Nova Zelândia
 
Os mais recentes dados de produção da Nova Zelândia mostram que, em agosto, o país produziu 1,3 milhão de toneladas de equivalente-leite (aproximadamente 1,28 milhão de litros), uma queda de 1,6% em relação a agosto de 2016. O mês de junho costuma marcar a entrada de uma nova safra na Nova Zelândia, mas como o mercado não "começa do zero" no início da safra, é interessante verificar o que vem ocorrendo mês a mês desde o início do ano. 

Apesar da queda em agosto, neste ano, o país vem 'lutando' para elevar a sua produção, mas enfrenta dificuldades devido às condições climáticas. No acumulado do ano (janeiro a agosto), a produção neozelandesa foi apenas 3% superior ao mesmo período de 2016. Porém, nos meses em que a produção foi superior à de 2016, ela subiu de forma acentuada. Como exemplo, o mês de março deste ano foi responsável por 61% do aumento no acumulado entre 2016 e 2017, sendo que, na comparação mensal, a produção foi quase 10% maior do que em março 2016. 

Além disso, outro fator que comprova esse esforço neozelandês em elevar sua produção, é o aumento das importações de insumos para o concentrado. Na safra 2016/17, o volume importado de grãos foi de 113 mil toneladas, contra 37 mil na safra anterior (aumento também impulsionado pela proibição do uso de farelo de palma). 

Gráfico 1. Evolução da produção mensal na Nova Zelândia. Fonte: DCANZ.

 

No primeiro semestre do ano, as precipitações foram abaixo da média histórica em quase todos os meses (impedindo um aumento ainda mais acentuado da produção), porém, a situação parece ter se revertido a partir de julho, o que pode ser um indício de safra cheia em 2017/2018. 

Este aumento que o país vem buscando em sua produção tem uma justificativa clara. Diferentemente do que o Brasil vem enfrentando, a Nova Zelândia (um exímio exportador de lácteos) registrou considerável aumento nos seus preços no último ano. Na última segunda-feira, a Fonterra anunciou que o preço pago na safra 2016/2017 por quilo de sólidos foi de US$ 6,52, 52% acima do valor médio da safra anterior, enquanto o preço pago ao produtor em dólares por litro foi 36,4% maior entre julho de 2017 (US$ 0,403) e julho de 2016 (US$ 0,296). Um dos maiores aumentos registrados para o período entre os principais produtores de leite do mundo. 

Dessa forma, a safra 2017/2018, que iniciou em junho e tem seu "pico" de produção programado para o último trimestre deste ano, se tiver clima favorável e demanda internacional consistente, tem tudo para se tornar uma safra histórica para a Nova Zelândia. (Milkpoint)

Tetra Pak 

A Tetra Pak participa do 6º Seminário Regional da Associação Brasileira das Indústrias de Queijo - ABIQ, que ocorre em Foz do Iguaçu (PR), hoje, 28 de setembro de 2017. Com a palestra "Automação como melhoria na fabricação de queijos", a companhia estimula a percepção das empresas sobre os benefícios das tecnologias de automação e digitalização nas plantas produtivas do derivado lácteo.  

Por meio da medição de parâmetros relacionados à qualidade do leite e às implicações para a fermentação, sabor, textura e consistência do queijo, os sistemas de automação monitoram e rastreiam todas as etapas de fabricação do insumo, dando ao queijeiro a oportunidade de estar no controle da qualidade de seu produto final.  

"Os produtos lácteos em geral, e os de queijos em particular, sofrem uma concorrência bastante acirrada com os produtos importados, principalmente com relação à qualidade e padronização nas gôndolas dos supermercados. A automação vem contribuir justamente para esse salto de qualidade da produção nacional, fator essencial para a competitividade do mercado brasileiro", afirma Luis Shimabukuro, gerente comercial da Tetra Pak.  

Ao destacar os benefícios do investimento na tecnologia, a companhia pretende mobilizar também pequenas queijarias, que ainda desconhecem as oportunidades de uma cadeia nacional integrada. "Outra vantagem da automação é permitir a rastreabilidade total da matéria-prima até o consumidor. Isso significa ter controle da origem dos materiais, ingredientes, processamento e embalagem para registro completo e acompanhamento de todos os parâmetros de produção", complementa.

Oportunidade de expansão
Segundo a ABIQ, cada brasileiro consome em média 5,4 quilos de queijo por ano. A meta da entidade é, até 2020, chegar a um consumo de 7,5 quilos per capita. Para 2030, o objetivo é atingir a marca de 9,6 quilos de queijo por habitante/ano. Líder em processamento e envase de alimentos, a Tetra Pak também conta com um amplo portfólio de soluções para produção de diversos tipos de queijo e soro de leite. (JeffreyGroup Brasil)

 
 
Maggi quer intensificar comércio agrícola com o Peru

Em reunião com empresários durante viagem oficial ao Peru, o ministro Blairo Maggi (Agricultura, Pecuária e Abastecimento) defendeu maior aproximação comercial entre o país e o Brasil, especialmente os estados vizinhos, como Acre, Rondônia e Mato Grosso. "A ideia é destravar o que emperra o comércio bilateral", afirmou.

Maggi disse que há potencial a ser explorado, já que a relação no agronegócio entre os dois países ainda é muito pequena. O Peru é o 34º parceiro comercial do Brasil, sendo que no setor agropecuário foram registrados, no ano passado, US$ 179 milhões em exportações. No agronegócio como um todo, as vendas externas brasileiras para o mercado peruano totalizaram e US$ 392 milhões.

O Brasil tem condições de fornecer ao Peru alimentos que o país não produz, ressaltou o ministro, acrescentando que o Acre, por exemplo, vem desenvolvendo uma suinocultura moderna, além de ter terras para soja e milho, entre outros produtos.

Do lado do Peru, Maggi destacou o crescimento da produção de frutas, que rende ao país anualmente entre US$ 2 bilhões e US$ 3 bilhões. E observou que há um mercado interno consumidor no Brasil a ser explorado pelos peruanos. "Estamos voltando a crescer, com expectativa de que, neste ano, o índice seja de 1% e, no próximo, de 3%, o que significa muito para um país do nosso tamanho."

O ministro enfatizou que o Brasil é um fornecedor seguro de alimentos com produção crescente, sendo responsável por 6,6% do mercado mundial. Ao mesmo tempo, observou que toda a produção de algodão deste ano, de 1,2 milhão de toneladas, já estava vendida desde 2017, o que representa confiança do mercado internacional. "Tivemos pequena redução da fatia mundial do agro, mas por conta do preço das commodities e não do volume exportado", explicou. E a expectativa é ocupar mais espaço em mercados onde a participação brasileira tem muito para crescer, como em países asiáticos, em função do poder de compra da população, e no México, onde o Brasil tem participação de apenas 1,2% no agronegócio, "é um alvo específico".

O trabalho, segundo o ministro, é eliminar barreiras de comércio, já que a estimativa da produção brasileira é de continuar crescendo nos próximos anos.

Maggi destacou ainda que o Brasil segue cumprindo uma legislação ambiental rígida que precisa ser reconhecida pelos parceiros comerciais e que o aumento da produção se deve ao avanço de pesquisas, particularmente aquelas desenvolvidas pela Embrapa. Enfatizou como responsável por ganhos de produtividade a alternância de culturas, que permitem colher mais de uma safra por ano em uma mesma área, e entre a agricultura e a pecuária.

Nesta quinta-feira (28), Maggi viaja para a Bolívia. Na capital La Paz, terá encontros com o ministro do Desenvolvimento Rural e Terras da Bolívia, César Cocarico, e com o vice-ministro de Comércio e Integração boliviano, Walter Clarems.

A delegação chefiada pelo ministro ao Peru e à Bolívia é composta pelos secretários de Relações Internacionais do Agronegócio do Mapa, Odilson Ribeiro e Silva, e de Defesa Agropecuária, Luis Rangel. Participam do evento com empresários o presidente da Abafrutas (Associação Brasileira dos Produtores Exportadores de Frutas), Luiz Roberto Maldonado; o presidente da Ceasa de Mato Grosso, Baltazar Ulrich; o senador Cidinho Santos e o deputado Adillton Sachetti. (As informações são do Mapa)

 

Natal 
As vendas durante o período do Natal, em 2017, devem movimentar R$ 34,3 bilhões no varejo - avanço de 4,3% em relação ao mesmo período do ano passado. O levantamento foi realizado pela Confederação Nacional do Comércio de Bens, Serviços e Turismo (CNC). Para a data, os varejistas devem contratar 73,1 mil trabalhadores temporários - crescimento de 10% em relação aos 66,7 mil postos criados no ano passado. Entre os segmentos que mais contratam estão o de vestuário, com 48,9 mil vagas, e de supermercados com 10,4 mil vagas. As duas atividades representam 42% da força de trabalho do setor e respondem por cerca de 60% das vendas natalinas. O salário de admissão deverá alcançar R$ 1.191, o equivalente a uma alta nominal de 7,1% em relação ao mesmo período do ano passado. (Giro News)

 

Porto Alegre, 27 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.592

 

  Valor despenca em setembro

O valor do litro de leite projetado para setembro é de R$ 0,8519, 4,4% inferior ao consolidado de agosto, de R$ 0,8914, segundo levantamento divulgado ontem pelo Conseleite. É a quinta queda consecutiva do preço de referência do produto. A última vez que os produtores tinham recebido valor igual a R$ 0,85 ocorreu em janeiro do ano passado, período em que há queda sazonal da cotação. Na análise mais recente da Emater, da semana passada, o preço médio do litro era de R$ 1,02, 26% inferior ao de R$ 1,39 do mesmo período do ano passado. 

A nova queda no preço tinha sido prevista nas últimas semanas pelo presidente do Conseleite e do Sindicato da Indústria de Laticínios e Produtos Derivados, Alexandre Guerra. Segundo o dirigente, se não houvesse a intervenção do poder público com compras governamentais urgentes, a tendência seria de valores ainda piores em setembro, até porque não ocorreu a retomada da economia a ponto de acelerar o consumo de leite. "Estamos em um momento altamente prejudicial, porque há desistência de produtores da atividade e as indústrias operam no vermelho", avalia.

Guerra lembra que, em 12 de setembro, em uma reunião com entidades do setor, o ministro-chefe da Casa Civil, Eliseu Padilha, se comprometeu a averiguar a possibilidade de liberação de recursos para compras governamentais, mas nenhum retorno foi dado até o momento. Nos últimos dias, o setor acionou parlamentares para voltar a pressionar o Executivo. Ontem, em Brasília, em uma nova investida, o presidente da Frente Parlamentar da Agricultura Familiar, Heitor Schuch, apresentou documentos ao Ministério da Indústria, Comércio Exterior e Serviços que comprovam a queda nos preços do leite. "Foi uma reunião para tentar convencer o ministério de que medidas como a compra interna de leite e o controle das importações do Uruguai são urgentes para socorrer o produtor", disse Schuch, que admitiu não acreditar numa atitude rápida do governo. FETAG. 

A direção da Federação dos Trabalhadores na Agricultura (Fetag) pediu formalmente ao governo do Estado dados dos incentivos fiscais concedidos a empresas de leite instaladas no Rio Grande do Sul. A entidade quer saber se indústrias que vêm importando o produto contam com os benefícios, o que, segundo o presidente da entidade, Carlos Joel da Silva, seria inadmissível, porque receberam apoio para desenvolver a cadeia local. "Se isso estiver ocorrendo, vamos pedir a suspensão dos incentivos", antecipa o dirigente. (Correio do Povo)

Suspensão será acelerada no RS
O Rio Grande do Sul poderá antecipar para 2019 sua declaração de área livre de febre aftosa sem vacinação. A decisão de acelerar o processo foi tomada ontem, em reunião do vice-governador José Paulo Cairoli com representantes de entidades, indústrias e produtores de proteína animal. Segundo o secretário da Agricultura, Ernani Polo, o Estado encaminha nos próximos dias ao Ministério da Agricultura, Pecuária e Abastecimento (Mapa) a solicitação de uma auditoria nos serviços de controle da doença, a exemplo do que já foi pedido pelo Paraná, com processo marcado para janeiro de 2018. 

Polo afirmou que com a auditoria é possível antecipar em dois anos a retirada da vacina, que estava prevista no plano do Mapa para 2021. "A decisão tomada hoje é um divisor de águas e demonstra o amadurecimento do sistema de defesa agropecuária do Rio Grande Sul e seu esforço para atingir as metas do ministério", destacou o secretário, lembrando que a retirada da vacina repercutirá positivamente na bovinocultura de corte e leiteira, na suinocultura e na avicultura. "Vamos entrar em outro patamar de sanidade animal", prevê. 

O presidente do Fundo de Desenvolvimento e Defesa Sanitária Animal (Fundesa), Rogério Kerber, destacou que o pedido de antecipação tem efeitos imediatos nas cadeias produtivas. "Vai renovar ânimos e aumentar a disposição do setor com a visualização de novos mercados", comentou. A vacinação contra a aftosa é fator de restrição para a exporta- ção de carne bovina, suína e de aves para diversos mercados. Japão e Estados Unidos já importam carne de Santa Catarina, único estado brasileiro livre da doença sem vacinação. O Rio Grande do Sul é um dos estados livres de aftosa com vacinação. (Correio do Povo)

Dia de Campo do Projeto Rural Sustentável é realizado em Frederico Westphalen

Mais produtividade, conservação e renda. Esse é o propósito do Projeto Rural Sustentável, que surgiu na tentativa de melhorar as práticas de uso da terra e manejo florestal pelos pequenos e médios produtores rurais, por meio da implementação de tecnologias de baixa emissão de carbono. Dois municípios da abrangência do Escritório Regional da Emater/RS-Ascar de Frederico Westphalen estão envolvidos no projeto, Boa Vista das Missões e Frederico Westphalen. Para difundir as tecnologias serão realizados, ao todo, quatro dias de campo no município de Boa Vista das Missões e três em Frederico Westphalen. O primeiro evento para Frederico Westphalen foi realizado na última sexta-feira (22/09), na propriedade do jovem produtor Cassiano de Pellegrin, na Linha Ponte do Pardo, interior do município. Cerca de 50 pessoas participaram da atividade promovida pela Emater/RS-Ascar, com apoio da Prefeitura e da Cotrifred.

O Projeto Rural Sustentável é fruto de uma parceria entre os governos do Reino Unido, do Brasil e o Banco Interamericano de Desenvolvimento (BID), com foco em ações para o desenvolvimento da agricultura de baixa emissão de carbono nos biomas Mata Atlântica e Amazônia. Os Dias de Campo são realizados em propriedades chamadas Unidades Demonstrativas (UDs). A meta do Projeto Rural Sustentável é atender, nos sete Estados brasileiros situados nos biomas Amazônia e Mata Atlântica, 350 Unidades Demonstrativas, que possuem uma das quatro tecnologias de baixo carbono apoiadas pelo projeto; e 3,6 mil Unidades Multiplicadoras, que irão adotar uma das quatro tecnologias preconizadas no projeto. 

Ao todo, serão 11 mil produtores capacitados, 1,1 mil agentes de Assistência Técnica treinados e 3,7 mil produtores familiares capacitados. O projeto destinará mais de R$ 70 milhões de benefícios diretos ao produtor rural para apoiar essas ações. No RS, são 11 municípios que executam o Projeto. As quatro tecnologias apoiadas pelo Projeto Rural Sustentável são sistemas de integração Lavoura, Pecuária e Florestas (ILPF), incluindo sistemas agroflorestais, plantio de florestas comerciais, recuperação de áreas degradadas com florestas e/ou pastagens e manejo sustentável de florestas nativas. 

As tecnologias destaques do projeto foram os temas apresentados nas estações em Boa Vista das Missões. A monitora de campo do Projeto Rural Sustentável, Cleide Jacqueline Jacques, participou da atividade explicando aos produtores o funcionamento do projeto. A partir do trabalho realizado com as UDs, o objetivo é expandir a ação, permitindo que outras propriedades, as chamadas Unidades Multiplicadoras, adotem uma das quatro tecnologias.

No Dia de Campo realizado em Frederico Westphalen a programação foi dividida. Pela manhã, os agricultores participantes acompanharam quatros estações organizadas na propriedade da família Pellegrin. Diferentes temas envolvendo a atividade leiteira foram tratados durante o evento. O assistente técnico regional de recursos naturais da Emater/RS-Ascar, Carlos Roberto Olczevski, explanou sobre manejo e conservação do solo na atividade leiteira, enfatizando a importância da análise e a prática para correta retirada da amostragem do solo, bem como os benefícios de recuperação de área degradada com pastagens perenes.

Bem-estar animal e a importância do sistema silvipastoril na atividade leiteira foi assunto abordado pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Luciano Schievenin. "As vacas leiteiras para manter boas condições de saúde, expressar o máximo do seu potencial genético e produzir leite de qualidade precisam estar em boas condições de bem-estar", afirmou Schievenin. As boas condições sugeridas pelo agrônomo são disponibilidade de água e comida à vontade, conforto térmico, boas condições de saúde, livres de estresse, com condições de expressar o comportamento natural para a espécie. Luciano explicou como o sistema silvispastoril contribuiu para esse processo e sugeriu algumas espécies arbóreas que são adequadas para a implantação nas pastagens e beneficiam os animais com o sombreamento. 

Schievenin apresentou ainda resultados de análises da produção leiteira a partir de sistemas que utilizaram sombreamento. Um dos exemplos destacados pelo agrônomo foi a produção da raça holandesa que passou de 14,5 litros de leite para 18,5 litros apenas com a utilização de sombra nos piquetes. Segundo ele, o consumo de alimento, matéria seca, também é maior quando se oferece sombra aos animais. Dessa forma, a produção leiteira final aumenta significativamente nas propriedades que aderem ao sombreamento.

Outra estação do Dia de Campo foi conduzida pelo engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Mateus Stefanello, que falou sobre produção de silagem de alta qualidade. Mateus enfatizou que a produção de silagem de milho de boa qualidade passa por três fases importantes, o plantio e condução agronômica, a colheita e ensilagem, e a desensilagem e fornecimento. "Estas três fases são complementares, ou seja, falhas em qualquer uma serão cumulativas e interferirão na qualidade final do produto", reforçou o agrônomo. Outro fator importante é a escolha da cultivar. Segundo Mateus, os produtores devem escolher o genótipo levando em conta a boa produção de massa, alta digestibilidade de fibras, ponto de corte prolongado, grãos macios e adaptação e estabilidade de produção.

Ainda na propriedade da família Pellegrin, o médico veterinário da Cotrifred, Thiago Cantarelli, apresentou a estação destacando as características morfológicas desejáveis na seleção de vacas leiteiras de alta produção. À tarde, o Dia de Campo seguiu com a participação da monitora de campo do Projeto Rural Sustentável, Cleide Jacqueline Jacques, explicando o projeto aos agricultores. Para encerrar a atividade, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Jeferson Vidal Figueiredo, falou sobre implantação, manejo de pastagens e nutrição de vacas leiteiras. (Assessoria de Imprensa Emater/RS-Ascar " Regional de Frederico Westphalen)

Fazenda divulga índices do ICMS

As prefeituras gaúchas já podem calcular o quanto receberão em repasse de ICMS. A Secretaria da Fazenda divulgou ontem o Índice de Participação dos Municípios (IPM) 2018 com os percentuais de cada uma das 497 cidades no rateio do principal tributo estadual. Apurado pela Receita Estadual, o IPM reflete o desempenho médio da economia local entre 2015 e 2016 e indica como o Estado irá repartir R$ 8,26 bilhões. O volume correspondente a 25% sobre a receita de R$ 33,059 bilhões está previsto no projeto da Lei Orçamentária Anual (LOA). Não é considerada a arrecadação do Ampara/RS, fundo destinado a programas sociais constituído a partir da alí- quota de 2% sobre bebidas alcoólicas, cerveja sem álcool, cigarros, cosméticos e TV por assinatura. A relação dos índices de cada município foi publicada no Diário Oficial do Estado (DOE). Três Passos lidera a variação mais positiva na comparação do IPM de 2018 com o deste ano: alta de 19,91%. Com variações bem próximas estão as cidades de Xangri-Lá (18,15%) e Trindade do Sul (17,74%). Reflexo direto da recessão, seis das dez maiores economias tiveram queda nos índices de retorno. Com variações positivas no valor adicionado nos dois anos que servem como base para definir o índice, as exceções são Canoas, Rio Grande, Santa Cruz do Sul e Pelotas, que terão crescimento na cota-parte do tributo. Além do DOE, os índices definitivos de rateio do ICMS estarão disponíveis para consulta na página da Secretaria da Fazenda (https://www.sefaz.rs.gov.br), na aba "serviços" do item IPM. (Correio do Povo)
 
 

Inscrições para o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo vão até 1º de novembro
Estão abertas, até o dia 1º de novembro, as inscrições para o 3º Prêmio Sindilat de Jornalismo. Promovida pelo Sindicado da Indústria de Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), a láurea pretende valorizar o trabalho da imprensa gaúcha que repercute as notícias do setor lácteo e que contribui para o desenvolvimento da cadeia. As inscrições são gratuitas e podem ser feitas através do e-mail: imprensasindilat@gmail.com. O tema desta edição vai abordar os aspectos relacionados ao setor lácteo, seu desenvolvimento tecnológico, avanços produtivos e os desafios enfrentados. O prêmio possui quatro categorias, sendo impresso, eletrônico, online e fotografia. Não há limite de número de trabalhos a serem inscritos por candidatos. O jornalista deve enviar materiais que foram publicados entre 2 de novembro de 2016 até 1º de novembro de 2017. Os nomes dos finalistas serão divulgados até o dia 27 de novembro, sendo que os vencedores serão conhecidos no dia 7 de dezembro. Os primeiros colocados de cada categoria receberão um troféu e um iPhone. Já os segundos e terceiros premiados receberão apenas um troféu. Confira regulamento CLICANDO AQUI(Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Porto Alegre, 26 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.591

 

  Conseleite indica queda no leite no RS

O valor de referência do leite projetado para setembro é de R$ 0,8519, 4,4% abaixo do consolidado de agosto (R$ 0,8914). Os dados foram divulgados na manhã desta terça-feira (26/09) pelo Conseleite em reunião realizada na sede do Sindicato das Indústrias de Laticínios (Sindilat), em Porto Alegre. No acumulado dos últimos três meses (julho e setembro de 2017), houve uma diminuição de -9,4% no valor de referência.
 
"O maior problema é a queda de consumo pela perda de poder aquisitivo da população e pelo nível elevado de desemprego associados à importação com valores mais competitivos que o nosso", avalia o presidente do Conseleite, Alexandre Guerra, também presidente do Sindilat. O dirigente destacou que o setor precisa de medidas governamentais que ajudem a tirar a pressão de mercado gerada pelas importações. Na avaliação do dirigente, a tendência é de reação, uma vez que o preço mais em conta do leite UHT poderá ajudar a aumentar o consumo.
 
O professor da UPF Eduardo Finamore, responsável pelo levantamento mensal do Conseleite, confirma que a redução na comercialização de leite deve-se à queda da renda do consumidor e também ao excesso de oferta no mercado, que "joga os preços para baixo". 
 
Na avaliação do tesoureiro do Conseleite, Jorge Rodrigues, não é um bom momento para pensar no aumento da escala de produção. "Temos que garantir o que nós produzimos com qualidade e com preço", avalia.
 
Importação e exportação
Durante a reunião do Conseleite, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, apresentou informações referentes à importação e exportação de produtos lácteos no período de janeiro a agosto. Os dados da balança comercial mostram que o volume de leite e outros derivados comprados de fora permanece sendo maior que a quantidade exportada.
 
Sobre os pedidos de compra institucional de leite em pó e de cotas para importação de leite do Uruguai, formalizados recentemente em Brasília, Palharini comenta que, aparentemente, o governo federal não se mostrou sensibilizado já que não deram retorno sobre as demandas. Entretanto, enfatiza a necessidade de o setor persistir. "O setor lácteo precisa efetivamente se mobilizar para não ser moeda de troca em outras negociações internacionais", avalia.
 
Assessor de Política Agrícola da Fetag, Marcio Langer comentou sobre os dados do Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite apresentado na Expointer. Segundo o diagnóstico, nos últimos dois anos, 19 mil produtores deixaram a atividade e 39 pequenas indústrias fecharam as portas. "Precisamos continuar a pressão no governo federal", concordou. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 

Foto: Bruna Karpinski 

 
 
 
Setor lácteo debate perfil do consumidor pós-crise
 
Os impactos da crise no consumo não devem sumir com a retomada da economia. A posição está alicerçada em mudanças concretas vivenciadas pelo consumidor brasileiro nos últimos anos. Segundo o gerente de marketing da Tetra Pak, Luis Eduardo Ramirez, que participou de reunião de associados do Sindilat nesta terça-feira (26/9), o consumidor aprendeu a comprar de uma forma mais inteligente, buscando promoções, transformação bem nítida em todas as classes, incluindo as mais altas. Citou que, em tempos de dificuldade, o consumidor migra de produtos premium para os mais básicos, um movimento que não deve ser retomado logo que o poder aquisitivo se elevar.  O cenário favorece o que  chama de "atacarejo", estabelecimento com venda por quantidade mas mais próximo do consumidor de maior poder aquisitivo. "Nesses canais, o cliente vai menos vezes no mês, mas, quando vai, gasta mais. As classes A e B aprenderam a comprar melhor".
 
Nas classes mais baixas, tem destaque a busca por embalagens menores como forma de minimizar o desembolso imediato. "Muitas vezes, no longo prazo, esse movimento não é o mais econômico. Mas isso nem sempre é racional". Ainda falou sobre mudanças nos hábitos das famílias, que estão menores, mas vivendo mais. "Precisamos trazer mais valor à produção. Não em preço, mas em relação à percepção do consumidor. Devemos entregar o que o consumidor procura e aquilo pelo que ele está disposto a pagar mais".
 
Em relação ao mercado lácteo, pontuou que a tendência em volume é positiva, mas cautelosa. A Tetra Pak projeta aumento de 2% no consumo nacional de leite UHT em 2017. Até 2020, a previsão é de um crescimento médio de 1,8% ao ano até 2020.
 
Dados Emater 
Durante a reunião de associados, o secretário-executivo do Sindilat, Darlan Palharini, ainda detalhou estudo divulgado pela Emater sobre o Relatório Socioeconômico da Cadeia Produtiva do Leite no Rio Grande do Sul. O levantamento foi apresentado na Expointer e indica que o Rio Grande do Sul tem 173 mil produtores com média de 349,5 por município. As propriedades têm, em média, 19 hectares. A Emater ainda indicou atuação de 225 indústrias em solo gaúcho que recebem, juntas, 4,1 bilhões de litros de leite ao ano de uma produção total de 4,47 bilhões de litros no Estado. No encontro,  também foram apresentados dados referentes ao Pub do Queijo, realizado na Expointer. Segundo o presidente do Sindilat, Alexandre Guerra, o projeto deu início a uma participação mais efetiva do Sindilat na exposição. (Assessoria de Imprensa Sindilat)
 
Na foto: Luis Eduardo Ramirez
Crédito: Carolina Jardine

 
 
Receita da Fonterra aumenta em 2017, mas os lucros caem 15%
 
A Fonterra anunciou seus resultados anuais de 2017, que apresentam receita de até NZ$ 19,2 bilhões (US$ 13,96 bilhões), mas o lucro líquido após impostos caiu em NZ$ 745 milhões (US$ 541 milhões), uma redução de 11%.
 
A cooperativa da Nova Zelândia confirmou um pagamento final em dinheiro de NZ$ 6,52 (US$ 4,74) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,54 (US$ 0,39) por quilo de leite] para a estação de 2016/2017. Isso é composto por um preço ao produtor - Farmgate Milk - de NZ$ 6,12 (US$ 4,44) por kgMS [NZ$ 0,51 (US$ 0,37) por quilo de leite] e um dividendo de 40 centavos (US$ 29,08 centavos) por ação.
 
O presidente da Fonterra, John Wilson, disse que a capacidade da Fonterra de manter seu dividendo previsto, apesar do preço do leite ter aumentado 57% ao longo do ano e do impacto dos retornos negativos do fluxo, foi um excelente resultado. "Nós sempre precisaremos gerenciar a variabilidade em nossa cooperativa - tanto nos mercados globais como nas condições de produção local. Nós demonstramos nossa capacidade de lidar com essas condições e cumprir nossa estratégia novamente este ano".
 
Novos investimentos
Ele disse que a transformação contínua do negócio fez uma mudança fundamental na forma como a Fonterra opera, concentrando-se no aumento da eficiência e no desenvolvimento de novos fluxos de receita.
 
O negócio de consumo e serviços alimentícios teve um EBIT normalizado de NZ$ 614 milhões (US$ 446,42 milhões), um aumento de 6% em relação ao ano passado. O diretor executivo da Fonterra, Theo Spierings disse que, no ano passado, a Fonterra anunciou novos investimentos em toda a gama de linhas de produtos para consumidores e food service. Isso incluiu novas linhas de UHT em Waitoa, expansões de manteiga e queijo cremoso em Te Rapa, construção da maior planta de muçarela da cooperativa em Clandeboye, duas novas plantas de queijo cremoso em Darfield e a reabertura de suas plantas de queijo e soro de leite em Stanhope, na Austrália .
 
"O food service, em particular, é um negócio direcionado pela demanda e cada um desses investimentos é apoiado por um crescente livro de pedidos do cliente. Ter a capacidade e agilidade para atender rapidamente a demanda neste segmento é fundamental para o desenvolvimento de relacionamentos com os clientes e é o nosso ingresso no jogo em muitos dos nossos principais mercados", disse Spierings.
 
"Nossa estratégia V3 de impulsionar mais volume para maior Value at Velocity é o centro da nossa ambição e fornece a base para que nós financiemos e impulsionemos a inovação e a criação sustentável de valor. Este ano, a nossa força V3 garantiu a nossa capacidade de proporcionar ganhos sólidos em um ambiente de rápido aumento dos preços do leite".
 
Enquanto o EBIT normalizado de produtos ao consumidor e food service aumentou em NZ$ 614 milhões (US$ 446,42 milhões), a margem bruta caiu em 26,8%. Para sua divisão de ingredientes, o EBIT normalizado diminuiu em NZ$ 943 milhões (US$ 685,63 milhões). O EBIT normalizado da divisão da China aumentou em NZ$ 1 milhão (US$ 727.082).
 
A razão entre a dívida da cooperativa e o EBITDA aumentou de 2,8 em 2016 para 3,5 em 2017, embora esta ainda esteja abaixo da razão de 4,7 em 2015. Os resultados anuais também revelaram o salário da Spierings para 2017 em NZ$ 8,32 milhões (US$ 6,04 milhões).
 
Previsões
O total previsto disponível para o pagamento aos produtores na estação de 2017/18 é NZ $ 7,20- $ 7,30 (US$ 5,23-5,30) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,60-NZ$ 0,61 (US$ 0,43-US$ 0,44) por quilo de leite] composto por uma previsão de Farmgate Milk Price de NZ$ 6,75 (US$ 4,90 ) por quilo de sólidos do leite [equivalente a NZ$ 0,56 (US$ 0,40) por quilo de leite] e previsão de ganhos por ação na faixa de 45-55 centavos (US$ 32,7-39,98 a US$ 0,40) por ação.
 
Globalmente, a Fonterra disse que a perspectiva de produtos lácteos continua forte, com preços melhorados, mas a volatilidade continuará. 
 
Em 26/09/17 - 1 Dólar Neozelandês = US$ 0,72708 
1,37504 Dólar Neozelandês = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

IIº Summit Internacional de Inovação em Alimentos para a Saúde ocorre na Unisinos 
Para discutir a geração de produtos inovadores com as possibilidades de parceria com grandes centros mundiais de pesquisa e estimular a inovação da área de Alimentos e Nutrição, a Universidade do Vale do Rio dos Sinos (Unisinos) promove o IIº Summit Internacional de Inovação em Alimentos para a Saúde. O evento, que é gratuito, ocorre nesta terça e quarta-feira (26 e 27/09), a partir das 13h30min, no Auditório da Unitec, no campus da Unisinos em São Leopoldo (RS). O evento destina-se a alunos e profissionais da área da saúde, nutrição e alimentos, além de empresários da área de alimentos e bebidas. Será distribuído certificado para os inscritos que tiverem 75% de frequência na atividade, que tem total de 12 horas. Confira mais informações e a programação completa pelo link: http://www.unisinos.br/eventos/ii-international-summit-in-nutrition-health-and-nutraceuticals-ex123274-00001. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 

Porto Alegre, 25 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.590

 

  Importância do Leite é tema de peça teatral em Chiapetta

O grupo teatral Espaço da Arte, de Bom Princípio, realizou nesta sexta-feira e sábado (22 e 23/09), em Chiapetta, a peça teatral Mimosa em Chiapetta. Em parceria com o Sindicato da Indústria dos Laticínios do Rio Grande do Sul (Sindilat), o grupo promove apresentações que têm como objetivo mostrar às crianças a importância do leite. "Contamos a história da vaquinha Mimosa. Mostramos para as crianças que o leite não vem da caixinha, e sim, da vaca", explicou Maria Paula Corrêa, coordenadora do teatro Espaço da Arte.

As apresentações de teatro ocorreram em duas edições, uma pela manhã e outra à tarde, no Parque de Rodeio de Chiapetta. De acordo com Maria Paula, cerca de 200 crianças assistiram a peça na sexta-feira pela manhã. "A gente procura mostrar desde o dia a dia do agricultor até as indústrias", explicou, ressaltando o retorno positivo por parte do público.

A parceria do grupo com o Sindilat já ocorre há dois anos. Neste ano, o grupo já passou por eventos do setor em Santo Augusto e Esteio. A atividade conta também com apoio do Fundesa, Fetag, Farsul, Seapi e Mapa. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
Apresentações ocorreram na sexta-feira e no sábado. Foto: Maria Paula Corrêa da Silva

 
Cerca de 200 crianças assistiram a peça na sexta-feira Foto: Maria Paula Corrêa da Silva

Soro de leite se destaca nos mercados emergentes

A demanda por soro de leite continua aumentando e a Glanbia Nutritionals vê a maior oportunidade de crescimento nos mercados emergentes, particularmente a Ásia Pacífico. A Ásia Pacífico lidera o mercado global de soro de leite, registrando crescimento anual de dois dígitos, uma tendência que deverá continuar até 2020, de acordo com a Glanbia.

"Os produtos lácteos nos países desenvolvidos são mais difíceis de competir; os emergentes revelam oportunidades promissoras à medida que evoluem", disse Brian Phelan, CEO da Glanbia Nutritionals, na Conferência Internacional de Whey de 2017 (IWC) em Chicago. Além da Ásia Pacífico, a América do Sul continua mostrando um potencial promissor à medida que os pools de leite tradicionais se expandem, disse Phelan.

Reconhecendo essa demanda, a Glanbia Nutritionals realizou vários investimentos através do crescimento orgânico e através da atividade de fusões e aquisições na categoria de soro do leite, incluindo a expansão planejada para 2018 de sua capacidade de produção de soro do leite de alta qualidade em Idaho.

No início deste ano, a empresa também anunciou planos para construir uma nova fábrica de produção de soro do leite e queijos em Michigan, que, uma vez concluída em 2020, ampliará a capacidade de produção da empresa em 30%. "À medida que esta categoria [nutrição de desempenho] se torna mainstream, adquirimos marcas para participar dessa tendência de ofertas especiais até produtos prontos para misturar", disse Phelan.

Em termos de crescimento de fusões e aquisições na categoria de nutrição esportiva, a Glanbia comprou a Optimum Nutrition por US$ 315 milhões em 2008, fez uma aquisição de US$ 144 milhões da Bio-Engineered Supplements and Nutrition e pagou US$ 153 milhões pela The Isopure Co., fabricante de pós e produtos prontos para beber.

O fornecimento de conteúdo de proteína do soro do leite de um jeito conveniente continuará sendo um foco para Glanbia, disse Phelan. Ele acrescentou que o crescimento explosivo de alimentos fortificados com proteínas e produtos de beber registrado nos EUA provavelmente ocorrerá nos mercados emergentes, mas apenas através de esforços direcionados da indústria de lácteos em torno dos benefícios nutricionais cientificamente pesquisados do soro. "Nós temos que sair e reanimar a indústria e não tomar nada por certo", disse Phelan.

Demanda por soro de leite nos EUA se torna premium
A "premiumnização" das preferências dos consumidores nos EUA estimularam a demanda por novos formatos de produtos que incorporam soro do leite como ingrediente. A Glanbia Nutritionals adicionou recentemente uma proteína de soro de leite hidrolisada e térmica, o ProTherma, ao seu portfólio, designado para o uso em aplicações quentes prontas para misturar, como café, chá, chocolate quente, bebidas de malte e café em cápsula.

O ProTherma é uma proteína de soro hidrolisada aglomerada consistindo de 85% de proteína com baixa lactose e projetada para suportar altas temperaturas, dando-lhe a capacidade de permanecer solúvel e estável quando adicionado a água quente. A proteína do soro hidrolisado foi desenvolvida para responder à demanda por produtos enriquecidos em proteínas, particularmente na categoria global de bebidas quentes, que cresceu 5% em volume entre 2015 e 2016, de acordo com a empresa de pesquisa de mercado Euromonitor International. (As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Produção de leite e lácteos na Argentina

Segundo a Subsecretaría de Lechería do Ministerio de Agroindustria da Argentina (MAGYP), a produção no país foi de 9,90 bilhões de litros em 2016. A produção foi crescente na Argentina de 2003 a 2012, com oscilações pontuais, entretanto caiu 12,5% em 2016. O país vinha com a produção acima de 11 bilhões de litros desde 2011, caindo para menos de 10 bilhões em 2016.

 
  
Esta queda se deu em função das condições climáticas adversas, como excesso de chuva em regiões marcadas pela alta produtividade, levando a perdas consideráveis de pastagens e vacas. A queda na cotação e as dificuldades enfrentadas pelos laticínios argentinos também tiraram muitos produtores e indústrias da atividade. Em 2017, a produção de janeiro a agosto já diminuiu 0,8% em relação ao mesmo período de 2016, o cenário climático que caracterizou o segundo semestre do ano anterior se repetiu no primeiro semestre deste ano, porém com menor intensidade. Neste segundo semestre se espera uma recuperação da produção, com um ligeiro crescimento na comparação com o mesmo período do ano anterior.
 
Exportação 
As exportações de lácteos argentinos foram de 300,72 mil toneladas em 2016, representando um faturamento de US$815,94 milhões, 9,5% e 27,4% menor que em 2015, respectivamente.
 
 
 
Os principais destinos, em faturamento, foram: o Brasil 39%, a Rússia 11%, a Venezuela 10,6% e Argélia 8,3%.
 
Os principais produtos exportados foram: leite em pó integral (45%), soro de leite (22,3%) e queijos (16,6%).
  
 
Segundo o Observatório de la Cadena Láctea de Argentina (OCLA), de janeiro a julho de 2017 o pais embarcou 115,756 mil toneladas de produtos lácteos, 31,8% menos que em 2016 obtendo uma receita de US$374,60 milhões, 15,1% menor que no mesmo período de 2016.
 
O volume acumulado nos primeiros sete meses de 2017 é o menor dos últimos quatorze anos para o mesmo período.
 
Esta queda significativa se deve à baixa produção, melhores preços no mercado interno, aumento nos custos de produção, baixa escala da produtividade industrial e desvalorização da moeda.
 
A Argentina é um dos principais exportadores de produtos lácteos da América do Sul. E o Brasil é o seu principal destino.
 
Em agosto foi prorrogado o acordo para importação de leite em pó da Argentina pelo Brasil que vigorará até maio de 2018. A cota atual é de 54 mil toneladas distribuídas mensalmente durante o período de junho de 2017 a maio de 2018, sendo que os exportadores poderão lançar mão da cota limite de 5 mil toneladas/mês em meses onde a demanda assim exigir.
 
Este tipo de acordo permite previsibilidade nas operações e evitar surtos de importações que pressionem os preços internos.
 
Para 2018, a Argentina pretende se mobilizar para o fim das cotas de exportação vigentes no mercado brasileiro.
 
Considerações finais 
Depois de dois anos atravessando uma das crises leiteiras mundiais mais profundas e prolongadas, e com problemas internos no contexto econômico e deficiências estruturais do setor, a atividade na Argentina começa a se recompor lentamente.
 
Os preços em toda a cadeia têm melhorado e os custos de produção diminuído, embora os efeitos climáticos negativos, ainda fortes em algumas regiões, progressivamente vão ficando para trás. A expectativa é de ligeiro aumento na produção em 2017, na comparação ano a ano. (Scot Consultoria)

RS: capacitação técnica fomenta a bovinocultura de leite entre produtores de Frederico Westphalen

Para estimular e agregar conhecimento aos produtores de leite de Frederico Westphalen, a Emater/RS-Ascar, Prefeitura e Cotrifred promoveram nesta terça-feira (19) uma Capacitação Técnica em Bovinocultura de Leite. A atividade aconteceu na Linha São Paulo, interior de Frederico Westphalen, e reuniu cerca de 50 produtores.

A programação do evento teve início com a participação do médico veterinário da Cotrifred, Thiago Cantarelli, falando sobre as características morfológicas para seleção de vacas leiteiras de alta produção. O tema destacou os 16 aspectos do animal: estatura, angulosidade, força, profundidade corporal, largura de garupa, ângulo de garupa, pernas vista lateral e posterior, ângulo do casco, úbere anterior, altura e largura do úbere posterior, ligamento central, profundidade de úbere, posição e comprimento dos tetos.

Em seguida, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Mateus Stefanello, explanou sobre produção de silagem de alta qualidade, salientando como a alimentação é o componente mais importante no custo de produção do leite, destacando que a qualidade do volumoso ofertado é de vital importância na viabilidade do processo produtivo. Segundo ele, a produção de silagem de milho de boa qualidade é composta de três fases complementares, o plantio e condução agronômica, colheita e ensilagem, desensilagem e fornecimento.

Por fim, o engenheiro agrônomo da Emater/RS-Ascar, Jeferson Vidal Figueiredo, apresentou sobre a implantação, o manejo de pastagem e a nutrição de vacas leiteiras. "Na produção de leite, a atividade é mais complexa e necessita da gestão da propriedade, considerando inúmeros fatores produtivos, como clima, área, manejo, instalações, mercado, máquinas, estrutura do rebanho, entre outros aspectos", explicou Jeferson.

A capacitação técnica em Frederico Westphalen contou com a participação do secretário Municipal da Agricultura, Cleber Cerutti, do vice-presidente da Cotrifred, Dari Luis Albarello, e da extensionista social da Emater/RS-Ascar, Vera Izabel Cancian. Para o secretário da Agricultura de Frederico Westphalen, a realização do evento faz parte de um esforço das entidades promotoras para fomentar e desenvolver a cadeia produtiva do leite no município. "A nossa intenção é realizar em outras comunidades eventos nesse formato e promover ações para fomentar cada vez mais a cadeia produtiva do leite, levando aos agricultores ferramentas para desenvolver e melhorar a atividade", comentou Cerutti.

O secretário reforçou ainda, o convite aos agricultores para participarem do Dia de Campo que acontecerá nesta sexta-feira (22), na propriedade do jovem produtor, Cassiano de Pellegrin, na Linha Ponte do Pardo. Em novembro, no dia 21, acontece o 5º Fórum Itinerante do Leite, evento que agregará conhecimento e boas experiências às famílias produtoras de leite da região. (Fonte: Emater/RS)

 

UE x Mercosul
O setor lácteo do Mercosul está otimista com a retirada dos laticínios das negociações com a União Europeia (UE). No início do próximo mês haverá uma reunião chave para tratar do assunto em Brasília, onde os negociadores de ambos os países farão um intercâmbio de ofertas. Nesse encontro, representantes do Instituto Nacional do Leite (Inale) apoiarão os negociadores diplomáticos, segundo confirmou a El País, o presidente do Inale, Ricardo De Izaguirre. "A pretensão é que os lácteos que hoje estão dentro do acordo, sejam retirados", explicou Izaguirre. Da mesma forma, os produtores de leite do Brasil - o produtor mais forte -, Argentina, Paraguai, Chile e também os uruguaios estão muito preocupados com as pressões da UE que querem manter os lácteos dentro do acordo comercial. Esta é a meta dos produtores de leite do velho continente, que recebem subsídios para manter a produção. Esta semana, o presidente da Associação Nacional dos Produtores de Leite (ANPL), Wilson Cabrera, considerou que "seria bom ter contato com os produtores brasileiro porque existem temas no Tratado de Livre Comércio entre o Mercosul e a União Europeia (UE) que também afetarão os vizinhos". Cabrera avalia que se entrar no Uruguai lácteos subsidiados pela UE, o prejuízo para os produtores de leite do Mercosul será muito elevado. "Não tenho nenhuma dúvida de que seria bastante prejudicial aos produtores de leite do Mercosul, que possuem custos de produção muito elevados", alertou o titular da ANPL. (El País - Tradução livre: Terra Viva)

 

Porto Alegre, 22 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.589

 

  Competitividade/Uruguai 

O presidente da Associação Rural do Uruguai (ARU), Pablo Zerbino, defendeu "competitividade, competitividade, competitividade", estabelecendo um paralelo com o discurso de posse do ex-presidente José Mujica na Assembleia Geral, quando propôs "educação, educação, e educação". No discurso, que abordou diferentes aspectos vinculados à produção agropecuária, à política nacional e internacional, mas também a temas sociais como fome, pobreza, e moradia, Zerbino destacou que a atual situação de perda de competitividade lembra momentos anteriores a crises profundas, como a vivida pelo país, em 2002. O dirigente destacou que muitos produtores estão ficando pelo caminho, sobretudo os com menores recursos, e nesse sentido disse que nos últimos 10 anos foram fechadas 502 fazendas de leite no Uruguai. 

Acrescentou que o setor agropecuário não é problema, e se deixarem pode ser parte da solução. Além do mais, alertou que o setor está em uma situação de tal fragilidade que qualquer advento adverso, seja climático, sanitário ou de mercado, pode ser mortal. O presidente da ARU manifestou a preocupação da entidade com a crise que atravessa o setor leiteiro, com o fechamento de indústrias, propriedades e postos de trabalho, além do grande endividamento que atualmente equivale a todo o rebanho de vacas de leite do país. Ressaltou a grande perda de rentabilidade do setor agropecuário, documentada por instituições como o Instituto Plano Agropecuário e Fucrea. 

Mostrou também que o grande peso salarial leva a cortes de mão de obra e perda de produtividade. Zerbino salientou que existe lastro para créditos, mas que houve perda na capacidade de pagamento. Destacou a grande produção de soja e de arroz da última safra, mas, alertou que os arrozeiros estão indo produzir em outros países porque no Uruguai não conseguem rentabilidade. "Parece que os produtores uruguaios são os primeiros da classe a fazerem os deveres, mas, os últimos a receberem as notas", afirmou. Por outro lado, Zerbino destacou a importância da exportação de gado em pé para sustentar o preço do bezerro, produção do setor de recria, o elo que, historicamente, foi o menos favorecido na cadeia pecuária.

Economia
O presidente da ARU disse que o governo usa o câmbio com âncora para controlar a inflação, e isto aumenta os custos em dólares do país. O Uruguai está caro em dólares e aumenta a pressão fiscal, gerando impostos que não estão relacionados com o espírito da reforma tributária, que é vincular a arrecadação à renda. Segundo a ARU o Impostos sobre o Patrimônio não deveria existir, porque o setor está sendo tributado na renda e pela Contribuição Territorial Rural. Zerbino considerou que deve ser mais eficiente no gasto, antes de buscar arrecadar mais. Disse que se deveria aprender com o Chile, país que boa poupança, para resistir os maus momentos. "A riqueza antes de ser repartida, precisa ser gerada", disse Pablo Zerbino, e acrescentou que são geradas através de empresas privadas, de forma genuína, com educação e com trabalho. "Tropeçamos outra vez, e na mesma pedra. O Uruguai parece conviver com a desvalorização cambial. É algo que está no DNA", afirmou.

Inserção internacional
Destacou que em matéria de inserção internacional o Uruguai retrocede, enquanto outros países avançam com estratégias comerciais. A participação do Uruguai no contexto internacional é muito pouco ou quase nada. As sólidas relações comerciais da Austrália e Nova Zelândia tornam a competição do Uruguai mais difícil. O principal limitante do Uruguai é o comércio ineficiente, e é necessária maior inserção internacional para participar adequadamente do comércio mundial. As pequenas economias são grandes exportadoras, e para ter sucesso a participação das exportações no PIB ficam em torno de 55%. A exportação no PIB do Uruguai é de 23%.

Políticas
Os preços dos combustíveis e da energia elétrica devem ser equivalentes aos preços de exportação e não devem ser utilizados com fins de arrecadação, disse Zerbino, aproveitando para protestar contra a postergação de investimentos em infraestrutura, que qualificou como fundamentais para o desenvolvimento do país. A ARU pleiteia, além disso que não se pode destinar recursos para educação sem metas concretas de realizações no médio prazo. Não faltou no discurso da ARU o tema da insegurança, e desta vez não foi feito referência a roubos de gado, mas, aos assaltos, que geram grande preocupação para a entidade. Outra preocupação é com o atraso nas aprovações de novos produtos biotecnológicos de soja e milho, tecnologias transgênicas que foram aprovadas em países concorrentes e que ao nível local continuam sendo discutidos. Nesse sentido Zerbino disse que não existem argumentos técnicos, nem sanitários, que impeçam a aprovação dessas tecnologias. O empresário defendeu a exportação de gado em pé, por ser um produto de grande inovação e desenvolvimento, porque com o gado se exporta muito valor agregado. "Queremos que os empresários continuem produzindo com confiança para servir melhor a uma crescente demanda mundial", destacou.

Consciência agropecuária
O presidente da entidade organizadora da Expo Prado se mostrou otimista e que não perde a esperança de que algum dia a população do Uruguai entenda que o planejamento é de grande importância para o crescimento econômico. Disse que o agronegócio é subestimado, quando se diz que não gera valor. Explicou que o início da agregação de valor da produção é o melhoramento genético, e destacou que os grandes campeões no pátio da exposição, eram a prova disso.

Projetar o mundo de 2050
Na segunda parte de seu discurso Zerbino convidou todos a projetar o mundo de 2050, e levou parte de um estudo realizado pela FAO. O documento destaca que a população urbana atualmente representa 49% do total, e que em 2050 passará a ser 70%, com maior poder aquisitivo, e essa população deverá ser alimentada. Mas, segundo as análises, em 2050, não serão solucionados os problemas da alimentação do mundo se os governos não aplicarem políticas de apoio aos agricultores. O presidente da ARU é da opinião de que o panorama internacional é bom para a produção de alimentos. Acrescentou que 85% das exportações de bens são agroindustriais, e o agro é o setor mais dinamizador da economia. "Quando o campo vai bem, o país também vai", disse. Insistiu que a eliminação da fome e da pobreza é um grande desafio mundial, e um compromisso para um país que produz alimentos.

Reconhecimentos
O presidente da ARU disse que recebeu com grande satisfação a notícia da abertura do mercado dos Estados Unidos para a carne ovina com osso, e destacou a grande colaboração que a entidade, assim como outras instituições, para alcançar esse mercado. Também destacou como algo positivo a prorrogação da bancarização obrigatório do agro, fato que geraria grandes inconvenientes para os produtores e assalariados rurais. Zerbino homenageou as mulheres rurais no Ano Internacional da Mulher; também os jovens que integram a Associação Rural de Jovens do Uruguai (ARJU), a quem agradeceu a colaboração para a realização da Expo prado, e aos diferentes meios de comunicação pela cobertura da feira. (El Observador - Tradução Livre: Terra Viva)

Arrecadação mostra recuperação e cresce 10% 

A melhora econômica mostrada em indicadores como aumento da produção, vendas no comércio e da massa salarial - somada ao desempenho dos programas de refinanciamento de dívidas (Refis) - fez a arrecadação de impostos dar sinal mais forte de recuperação em agosto. O crescimento no mês foi 10,78% (em relação a um ano antes), totalizando R$ 104,206 bilhões. Foi o melhor desempenho para o mês nos últimos dois anos. No acumulado do ano, a arrecadação chega a R$ 862,739 bilhões, alta de 1,73%. Segundo o chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, Claudemir Malaquias, o resultado demonstra o "rompimento da inércia recessiva". A melhora na atividade também levou à expectativa de melhores resultados de empresas e bancos, o que impulsionou a arrecadação sobre o lucro (IRPJ/CSLL). 

Além da melhora na atividade, ajudaram os números fatores como o aumento da alíquota de PIS/Cofins sobre combustíveis. "Podemos dizer que o resultado em agosto foi impactado fortemente pelo aumento da arrecadação dos tributos sobre o lucro, pela receita dos parcelamentos, pela elevação de alíquotas sobre combustíveis, pela atividade econômica como um todo e pelos trabalhados da administração tributária", destacou Malaquias. "Os números permitem analisar que a arrecadação até aqui está sendo puxada pela atividade econômica", disse. "Se a recuperação mantiver o patamar para os próximos meses, certamente a arrecadação será positiva." Os programas de parcelamentos especiais de dívida, conhecidos como Refis, contribuíram com R$ 3,017 bilhões para a arrecadação no mês passado. O prazo para adesão do programa em vigor termina em 29 de setembro. No acumulado do ano, a ajuda chegou a R$ 5,455 bilhões. Outro fator que chamou a atenção em agosto foi o comportamento da arrecadação de IRPJ/CSLL (excluindo o efeito dos parcelamentos especiais), cuja arrecadação teve aumento de 15,37% somando R$ 11,498 bilhões. Considerando os efeitos do parcelamento das dívidas, o aumento foi de 24,6% somando R$ 12,711 bilhões. 

Segundo Malaquias, os bancos e as empresas estão com a expectativa de que terão um lucro maior neste ano e esse comportamento está relacionado à atividade econômica e expansão dos negócios. No mês passado, o recolhimento de IRPJ/CSLL com base na estimativa mensal registrou um aumento de 29,36% somando R$ 7,395 bilhões. Desse total, R$ 2,729 bilhões foram pagos pelo setor financeiro (aumento de 43,48% ante mesmo mês de 2016) e R$ 4,667 bilhões pelas demais empresas (22,32%). "O recolhimento de estimativa em agosto foi positivo, de perspectiva de realização de lucros pelas empresas, que estimam um resultado mais positivo, mais favorável, para o ano. Há expectativa de lucro maior e isso está atrelado à atividade econômica e expansão dos negócios", explicou Malaquias. Em julho, por exemplo, a arrecadação de IRPJ/CSLL por estimativa do setor financeiro teve desempenho fraco, comportamento que continua sendo investigado pela Receita. "Agora que está se consolidando o aquecimento em diversos setores", frisou, acrescentando que os dados da Receita mostram que uma recuperação mais ampla da economia está alcançando todos os setores econômicos. 

A arrecadação no mês passado também foi afetada pelo aumento das alíquotas do PIS/Cofins-Combustíveis, que rendeu R$ 1,851 bilhão à Receita Federal, um aumento de 72,71% na comparação com o mesmo mês de 2016. O chefe do Centro de Estudos Tributários e Aduaneiros, explicou que, mesmo que fossem excluídas receitas como do IRPJ/CSLL, programas de parcelamentos especiais e o aumento da alíquota de PIS/Cofins-Combustíveis, a arrecadação de impostos em agosto registraria um crescimento real de 5,57% na comparação com o mesmo mês do ano passado. Ou seja, isso demonstra que a recuperação da economia realmente está ajudando a alavancar as receitas. (Valor Econômico)

 
 
 
Leite continua sendo alimento básico dos americanos, apesar da queda no consumo

O consumo per capita de bebidas à base de leite de vaca tem caído há muitos anos e a taxa de declínio também se acentuou nos últimos anos. O consumo per capita caiu a uma taxa média anual de 0,9% entre 1995 e 2010, mas a taxa de declínio aumentou para 2,6% entre 2010 e 2015. Ao contrário do leite de vaca, as vendas de bebidas à base de plantas estão em ascensão e ganhando mais espaço no corredor de lácteos. Esses produtos incluem amêndoa, soja, coco, caju, arroz e outras bebidas à base de plantas.

Um relatório recente do Serviço de Pesquisa Econômica (ERS) do Departamento de Agricultura dos Estados Unidos (USDA), "Em diferentes trajetórias: um olhar sobre as vendas de leite de vaca e sobre os análogos à base de plantas" destaca as recentes tendências de consumo de leite de vaca e análogos vegetais com base em dados das famílias.

Os dados podem ser usados para examinar as compras no nível doméstico de todos os itens de supermercado, por isso é útil para comparar os padrões de consumo de leite de vaca e bebidas à base de plantas. Os dados indicam que, mesmo que o consumo de leite de vaca tenha diminuído, esse ainda é um alimento básico na maioria das casas americanas.

Em 2015, os dados do Industrial Research Institute (IRI) ilustram que 92,2% dos consumidores compraram leite de vaca e 32,2% compraram uma bebida vegetal em algum momento durante o ano. De acordo com o ERS, 89,7% das famílias que compraram uma ou mais das bebidas vegetais também compraram leite de vaca.

Apenas 3,3% das famílias compraram uma ou mais bebidas vegetais, mas nenhum leite de vaca. Os dados do IRI mostram que as bebidas vegetais são geralmente mais caras do que o leite de vaca. Em 2015, meio galão [1,89 litros] de leite de vaca era vendido por US$ 2,42, em média. Os preços médios do leite de amêndoa, soja e outros produtos vegetais foram de US$ 2,87, US $ 2,98 e US $ 3,03 por meio galão, respectivamente.
 
Os dados do IRI mostram que a participação de mercado do leite de vaca caiu de 94,3% em 2013 para 92,4% em 2015. Ao mesmo tempo, a participação de mercado de bebidas de amêndoas passou de 3,4% para 5,1%, enquanto as bebidas de soja caíram de 1,8% para 1,4%. As vendas de outras bebidas vegetais aumentaram de 0,4% para 1,1%.

É interessante notar que grandes companhias de lácteos - como DannoneWave e Lactalis - têm fortes interesses comerciais em bebidas vegetais. E, enquanto a Califórnia é o Estado de maior produção de leite dos EUA, é também o líder na produção de amêndoas. (As informações são do Daily Dairy Report e USDA, traduzidas pela Equipe MilkPoint) 

 
 

Uruguaios e europeus ameaçam leite brasileiro
Além da entrada leite em pó do Uruguai, os produtores brasileiros agora sofrem ameaça da importação de produtos lácteos da União Europeia. O assunto é antigo e voltou a ser pauta depois da operação Carne Fraca, quando o governo europeu usou o leite como moeda de troca para compra de carne bovina do Brasil. De Porto Alegre, o secretário executivo do Sindilat, Darlan Palharini, comenta. CLIQUE AQUI para assistir ao vídeo. (Canal Rural)
 

 

Porto Alegre, 21 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.588

 

   Conseleite/SC

A diretoria do Conseleite Santa Catarina reunida no dia 21 de Setembro de 2017 na cidade de Joaçaba, atendendo os dispositivos disciplinados no artigo 15 do seu Estatuto, inciso I, aprova e divulga os preços de referência da matéria-prima leite, realizado no mês de Agosto de 2017 e a projeção dos preços de referência para o mês de Setembro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão, bem como o maior e menor valor de referência, de acordo com os parâmetros de ágio e deságio em relação ao Leite Padrão, calculados segundo metodologia definida pelo Conseleite-Santa Catarina. (Faesc)

 
Declaração de Roterdã

A DairyNZ, a Associação das Indústrias de Laticínios da Nova Zelândia (DCANZ) e o Ministro da Indústria, endossaram a Declaração dos Lácteos de Roterdão. A Declaração foi estabelecida no encontro da Cúpula Mundial de Láteos realizada em Roterdã no mês de outubro de 2016. 

A declaração - da qual são signatários da Federação Internacional de Lácteos (IDF) e a Organização das Nações Unidas para Alimentação e Agricultura (FAO) - sinaliza para o compromisso de alimentar o mundo com produtos seguros e sustentáveis, e melhorar a sustentabilidade.

Apoio do setor lácteo
Kimberly Crewther, diretora executiva da DCNAZ, disse que endossar a declaração é um sinal do forte apoio à Agenda de Sustentabilidade 2030 das Nações Unidas e reconhecer o importante papel do setor lácteos em contribuir para os esforços globais no desenvolvimento sustentável. "Nos sentimos honrados em trabalhar com os membros da IDF e FAO para atingir os resultados propostos pela Declaração a alcançar os Objetivos de Desenvolvimento Sustentável", disse Crewther. A Declaração destaca áreas nas quais o setor lácteo pode contribuir para alcançar os Objetivos de Um Desenvolvimento Sustentável nos aspectos econômico, social, ambiental e saúde. O representante do Ministério da Indústria, Martyn Dunne observou que a Nova Zelândia está engajada no esforço coletivo global para promover a eficiência no uso dos recursos naturais, e no combate às mudanças climáticas.

Tim Mackle, diretor executivo da DairyNZ, disse que a declaração reconhece a importante contribuição econômica do setor leiteiro para atingir as metas de desenvolvimento sustentável para os agricultores e toda comunidade mundial. Crewther também parabenizou o foco da declaração no que diz respeito às dimensões sociais e sanitárias dos produtos lácteos, e o papel que desempenham para uma dieta equilibrada, nutritiva e saudável. "Como líder na produção de lácteos nutritivos, seguros e sustentáveis, continuaremos a trabalhar para apoiar o desenvolvimento dos padrões globais, com políticas e práticas baseadas na ciência para aprimorar a segurança alimentar", disse ela. (Dairy Reporter - Tradução Livre: Terra Viva)

Márcio Atalla fala sobre o consumo de lácteos no Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite

O preparador físico Márcio Atalla palestra na abertura oficial do VII Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite, dia 07 de novembro, em Chapecó - SC. "A importância do consumo de produtos lácteos" será o tema da apresentação do profissional, que é formado em Educação Física, com especialização em Treinamento de Alto Rendimento e é pós-graduado em Nutrição, pela USP.

Além disso, Atalla é colunista de vários veículos de comunicação e realiza palestras Brasil afora disseminando a importância da prática regular de esportes e atividade física e uma alimentação balanceada. O evento tem a parceria #BebaMaisLeite

O VII Simpósio Brasil Sul de Bovinocultura de Leite será realizado nos dias 07, 08 e 09 de novembro, no Centro de Eventos Plínio Arlindo de Nês, em Chapecó -SC. O público do evento técnico é formado por profissionais médicos veterinários, zootecnistas e agrônomos das indústrias e cooperativas da Região Sul. O Núcleovet - Núcleo Oeste de Médicos Veterinários e Zootecnistas organiza o SBSBL.

A programação científica do SBSBL reunirá grandes especialistas da área para tratar de temas como gestão financeira e de recursos humanos na qualidade do leite, melhoramento genético e nutrição em rebanhos leiteiros. O evento discutirá ainda prevenção de doenças que afetam a qualidade do leite e os custos da propriedade, como a mastite. Na abertura oficial, dia 07 de novembro, Marcio Atalla apresentará palestra sobre a importância do consumo de produtos lácteos.

Paralelo à programação científica, será realizada a Milk Fair, uma feira focada em sanidade, nutrição, manejo e tecnologias para bovinocultura leiteira. As principais empresas do setor estão confirmadas como expositoras. (O Presente Rural)

Consumo/AR 

Poderão ser comprados até 600 milhões de litros por ano para oferecer um copo de leite nas escolas. É uma iniciativa de De Angeli com a anuência da Agroindústria e Desenvolvimento Social. Um copo de leite para reduzir os efeitos da crise. Essa é a ideia que está sendo analisada pelo governo da Argentina para ajudar os pequenos e médios produtores do país, e garantir o consumo de um produto essencial a milhões de crianças em idade escolar. Existem várias propostas, mas o projeto mais concreto é o do senador Alfredo De Angeli (PRO) e, segundo seus assessores, tem o aval do Ministério da Agroindústria, ocupado por Ricardo Buryaile, e da ministra do Desenvolvimento Social, Carolina Stanley. 

Atualmente, está na fase de avaliação de custos com as distintas áreas envolvidas no assunto. Na Subsecretaria de Lácteos já dão como um tema certo para a agenda 2018. Estima-se que a compra a pequenos e médios produtores significaria 6% da produção total. Tomando por base as estatísticas de 2016 (um dos anos de menor produção, menos de 10 bilhões de litros), a medida absorveria 600 milhões de litros de leite. O projeto, no entanto, não foi apresentado oficialmente. "De Angeli quer que seja viável antes de leva-lo ao Congresso", assegurou a equipe do Senador, que, como presidente da Comissão de Agricultura, Pecuária e Pesca recebe as constantes reivindicações dos produtores. Representantes do setor leiteiro já estão informados da iniciativa e deram sua opinião, mas, serão novamente convocados quando o Governo estiver com tudo pronto.

Fontes ligadas a De Angeli confirmaram que já foi feita consulta ao ministro da Ciência, Tecnologia e Inovação, Lino Barañao; à empresa Tetrapak, para o envase de leite longa vida, e a associações de pequenos e médios produtores. "É uma solução para eles, que são os que estão abandonando a atividade", explicaram. (Infortambo - Tradução livre: Terra Viva)

 
 
Curitiba-PR recebe o VII Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite

A cidade de Curitiba-PR será novamente o palco do Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite - CBQL. O objetivo do CBQL é promover a pesquisa e a educação relacionadas à qualidade do leite e seus derivados, disponibilizando informações para a cadeia produtiva, no sentido de assegurar a prevenção e o controle da mastite nos rebanhos, proporcionar alimentos seguros e de boa qualidade para a população e respeitar o meio ambiente. Confira a programação do evento deste ano.


Fonte: https://congresso.cbql.com.br/ 
 
O Congresso Brasileiro de Qualidade do Leite, que está em sua sétima edição, será realizado nos dias 28 e 29 de setembro no Centro de Eventos do Sistema FIEP, sob a coordenação da diretoria executiva do CBQL, em parceria com empresas inseridas no negócio de leite.

O evento discutirá temas relevantes à cadeia produtiva do leite, além de debater novas proposições buscando sempre a melhoria da qualidade do leite no Brasil e, ao mesmo tempo, um espaço para a apresentação dos avanços obtidos pela comunidade científica que trabalha na área. Faça sua inscrição pelo site: www.congresso.cbql.com.br . (Scot Consultoria)

Leite: custo de produção sobe pelo segundo mês consecutivo
O índice de custo de produção da Scot Consultoria para a atividade leiteira teve alta de 0,8% em setembro, em relação a agosto deste ano. Este foi o segundo mês consecutivo de aumento nos custos. A alta nas cotações dos concentrados, com destaque para o milho, foi o principal motivo deste movimento. A expectativa é que no curto prazo, as cotações do grão e de outros alimentos concentrados exerçam pressão de alta sobre os custos de produção da atividade. O clima seco e as pastagens em condições ruins colaboram com este cenário, já que aumentou a necessidade de suplementação dos animais. Com as quedas esperadas no preço do leite ao produtor nos próximos pagamentos, a expectativa é de estreitamento da margem para o produtor. Apesar da alta nos dois últimos meses, os custos de produção estão 12,8% abaixo na comparação com setembro do ano passado. (Canal Rural)

Porto Alegre, 19 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.587

 

   GDT: volume cresce, assim como o descolamento de preços entre o leite em pó integral e o desnatado

No leilão da Global Dairy Platform (GDT) desta terça-feira (19/09), os preços médios dos derivados lácteos subiram pela segunda vez consecutiva, algo que não ocorria desde o leilão de 06/06/2017 e fecharam em US$ 3368/tonelada, leve alta de 0,9% em relação ao último leilão. 

Neste leilão, o destaque vai para o AMF (Anhydrous Milk Fat), com alta de 5,3% em relação ao último. Negociada a US$ 6764/tonelada, a gordura vem em forte alta desde abril/2016. Já a lactose, que vinha de boa valorização no leilão passado (5,1%), voltou à tendência de queda, fechando em US$759/tonelada, diminuição de quase 4%. 

Os leites em pó aumentaram ainda mais seu descolamento. O leite em pó integral voltou a subir (0,6%), e fechou o leilão a US$ 3122/tonelada. Agora, o seu descolamento em relação ao desnatado é de 62,6%; o desnatado, por sua vez, fechou a US$ 1920/tonelada, amargando nova queda, dessa vez de 1,2%. 

Neste leilão, o volume negociado subiu mais uma vez, para 34.117 toneladas de produtos lácteos, o maior valor desde setembro/2016. 

O mercado futuro do leite em pó integral pareceu reagir às quedas dos últimos leilões. Apesar das leves quedas vistas nos contratos de novembro/17 e fevereiro/18 (0,1% e 0,3% respectivamente), neste leilão, a maioria dos contratos tiveram elevação, com destaque ao de outubro/2017, que subiu 5%, após ter caído mais de 3% no último leilão. (Milkpoint/GDT)

 
 Conseleite/MS

A diretoria do Conseleite - Mato Grosso do Sul reunida no dia 15 de setembro de 2017, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima, referente ao leite entregue no mês de agosto de 2017 e a projeção dos valores de referência para leite a ser entregue no mês de setembro de 2017. Os valores divulgados compreendem os preços de referência para o leite padrão levando em conta o volume médio mensal de leite entregue pelo produtor. (Famasul)

 

Conseleite/PR

A diretoria do Conseleite-Paraná reunida no dia 19 de Setembro de 2017 na sede da FAEP na cidade de Curitiba, atendendo os dispositivos disciplinados no Capítulo II do Título II do seu Regulamento, aprova e divulga os valores de referência para a matéria-prima leite realizados em Agosto de 2017 e a projeção dos valores de referência para o mês de Setembro 2017, calculados por metodologia definida pelo Conseleite-Paraná, a partir dos preços médios e do mix de comercialização dos derivados lácteos praticados pelas empresas participantes.

 

Os valores de referência indicados nesta resolução para a matéria-prima leite denominada "Leite Padrão", se refere ao leite analisado que contém 3,50% de gordura, 3,10% de proteína, 400 mil células somáticas /ml e 300 mil ufc/ml de contagem bacteriana. Para o leite pasteurizado o valor projetado para o mês de Setembro de 2017 é de R$ 2,2058/litro. Visando apoiar políticas de pagamento da matéria-prima leite conforme a qualidade, o Conseleite-Paraná disponibiliza um simulador para o cálculo de valores de referência para o leite analisado em função de seus teores de gordura, proteína, contagem de células somáticas e contagem bacteriana. O simulador está disponível no seguinte endereço eletrônico: www.conseleitepr.com.br. (Conseleite/PR)

 
 
Governo Estadual incentiva o desenvolvimento da cadeia produtiva do Queijo Minas Artesanal
 
Com o incentivo da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Minas Gerais (Fapemig), pesquisadores estão sendo convidados a elaborar propostas que contribuam para sustentabilidade e a melhoria da qualidade do queijo artesanal em toda a cadeia produtiva. A chamada pública 08/2017, Queijo Artesanal: Tecnologias para o seu Aprimoramento, já está aberta e os pesquisadores interessados têm até o dia 16 de outubro para encaminhar os projetos. Ao todo, R$ 1 milhão será destinado às propostas aprovadas. "Existem várias questões que precisam ser estudadas para ter um padrão de qualidade que respeite as características do queijo. Isso é muito importante, que existam padrões. 
 
A padronização permitirá a abertura para novos mercados", acredita o diretor de Ciência, Tecnologia e Inovação da Fapemig, professor Paulo Sérgio Lacerda Beirão. As propostas de investigação podem relacionar-se a diferentes linhas temáticas: qualidade do leite para produção do queijo artesanal; processos de higienização; condições de acondicionamento, armazenamento, transporte e comercialização; entre outras. No entanto, o professor Beirão alerta para um ponto importante: as propostas devem ter resultados úteis e aplicáveis.
"Essa chamada tem uma caraterística que difere das demais. Ela exige que, como parte do projeto, os pesquisadores coloquem os mecanismos desenvolvidos a serviço da produção, como algo útil e aplicável. Tem que impactar na qualidade e aprimoramento do queijo", enfatiza o Paulo Beirão. "Essa é uma oportunidade de agregar toda nossa competência, desde a área de produção do leite até a garantia de qualidade para lidar com o gado leiteiro", acrescenta o professor. CLIQUE AQUI para acessar a íntegra da chamada. Dúvidas podem ser encaminhadas para a Central de Informações da Fapemig pelo e-mail ci@fapemig.br. (Diário de Araxá)

NO RADAR
Recuperação à vista? O valor pago pela saca de milho está em elevação, segundo o indicador Esalq/BM&FBovespa. No acumulado dos primeiros 15 dias do mês, a alta é de 5,7%. Reflexo do fato de os produtores continuarem retraídos nas vendas, de olho na próxima safra e no ritmo intenso das exportações.(Zero Hora)

Porto Alegre, 18 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.586

 

   Leite uruguaio provoca discussão sobre bloco

O crescimento da importação de leite do Uruguai, e a discussão do governo brasileiro sobre a adoção de cotas e até uma possível retirada do produto do acordo de livre comércio, colocou em debate as regras do Mercosul, bloco econômico formado com base na livre circulação de bens entre os seus cinco países membros. Para especialistas em comércio internacional, as possibilidades do governo brasileiro em relação ao caso são limitadas. Eles defendem que, antes de adotar barreiras, o Brasil garanta condições de produção mais competitivas e incentive o consumo do produto. 

Para o professor Argemiro Luís Brum, coordenador da Central Internacional de Análises Econômicas e de Estudos de Mercado Agropecuário, da Unijuí, o leite, no contexto das regras do Mercosul, deveria circular livremente. No entanto, ressalta que o Brasil tem a possibilidade de negociar para convencer os uruguaios da necessidade das cotas. Outra alternativa seria obter a comprovação da triangulação de leite no Uruguai, a partir da matéria-prima de outros países, o que é ilegal. 

A prática de dumping é outra reclamação do setor produtivo gaúcho. Ela ocorre quando um produto é colocado à venda a um preço inferior ao de mercado. Mas, segundo Brum, a denúncia deve levar em conta a comparação entre o preço do produto no Rio Grande do Sul e o custo de produção dele no Uruguai. "O certo seria que a nossa atividade leiteira conseguisse ser mais competitiva, alcançasse um poder de competitividade superior ou igual ao que vem do Uruguai, para não precisar destes artifícios", recomenda o especialista. 

O professor Paulo Waquil, do Departamento de Economia da Ufrgs, acredita que a adoção de barreiras poderia apresentar resultados momentâneos, mas sem resolver a questão do excedente do produto no mercado. "A postura que considero adequada é de diálogo e de negociação, não para barrar a entrada do produto, mas para que tenhamos condições de competição semelhantes", observa. Neste sentido, considera positiva a revogação d o decreto estadual 53.059/2016, que contava com uma obrigação tributária mais favorável para a importação do produto. 

A normalização, no entanto, vai depender da demanda, conforme Waquil - já que nos últimos anos houve acréscimo na produção, enquanto o consumo se manteve estável ou com pequenas reduções. Uma das alternativas, segundo ele, seria a atuação em bloco, com Uruguai e Argentina, para exportar o excedente a outros países. (Correio do Povo)

 
 Projeto investirá em pesquisa e capacitação de agricultores na Serra

A Secretaria da Agricultura (Seapi), por meio do Departamento de Diagnóstico e Pesquisa Agropecuária (DDPA), assinou, nesta sexta-feira (15/9), um convênio para implantar o Projeto Integrado de Pesquisa Agrícola e Capacitação de Agricultores, Técnicos e Extensionistas Rurais na serra gaúcha. Fazem parte do acordo a Emater, o Senar e a Universidade de Caxias do Sul (UCS). O projeto tem como objetivo estabelecer ações conjuntas de pesquisa aplicada e capacitação técnica para a região da serra, utilizando a estrutura do Centro de Pesquisa Celeste Gobbato, em Fazenda Souza, distrito de Caxias do Sul.

A partir deste convênio, a ideia é desenvolver pesquisas agrícolas com foco na demanda local, futuramente servindo de base para a realização de cursos de capacitação e treinamento para os produtores. De acordo com o secretário da Agricultura, Ernani Polo, o projeto desenvolverá pesquisas em diversas áreas da produção agropecuária, inclusive no setor lácteo. "Todas as atividades, seja ela a produção de leite ou outras, terão espaço", garantiu Polo reforçando que o objetivo da iniciativa é fortalecer, fomentar e capacitar produtores e técnicos por meio do Senar e da Emater. 

Aproximadamente R$ 7 milhões serão investidos no projeto, destinado à compra de estufas de alta tecnologia e instalação de parreiras modelo, entre outras medidas para o desenvolvimento de pesquisas, além da construção de um pequeno auditório para realização de palestras de capacitação e dias de campo. O convênio terá a participação de 50 técnicos para auxiliar cerca de 2,5 mil agricultores, produtores e técnicos rurais. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

 
 
 
Governo da Índia vai investir US$ 1,7 bilhão na indústria de lácteos

O Comitê de Assuntos Econômicos da Índia, presidido pelo primeiro-ministro Shri Narendra Modi, aprovou um Fundo de Desenvolvimento de Infraestrutura e Processamento de Lácteos (DIDF) com um investimento de Rs$ 108,8 bilhões (US$ 1,69 bilhão) no período de 2017-18 a 2028-29. O DIDF será criado com o Banco Nacional de Agricultura e Desenvolvimento Rural (NABARD).

Do total, Rs 80 bilhões (US$ 1,24 bilhão) serão um empréstimo do NABARD para o Comitê Nacional de Desenvolvimento de Lácteos (NDDB) e Cooperação Nacional para o Desenvolvimento de Lácteos (NCDC).

O NABARD desembolsará Rs 20 bilhões (US$ 311 milhões), Rs 30 bilhões (US$ 467 milhões) e Rs 29,9 bilhões (US$ 465 milhões) em cada um dos próximos três anos. O projeto do DIDF se concentrará na construção de um sistema eficiente de compra de leite, criando uma infraestrutura de refrigeração; instalando equipamentos eletrônicos de teste de adulteração de leite e criando, modernizando e expandindo a infraestrutura de processamento e instalações de fabricação de produtos de valor agregado para uniões de produtores de leite e empresas produtoras de leite. O projeto será implementado pelo NDDB e NCDC.

Uma célula de implementação e monitoramento (IMC) localizada no NDDB gerenciará a implementação e o monitoramento das atividades do projeto no dia a dia. Os mutuários finais receberão empréstimos com 6,5% de juros por ano. O período de reembolso será de 10 anos com uma moratória inicial de dois anos. Os respectivos governos estaduais garantirão o reembolso do empréstimo. O investimento beneficiará 9,5 milhões de produtores em cerca de 50 mil vilarejos.

O governo disse que antecipa uma capacidade adicional de processamento de leite de 12,6 milhões de litros por dia; capacidade de secagem do leite de 210 toneladas por dia; capacidade de resfriamento do leite de 14 milhões de litros por dia; instalação de 28.000 refrigeradores de leite a granel (BMCs), juntamente com equipamento eletrônico de teste de adulteração de leite e capacidade de produção de produtos de valor agregado de 6 milhões de litros por dia.

Inicialmente, 39 uniões de produtores de leite em 12 estados estarão envolvidos no projeto. O governo disse que serão criadas oportunidades de emprego direto para cerca de 40 mil pessoas. 

Em 15/09/17 - 1 Rúpia Indiana = US$ 0,01557
64,1032 Rúpia Indiana = US$ 1 (Fonte: Oanda.com)
(As informações são do Dairy Reporter, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Languiru integra ranking anual do jornal Valor Econômico com as maiores empresas do Brasil

A Cooperativa Languiru integra o ranking Valor 1000 - Maiores Empresas 2017, publicação anual do jornal Valor Econômico, do Grupo Globo, cuja divulgação ocorreu na edição no. 17, revista publicada no último mês de agosto.

No ranking geral nacional, a Cooperativa Languiru figura na 450ª posição entre as 1000 empresas, cooperativas ou não (era 483º no ranking que considerava os índices de 2015). Levando em conta apenas as cooperativas que integram o ramo agropecuário, a Languiru figura na 21ª posição no Brasil. Nesse mesmo ramo agropecuário nacional, a Languiru está em 4º lugar no critério de crescimento sustentável (variação da receita líquida sobre variação do patrimônio ajustado).

Numa análise mais detalhada, a Languiru surge na 26ª posição no Brasil entre as empresas do ramo agropecuário, cooperativas ou não. Considerando este mesmo critério, no Rio Grande do Sul a Languiru é a 4ª colocada do setor agropecuário, sejam essas empresas cooperativas ou não.

Em se tratado das cooperativas ranqueadas pelo Valor 1000, a Languiru figura no 3º lugar entre as maiores do ramo agropecuário no Rio Grande do Sul. Levando em conta a realidade local, a Languiru é a primeira cooperativa do Vale do Taquari a figurar no ranking do Valor Econômico.

Cenário
No espaço da Carta ao Leitor da revista Valor 1000, o texto destaca o ambiente de incerteza que assombra os cenários político e econômico do país e como as maiores empresas brasileiras enfrentaram esse grande desafio, com foco na excelência da gestão e estratégias bem-sucedidas de consolidação em seus setores.

Na sessão que trata especificamente do agronegócio no atual exercício, texto editado pelo repórter Lauro Veiga Filho enfatiza os volumes produtivos elevados, índice que pode compensar parte da queda nos preços. "O desempenho da agropecuária, além de ajudar a segurar a inflação, puxou a economia como um todo no primeiro trimestre deste ano", escreveu, acrescentando que o crescimento da produção deverá contribuir para compensar perdas eventuais em outros setores da economia.

Ainda analisando o desempenho do setor agropecuário, o repórter Cristiano Zaia escreveu sobre a séria crise da carne brasileira, desencadeada pela Operação Carne Fraca e aprofundada pela delação premiada de executivos da JBS, "abrindo um mar de incertezas para as empresas do segmento, embora o agronegócio tenha puxado a volta do crescimento da economia nacional". Nesse contexto, ele fala do case da Nutriza Agroindustrial, dona da marca Friato, companhia que pelo terceiro ano consecutivo é vencedora no setor de agropecuária de Valor 1000. A empresa com base em Pires do Rio/GO, distante 140Km da capital Goiânia, pontuou em sete dos oito critérios de avaliação. Atua nos mercados de carnes congeladas e embutidos, rações animais e derivados de soja, tendo como sua principal matéria-prima o frango.

Como é feito o ranking
Conforme consta detalhadamente na revista, o ranking é elaborado a partir de diferentes análises. As empresas preenchem questionário com informações sobre o perfil do negócio, setor de atuação, perfil dos produtos e serviços, composição acionária e disponibilizam os últimos três balanços consolidados. Serasa Experian e Valor também captam essas informações de fonte pública.

O agrupamento das companhias se dá em 28 diferentes setores. Todas as informações são analisadas e auditadas pela Serasa, pelo Valor e pela Fundação Getúlio Vargas. Em 2016 foram quatro mil empresas mapeadas, conforme escreveu o repórter Felipe Datt.

Os critérios utilizados por Valor 1000 no ranking das maiores têm a chancela da Escola de Administração de Empresas da Fundação Getúlio Vargas de São Paulo e da Serasa Experian. A classificação final considera a pontuação obtida pelas empresas em oito critérios: receita líquida, crescimento sustentável, margem da atividade, giro do ativo, margem Ebitda, rentabilidade, liquidez corrente e cobertura de juros.

Melhor momento da Languiru
Para o presidente da Languiru, Dirceu Bayer, a presença e evolução da Languiru no ranking Valor 1000 refletem o melhor momento vivido pela cooperativa. "Depois de enfrentarmos grandes dificuldades, as perspectivas de futuro são muito otimistas. Entre erros e acertos, é possível comemorar muito mais acertos, o que coloca a Languiru nesta situação favorável, apesar da crise, moral e ética, que assola a nossa economia e política nacional", avalia.
                
O presidente ressalta que a crise ensina grandes lições. "Estamos fazendo o 'dever de casa' e hoje colhemos os frutos do processo de gestão eficiente e do uso de ferramentas de controle. É fundamental manter o otimismo, trabalhar em conjunto, valorizando a confiança e dedicação de todos os associados e colaboradores. Quando tudo isso passar, vamos estar muito melhores, pois aproveitamos a crise para fazer o que precisa ser feito. É a Cooperativa Languiru alimentando gerações com muita seriedade e competência, destacando o Vale do Taquari a nível de cenário nacional", frisa Bayer, mencionando outros recentes prêmios conquistados, como Destaque Mercadológico no 45º Prêmio Exportação RS e posição destacada no Prêmio Quem é Quem (3º lugar Social, 4º lugar Econômico-Financeiro, 4º lugar Sustentabilidade e 12º lugar entre as empresas exportadoras de carne suína).

Acreditar no potencial
O vice-presidente da Languiru, Renato Kreimeier, também avalia a evolução da cooperativa. "Na última década a Languiru cresceu muito e resgatou sua credibilidade no mercado, fruto da gestão e do trabalho comprometido de todos os colaboradores e associados. A marca Languiru está cada vez mais consolidada no mercado nacional e internacional, tornando-se referência em produtos diferenciados e de qualidade", ressalta.

Kreimeier acrescenta que o atual momento da Languiru coroa o trabalho de associados e colaboradores, dos Conselhos de Administração e Fiscal. "A Languiru atravessa um período de mudança cultural, cujo foco do trabalho está no associado, na redução de despesas e no resultado. Toda essa dedicação reflete no desempenho da Languiru, a cooperativa está forte e sólida, com perspectivas de futuro muito otimistas. Crises sempre vão existir, mas precisamos acreditar no nosso potencial", conclui o vice-presidente. (Assessoria de Imprensa Languiru)

Dia de Campo do Leite apresenta tecnologias para o setor
A Embrapa Clima Tempero promove, no dia 4 de outubro, o Dia de Campo Institucional do Leite junto à Estação Experimental de Terras Baixas. O evento ocorre a partir das 9 horas, no auditório da unidade, em Capão do Leão (RS). Durante o dia, serão apresentadas as tecnologias da Embrapa que ajudam a resolver as demandas do setor e promover o intercâmbio e a articulação com os diversos representantes da cadeia produtiva. A visitação para estudantes de universidades e escolas técnicas ocorrerá das 9h às 12h e a abertura oficial será às 13h. O evento deve se estender até às 17h. De acordo com o pesquisador responsável pelo evento, Rogério Dereti, o Dia de Campo Institucional do Leite é de grande importância para Embrapa divulgar os trabalhos de pesquisa que vem realizando durante o ano. "Nós mostramos a importância das boas práticas e o que elas são", explicou o pesquisador sobre a ação. Segundo ele, esta é uma oportunidade para os produtores tirarem as dúvidas que possuem sobre a atividade. "Mostramos soluções para os problemas do dia a dia dos produtores", ressaltou Dereti. O Sindicato da Indústria de Laticínios do RS (Sindilat) estará presente no Dia de Campo. (Assessoria de Imprensa Sindilat)

Porto Alegre, 15 de setembro  de 2017                                              Ano 11- N° 2.585

 

Perspectivas do mercado lácteo - América do Sul - Relatório 37/2017 de 14 de setembro de 2017

Leite/América do Sul - A produção de leite no campo vai crescendo em todo o Cone Sul, à medida que o aumento das temperaturas melhora o conforto das vacas de leite. Na Argentina e no Uruguai a captação de leite pelas indústrias para produção, principalmente, de queijos, leite condensado, iogurte e leite fluído. A disponibilidade de creme continua melhorando em um mercado estável. Os pedidos de leite pelas escolas, e programas públicos de ajuda alimentar, estão fortes. A produção de muçarela e manteiga foi intensificada para equilibrar a demanda de restaurantes, pizzarias e varejistas. Conforme divulgado pelo Ministério da Agricultura, em agosto de 2017, a produção de leite da Argentina cresceu 6% em relação ao mês anterior, mas diminui 2% em relação a agosto de 2016. Já os preços nominais pagos aos produtores, aumentaram 33% em relação a agosto de 2016. No Brasil, a produção de leite de vaca subiu, diante do clima favorável em estados produtores. A oferta de leite e creme tem sido adequada às necessidades das indústrias. 

 
A demanda doméstica por produtos lácteos está fraca, e os estoques de leite UHT e queijo muçarela continuam crescendo. O resultado foi que processadores, atacadistas e varejistas tiveram que reduzir os preços para equilibrar seus estoques. De acordo com os industriais, o poder de compra dos consumidores brasileiros está caindo junto com a economia, prejudicando os vários canais de venda por todo o país. De um modo geral, as indústrias da Argentina, Uruguai, Chile e Brasil continuam com a expectativa que haja melhora ao longo do 4º trimestre. (Usda - Tradução Livre: Terra Viva)
 
 
 
 
 
Fazendas leiteiras da rede britânica varejista Marks and Spencer recebem certificação de bem-estar animal

A Marks and Spencer (M&S) anunciou que se tornou "o primeiro grande varejista" no Reino Unido a fornecer todo o seu leite não orgânico de fazendas leiteiras certificadas com o selo RSPCA Assured da Sociedade Real para a Prevenção contra Crueldade aos Animais (RSPCA). Todas as 37 fazendas que fornecem leite fresco ao M&S Milk Pool obtiveram a certificação e as embalagens de leite fresco não orgânicos do supermercado agora possuem o logotipo RSPCA Assured. A medida significa que os 85 milhões de litros de leite vendidos nas lojas M&S todos os anos virão de fazendas com os mais altos padrões de bem-estar animal. Os padrões garantidos pela RSPCA cobrem todos os aspectos do bem-estar das vacas associados à produção de leite, incluindo criação de bezerros, acomodação, planejamento de saúde, transporte, alimentação e pastagem.

A M&S também publicou os relatórios de avaliação da RSPCA Assured para cada uma das fazendas de fornecedores de leite como parte de um mapa on-line interativo. O mapa mostra aos clientes de onde o leite M&S se origina, os resultados resumidos para cada fazenda e um link para baixar o relatório de avaliação completo. Steve McLean, chefe de agricultura e pesca da M&S, disse: "Sabemos o quanto o bem-estar animal interessa aos nossos clientes e eles esperam de nós os mais altos padrões. Os padrões RSPCA Assured são os mais altos na indústria de lácteos e estamos orgulhosos de nossos produtores que trabalham duro - dia após dia - para nos permitir alcançar isso para o nosso Milk Pool. Os padrões RSPCA Assured são os mais difíceis no negócio. Nós apoiamos as fazendas que trabalharam para alcançá-los, mas tenho o prazer de dizer que todos os produtores melhoraram e entregaram tudo o que nós e a RSPCA Assured pedimos a eles". 

O CEO da RSPCA, Clive Brazier, acrescentou: "Graças à M&S, milhares de vacas leiteiras agora terão uma vida melhor dentro dos padrões de bem-estar da RSPCA. E não é só isso: pela primeira vez, os consumidores poderão comprar o leite rotulado como RSPCA Assured em um varejista de rua. Este é um grande passo para melhorar o bem-estar das vacas leiteiras e esperamos que outros varejistas sigam o exemplo".  O M&S Milk Pool foi criado em 2000 para oferecer aos produtores estabilidade para que eles invistam no futuro. Hoje, o programa tem 37 fazendas espalhadas pelo Reino Unido entregando leite fresco para lojas e cafés da M&S. Os padrões de bem-estar da RSPCA são agora os padrões mínimos para o M&S Milk Pool, e os assessores da RSPCA Assured avaliarão as fazendas anualmente. (As informações são do FoodBev.com, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

Piracanjuba conquista 1º lugar no ranking "As Melhores da Dinheiro 2017", na categoria Alimentos e Bebidas

Piracanjuba - Reafirmando sua posição entre as maiores do mercado de laticínios nacional, a Piracanjuba recebeu mais um reconhecimento: é a vencedora do ranking "As Melhores da Dinheiro 2017", na categoria Alimentos e Bebidas. A cerimônia de premiação ocorreu na última quinta-feira (14/09), no Tom Brasil, em São Paulo.

"Receber essa premiação por mais um ano reforça que estamos no caminho certo e sendo reconhecidos não só pelos nossos consumidores, mas também pelo mercado. Isso nos impulsiona a crescer ainda mais, sempre com o foco na qualidade e diversificação", afirma o Diretor de Relações Institucionais da Piracanjuba, Cesar Helou.

A 15ª edição do Anuário "As Melhores da Dinheiro 2017" - o mais completo e abrangente ranking empresarial do Brasil -  elegeu, a partir da análise dos dados de cada participante, a campeã em cada um dos 23 setores avaliados. As companhias nele citadas foram avaliadas segundo cinco critérios de gestão: Sustentabilidade Financeira, Recursos Humanos, Inovação e Qualidade, Responsabilidade Social e Governança Corporativa. O Anuário é referência para o mercado do agronegócio, imprensa especializada e demais formadores de opinião. Ele conta também com o Ranking das 1000 Maiores Empresas do Brasil, no qual as empresas foram selecionadas com base no desempenho financeiro do ano anterior. (Assessoria de imprensa Piracanjuba)

Nova Zelândia começa a vender leite fresco para a China por meio do site Alibaba

O acordo comercial para venda de leite da Nova Zelândia com o vendedor on-line global Alibaba foi lançado e milhões de chineses ficaram sintonizados para assistir ao evento. A companhia, Collins Road Farm, que pertence a chineses, abrange 29 fazendas na Zelândia que fornecerão leite fresco ao Alibaba.  Os organizadores do lançamento alugaram uma instalação de satélites para permitir que o evento fosse transmitido diretamente para a China. Participaram 10 dos maiores influenciadores das mídias sociais da China, incluindo Yuni e Joyce, conhecidos como os gêmeos Chufei Churan na China. Os dois possuem números de seguidores de redes sociais maiores que a população total da Nova Zelândia. Eles e outros influenciadores filmaram o evento e a fazenda para seus seguidores na China. O leite é da marca Theland Farm Fresh Lew e tem uma vida útil de 16 dias.

Vendido sob um sistema de estrutura de dois preços, os membros regulares do Alibaba pagam NZ$ 8 (US$ 5,82) por litro, mas haveria um preço especial para os membros "VIP" de NZ$ 8 (US$ 5,82) por dois litros. Os membros VIP consistem em cerca de 570 mil famílias chinesas de classe média a alta. Justine Kidd, gerente-geral de agronegócio da Milk New Zealand, disse que há um grande potencial de mercado para o leite fresco na China. "Esperamos um crescimento significativo". Kidd disse que os consumidores chineses foram atraídos por benefícios para a saúde do leite fresco e que esse é visto como sendo menos processado do que outras formas de leite. "O que estamos tentando fazer é conectá-los com a fazenda. A segurança alimentar e o entendimento de onde vem os alimentos são muito importantes para o consumidor chinês e isso permite que eles confiem na origem dos alimentos".

Os consumidores da classe média da China estão cada vez mais usando a internet para comprar seus mantimentos. Os supermercados da Nova Zelândia, onde os consumidores escolhem alimentos nas prateleiras, não são tão comuns na China, disse Kidd. "Os consumidores chineses estão cada vez mais recebendo as suas compras na porta de casa. A maneira como compramos no supermercado é rara na China".  O ministro da Segurança Alimentar, David Bennett, chamou o acordo de "histórico" e disse que é impressionante que as duas empresas tenham se juntado para assinar isso. "É uma parceria que, mais para frente, será formidável para as empresas. É surpreendente para um neozelandês descobrir que havia cerca de 529 milhões de usuários móveis ativos nas plataformas da Alibaba somente em agosto deste ano. Isso é cerca de 117 vezes a nossa população".

Os clientes internacionais estão se tornando mais exigentes sobre o que compram. Eles querem saber a história por trás do produto, seu registro de segurança alimentar e suas credenciais ambientais, disse Bennett. "Isso está se tornando mais importante para os consumidores e a Alibaba cuidará disso". A venda de leite através do comércio eletrônico apresentou uma oportunidade para os agricultores neozelandeses terem vendas no varejo fora do país e fornecerão um componente de valor agregado para o setor lácteo, disse Bennett. O diretor-gerente da Milk New Zealand, Terry Lee, disse que esta foi a primeira vez que o leite fresco da Nova Zelândia foi lançado através de redes sociais usando transmissão em tempo real para consumidores em outro país. "É uma perspectiva emocionante, não só porque promove a colaboração que temos com a Alibaba, mas também, porque fornece aos consumidores chineses uma visão de onde e como o leite é produzido". (As informações são do Stuff.co.nz, traduzidas pela Equipe MilkPoint)

 

Parceria/EUA - A Associação de Produtores de Leite da América (DFA) apresenta nova parceria com painéis solares
A Associação de Produtores de Leite da América (DFA) e a Third Sun Solar, uma empresa de energia limpa com sede em Ohio, se uniram para ajudar a trazer tecnologia de painéis solares a  mais fazendas de membros do DFA. A parceria proporcionará aos membros do DFA da área meio-oeste o acesso ao planejamento, desenvolvimento, suporte e preços com desconto para programas de energia solar na fazenda. A Third Sun Solar também ajudará na identificação de incentivos que podem complementar o custo da tecnologia solar para os membros do DFA. A Associação de Produtores de Leite da América (DFA) disse que está percebendo seus membros cada vez mais interessados em energia renovável enquanto procuram maneiras de economizar dinheiro e tornar suas fazendas mais ecológicas. David Darr, presidente dos serviços agrícolas da DFA, disse: "Através desta parceria com a Third Sun Solar, esperamos tornar a tecnologia solar mais ampla, pois as oportunidades econômicas e ambientais para os agricultores são incrivelmente benéficas". O membro do DFA, Gary Kibler, da fazenda produtora de lácteos Kibler, em Warren, Ohio, trabalhou recentemente com o Third Sun Solar para instalar 480 painéis solares em sua fazenda familiar. De acordo com a Third Sun Solar, os painéis fornecerão 163,2 quilowatts de energia, o que deverá significar uma economia anual de US $ 23.000. A co-fundadora da Third Sun Solar, Michelle Greenfield, disse: "As fazendas familiares podem ser a essência da transformação ecológica, e as fazendas leiteiras, em particular, são um recurso inexplorado para levar mais energia renovável a região central. "Além disso, os painéis são muito mais duráveis agora do que 15, ou até mesmo cinco anos atrás. Então, com preços de painel pela metade do preço do que costumavam ser, a energia solar é muito mais alcançável para os agricultores que procuram reduzir sua pegada de carbono ".(FoodBev Media - Tradução Livre: Terra Viva)